quarta-feira, 17 de junho de 2015

Computação e medicina: USP sedia evento internacional que integra as áreas e contribui para formação de profissionais qualificados

Simpósio acontecerá de 22 a 25 de junho, unindo pesquisadores de São Carlos, Ribeirão Preto e convidados internacionais


Um evento para reforçar a integração entre dois campos científicos será realizado pela primeira vez na América Latina durante a próxima semana, de 22 a 25 de junho: o Simpósio Internacional de Computação Aplicada a Sistemas Médicos (IEEE International Symposium on Computer-Based Medical Systems – CBMS 2015). Este é o principal congresso que integra computação e medicina.

Os três primeiros dias do Simpósio, que está em sua 28ª edição, ocorrerão no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e o último dia do evento será realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). “As palestras, a apresentação de artigos científicos inovadores e os cinco painéis de debate serão em São Carlos. Já em Ribeirão acontecerão os minicursos, voltados à qualificação dos profissionais, bem como a apresentação dos trabalhos de pós-graduação em andamento”, explicou uma das coordenadoras gerais do evento, professora Agma Traina, do ICMC.

“A cada dia, intensifica-se a necessidade de construirmos um modelo de atenção à saúde integral e integrado. Para isso, é fundamental termos acesso a todas as informações disponíveis dos usuários do sistema de saúde para cuidarmos dessas pessoas nos diversos níveis de atenção, inclusive preventivamente”, destacou o outro coordenador geral do evento, Paulo Azevedo-Marques, que também é professor da FMRP e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde.

Campo científico em expansão acelerada, a área da informática em saúde ou informática médica lida, basicamente, com o armazenamento, a recuperação e o uso da informação para a resolução de problemas e a tomada de decisão na área da saúde. Segundo os especialistas, gerenciar as informações sobre os pacientes por métodos tradicionais baseados em papel já não faz sentido com o avanço nas tecnologias de computação e comunicação, especialmente levando-se em conta o aumento na quantidade e qualidade de dados disponíveis. Nesse sentido, há a necessidade crescente de pesquisar e desenvolver soluções computacionais adequadas para a área médica.

As pesquisas realizadas na intersecção entre computação e medicina abrangem diversos segmentos, tais como prontuário eletrônico de pacientes; telemedicina; sistemas de apoio à decisão; sistemas de informação em saúde; processamento de sinais biológicos; internet em saúde; padronização da informação em saúde; e processamento de imagens médicas. Todos esses segmentos estão inseridos na programação do Simpósio.

De acordo com a professora Agma, os principais convidados internacionais são Sameer Antani e Leonard Rodney Long, ambos do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH), e Rangaraj Rangayyan, da Universidade de Calgary, do Canadá. Na palestra de abertura do evento, dia 22 de junho, às 8h45, Antani explicará como a computação pode contribuir para enfrentarmos alguns desafios globais da área da saúde, tal como o HIV/Aids e a tuberculose. No dia seguinte, 23 de junho, às 10h20, é a vez de Rangayyan falar sobre a detecção precoce de câncer de mama em mamografias por meio da identificação de distorções arquiteturais nas imagens. Já no dia 24 de junho, às 8h45, Long apresentará alguns exemplos práticos de sistemas computacionais aplicados à biomedicina.

Haverá, ainda, uma palestra com o professor Marco Antônio Gutierrez, do Instituto do Coração (InCor/USP), sobre os avanços e progressos nos sistemas de informação utilizados em hospitais. Confira a programação completa no site do evento.

As inscrições online para o CBMS já estão encerradas, mas é possível participar inscrevendo-se na recepção do evento em São Carlos, dia 22 de junho, a partir das 8 horas, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano do ICMC. Quem desejar participar do Simpósio apenas em Ribeirão Preto também poderá se inscrever no dia 25 de junho, a partir das 8 horas, na recepção do auditório do Centro de Educação e Aperfeiçoamento Profissional em Saúde (CEAPS) no Hospital das Clínicas da FMRP. Confira o valor de cada taxa de inscrição no site do evento. O CBMS é realizado pelo ICMC, pela FMRP e pelo Institute of Electrical and Electronic Engineers (IEEE), a maior organização profissional do mundo em computação.

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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E-mail: eventos@icmc.usp.br

Workshop de Teses e Dissertações em Matemática: inscreva seu trabalho até 31 de julho


Os interessados em apresentar seus trabalhos no Workshop de Teses e Dissertações em Matemática do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, devem enviar suas propostas até 31 de julho. A quinta edição do evento acontece de 31 de agosto a 2 de setembro no Instituto e tem como objetivo promover a integração e a divulgação das pesquisas realizadas no âmbito do Programa de Pós-graduação em Matemática do ICMC.

Os alunos em fase final da produção de sua tese ou dissertação podem apresentar os resultados parciais obtidos em suas pesquisas. Quem é aluno de mestrado do ICMC ou estudante de pós-graduação em outra instituição poderá participar da seção de pôsteres do evento, já quem é aluno de doutorado poderá ministrar palestras. Os resumos das propostas de pôsteres e palestras devem ser enviados por e-mail para wpgmat@icmc.usp.br. É preciso seguir o modelo estabelecido pelos organizadores do evento (veja aqui) e possuir, no máximo, uma página. O idioma utilizado para o resumo, apresentação de slides e para o pôster deve ser o inglês. Já nas apresentações orais, poderá ser empregado o português.

Quem se inscrever no evento até dia 14 de agosto tem direito a um desconto nas taxas de inscrição, que custam R$ 30,00 para alunos de mestrado, R$ 40,00 para doutorandos e R$ 50,00 para demais pesquisadores. Após essa data, as taxas aumentam R$ 10,00.

Prêmio Gutierrez – No dia 31 de agosto, em conjunto com a abertura do Workshop, ocorrerá a cerimônia do Prêmio Professor Carlos Teobaldo Gutierrez Vidalon, que premia, a cada ano, a melhor tese de doutorado em matemática defendida no Brasil no ano anterior. Para mais informações sobre o prêmio, clique aqui

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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Olimpíada Brasileira de Robótica registra recorde de participação em São Carlos

12 equipes consagraram-se campeãs no último final de semana durante a modalidade prática da Olimpíada, que aconteceu no ginásio de esportes da USP

Em todo o Brasil, 2,5 mil equipes se inscreveram na modalidade prática da OBR

“O que eu acho mais legal da robótica é a forma de aprender, não com alguém ensinando, mas com você descobrindo. É o que mais diverte”, explicou, entusiasmado, o estudante Luís Vinícius Paudissera, 16 anos, exibindo a medalha de ouro que recebeu durante a etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) em São Carlos. Luís e mais três colegas são do Sesi Rio Preto Robotic Team, de São José do Rio Preto, uma das 200 equipes que se inscreveram para participar da competição que aconteceu no último final de semana, dias 13 e 14 de junho, no ginásio de esportes da USP, em São Carlos.

