segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Matemática, estatística e computação consolidam-se como ferramentas fundamentais para melhorar as práticas do setor produtivo

Um programa de pós-graduação pioneiro da USP, em São Carlos, mostra que é possível aproximar a Universidade do setor produtivo; primeiro formando aprimorou modelo utilizado no mercado financeiro

Daniel (último à frente e à direita): primeiro mestre em
Matemática, Estatística e Computação Aplicadas à Indústria do ICMC

É a segunda vez que Daniel Rodrigues vem ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Embora esteja concluindo um percurso de três anos como aluno de pós-graduação do Instituto, ele só esteve aqui quando entregou a cópia impressa de sua dissertação de mestrado e agora, no momento em que faz a defesa oral de seu projeto. 

Analista de risco no Itaú-Unibanco, Daniel sonhava com a possibilidade de realizar um programa de mestrado de alta qualidade desde que ingressou no banco, em julho de 2010: “Mas era difícil encontrar uma opção em que fosse possível conciliar a pesada carga horária de trabalho com o curso, de modo que pudesse me dedicar às duas atividades”. 

Por isso, quando surgiu a oportunidade de ingressar na primeira turma do Mestrado Profissional em Matemática, Estatística e Computação Aplicadas à Indústria (MECAI), em 2014, Daniel não pensou duas vezes. “Com as aulas sendo ministradas em São Paulo, casou exatamente com o que eu buscava”, revela o recém-mestre. “Foi uma surpresa muito boa para mim a abordagem que o programa teve, com os professores da USP direcionando o curso para um lado bem acadêmico e, sem perder a identidade da proposta, fazendo uma conexão com as necessidades atuais da indústria”, completa.

Daniel foi o primeiro a passar pela etapa final da jornada pelo MECAI. Ele apresentou a dissertação de mestrado na manhã do dia 22 de setembro. Depois dele, outros seis pós-graduandos do programa submeteram seus projetos à avaliação e, junto com Daniel, formam o grupo dos primeiros formados pelo MECAI.

Começo dos desafios – Do lado oposto ao projetor em que Daniel expõe a pesquisa que desenvolveu ao longo desses três anos, na ampla sala onde se reúne a Congregação do Instituto, estão os quatro pesquisadores que avaliarão o projeto, diante de uma ampla mesa. Entre eles, está Francisco Louzada, professor do ICMC que orientou Daniel e, antes da defesa começar, diz emocionado: “É a primeira vez que participo de uma banca formada apenas por meus ex-alunos”. A seu lado estão Adriano Suzuki e Katiane Conceição, ambos professores do ICMC, e José Augusto Fiorucci, que é pós-doutorando do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da Unesp, no campus de São José do Rio Preto. 

Depois da apresentação de Daniel, Louzada diz que se sente orgulhoso por perceber que seus alunos evoluíram ao longo do tempo, mas que não deixaram de lado os ensinamentos que receberam, pois continuam pesquisando e publicando. Ao que tudo indica, Daniel dará continuidade a essa tradição porque também pretende continuar os estudos. “Espero que surja uma oportunidade de doutorado parecida com o MECAI. Estou envolvido em iniciativas para tentar aproximar a indústria das universidades e pretendo conversar bastante com o pessoal do programa, pois percebi que esse sentimento é mútuo”.

De fato, aproximar a USP do setor produtivo é um dos principais desafios que motivaram a criação do programa, tanto que a iniciativa está ligada ao Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), sediado no ICMC. “Houve sempre uma dificuldade em promover esse diálogo entre as instituições acadêmicas e as empresas”, explica a professora Ellen Francine, que foi coordenadora do MECAI até novembro.

Segundo Ellen, um dos principais diferenciais dos mestrados profissionais é, exatamente, possibilitar que quem já está inserido no mercado de trabalho possa voltar para o contexto da universidade e da pesquisa. Dessa forma, surgem oportunidades para o desenvolvimento de projetos voltados a resolver problemas existentes dentro das empresas, por meio da realização de pesquisas aplicadas aos locais em que os profissionais atuam.

Louzada (ao centro) e seus ex-alunos:
Adriano e Daniel à esquerda; José Augusto e Katiane, à direita


Reduzindo riscos – O projeto de Daniel – intitulado Aplicação de medidas de causalidade na geração de cenários de Monte Carlo como alternativa para precificação de contratos de opções – é um exemplo das contribuições que o campo da estatística pode trazer ao mercado financeiro. O professor Louzada conta que modelos estatísticos tradicionais empregados atualmente na área de finanças podem ser inadequados para estimar o valor futuro de ativos, o que aumenta, consequentemente, o risco de prejuízos. “O projeto de Daniel mostra o quanto é relevante buscarmos novos modelos estatísticos, que sejam alternativas para os modelos tradicionais, levando em consideração as relações entre diferentes ativos”, diz Louzada.

Grosso modo, a pesquisa realizada por Daniel apresenta uma metodologia estatística para a obtenção de projeções futuras aplicadas a um ativo financeiro, nesse caso trata-se da precificação de opções. Ele acredita que o estudo abre possibilidades para que a instituição em que trabalha, o Itaú Unibanco, evolua nos cálculos de risco: “Esses cálculos fornecem informações cruciais para a administração da empresa e também podem viabilizar operações que, sem essas estimativas, o Banco não faria”.

Ao mostrar que é possível promover evolução das técnicas que o mercado usa atualmente e projetar cenários futuros que forneçam um embasamento adequado para a tomada de decisões de negócios, a pesquisa de Daniel reforça quanto aproximar a Universidade do setor produtivo pode trazer vantagens para todos. 

Além das finanças – A professora Ellen explica que a primeira ênfase oferecida aos alunos do MECAI foi voltada à área financeira. Porém, ao longo dos quatro anos de existência, o programa evoluiu e verificou-se a necessidade de propiciar uma formação mais abrangente. Por isso, para as turmas seguintes foi oferecida a ênfase em ciência de dados, que possibilitou abarcar a área médica, o agronegócio e a governança empresarial.

