quinta-feira, 19 de abril de 2018

Estudantes criam operadora digital de telefonia e representarão Brasil em competição nos EUA

Alunos de três universidades se reuniram para desenvolver a Fluke, startup que traz como prioridade o relacionamento com o cliente; Empresa deve começar a operar no Brasil em 2019

Yuki, Marcos e Matheus (da esquerda para a direita) estudam na USP, em São Carlos, e ajudaram a criar a Fluke

E se sua operadora de celular deixasse de ser um problema? Foi essa a pergunta que motivou um grupo de seis estudantes universitários a criar a Fluke, empresa digital de telefonia móvel que pretende facilitar a vida dos clientes. Desenvolvida por alunos da USP, em São Carlos e São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Universidade Paulista (Unip), a nova operadora virtual representará o Brasil, nos dias 10 e 11 de maio, na International Business Model Competition (IBMC), competição que premia o melhor modelo de negócio universitário do mundo.

“Nosso cliente poderá contratar serviços da forma mais personalizada possível. Ele vai escolher o pacote que desejar, sem passar por intermediários, e não será obrigado a comprar planos extras que não utilizaria como forma de obter descontos em seu produto de interesse. Os valores de cada serviço ainda estão sendo estipulados”, explica Marcos de Oliveira Junior, aluno do curso de Engenharia de Produção da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP e um dos idealizadores da startup fundada em junho do ano passado.

O processo para contratação de serviços da Fluke será rápido, transparente e intuitivo, bastando apenas o interessado acessar o aplicativo da empresa e selecionar o que deseja. Dentro do app, será possível trocar de plano, alterar os dados pessoais, acompanhar o consumo em tempo real, contratar o acesso a redes sociais, minutos de ligações, SMS, internet, além de solicitar ajuda pelo chat ou diretamente pelo telefone. A melhor notícia é que tudo isso poderá ser solicitado sem precisar se aborrecer com músicas intermináveis durante as chamadas e desgastantes transferências de ligação entre os atendentes de telemarketing.

Priorizar o bom relacionamento com os clientes é uma das principais vantagens das operadoras digitais de telefonia. Diferentemente das empresas físicas, as virtuais não precisam se preocupar, por exemplo, com responsabilidades como suporte técnico e infraestrutura de rede, já que alugam a mesma plataforma utilizada por uma operadora convencional.

Além de se beneficiarem financeiramente, as companhias tradicionais ainda podem reduzir a ociosidade de suas redes, pois muitas delas não operam em sua capacidade máxima. Assim, essas operadoras terão os mesmos gastos mensais, mas com uma receita maior. Os planos de ligação, internet, SMS e demais serviços serão comprados das empresas físicas pela Fluke em uma espécie de “atacado” e, posteriormente, disponibilizados ao consumidor final. Pensando no custo mensal para a manutenção da startup universitária, também deve ser contabilizado, além do aluguel pago às operadoras convencionais, os gastos com contratação e manutenção de softwares e os custos com os setores jurídico e de marketing.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), o Brasil possui mais de 235 milhões de linhas móveis ativas, o que torna o país o 5º maior mercado do mundo na área. As operadoras Vivo, Claro, TIM e Oi contemplam mais de 98% das escolhas dos clientes e a falta de alternativas a essas quatro opções, muitas vezes, faz com que o usuário sinta-se refém dessas empresas.

“As grandes operadoras de telefonia possuem uma base enorme de clientes, tornando o mercado oligopolizado. Porém, muitos consumidores contestam a qualidade dos serviços prestados e, frequentemente, as reclamações desencadeiam problemas jurídicos às empresas. Foi por isso que escolhemos o caminho das operadoras virtuais, pois assim conseguimos focar em uma relação de excelência com os clientes”, afirma Yuki Watanabe, aluno do curso de Engenharia Elétrica – Ênfase em eletrônica da EESC.

Tratando-se apenas de chips móveis pré-pagos, o número de clientes que trocam de operadora por ano gira em torno de 60 milhões. “Falta transparência às operadoras. Algumas pessoas mal sabem o valor exato que irá pagar na fatura do mês seguinte ou se o serviço está realmente sendo entregue, por exemplo. Para piorar, a comunicação com as empresas físicas é difícil e muitos clientes até deixam de mudar de operadora por pensar que na concorrente o serviço também será ruim”, explica Matheus Uema, aluno do curso de Engenharia de Computação, oferecido pela EESC em parceria com o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), também da USP em São Carlos.

Durante a graduação, os jovens estudaram algumas disciplinas que contribuíram na elaboração da startup. Oficinas de inovação e matérias sobre empreendedorismo universitário fizeram parte da grade dos alunos. “Durante as disciplinas, eu tive a oportunidade de assistir a palestras com referências na área, além de participar de dinâmicas em grupo com alunos de todos os campi da USP sobre o mercado empreendedor”, conta Marcos.

O foco da Fluke é o público jovem, e a escolha por São Carlos para desenvolver o projeto foi estratégica: “É uma população mais adepta a inovações digitais e que está inserida no campo da tecnologia. Muitos estudantes se mudam para São Carlos a fim de estudar e acabam trocando de operadora para falar com os pais. Pode ser um momento oportuno para nós”, diz Yuki.

Na Fluke, será possível contratar planos personalizados

Reconhecimento – A ideia empreendedora dos jovens já trouxe grandes resultados, tanto que a Fluke venceu a seletiva nacional da International Business Model Competitions (IBMC) 2018. Agora, eles serão os responsáveis por representar o Brasil na etapa mundial da competição que contará com outros 39 países e será realizada na cidade de Provo, em Utah, nos Estados Unidos. O evento é organizado pela Universidade Brigham Young.

Só que para viajarem ao país norte-americano os jovens estão realizando uma campanha de financiamento coletivo na internet. Quem puder contribuir pode acessar o seguinte link. Os estudantes precisam de pouco mais de R$ 30 mil para arcar com todos os gastos da viagem, e as contribuições podem ser feitas online até o dia 24 de abril. No momento, os integrantes da Fluke já estão negociando com algumas operadoras e em busca de investidores para a empresa. A previsão é de que a startup de São Carlos comece a operar em 2019.

Além de Marcos, Yuki e Matheus, também fazem parte da equipe Vinícius Ito, estudante do curso de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da USP, Leonardo Santos, aluno de administração da FGV e Augusto Pinheiro, que estuda Ciências de Computação na Unip.

Texto e fotos: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do SEL

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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Engenheiro de computação: ser ou não ser?

Enquanto uma crise de identidade parece atormentar alguns alunos que estão cursando engenharia de computação, setores do mercado já começam a valorizar a formação híbrida desses profissionais


O que faz um engenheiro de computação? Onde esse profissional pode atuar? É muito provável que, se você fizer essas perguntas para um grupo de pessoas, a maioria não saberá responder com clareza. Nem mesmo vestibulandos e calouros do próprio curso conseguem explicar objetivamente. Mas a culpa não é deles, afinal, as graduações em engenharia de computação são bastante recentes.

