quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Concurso para Livre-Docente no ICMC recebe inscrições até 31 de janeiro

Foto: Marcos Santos / USP Imagens

Estão abertas até o dia 31 de janeiro as inscrições para o concurso destinado à obtenção do título de Livre-Docente no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O edital contempla os seguintes departamentos e áreas do conhecimento:
  • Departamentos de Matemática: Análise; Álgebra Comutativa e Geometria Algébrica; Topologia e Singularidades.
  • Departamento de Ciências de Computação: Ciências de Computação.
  • Departamento de Matemática Aplicada e Estatística: Otimização; Matemática Computacional; Estatística e Probabilidade; Métodos Analíticos em Física-Matemática; Sistemas Complexos.
  • Departamento de Sistemas de Computação: Sistemas de Computação.
As inscrições podem ser feitas pessoalmente ou por procuração na Assistência Acadêmica do ICMC, situada à Avenida Trabalhador São-Carlense, 400, no campus da USP em São Carlos.

Para obter mais informações, consulte o edital completo disponível em www.icmc.usp.br/e/f9426


Mais informações
Link para o Edital ATAc/ICMC-USP nº 001/2018: www.icmc.usp.br/e/f9426
Assistência Acadêmica do ICMC

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

ICMC oferece curso de robótica móvel autônoma

Evento abordará temas como sensoriamento, inteligência artificial, simulação e prática. São 100 vagas disponíveis e as inscrições vão até 12 de fevereiro.

A robótica móvel está cada vez mais presente em nossa realidade
(foto: Reinaldo Mizutani)

De robôs que auxiliam na limpeza a carros sem motoristas, a robótica móvel autônoma está se tornando cada vez mais útil para a sociedade, e está cada dia mais integrada em nossa rotina. Diversas empresas do setor estão em amplo crescimento mas, no Brasil, o desenvolvimento dessa indústria ainda é relativamente pequeno.

É com esse cenário em mente que o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, está com inscrições abertas para a Escola de Robótica Móvel Autônoma (ERMA), cujo objetivo é capacitar os alunos para o desenvolvimento de projetos na área, explorando os tópicos de sensoriamento, inteligência artificial, simulação e desenvolvimento de aplicações práticas de robótica. Não existem pré-requisitos para participar, mas é desejável que os alunos possuam conhecimento básico de programação e computação. 

A ERMA será realizada dos dias 19 a 23 de fevereiro, no ICMC. As atividades acontecerão de segunda à sexta, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas. O cronograma completo pode ser acessado no site da Escola, clicando aqui.

As inscrições devem ser feitas por meio do sistema Apolo, no link icmc.usp.br/e/f1353 até o dia 12 de fevereiro, ou enquanto houver vagas. Ao todo, são 100 vagas disponíveis. O curso possui uma taxa de R$ 65,00, porém alunos que tenham algum tipo de bolsa de apoio em sua universidade e funcionários da USP podem solicitar isenção da taxa de inscrição, de acordo com a política da instituição.

Coordenado pelos professores Fernando Osório e Kalinka Castelo Branco, o curso foi idealizado por Carlos Przewodowski Filho, mestrando em Ciências de Computação no ICMC. Carlos e os demais pesquisadores são membros do Laboratório de Robótica Móvel, do Laboratório de Sistemas Embarcados Críticos e do Centro de Robótica da USP São Carlos, grupos voltados para a pesquisa e desenvolvimento de robôs móveis autônomos. Os cursos e palestras serão ministrados por destacados pesquisadores da área.

Texto: Alexandre Wolf (Assessoria de Comunicação do ICMC)


Mais informações
Site do evento: icmc.usp.br/e/a699c
Comissão de Cultura e Extensão do ICMC: (16) 3373.9146
E-mail: ccex@icmc.usp.br

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

USP e UFSCar promovem Workshop de Métodos Probabilísticos e Estatísticos

Evento ocorre anualmente como parte do Programa de Verão em Estatística 

O evento, que ocorre anualmente, teve sua edição de 2017 sediada no ICMC
(foto: Denise Casatti)

A sexta edição do Workshop de Métodos Probabilísticos e Estatísticos acontecerá de 5 a 7 de fevereiro na a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O evento faz parte do programa de verão em Estatística 2018, atividade do programa interinstitucional de pós-graduação em Estatística, organizado em conjunto pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e pela UFSCar.

O objetivo principal do workshop é difundir novos resultados em estatística, probabilidade e suas aplicações, com o intuito de estimular a troca de experiências entre os participantes. Estão programadas, entre várias atividades, palestras de convidados, conferências e miniconferências. 

Os interessados em submeter trabalhos para apresentação devem enviar resumos em formato pdf até o dia 19 de janeiro para o e-mail wpsm@icmc.usp.br.

As inscrições para o evento podem ser realizadas pelo formulário disponível em www.icmc.usp.br/e/22d56. A taxa de inscrição custa R$ 10 para alunos de graduação, R$ 35 para alunos de pós-graduação e R$ 50 para pesquisadores e demais até dia 26 de janeiro. Depois dessa data, as taxas terão um acréscimo de R$ 10 cada.

Por: Assessoria de Comunicação do ICMC, com informações da Agência FAPESP.

Mais informações:
Site do evento: wpsm.icmc.usp.br

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Curso pré-vestibular gratuito no ICMC abre inscrições para 2018

Inscrições para o Projeto Aprender podem ser feitas até o dia 14 de janeiro. Aulas começam em 26 de fevereiro


“Para mim, foi importante ter professores com muita vontade de ensinar, e que ainda nos falam mostram muito da vida acadêmica, uma vez que também são alunos”, afirma Taynara dos Santos, que participou do Projeto Aprender, curso preparatório para o vestibular oferecido gratuitamente no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Os estudantes do ensino médio que desejarem participar do cursinho podem se inscrever até o dia 14 de janeiro.

Taynara, que sonha em estudar medicina, conheceu o cursinho por conta de uma colega de sala, e decidiu se inscrever para correr atrás de seu sonho. “Fiquei muito grata e ainda estou surpresa porque sei como é raro uma pessoa que nos ajude a abrir portas. No projeto, são várias pessoas assim”, conta a estudante, que diz que isso inspira os próprios alunos a serem cidadãos melhores.

Este ano, as aulas terão início dia 26 de fevereiro e acontecerão de segunda a sexta-feira, das 19 às 22 horas, com atividades extras aos sábados, como monitorias, simulados e orientação profissional. Como as vagas são limitadas, haverá um processo para selecionar os candidatos, que devem se inscrever previamente pelo link icmc.usp.br/e/80084. O processo seletivo ocorre em duas fases: na primeira delas, os candidatos resolvem uma prova de matemática e português. Na fase seguinte, os candidatos são entrevistados pelos voluntários do projeto.