Além disso, as aulas da primeira turma foram ministradas na cidade de São Paulo, mas as demais turmas cursaram as disciplinas no ICMC. “Agora, os alunos têm aulas em São Carlos às sextas-feiras. Temos alunos que vêm de São Paulo, Ribeirão Preto e notamos uma grande demanda na região, o que não nos impede de eventualmente oferecer novas turmas com aulas na capital”, afirma Ellen.

Ela ressalta que, independentemente de onde as aulas são ministradas, há um esforço dos professores e dos alunos para concentrar as demandas em um único dia da semana, já que todos os estudantes trabalham. Mas isso não implica dizer que o nível de dificuldade é menor do que em um mestrado acadêmico.

Ao analisar os primeiros anos do MECAI, a professora destaca que a experiência tem sido muito positiva: “Houve uma evolução nas disciplinas oferecidas e no escopo de professores orientadores, pois agora temos mais pesquisadores de outras instituições, como a UFSCar e a Embrapa. Mas ainda estamos aprendendo com a experiência e queremos estabelecer parcerias mais efetivas com o setor produtivo”. A julgar pelos resultados alcançados nos primeiros quatro anos, não é preciso ser um estatístico para estimar os impactos positivos que o MECAI terá.

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

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Seção de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373-8881 ou mecai@icmc.usp.br


Contato para esta pauta
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E-mail: comunica@icmc.usp.br

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Laboratórios de incentivo e apoio à Engenharia de Computação: apresente sua proposta até 10 de janeiro

Chamada visa estimular professores e alunos a apresentarem projetos relevantes para a formação dos futuros engenheiros de computação


Laboratórios selecionados vão usar o espaço físico e os recursos já existentes  no prédio
da Engenharia de Computação, na área 2 do campus da USP em São Carlos

Angariar propostas de laboratórios de incentivo e apoio ao ensino, à pesquisa, à inovação, ao empreendedorismo e à extensão voltados a alunos do curso de Engenharia de Computação. Esse é o objetivo de uma chamada lançada pela Comissão Gestora Administrativa (CGA) do curso, que é fruto de uma parceria entre a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), ambos da USP.

As propostas podem ser apresentadas até dia 10 de janeiro de 2018 e devem prever a criação de ambientes que estimulem e favoreçam o desenvolvimento de trabalhos de interesse dos alunos, sendo relevantes para sua formação. 

De acordo com o edital da chamada (disponível neste link: icmc.usp.br/e/8c29a), a CGA fornecerá o espaço físico para a alocação dos laboratórios selecionados, disponibilizando os recursos já existentes no prédio da Engenharia de Computação, localizado na área 2 do campus da USP em São Carlos. Entre esses recursos estão: acesso à internet, energia, segurança e impressora compartilhada. Todas as demandas adicionais, necessárias para o funcionamento com sucesso dos laboratórios, devem ser obtidas ou fornecidas pelos proponentes dos projetos.

Confira, a seguir, o cronograma da iniciativa:
  • 10/01/2018 - Data limite para submissão das propostas, que devem ser enviadas por e-mail (secretariaengcomp@gmail.com) para a secretaria do curso, aos cuidados de Shirley Gandini.
  • 31/03/2018 - Divulgação de relatório com os resultados.
  • 02/04/2018 - Início das atividades nos laboratórios aprovados.
Texto e foto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informação
Secretaria da CGA do curso de Engenharia de Computação: 3373.8376
E-mail: rafrance@icmc.usp.br

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Coral da USP São Carlos realiza concerto de Natal no domingo

Apresentação será na Catedral São Carlos Borromeu a partir das 20h15

Coral da USP em apresentação na Escola de Engenharia de São Carlos
(crédito da imagem: Reinaldo Mizutani)

O Coral da USP São Carlos se apresentará no próximo domingo, 10 de dezembro, na Catedral São Carlos Borromeu, no centro da cidade. O evento acontecerá a partir das 20h15, é gratuito e aberto a todos os interessados.

O espetáculo trata-se de um concerto de Natal em que o público poderá conferir alguns sucessos como Falando de Amor, de Tom Jobim; Amazing Grace, de John Newton; Ave Verum Corpus e Laudate Dominum, de Mozart, e até mesmo o tema de abertura da série Game of Thrones. Ao todo, 14 músicas serão apresentadas pelo coral, coordenado e regido pelo maestro Sérgio Alberto de Oliveira, fundador do coral da USP em Ribeirão Preto.

O maestro possui experiência na área de artes, com ênfase em música, atuando principalmente em temas como canto coral, música coral, teatro musical, música popular, canção polifônica e coro cênico. Ele já levou seus grupos a apresentações e turnês pelo Brasil e por países como Itália, Argentina e Grécia.

Sobre o Coral - O Coral da USP São Carlos  conta com participantes da comunidade são-carlense, além de funcionários, professores e alunos do campus da Universidade. Criado pela Comissão de Ação e Integração Social do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, o grupo começou os ensaios em outubro de 2015. A iniciativa tem o apoio da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC e do Grupo Coordenador de Atividades de Cultura e Extensão Universitária do campus da USP em São Carlos.



Texto: Alexandre Wolf - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC: (16) 3373.9146
E-mail: ccex@icmc.usp.br

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Inscrições abertas para bolsas de monitoria no Departamento de Matemática


Estão abertas, até 12 de janeiro, as inscrições para bolsas de monitoria no Departamento de Matemática (SMA) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Podem participar alunos de graduação e pós-graduação.

As monitorias começarão em março de 2018 e terão duração de quatro meses, com bolsa de R$ 300 mensais. O aluno precisa ter cursado a disciplina que pretende dar monitoria ou equivalente, além de não possuir outra bolsa. Para se inscrever, é preciso preencher o formulário online, disponível em icmc.usp.br/e/c7789, e enviar o histórico escolar atualizado (em PDF) e uma foto 3x4 digitalizada para o e-mail sma@icmc.usp.br.