“Todo mundo sabe o que faz um engenheiro civil, eletricista ou mecânico. Já o engenheiro de computação, são poucos que conhecem”, afirma o professor Fernando Osório, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Segundo ele, o mesmo acontece quando a comparação é feita dentro da computação: “quando os primeiros cursos de engenharia de computação surgiram, na segunda metade da década de 1990, outros como Ciências da Computação, Tecnologia da Informação e Sistemas de Informação já estavam muito bem estabelecidos”.

O professor Osório já coordenou o curso de Engenharia de Computação da USP em São Carlos
(crédito da imagem: Denise Casatti)
E isso se torna um problema quando os alunos passam os primeiros anos da graduação sem entender onde irão atuar. Foi assim que, há alguns anos, surgiu uma crise de identidade nos estudantes, principalmente naqueles que estavam na metade do curso. “Nós fomos percebendo que não conhecíamos nossa identidade. Só começamos a entender o que era a engenharia de computação depois do terceiro ou quarto ano, e nesse caminho muita gente desistiu”, explica Tiago Daneluzzi, que está no quinto ano do curso no ICMC. Mas diversas iniciativas estão sendo tomadas, tanto por alunos como pelos professores, para divulgar a importância do engenheiro de computação e seu papel na sociedade.

Um profissional que integra duas áreas - Pense na tecnologia ao nosso redor. Nosso celular, o computador de bordo do carro, o decodificador de TV a cabo e até mesmo o controle remoto do ar-condicionado. Vá mais longe e pense nos paineis de um avião, um carro autônomo ou um sistema de irrigação. Praticamente todos os dispositivos que utilizamos são computadores que estão cada vez mais complexos. A expressão-chave nesse assunto é “sistemas embarcados”, que são aparelhos que possuem características eletrônicas próprias, e estão integrados em termos de computação e elétrica.

O CARINA é um carro autônomo desenvolvido pelo Laboratório de Robótica Móvel do ICMC.
A integração entre carro, lasers e radares é competência de um engenheiro de computação
(crédito da imagem: Reinaldo Mizutani)

A engenharia de computação surgiu da união entre essas duas áreas. Mas, na verdade, ela sempre esteve presente. “Como os sistemas não eram tão sofisticados, você ‘desviava o profissional’. Era possível fazer com que um engenheiro eletricista ou cientista da computação se especializasse na área oposta”, afirma o professor Osório. Por isso, a partir do momento que as universidades perceberam uma integração cada vez mais complexa, os cursos começaram a surgir e crescer.

Por causa dessa integração, o engenheiro de computação se torna único, capaz de lidar com problemas de um setor específico. “Esse profissional coloca a mão na massa, entende tanto do hardware como do software. Ele tem um potencial diferenciado e vai além dos profissionais isolados”, explica a professora Kalinka Castelo Branco, vice-coordenadora do curso, que é oferecido em parceria do ICMC com a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).

A professora Kalinka falou sobre a formação diferenciada do engenheiro de computação durante a palestra de abertura da Semana de Engenharia de Computação
(crédito da imagem: Denise Casatti)

Estudantes que se perderam em duas áreas - A dúvida dos estudantes sobre onde eles podem trabalhar surge, em parte, por causa dessa integração das áreas e pela pouca idade do curso. De acordo com Kalinka, há algum tempo, as vagas eram para engenharia elétrica ou ciências da computação, então os alunos se sentiam perdidos e, muitas vezes, precisavam se engajar nessas áreas. Mas, segundo ela, nunca houve escassez de vagas: “nossos alunos de engenharia de computação são altamente procurados, nunca tivemos problema de empregabilidade”.

O professor Osório também diz que existe um problema no mercado, devido à falta de conhecimento do curso: “dependendo do ramo, as empresas não sabem que precisam desse profissional. Um banco, por exemplo, contrata qualquer engenheiro, mas não se atenta ao de computação”.

Os alunos também possuem dificuldade em enxergar a singularidade do engenheiro de computação. “Fora da faculdade não existe problema de identidade ou emprego, mas isso só ficou claro para mim no ano passado”, afirma Tiago. Segundo ele, para os estudantes, é como se uma parte do curso fosse engenharia elétrica e, a outra, ciências da computação, com poucas disciplinas integrando as duas, e que aparecem apenas na segunda metade da graduação. Como resultado, mais da metade de sua turma pediu transferência para uma das duas áreas.

Uma identidade em formação – Apesar dos problemas, alunos e professores são otimistas: a crise de identidade está diminuindo, e essas dúvidas, cada vez mais, estão ficando para trás. Isso faz parte de um esforço coletivo para mostrar aos estudantes que a engenharia de computação é uma área singular, com alta empregabilidade e uma atuação específica no mercado.

Uma das medidas foi a criação da Semana de Engenharia de Computação (SEnC), que teve sua primeira edição realizada em setembro de 2017. A iniciativa surgiu dos alunos, que, até então, eram divididos nas semanas acadêmicas de ciências da computação e de engenharia elétrica. “Nós sentimos a necessidade de ter uma semana nossa, justamente porque somos de uma área específica. A adesão dos alunos de engenharia de computação nas outras semanas sempre foi muito baixa”, afirma Tiago, que coordenou a primeira SEnC. A comissão que organizou a semana teve 18 alunos.

Tiago (ao centro em pé) e a equipe que organizou a SenC
(crédito da imagem: arquivo pessoal)

“Essa semana ajuda a mostrar que eles têm uma atuação diferenciada. É importante passar a mensagem que eles agregam conhecimentos das outras áreas de uma maneira única”, explica Kalinka, que foi responsável pela palestra de abertura da SEnC, justamente com o tema “a identidade do engenheiro de computação”. De acordo com ela, o ICMC e a EESC também estão tomando medidas para desenvolver essa identidade cada vez mais. Entre elas, levar todas as aulas para o campus 2 e a criação do Espaço EngComp.

Inaugurado no ano passado, esse espaço possui um ambiente colaborativo, para estimular a inovação dos estudantes. São oito laboratórios especializados, entre eles um espaço maker, com impressoras 3D, placas de circuito e toda a infraestrutura necessária para desenvolver um projeto de eletrônica e computação.

Para Tiago, o trabalho atual deve ser mantido. Segundo ele, os Institutos, em parceria com a Secretaria Acadêmica do curso, estão aprimorando a grade curricular para deixar a graduação mais atrativa. “Também temos iniciativas extracurriculares, que são muito importantes porque dão mais clareza do que podemos fazer depois de formados”, ele explica. Entre esses projetos, estão o Warthog Robotics, grupo de pesquisa e extensão do campus sobre robótica móvel aplicada, que também participa de competições de futebol de robôs; o Ganesh, grupo de extensão sobre segurança digital; e o ADA, de projetos em engenharia de computação. “Essa crise de identidade foi muito forte até pouco tempo, com muitos problemas de desistência. Hoje, estamos cada vez mais próximos da realidade do mercado de trabalho, e não é preciso avançar tanto no curso para se encontrar. O problema deve sumir em breve”, conclui o estudante.