Voluntários a serviço da educação - Idealizado e coordenado pelo Rotaract, um grupo formado por jovens entre 18 e 30 anos que presta serviços voluntários à comunidade, o Projeto Aprender conta com a participação de estudantes da USP e da UFSCar, que podem atuar como professores, e tem o apoio da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC.


Texto: Alexandre Wolf – Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Foto: Divulgação

Mais informações
Site do Projeto Aprender: aprender.rotaractsanca.org
Inscrições para o processo seletivo: icmc.usp.br/e/80084

Maratona internacional de criação de jogos acontece em janeiro no ICMC

A Global Game Jam reúne desenvolvedores e entusiastas para fazer jogos em 48 horas. A edição deste ano está presente em mais de 100 países

Participantes da Global Game Jam no ICMC em 2017 (foto: Reinaldo Mizutani)

Quer desafiar sua criatividade, conhecer novas pessoas, testar suas habilidades e participar de um dos maiores eventos de inovação do mundo? Nos dias 26 a 28 de janeiro acontece a décima edição da Global Game Jam (GGJ), a maior maratona de desenvolvimento de jogos do planeta, na qual os participantes são convidados a produzir protótipos jogáveis dentro de 48 horas. O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, será uma das sedes do evento no Brasil.

Promovido no Instituto pelo grupo de desenvolvimento de jogos Fellowship of the Game (FoG), o evento tem como objetivo estimular inovação, experimentação e colaboração por meio do desenvolvimento de games. “Nós sediamos a GGJ em São Carlos desde a primeira edição e sempre temos coisas bem legais sendo produzidas aqui”, conta Gil Barbosa Reis, organizador do evento e membro do FoG. “É um momento para estimular a criatividade e fazer contatos, além de ser muito divertido, claro”, completa.

A Global Game Jam acontece desde 2009, é aberta para todos os públicos e a participação é gratuita. É possível ir com um grupo já formado para o evento, conhecer pessoas na abertura e começar um projeto ou, mesmo, participar sozinho. Todos os jogos são feitos a partir de um mesmo tema, que é interpretado de diferentes formas pelos participantes. Podem ser feitos jogos digitais ou analógicos, por exemplo, utlizando tabuleiro ou cartas. Na última edição realizada em 2017, a GGJ contou com 700 sedes em todo o mundo e mais de 35 mil participantes, que produziram cerca de 7 mil jogos.

O evento começa às 17 horas da sexta-feira, dia 26, nas salas de aula do bloco ICMC-5, quando o tema será apresentado aos participantes. A partir da abertura, a maratona começa e estende-se, sem parar, até o final do domingo, dia 28, quando os jogos produzidos serão apresentados aos demais participantes no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no bloco 6 do Instituto. As inscrições devem ser feitas por meio deste formulário e, para submissão dos jogos, no site da maratona.

Neste ano, a sede de São Carlos tem como apoiadora a Escola Brasileira de Games, plataforma de ensino, treinamento e aperfeiçoamento de conhecimento nas áreas de gestão empresarial da indústria de jogos, aplicativos mobile e negócios digitais. Todos os participantes da GGJ no instituto receberão acesso a um curso da plataforma dentre os disponíveis no formulário, de forma gratuita.


Serviço:
O que: Global Game Jam no ICMC
Quando: 26 a 28 de janeiro
Onde: salas de aula do bloco ICMC-5 e auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano (campus USP em São Carlos - Avenida Trabalhador São-carlense, 400)
Inscrições: www.icmc.usp.br/e/bf73c
Submissão de jogos: globalgamejam.org/2018/jam-sites/usp-s%C3%A3o-carlos-fellowship-game
Mais informações: fog@icmc.usp.br

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Departamento de Matemática Aplicada e Estatística oferece bolsas de monitoria para o primeiro semestre


Estão abertas, até o dia 20 de janeiro, as inscrições para bolsas de monitoria no Departamento de Matemática Aplicada e Estatística (SME) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Podem participar alunos de graduação e pós-graduação.

As monitorias começarão em março e terão duração de quatro meses, com três horas semanais de atendimento aos alunos e bolsa de R$ 300,00 mensais. É preciso ter cursado, pelo menos, dois semestres da graduação, além da disciplina da monitoria ou equivalente, e não possuir outra bolsa.

Para se inscrever, os interessados devem preencher o formulário disponível em icmc.usp.br/e/b395f e enviar o histórico escolar atualizado (em formato PDF) para sme@icmc.usp.br. Veja abaixo as disciplinas com vagas para monitoria:
  • SME0104 – Cálculo numérico
  • SME0206 – Métodos do cálculo numérico II
  • SME0230 – Introducao à programação de computadores
  • SME0240 – Equações diferenciais ordinárias
  • SME0300 – Cálculo numérico
  • SME0305 – Métodos numéricos e computacionais I
  • SME0320 – Estatística I
  • SME0320 – Estatística I (Mecatrônica)
  • SME0340 – Equações diferenciais ordinárias
  • SME0341 – Álgebra linear e equações diferenciais
  • SME0520 – Introdução à estatística
  • SME0620 – Estatística I
  • SME0620 – Estatística I
  • SME0800 – Probabilidade I
  • SME0801 – Probabilidade II
  • SME0806 – Estatística computacional
  • SME0807 – Técnicas de amostragem
  • SME0878 – Mineração estatística de dados


Mais informações
Formulário de inscrição: icmc.usp.br/e/b395f

Departamento de Matemática Aplicada e Estatística (SME): (16) 3373.9175

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Inauguração de novo prédio do ICMC marca visita do reitor a São Carlos

Reitor inaugura novos espaços e laboratórios no campus da USP em São Carlos

O Bloco ICMC-3 - Ala Pesquisa foi um dos prédios inaugurados durante a visita
(foto: Marcos Santos/USP Imagens)
Em visita à São Carlos no dia 19 de dezembro, o reitor Marco Antonio Zago participou de uma série de inaugurações nas áreas 1 e 2 do campus da USP. No Instituto de Ciências Matemáticas e Computação de São Carlos (ICMC), foi inaugurado o prédio ICMC-3 - Ala Pesquisa, uma área de 1.942 metros quadrados que abrigará laboratórios multiuso, planejados para estarem agrupados de acordo com sua afinidade, salas de reunião e setores administrativos da Unidade. 

