terça-feira, 19 de junho de 2018

Aparelho portátil visa acelerar atendimento a gestantes em risco

Protótipo integra medidores de febre, pressão e batimentos cardíacos em um único dispositivo e poderá sugerir procedimentos às enfermeiras nos hospitais

Grupo de cinco estudantes da USP foi o vencedor da 1ª SancaThon

Uma solução para agilizar o atendimento a gestantes em situações de risco atendidas em hospitais. Essa é a ideia vencedora da SancaThon, a 1ª maratona de programação da USP em São Carlos, realizada entre os dias 8 e 10 de junho, e que desafiou os participantes a criarem alternativas para problemas da cidade em 31 horas. Para ajudar a combater a mortalidade de grávidas no município, cinco estudantes da Universidade criaram um sistema portátil capaz de unir medidores de febre, pressão e batimentos cardíacos em um único dispositivo.

Com base em um diagnóstico prévio a partir dessas medições, o sistema conseguiria sugerir a profissionais de enfermagem as melhores condutas para se tomar com relação às pacientes em risco. Com isso, o equipamento poderia propor, por exemplo, a verificação de possíveis infecções, hemorragias ou, dependendo do caso, o encaminhamento imediato da gestante ao médico que, por sua vez, seria alertado sobre a gravidade da situação.

Todos os dados coletados seriam disponibilizados automaticamente na nuvem de uma rede de hospitais, dispensando o preenchimento manual de formulários e, caso a paciente precisasse ser transferida para outro local, seria feita a comunicação de informações do prontuário entre os órgãos de saúde. O design do sistema ainda será elaborado e a expectativa é de que até o final do ano o produto esteja disponível no mercado.

“O maior diferencial do aparelho é justamente integrar todas essas funções, pois facilitará muito a vida do profissional, dando a ele orientações de forma inteligente. Em complicações na gravidez, a cada hora que passa, as chances de a gestante sobreviver podem diminuir bastante”, explica Vinicius Garcia, um dos integrantes do grupo vencedor e aluno do curso de Engenharia de Computação da USP, oferecido em conjunto pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC).

Protótipo passará por testes na Santa Casa de São Carlos

Nomeado de Our life, o equipamento, que deve custar em torno de R$ 2.000,00, será composto tanto por um software quanto por um hardware e, segundo Vinicius, não será preciso treinar os profissionais que irão utilizá-lo, pois a forma de medição atual não será alterada. Ele também conta que as ponteiras dos instrumentos hospitalares frequentemente quebram e, como o protótipo desenvolvido terá os principais medidores integrados, o risco de danos será menor, gerando economia aos hospitais. Também compuseram o grupo vencedor os alunos Gabriel Cerqueira, Alexandre Bellas, Laise Cardoso e Silva e o mestrando Leonardo Moraes.

Além do título da 1ª SancaThon, o trabalho também foi reconhecido pela Santa Casa de São Carlos: “Esse projeto é de grande impacto na saúde pública e, além de evitar mortes, poderá ajudar quem está no processo de assistência no pronto-socorro a acertar mais. Nas próximas semanas pretendemos iniciar alguns testes com a equipe de ensino e pesquisa do hospital”, afirma Daniel Bonini, superintendente da Santa Casa.

Programando na USP – A 1ª SancaThon contou com 39 integrantes, divididos em 9 equipes formadas por participantes de diversas universidades e instituições, que foram desafiados a desenvolver tecnologias. “Grande parte de nossos problemas é técnico, por isso, é preciso integrar o município com os cientistas das universidades. A partir dessa união, conseguiremos avançar a outros patamares”, conta José Galiza Tundisi, secretário de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia de São Carlos.

Jovens tiveram 31 horas para desenvolver soluções a problemas de São Carlos

Ele afirmou, ainda, que os melhores projetos da SancaThon poderão ser financiados, tanto pela Prefeitura, caso aprovados, quanto pelos Governos Estadual e Federal. “Tenho certeza de que São Carlos terá cada vez mais um sistema avançado de desenvolvimento científico e tecnológico e será exemplo no Brasil”, conclui.

Segundo Daniel Magalhães, professor da EESC e um dos organizadores do evento, a SancaThon superou as expectativas: “A participação dos grupos foi muito efetiva e a vivacidade com que os participantes trabalharam mostra que esse tipo de evento tem público e apelo. Já recebemos, inclusive, sugestões de temas para próximas edições de hackathons na USP”, conta o docente. Segundo ele, a Prefeitura de São Carlos se mostrou bastante empolgada com os projetos e demonstrou interesse em trabalhar para implantá-los na cidade.

Mas quem pensa que a SancaThon é importante apenas ao público que irá usufruir dos projetos desenvolvidos está engando. Isso porque os participantes da Maratona têm a oportunidade de desenvolver outras habilidades ao longo de uma iniciativa como essa: “A veia empreendedora é incentivada nos jovens estudantes que, com certeza, serão os responsáveis por transformar a sociedade. A experiência durante o evento é muito rica, eles ganham autoconfiança e ainda geram benefícios ao país”, diz o chefe-geral da Embrapa Instrumentação de São Carlos, João Naime.

Outros trabalhos também foram destaque na competição da USP. Em segundo lugar, ficou o projeto “μCare”, que trouxe a proposta de utilizar um sistema capaz de localizar, em tempo real, determinados equipamentos médicos dentro dos hospitais. A equipe idealizadora do trabalho foi composta por Pedro Jeronymo, Patrick Feitosa, Guilherme Momesso, Guilherme Prearo e Bruno Stefano, todos alunos do curso de Engenharia de Computação da USP em São Carlos.

Nove equipes participaram da maratona de programação da USP

Na terceira colocação ficou o projeto Calisto, no qual os integrantes da equipe propuseram uma solução para reduzir o tempo que os pacientes passam dentro de um ambulatório ou pronto-socorro. Para isso, os participantes criaram uma espécie de totem capaz de adiantar o processo de triagem. O equipamento também atuaria para ajudar aqueles que ainda não estão no hospital, marcando consultas, solicitando ambulâncias e indicando a farmácia mais próxima ao ser consultado sobre a disponibilidade de um remédio. A equipe é composta pelo autônomo Ricardo Ferreira e pelos alunos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Carlos Cunha, Iago Barbosa, Matheus Lima e Fernando Guisso.

Todos os grupos tiveram três minutos para apresentar seus trabalhos, dois minutos para demonstrações e outros dois para responder perguntas dos jurados. Confira todos os projetos apresentados neste link. As três primeiras equipes ganharam kits DragonBoard 410c e Linkspirte e poderão participar da FutureCom 2018. Para dar continuidade aos projetos, as equipes terão direito a pré-acelerar seus empreendimentos na Baita Aceleradora e também a 8 horas de trabalho e orientação no Wikilab.

Além de Tundisi, João Naime e Daniel Bonini, a comissão avaliadora da SancaThon foi composta por: Paulo César Giglio, CEO da Incon Eletrônica e vice-diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) em São Carlos; Alexandre Wellington de Souza, tenente-coronel do Comando Geral do 38º Batalhão da Polícia Militar; Mario Casale Neto, diretor de operações na Casale Equipamentos; Erwin Franieck, diretor de desenvolvimento da Bosch; Natanael Alves da Silva, coordenador do Centro de Ciência, Inovação e Tecnologia em Saúde de São Carlos e ex-presidente da Comissão Municipal de Saúde; Bruno Evangelista, diretor de desenvolvimento de negócios IOT da Qualcomm; Rodrigo Pereira do Portal Embarcados e Mirjan Schiel, representante da comunidade.