“A tendência é que os engenheiros de computação sejam cada vez mais requisitados pelo mercado, porque a área está diretamente ligada ao futuro da tecnologia”, afirma Osório. A crise de identidade dos engenheiros de computação pode estar acabando, mas sua importância para a sociedade está crescendo cada vez mais. E não deve parar tão cedo.

Texto: Alexandre Wolf - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
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terça-feira, 17 de abril de 2018

Curso gratuito sobre desenvolvimento de jogos acontece no ICMC no próximo sábado

Iniciativa apresentará as principais funcionalidades do Unity 3D, ferramenta de criação de games


O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, está com inscrições abertas para o curso gratuito Introdução ao Desenvolvimento de Jogos com Unity3D. O objetivo da iniciativa é apresentar aos estudantes os componentes de um jogo eletrônico, mostrando os princípios básicos de programação por meio do uso de uma das ferramentas mais conhecidas e utilizadas para essa finalidade: o Unity3D.

Voltado a todos os interessados, com qualquer tipo de formação, o curso acontecerá no próximo sábado, 21 de abril, das 14 às 18 horas. Há 50 vagas disponíveis e as inscrições podem ser realizadas até quinta-feira, dia 19, ou enquanto houver vagas. Para participar, é preciso acessar o Sistema Apolo da USP neste link: icmc.usp.br/e/42503. Solicita-se aos participantes que tragam notebook, com o software Unity já instalado. Para conferir a programação completa do curso, acesse este link: icmc.usp.br/e/8aeb0.

Sob coordenação do professor Cláudio Toledo, a atividade é uma iniciativa do grupo de extensão Fellowship of the Game (FoG). O curso será ministrado por Gabriel Nascimento e Fabrício Faria, alunos de Ciências de Computação do ICMC e membros do FoG com vasta experiência no uso de diversas ferramentas de desenvolvimento de jogos.

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP 

Introdução ao Desenvolvimento de Jogos com Unity3D
Inscrições: até 19 de abril ou enquanto houver vagas por meio do link: icmc.usp.br/e/42503.
Quando: 21 de abril, sábado, das 14 às 18 horas 
Local: sala 4-001, no bloco 4 do ICMC. O endereço é avenida Trabalhador são-carlense, 400, na área I do campus da USP em São Carlos. 
Mais informações: (16) 3373.9146 ou ccex@icmc.usp.br

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Ancestrais da inteligência artificial: rastros de uma história que está em construção

Se você pensa que as aplicações de inteligência artificial são uma novidade, vale a pena conferir os vestígios que encontramos no século passado; evento que acontecerá na USP, em São Carlos, ajudará a compreender as origens remotas desse campo do conhecimento, entender algumas oportunidades atuais e planejar o futuro 

Poucos sabem que, nessa imagem, há um exemplo de aplicação de inteligência artificial

Pense que você está sem conexão com a internet – o que é bastante raro atualmente, mas faça um esforço imaginativo. Justo nesse dia, você precisa urgentemente redigir um texto em português. Então, liga o computador e acessa um dos mais famosos editores de texto da atualidade: o Word, da Microsoft. Começa a digitar e escreve “inteligencia” artificial. Imediatamente, a palavra aparece grifada e, ao clicar sobre ela, vê uma recomendação para colocar um acento circunflexo na segunda vogal “e”. 

Pois bem, você acaba de experimentar, na prática, uma aplicação de inteligência artificial sem sequer estar conectado à rede mundial de computadores ou usando as últimas tecnologias. Poucos sabem que esse simples e prosaico exemplo tem origem no interior do Estado de São Paulo, na cidade de São Carlos. Conhecida como capital da tecnologia, o município é berço dos recursos linguístico-computacionais que fomentaram o desenvolvimento de revisores ortográficos e gramaticais para o português. Suas origens remontam a um projeto realizado por pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP sob demanda de uma grande empresa de tecnologia brasileira já extinta, a Itautec, ainda nos primeiros anos da longínqua década de 1990. 

Os direitos de uso e comercialização da ferramenta de revisão automática foram adquiridos posteriormente pela Microsoft e adicionados ao Word. Naquele tempo, o que a Itautec queria era oferecer aos clientes o inovador revisor ortográfico e gramatical para o português por meio de disquetes, um disco de armazenamento magnético fino e flexível que hoje é uma espécie de artefato pré-histórico (quem ainda lembra disso?), mas que fez um tremendo sucesso de meados de 1970 até o começo dos anos 2000.

Você se lembra dos disquetes? Eles também eram chamados de floppy disk

Uma língua para as máquinas – Estudar os primórdios do revisor automático do Word lança luz sobre as origens do campo da inteligência artificial. Muitos pensam que a área é fruto do desenvolvimento científico e tecnológico recente, já que esse assunto tem alcançado destaque na grande mídia. No entanto, essa concepção é tão equivocada que pode ser comparada às famosas fake news que rondam por aí, para usar uma palavra da moda amplamente empregada para designar outro fenômeno que, apesar de ter algumas características novas, existe a muito mais tempo do que você pode imaginar. 

É claro que há diversos recursos e aplicações de inteligência artificial que só foram criados mais recentemente, tendo em vista que os conhecimentos produzidos nesse campo se ampliaram de forma bastante veloz nas últimas décadas. Mas a professora Graça Nunes, do ICMC, explica que o processamento da língua dos humanos foi um dos primeiros terrenos explorados pelos cientistas da computação para além dos horizontes dos cálculos matemáticos: “A inteligência artificial surge para estudar os sistemas que, de alguma forma, não envolvem só os cálculos numéricos, mas abarcam algum tipo de inteligência, considerando a forma como compreendemos o que é a inteligência humana. Por ser uma tarefa típica dos seres humanos, o processar a linguagem pertence também ao campo da inteligência artificial”. 

Já o professor Thiago Pardo, do ICMC, assim define a linguística computacional: “Quando falamos em processamento da linguagem natural, estamos preocupados em habilitar a máquina, o computador, a lidar com a língua humana, tanto no que se refere ao entendimento quanto à produção. São dois lados da mesma moeda: a interpretação e a geração de textos escritos e falados em diferentes línguas. Isso abrange um leque de tarefas, tais como revisão ortográfica e gramatical, compreensão, tradução e sumarização, por exemplo”. 

O tipo de conhecimento presente no revisor do Word é também utilizado por mais de um bilhão de pessoas quando acessam a ferramenta de correção automática presente no aplicativo WhatsApp. Outro exemplo de como o processamento de linguagem natural está presente no nosso dia a dia é a Siri, um assistente virtual comandado por voz de propriedade da Apple, presente nos iPhones e iPads. Segundo a empresa, quanto mais você usa a Siri, mais ela sabe do que você precisa e quando precisa. Os mesmos princípios de computação presentes na Siri podem ser encontrados em ferramentas como o Google Tradutor e nos chatbots, que são aplicações conversacionais já utilizadas por diversas empresas para atender automaticamente os clientes.