“Esse prédio responde a uma grande demanda reprimida de laboratórios de pesquisa e salas de estudo para alunos de pós-graduação que é decorrente da grande expansão de vagas que ocorreu no início desse milênio. É um projeto de colaboração, com a participação de muitas pessoas que uniram esforços e recursos de seus projetos, com a devida aprovação da Reitoria, para viabilizar a obra. Dessa forma, esse é um projeto que muito nos orgulha pela sua característica de colaboração que envolveu toda a Unidade”, explicou o diretor do ICMC, Alexandre Nolasco de Carvalho.

“São Carlos é um campus muito importante para a USP, responsável em grande parte pela qualidade nas áreas de Ciências Exatas e Engenharia, tanto na produção científica quanto no ensino. Isso se deve à qualidade das pessoas envolvidas. Prédios são importantes, mas não são a solução. A solução está nas pessoas de qualidade, interessadas no desenvolvimento da Universidade, nas missões da Universidade, e isso tem de sobra aqui em São Carlos”, afirmou o reitor.

O reitor da USP Marco Antonio Zago (à esquerda) inaugura o prédio ICMC-3
com o presidente do Conselho Gestor do Campus, Germano Tremiliosi Filho,
e Alexandre Nolasco de Carvalho, diretor do ICMC (foto: Denise Casatti)

Mais inaugurações e homenagens - Além do prédio ICMC-3, o reitor visitou o edifício João Luiz Boccia Brandão, anexo de Engenharia Ambiental, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), localizado na área 2 do campus. Lá também foi inaugurado o Edifício 1 do Instituto de Física de São Carlos (IFSC). Encerrando a cerimônia, o campus de São Carlos – representado pelo presidente do Conselho Gestor do Campus e diretor do Instituto de Química de São Carlos (IQSC), Germano Tremiliosi Filho – homenageou o reitor entregando um presente simbólico.


Por: Assessoria de Comunicação do ICMC, com informações do Jornal da USP

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Confira como foi a Mostra de Jogos do ICMC

Evento apresentou games desenvolvidos por alunos do Instituto, de outras instituições de ensino e por empreendedores da região


Na última sexta-feira, 15 de dezembro, aconteceu a 2ª Mostra de Jogos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Organizada pelo grupo de extensão Fellowship of the Game (FoG), a mostra já é um dos maiores eventos de desenvolvimento de jogos do interior de São Paulo.

Foram apresentados projetos realizados pelos alunos da disciplina de jogos do ICMC e iniciativas de grupos de desenvolvimento da USP, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), da UNICAMP e da UNESP. Empresas da região também participaram do evento, que contou com palestras e mesas redondas.


Veja o álbum de fotos no Flickr e no Facebook!

O passado, o presente e o futuro da pós-graduação em computação do ICMC

Evento destacou a importância da conquista da nota máxima (7) na última avaliação quadrienal realizada pela CAPES


Na última terça-feira, 12 de dezembro, professores e alunos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, reuniram-se para falar sobre o passado, o presente e o futuro do Programa de Pós-Graduação em Ciências de Computação e Matemática Computacional.

Este ano, o Programa recebeu a nota máxima (7) na última avaliação quadrienal (2013-2016) realizada realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). "A nota 7 é atribuída apenas a programas que têm excelência internacional, ou seja, que são equivalentes aos oferecidos pelas melhores universidades do mundo", explica o professor Adenilso Simão, que coordena o Programa. Em todo Brasil, existem hoje 77 programas de pós-graduação na área de computação e apenas sete deles receberam a nota máxima da Capes. 

Diversos ex-coordenadores do Programa participaram do evento, que ressaltou a importância do trabalho que vem sendo realizado desde 1983, quando o Programa foi criado, e que resultou no reconhecimento obtido este ano.

Veja o álbum de fotos disponível no Flickr e no Facebook!

Mais informações
Página do Programa: www.icmc.usp.br/ccmc
Avaliação da Capes: www.icmc.usp.br/e/3b78e
Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373-9638
E-mail: posgrad@icmc.usp.br

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Que presente seu computador deseja para garantir um futuro de alto desempenho?

Não é só você que está vivendo em ritmo acelerado, quase sem dar conta de lidar com o constante aumento no volume de informações. Os computadores também têm demandas cada vez mais complexas e, se pudessem falar, com certeza teriam muitos pedidos para fazer ao Papai Noel...

Não basta ter um supercomputador, desenvolvedores precisam avaliar como os dados
estão sendo processados e prestar atenção no desempenho

Uma placa de processamento com capacidade para lidar com 12 trilhões de operações de ponto flutuante por segundo. Com certeza, se os computadores pudessem falar, esse dispositivo estaria no topo de suas listas de desejos natalinos. Tal como a maioria dos brasileiros que sonham com smartphones de última geração para poder lidar com um mundo cada dia mais conectado e com mais informações circulando, os computadores também necessitam de novos recursos tecnológicos para se adaptar a esse contexto. 

Mas pense no tempo que você leva para aprender a usar todas as funcionalidades de um smartphone recém-adquirido ou de qualquer outro brinquedinho tecnológico. No caso dos computadores, são os seres humanos que precisam ensinar as máquinas a empregar esses dispositivos tecnologicamente mais evoluídos a fim de que executem tarefas cada vez mais complexas.

Para imaginar como um computador funciona, pense que cada linha de programação – o famoso código – é como se fosse uma pequena receita de bolo: ensinamos a máquina a misturar determinados ingredientes, de certo modo, com a finalidade de chegar ao resultado desejado. Dependendo dos ingredientes que usamos e do modo como os misturamos, teremos diferentes tipos de bolo. Nos primórdios da computação, os programas de computador faziam bolos misturando cada ingrediente em sequência. É como pegar a batedeira, depois quebrar os ovos, reservar as gemas, bater as claras em neve e seguir esse processo adicionando cada ingrediente passo a passo. 

No entanto, com a evolução tecnológica dos equipamentos e o surgimento de demandas mais complexas, como a análise de grandes bancos de dados (Big Data), foi preciso otimizar as tarefas e realizar vários processos computacionais simultaneamente: enquanto uma batedeira está fazendo as claras em neve, outra mistura farinha, açúcar e leite e um dispositivo já vai untando a assadeira. É assim que os computadores funcionam atualmente para alcançarem um alto desempenho: uma série de processadores atuam simultaneamente para otimizar os resultados.

Mas lembre-se: quem precisa ensinar o computador a fazer tudo isso ao mesmo tempo são os desenvolvedores. Então, eles já não podem escrever os programas de computador como se fossem receitas de bolo sequenciais. Eles devem pensar em como alcançar o máximo de desempenho dos equipamentos na hora de construir os códigos e, às vezes, simples alterações podem ocasionar significativos ganhos.