“Nós nos esforçamos para que todas as equipes possam competir em nível de igualdade”, declarou a coordenadora da etapa regional da OBR, Roseli Romero, durante a abertura do evento. Professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, Roseli destacou que, este ano, a competição registrou um verdadeiro recorde de participação: o número de inscritos dobrou em relação ao ano passado, quando 99 equipes da região participaram da modalidade prática. 

Roseli durante a abertura do evento, no ginásio de esportes da USP em São Carlos

A participação das escolas estaduais da região também aumentou: no ano passado, foram 6 equipes, da quais uma chegou à final nacional; este ano, 23 times competiram. “Nossa meta é dobrar o número de equipes no próximo ano”, disse a dirigente regional de ensino, Débora Blanco. Segundo ela, por meio de projetos atrelados ao currículo dos alunos, foi possível obter recursos da secretaria de Educação do Estado de São Paulo e adquirir os kits de robótica para as escolas. “Precisamos despertar o interesse dos nossos alunos para a ciência. Com a robótica, eles desenvolvem habilidade e competências que perpassam todas as disciplinas”, concluiu.

Este ano, em todo o Brasil, 2,5 mil equipes se inscreveram na modalidade prática da OBR. “Cerca de 20% desse total, 547 equipes, são do Estado de São Paulo”, explicou Flavio Tonidandel, representante estadual da competição e professor do Centro Universitário da FEI, em São Bernardo do Campo, onde acontecerá a etapa estadual da OBR no dia 8 de agosto. Participarão dessa etapa as equipes que melhor se classificarem em todas as regionais. Em São Carlos, 12 times conquistaram medalhas (ouro, prata e bronze) nos dois níveis que compõem a OBR: o nível 1, voltado aos alunos do ensino fundamental, e o nível 2; destinado a quem está no ensino médio e técnico (confira o nome dos vencedores no final da reportagem).

Educando o robô – “Se a gente não for educado com o robô, ele não faz o que a gente pede”, explicou a estudante Nicoli Costa, de 10 anos. No aplicativo que ela e seu time usou para ensinar o robô, antes de dar qualquer ordem, era preciso sempre começar com a palavra “Por favor” e terminar com “Obrigado”. Nicoli estuda na escola municipal Governador Mário Covas, em Tupã, a cerca de 340 quilômetros de São Carlos. Ela veio participar da competição junto com mais seis equipes de Tupã. Chegou na tarde do dia 12, dormiu em um hotel e estava animada para participar da OBR depois da longa jornada que incluiu a montagem do robô e a programação. 

Nicoli (à esquerda) com sua equipe: de Tupã para São Carlos

Nas pistas de competição, que são plataformas de madeira, simula-se o resgate de uma vítima e os robôs precisam ter sido programados para enfrentar os desafios sozinhos. No ano passado, a vítima era representada por uma lata. Este ano, passou a ser uma bola prata. No nível 1, basta o robô encontrar a vítima. Já no nível 2, além de encontrá-la, deve pegá-la e jogá-la dentro de um triângulo de madeira. Nesse nível, o robô pode resgatar mais do que uma vítima. 

Na opinião do professor Marcelo Prado, da escola estadual professora Alice Madeira João Francisco, de São Carlos, que trouxe duas equipes para participar da competição, foi essencial fazer o curso preparatório oferecido no ICMC. “É a segunda vez que participamos. Este ano foi bem melhor, porque tivemos cinco aulas preparatórias junto com os oito alunos. Eles gostaram muito de conhecer o ambiente da Universidade”, contou Prado. “Conseguimos tirar dúvidas com os professores que estavam dando as aulas, especialmente em relação à forma como devíamos lidar com os sensores e calibrá-los”, completou. “Eu era apenas um tutor, colocava os desafios e os alunos iam buscar as respostas sozinhos. Temos muitos desafios ainda a enfrentar, mas vale a pena participar”, concluiu o professor.

Marcelo (em pé, o quarto da esquerda para a direita) destacou importância de participar do curso preparatório
Enquanto a competição rolava no térreo do ginásio de esportes da USP, no primeiro andar, acontecia a última aula do curso extensão O uso das tecnologias na aprendizagem: Excel, Word, PowerPoint e Robótica. Coordenado pelas professoras do ICMC Esther Prado e Miriam Utsumi, o curso contou com a participação de nove professores de escolas da região e oito estudantes do ensino básico. Usando cinco kits de robótica, eles também montaram seus robôs e construíram uma pista para testes. “A robótica encanta porque há muitos desafios para serem enfrentados. Por isso, optamos por encerrar o curso aqui na OBR”, finalizou Esther.

O evento contou com o apoio do ICMC, do Centro de Robótica de São Carlos, da Escola de Engenharia de São Carlos, da prefeitura do campus da USP em São Carlos, da UFSCar e da Comissão Especial de Robótica (CER) da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Entre os docentes envolvidos com a realização da OBR também estão o professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSCar, Rafael Aroca, que é vice-coordenador geral da OBR; o professor do Departamento de Engenharia Elétrica da EESC e coordenador do CROB, Marco Henrique Terra; o coordenador do CER, Fernando Osório; a professora do Departamento de Engenharia Elétrica da UFSCar, Tatiana Pazelli; e a professora do Colégio Técnico de Campinas (COTUCA) da UNICAMP, Cintia Aihara.



Confira os vencedores

Sábado, 13 de junho -  Nível 1 (ensino fundamental)
Medalha de ouro: equipe Sigma 1, de São Carlos.
Medalha de prata: equipe Sigma 2, de São Carlos.
Medalha de bronze: equipe O.G.E.L. Valinhos, de Valinhos.

Sábado, 13 de junho - Nível 2 (ensino médio e técnico)
Medalha de ouro: equipe Sesi Rio Preto Robotic Team, de São José do Rio Preto.
Medalha de prata: equipe Sesi Jabuka Force, de Jaboticabal.
Medalha de bronze: equipe Sesi T-Rex, de Monte Alto.