As disciplinas que possuem vaga de monitoria são:
  • SMA0300-Geometria Analítica
  • SMA0800-Geometria Analítica
  • SMA0301-Cálculo I
  • SMA0353-Cálculo I
  • SMA0801-Cálculo I
  • SMA0354-Cálculo II
  • SMA0333-Cálculo III
  • SMA0355-Cálculo III
  • SMA0803-Cálculo III
  • SMA0356-Cálculo IV
  • SMA0334-Fundamentos para a Matemática do Ensino Superior
  • SMA0374-Álgebra Linear e Geometria Analítica
  • SMA0505-Matrizes, Vetores e Geometria Analítica
  • SMA0805-Tópicos de Matemática
  • SLC0601-Matemática I
  • SLC0607-Cálculo I
  • Laboratório de Ensino de Matemática (LEM)
Mais informações
Formulário para inscrições: icmc.usp.br/e/c7789
Departamento de Matemática (SMA): (16) 3373.9711
E-mail: sma@icmc.usp.br

Ciência para a educação: uma ponte entre dois mundos

Livro sobre as contribuições da ciência para a educação será lançado nesta terça em São Paulo; um dos capítulos da obra é de autoria de dois pesquisadores da USP, em São Carlos

Publicação é uma iniciativa da Rede Nacional de Ciência para Educação

Um grupo com mais de 100 pesquisadores brasileiros comprometidos em fazer ciência para melhorar a educação brasileira lançará o primeiro livro nesta terça-feira, 5 de dezembro, em São Paulo. A obra Ciência para educação: uma ponte entre dois mundos é resultado do esforço da Rede Nacional de Ciência para Educação. Entre os 25 autores do livro, todos associados à Rede, dois são vinculados ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos: o professor André de Carvalho e o pós-doutorando Isvani Blanco. 

Em parceria, professor e pós-doutorando redigiram o capítulo Máquinas que aprendem: o que nos ensinam, em que explicam como as ferramentas da área de aprendizado de máquina podem ser aplicadas em vários processos de ensino-aprendizagem. Esse é um dos 12 capítulos da obra, que tem foco multidisciplinar e linguagem acessível. Entre os demais assuntos abordados estão temas como o desenvolvimento do cérebro ao longo do crescimento e seu papel no aprendizado; a importância da educação infantil; o aprendizado das palavras e a participação familiar no desenvolvimento da aprendizagem dos alunos; o ensino da matemática tendo como embasamento os fundamentos da neurociência e da psicologia cognitiva; os transtornos mais comuns que afetam o ensino; e o papel das tecnologias na sala de aula.

A obra foi organizada pelos pesquisadores Roberto Lent, da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Augusto Buchweitz, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; e Mailce Borges Mota, da Universidade Federal de Santa Catarina. Entre os autores do livro estão neurocientistas, psicólogos, economistas, cientistas da informação, fonoaudiólogos, psiquiatras, médicos, biólogos e linguistas de 12 instituições públicas e privadas do Brasil.

Criada em novembro de 2014, a Rede Nacional de Ciência para Educação tem por objetivo unir pesquisadores do país com estudos de potencial aplicação em educação, fomentar pesquisas na área e dar lastro para políticas e práticas educacionais baseadas em evidências. O lançamento do livro, pela editora Atheneu, acontece em São Paulo, nesta terça-feira, 5 de dezembro, às 18h30 na Livraria Cultura do Shopping Bourbon, com um bate-papo com alguns dos autores. Já no Rio de Janeiro, o evento ocorrerá na sexta-feira, 8 de dezembro, às 18h30 na livraria Argumento do Leblon.

Professor André, do ICMC, é um dos 25 autores do livro

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Com informações da Assessoria da Rede Nacional de Ciência para Educação

Mais informações
Lançamento do livro “Ciência para educação: uma ponte entre dois mundos” em São Paulo: 5/12 às 18h30 na Livraria Cultura do Shopping Bourbon (com palestras de alguns autores). Rua Palestra Itália, 500 - Piso 3 - Loja 211 Perdizes .
No Rio de Janeiro: 8/12 às 18h30 na Livraria Argumento do Leblon. Rua Dias Ferreira, 417 – Leblon.

Como as universidades podem estimular o desejo de empreender?

Incentivar os estudantes a criarem novas soluções e orientá-los no desenvolvimento de projetos são iniciativas que têm gerado bons resultados

Grupo que desenvolveu o Tagzit é composto por estudantes
de Ciências da Computação e Sistemas de Informação do ICMC
(crédito da imagem: Alexandre Wolf)
Você já deve ter ouvido histórias de empresas que surgiram em universidades, como o Facebook e o Google, por exemplo. Geralmente, os estudantes que criam esses projetos têm pouco dinheiro, mas conseguem emplacar uma ideia ao enxergarem um problema e desenvolverem uma solução inovadora. O que muitas pessoas não percebem, entretanto, é a importância das universidades no estímulo a esses alunos.

É claro que nem todas essas histórias de sucesso contaram com o apoio de instituições de ensino. Entretanto, algumas universidades têm se esforçado cada vez mais para criar um ambiente de inovação e, mais do que isso, garantir as ferramentas necessárias para que seus alunos sejam bem-sucedidos. “Nós temos a responsabilidade de amadurecer a vontade de empreender nos alunos que já entram com esse desejo e de despertá-lo naqueles que ainda não enxergam essa possibilidade”, explica a professora Simone Souza, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

De acordo com Simone, que já ministrou a disciplina Empreendedorismo, o perfil desses alunos têm mudado em função das startups que surgem com cada vez mais frequência no mercado e da proliferação de exemplos de sucesso: “eles sentem que o projeto deles também pode dar certo”. O trabalho realizado no ICMC nos últimos anos já tem gerado resultados. É o caso de dois grupos que participaram da última edição do Empreenda Santander, uma competição que envolveu estudantes de todo o país. Os dois grupos foram finalistas na categoria Universitário Empreendedor, cujo objetivo é apoiar novas ideias para que se tornem futuros negócios.