Concentração, criatividade e dedicação foram fundamentais durante a competição

A SancaThon é realizada em conjunto pela EESC, ICMC e pela Semana da Integração da Engenharia Elétrica (SIEEL). A iniciativa conta com o apoio da Agência USP de Inovação, da Agência de Inovação da UFSCar, do Portal Embarcados, da Sintesoft, da Faculdade de Tecnologia (FATEC) de São Carlos, da Semana da Engenharia de Computação da USP, do Portal Industrial, do Wikilab, do CIESP São Carlos, do Senai São Carlos, da Baita Aceleradora e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia de São Carlos.

 Texto e fotos: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do SEL
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Pesquisadores da USP desenvolvem técnica de monitoramento de enchentes através do Twitter

O objetivo é que, no futuro, esse mecanismo possa prever alagamentos e alertar moradores 

 Palavras relacionadas e não relacionadas encontradas com frequência durante a análise dos twittes

As redes sociais estão cada vez mais presentes na vida das pessoas, mas já imaginou que elas também podem ajudar a monitorar e até mesmo prever catástrofes ambientais? Foi com esse propósito que uma equipe de cinco pesquisadores, liderada pelo Professor João Porto de Albuquerque do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, criou uma técnica computacional capaz de entender como publicações no Twitter conseguem representar fenômenos naturais, no caso chuvas e enchentes. O principal objetivo é amplificar as áreas de monitoramento, para assim, no futuro, conseguir prever acidentes.

Ao todo, foram analisados quase 16 milhões de tweets e essa união de dados possibilitou descobrir que esse tipo de análise de dados pode ser usada como método de prevenção e melhorar os sistemas de alertas já existentes, como é o caso das notificações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Climatempo. As análises de dados foram feitas em dois momentos, em relação à cidade de São Paulo. Inicialmente, houve a publicação do artigo científico que analisavam tweets referentes ao mês de janeiro de 2016. O segundo, era uma análise do mesmo período acrescido de informações de novembro do mesmo ano até fevereiro de 2017. 

Cidade de São Paulo durante o período analisado. Tweets relacionados às chuvas identificados com pontos pretos, pluviômetros com triângulos azuis e a bacia de Aricanduva sombreada em cinza. 

De acordo com Sidgley, doutorando em Ciência da Computação do ICMC e um dos pesquisadores do projeto, o monitoramento das chuvas é feito por pluviômetros, radares meteorológicos e satélites. Por serem de alto custo, esses instrumentos possuem limitações em sua cobertura espacial. Além disso, a manutenção desses sensores físicos tem de ser regular. “Hoje em dia, existem cerca de cinco mil desses sensores no Brasil. Em São Carlos existem três, mas só um funciona. Se chover forte em alguns desses pontos onde os sensores estão quebrados, não há informação a ser registrada. Então, a vantagem de monitorar dados de publicações do Twitter é muito maior se comparado aos sensores físicos”, esclarece Sidgley. Ele também explica que as pessoas publicam de vários lugares, portanto esse monitoramento humano é feito de forma distribuída e tudo isso com um custo baixíssimo.

Um dos desafios desse projeto é encontrar uma correlação de dados entre os sensores físicos e os sensores humanos, já que eles são estimulados de formas diferentes, ou seja, a principal dificuldade da pesquisa é conseguir transformar os dados qualitativos de um tweet em dados quantitativos e para isso os pesquisadores tiveram que criar critérios de avaliação. Um dos critérios utilizados é a frequência de palavras chaves como chuva e tempestade. Um outro critério é ponderações de regiões. Ou seja, notou-se que regiões centrais tweetavam mais do que regiões periféricas, o que aumentava o número de dados.

Com os estudos dessa relação entres os dados dos sensores, pôde-se descobrir também que existe um tempo de reação de ambos em relação ao fenômeno que pode variar de 10 minutos antes do acontecimento ou 10 minutos depois. “As pessoas costumam publicar suas expectativas em relação ao clima, então elas podem postar que o tempo está fechando, por exemplo, e esse mecanismo ajuda a identificar possíveis indícios de que algo vai acontecer em relação à chuva”, explica Sidgley.

Por que o Twitter?
De acordo com os autores, o Twitter é a melhor rede social para esse tipo de análise. Segundo eles, a coleta de dados da rede é mais simples do que a do Facebook, por exemplo. A principal função do Twitter é publicar mensagens curtas, o que facilita nesse recolhimento de informações. Além disso, a rede possibilita que as contas de outras redes sociais sejam sincronizadas e essa ferramenta não é possível no Facebook.

Reconhecimento
O estudo é fruto da colaboração multidisciplinar de cinco pesquisadores. Além do Professor João Porto e Sidgley, a pesquisa também foi realizada pelo Camilo Restrepo Estrada, doutorando da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), Alexandre Cláudio Botazzo Delbem, professor do ICMC e do Eduardo Mario Mendiondo, professor do Departamento de Engenharia Hidráulica e Saneamento da EESC.

O projeto começou a ser desenvolvido há cinco anos dentro do projeto “Ágora” coordenado pelo Professor João Porto, que tem como foco desenvolver pesquisas e soluções tecnológicas que apoiem o suporte às comunidades vulneráveis na construção de propostas contra desastres naturais e eventos extremos. A análise de redes sociais foi apresentada em dois artigos científicos. O primeiro, publicado no início de 2017, pela Conferência Internacional Anual de Ciência da Informação Geográfica teve foco na análise temporal das mensagens. Em fevereiro de 2018, um segundo artigo foi publicado na renomada revista científica Computers and Geosciences, explorando o uso das mensagens para alimentar modelos de monitoramento e previsão de inundações.

O sucesso das pesquisas foi tanto que já se solidificou em um projeto de larga escala. Os resultados desses dois artigos serão utilizados em um novo projeto de pesquisa internacional chamado “Waterproofing Data” que tem como objetivo desenvolver métodos práticos para o engajamento de comunidades ameaçadas por enchentes em São Paulo e também no Acre, em parceria com o Cemaden. Ou seja, as atividades de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, que são realizadas em regime contínuo no Cemaden, serão integradas às informações disponíveis de tempo e clima, para as áreas de risco de ocorrência de desastres, no caso São Paulo e Acre, e a partir da análise desses dados será feita uma avaliação para emissão de alertas.

O projeto está sob coordenação do professor João Porto e recebeu um financiamento de aproximadamente 1 milhão de euros do Belmont Forum, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Economics and Social Science Research Council (ESRC) do Reino Unido, que envolve a University of Warwick (Reino Unido), Heidelberg University (Alemanha), Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV) e ICMC-USP, além das organizações parceiras: Cemaden, CPRM (Serviço Geológico do Brasil), BGS (Serviço Geológico Britânico), Prefeitura de São Paulo, Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Acre e a Cidade de Eberbach na Alemanha. 