Thiago Pardo (à esquerda) e Graça Nunes na defesa de mestrado de Henrico Brum (ao centro):
pesquisa sobre expansão de recursos para análise de sentimentos é um exemplo de estudo em linguística computacional

Um jovem experiente – Aquele projeto proposto pela Itautec no início dos anos de 1990 reuniu cientistas da computação, físicos e linguistas para enfrentarem o desafio de construir uma ferramenta automática destinada à revisão ortográfica e gramatical em língua portuguesa. Foi esse grupo que deu origem, em 1993, ao Núcleo Interinstitucional de Linguística Computacional (NILC), um grupo multidisciplinar de pesquisa, cuja sede fica no ICMC, na USP. 

Para comemorar a marca de 25 anos do NILC, assim como relembrar o passado, discutir as oportunidades atuais e planejar o futuro, um workshop acontecerá no auditório Fernão Stella Rodrigues Germano (confira a programação aqui) no dia 4 de maio, sexta-feira. Para participar, basta preencher o formulário disponível neste link: icmc.usp.br/e/8445d. Gratuito e aberto a todos os interessados, o evento é uma oportunidade para quem deseja conhecer o processamento da linguagem natural no Brasil, entender os projetos que estão sendo desenvolvidos atualmente e discutir as oportunidades de pesquisa futuras com os professores, pesquisadores, alunos e ex-alunos do grupo. 

Hoje, o Núcleo conta com pesquisadores de várias instituições, como USP, UNESP, Universidade Federal de São Carlos e Universidade Estadual de Maringá. No total, são 13 professores associados (das áreas de computação, linguística e física), 10 pesquisadores colaboradores regulares e cerca de 60 alunos de graduação e pós-graduação: um pós-doutorando, 23 doutorandos, 21 mestrandos e 15 alunos de graduação que atuam em projetos de iniciação científica e de conclusão de curso. 

Essa equipe tornou o NILC uma referência para os grupos de pesquisa em processamento de linguagem natural do Brasil. Além de inovar em diversas frentes de pesquisa, o Núcleo já estabeleceu colaborações com várias empresas – como Itautec, Microsoft, Samsung e Embrapa, possibilitando a transferência de tecnologia – e com institutos de pesquisa, como o Instituto de Estudos Avançados da ONU, para projetos de grande porte. 

Entre as diversas frentes de atuação do NILC estão projetos para enfrentar desafios científicos relacionados a tradução, ferramentas de auxílio à escrita científica e sumarização – que já são tradicionalmente explorados por quem investiga linguística computacional. Com a expansão da internet e das redes sociais, novas frentes de atuação foram criadas, destinadas, por exemplo, a estudar desafios como a detecção de fake news, a mineração de opinião e o diagnóstico de doenças mentais através da fala, entre muitos outros. Ninguém tem dúvida de que essa história está só começando.

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC 

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Contato para esta pauta
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Fake news, febre amarela, Parkinson e urnas eletrônicas: confira os destaques do Pint of Science na capital da tecnologia

Festival internacional de divulgação científica acontece nas noites de 14, 15 e 16 de maio; saiba como será a programação em São Carlos

Em São Carlos, o festival que brinda a ciência vai ser realizado simultaneamente em três diferentes locais
(crédito da imagem: Henrique Fontes)

O festival internacional de divulgação científica Pint of Science vai tomar conta de 56 cidades brasileiras nas noites de 14, 15 e 16 de maio. São Carlos, a capital da tecnologia, foi o berço do evento no Brasil e realizará a iniciativa em 2018 pela quarta vez. 

Entre os destaques da programação na cidade estão o fenômeno das fake news, o surto recente de febre amarela, os desafios para diagnosticar e tratar doenças como Parkinson e a tecnologia que existe por trás das criptomoedas e das urnas eletrônicas. Serão nove bate-papos no total, que acontecerão simultaneamente em três locais diferentes. A proposta é apresentar pesquisas recentes em diversas áreas do conhecimento, esclarecer as dúvidas do público e mostrar a beleza da ciência. 

“Em São Carlos, nosso foco é mostrar como a ciência pode fazer diferença no nosso país. Vamos contar com a participação de pesquisadores da USP, da UFSCar, da EMBRAPA, além de empreendedores”, explica Solange Rezende, coordenadora da iniciativa na cidade, onde o evento é realizado desde 2015 pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP. 

“Será uma oportunidade para os são-carlenses conversarem descontraidamente com os cientistas e entenderem melhor como são as pesquisas que eles realizam”, acrescenta a professora do ICMC. “O Pint of Science está contribuindo para a construção de uma cultura de ciência no Brasil e temos orgulho de pertencer à instituição responsável por trazer a iniciativa ao Brasil, que é um dos maiores eventos de divulgação científica do mundo, para o país”, destaca Solange. 

A professora Solange Rezende, do ICMC, coordena o evento em São Carlos
(crédito da imagem: arquivo pessoal)

Programação – Na cidade, os bate-papos acontecerão no bar e restaurante West Brothers, na Cervejaria Kirchen e no espaço de inovação ONOVOLAB, onde haverá um festival de food trucks. Três temas marcarão a abertura do evento, que acontece a partir das 19h30 da segunda-feira, 14 de maio: enquanto as verdades e mitos sobre febre amarela, vacina e mosquito agitarão o público que comparecer ao West Brothers; quem for à Cervejaria Kirchen terá a oportunidade de conversar sobre os desafios de unir a produção agrícola tradicional à agricultura 4.0; ao mesmo tempo em que os visitantes do ONOVOLAB vislumbrarão o potencial transformador das instituições de ensino e das empresas que incentivam a inovação, a criatividade e o empreendedorismo. 

Na noite de terça-feira, 15 de maio, mais três temas serão debatidos: ondas tomarão conta do West Brothers, relacionadas à doença de Parkinson, ao canabidiol e ao comportamento coletivo; já a biotecnologia que vai além dos androides invadirá a Cervejaria Kirchen; e o combate às fake news dará o tom ao ONOVOLAB

Para encerrar o brinde à ciência, na noite de quarta-feira, 16 de maio, os temas podem ser resumidos a três questões: “posso ficar rico com criptomoedas?” é a pergunta a ser respondida no West Brothers; “por que o hidrogênio é a energia do futuro?” é o foco da discussão na Cervejaria Kirchen; e “posso confiar nas urnas eletrônicas?” é a dúvida que será lançada no ONOVOLAB

Vale lembrar que a programação do evento nas 56 cidades do Brasil está disponível no site www.pintofscience.com.br e, para participar, não há necessidade de fazer inscrição. A entrada é gratuita – paga-se apenas o que for consumido nos estabelecimentos – e não há emissão de certificado. 

A entrada no Pint of Science é gratuita, as pessoas só pagam o que consumirem nos locais que recebem o evento
(crédito da imagem: Rogério Gianlorenzo)

De Norte a Sul do Brasil – O Pint of Science nasceu em 2013, como uma iniciativa de pesquisadores da Inglaterra, e se expandiu graças a uma rede de voluntários. Neste ano, 21 países promoverão o evento de forma simultânea. No Brasil, a expectativa é de que 50 mil pessoas compareçam aos bate-papos. Em São Carlos, a expectativa é atrair mais de mil pessoas. 