Domingo, 14 de junho - Nível 1 (ensino fundamental)
Medalha de ouro: equipe Rio Branco 1, de Campinas.
Medalha de prata: equipe Sabin 2, de Ribeirão Preto.
Medalha de bronze: equipe Robótica Ourinhos Roboteam, de Ourinhos.

Domingo, 14 de junho - Nível 2 (ensino médio e técnico)
Medalha de ouro: equipe Xablebous Team, de São Carlos.
Medalha de prata: equipe IFSP, de São Carlos.
Medalha de bronze: equipe Átons, de Araras.

Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

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Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

Palestras da semana - 15 a 19 de junho


Seminário do grupo Topologia do Interior
How a topological game can help us in our lives again
Palestrante: Dione Andrade Lara (ICMC)
Quando: terça-feira, 16 de junho, às 19h
Onde: sala 3-102
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários da Pós-Graduação em Matemática
Measures of Maximal Entropy and Equilibrium States
Palestrante: Jorge Luis Crisostomo.
Quando: quarta-feira, 17 de junho, às 13h
Onde: sala 3-010
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários de Computação (Bacharelado em Ciências de Computação)
Acessibilidade na Web
Palestrante: Johana Maria Rosas Villena
Quando: quarta-feira, 17 de junho, às 14h20
Onde: sala 4-003
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários do Laboratório de Engenharia de Software (LabES)
Dynamic variability for runtime reconfiguration challenges
Palestrante: Rafael Capilla (Universidade Rey Juan Carlos, Madrid, Espanha)
Quando: quarta-feira, 17 de junho, às 16h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
Clique aqui para ver o resumo
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Palestra sobre equações diferenciais
Convergence to steady-state and boundary layer profiles in a linear chromatography system
Palestrante: J. Solà-Morales (Universidade Politécnica da Catalunha, Barcelona, Espanha)
Quando: quarta-feira, 17 de junho, às 17h
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano (sala 6-001)
Clique aqui para ver o resumo
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Seminário de Coisas Legais
Problemas de (quase) um milhão de dólares
Palestrante: Lúcio Tunes Santos (IMECC-UNICAMP)
Quando: sexta-feira, 19 de junho, às 13h13
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano (sala 6-001)
Clique aqui para ver o resumo
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Mais informações
Agenda de eventos do ICMC: www.icmc.usp.br/Portal/Eventos
Seção de Eventos: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

Inscrições abertas para bolsas de monitoria no Departamento de Matemática do ICMC


Estão abertas, até dia 7 de julho, as inscrições para bolsas de monitoria no Departamento de Matemática (SMA) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. As monitorias começam em agosto e tem duração de 4 meses.

Para se candidatar, os alunos devem estar na graduação ou pós-graduação, não podem ter outras bolsas e precisam ter cursado a disciplina que irão atuar ou equivalente. Serão 4 horas semanais de monitoria com bolsa no valor de R$ 300,00 mensais.

Os documentos para inscrição são: histórico escolar atualizado; uma foto 3x4 e a ficha de inscrição preenchida. Tudo deve ser enviado em formato PDF por e-mail para sma@icmc.usp.br. Os documentos também podem ser entregues pessoalmente na secretaria do SMA. Confira, abaixo, as disciplinas disponíveis para inscrição.

Disciplinas disponíveis
SMA0187-Prática de Ensino de Matemática II
SMA0200-Prática de Ensino de Geometria e Desenho Geométrico
SMA0300-Geometria Analítica
SMA0301-Cálculo I
SMA0304-Álgebra Linear
SMA0308-Análise II
SMA0332-Cálculo II
SMA0341-Elementos de Matemática
SMA0354-Cálculo II
SMA0356-Cálculo IV
SMA0501-Cálculo I
SMA0802-Cálculo II
SMA0804-Álgebra Linear
SLC0613 -Estagio Supervisionado em Ensino de Matemática II
Laboratório de Ensino de Matemática (LEM)

Mais informações

Telefones SMA: (16) 3373-9711 ou 3373-9621
E-mail: sma@icmc.usp.br

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Defesas e qualificações da semana - 15 a 19 de junho



Qualificação de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Using spatial/temporal information to integrate heterogeneous biodiversity semantic data
Aluna: Flor Karina Mamani Amanqui
Orientador: Dilvan de Abreu Moreira
Quando: segunda-feira, 15 de junho, às 14h
Onde: sala 3-103
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Qualificação de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Wavelet-based visualization of time-varying data on graphs
Aluna: Paola Tatiana Llerena Valdivia
Orientador: Luis Gustavo Nonato
Quando: quarta-feira, 17 de junho, às 9h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro
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Qualificação de Doutorado no Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Estatística - PIPGES
Quadratic and cubic ranking transmutation maps: modeling structural properties, estimation and applications
Aluna: Daniele Cristina Tita Granzotto
Orientador: Francisco Louzada Neto
Quando: quarta-feira, 17 de junho, às 14h30
Onde: sala 3-103
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Qualificação de Doutorado no Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Estatística - PIPGES
Inferência em modelos alternativos à distribuição Beta sob abordagem Bayesiana
Aluna: Rosineide Fernando da Paz
Orientador: Jorge Luis Bazán Guzmán
Quando: sexta-feira, 19 de junho, às 10h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro
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Mais informações
Agenda de defesas e qualificações
Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373.9638
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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Descobrindo a robótica na pré-escola: crianças da creche da USP em São Carlos aprendem a montar e controlar robôs

Os princípios básicos da robótica e da programação já não são um mistério para 28 crianças que têm entre 4 e 6 anos e participam de um projeto piloto criado por uma professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação

Ação, diversão e aprendizado andam juntos nas aulas de robótica

Ele tem apenas quatro anos e está eufórico. Ao ver o professor na porta da sala com um robô e suas demais ferramentas de trabalho, não resiste: vai logo explorando aquela máquina com as mãos ansiosas. “Leandro, onde está o cérebro do robô?”. O garoto aponta certeiro para a central de comando do objeto. “E as pernas dele, onde estão?” De novo, o menino movimenta rapidamente as mãos em direção as rodas que fazem o robô andar.