“Hoje, todos que atuam na área de computação precisam aprender a programar usando multiprocessadores”, explica o professor Paulo de Souza, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Ele foi o coordenador da 8ª Escola Regional de Alto Desempenho de São Paulo (ERAD-SP), uma realização da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) que, este ano, aconteceu pela primeira vez na USP em São Carlos. 

“Pensamos nas necessidades que os alunos têm em aprender computação de alto desempenho e como podemos colaborar com esse aprendizado. Por isso, o eixo central do evento é o saber e a aplicação desse saber”, adiciona o professor. Segundo ele, a principal finalidade da iniciativa é apresentar um panorama da área, mostrando sua importância, os desafios e as perspectivas futuras, estimulando a aplicação do conhecimento adquirido na Escola para encontrar novas soluções. Dessa forma, os estudantes ficam mais preparados para ingressar no mercado de trabalho ou fazer uma pós-graduação.

Professor Paulo durante a abertura da ERAD-SP

Desafio em equipe – Este ano, a ERAD-SP contabilizou mais de 200 participantes e contou com 17 especialistas convidados. Depois de participar dos minicursos oferecidos, os estudantes formaram times e encararam um desafio de programação paralela. “O desafio vem colocar à prova, de uma forma muito lúdica, o conhecimento que o pessoal adquiriu durante os minicursos. Não dá para propor a solução de um problema da vida real no tempo que temos disponível, mas podemos desafiá-los com o pedacinho de um problema”, revela Calebe Bianchini, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, que coordenou o desafio junto com o professor Júlio Estrella, do ICMC.

Ao se deparar com o primeiro problema proposto no desafio, os participantes liam: “Ah, o π (Pi)! Não tem como fugir desse lindo número cabalístico! Desde a antiguidade, seja no Egito, na China, na Babilônia, esse número vem sendo estudado pelos principais matemáticos”. A seguir, era apresentada uma das diversas fórmulas que existem para se encontrar o tal número: 3,141592653587. 

Com a estratégia de solução apresentada pelos coordenadores do desafio, um computador demoraria cerca de cinco minutos para fazer a operação. “É inaceitável uma máquina demorar esse tempo todo para realizar esse cálculo”, diz Calebe. Então, os estudantes deveriam buscar formas de otimizar o processo, com o objetivo de alcançar um alto desempenho por meio da maximização do uso de recursos como a memória, a unidade central de processamento (CPU) e os demais componentes internos, bem como minimizar a comunicação entre os dispositivos periféricos. Isso tudo poderia reduzir o tempo de processamento e, consequentemente, diminuir o tempo gasto nas operações computacionais. “Com soluções de otimização bem simples, os alunos conseguem chegar a um tempo de processamento de um minuto. Se atacarem o problema de forma mais otimizada, conseguem diminuir ainda mais”, explica Calebe. 

De acordo com o professor, ao ter acesso a esse modelo matemático usado para calcular o π (Pi), os estudantes entendem alguns princípios que regem diversos outros modelos matemáticos aplicados a várias áreas do conhecimento. Ele cita como exemplo os modelos que são utilizados para compreender as ligações químicas em um determinado composto e que precisam ser analisados quando se está produzindo um novo fármaco.

“O programador deve avaliar sempre como os dados estão sendo processados e prestar atenção no desempenho do computador. Quanto mais difícil o processamento, maior o custo computacional. Se conseguimos programar de forma distribuída, temos como resultado um melhor processamento. Nesse caso, milissegundos fazem muita diferença”, explica o desenvolvedor Diego Menescal. Ele apresentou algumas ferramentas desenvolvidas pela Intel durante um workshop sobre inteligência artificial realizado no ICMC dia 30 de setembro.

Diego ressaltou importância da computação de alto
desempenho durante workshop da Intel

Aliás, os especialistas concordam que, com a crescente demanda por cientistas de dados capazes de lidar com Big Data e recursos de inteligência artificial, a demanda pela computação de alto desempenho tendo a ser cada vez maior. A questão é bastante crítica, pois Big Data envolve altos custos e quanto mais as empresas conseguirem reduzir as demandas de horas de processamento em um data center, melhor. 

No ICMC, um dos desejos natalinos já foi atendido com a chegada de uma placa de processamento com capacidade para lidar com 12 trilhões de operações de ponto flutuante por segundo. O equipamento será usado para o processamento de grandes volumes de dados que são usados nos diversos projetos de pesquisas realizados no Instituto, provenientes de redes sociais, comércio eletrônico e hospitais. A placa foi doada pela empresa NVIDIA por meio do NVIDIA’s Academic Program. “Para se ter uma ideia da capacidade de processamento dessa placa, o supercomputador mais poderoso do mundo do ano de 2001 tinha apenas metade dessa capacidade. A placa foi especialmente projetada para processamento gráfico, simulações e, principalmente, para aplicações em inteligência artificial via técnicas que estão revolucionando o que se denomina mais amplamente por inteligência computacional”, finaliza o professor José Rodrigues Júnior, do ICMC.

Evento contabilizou mais de 200 participantes
Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Fotos: Reinaldo Mizutani - Assessoria de Comunicação ICMC/USP


Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Evento internacional na área de equações diferenciais acontecerá em fevereiro no ICMC

Pesquisadores se reunirão de 5 a 7 de fevereiro durante o ICMC Summer Meeting on Differential Equations

Iniciativa é realizada anualmente desde 1996

Um dos mais importantes eventos do mundo na área de equações diferenciais acontecerá de 5 a 7 de fevereiro no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos: o ICMC Summer Meeting on Differential Equations 2018 Chapter. Este ano o evento fará uma homenagem a um dos principais pesquisadores da área: Shui-Nee Chow, que é professor do Georgia Institute of Technology, dos Estados Unidos, e completará 75 anos.

Além de debater as novas pesquisas que estão sendo desenvolvidas nessa área, o evento tem por objetivo promover a internacionalização dos diversos grupos que pesquisam equações diferenciais e atuam no Estado de São Paulo. Promovido anualmente pelo Instituto desde 1996, o encontro faz parte do calendário científico nacional e internacional. A programação contará com palestras, seções especiais temáticas e seções de pôsteres, em que pesquisadores já experientes e estudantes de pós-graduação de diversas partes do mundo apresentarão seus trabalhos. A iniciativa também faz parte do Programa de Verão em Matemática do ICMC

Quem deseja submeter trabalhos para o evento, pode enviar os resumos até 5 de janeiro por meio do site http://summer.icmc.usp.br/summers/summer18. Já as inscrições podem ser realizadas até dia 10 de janeiro no mesmo endereço. 