Texto: Talissa Fávero - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Inscrições abertas para Ênfase em Mecânica dos Fluidos Computacional no ICMC

Inscrições vão até dia 6 de julho 


O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, está com inscrições abertas para a Ênfase em Mecânica dos Fluidos Computacional até o dia 6 de julho.

A ênfase é aberta a todos os alunos de graduação da USP, em São Carlos, desde que tenham média geral igual ou superior a 7. Os interessados devem apresentar o histórico escolar atualizado (versão impressa do Júpiter) no Departamento de Matemática Aplicada e Estatística.

Texto: Assessoria de Imprensa do ICMC/USP

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Contato: (16) 3373-8121 ou 3373-9175

Oportunidade: Inscrições para a Escola Latino-americana de Matemática já estão abertas

Evento acontece de 27 de agosto a 6 de setembro


Estão abertas as inscrições para participar da Escola Latino-americana de Matemática (ELAM). O evento será realizado de 27 de agosto a 6 de setembro na Universidade Federal do ABC (UFABC), em Santo André, região metropolitana de São Paulo. A iniciativa é organizada pelo Centro de Matemática, Computação e Cognição (CMCC) da UFABC e pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

“O objetivo do evento é oferecer, em um curto período de tempo, conteúdos que geralmente não fazem parte da grade curricular da graduação ou da pós-graduação. Além disso, as pesquisas que serão divulgadas são muito recentes”, diz Pablo Rodriguez, coordenador do comitê de organização local da ELAM e professor do ICMC.

O professor explica que a Escola é destinada a todos os interessados na área de exatas: “É importante a participação de alunos e pesquisadores, sejam eles da área de matemática, física, estatística ou química”. As inscrições podem ser feitas até o dia do evento. A taxa de inscrição para graduandos é de R$ 30. Para os estudantes de pós-graduação, a taxa é de R$ 50 e para pesquisadores, professores ou alunos de doutorado, a inscrição sai por R$ 70. O pagamento será recebido em dinheiro no primeiro dia de cada semana do evento. 

Os participantes que desejarem um auxílio parcial para participar do evento devem fazer o pedido até dia 13 de julho. Alunos que apresentarem trabalho durante o evento terão prioridade em receber esse auxílio. Se os participantes quiserem fazer submissões de resumos para apresentação de trabalhos, podem se inscrever até 29 de julho. Ambos os pedidos podem ser realizados no site do evento, juntamente com a inscrição: http://eventos.ufabc.edu.br/elam2018.

Na Escola, haverá palestras com diversos pesquisadores nacionais e internacionais. Os cursos de álgebra e probabilidade começam a partir de terça-feira, dia 28, e se encerram na sexta Na segunda semana, é a vez dos cursos de biomatemática e teoria de grafos, que começam na segunda-feira, dia 3, e vão até quinta-feira. Confira o cronograma completo no site do evento

Patrocinada pela Unión Matemática de América Latina y el Caribe (UMALCA), a ELAM tem o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e da Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC). 

Texto: Talissa Fávero - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações 
Pedidos de auxílio para participar do evento: até 13/07/2018 
Submissão de resumos para apresentação de trabalho: até 29/07/2018 
Inscrição no evento: até o dia do evento
Contatos: (11) 4996-7950 ou elam2018.ufabc@gmail.com

Contato para esta pauta
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Iniciação científica é o primeiro passo para se tornar pesquisador

Infográfico elaborado pelo Jornal da USP traz as principais informações para estudantes de graduação que desejam desenvolver pesquisas, confira!


segunda-feira, 11 de junho de 2018

Os robôs estão prontos para receber sua visita na USP São Carlos

Você pode assistir às competições da Olimpíada Brasileira de Robótica no próximo fim de semana e também está convidado para participar de um projeto para conhecer um grupo da USP que fabrica robôs

Dias 16 e 17 de junho, o público pode assistir às competições no salão de eventos da USP

Como funciona um robô? Quais conhecimentos você precisa desenvolver para trabalhar com robôs? Perguntas como essas atiçam a curiosidade de quem não conhece o universo dessas criações que, a cada dia, têm nos surpreendido pelo potencial para realizar tarefas até então restritas aos seres humanos. Mostrar para a população que a área da robótica não é nenhum bicho de sete cabeças é um dos principais objetivos de duas iniciativas gratuitas que acontecerão na USP em São Carlos. 

No próximo final de semana, dias 16 e 17 de junho, 202 equipes formadas por crianças e jovens de escolas de São Carlos e região vão enfrentar uma série de desafios junto com seus robôs: é quando acontecerá a 5ª Regional da Modalidade Prática da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). O público pode comparecer ao evento para assistir às competições, que serão realizadas no Salão de Eventos da USP, em São Carlos, das 8 às 14h30. A entrada no evento é gratuita e não demanda inscrições prévias, basta comparecer ao local e assistir aos robôs das equipes, que são programados para realizar um percurso em uma plataforma de madeira, onde enfrentam alguns desafios como subir uma rampa e capturar uma bola. 

Quem coordena a etapa regional em São Carlos é a professora Roseli Romero, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Segundo ela, ao assistir às competições, a comunidade pode compreender quanto a robótica favorece o desenvolvimento de uma série de habilidades nas crianças e jovens que têm a oportunidade de montar e programar um robô. 

Equipes e seus robôs enfrentam desafios nas arenas da OBR

Conexão com as escolas – Outro evento gratuito que acontece na USP, em São Carlos, no próximo dia 21 de junho, quinta-feira, é o Conexão Warthog. A iniciativa é destinada a todas as escolas da região que desejam conhecer como funciona um dos maiores grupos de extensão e pesquisa da USP: o Warthog Robotics

O grupo desenvolve robôs autônomos para participar de competições de futebol e de combates, nas quais já conquistou diversas premiações no Brasil e no exterior. Ligado a duas unidades de ensino e pesquisa da USP – o ICMC e a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e também ao Centro de Robótica da USP – reúne alunos de graduação e pós-graduação de todo o campus. 

Durante o Conexão Warthog, os estudantes assistirão as apresentações dos robôs desenvolvidos pelo grupo, conhecerão o laboratório do grupo e os projetos desenvolvidos. Cada sessão da visita dura cerca de 1h30. Para participar da visita, basta o responsável pela escola ou um professor preencher, até dia 18 de junho, o formulário online disponível neste link: icmc.usp.br/e/44a60. A visita pode ser agendada das 14 às 15h30 ou das 15h30 às 17h30. É aconselhável que o número de alunos não seja superior a 25 por visita, mas caso aconteça da escola trazer um número maior de estudantes, é possível dividi-los em duas turmas: enquanto uma conhece o laboratório, outra visita o campus da Universidade. 

Ao abrir as portas do laboratório para a comunidade, a intenção do grupo é aproximar a Universidade e a robótica das crianças e dos adolescentes. “Nas visitas, nós pretendemos relacionar o conteúdo pedagógico da escola com o conhecimento da academia. Vários dos princípios básicos da física e da matemática que nós usamos nos robôs são ensinados no ensino médio, por exemplo”, explica o doutorando Adam Moreira, do ICMC, que é diretor de pesquisa do Warthog. A partir do segundo semestre deste ano, o grupo promoverá visitas uma vez por mês. O calendário com as próximas datas será divulgado no início de agosto.