É segunda-feira, quase 15 horas, e as nove crianças que compõem a Turma do Vulcão, todas com quatro ou cinco anos, voltam do lanche afoitas para aprender mais sobre robôs. Não estamos em uma escola primária inglesa, onde desde o ano passado as crianças a partir de cinco anos passaram a ter aulas de programação. Estamos na creche da USP em São Carlos, a cerca de 230 quilômetros da capital do Estado de São Paulo. É aqui que, desde março, o projeto idealizado pela professora Roseli Romero, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, ganha vida.

“Prender a atenção deles é o meu maior desafio”, revela o estudante Isaak Machado, que abraçou a ideia do projeto criado por Roseli e ministra aulas de robótica para duas turmas da creche nas segundas à tarde. Isaak sempre gostou de ensinar e, ainda no ensino médio, ministrava aulas de reforço para seus colegas. Ele também já participou, como voluntário, de uma iniciativa para ensinar pré-adolescentes de baixa renda, mas nunca havia trabalhado com crianças na educação infantil. “Aqui, eu preciso de ação, não posso ficar na teoria”, diz o estudante, que cursa Engenharia Mecatrônica na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). 

Aliás, ação é a palavra que melhor sintetiza o que acontece nessa aula de robótica. Agitadas para tocar e mexer no robô que elas mesmas montaram ao longo do projeto, as crianças não ficam quietas um minuto sequer. Com a ajuda das professoras da creche, Isaak vai aos poucos conseguindo explicar alguns conceitos importantes: “Vamos fazer nosso robô andar seguindo uma faixa?”. Ele logo angaria um grupo de voluntários que ajudam a fixar a fita adesiva no chão. “E agora, como vamos ensinar esse robô a andar na faixa? O que eu usei para falar com o robô na outra aula?”, pergunta o professor. “Um computadorzinho!”, responde imediatamente Leandro Pascual. Então, Isaak liga o laptop e entra em uma plataforma de programação chamada LEGAL.

De novo, o professor lança outra pergunta para seus alunos: “Qual palavra usamos para começar a ensinar o robô?”. As crianças respondem em coro: “Por favor”. E lá vai Isaak escrevendo “Por favor” no computadorzinho. “Mas eu preciso falar para o robô seguir a faixa por quanto tempo? Vamos contar quantos passos ele precisa dar?”. Magicamente, os pequenos atendem ao pedido e fazem um trenzinho, andando sobre a faixa que está no chão. Os números surgem naturalmente para contar os movimentos dos pés: 1, 2, 3... 16. Alguns contam um pouco mais, mas a maioria termina no 16. Isaak explica às crianças que o robô não sabe o que são passos, mas que ele entende o que são segundos e que vai dizer para o robô andar durante 16 segundos. Antes de finalizar, o professor pergunta: “O que a gente fala para o robô, no final, para ele obedecer a gente?”. Outra vez, ouvimos o coro das crianças: “Obrigado”. 

A disputa agora é para ver quem aperta o botão “Ensinar” na plataforma LEGAL. A cada aula, é vez de uma criança. Felizes, os pequenos acompanham atentos os passos do robô sobre aquela linha branca. Tal como eles, o robô parece feliz em sua trajetória pelo jardim da infância. 

Leandro (ao centro) e seus amigos explorando o robô que montaram

Múltiplos aprendizados – “É a primeira vez que temos a oportunidade de trazer essa tecnologia existente na USP para os nossos alunos”, conta a coordenadora da creche, Beatriz Boriollo. Três turmas de crianças entre 4 e 6 anos participam da iniciativa, totalizando 28 alunos que têm uma aula de robótica por semana. Isaak é o professor em duas turmas e o estudante Guilherme Moreira, também da EESC, ministra aulas para o outro grupo.

“As crianças não estão apenas entrando em contato com um equipamento sofisticado, estão investigando como um robô funciona, explorando as possibilidades de montagem. É um processo investigativo em que diversos conceitos são trabalhados como a coordenação motora fina, a importância da concentração, o trabalho em equipe e questões matemáticas como ordens de grandeza, formatos e encaixes”, explica Beatriz. A brincadeira de montar o robô foi tão fascinante para as crianças que algumas passaram a procurar pela caixa de ferramentas quando estavam em casa.

Porém, as descobertas realizadas nesse trabalho não se restringem ao universo infantil. Quando os quatro kits de robótica chegaram à creche, também surpreenderam as professoras. “O maior aprendizado foi durante a montagem dos robôs, muitas delas não conheciam as ferramentas”, diz Fabrícia Bedinotto, que é coordenadora de módulo de 4 a 6 anos na creche. 

“Precisamos realizar várias adaptações no projeto, pois nunca havíamos trabalhado com crianças nessa faixa etária. Desenvolvemos uma nova forma de passar o conhecimento para elas e investimos mais tempo na montagem dos robôs do que havíamos planejado inicialmente, porque elas adoraram fazer isso”, explica Isaak. Comparar as partes de um robô com o corpo humano é uma das técnicas empregadas por ele, além de dar mais foco na ação do que na teoria. 

“O mais interessante é que as crianças deixam de enxergar o robô como uma máquina misteriosa. Elas entendem que, para que o robô deixe de ser apenas um monte de peças e passe a interagir com o meio ambiente, é preciso colocar sensores e programá-lo”, conta Roseli, que é vice-coordenadora do Centro de Robótica de São Carlos (CROB) e pretende dar prosseguimento ao projeto que começou a ser realizado em março na creche.

O projeto realizado na creche faz parte do Programa Aprender com Cultura e Extensão da USP e recebeu o apoio da empresa Pete, que forneceu os kits de robótica, além de recursos da FAPESP e do CNPq. “Esse tipo de iniciativa é um estímulo fantástico para as crianças. Essa geração assimila muito rápido as questões tecnológicas, já nasceram com o dedo pronto para as telas sensíveis ao toque. Por isso, é muito bom que eles sejam apresentados a conhecimentos mais avançados porque, lá na frente, tudo isso já será muito natural para eles”, aprova o físico Rogério Pascual, que é pai de Leandro Pascual e funcionário do ICMC.

Isaak (ao fundo) aperta o comando do "computadorzinho"

Se você gosta de robôs, não perca a oportunidade de assistir gratuitamente às provas práticas da Olimpíada Brasileira de Robótica. A etapa regional da competição contará com a participação de mais de 200 equipes e acontecerá no próximo sábado e domingo, dias 13 e 14 de junho, no ginásio de esportes da USP em São Carlos. Saiba mais!