Na cidade, o Pint of Science conta com o patrocínio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e da Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Universidade Federal de São Carlos (FAI-UFSCar). Há, ainda, o apoio da Rádio e da TV UFSCar. 

Os bate-papos começam as 19h30, como não são realizadas reservas antecipadamente,
o público deve chegar antes ao local para garantir um lugar
(crédito da imagem: Rogério Gianlorenzo)

Texto – Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC 

Mais informações 
Site do Pint of Science Brasil: www.pintofscience.com.br
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666 
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quinta-feira, 12 de abril de 2018

ICMC oferece curso gratuito de programação para jogos eletrônicos

Iniciativa acontece na próxima quarta-feira, 18 de abril, a partir das 14 horas 


Apresentar os diferentes modelos de programação existentes na área de desenvolvimento de jogos eletrônicos, explicando os princípios da programação orientada a objetos. Esse é o objetivo de um curso gratuito que acontece na próxima quarta-feira, 18 de abril, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

A iniciativa atende a uma demanda crescente por especialização na área de desenvolvimento de games, que vem ganhando posição de destaque no Brasil. Durante o curso, o aluno aprenderá os conceitos da programação orientada a objetos, além de técnicas de documentação básica necessárias para o adequado desenvolvimento do projeto de um jogo. Para ver o conteúdo completo do curso, acesse este link: icmc.usp.br/e/b12ba

Voltado a todos os interessados, com qualquer tipo de formação, o curso acontecerá das 14 às 18 horas. Há 50 vagas disponíveis e as inscrições podem ser realizadas até segunda-feira, dia 16, ou enquanto houver vagas. Para participar, é preciso acessar o Sistema Apolo da USP neste link: icmc.usp.br/e/3389e. Solicita-se aos participantes que tragam notebook, com os softwares Unity e Eclipse já instalados. 

Sob coordenação do professor Cláudio Toledo, a atividade é uma iniciativa do grupo de extensão Fellowship of the Game (FoG), que é voltado ao estudo e desenvolvimento de jogos digitais. Quem vai ministrar o curso é o especialista Gustavo Moura, aluno de Sistemas de Informação do ICMC, que atua no FoG desde 2016 e tem experiência no uso de diversas ferramentas de desenvolvimento de jogos (Unity3D, GameMaker Studio, RPG Maker). Na área de programação orientada a objetos, o ministrante participa atualmente do desenvolvimento de um sistema de localização indoor de pacientes em conjunto com a prefeitura de Bauru e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. 

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP 
Imagem: DevMedia

Introdução à programação orientada a objetos 
Inscrições: até 16 de abril ou enquanto houver vagas, por meio do link: icmc.usp.br/e/3389e.
Quando: 18 de abril, quarta-feira, das 14 às 18 horas 
Local: sala 4-001, no bloco 4 do ICMC. O endereço é avenida Trabalhador são-carlense, 400, na área I do campus da USP em São Carlos. 
Mais informações: (16) 3373.9146 ou ccex@icmc.usp.br

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Inscrições abertas em curso da USP que prepara estudantes para Olimpíada Brasileira de Robótica

Iniciativa apresentará conceitos básicos sobre montagem e programação de diversos robôs que são utilizados na modalidade prática da Olimpíada

Preparar as equipes para que se tornem mais competitivas é um dos objetivos do curso

Estão abertas as inscrições para o curso Preparação para a Olimpíada Brasileira de Robótica - Modalidade prática. Oferecido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, o curso será realizado de 5 a 26 de maio, aos sábados, das 9 às 12 horas. 

A iniciativa é destinada a alunos do ensino fundamental II (do 5º ao 9º ano) e do ensino médio (do 1º ao 3º ano) de escolas públicas e particulares, que tenham interesse em participar das competições da modalidade prática da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). Também podem participar professores e pais que se tornarão técnicos das equipes que disputarão a OBR. 

O objetivo do curso é preparar as equipes participantes a fim de que se tornem mais competitivas, fornecendo conceitos básicos sobre montagem de diversos tipos de robôs comumente usados nas competições da OBR (PETE, LegoMindstorm e Arduino). Também serão apresentados princípios de programação e realizados vários exercícios práticos com os robôs. 

Há 100 vagas disponíveis e as inscrições devem ser realizadas até o dia 2 de maio ou enquanto houver vagas, no formulário eletrônico disponível neste link: icmc.usp.br/e/1425b. A taxa de inscrição é de R$ 15,00 e também deve ser paga, via boleto que será gerado pelo sistema de inscrição, até 2 de maio. Para efetivar a inscrição, o participante deve enviar o comprovante de pagamento bem como o atestado de matrícula da escola que frequenta para o e-mail ccex@icmc.usp.br. 

Caso o estudante possua o kit de robótica utilizado nas competições, é desejável que traga para o curso, pois existe um número limitado de kits para empréstimo. Coordenado pela professora Roseli Romero, do ICMC, o curso será ministrado pelos alunos de pós-graduação e graduação: Adam Moreira, Daniel Tozadore, Guilherme Moreira e Maria Luiza Telles. A iniciativa conta com o apoio do Centro de Robótica de São Carlos (CRob).

Durante o curso, participantes realizaram vários exercícios práticos com os robôs

Inscreva-se na Olimpíada – Vale lembrar que a participação no curso não garante a inscrição na OBR. Para participar da Olimpíada, é preciso se inscrever gratuitamente no site da competição até dia 18 de maio, onde também está disponível o manual de inscrições: www.obr.org.br

Os inscritos na modalidade prática deverão participar de eventos regionais e, conforme sua classificação, das etapas estaduais e da final nacional, que ocorrerá em João Pessoa, em novembro de 2018. Em São Carlos, a etapa regional da OBR acontecerá dias 16 e 17 de junho, no salão de eventos do campus da USP. 

A novidade deste ano é que, além dos níveis 1 e 2 (alunos do fundamental e médio), haverá um terceiro, o nível zero, voltado a alunos de 1° a 3° anos do ensino fundamental, com idade entre 6 e 8 anos. O objetivo dessa mudança é difundir a robótica como estratégia de educação a ser aplicada desde o início do ciclo educacional. 