Futebol de robôs será uma das atrações do evento Conexão Warthog

Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP 


Modalidade prática da Olimpíada Brasileira de Robótica (etapa regional) 
Quando: sábado e domingo, 16 e 17 de junho, das 8 às 14h30 
Local: Salão de Eventos do campus da USP em São Carlos 
Endereço: rua dos Inconfidentes, 80 - Centro 
Evento gratuito e aberto à participação de todos os interessados 

Conexão Warthog 
Quando: quinta-feira, 21 de junho, das 14 às 15h30 ou das 15h30 às 17h30 
Local: Prédio da Engenharia de Computação, na área II do campus da USP, em São Carlos 
Endereço: avenida João Dagnone, nº 1100 - Jardim Santa Angelina 
Evento gratuito e aberto à participação de todas as escolas interessadas mediante inscrição prévia: icmc.usp.br/e/44a60 

Contato com a imprensa 
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666 
E-mail: comunica@icmc.usp.br

sexta-feira, 8 de junho de 2018

PUSP-SC e ICMC promovem curso de Informática Básica destinado aos servidores da área operacional


Com o objetivo de atender à solicitação de setores da Prefeitura do Campus USP de São Carlos (PUSP-SC) para oferecer treinamento com noções básicas de informática para servidores da área operacional que não têm contato com o computador no seu dia-a-dia de trabalho, a PUSP-SC e o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) promoveram, no período de março a maio de 2018, um Curso de Informática Básica para 20 servidores, com carga horária de 20 horas distribuídas em 10 encontros semanais de duas horas.


 O curso foi organizado pela Comissão Interna da Qualidade de Produtividade da PUSP-SC e pela Comissão de Qualidade e Produtividade do ICMC, com dois módulos: 

1) Módulo de Informática Básica: ministrado por monitores da empresa Júnior do ICMC (ICMC Júnior), os quais são estudantes de graduação dos cursos de Matemática, Computação e Estatística; 

2) Módulo Sistemas Corporativos da USP: ministrado por servidor do ICMC e por servidores do Centro de Serviços Compartilhados em Recursos Humanos.  

Além destes instrutores, houve também a colaboração de servidores da PUSP-SC que atuaram como monitores apoiando os participantes e favorecendo a dinâmica do curso, o que permitiu que a programação fosse totalmente cumprida.


Newton Santinoni, presidente da Comissão Interna da Qualidade de Produtividade da PUSP-SC, destaca também que "o projeto de montagem deste curso foi baseado em uma pesquisa de interesse respondida pelos setores operacionais da PUSP-SC, considerando inclusive a disponibilidade de todos os segmentos envolvidos". Dado o interesse despertado, houve a necessidade de organizar duas turmas com 20 alunos, uma no primeiro semestre e uma no segundo semestre de 2018. Assim, oportunamente será divulgado período do segundo semestre de 2018 em que será ministrado o Curso de Informática Básica.

De acordo com Paulo Celestini, da Comissão de Qualidade e Produtividade do ICMC, "a experiência de organização deste curso trouxe elementos importantes para a realização de treinamentos para o corpo técnico-administrativo: promoveu a inclusão digital e a orientação em rotinas dos sistemas da USP, contou com a participação de alunos de graduação e funcionários compartilhando conhecimentos com outros funcionários, e mostrou que um plano de capacitação pode se manter ativo, ainda que tenhamos restrições financeiras". 


 Por: Assessoria de Comunicação da PUSP/SC

terça-feira, 5 de junho de 2018

Aprender ficou mais divertido: estudantes da USP ensinam xadrez para alunos do ensino fundamental

O jogo facilita o aprendizado em matemática e ajuda a aumentar a concentração

Cerca de 40 alunos participaram da atividade


A aula de matemática começa em sala, mas logo os alunos se dirigem para a biblioteca. Na aula sobre jogos e números, incomum mesmo é a lousa e o giz serem as ferramentas de aprendizado. Estamos na Escola Estadual Sebastião de Oliveira Rocha, em São Carlos, no interior de São Paulo. Foi aqui que, enquanto ensinava alguns jogos pedagógicos, a professora de matemática Rosemeire Ribeiro dos Santos percebeu que os alunos se interessavam muito por xadrez.

“Meu filho, que é aluno da USP, me contou que em uma das bibliotecas do campus tinha um encontro de pessoas que jogavam xadrez e que essa atividade era aberta ao público. Então, pedi que me levasse até a USP para conhecer”. Assim, a professora Rosemeire foi apresentada aos alunos João dos Reis Junior, Uirá de Almeida, Felipe Ramos e Vinícius da Silva. Todos eles são estudantes do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP e fazem parte do projeto Xadrez na biblioteca, que acontece toda terça-feira no terceiro andar da biblioteca Achille Bassi. 

“O xadrez aprimora o raciocínio e a concentração no estudo das jogadas, técnicas essenciais na matemática, por isso convidei os meninos para que fossem à escola levar isso aos meus alunos”, conta a professora. Então, no dia 25 de maio, os estudantes do ICMC visitaram a escola para ensinar xadrez aos 40 alunos do oitavo e do nono ano. E se o objetivo da atividade era incentivar o trabalho em equipe, a colaboração e o respeito, eles cumpriram com sucesso. 

Os alunos ouviam atentos cada explicação do jogo, que conquistou até os que nunca tiveram contato. “Eu nunca joguei xadrez, mas aprendi a jogar hoje. Foi muito legal e divertida essa experiência, espero aprimorar meus conhecimentos para participar de campeonatos. Quero ensinar meus pais e meus amigos a jogar também”, conta entusiasmado Felipe Martins, aluno do oitavo ano. 

“Aprender a jogar xadrez foi uma atividade muito interessante. Percebi que durante o jogo nós estimulamos a memória e também faz a gente raciocinar porque temos que pensar antes de mover as peças. O objetivo é ganhar o jogo, mas o mais importante é aprender”, expõe a aluna Kethely Bernardo de Brito.

Felipe e Kethely se enfrentam em uma partida de xadrez

O saldo positivo também ficou evidente para os alunos do ICMC que ensinaram xadrez. Apesar da maioria dos estudantes do ensino fundamental não saberem jogar, Uirá diz que eles aprenderam muito rápido. João também tem essa opinião e gostaria de participar mais vezes desse tipo de atividade. “Os alunos são iniciantes e o xadrez é muito complexo, é preciso mais aulas para poder ensinar as técnicas do jogo”, explica João.

Uirá também acredita que essa atividade deva ser periódica: “Apesar de ser um hobby para a gente, desenvolver essa atividade com crianças faz com que a concentração seja muito estimulada. A partir do momento em que essa prática se torna frequente, você começa a desenvolver outras aptidões. Durante o jogo, tem que pensar nos movimentos das suas peças e nas do seu adversário, assim você começa a considerar possibilidades. Isso faz com que também comece a refletir sobre as consequências das suas próprias atitudes. É um jogo que traz benefícios para a vida”, revela Uirá.

Alunos jogam uma partida de xadrez cronometrando o tempo das jogadas

A professora Rosemeire também vê os benefícios da visita: “Esta atividade foi muito boa para os alunos, eles ficaram encantados com a presença dos alunos da USP aqui. Muitos já me procuraram querendo aprender xadrez e perguntando se os garotos da USP iriam voltar”.