Estudantes que solucionam problemas - Os integrantes dos dois grupos decidiram participar voluntariamente da competição: nenhum dos projetos estava vinculado a uma disciplina ou pesquisa. Além disso, ambos nasceram de maneira semelhante, já que as ideias surgiram nas repúblicas em que os estudantes moram.

Um dos grupos, composto somente por alunos do ICMC, criou o Tagzit - uma solução para facilitar a manutenção de equipamentos em grandes empresas. A ideia é que cada aparelho possua uma tag, que é uma espécie de etiqueta e vai registrar todos os consertos realizados no equipamento. Por meio de um aplicativo, o técnico de manutenção só precisa aproximar o celular dessa tag para receber todas as informações sobre o equipamento. “Com esse sistema, você vê no celular quais peças já foram trocadas, quantas vezes e quando a troca foi feita. A tag pode ser colocada em um ar-condicionado ou um computador, por exemplo. Atualmente, se perde muito tempo nesse processo”, explica Pedro Goulart, estudante de Sistemas de Informação.

De acordo com os alunos, uma das maiores dificuldades do projeto foi entender os detalhes técnicos da área de manutenção, que não conheciam. A responsável por orientá-los foi a professora Simone: “eles já tinham a ideia. Então, apenas dei sugestões e questionei alguns aspectos, somente para que pudessem concluir o projeto”.

Outro grupo que também foi finalista do Empreenda Santander é composto por dois estudantes da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e pela aluna Laís Paiva, do curso de Engenharia de Computação, que é oferecido em parceria pelo ICMC e pela EESC. Eles desenvolveram o Ciclarte, uma solução para melhorar o processo de reciclagem, gerando benefícios para os consumidores, empresas, artesãos e cooperativas. De acordo com Laís, a ideia surgiu quando sua colega de república, Marina Nicoletti, que cursa Engenharia Ambiental, fez uma disciplina sobre resíduos e elas enxergaram problemas no ciclo de reciclagem.

Laís Paiva, Marina Nicoletti e Vitor Uema desenvolveram o Ciclarte
(Crédito da imagem: arquivo pessoal)
A ideia é que o Ciclarte ajude as cooperativas a otimizarem as rotas de recolhimento dos resíduos, ao mesmo tempo que facilita a compra desse material por empresas parceiras. Os usuários receberão dinheiro pelos resíduos por meio de um aplicativo e, ao comprarem produtos dessas empresas parceiras, receberão parte do valor de volta, o chamado cashback. Além disso, parte dos resíduos serão destinados a artesãos locais, que terão um espaço dentro do aplicativo para vender seus produtos. “Um dos problemas é que são muitos envolvidos: o consumidor, a cooperativa, as empresas e os artesãos. Foi difícil juntar todos em um só processo e pensar em algo que possa funcionar. O maior desafio é a rentabilidade do negócio”, afirma Laís.

O próximo passo - A competição do Santander não requer a apresentação de um produto, mas que os participantes desenvolvam a ideia e consigam mostrar a importância dela para o mercado. Por isso, tanto o Tagzit como o Ciclarte ainda não saíram, propriamente, do papel. Entretanto, os estudantes dos dois grupos querem concluir a graduação com os projetos já disponíveis no mercado.

“Precisamos conversar com pessoas que conhecem todos os processos de um empreendimento: desde abrir uma empresa até a parte técnica de manutenção. Vamos buscar apoio financeiro, mentoria e, principalmente, um parceiro para utilizar nosso protótipo”, afirma Carlos Barbosa, estudante de Ciências da Computação que faz parte do Tagzit.

“Pretendemos ir aos poucos, sem dinheiro é complicado. Vamos desenvolver o aplicativo e procurar empresas para descobrir a viabilidade do projeto”, explica Laís, ressaltando que o Ciclarte precisa do apoio de investidores e aceleradoras. 

O que a universidade têm feito - Tanto alunos como professores concordam que as universidades têm um papel fundamental no fomento à inovação. No ICMC, uma das ferramentas de estímulo são as disciplinas de empreendedorismo. Laís cursou uma dessas disciplinas e revela que diversos ensinamentos obtidos em sala de aula foram utilizadas na criação do Ciclarte, principalmente porque ela precisou fazer um plano de negócio durante o semestre. Com esse plano, Laís conseguiu chegar à semifinal do Ideas for Milk, um concurso realizado pela Embrapa em que estudantes buscaram soluções para a cadeia de produção e distribuição de leite. “Aprendemos muito na prática, foi quando eu percebi que queria empreender novamente. Tivemos que fazer coisas bem parecidas nos dois projetos”, ela explica.

Carlos, do Tagzit, afirma que o suporte das disciplinas é mais técnico e que influenciou muito na hora de trabalhar no projeto: “nós aprendemos a apresentar e defender nossa ideia, montar um plano de negócio, coisas que ficaram na cabeça e ajudaram a desenvolver esse projeto. Mas falta algo como um evento consolidado de empreendedorismo, por exemplo”.

A professora Simone acredita que, no ICMC, o trabalho de fomento ao empreendedorismo está gerando bons resultados. “Os alunos do Instituto saem preparados, possuem conhecimento, e existem exemplos que provam isso. Nós tratamos do assunto não só nas disciplinas, mas com eventos e palestras”, afirma. Entretanto, ela diz que a universidade pode – e deve – fazer mais: “a universidade oferece várias oportunidades, mas ainda falta um canal mais fácil para o aluno empreender. Eu acho que falta um grupo para discutir empreendedorismo e um espaço para eles colocarem em prática suas ideias. Isso também faz com que novas ideias surjam. Precisamos criar essas demandas porque elas são muito positivas”.

Com o apoio do ICMC e o potencial dos alunos, os membros do Tagzit e do Ciclarte podem se tornar, no futuro, exemplos de sucesso em que as próximas gerações de estudantes irão se espelhar.