Texto e fotos: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC

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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Campus da USP em São Carlos sedia etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica

Evento ocorre neste final de semana, é gratuito e aberto à participação de toda a comunidade, que poderá conhecer e experimentar kits de robótica

No ano passado, 99 equipes participaram do evento; este ano, serão 200
No próximo final de semana, dias 13 e 14 de junho, os robôs invadirão novamente São Carlos: 200 equipes de escolas públicas e particulares da região vão disputar a modalidade prática da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) no ginásio de esportes do campus da USP.

“O aumento no número de equipes inscritas foi tão expressivo que precisamos dividir o evento em dois dias”, afirmou a coordenadora local do evento, professora Roseli Romero, do Instituto de Ciências Matemática e de Computação (ICMC) da USP. No ano passado, a cidade sediou pela primeira vez a etapa regional da competição, que contou com a participação de 99 equipes.

Há quatro competidores em cada equipe e dois níveis de disputa: o nível 1 é voltado aos alunos do ensino fundamental e o nível 2 aos do ensino médio e técnico. Haverá 50 equipes competindo em cada nível nos dois dias do evento. Basicamente, o que muda de um nível para outro é o grau de dificuldade a ser enfrentado pelos competidores. No nível 1, há uma simulação de resgate e o robô competidor precisa encontrar uma vítima, superando várias adversidades. Já no nível 2, além de encontrar a vítima durante a simulação, o robô deve resgatá-la, passando também por diversos obstáculos. Cada nível conta com três rodadas de disputa nas categorias fácil, médio e difícil. Os melhores classificados dessa regional irão disputar a etapa estadual no dia 8 de agosto, nas dependências do Centro Universitário da FEI.

Além dos competidores, espera-se a participação de técnicos, voluntários, pais, curiosos, visitantes e imprensa. Estima-se em torno de 1,3 mil pessoas no evento. O público que não irá participar das provas está convidado para assistir às competições nos dois dias, que acontecem a partir das 8h30 e prosseguem até por volta das 18h30. O evento é gratuito e haverá empresas disponibilizando kits de robóticas para que o público possa conferir como montar e programar um robô.


Motivação – Segundo a professora Roseli, que é vice-coordenadora do Centro de Robótica de São Carlos (CROB), é difícil precisar o que causou a intensificação da procurar por esta edição: “Um fator importante e que motiva o aluno é o fato dele perceber, por meio da robótica, que pode exercer o poder de criação que possui e ver que é capaz de propor algo novo, feito por ele e que funciona”, afirmou. 

Para motivar e preparar os alunos e as escolas interessadas, foi organizado um curso de extensão no ICMC que contou com a presença de 120 inscritos majoritariamente da região de São Carlos e das cidades de Bauru, Rio Claro, Descalvado e Araraquara, realizado durante os meses de abril e maio.

Roseli destacou a importância da USP em realizar mais uma etapa regional do evento: “Um dos objetivos do CROB é divulgar a robótica para as escolas do ensino fundamental e médio, por meio de minicursos, exposições, feiras, competições, visando atrair estudantes para as áreas de ciências exatas e estimular a inovação tecnológica”.

De acordo com o vice-coordenador geral da OBR, Rafael Aroca, a realização da etapa regional da OBR em São Carlos em 2014 foi muito positiva. “Recebemos vários comentários de professores da cidade e da região dizendo que a participação na OBR fez reduzir o número das faltas dos alunos. Também tivemos notícia, ainda, de que a missão do evento foi atingida, pois vários alunos se empolgaram com o assunto e disseram que não imaginavam que poderiam criar um robô como aquele feito para a competição”, destacou Aroca, que é professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSCar.

O evento tem o apoio do CROB, do ICMC, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da prefeitura do campus da USP em São Carlos, da UFSCar e da Comissão Especial de Robótica (CER) da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Entre os docentes envolvidos com a realização da OBR estão o professor do Departamento de Engenharia Elétrica da EESC e coordenador do CROB, Marco Henrique Terra; o coordenador do CER, Fernando Osório; a professora do Departamento de Engenharia Elétrica da UFSCar, Tatiana Pazelli; a professora do Colégio Técnico de Campinas (COTUCA) da UNICAMP, Cintia Aihara; e o professor da FEI e coordenador da regional da OBR de Santo André, Flávio Tonidandel.




Modalidade prática da Olimpíada Brasileira de Robótica – etapa regional
Quando: sábado e domingo, 13 e 14 de junho, das 8h30 às 18h30
Local: ginásio de esportes do campus da USP em São Carlos
Endereço: rua dos Inconfidentes, 85 (acesse o mapa)
Evento gratuito e aberto à participação de todos os interessados
Mais informações: (16) 3373.9622 ou eventos@icmc.usp.br

New Interactions of Combinatorics and Probability: inscrições até 21 de junho


Os pesquisadores têm até 21 de junho para se inscrever na escola New Interactions of Combinatorics and Probability, que acontece entre os dias 24 de agosto e 4 de setembro, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O evento é promovido pelo ICMC em conjunto com o Centro Internacional de Matemática Pura e Aplicada (CIMPA) e com a Comissão para Países em Desenvolvimento da União Internacional de Matemáticos (IMU-CDC).

A escola terá cursos, palestras e debates sobre diversas áreas da probabilidade, combinatória e processos estocásticos. Durante a primeira semana do evento serão ministrados minicursos sobre probabilidade livre, matrizes aleatórias, caminhos rugosos e combinatória algébrica e enumerativa.

O objetivo dos minicursos é fazer com que os participantes tenham noções básicas e exemplos sobre esses campos de estudo, que estão entre os mais pesquisados na matemática moderna. Já durante a segunda semana serão oferecidas palestras dedicadas a discutir tópicos mais aprofundados com o intuito de apresentar o desenvolvimento mais recente nas áreas estudadas.

Para se inscrever, os participantes devem acessar o site do evento. Os estudantes que precisarem de auxílio para participar da escola podem escrever para os organizadores mencionando essa questão. Confira, abaixo, a lista de pesquisadores que participarão do evento e os temas que abordarão.