As inscrições na OBR são gratuitas e podem ser realizadas até dia 18 de maio

Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 


Curso: Preparação para a Olimpíada Brasileira de Robótica - Modalidade Prática
Inscrições: até 2 de maio ou enquanto houver vagas via formulário eletrônico disponível em icmc.usp.br/e/1425b
Aulas: de 5 a 26 de maio, aos sábados, das 9 às 12 horas. 
Onde: ICMC - avenida Trabalhador são-carlense, 400, área I do campus da USP, no centro de São Carlos 
Mais informações: (16) 3373.9146 ou ccex@icmc.usp.br
Saiba mais sobre a OBR: www.obr.org.br
Curta a página da competição no Facebook: www.facebook.com/OBRobotica

terça-feira, 10 de abril de 2018

Quer fazer graduação no ICMC? Inscreva-se no processo de transferência

Instituto disponibiliza 18 vagas em cinco cursos de graduação; inscrições devem ser realizadas até 27 de abril no site da Fuvest 

Instituto localiza-se no campus da USP em São Carlos e oferece 18 vagas no processo de transferência externa

Se você está cursando graduação em uma instituição de ensino, mas gostaria de estudar no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, pode se inscrever no processo de transferência externa. Também podem participar da seleção alunos da USP que desejam mudar de curso. No total, a Universidade disponibiliza 750 vagas para transferência, das quais 18 são oferecidas pelo ICMC. 

Essas 18 vagas estão distribuídas em cinco cursos de graduação: Bacharelado em Matemática Aplicada e Computação Científica (6 vagas); Matemática (núcleo geral: nesse caso, o aluno pode optar tanto pela habilitação como bacharel ou licenciado – 2 vagas); Bacharelado em Ciências da Computação (1 vaga); Bacharelado em Estatística (8 vagas); Licenciatura em Matemática (1 vaga). Saiba mais sobre cada curso, acessando o site do ICMC

Para participar do processo seletivo, você deve se inscrever, até as 12 horas do dia 27 de abril, no site da Fuvest e realizar uma prova de pré-seleção com 80 questões de múltipla escolha, cada uma com cinco alternativas. A prova será aplicada pela Fuvest no dia 10 de junho e a lista de convocados para a segunda etapa do processo será divulgada dia 18 de junho. 

Quem for classificado nessa primeira etapa participará da segunda fase do processo seletivo e deverá entregar, nos dias 25 ou 26 de junho, os documentos especificados no edital da unidade que oferece o curso escolhido. No caso dos cursos do ICMC, além de entregar os documentos, nessa segunda etapa, os candidatos precisarão realizar outra prova para avaliar seus conhecimentos específicos, que será aplicada no dia 11 de julho, às 9 horas, no ICMC. Para obter mais detalhes sobre os documentos que deverão ser entregues bem como sobre os conteúdos que serão avaliados nessa prova, acesse o edital disponível no site do Instituto: icmc.usp.br/e/a7fb2

Para conferir o manual do candidato bem como todas as vagas disponibilizadas pela USP no processo de transferência externa, acesse este link: icmc.usp.br/e/54990

Inscrições podem ser realizadas no site da Fuvest até as 12 horas do dia 27 de abril

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 
Com informações da Assessoria de Comunicação da Fuvest 

Mais informações 
Inscrições: icmc.usp.br/e/2b116
Serviço de Graduação do ICMC: (16) 3373.9639 
E-mail: grad@icmc.usp.br

segunda-feira, 9 de abril de 2018

USP oferece curso gratuito de modelagem 3D para jogos eletrônicos

Iniciativa é aberta a todos os interessados, independentemente da formação, e acontece no próximo domingo, 15 de abril, no ICMC, a partir das 14 horas

Por meio de uma ferramenta aberta e gratuita chamada Blender,
os estudantes poderão aplicar de forma prática os conhecimentos adquiridos durante o curso


Apresentar uma introdução à modelagem 3D para o desenvolvimento de jogos eletrônicos. Esse é o objetivo de um curso gratuito que acontece no próximo domingo, 15 de abril, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

A iniciativa atende a uma demanda crescente por especialização na área de desenvolvimento de games, que vem ganhando posição de destaque no Brasil. Durante o curso, o aluno aprenderá conceitos e técnicas para a modelagem 3D de jogos, utilizando a ferramenta aberta e gratuita Blender. Por meio dessa ferramenta, os participantes poderão aplicar de forma prática os conhecimentos adquiridos durante o curso. Por isso, solicita-se aos participantes que tragam notebook, com o software Blender já instalado. 

Voltado a todos os interessados, com qualquer tipo de formação, o curso acontecerá das 14 às 18 horas na sala 4-001, no bloco 4 do ICMC. Há 30 vagas disponíveis e as inscrições podem ser realizadas até quinta-feira, dia 12, ou enquanto houver vagas. Para participar, é preciso acessar o Sistema Apolo da USP neste link: icmc.usp.br/e/66a05

Sob coordenação do professor Cláudio Toledo, a atividade é uma iniciativa do grupo de extensão Fellowship of the Game (FoG), que é voltado ao estudo e desenvolvimento de jogos digitais. Quem vai ministrar o curso é o especialista Jorge Hideki, aluno de Ciências da Computação do ICMC, que atua no FoG desde 2015, tendo uma experiência teórico-prática acumulada no desenvolvimento de jogos que inclui o uso de diversas ferramentas de modelagens e a participação em competições de desenvolvimento rápido de jogos (Game Jams). 

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP 

Introdução à modelagem 3D para jogos 
Inscrições: até 12 de abril ou enquanto houver vagas, por meio do link: icmc.usp.br/e/66a05
Quando: 15 de abril, domingo, das 14 às 18 horas 
Local: a sala será informada posteriormente aos inscritos por e-mail. O endereço do ICMC é avenida Trabalhador são-carlense, 400, na área I do campus da USP em São Carlos. 
Não esqueça: traga seu notebook, com o software Blender já instalado. 
Mais informações: (16) 3373.9146 ou ccex@icmc.usp.br

Ponte para os números: conheça a história do professor Ederson Moreira

Apaixonado por matemática desde criança, Ederson é, atualmente, professor no ICMC e novo membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências

As aplicações e contribuições da matemática para a sociedade
motivam e encantam Ederson em seu trabalho

As primeiras pontes entre Ederson Moreira dos Santos e a matemática não eram de fácil travessia e sequer asfaltadas. Nascido em Cruzeiro do Oeste, no estado do Paraná, passou a infância no pequeno vilarejo de Aparecida do Oeste. Lá, os recursos eram poucos, por isso as crianças precisavam ir até Tuneiras do Oeste, distrito vizinho, para frequentar a escola de nível médio. “Até hoje a estrada que liga os distritos não é pavimentada, por isso, na época de fortes chuvas, o ônibus não conseguia atravessar o percurso e não podíamos ir às aulas”, conta Ederson.

Mesmo enfrentando algumas dificuldades típicas da vida em cidade pequena, Ederson narra uma infância tranquila, repleta de brincadeiras de rua como jogar bola, andar de bicicleta e pescar. Frequentava assiduamente as missas da paróquia da cidade e revela um fato curioso: quase se tornou padre, consequência de sempre ter ajudado nas celebrações. A aptidão religiosa, no entanto, perdeu para a matemática, sua paixão desde cedo.