Texto: Alexandre Wolf - Assessoria de Comunicação do ICMC

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Dos 4 aos 104 anos: iniciativa mostra que qualquer pessoa pode aprender programação

Participe gratuitamente da Hora do Código na USP em São Carlos e descubra o quanto a computação pode ser acessível e divertida, especialmente se você contar com a ajuda dos robôs

Crianças, adultos e idosos são muito bem-vindos no evento
(crédito: Denise Casatti)

Um evento criado para desmistificar a programação e mostrar que qualquer pessoa pode aprender os fundamentos básicos da computação, realizando atividades simples e divertidas durante 60 minutos. Essa é a proposta da Hora do Código, um movimento global que já atingiu 468 milhões de pessoas em mais de 180 países. 

Em São Carlos, a iniciativa acontecerá no sábado, 9 de dezembro, a partir das 14 horas, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP. O objetivo não é ensinar as pessoas a serem especialistas em computação em uma hora, mas sim mostrar que a área é acessível a todas as pessoas, de todas as idades, independentemente do conhecimento prévio que tenham. Por isso, para participar da Hora do Código, não é necessário ter nenhuma experiência em programação.

“Como a tecnologia está presente em todos os setores, o conhecimento em computação se tornou fundamental. Todas as pessoas deveriam ter a oportunidade de aprender um pouco sobre programação, pois esse conhecimento pode nos ajudar a desenvolver habilidades lógicas, resolver problemas e estimular nossa criatividade”, explica o professor Seiji Isotani, presidente da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC, que é responsável pela realização da iniciativa em São Carlos.

Robôs humanoides estão entre as atrações da Hora do Código no ICMC

Robôs são atração - O evento é gratuito e começará às 14 horas com demonstrações de diversos robôs. Logo depois, o público entenderá melhor as relações entre robótica e programação no bate-papo com o doutorando Adam Moreira, do ICMC. A seguir, todos serão convidados a ir aos laboratórios do Instituto, que já estarão preparados para que os participantes possam realizar os exercícios de programação. “Nos exercícios, há um passo a passo explicando o que deve ser realizado e nós também disponibilizaremos monitores para ajudar quem tiver qualquer dificuldade”, explica o professor Fernando Osório.

Quem completar todas as atividades propostas receberá um certificado digital. Crianças menores de 10 anos poderão participar, desde que venham acompanhadas por um responsável. Recomenda-se apenas que os participantes tragam seus próprios fones de ouvido. Quem desejar também poderá trazer seu notebook ou tablet. As inscrições podem ser realizadas, até as 80 vagas disponíveis se esgotarem, por meio do formulário disponível neste link: www.icmc.usp.br/e/b8e1d

Este ano, mais de 100 mil eventos ao redor do mundo já foram cadastrados na plataforma global da Hora do Código, sendo que 253 deles serão no Brasil. A iniciativa sempre acontece durante a Semana da Educação em Ciência da Computação, realizada anualmente em reconhecimento ao aniversário da pioneira da computação, a almirante Grace Murray Hopper, que nasceu em 9 de dezembro de 1906 em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Ela foi uma das primeiras programadoras da história.


Crianças menores de 10 anos podem participar, basta virem acompanhadas por um responsável

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Hora do Código no ICMC
Página do evento no Facebook: www.facebook.com/events/1037093763099514
Formulário para inscrições: www.icmc.usp.br/e/b8e1d
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no bloco 6 do ICMC (Av. Trabalhador São Carlense, 400, na área I do campus da USP, no centro de São Carlos)
Quando: sábado, 9 de dezembro
Horário: a partir das 14 horas
Mais informações: (16) 3373-9622 / eventos@icmc.usp.br

terça-feira, 28 de novembro de 2017

O desafio de ensinar alunos de computação a desenvolverem um sistema operacional

Professor do ICMC desenvolveu uma forma inovadora de ensinar e conseguiu motivar o aprendizado a partir da resolução de problemas, levando os alunos a, gradativamente, evoluírem da construção de sistemas simples a mais complexos

O professor Monaco enfrentou o desafio de ensinar os complexos conceitos sobre
sistemas operacionais, buscando não tornar a aula um fardo para os alunos
(crédito da imagem: Nilton Junior/ArtyPhotos)

Sem um sistema operacional, um computador é inútil. Você já deve ter ouvido essa frase mesmo que nunca tenha pensado em estudar computação. De fato, o sistema operacional gerencia todos os recursos do computador, ou seja, tanto os programas (software) quanto as partes que o compõe (hardware). Entre os sistemas operacionais mais comuns que existem estão o Microsoft Windows, o Mac OS X e o Linux. Imagine então o quanto é fundamental para um estudante da área de computação aprender detalhadamente como funciona um sistema operacional e saber como desenvolvê-lo. Não é à toa que a disciplina Sistemas Operacionais é matéria obrigatória nos currículos dos cursos de computação.

Mas como ensinar os complexos conceitos relacionados a sistemas operacionais sem tornar a aula um fardo para os alunos? Essa questão levou o professor Francisco José Monaco a pesquisar novas formas de ensinar os alunos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Resultado: além de aliar o conteúdo teórico a atividades práticas, o projeto conseguiu motivar os estudantes e obteve altos índices de aprovação.

A nova forma de ensinar vem sendo desenvolvida há dois anos e surgiu a partir de uma combinação de duas outras metodologias: o Aprendizado Baseado em Problemas (Problem Based Learning) e o Aprendizado em Espiral. Durante o primeiro semestre de 2017, o professor empregou a nova forma de ensinar para cerca de 80 alunos do curso de Ciências de Computação do ICMC. Eles foram estimulados a desenvolver um novo sistema operacional em quatro etapas: primeiro, faziam uma investigação sobre o problema apresentado em aula; depois, formulavam possíveis soluções; a seguir, o professor fornecia algumas considerações teóricas; e, por último, os estudantes implementavam as soluções que julgavam mais adequadas para resolver o problema proposto.