Minicursos:
• Alice Guionnet (MIT, Estados Unidos): Random matrices, Free probability and the Enumeration of maps.
• Anke Wiese (Heriot-Watt University, Escócia): Stochastic calculus.
• Frédéric Patras (CNRS, França): Algebraic combinatorics.
• Massimiliano Gubinelli (Université Paris Dauphine, França): Rough path theory.
• Hans Munthe-Kaas (Universtity of Bergen, Noruega): Numeric integration, structure preservation and combinatorics.
• Kurusch Ebrahimi-Fard (ICMAT, Espanha): Algebraic combinatorics.
• Roland Speicher (University of Saarbrucken, Alemanha): Free probabality

Palestras:
• Anatoli Lambartsev (IME-USP, Brasil): Peierls argument for Gibbs fields with chess-board symmetric external field
• Carlos Tomei (PUC-RJ, Brasil): Universality in discrete copulas and Brownian bridges
• Philippe Biane (CNRS-Université Paris Est, França): Free probability and representation theory.
• Paulo Ruffino (IMECC-UNICAMP, Brasil): Decomposition of stochastic flows in dual foliated manifolds: extension of time.

Mais informações
Seção de Eventos do ICMC: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

terça-feira, 9 de junho de 2015

ICMC participa da 18ª Feira do CIEE e destaca-se como opção relevante no interior

Feira reuniu cerca de 65 mil visitantes que conheceram as carreiras e os cursos oferecidos pelo campus da USP em São Carlos


Robô do ICMC capaz de seguir a luz foi produzido com uma placa Arduino

Evidenciar a qualidade e a abrangência das atividades de ensino, de pesquisa e de extensão da USP São Carlos e apresentá-la como alternativa de ensino superior de qualidade no interior do Estado de São Paulo. Esse foi o principal objetivo da participação do campus na 18ª Feira do Estudante – Expo CIEE 2015, que aconteceu de 29 a 31 de junho e reuniu cerca de 65 mil visitantes no Prédio da Bienal, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

A declaração de Leonardo Isaac dos Santos, 17 anos,  estudante de um curso técnico em Mecatrônica de Osasco, São Paulo, mostra que esse propósito foi alcançado: "Eu penso em fazer computação e vim para saber onde posso encontrar os melhores cursos. Pelo que já pesquisei, estou inclinado a escolher Engenharia de Computação e foi ótimo saber que tem esse curso em São Carlos." O curso de Engenharia de Computação é oferecido em parceira pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) e pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).

Quem também conversou com representantes do ICMC e da EESC foi Giovanni Oliveira, estudante de um curso técnico em Eletrotécnica em Capão Redondo: "Gostar de matemática vai depender muito de seus professores, e eu tive sorte, sempre contei com professores que me estimularam. Como também gosto muito de física, acho que quero juntar os dois e fazer Engenharia Elétrica ou Mecatrônica", afirmou, após resolver a Torre de Hanói em menos de cinco minutos. Além da torre, o ICMC levou para o evento um robô feito com uma placa Arduino, ferramenta aberta e livre para o desenvolvimento de projetos de hardware e software. Também foi entregue o novo guia especialmente desenvolvido para esclarecer as dúvidas dos estudantes.

Desafio da Torre de Hanói mobilizou estudantes
Já Suelen Azevedo, 17 anos, estudante do ensino médio, de São Paulo nunca tinha ouvido falar em Física Computacional, nem de uma cidade chamada São Carlos com duas universidades públicas. "A gente acha que tudo está na capital", afirmou. O curso de Física Computacional é oferecido pelo Instituto de Física de São Carlos (IFSC), que, durante o evento, promoveu a palestra A Física no IFSC e o Mercado de Trabalho, com o professor João Renato Muniz.

Pais de estudantes também participaram do evento: o engenheiro civil Antonio Zucchi Matos, 43 anos, de Sumaré, visitou o estande da USP com a esposa e o casal de filhos, Hugo e Mariana, 16 e 18 anos, respectivamente. "Não tive oportunidade de estudar em uma universidade pública e queria muito isso para meus filhos. Os dois têm notas boas nas matérias de exatas, então os trouxe para conhecerem as opções. Estou vendo que o mercado na área da computação está muito aquecido e pode garantir um futuro confortável, ainda mais com um diploma da USP. Mas a decisão é deles, o papel dos pais é sempre apoiar", afirmou. 

Thaís Fernanda Cristina, 15 anos, de São Caetano do Sul, ficou encantada com a réplica da Torre Eiffel, levada ao evento pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU). “Sempre gostei de desenhar e estou indecisa entre Design e Arquitetura. Ainda tenho bastante tempo pra escolher, por isso quero visitar mais eventos como este", disse, confirmando que pretende visitar a Feira de Profissões da USP (FEPUSP) da capital.

Réplica da Torre Eiffel foi uma das atrações do evento

O professor João Marcos de Almeida Lopes, responsável pelo Grupo Coordenador de Cultura e Extensão Universitária da USP de São Carlos, que promoveu a participação do Campus no evento, destaca que a “a presença em Feiras de Estudantes como essa contribuem para trazer a Universidade de São Paulo mais para perto daqueles que queiram conhecê-la e mostrar que fazer parte dela pode ser um objetivo possível”.

A USP ocupou um dos maiores estandes da feira com 300 m². As unidades do campus – EESC, IAU, ICMC, IFSC, Instituto de Química de São Carlos (IQSC) e Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) – dividiram o espaço com outras nove representantes da Universidade.

Com informações da Assessoria de Comunicação do campus da USP em São Carlos
Fotos: Neylor Fabiano da Assessoria de Comunicação do ICMC

Bem-vindo à internet de 20 anos atrás

No ano em que a internet comercial comemora duas décadas no Brasil, adolescentes experimentam como era se conectar à web em 1995

Adolescentes diante da realidade de 1995: conexão discada e lentidão

Eles não imaginam como seria o mundo sem internet. Estão acostumados a ficar entre seis e oito horas por dia conectados, usando seus smartphones principalmente para falar com os amigos no WhatsApp, no Facebook ou fazendo pesquisas no Google. O estudante Enzo Locatelli, de 12 anos, escuta pela primeira vez o barulho de uma conexão à internet por meio da linha telefônica. “É uma impressora”, arrisca o adolescente na tentativa de dar significado ao som daquele modem dial-up.

“Esse é o barulho do modem tentando achar a frequência ou a velocidade que coincidia com a que estava disponível na casa das pessoas”, explica o professor Edson Moreira, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos. O barulho nostálgico é ouvido no Museu de Computação Odelar Leite Linhares, onde Enzo e mais duas estudantes, Marina Biason e Sophia Cavalcanti, ambas com 13 anos, passam pela experiência de se conectarem à internet como se estivessem em 1995, ano que marca, no Brasil, o início da conexão comercial à rede mundial de computadores.