Xadrez na biblioteca - João começou a jogar xadrez ainda na escola, no ensino fundamental, assim como essa turma de alunos. Hoje, com 22 anos, considera o xadrez um dos seus hobbies favoritos. Uirá também conta que se apaixonou pelo jogo ainda na infância e fala os porquês de gostar tanto dessa atividade: “Existe uma etiqueta para jogar xadrez e uma das principais regras é respeitar o adversário. É um jogo competitivo, mas é uma competição muito saudável, puramente intelectual. Toda a ritualística da competição envolve respeito, tanto que vários competidores acabam desistindo da partida quando percebem que o jogo já está perdido. Tudo isso pelo respeito ao tempo do outro”.

E para manter esse passatempo tão prazeroso para ambos, eles contam como trouxeram o projeto para a biblioteca. “Jogar xadrez sempre foi uma atividade comum no campus, mas nunca tinha um lugar fixo para a gente jogar e isso atrapalhava muito, porque as pessoas acabavam se dispersando. Então, surgiu a ideia de usar o espaço da biblioteca para facilitar o acesso”, conta João. 

Uma personagem crucial para a efetivação do projeto foi Juliana Moraes, que chefia a biblioteca Achille Bassi. Segundo ela, o apoio para a oficina de xadrez vem ao encontro da mudança no comportamento das pessoas que usam o espaço da biblioteca: “Grande parte dos livros estão disponíveis na internet e todo mundo tem acesso. Então, o acervo de uma biblioteca não pode ser mais o único pilar da instituição. Hoje, a gente entende que a biblioteca é mais do que isso. Ela é o pilar do serviço e do espaço. Porque esse espaço já não é mais super silencioso e cheio de regras, mas sim um lugar de aprendizado".

Juliana explica que a aprendizagem não acontece apenas com leitura e escrita, mas sim com outros tipos de interações, daí a relevância da biblioteca na vida de uma comunidade. "É um espaço de cultura, de convivência, de conversa, do diálogo. Por isso, nós apoiamos o projeto do xadrez, que ilustra essa mudança no uso do espaço da biblioteca”.

O Xadrez na biblioteca é realizado desde março e acontece todas as terças-feiras, das 18 às 22 horas. A atividade é gratuita e aberta ao público.

Quem desejar propor outros projetos ou oficinas para a serem realizados na biblioteca Achille Bassi, basta entrar em contato com Juliana pelo e-mail jumoraes@icmc.usp.br ou biblio@icmc.usp.br. As propostas serão analisadas pela equipe responsável pelo espaço, que aprovará as ideias que possam  contribuir para tornar o ambiente ainda mais propício a diversos aprendizados.

Texto: Talissa Fávero - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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Workshop de Geometria de Poisson está com inscrições abertas

Evento acontecerá no ICMC de 13 a 15 de junho



O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, realizará o VI Workshop sobre Geometria de Poisson e Tópicos Relacionados de 13 a 15 de junho. O objetivo do evento é reunir especialistas que trabalham nessas áreas de pesquisa matemática.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até o dia do evento neste link: icmc.usp.br/e/b155a. As palestras acontecem no auditório Luiz Antonio Favaro, no bloco 4 do ICMC, a partir das 14 horas do dia 13 e vão até às 16 horas do dia 15. Ao todo, 15 palestrantes foram convidados para o evento, sendo dois deles estrangeiros: Jonas Schnitzer, da Università di Salermo, e Pier Paolo la Pastina, da Università di Roma.

Entre os temas que serão abordados estão Geometria de Poisson, grupóides de Lie, algebroides de Lie, foliações, quantização, física matemática, estruturas de homotopia, mecânica geométrica, entre outros. Para conferir a programação completa do evento, acesse o site: http://poisson.icmc.usp.br.

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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ICMC elege nova diretoria

A partir de 5 de julho, Instituto terá nova gestão

A professora Maria Cristina será a nova diretora do ICMC

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, em São Carlos, elegeu uma nova diretoria: a partir do dia 5 de julho, a professora Maria Cristina de Oliveira assumirá a diretoria e o professor André de Carvalho será o novo vice-diretor. Eles foram eleitos no primeiro turno depois de receberem 40 votos no pleito realizado dia 25 de maio, que contou com a participação dos membros da Congregação e dos Conselhos dos quatro departamentos do Instituto. 

A professora Maria Cristina substituirá o atual diretor do ICMC, Alexandre Nolasco de Carvalho, e permanecerá no cargo por quatro anos. Professora titular no ICMC e livre-docente pela USP, Maria Cristina ingressou no Instituto em 1982, quando se tornou aluna no curso de Bacharelado em Ciências de Computação. Depois fez doutorado na University of Wales, no Reino Unido, e pós-doutorado na University of Massachusetts, nos Estados Unidos. Em parceria com colegas do ICMC, consolidou o grupo de pesquisa em visualização, imagens e computação gráfica, um dos precursores na implantação de pesquisas nessa área no Brasil. 

O professor André de Carvalho será o vice-diretor do Instituto

André de Carvalho fez graduação e mestrado em Ciências da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco e concluiu o doutorado na University of Kent, na Inglaterra, onde também fez pós-doutorado. Professor titular do ICMC, André é vice-diretor do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e atua na área de aprendizado de máquina, mineração de dados e ciência de dados, com aplicações em várias áreas. É membro da Rede Ciência para Educação, do comitê diretivo do capítulo da América Latina e do Caribe da International Network for Government Science Advice (INGSA) e do Conselho Técnico Científico da Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas.

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Oportunidade: estágio em engenharia civil na USP em São Carlos

Estagiário selecionado receberá bolsa de R$ 682,49, além de auxílio transporte; inscrições vão até 8 de junho

Alunos matriculados em cursos de graduação em Engenharia Civil podem se candidatar a uma vaga de estágio no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Para se inscrever, o candidato deve ter completado o 6º semestre do curso. 

O estagiário vai atuar junto à Assistência Técnica Administrativa do Instituto e realizará atividades práticas que vão complementar sua formação. Por isso, os interessados devem saber produzir estudos preliminares de trabalhos em engenharia, indicar materiais a serem utilizados, elaborar cronogramas de execução, planilhas com estimativas de custos e ter conhecimentos sobre o software AutoCAD. 

O edital completo está disponível no site do ICMC (icmc.usp.br/e/8e09c). As inscrições estão abertas e vão até a próxima sexta-feira, 8 de junho, devendo ser realizadas por meio deste link: https://vagas.icmc.usp.br. A remuneração é uma bolsa no valor de R$ 682,49, além de auxílio transporte diário. Já a jornada semanal de atividades é de 20 horas. 

O processo seletivo será composto por duas fases. Primeiro, ocorrerá a análise do histórico escolar do candidato (etapa eliminatória), por meio da avaliação do rendimento acadêmico, sendo que a média ponderada deverá ser igual ou maior que 7,0. A seguir, vem a entrevista e a avaliação da trajetória profissional do candidato (etapa eliminatória e classificatória). No site do ICMC, serão divulgados o local, a data e o horário em que as duas fases do processo acontecerão (acompanhe em Trabalhe conosco). Prioritariamente, serão convocados alunos matriculados na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). 