Ao longo do semestre, os problemas apresentados tornaram-se, aos poucos, mais complexos. Se fosse possível desenhar o caminho do aprendizado percorrido, como resultado haveria uma espiral, já que o professor começava desafiando os estudantes com problemas que poderiam ser resolvidos a partir de conceitos introdutórios e, a seguir, ia propondo questões que demandavam um conhecimento mais aprofundado. “Essa metodologia difere da que é tradicionalmente usada nessa disciplina. Normalmente, os alunos vão aprendendo os conceitos de uma forma sequencial e só podem desenvolver algo prático no final do semestre”, explica Monaco. "Com a nova metodologia, em vez de se aprofundar em cada conceito antes de prosseguir para o próximo, iniciamos apresentando aos alunos todos os conceitos e suas correlações de modo superficial e, a cada iteração da espiral, vamos aprofundando a compreensão desses conceitos e correlações. Assim, eles têm uma visão sistêmica da área e podem trabalham em projetos desde o início", completa o professor.



Desenho em espiral ilustra como é a nova metodologia
(crédito: Aulos Marino)
O próximo passo do projeto é criar um livro para explicar passo a passo a nova metodologia e disponibilizar o conhecimento de forma aberta e gratuita a todos os interessados. “A metodologia desenvolvida na pesquisa possibilitou que novos saberes fossem adquiridos por meio da mobilização de conhecimentos previamente adquiridos”, explica o aluno Alex Barboza no pôster que apresentou durante a 25ª edição do Simpósio Internacional de Iniciação Científica e Tecnológica da USP (SIICUSP). Alex recebeu uma bolsa do Programa Unificado de Bolsas (PUB) da USP para contribuir com o projeto coordenado por Monaco. Durante a etapa internacional do SIICUSP, Alex recebeu uma menção honrosa.

Além disso, o projeto contou com a colaboração de outros estudantes ao longo do percurso, como Aulos Marino, que faz graduação no ICMC, e Renê de Souza Pinto, que concluiu seu doutorado recentemente no Instituto. “O mais gratificante nesse projeto foi ver os alunos aprendendo todos os conceitos relacionados a sistemas operacionais de forma conjunta e, aos poucos, a compreensão deles ia se aprofundando”, revela Monaco.

Segundo o professor, quando utilizava o modo tradicional (sequencial) em sala de aula, os estudantes se desmotivavam logo no início da disciplina, pois não entendiam por que estavam aprendendo aqueles conceitos já que não os colocavam em prática. “Com a nova metodologia, as perguntas dos alunos mudaram. Antes, muitos sequer conseguiam formular uma questão porque não tinham compreendido nada em sala de aula. Agora, eles já tentam colocar em prática o que aprenderam e, por isso, perguntam especificamente o motivo pelo qual o que tentaram fazer não deu certo”, finaliza o professor.

Monaco destaca que a nova metodologia difere
da que é tradicionalmente usada na disciplina
(crédito: Reinaldo Mizutani)

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Link para o pôster do projeto: icmc.usp.br/e/e2994
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

Robótica 2017: alunos e professores do ICMC são reconhecidos em evento

Conferências e competições de robótica foram realizadas em Curitiba, de 7 a 11 de novembro



No maior evento de robótica da América Latina, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, esteve em destaque. Na Competição Latino-americana e Brasileira de Robótica, as equipes do Warthog Robotics, grupo de extensão da USP São Carlos, subiram ao pódio três vezes. Já nas conferências realizadas durante o evento, cinco artigos de autoria de pesquisadores do ICMC foram reconhecidos entre os melhores.

Na competição, o Warthog participou de duas categorias no futebol de robôs, ficando com o 5º lugar na Very Small Size e com o 2º e 3º lugares na categoria Small SizeNessa categoria Small Size, os jogos são disputados com seis robôs em cada time: um goleiro e cinco na linha, que competem sem nenhuma intervenção humana. Este ano, o grupo participou pela primeira vez da categoria @Home, que é voltada para o desenvolvimento de robôs com aplicações domésticas, e conquistou o 2º lugar.

O evento também reuniu conferências científicas da área: o Simpósio Brasileiro de Robótica (SBR), o IEEE Latin American Robotics Symposium (LARS) e o Workshop of Robotics in Education (WRE). As conferências selecionaram os melhores artigos e os autores foram convidados para compor edições especiais de duas importantes publicações. Entre esses melhores artigos estão cinco trabalhos de autoria de pesquisadores do ICMC indicados para duas publicações:

Robotics and Autonomous Systems Journal (RAS), editado pela Elsevier Press:
  • Artigo selecionado: A Study on the Effect of Human Proxemics Rules in Human Following by a Robot Team, de autoria da professora Roseli Romero e do doutorando Murillo Batista, ambos do ICMC, além do pesquisador Douglas Macharet, da Universidade Federal de Minas Gerias.
Communications in Computer and Information Science (CCIS), editado pela Springer:
  • Artigo selecionado: Coordinate Multi-robotic System for Image Taking and Visualization via Photogrammetry, de autoria da professora Roseli Romero, dos alunos Arthur Souza e Rita Raadm, do curso de Ciências da Computação, e do doutorando Murillo Batista, todos do ICMC.
  • Artigo selecionado: Cognitive and robotic systems: speeding up integration and results, de autoria da professora Roseli Romero e dos pós-graduandos Helio Azevedo e José Pedro Belo, todos do ICMC.
  • Artigo selecionado: Calibration and multi-sensor fusion for on-road obstacle detection, de autoria do professor Fernando Osório e do mestrando Luis Alberto Rosero, todos do ICMC.
  • Artigo selecionado: 3D Shape Descriptor for Objects Recognition, de autoria do professor Fernando Osório, do aluno Jean Amaro, do curso de Ciências da Computação, e do pesquisador Daniel Sales, que concluiu recentemente o doutorado no ICMC.