O professor conta que o fato de precisar usar a linha telefônica para se conectar à internet era motivo de discórdia em muitos lares brasileiros. “As famílias colocavam regras para limitar o uso a alguns horários restritos a fim de que a linha telefônica ficasse livre”, lembra Moreira. 

Lembra-se do barulho do modem dial-up?
A estudante Marina logo desiste de tentar navegar com 56 kps (kilobits por segundo), à moda de 1995, em um computador iMac G3 que está no Museu. Sentada em frente à máquina, enquanto o carregamento lentamente acontece, ela tecla sem parar no celular. “A velocidade de conexão à web atualmente é, no mínimo, 100 vezes maior do que em 1995”, diz Moreira. 

O professor explica que houve também um aumento na capacidade de processamento de dados, possibilitando novas e inovadoras aplicações, como a transmissão de áudio e vídeo. Quando navegamos nos sites de 1995 e 1996, observamos que eles não usavam os mesmos recursos de hoje, o conteúdo disponível era basicamente textos (veja alguns exemplos em archive.org/web). Por isso, ao tentar acessar um site como o Youtube com um navegador empregado em 1995, você vai se deparar com a mensagem “seu navegador de web não é mais compatível”. 

Para Moreira, mudanças influenciaram a forma como as pessoas se comunicam e também a educação

De acordo com Moreira, o aumento da velocidade e da capacidade de processamento nesses últimos 20 anos levou, ainda, ao desenvolvimento do comércio eletrônico, das redes sociais e do acesso móvel, devido às tecnologias sem fio e aos smartphones. “Isso influenciou a forma como as pessoas se comunicam e impactou também a educação”, completa Moreira. Ele ministrou, em 1991, no Rio de Janeiro, um dos primeiros cursos oferecidos no Brasil sobre protocolos de internet (TCP/IP), no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA).

Em 1995, a rede mundial de computadores já era uma realidade nas grandes universidades brasileiras, onde as primeiras conexões aconteceram em 1988. Quem se lembra de como era a vida sem internet, provavelmente consegue resgatar na memória a cena da primeira vez que acessou a web. Uma lembrança que simplesmente não existe para a estudante Sophia Cavalcanti, que nasceu em 2001 e nunca pensou em como seria a vida sem a grande rede.

Mas será que podemos esperar uma evolução em ritmo tão acelerado nos próximos 20 anos? Na opinião de Moreira, no futuro próximo, vamos acompanhar a conexão dos nossos objetos, utensílios e veículos à internet. Será a expansão da chamada “internet das coisas”, que deverá revolucionar a forma como comandamos a nossa vida, possibilitando que o sistema de vigilância, iluminação e refrigeração das nossas casas sejam controlados remotamente, por exemplo. “Haverá novas formas de interação entre as pessoas e as máquinas, o que deve causar também um grande impacto na educação, com o advento de novas ferramentas destinadas aos alunos e professores”, finaliza Moreira.

Marina (à esquerda) e Sophia não imaginam a vida sem internet

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC

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Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Palestras da semana - 8 a 12 de junho



Palestras de Informação Profissional
Visão geral sobre computação gráfica, processamento de imagens e visualização
Palestrante: João do Espírito Santo Batista Neto (ICMC)
Quando: segunda-feira, 8 de junho, às 14h
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano (sala 6-001)
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários de Pós-Graduação em Matemática
Rigorous results on the one-Baryon spectrum of Lattice Quantum chromodynamics in strong coupling regime
Palestrante: José Carlos Valencia Altives
Quando: quarta-feira, 10 de junho, às 13 horas
Onde: sala 3-010
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Colóquios das Licenciaturas
PROFMAT e a carreira docente
Palestrante: Ires Dias (ICMC)
Quando: quinta-feira, 11 de junho, às 17h30
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
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Seminários PIPGES (ICMC-USP/UFSCar)
Layered Adaptive Importance Sampling
Palestrante: Luca Martino (IMECC-USP)
Quando: sexta-feira, 12 de junho, às 14h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
Clique aqui para ver o resumo
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Agenda de eventos do ICMC: www.icmc.usp.br/Portal/Eventos
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ICMC no mundo: a história de estrangeiros que encontraram na USP mais do que um ambiente científico acolhedor

Pós-doutorandos vindos de diferentes partes do mundo contam por que escolheram estudar em São Carlos e revelam o que descobriram durante a jornada

Depois de um ano no ICMC, o paquistanês Noor decidiu que ficará no Brasil (foto: Denise Casatti) 


Em sua busca pela liberdade e pela ciência, ele encontrou o Brasil. “Sem liberdade, não é possível ser criativo nem pesquisar”, declara o paquistanês Sahibzada Waleed Noor. Na jornada, já correu o mundo: fez pós-doutorado na França e na Itália. Mas depois de um ano de pós-doutorado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, encontrou o que tanto buscava: um ambiente propício para fazer ciência e construir novas amizades em meio à natureza. Hoje, não restam dúvidas: é no Brasil que Noor quer ficar.

Ele é um dos 19 pós-doutorandos estrangeiros que estão no ICMC atualmente e escolheram estudar no Instituto atraídos por um ambiente científico acolhedor. A maioria deles encontrou, no meio da trajetória, muito mais do que esperavam. Não é à toa que o número de pós-doutorandos estrangeiros no ICMC aumentou 171% entre 2010 e 2015. 

“Receber um pós-doutorando é um sinal do reconhecimento e da visibilidade das pesquisas e resultados que nós apresentamos”, explica o presidente da Comissão de Relações Internacionais (CRInt) do Instituto, José Carlos Maldonado. O objetivo para o futuro, segundo Maldonado, é que o Instituto atraía um número ainda maior de pós-doutorandos. “O ICMC está formando 50 doutores por ano em suas diversas áreas, então, esperamos alcançar aproximadamente esse número de pós-doutorandos a cada ano”, diz Maldonado.

A seguir, você vai conhecer a história da mexicana Haydée Cabrera, do alemão Werner Leyh e entenderá por que a liberdade é um conceito tão importante para Noor.