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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terça-feira, 29 de maio de 2018

Confira as imagens da Semana da Estatística




Esta terça-feira, 29 de maio, é Dia do Estatístico. Além de parabenizar todos os profissionais que atuam nessa área, vale conferir as imagens que marcaram a 8ª edição da Semana da Estatística (SESt), que aconteceu de 23 a 26 de maio.

Foi a terceira vez que o evento foi promovido em conjunto pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e pelo departamento de Estatística da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Nos quatro dias de evento, houve palestras, minicursos, sessões de pôsteres, além de uma mesa redonda. As atividades contaram com a participação de estudantes e profissionais da área.

Confira as imagens do evento no Flick e no Facebook!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Workshop de Teses e Dissertações em Matemática do ICMC está com inscrições abertas

Evento acontece nos dias 27 e 28 de agosto 

Nos dias 27 e 28 de agosto o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, realizará o VIII Workshop de Teses e Dissertações em Matemática (WTD). O objetivo do evento é promover a divulgação de pesquisas do Programa de Pós-Graduação em Matemática do ICMC. 

Outra meta do workshop é estimular uma maior interação entre pós-doutorandos, egressos e alunos de mestrado e doutorado do Programa. O evento também busca encorajar aqueles que estão em fase final de elaboração de teses ou dissertações a ministrarem palestras, divulgando os resultados obtidos em suas pesquisas. “A expectativa é que os alunos da pós-graduação compareçam para prestigiar e conhecer o evento, já que em anos seguintes também deverão apresentar seus trabalhos”, comenta Ana Maria Travaglini, integrante da comissão organizadora do workshop. 

Os participantes que desejarem apresentar seus trabalhos devem realizar a inscrição até 15 de junho no formulário eletrônico disponível neste link: icmc.usp.br/e/b8a61. Os resumos simples dos trabalhos devem ser entregues até 22 de junho, já os resumos estendidos podem ser enviados até 27 de julho. Para aqueles que não vão apresentar projetos, as inscrições podem ser realizadas até o dia 10 de agosto. O valor da inscrição é o mesmo para todos os participantes: R$ 35 e deve ser pago diretamente à Seção de Eventos do ICMC, na sala 4-000, até o dia 13 de agosto. 

Programação: O destaque da programação é a cerimônia de entrega do Prêmio Carlos Gutierrez de Teses de Doutorado, que reconhece, a cada ano, a melhor tese de doutorado em matemática defendida no Brasil. Durante o evento também acontecem palestras, apresentações orais e de pôsteres, além da entrega de menção honrosa às melhores apresentações. Todas as atividades do WTD acontecem no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano do ICMC (sala 6-000). 

Texto: Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Saiba mais sobre os modelos de resumo aqui: icmc.usp.br/e/e2422
Link para inscrição: icmc.usp.br/e/b8a61

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Veja como foi a Escola de Aprendizado de Máquina Automático em Ciência de Dados

68 estudantes e pesquisadores participaram das oficinas, tutoriais e minicurso 
oferecidos durante o evento

Nos dias 15 e 16 de maio, foi a realizada a Escola de Aprendizado de Máquina Automático em Ciência de Dados no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

Destinada a preparar estudantes e pesquisadores para construírem o futuro da inteligência artificial, a Escola foi coordenada pelo professor André de Carvalho. O evento contou com a participação de 68 pessoas e teve o apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria e do Centro de Pesquisa de Aprendizado de Máquina em Análise de Dados.


Confira o álbum de fotos do evento no Flickr e no Facebook!

Mais informações
Escola de Aprendizado de Máquina Automático em Ciência de Dados: www.cemeai.icmc.usp.br/AutoMLSchool


quarta-feira, 23 de maio de 2018

Ferramentas computacionais facilitam a visualização do universo biológico

Enxergar nitidamente o que está acontecendo no interior dos seres vivos e identificar as principais substâncias relacionadas aos processos biológicos pode significar um importante passo rumo ao tratamento de diversas doenças que desafiam os cientistas, tal como o câncer

O doutorando Henry está desde março no Canadá, participando de um programa de intercâmbio
na Faculdade de Ciências de Computação da Universidade de Dalhousie, na cidade de Halifax

Ao mesmo tempo em que surge uma nova era de exploração espacial, este início do século XXI é marcado também pelo nascimento de uma nova era de investigação do interior do corpo humano. Nesse caso, em vez da ciência remeter nosso olhar para além do planeta, a ideia é lançá-lo para dentro de nós e enxergar de perto genes, proteínas e as inúmeras relações estabelecidas entre as moléculas que nos habitam. 

Esse é um dos objetivos dos cientistas que atuam no campo da biologia molecular. Para eles, cada ser vivo é como um gigantesco quebra-cabeça, com inúmeras moléculas se encaixando para construir a vida. Nos últimos anos, diversos estudos estão sendo realizados para rastrear uma ampla gama de interações físicas, genéticas e químicas, o que trouxe novas perspectivas para os biólogos, ávidos por encontrar pistas sobre o papel de genes e proteínas e por entender como são os processos que acontecem no interior dos seres vivos. Essas pistas podem facilitar o encontro de potenciais alvos para, por exemplo, o desenvolvimento de novos tratamentos terapêuticos. 

O problema é que visualizar parcial ou totalmente o emaranhado de peças desse quebra-cabeça é cada vez mais desafiador. A cada novo estudo os biólogos encontram mais e mais pistas e, conforme os métodos científicos e os equipamentos evoluem, vão sendo gerados milhares de dados. É aí que a computação entra em cena para exercer um papel fundamental: contribuir para a separação, a análise e a visualização adequada desses dados. “Há uma carência de ferramentas computacionais para a biologia”, esclarece a professora Rosane Minghim, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

Uma das ferramentas desenvolvidas sob supervisão da professora em parceria com mais quatro pesquisadores brasileiros está sendo empregada por diversos biólogos mundo afora. Participaram do desenvolvimento da solução os pesquisadores Henry Heberle, doutorando no ICMC; Guilherme Telles, professor do Instituto de Computação da UNICAMP; Gabriela Meirelles, do Laboratório Nacional de Biociências; e Felipe da Silva, da Embrapa Informática Agropecuária (Campinas). 

O grupo foi responsável por criar o InteractiVenn, uma ferramenta gratuita e aberta, disponível na web, destinada a facilitar a visualização de conjuntos, com design visual e funcionalidades projetados para se adequar às atividades que os biólogos realizam. Por meio do InteractiVenn, um biólogo consegue enxergar com facilidade as relações estabelecidas entre conjuntos de genes, moléculas, proteínas, o que contribui para identificar similaridades e diferenças dentro do corpo humano. 

De onde vem – Se você cursou o ensino médio, deve se lembrar de um método de organização de conjuntos ensinado nas aulas de matemática para agrupar elementos de vários conjuntos dentro de figuras geométricas: o diagrama de Venn. Nesse diagrama, note que as relações de união e de intersecção entre os conjuntos ficam evidentes (veja a imagem 1). 