O ICMC Summer Meeting on Differential Equations é uma iniciativa do grupo de Sistemas Dinâmicos Não Lineares do ICMC e faz parte das ações do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Matemática (INCTMat), contando com o apoio das principais agências de fomento à pesquisa do Brasil.

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Setor de Eventos do ICMC: (16) 3373.9622

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Alunos da USP podem solicitar transferência para cursos do ICMC

Confira como funcionará o processo de transferência interna para 2018

Inscrições no processo de transferência devem ser realizadas no dia 10 ou 11 de janeiro

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, divulgou as normas para o processo de transferência interna para 2018. Ao todo, serão disponibilizadas 45 vagas em sete cursos do Instituto.

Para solicitar a transferência interna, é preciso que o interessado seja aluno da USP com programa ativo no momento da solicitação, não tenha ultrapassado o tempo ideal de duração do curso de origem e tenha sido aprovado em mais de 50% dos créditos em que se matriculou no curso de origem.

Os interessados em participar do processo seletivo deverão comparecer ao Serviço de Graduação do ICMC no dia 10 ou 11 de janeiro, das 9h30 às 11h30 ou das 14h30 às 16h30. A inscrição pode ser realizada por um representante do aluno interessado que, nesse caso, deve possuir uma cópia simples do documento de identidade do solicitante. Também serão aceitas inscrições por correspondência, que deve ser enviada com aviso de recebimento até o dia 11 de janeiro. Os documentos necessários são:
  • Requerimento preenchido dirigido ao diretor do ICMC (disponível neste link: icmc.usp.br/e/3ad67);
  • Atestado de que é aluno da unidade de origem (obtido pelo sistema Jupiterweb);
  • Histórico ou resumo escolar completo do curso atual.
A lista com os aprovados será divulgada no dia 30 de janeiro, no site do ICMC. As matrículas deverão ser realizadas nos dias 7 e 8 de fevereiro, no Serviço de Graduação do ICMC, pessoalmente ou por meio de um representante que tenha cópia simples do documento de identidade do aluno.

O edital completo, que apresenta também os critérios de avaliação, está disponível no link icmc.usp.br/e/f4a3b. O Serviço de Graduação do ICMC fica localizado na sala 3-004 do bloco 3, na área I do campus da USP. 

Veja, a seguir, os cursos que possuem vagas para ingresso no primeiro semestre de 2018:
  • Bacharelado em Ciências de Computação (integral): 17 vagas.
  • Bacharelado em Sistemas de Informação (noturno): 3 vagas.
  • Bacharelado e Licenciatura em Matemática – núcleo geral (integral): 4 vagas.
  • Bacharelado em Matemática (integral): 2 vagas.
  • Licenciatura em Matemática (integral): 1 vaga.
  • Bacharelado em Matemática Aplicada e Computação Científica (diurno): 9 vagas.
  • Bacharelado em Estatística (noturno): 9 vagas.
Texto: Alexandre Wolf - Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Mais informações
Edital de transferência interna: icmc.usp.br/e/f4a3b
Requerimento de transferência: icmc.usp.br/e/3c882
Serviço de Graduação do ICMC: Sala 3-004, bloco 3, na área I do campus da USP, na Av. Trabalhador são-carlense, 400.
Telefone: (16) 3373.9639

Oportunidade: pós-doutorado em aprendizado de máquina com bolsa da FAPESP

Pós-doutorando atuará em projeto destinado a construir armadilhas e sensores inteligentes

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, está com uma vaga aberta para pós-doutorado na área de aprendizado de máquina e mineração de dados com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). O prazo de inscrição termina em 31 de janeiro.

O bolsista irá trabalhar no projeto intitulado Armadilhas e sensores inteligentes: uma abordagem inovadora para controle de insetos peste e vetores de doenças, que tem como pesquisador responsável o professor Gustavo Batista, do ICMC. Os interessados devem enviar e-mail para gbatista@icmc.usp.br com o assunto post-doctoral application - machine learning, contendo currículo e carta de apresentação com nomes e informações para contato de dois profissionais que possam recomendar o candidato, ambos em formato PDF.

É necessário que o candidato tenha o título de doutor em ciência de computação ou áreas afins, com experiência em aprendizado de máquina e mineração de dados, além de ter finalizado seu doutorado nos últimos cinco anos. O valor da bolsa para pós-doutor da FAPESP é de R$ 7.174,80.

O pesquisador trabalhará com as técnicas de aprendizado de máquina aplicadas a fluxos de dados para classificação e quantificação. A oportunidade está publicada no site da FAPESP no link icmc.usp.br/e/62b89

Saiba mais sobre o projeto:
Texto: Alexandre Wolf - Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Foto: Reinaldo Mizutani - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Crianças e adultos divertem-se durante uma tarde de muita programação na USP

Cerca de 50 pessoas, entre crianças e adultos, curtiram a Hora do Código no ICMC, fazendo exercícios de programação e assistindo às demonstrações dos robôs


As pequenas mãos apontando e digitando foram o destaque do evento

Na tarde do último sábado, 9 de dezembro, uma cena se repetiu inúmeras vezes: muitas pequenas mãos podiam ser vistas digitando ou apontando para uma das telas dos 60 computadores de dois laboratórios de informática do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. De vez em quando, uma voz clamava pela ajuda de um monitor: "Tio, vem aqui!" 

Essas crianças mostraram que programação não é assunto apenas de gente grande ao participarem entusiasmadas do evento Hora do Código. A iniciativa foi criada exatamente para desmistificar a ideia de que programar é difícil e chato, mostrando que qualquer pessoa pode aprender os fundamentos básicos da computação ao realizar atividades simples e divertidas. O movimento global já atingiu 468 milhões de pessoas em mais de 180 países.

Gratuito, o evento começou às 14h30 com as boas-vindas do professor Seiji Isotani, presidente da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC. Logo depois, foi a vez do professor Fernando Osório explicar a relevância da Hora do Código e o quanto é importante estimular a participação das crianças nessas atividades, a fim de aproximá-las das ciências exatas. 

A seguir, o público entendeu as relações entre robótica e programação em um bate-papo descontraído com os doutorandos Adam Moreira e Daniel Tozadore, ambos do ICMC. Para isso, eles contaram com a ajuda de uma simpática família de robôs humanoides do Centro de Robótica de São Carlos (CROB). Um desses robôs, carinhosamente apelidado de Dolores, executou ao vivo alguns comandos digitados no computador por Daniel. As crianças vibraram quando Dolores dançou. Com essa demonstração, elas puderam conferir, ao vivo, que o comando para o robô precisa ser dado por um humano por meio de um computador.