Da ciência ao altar Haydée Cabrera, nascida em Xalapa, no México, chegou ao ICMC em 2013 para atuar na área de Topologia de Sigularidades. Quando desembarcou no Brasil não imaginava que, além de fazer o que ama, iria encontrar alguém para amar. Há pouco tempo no país, a pesquisadora, que é graduada em matemática, se entrosou rapidamente com seu grupo de pesquisadores e foi quando Fabio Ruffino entrou em sua vida. O italiano havia acabado de terminar seu pós-doutorado no ICMC, mas a relação com os ex-companheiros de pesquisa permaneceu. 

O tempo foi passando, os dois se aproximaram, até que algo que nem a ciência consegue explicar aconteceu. Hoje eles estão noivos: “Eu nunca imaginei que meu futuro marido seria do outro lado do mundo e eu o encontraria aqui”, diz a mexicana. O casamento está marcado para o próximo mês de julho, na Itália, mas o casal pretende morar em São Carlos, pois hoje Fabio é professor da UFSCar.

Haydée escolheu o ICMC pela existência de um grupo de pesquisadores que atua no seu campo. Ela afirma que a área de matemática do Instituto é bastante conhecida no meio acadêmico mexicano. Sobre São Carlos, a pesquisadora parece já estar habituada ao município. “As pessoas são muito prestativas, simpáticas, gosto muito daqui, saímos bastante pela cidade”, finaliza.

Pós-doutorado e paixão: a mexicana Haydée conheceu o italiano Fabio no ICMC (foto: Paulo Arias)

A busca pela liberdadeNoor conta que a falta de liberdade foi um dos motivos que o levaram a deixar o Paquistão em busca de oportunidades em outros países. Ele explica que o país é dividido em quatro províncias e que, em cada uma, há o predomínio de uma etnia e de uma língua, além da língua nacional (urdu). Noor nasceu em Peshawar, capital da província Khyber Pakhtunkhwa, localizada no norte do país. “Eu amo o Brasil e a liberdade que existe aqui. No Paquistão, além da falta de liberdade religiosa, há a instabilidade política e social”, explica o pós-doutorando.

“Eu sempre fui fascinado pelo Brasil, desde que era criança. Adoro a geografia, a história, as belezas naturais, mas não ouvia falar muito sobre a capacidade do país no campo científico”, revela o pesquisador. Depois de completar sua graduação em matemática no COMSATS Institute of Information Technology, em Islamabade, a capital do Paquistão, Noor foi fazer doutorado em matemática em Lahore na Abdus Salam School of Mathematical Sciences. Foi lá que conheceu o francês Renaud Leplaideur, da Universidade de Brest, na França, que já mantinha uma parceria científica com o professor Ali Tahzibi, do ICMC. 

Além disso, durante os dois pós-doutorados que fez na Europa, Noor ouviu diferentes pesquisadores falando muito bem sobre a área de pesquisa em matemática no Brasil e a relevância da USP nesse contexto. O paquistanês pesquisa a interação entre análise complexa, teoria dos operadores e análise funcional. 

“Em toda a minha vida, eu nunca tinha feito tantos amigos quanto aqui no Brasil”, conta o pós-doutorando, que relata animado o quanto adora curtir a noite são-carlense em bares, casas noturnas e restaurantes da cidade. “Sou um fã das iguarias brasileiras. Tal como no Paquistão, os brasileiros adoram comidas oleosas, carnes e doces”, finaliza.

O alemão Werner está há um mês no Instituto (foto: Henrique Fontes)

Primeiras impressõesWerner Leyh, alemão da cidade de Tübingen, está apenas há um mês no ICMC como pós-doutorando na área de geoinformática aplicada à prevenção de desastres naturais, com foco em enchentes. Apesar do pouco tempo em São Carlos, a capital da tecnologia parece já ter convencido o pesquisador de que fez a escolha certa: “Eu adoro esse ambiente universitário e acadêmico que a cidade possui”.

No Brasil há mais de dez anos, Leyh é formado em automatização industrial, com mestrado e doutorado em robótica na Alemanha. Foi convidado a trabalhar no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, em São Paulo. Mais tarde, passou pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, pelo Ministério do Planejamento, em Brasília, e pela Universidade Federal de Viçosa. 

Foi durante o trabalho na capital nacional que teve início sua relação com a Universidade de Heidelberg a partir de uma conferência que organizou, em que estava presente um consórcio, chamado Open Geospatial Consortium, composto por empresas, agências governamentais e universidades, que busca tornar a informação e os serviços espaciais úteis e acessíveis. A OGC sugeriu que o pesquisador estabelecesse uma parceira com a universidade alemã para atuarem na área de prevenção de catástrofes naturais.

Posteriormente, já trabalhando em São Paulo, Leyh conheceu o professor João Porto de Albuquerque, do ICMC, e hoje trabalham juntos no projeto ÁGORA. Coordenado por Albuquerque, o projeto busca desenvolver sistemas de informação colaborativos aplicados em desastres. “Escolhi o ICMC por causa desse trabalho na área de geoinformática e os estudos estão indo muito bem”, finaliza o alemão. 

Leyh não tem certeza de quanto tempo permanecerá no ICMC nem no Brasil. Mas talvez, ao longo de sua jornada no Instituto, também faça mais descobertas do que imaginava.

Mapa mostra a origem dos pós-doutorandos que estão atualmente no ICMC

Texto: Denise Casatti e Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do ICMC

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Veja o mapa que mostra o panorama da internacionalização no Instituto: icmc.usp.br/e/93aff
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Defesas e qualificações da semana - 8 a 12 de junho


Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Filtragem baseada em conteúdo auxiliada por métodos de indexação colaborativa
Aluno: Rafael Martins D'Addio
Orientador: Marcelo Garcia Manzato
Quando: quarta-feira, 10 de junho, às 14 horas
Onde: sala 3-103
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Agenda de defesas e qualificações
Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373.9638
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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Palestras da semana - 1 a 3 de junho


Seminários da Pós-Graduação em Matemática
Homologia local com respeito para um par de ideais
Palestrante: Carlos Henrique Tognon
Quando: quarta-feira, 3 de junho, às 13h
Onde: sala 3-010
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários de Probabilidades e Sistemas Complexos
Convergência fraca de grafos aleatórios a uma transformação da Teia Browniana
Palestrante: Leon Alexander Valencia
Quando: quarta-feira, 3 de junho, às 14h
Onde: sala de seminários DEs-UFSCar
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários de Computação (BSI)
O Marco Civil da Internet
Palestrante: Edson Moreira
Quando: quarta-feira, 3 de junho, às 18h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro
Clique aqui para ver o resumo
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