Texto: Alexandre Wolf - Assessoria de Imprensa do ICMC/USP
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Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Quando a matemática e a física se encontram: evento internacional reunirá pesquisadores na USP em São Carlos

A matemática que nos ajuda a compreender tudo o que podemos enxergar no planeta Terra será a mesma que nos leva a explicar como funciona o universo dentro dos átomos ou no interior de um buraco negro?


Você sabia que as ferramentas, os métodos e os conceitos matemáticos que são utilizados para explicar o mundo macroscópio – esse espaço e tempo onde se inserem todos os objetos que podemos enxergar a olho nu –, muitas vezes são inapropriados para compreendermos como funciona o mundo dentro dos átomos ou o que acontece dentro de um buraco negro? 

Muitas pesquisas estão sendo realizadas por matemáticos e físicos no Brasil e no exterior em prol do desenvolvimento de novas ferramentas, métodos e conceitos matemáticos que possam conciliar e incorporar os conceitos do espaço-tempo da Relatividade Geral de Einstein com a física quântica, que só podemos acessar usando instrumentos especiais que enxergam fenômenos na escala dos átomos. Há muito para descobrir também sobre os locais do universo que têm características bem diferentes do planeta em que vivemos, tal como o interior dos buracos negros.

“O espaço-tempo quântico tem uma geometria própria. Sabemos apenas que os fenômenos que acontecem nesse mundo são completamente diferentes dos que ocorrem em nível macroscópico, mas não sabemos como esses dois mundos se relacionam”, explica o professor Paulo da Veiga, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

Ele faz parte da comissão organizadora da II Escola Patricio Letelier de Física-Matemática, que está com inscrições abertas e reunirá pesquisadores brasileiros e estrangeiros no ICMC de 19 a 23 de fevereiro de 2018. “O diálogo entre físicos e matemáticos é muito profícuo: estimula que novos modelos matemáticos sejam desenvolvidos para compreender o que ocorre no nosso universo em constante expansão agora”, explica Veiga.

Durante o evento, serão oferecidos seis minicursos e quatro seminários avançados. Haverá também sessões de pôsteres e sessões para proposição de problemas abertos. Confira a programação completa no site do evento: http://eplfm2018.galoa.com.br.

Os estudantes de pós-graduação e pesquisadores interessados em participar da iniciativa podem se inscrever até 18 de janeiro de 2018. O valor da taxa de inscrição é de R$ 200, mas será oferecido um desconto (R$ 50,00) a quem se inscrever até dia 17 de dezembro pelo site. 

Além do professor Veiga, participam do comitê organizador do evento os professores Samuel de Oliveira e João Pitelli, ambos da UNICAMP, e o professor Julio Fabris, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Entre as diversas instituições que apoiam a iniciativa está a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Na opinião de Veiga, o diálogo entre físicos e matemáticos é muito profícuo

Quem foi Patricio Letelier – Ele estudou os buracos negros, o caos, os defeitos topológicos, as soluções exatas e aspectos matemáticos e físicos da Teoria da Relatividade Geral. Relevantes para todas essas áreas de pesquisa foram as contribuições científicas de Patricio Letelier, que foi professor no Departamento de Matemática Aplicada da UNICAMP até 2011, ano em que faleceu. 

Sua extensa e diversificada lista de publicações bem como o grande número de estudantes que orientou e de colaboradores com os quais estabeleceu parcerias demonstram a influência que exerceu na ciência brasileira e mundial. Depois de se formar na Universidade do Chile, Letelier fez doutorado na Universidade de Boston e, em 1978, assumiu uma posição no Departamento de Física da Universidade de Brasília, onde ficou até 1988, ano em que se transferiu para a UNICAMP.

Além de homenagear o professor por meio do evento, o comitê organizador da Escola está buscando atribuir o nome de Letelier a um asteroide descoberto por um de seus orientados. “Ao reunirmos os especialistas da física e da matemática em um encontro como esse, podemos discutir juntos os problemas atuais e contribuir para sedimentar esse campo de pesquisa no Brasil”, afirma Veiga. 

Vale lembrar que a física e a matemática sempre se desenvolveram em paralelo ao longo da história. Alguns especialistas afirmam que a matemática é a linguagem natural da física. Na história dessa relação, surgem a cada dia novas teorias físicas que requerem constantemente o desenvolvimento de ferramentas matemáticas cada vez mais complexas.

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Inscrições e programação completa: http://eplfm2018.galoa.com.br
Seção de eventos do ICMC: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Inscrições abertas: Trilha para a pós-graduação

Inscrições prosseguem até 4 de dezembro


Com a trilha, estudantes podem concluir mestrado em apenas um ano e meio

Você está cursando graduação na USP na área de computação, matemática, estatística, engenharia elétrica ou áreas afins e 2018 é seu último ano? Então, já pode se inscrever na Trilha-Graduação-Mestrado do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

A oportunidade oferecida pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências de Computação e Matemática Computacional do ICMC possibilita a todos os estudantes que desejam ingressar no programa adiantarem o tempo de finalização do mestrado. Dessa forma, é possível obter o título em apenas um ano e meio depois da graduação (18 meses) ou menos.

Como pré-requisito é preciso, além de estar em 2018 no último ano letivo de um curso de graduação nas áreas relacionadas ao programa, ter realizado ou estar desenvolvendo projetos de iniciação científica reconhecidos pela Comissão de Pós-Graduação do ICMC. Além disso, também é necessário ter média ponderada geral igual ou superior a sete.

Para participar do processo seletivo, basta acessar o sistema https://vagas.icmc.usp.br até 4 de dezembro e anexar a seguinte documentação: 
  • foto (arquivo em JPG);
  • histórico escolar da graduação (arquivo em PDF);
  • currículo, que deve informar as atividades de iniciação científica (arquivo em PDF) ou link para o Currículo Lattes; 
  • plano de pesquisa assinado pelo aluno e pelo orientador que o está encaminhando, caracterizando a linha de pesquisa e o cronograma das principais atividades relativas ao projeto de mestrado (arquivo em PDF).
Além disso, o candidato deve indicar duas pessoas para preenchimento das cartas de recomendação. Caso o nome do orientador atual ou das pessoas recomendadas ainda não esteja cadastrado no sistema, o candidato deverá efetuar o cadastro. O Serviço de Pós-Graduação enviará as solicitações de carta de recomendação para os indicados, que receberão por e-mail as instruções de preenchimento do documento. A seguir, o próprio sistema encaminhará as cartas diretamente ao Serviço de Pós-Graduação. O resultado da seleção será divulgado dia 18 de dezembro. 