Daniel (à esquerda) e Adam durante a demonstração com os robôs humanoides

Na última etapa do evento, todos foram convidados a ir aos laboratórios do Instituto, que já estavam preparados para que grandes e pequenos participantes realizassem os exercícios de programação e experimentassem, na prática, o que tinham visto na teoria. Vários alunos do ICMC, incluindo membros do grupo de desenvolvimento de jogos Fellowship of the Game, estavam disponíveis no local, atuando como monitores e esclarecendo todas as dúvidas.

Conforme as crianças completavam as atividades propostas, exibiam, orgulhosas, o certificado digital na tela do computador. Para muitas, esse foi o primeiro diploma de muitos que virão. "Precisamos mostrar o quanto esse tipo de iniciativa é importante e levar a ideia para todas as escolas brasileiras. Temos que sensibilizar a sociedade e tornar o ensino de programação uma política pública", ressalta o professor Fernando Osório.

Davi exibe orgulhoso o certificado digital da Hora do Código

Este ano, mais de 100 mil eventos ao redor do mundo foram cadastrados na plataforma global da Hora do Código, sendo que 253 deles serão no Brasil. A iniciativa sempre acontece durante a Semana da Educação em Ciência da Computação, realizada anualmente em reconhecimento ao aniversário da pioneira da computação, a almirante Grace Murray Hopper, que nasceu em 9 de dezembro de 1906 em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Ela foi uma das primeiras programadoras da história. 

Todas as atividades propostas durante o evento estão disponíveis gratuitamente no site da Hora do Código: https://hourofcode.com/br/learn. Basta acessar, fazer os exercícios e garantir seu certificado de programação.

"Tio, vem aqui!": monitores contribuíram para facilitar o aprendizado das crianças

Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Site da Hora do Código: https://hourofcode.com/br/learn
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Desafios e oportunidades unem pesquisadores paulistas da área de computação

Fortalecer as parcerias científicas no Estado de São Paulo e potencializar o impacto das pesquisas em computação em âmbito nacional e internacional estão entre as metas dos participantes de uma iniciativa inovadora


No Salão de Eventos da USP, em São Carlos, foram expostos 177 pôsteres

São Carlos, cidade do interior de São Paulo conhecida como a capital da tecnologia, tornou-se também a capital dos pós-graduandos paulistas em computação no dia 4 de dezembro. Nesse dia, o campus da USP abrigou o primeiro Encontro Paulista dos Pós-Graduandos em Computação, que reuniu 206 mestrandos e doutorandos dos 11 programas do Estado de São Paulo. 

“O evento faz parte de uma iniciativa inovadora no Brasil, que busca fomentar a integração dos programas de pós-graduação do Estado na área de computação”, explica o coordenador do encontro, Adenilso Simão, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

Um dos participantes do evento é Jalasaya Bhattarai, que está visivelmente entusiasmado com a iniciativa. Do primeiro andar do Salão de Eventos da USP, que está tomado pelos 177 pôsteres dos mestrandos e doutorandos, ele registra o momento em uma selfie e diz que nunca viu algo similar acontecer no programa em que está matriculado, o mestrado em tecnologia da informação e segurança do Instituto de Tecnologia da Universidade de Ontário, no Canadá. “Quando esses estudantes apresentam o que estão pesquisando para outros pesquisadores, eles têm uma grande oportunidade de aprendizado”, diz Jalasaya. 

A experiência não poderia ser mais rica para ele, que está apenas há duas semanas no Brasil, participando de um intercâmbio na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, em São Paulo. Natural do Nepal, Jalasaya emigrou para o Canadá em novembro de 2013 e sabe o quanto ter contato com outras culturas e tecnologias favorece o espírito científico. Ele até usa uma imagem para ilustrar a relevância das possíveis colaborações que encontros como esse propiciam: “É como fazer chá ou café. Para termos um bom resultado, precisamos misturar as substâncias com a água. Em pesquisa também é assim, precisamos integrar os conhecimentos e produzir uma mistura de inteligências para construir ciência”.

Mestrando em computação no Canadá, Jalasaya está fazendo intercâmbio no Brasil

Mas será que os ingredientes que os pós-graduandos utilizam para fazer ciência na academia são idênticos aos que precisarão empregar caso optem por atuar no mercado? Ao relatar sua trajetória profissional durante o evento, o cientista de dados Eduardo Hruschka explicou que há muitas diferenças entre esses dois universos, mas enfatizou o quanto a aproximação entre academia e mercado pode gerar bons frutos para ambos. 

Ninguém melhor do que Eduardo para falar sobre esse assunto, já que tem extensa experiência tanto na academia quanto no mercado. Começou ministrando aulas em universidades particulares e, em 2007, tornou-se professor no ICMC. Sete anos depois, afastou-se do Instituto para atuar no mercado. Este ano, assumiu a superintendência do Centro de Excelência em Big Data Analytics do Itaú-Unibanco.

Adenilso e Eduardo no palco do auditório onde as duas palestras do evento aconteceram

Estímulo à colaboração – Como coordenador do Programa de Pós-Graduação em Computação do ICMC, Adenilso conhece bem quais são as oportunidades que podem surgir a partir do fomento às parcerias científicas. Há muitas pontes que podem ser construídas entre os cerca de 800 mestrandos e 600 doutorandos matriculados atualmente nos 11 programas de pós-graduação em computação do Estado de São Paulo. 

Na tentativa de estimular essas colaborações, o professor construiu uma metodologia especialmente para o evento: um simples código capaz de identificar similaridades entre as palavras-chaves contidas nos resumos dos 177 trabalhos que foram expostos na mostra de pôsteres. Assim, os projetos que tinham algum tipo de relação foram apresentados em uma mesma área do salão, propiciando mais oportunidades para que os autores daqueles estudos interagissem entre si.

Além disso, durante a mostra, metade dos alunos ficava diante dos pôsteres para a apresentação enquanto a outra metade circulava pelo local. Uma hora depois, a dinâmica se invertia: a metade que tinha apresentado passava a circular e quem estava circulando tornava-se expositor.

“Até onde tenho conhecimento, nenhum estado brasileiro tentou fazer algo assim antes: integrar os programas de pós-graduação”, explica Osvaldo de Oliveira, coordenador do Programa de Mestrado em Ciência da Computação da Faculdade Campo Limpo Paulista (FACCAMP). Para ele, os programas têm muito a ganhar não só com as colaborações científicas que podem surgir a partir desse primeiro encontro, mas também a partir da realização de ações conjuntas futuras como a oferta integrada de disciplinas. “Estamos discutindo várias possibilidades, são iniciativas que trarão benefícios para os programas, para os alunos e também para a sociedade”, acrescenta Osvaldo.