Um dos professores de ensino médio de Ederson foi um dos principais responsáveis pela sua decisão. Na época, a ideia do seminário ainda era forte, mas o professor foi enfático: ele deveria seguir com os estudos na universidade. A escolhida por ele e pela família foi a Universidade Estadual de Maringá (UEM), pela proximidade com a casa de seu tio. A escolha do curso foi a mais fácil, pois a preferência pela matemática era nítida desde a infância. “Na universidade, eu me encantei pela disciplina de cálculo, passava noites resolvendo exercícios e, naturalmente, me especializei em equações diferenciais parciais”, conta ele. O encantamento e dedicação lhe garantiram o melhor rendimento da turma em sua formatura e um diploma especial de Láurea Acadêmica.

Professores da UEM sugeriram que Ederson seguisse com os estudos na pós-graduação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e assim ele fez. Lá, foi orientado pelo professor Djairo Guedes de Figueiredo , membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) desde 1969. Ederson conta ser muito grato ao professor Djairo pela contribuição à sua carreira, assim como à de outros matemáticos brasileiros e reconhece sua importância. “Sua influência na matemática brasileira fez dele um dos pilares desta ciência em nosso país”, afirma.

Ederson dos Santos fez estágios de pós-doutoramento na Unicamp e na Université Paris VI, além um estágio de pesquisa na Università di Roma Sapienza. Hoje, o novo membro afiliado da ABC é professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Ele orienta pesquisas sobre equações diferencias parciais (EDPs) e ordinárias (EDOs) e a resolução de problemas relacionados a elas, em particular as chamadas elípticas. O matemático estuda questões acerca da existência e multiplicidade sobre propriedades qualitativas, tais como fenômenos de simetria, concentração, explosão e estabilidade das soluções de problemas envolvendo EDPs e EDOs de segunda e quarta ordens, assim como sistemas de EDPs de segunda ordem.

Ederson explica que a modelagem matemática é uma das melhores formas de se entender fenômenos naturais e parte de sua pesquisa pode ser aplicada em situações reais, como a oscilação de pontes. “A ponte é vista com uma viga e a modelagem envolve uma equação diferencial ordinária (EDO). Em um segundo modelo, o tabuleiro da ponte é considerado uma estrutura bidimensional e a análise é feita através do estudo de uma EDP. Em ambos os modelos, a solução da EDO ou da EDP representa a deformação/oscilação da ponte.” O estudo da estabilidade por meio de teoremas e experimentos numéricos contribuiu, em particular, para o estudo do caso da ponte de Tacoma, que caiu, em 1940, em razão de fortes ventos na região.

São as aplicações e contribuições da matemática para questões da sociedade que motivam e encantam Ederson em seu trabalho. “Em matemática, a prova correta de um teorema ou de uma conjectura torna a afirmação uma verdade absoluta, incontestável. Muitas dessas verdades servem de pilar, ou são então aplicadas para as mais diversas áreas da ciência”, explica ele. Para o matemático, contribuir para a ciência e se tornar membro afiliado da ABC é uma vitória que ganha grande significado por ter vindo de uma família simples e sem acesso à educação. Talvez por isso, para ele, o acesso e a divulgação da educação tenham grande importância. Ederson pretende atuar em favor dessas questões junto à Academia.

Texto: Thaís Soares para o boletim Notícia da ABC
Foto: Reinaldo Mizutani - Assessoria de Comunicação do ICMC

Mais informações
Texto original publicado no site da ABC: www.abc.org.br/?Ponte-para-os-numeros
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.nr

quinta-feira, 5 de abril de 2018

ICMC abre inscrições para professor temporário no Departamento de Matemática

As inscrições são gratuitas e vão até o dia 14 de abril


O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, está com processo seletivo aberto para contratação de um docente temporário. As inscrições vão até o dia 14 de abril e a vaga é para o departamento de Matemática do ICMC.

O professor contratado irá ministrar as seguintes disciplinas:
  • Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio
  • Introdução aos Estudos da Educação
  • Introdução aos Estudos da Educação I
  • Estágio Supervisionado em Ensino de Matemática I
  • Didática
A jornada de trabalho é de 12 horas semanais e o salário varia de acordo com a formação do candidato: R$ 1.849,66 para quem possui título de doutor e R$ 1.322,41 para quem possui título de mestre.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pela internet até às 17 horas do dia 14 de abril, por meio do link: uspdigital.usp.br/gr/admissao. Outros detalhes sobre prazos, provas e documentações estão disponíveis no edital completo: icmc.usp.br/e/1ce25.

Mais informações
Edital ATAc/ICMC/SMA-USP nº 010/2018: icmc.usp.br/e/1ce25
E-mail: sacadem@icmc.usp.br

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Páscoa no ICMC: crianças e adolescentes visitam museu e ganham ovos

Ação foi realizada pela Comissão de Ação e Integração Social do Instituto, que arrecadou 235 ovos 

Crianças e adolescentes atendidas pela ONG Projetando o Futuro participaram da ação


Cerca de 80 crianças e adolescentes foram beneficiadas pela ação de Páscoa realizada pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Além de receberem ovos de chocolate, elas visitaram o Museu de Computação Odelar Leite Linhares e conseguiram ter um gostinho das atividades desenvolvidas pelos funcionários, pesquisadores e alunos do Instituto. 

No sábado, 31 de março, vieram ao ICMC as crianças e adolescentes atendidas pela organização não-governamental Projetando o Futuro. A organização atende jovens de 8 a 17 anos de bairros carentes da cidade de São Carlos. A programação começou com uma palestra sobre a história da computação, ministrada pelo professor Fabrício Simeoni, do ICMC, depois houve a visita ao museu e a entrega dos ovos de Páscoa. 

Já na segunda, dia 2, foi a vez das crianças do Centro Municipal de Educação Infantil Aracy Leite Pereira Lopes participarem de atividades com jogos digitais desenvolvidos pelo grupo de extensão Fellowship of the Game (FoG), visitarem o museu e receberem os ovos. 

A ação foi promovida pela Comissão de Ação e Integração Social do ICMC, que arrecadou 235 ovos junto à comunidade do Instituto. Os ovos foram doados também aos funcionários das empresas terceirizadas que prestam serviço de limpeza e vigilância no ICMC.


Confira o álbum de fotos no Flickr e no Facebook!

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 3 de abril de 2018

USP oferece curso gratuito de teoria musical para jogos

Iniciativa é aberta a todos os interessados, independentemente da formação, e acontece na próxima segunda-feira, 9 de abril, no ICMC, a partir das 16 horas 

Participantes usarão uma ferramenta aberta e gratuita para criar músicas e efeitos sonoros

Apresentar uma introdução à produção musical voltada a jogos eletrônicos, usando uma ferramenta como apoio na produção e composição de temas e efeitos sonoros. Esse é o objetivo de um curso gratuito que acontece na próxima segunda-feira, 9 de abril, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

A iniciativa atende a uma demanda crescente por especialização na área de desenvolvimento de games, que vem ganhando posição de destaque no Brasil. Durante o curso, será utilizada a ferramenta aberta e gratuita Linux MultiMedia Studio (LMMS), que possui módulos para a criação de músicas e de efeitos sonoros voltados a jogos. Por meio dessa ferramenta, os participantes poderão aplicar de forma prática os conhecimentos adquiridos durante o curso. Por isso, solicita-se aos participantes que tragam notebook, com o software LMMS já instalado e também fones de ouvido. 