Quando há apenas três conjuntos, é fácil visualizar as relações entre eles por meio do diagrama de Venn 

Imagine a confusão que surge quando você precisa comparar conjuntos e realizar operações de união entre eles usando o diagrama de Venn. Por exemplo: para comparar três conjuntos (A, B, C), temos um diagrama com três círculos. Você identifica uma forte ligação entre A e B e quer comparar a união desses dois conjuntos (A e B) contra C. É necessário, então, criar um novo diagrama, formado por dois círculos. Provavelmente, esse novo desenho do diagrama faria você se esquecer da configuração inicial dos conjuntos. Pense, agora, em como o diagrama se torna complexo à medida em que o número de conjuntos aumenta, principalmente quando levamos em consideração as possíveis combinações desses múltiplos conjuntos. 

Foi a partir da constatação dessa dificuldade que nasceu a ideia do InteractiVenn, uma ferramenta flexível que se baseia no diagrama de Venn, possibilitando a qualquer pesquisador visualizar, de maneira fácil e clara, até seis conjuntos simultaneamente, executando operações de união entre eles, e mantendo o formato geométrico do diagrama mesmo depois de realizarmos as intersecções (veja imagem 2). 

Não é por acaso que, de acordo com a plataforma Web of Science, o artigo sobre o InteractiVenn (InteractiVenn: a web-based tool for the analysis of sets through Venn diagrams), publicado em 2015 na revista BMC Bioinformatics, contabiliza mais de 90 citações, ocupando posição de destaque em âmbito internacional, desde meados de 2017, entre os trabalhos mais citados no campo das ciências de computação. 

Nas imagens geradas por meio do InteractiVenn, é fácil visualizar os seis conjuntos genômicos da banana.
No nível 0 (imagem F), vê-se apenas a união de todos os conjuntos.
À medida que a ferramenta apresenta a delimitação de cada conjunto, é possível enxergar também as interseções entre eles. O esquema apresentado em "A" corresponde a uma árvore (filogenética) que guia o processo de união entre os conjuntos.
As subfiguras seguintes correspondem aos níveis dessa árvore.

Ver para conhecer – O doutorando Henry Heberle conta que, inicialmente, foi difícil entender porque uma ferramenta como o InteractiVenn poderia ser tão importante para os biólogos: “Para quem trabalha na área de computação, um diagrama de Venn é um conceito muito básico. Mas à medida que fui interagindo com os biólogos, percebi o quanto eles necessitavam visualizar mais facilmente as interações entre conjuntos e o quanto um projeto com essa finalidade era importante”. 

Estabelecer esse encontro científico entre a biologia e a computação não costuma ser sempre uma tarefa fácil. As expectativas dos pesquisadores dos dois campos do conhecimento precisam estar alinhadas. Se a ferramenta de que os biólogos precisam não demandar nenhum desafio científico ou tecnológico, a parceria não será produtiva para os cientistas da computação. Por outro lado, os cientistas da computação devem construir ferramentas acessíveis aos biólogos. Henry não teve dificuldade em construir as pontes entre esses dois lados. Quando ingressou no curso de Ciências de Computação no ICMC, onde também fez mestrado, ele já adorava biologia, pensava até em cursar biotecnologia. “O Henry conseguiu enxergar como o biólogo queria ver os dados na tela do computador”, revela a professora Rosane. 

Segundo ela, essa habilidade para compreender a demanda do outro campo do conhecimento é um diferencial importante para quem atua na computação. O interessante é que, depois de trabalhar no projeto do InteractiVenn, Henry passou a gostar ainda mais de biologia e prosseguiu na construção de mais uma ferramenta de visualização para facilitar a vida dos biólogos. Foi assim que nasceu o CellNetVis, desenvolvido juntamente com a professora Rosane, Guilherme Telles, Gabriela Meirelles e Marcelo Carazzolle, do Instituto de Biologia da UNICAMP. 

No caso do CellNetVis, o objetivo é propiciar aos biólogos visualizar a interação das moléculas no interior das células. É como se o pesquisador estivesse, agora, munido de uma poderosa máquina fotográfica computacional, mas que – diferentemente dos microscópios – não demanda a utilização de uma lente para captação da imagem. No CellNetVis, basta o pesquisador inserir os dados coletadas durante sua pesquisa. Por exemplo, o biólogo que está estudando as proteínas presentes nas células em certo estágio de desenvolvimento de um tipo de câncer insere esses dados na ferramenta e, automaticamente, eles são compilados pelo computador e apresentados por meio de uma imagem. 

Cada ponto da imagem corresponde a uma proteína e as retas que as conectam representam as relações que as proteínas estabelecem entre si. “As proteínas têm interações: uma ativa a outra, uma se junta a outra para formar um complexo, uma transforma um pigmento verde em amarelo, outra transforma amarelo em vermelho”, explica Henry. Para simplificar, ele cita como exemplo os pimentões, que podem ser verdes, amarelos e vermelhos. “Há diversos tipos de interações entre as proteínas, formando vias metabólicas, formando o sistema biomolecular. Essas interações também podem representar uma informação mais genérica. Por exemplo, se duas proteínas participam de um mesmo processo biológico, elas poderiam ser conectadas numa estrutura de rede. Por conta disso, os diversos tipos de interações podem formar diferentes tipos de redes”, completa o pesquisador. 

Dessa forma, nas imagens produzidas por meio do CellNetVis, os biólogos conseguem enxergar um mapa mostrando a atuação das proteínas. Tal como os antigos navegantes que, em suas incursões pelo mar desconhecido, eram guiados pelo posicionamento das estrelas no céu, os biólogos são, agora, guiados pelas imagens que surgem no computador. Esses mapas dão indícios sobre os caminhos que devem ser percorridos ao longo da jornada de pesquisa. Mais um exemplo: se as proteínas presentes em uma célula cancerígena se concentram no núcleo, é provável que estejam relacionadas a processos de replicação celular, já que isso costuma acontecer no núcleo. Por outro lado, se as proteínas aparecem predominantemente na membrana celular, é possível que tenham papel relevante no transporte de moléculas ou no estabelecimento de relações entre o meio extracelular e o meio intracelular. Uma das vantagens do CellNetVis é exatamente propiciar que o biólogo visualize e explore, de maneira flexível, as relações entre a localização celular e as funções das proteínas. Por meio de filtros e interações com o gráfico, o usuário consegue obter diversas configurações para uma mesma rede. 

“Uma visualização adequada dos dados é crucial para a compreensão dessas redes, uma vez que as vias estão relacionadas a funções que ocorrem em regiões específicas da célula”, conta Guilherme. “O avanço da ciência biológica caminha nessa direção: tentar explicar, com mais precisão, porque os processos ocorrem de determinada forma. Se você souber por que eles acontecem e como, conseguirá interferir, quer seja para inibi-los, para acelerá-los ou, ainda, para introduzir novos processos”, adiciona o professor da Unicamp. 

O trabalho apresentando a ferramenta CellNetVis (CellNetVis: a web tool for visualization of biological networks using force-directed layout constrained by cellular componentes) foi premiado como melhor artigo no simpósio BioVis, que aconteceu durante o maior evento de biologia computacional do mundo, a Conferência Internacional da Sociedade de Biologia Computacional, realizada em Praga, na República Tcheca, no ano passado. 