Iniciativa estimulou colaborações científicas 

Desafios comuns – De 2013 a 2016, 316 doutores e 891 mestres em computação foram formados em São Paulo. “O Estado é responsável por cerca de 15% de todos os programas de pós-graduação em computação existentes no Brasil, que formam aproximadamente 15% dos mestres e 30% dos doutores do país nessa área”, ressalta Adenilso.

De fato, há diversos resultados positivos no Estado que merecem ser comemorados, mas o professor Roberto Cesar Junior, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, também chama a atenção para o fato dos brasileiros estarem muito aquém do restante do mundo quando o assunto é excelência em pesquisa: “Temos muitos problemas quando analisamos os dados referentes aos impactos científicos e às colaborações internacionais”.

Conselheiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) desde 2006, Roberto foi um dos palestrantes do evento e mostrou uma série de dados para fundamentar a afirmação. Por exemplo, o Brasil aparece muito abaixo da média mundial quando se leva em conta o impacto dos artigos científicos publicados. 

Para aumentar o impacto intelectual da ciência feita no país, Roberto diz é preciso seguir um princípio básico desde a fase de concepção dos projetos: os pesquisadores devem avaliar o conhecimento de ponta que está sendo produzido no mundo em seu campo de estudo, identificar lacunas e gerar ideias que possam resolver os problemas ainda não solucionados no mundo. Segundo ele, é necessário, ainda, estabelecer mais cooperações internacionais, criar mecanismos eficientes para atrair, selecionar e manter talentos, além de desenvolver ferramentas para avaliar a excelência da pesquisa e da formação. 

Para enfrentar desafios como esses, nada melhor do que unir forças. “Quando colaboramos com quem está a nosso redor, todos crescem. Nesse caso, um mais um é mais do que dois”, finaliza Osvaldo.

Para o professor Roberto, é preciso aumentar o impacto intelectual da ciência feita no Brasil

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

Matemática, estatística e computação consolidam-se como ferramentas fundamentais para melhorar as práticas do setor produtivo

Um programa de pós-graduação pioneiro da USP, em São Carlos, mostra que é possível aproximar a Universidade do setor produtivo; primeiro formando aprimorou modelo utilizado no mercado financeiro

Daniel (último à frente e à direita): primeiro mestre em
Matemática, Estatística e Computação Aplicadas à Indústria do ICMC

É a segunda vez que Daniel Rodrigues vem ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Embora esteja concluindo um percurso de três anos como aluno de pós-graduação do Instituto, ele só esteve aqui quando entregou a cópia impressa de sua dissertação de mestrado e agora, no momento em que faz a defesa oral de seu projeto. 

Analista de risco no Itaú-Unibanco, Daniel sonhava com a possibilidade de realizar um programa de mestrado de alta qualidade desde que ingressou no banco, em julho de 2010: “Mas era difícil encontrar uma opção em que fosse possível conciliar a pesada carga horária de trabalho com o curso, de modo que pudesse me dedicar às duas atividades”. 

Por isso, quando surgiu a oportunidade de ingressar na primeira turma do Mestrado Profissional em Matemática, Estatística e Computação Aplicadas à Indústria (MECAI), em 2014, Daniel não pensou duas vezes. “Com as aulas sendo ministradas em São Paulo, casou exatamente com o que eu buscava”, revela o recém-mestre. “Foi uma surpresa muito boa para mim a abordagem que o programa teve, com os professores da USP direcionando o curso para um lado bem acadêmico e, sem perder a identidade da proposta, fazendo uma conexão com as necessidades atuais da indústria”, completa.

Daniel foi o primeiro a passar pela etapa final da jornada pelo MECAI. Ele apresentou a dissertação de mestrado na manhã do dia 22 de setembro. Depois dele, outros seis pós-graduandos do programa submeteram seus projetos à avaliação e, junto com Daniel, formam o grupo dos primeiros formados pelo MECAI.

Começo dos desafios – Do lado oposto ao projetor em que Daniel expõe a pesquisa que desenvolveu ao longo desses três anos, na ampla sala onde se reúne a Congregação do Instituto, estão os quatro pesquisadores que avaliarão o projeto, diante de uma ampla mesa. Entre eles, está Francisco Louzada, professor do ICMC que orientou Daniel e, antes da defesa começar, diz emocionado: “É a primeira vez que participo de uma banca formada apenas por meus ex-alunos”. A seu lado estão Adriano Suzuki e Katiane Conceição, ambos professores do ICMC, e José Augusto Fiorucci, que é pós-doutorando do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da Unesp, no campus de São José do Rio Preto. 

Depois da apresentação de Daniel, Louzada diz que se sente orgulhoso por perceber que seus alunos evoluíram ao longo do tempo, mas que não deixaram de lado os ensinamentos que receberam, pois continuam pesquisando e publicando. Ao que tudo indica, Daniel dará continuidade a essa tradição porque também pretende continuar os estudos. “Espero que surja uma oportunidade de doutorado parecida com o MECAI. Estou envolvido em iniciativas para tentar aproximar a indústria das universidades e pretendo conversar bastante com o pessoal do programa, pois percebi que esse sentimento é mútuo”.

De fato, aproximar a USP do setor produtivo é um dos principais desafios que motivaram a criação do programa, tanto que a iniciativa está ligada ao Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), sediado no ICMC. “Houve sempre uma dificuldade em promover esse diálogo entre as instituições acadêmicas e as empresas”, explica a professora Ellen Francine, que foi coordenadora do MECAI até novembro.

Segundo Ellen, um dos principais diferenciais dos mestrados profissionais é, exatamente, possibilitar que quem já está inserido no mercado de trabalho possa voltar para o contexto da universidade e da pesquisa. Dessa forma, surgem oportunidades para o desenvolvimento de projetos voltados a resolver problemas existentes dentro das empresas, por meio da realização de pesquisas aplicadas aos locais em que os profissionais atuam.

Louzada (ao centro) e seus ex-alunos:
Adriano e Daniel à esquerda; José Augusto e Katiane, à direita


Reduzindo riscos – O projeto de Daniel – intitulado Aplicação de medidas de causalidade na geração de cenários de Monte Carlo como alternativa para precificação de contratos de opções – é um exemplo das contribuições que o campo da estatística pode trazer ao mercado financeiro. O professor Louzada conta que modelos estatísticos tradicionais empregados atualmente na área de finanças podem ser inadequados para estimar o valor futuro de ativos, o que aumenta, consequentemente, o risco de prejuízos. “O projeto de Daniel mostra o quanto é relevante buscarmos novos modelos estatísticos, que sejam alternativas para os modelos tradicionais, levando em consideração as relações entre diferentes ativos”, diz Louzada.