Voltado a todos os interessados, com qualquer tipo de formação, o curso acontecerá das 16 às 18 horas e das 19 às 21 horas. Há 30 vagas disponíveis e as inscrições podem ser realizadas até domingo, dia 8, ou enquanto houver vagas. Para participar, é preciso acessar o Sistema Apolo da USP neste link: icmc.usp.br/e/5a747. Confira, ainda, o programa detalhado do curso: icmc.usp.br/e/2e343

Sob coordenação do professor Cláudio Toledo, a atividade é uma iniciativa do grupo de extensão Fellowship of the Game (FoG), que é voltado ao estudo e desenvolvimento de jogos digitais. Quem vai ministrar o curso são os especialistas William Quelho Ferreira e Miguel de Mattos Gardini, que são alunos do ICMC e atuam junto ao FoG desde 2016 e 2017, respectivamente. Ambos compuseram e arranjaram diversas peças musicais para jogos usando LMMS e softwares similares. William já ministrou diversos cursos de extensão em nome do FoG e tem experiência em piano clássico. Miguel tem vasto conhecimento sobre teoria musical e experiência prática em violão clássico. 

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP 

Introdução à teoria musical 
Inscrições: até 8 de abril ou enquanto houver vagas, por meio do link: icmc.usp.br/e/5a747
Programa detalhado: icmc.usp.br/e/2e343
Quando: 9 de abril, segunda-feira, das 16 às 18 horas e das 19 às 21 horas. 
Local: a sala será informada posteriormente aos inscritos por e-mail. O endereço do ICMC é avenida Trabalhador são-carlense, 400, na área I do campus da USP em São Carlos. 
Não esqueça: traga seu notebook, com o software LMMS já instalado e também fones de ouvido. 
Mais informações: (16) 3373.9146 ou ccex@icmc.usp.br

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Evento do Facebook em São Carlos mostra como estudantes podem sobreviver às entrevistas técnicas

Empresa realizará iniciativa para estudantes da área de computação na próxima sexta-feira, dia 6 de abril, às 11 horas, na USP em São Carlos


Estagiar ou trabalhar em uma grande empresa de tecnologia é o sonho de muitos estudantes da área de computação. Mas as chances de alcançar essa meta são reduzidas se eles tropeçam em um dos principais obstáculos da jornada: as entrevistas. Ensinar algumas técnicas eficientes que podem salvar os estudantes nesse momento é o objetivo de uma equipe do Facebook que estará no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, na próxima sexta-feira, 6 de abril, às 11 horas. 

A equipe realizará um evento especialmente para explicar aos estudantes como podem mostrar seus pontos fortes durante uma entrevista. Os participantes também terão a oportunidade de fazer perguntas aos engenheiros da empresa e conhecer mais sobre a experiência de cada um deles no Facebook. Quem desejar poderá, ainda, trazer seu currículo (em inglês) para ser revisado pela equipe. 

O evento é aberto a estudantes da área de computação, tanto para aqueles que estão no início do curso quanto para quem já está finalizando a graduação. Para participar, basta se inscrever gratuitamente por meio deste link: fbcyci18-uspsc.splashthat.com. Há 200 vagas disponíveis. 

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Crush your coding interview
Página do evento no Facebook: fb.careers/fbcyci18-uspsc
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, sala 6-000, no bloco 6 do ICMC
Quando: sexta-feira, 6 de abril, às 11 horas

USP lança projeto para estimular atividades voluntárias em escolas públicas, casas de detenção, asilos, fundações e associações

Iniciativa piloto acontecerá em São Carlos e busca aproximar a Universidade da sociedade



Transformar a visão de que a USP é inacessível e que pouco influencia a realidade do país. Esse é um dos objetivos do projeto Doe 1 Dia, que surgiu em São Carlos. Para alcançar essa finalidade, a ideia da iniciativa é estimular professores e funcionários a realizarem atividades voluntárias em escolas públicas, casas de detenção, asilos, fundações e associações. 

Inicialmente, um projeto piloto será implantado em duas unidades de ensino e pesquisa da USP: no Instituto de Química de São Carlos (IQSC) e no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). Mas a ideia das professoras que criaram a iniciativa é expandi-la para toda a Universidade. “A proposta é que professores e funcionários possam levar seus conhecimentos, que podem ser técnicos ou relacionados a um hobby ligado à cultura e ao lazer, para além dos muros da instituição”, explica a professora Maria Olímpia de Oliveira Rezende, da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do IQSC. 

Ela desenvolveu o projeto em parceria com a professora Kalinka Castelo Branco, do ICMC. “Ao compartilhar os conhecimentos com a comunidade, os professores e funcionários também passarão pela experiência de aprendizado e crescimento pessoal”, ressalta Kalinka. “As possibilidades são muitas, tantas quanto o total de professores e funcionários da nossa Universidade”, acrescenta. 

Para facilitar a realização do projeto, foi firmada uma parceria com a Diretoria de Ensino da região de São Carlos e com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia do município. Essas parcerias facilitarão o acesso dos professores e funcionários às instituições em que realizarão as atividades voluntárias. 

Como participar – Para se tornar um voluntário do Doe 1 Dia, os professores e funcionários do IQSC e do ICMC devem preencher o formulário online disponível neste link: icmc.usp.br/e/05ef0. No formulário, o interessado precisa apresentar um resumo da atividade que pretende realizar, explicar os objetivos que deseja alcançar, escolher em qual instituição desenvolverá o trabalho e também apresentar um currículo resumido. 

A seguir, as informações serão avaliadas pela Comissão de Cultura e Extensão Universitária (CCEx) do IQSC. Se a proposta for aprovada, será enviada ao chefe imediato do voluntário, para que possa ser averiguada a disponibilidade de realização da atividade e aprovada a data da ação. A seguir, a CCEx do IQSC fará o agendamento com a instituição. Assim, o funcionário será autorizado a exercer a atividade como um trabalho externo à USP e receberá um certificado de participação no projeto. 

“Podemos ter um professor da área de matemática palestrando sobre a história da música ou da arte; um secretário ensinando a pescar; um químico falando sobre literatura”, exemplificam as professoras. E finalizam: “O importante é que, durante a atividade, o voluntário destaque o quanto a USP é importante em sua vida e possa inspirar os participantes, mostrando que a comunidade acadêmica está próxima deles e que a Universidade é acessível”. 

Texto: Assessoria de Comunicação do IQSC e ICMC 
Arte: Fernando Mazzola (ICMC) 

Mais informações 
Página do projeto: www.lsec.icmc.usp.br/doe1dia
Link para inscrições: icmc.usp.br/e/05ef0
Comissão de Cultura e Extensão Universitária: ccex@iqsq.usp.br

Contato para esta pauta 
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666 
E-mail: comunica@icmc.usp.br 
Assessoria de Comunicação do IQSC: (16) 3373.8831 
E-mail: comunicacao@iqsc.usp.br