A imagem do CellNetVis mostra a célula e os locais em que as proteínas estão presentes:
os pontos representam as proteínas e as linhas mostram as relações estabelecidas entre elas

Ver para confirmar – Outro papel fundamental da visualização computacional é propiciar a confirmação das hipóteses levantadas pelos pesquisadores durante suas investigações. Guilherme explica que os métodos utilizados para a identificação das proteínas que atuam nos processos biológicos resultam atualmente em listas com milhares de proteínas. Nesse sentido, um dos desafios é reduzir esse conjunto a fim de viabilizar a realização de futuros experimentos apenas com aquelas que têm maior potencial de serem as protagonistas dos processos. Diversas técnicas são empregadas para encontrar quais proteínas são protagonistas, mas é difícil discernir a confiabilidade dos resultados. Assim, usar o computador para visualizar a rede das relações entre as proteínas pode ajudar os pesquisadores a confirmarem se as técnicas foram apropriadas. 

Guilherme, Henry, Rosane e mais 19 pesquisadores são autores de outro artigo (Integrative analysis to select cancer candidate biomarkers to targeted validation) apresentando os resultados de uma pesquisa que analisou três métodos para selecionar proteínas. Nesse caso, o objetivo era construir um ranking de proteínas, identificando quais teriam maior probabilidade de exercer papel relevante nos processos que ocorrem nas células cancerígenas (carcinoma e melanoma). A visualização da rede de interações das proteínas contribuiu para os pesquisadores confirmarem os processos e interações envolvidas entre as proteínas identificadas por meio do ranking. 

Mas por que encontrar essa lista de proteínas é tão importante para a busca de tratamentos mais eficazes contra o câncer? Ora, as proteínas funcionam tal como outros biomarcadores amplamente conhecidos: por exemplo, a temperatura do corpo é um biomarcador da febre; já os índices de colesterol indicam maior ou menor risco para ocorrência de doenças do coração. Da mesma forma, a presença e/ou a ausência de certas proteínas nas células pode ser um indicativo relevante para a ocorrência de câncer. 

É por isso que a visualização computacional tem potencial para ser uma forte aliada na luta contra as doenças: suas ferramentas têm o poder de transformar o modo como os pesquisadores enxergam seus dados e conduzem seus experimentos. “A visualização ajuda a confirmar o esperado e a descobrir o inesperado”, conclui a professora Rosane. 

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP 

Mais informações 
Site da ferramenta InteractiVenn: http://www.interactivenn.net/

Links para os artigos citados na reportagem
1. InteractiVenn: a web-based tool for the analysis of sets through Venn diagrams:
2. CellNetVis: a web tool for visualization of biological networks using force-directed layout constrained by cellular componentes:
3. Integrative analysis to select cancer candidate biomarkers to targeted validation:

Contato com a imprensa 
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666 

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Crie a solução para um problema de São Carlos em 31 horas: Hackathon na USP premiará melhores ideias

SancaThon será realizada de 8 a 10 de junho na Escola de Engenharia de São Carlos



31 horas e nem um segundo a mais. Esse é o tempo que os participantes da maratona de programação SancaThon terão para propor soluções a problemas da cidade de São Carlos. O evento inédito acontecerá na USP, entre os dias 8 e 10 de junho, quando os desafiados irão desenvolver tecnologias, como softwares e hardwares, que poderão ser utilizados pelo município no futuro. Os protótipos devem considerar a Agenda de 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). Quem tiver interesse em participar pode se inscrever, de forma gratuita, até o dia 6 de junho no site do evento.

A SancaThon é um grande Hackathon que busca estimular o trabalho em grupo, lançando desafios instigantes. Aberto a todos os interessados, o evento conta com 100 vagas disponíveis, sendo 60 para desenvolvedores, 20 para designers e outras 20 para pessoas do ramo de negócios. Os participantes, que devem ser maiores de 18 anos, poderão competir individualmente ou em grupos com até cinco pessoas, desde que a equipe possua pelo menos um membro com cada habilidade exigida. É necessário que cada um deles faça a sua própria inscrição. Os selecionados serão notificados via e-mail até o dia 7 de junho.

Ao final da competição, os grupos deverão fazer uma apresentação de três minutos e demonstrar o funcionamento do protótipo à banca avaliadora. Entre os critérios adotados para análise dos jurados estão: a dificuldade técnica do projeto; a funcionalidade do protótipo; o fator de impacto da solução proposta, sua viabilidade técnica e econômica, se o grupo definiu os próximos passos do trabalho, entre outros. Confira o regulamento completo no site do evento.

Para elaborar os projetos, os participantes receberão kits Dragon Board, que são computadores embarcados que rodam os sistemas Linux e Android. Essas plataformas são excelentes para uso em internet das coisas e soluções inteligentes.

Todos os membros da equipe vencedora ganharão entradas para o evento FutureCom, um dos mais qualificados e abrangentes encontros de tecnologia, telecomunicação, TI e internet da América Latina e que será realizado de 15 a 18 de outubro em São Paulo. Já os grupos que ficarem em segundo e terceiro lugares receberão apenas uma entrada para o FutureCom, mas os demais integrantes dessas equipes irão ganhar entradas para o Trade Show do encontro.

Os melhores projetos da USP São Carlos também terão a oportunidade de acelerar seu desenvolvimento por meio do Espaço EngComp, que conta com o apoio do Centro Avançado EESC para Apoio à Inovação (EESCin). A SancaThon ocorrerá na Biblioteca Sérgio Rodrigues Fontes da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, que fica na avenida Trabalhador São-carlense, 400, no Parque Arnold Schimidt. Atividades como workshops e palestras serão oferecidas antes da competição (warm up) como forma de preparar os participantes. Fique atento ao site da maratona, pois, em breve, a programação completa da preparação estará disponível. Ao final do texto, é possível conferir como será a dinâmica do evento durante a sua realização.

A SancaThon é realizada em conjunto pela EESC, pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP e pela Semana da Integração da Engenharia Elétrica (SIEEL). A iniciativa conta com o apoio da Agência USP de Inovação, da Agência de Inovação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), do Portal Embarcados, da Sintesoft, da Faculdade de Tecnologia (FATEC) de São Carlos, da Semana da Engenharia de Computação da USP, do Portal Industrial, do CIESP São Carlos e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia.

Participantes deverão propor soluções para problemas de São Carlos
(crédito da imagem: Prefeitura de São Carlos)

Programação nos dias do evento
Local: Auditório do CETEPE e Biblioteca da EESC – Área 1 do Campus da USP em São Carlos

08/06 – Sexta-feira
  • 19 horas – Palestra de abertura com apresentação do tema do evento
  • 20 horas – Workshop prático – DragonBoard
  • 20 horas – Palestra de negócios
  • 20 horas – Palestra de design
  • 20 horas – Orientação sobre busca de informação para inovação
  • 21 horas – Formação das equipes e início dos projetos.
  • 22 horas – Encerramento do primeiro dia.
09/06 – Sábado
  • 8 horas – Início do desenvolvimento dos projetos dos grupos
  • 19 horas – Workshop de Pitch
10/06 – Domingo
  • 15 horas – Pitchs
  • 17h30 – Divulgação dos vencedores
  • 17h45 – Devolução do material emprestado
  • 18 horas – Encerramento

Texto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação do SEL

Mais Informações
Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação da EESC: (16) 3373-8276
E-mail: eescin@eesc.usp.br