Grosso modo, a pesquisa realizada por Daniel apresenta uma metodologia estatística para a obtenção de projeções futuras aplicadas a um ativo financeiro, nesse caso trata-se da precificação de opções. Ele acredita que o estudo abre possibilidades para que a instituição em que trabalha, o Itaú Unibanco, evolua nos cálculos de risco: “Esses cálculos fornecem informações cruciais para a administração da empresa e também podem viabilizar operações que, sem essas estimativas, o Banco não faria”.

Ao mostrar que é possível promover evolução das técnicas que o mercado usa atualmente e projetar cenários futuros que forneçam um embasamento adequado para a tomada de decisões de negócios, a pesquisa de Daniel reforça quanto aproximar a Universidade do setor produtivo pode trazer vantagens para todos. 

Além das finanças – A professora Ellen explica que a primeira ênfase oferecida aos alunos do MECAI foi voltada à área financeira. Porém, ao longo dos quatro anos de existência, o programa evoluiu e verificou-se a necessidade de propiciar uma formação mais abrangente. Por isso, para as turmas seguintes foi oferecida a ênfase em ciência de dados, que possibilitou abarcar a área médica, o agronegócio e a governança empresarial.

Além disso, as aulas da primeira turma foram ministradas na cidade de São Paulo, mas as demais turmas cursaram as disciplinas no ICMC. “Agora, os alunos têm aulas em São Carlos às sextas-feiras. Temos alunos que vêm de São Paulo, Ribeirão Preto e notamos uma grande demanda na região, o que não nos impede de eventualmente oferecer novas turmas com aulas na capital”, afirma Ellen.

Ela ressalta que, independentemente de onde as aulas são ministradas, há um esforço dos professores e dos alunos para concentrar as demandas em um único dia da semana, já que todos os estudantes trabalham. Mas isso não implica dizer que o nível de dificuldade é menor do que em um mestrado acadêmico.

Ao analisar os primeiros anos do MECAI, a professora destaca que a experiência tem sido muito positiva: “Houve uma evolução nas disciplinas oferecidas e no escopo de professores orientadores, pois agora temos mais pesquisadores de outras instituições, como a UFSCar e a Embrapa. Mas ainda estamos aprendendo com a experiência e queremos estabelecer parcerias mais efetivas com o setor produtivo”. A julgar pelos resultados alcançados nos primeiros quatro anos, não é preciso ser um estatístico para estimar os impactos positivos que o MECAI terá.

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Seção de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373-8881 ou mecai@icmc.usp.br


Contato para esta pauta
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Laboratórios de incentivo e apoio à Engenharia de Computação: apresente sua proposta até 10 de janeiro

Chamada visa estimular professores e alunos a apresentarem projetos relevantes para a formação dos futuros engenheiros de computação


Laboratórios selecionados vão usar o espaço físico e os recursos já existentes  no prédio
da Engenharia de Computação, na área 2 do campus da USP em São Carlos

Angariar propostas de laboratórios de incentivo e apoio ao ensino, à pesquisa, à inovação, ao empreendedorismo e à extensão voltados a alunos do curso de Engenharia de Computação. Esse é o objetivo de uma chamada lançada pela Comissão Gestora Administrativa (CGA) do curso, que é fruto de uma parceria entre a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), ambos da USP.

As propostas podem ser apresentadas até dia 10 de janeiro de 2018 e devem prever a criação de ambientes que estimulem e favoreçam o desenvolvimento de trabalhos de interesse dos alunos, sendo relevantes para sua formação. 

De acordo com o edital da chamada (disponível neste link: icmc.usp.br/e/8c29a), a CGA fornecerá o espaço físico para a alocação dos laboratórios selecionados, disponibilizando os recursos já existentes no prédio da Engenharia de Computação, localizado na área 2 do campus da USP em São Carlos. Entre esses recursos estão: acesso à internet, energia, segurança e impressora compartilhada. Todas as demandas adicionais, necessárias para o funcionamento com sucesso dos laboratórios, devem ser obtidas ou fornecidas pelos proponentes dos projetos.

Confira, a seguir, o cronograma da iniciativa:
  • 10/01/2018 - Data limite para submissão das propostas, que devem ser enviadas por e-mail (secretariaengcomp@gmail.com) para a secretaria do curso, aos cuidados de Shirley Gandini.
  • 31/03/2018 - Divulgação de relatório com os resultados.
  • 02/04/2018 - Início das atividades nos laboratórios aprovados.
Texto e foto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informação
Secretaria da CGA do curso de Engenharia de Computação: 3373.8376
E-mail: rafrance@icmc.usp.br

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Coral da USP São Carlos realiza concerto de Natal no domingo

Apresentação será na Catedral São Carlos Borromeu a partir das 20h15

Coral da USP em apresentação na Escola de Engenharia de São Carlos
(crédito da imagem: Reinaldo Mizutani)

O Coral da USP São Carlos se apresentará no próximo domingo, 10 de dezembro, na Catedral São Carlos Borromeu, no centro da cidade. O evento acontecerá a partir das 20h15, é gratuito e aberto a todos os interessados.

O espetáculo trata-se de um concerto de Natal em que o público poderá conferir alguns sucessos como Falando de Amor, de Tom Jobim; Amazing Grace, de John Newton; Ave Verum Corpus e Laudate Dominum, de Mozart, e até mesmo o tema de abertura da série Game of Thrones. Ao todo, 14 músicas serão apresentadas pelo coral, coordenado e regido pelo maestro Sérgio Alberto de Oliveira, fundador do coral da USP em Ribeirão Preto.

O maestro possui experiência na área de artes, com ênfase em música, atuando principalmente em temas como canto coral, música coral, teatro musical, música popular, canção polifônica e coro cênico. Ele já levou seus grupos a apresentações e turnês pelo Brasil e por países como Itália, Argentina e Grécia.

Sobre o Coral - O Coral da USP São Carlos  conta com participantes da comunidade são-carlense, além de funcionários, professores e alunos do campus da Universidade. Criado pela Comissão de Ação e Integração Social do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, o grupo começou os ensaios em outubro de 2015. A iniciativa tem o apoio da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC e do Grupo Coordenador de Atividades de Cultura e Extensão Universitária do campus da USP em São Carlos.



Texto: Alexandre Wolf - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC: (16) 3373.9146
E-mail: ccex@icmc.usp.br