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Página da Trilha Graduação-Mestrado: http://icmc.usp.br/pos-graduacao/ppgccmc/ingresso
Sistema para inscrição (disponível até 4/12): https://vagas.icmc.usp.br
Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373.9638
Email: ppgccmc@icmc.usp.br

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Conte com a ajuda gratuita dos estatísticos da USP para desenvolver seu projeto

Núcleo de Estatística Aplicada oferece análise de dados gratuita a projetos que forem selecionados em chamada; inscrições podem ser realizadas até 1º de dezembro

Instituições do setor público e privado, pesquisadores e pessoas físicas podem apresentar propostas

Seu projeto precisa da ajuda de um estatístico? Basta você se inscrever gratuitamente na chamada lançada pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Realizada pelo Núcleo de Estatística Aplicada (NEA) e pela coordenação do curso de Estatística, a iniciativa tem como objetivo selecionar projetos para receberem o apoio dos pesquisadores do núcleo. 

Eles farão a análise dos dados, de acordo com a demanda de cada projeto, e apresentarão os métodos e resultados obtidos por meio de apresentação oral e relatório escrito. Serão aceitas propostas de empresas, fundações, indústrias, instituições de maneira geral, do setor público ou privado, assim como de pesquisadores ou pessoas físicas.

Os projetos apresentados serão trabalhados em duas disciplinas do curso de Estatística: Bioestatística e Mineração Estatística de Dados. “Nosso objetivo é levar problemas reais da sociedade para que nossos alunos possam resolvê-los, sob a orientação do professor, usando a metodologia estatística adequada a cada caso”, explica a professora Mariana Cúri. Por isso, os interessados devem apresentar um problema relevante a ser resolvido pelos pesquisadores e, até fevereiro de 2018, os dados já  devem ter sido coletados ou, ao menos, estarem em fase final de coleta.

Além disso, os interessados devem se comprometer a comparecer a uma reunião de apresentação do projeto com um membro do núcleo para pré-seleção, na tarde do dia 5 ou 6 de dezembro. Para obter informações mais detalhadas, acesse o documento disponível neste link: icmc.usp.br/e/ad186. As inscrições dos projetos podem ser efetuadas até 1º de dezembro, por meio deste formulário: icmc.usp.br/e/a2aa6. “Essa iniciativa se caracteriza como uma atividade de extensão, um dos pilares da universidade pública, e também contribuirá para o aprimoramento contínuo da qualidade do nosso curso”, finaliza Mariana.

Segundo Mariana, o objetivo da iniciativa é levar problemas reais
da sociedade para que os alunos possam resolvê-los,
sob supervisão de um professor

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
E-mail: nea@icmc.usp.br


Contato com a imprensa
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Veja como foi o III Workshop dos Pós-doutorandos do ICMC

O professor Marco Aurelio durante a palestra em que abordou a jornada do cientista

O III Workshop dos Pós-doutorandos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, reuniu cerca de 60 participantes no dia 8 de novembro. Na sessão de pôsteres, foram apresentados 20 projetos. 

Além disso, o professor de ecologia Marco Aurelio Ribeiro de Mello, da Universidade Federal de Minas Gerais, ministrou a palestra "A Jornada do Cientista" no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano. Durante a palestra, o professor falou sobre os principais desafios e oportunidades da carreira de um pesquisador e propôs possíveis soluções para os dilemas que os cientistas costumam enfrentar. O evento foi realizado pela Comissão de Pesquisa do Instituto.

Confira as imagens do evento no Flickr e no Facebook!

Venha participar da Mostra de Jogos do ICMC

Evento apresenta jogos desenvolvidos no Instituto e nas universidades da região

Segunda edição do evento acontece dia 15 de dezembro e a participação é gratuita

Integrar universidade, indústria de jogos digitais, desenvolvedores independentes e a comunidade. Esse é o objetivo da 2ª Mostra de Jogos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, que será realizada no dia 15 de dezembro.

A mostra, organizada pelo grupo de extensão do Fellowship of the Game (FoG), é um dos maiores eventos de desenvolvimento de jogos do interior de São Paulo e terá palestras, mesas redondas com desenvolvedores e pesquisadores e vários jogos em exposição para o público se divertir. Os visitantes terão a oportunidade, ainda, de conhecer os projetos desenvolvidos pelos alunos da disciplina de jogos do ICMC e iniciativas de grupos de desenvolvimento de jogos da USP, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), da UNICAMP e da UNESP.

Entre os convidados estão a empresa independente Grumpy Panda e o professor e desenvolvedor Kleber Andrade, que faz doutorado na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). A Ubisoft também estará presente na mostra, em parceria com a Microsoft, e trará seu novo jogo para exibição, Assassin’s Creed Origins. Além disso, o evento terá palestras com os convidados Alexandre Kikuchi, da Unity, e o professor Bruno Campagnolo, da PUC do Paraná, que também é organizador da Global Game Jam no Brasil. A programação completa está disponível na página do evento no Facebook.

A iniciativa surgiu em 2016 em comemoração à criação da primeira disciplina de jogos no ICMC e como espaço para os alunos exibirem os games criados durante o semestre. A 2ª Mostra de Jogos é gratuita, aberta a todos os interessados e será realizada no dia 15 de dezembro, sexta-feira, das 9 às 19 horas, no hall da Biblioteca Achille Bassi, no ICMC. Não é preciso fazer inscrições para participar.

2ª Mostra de Jogos do ICMC
Onde: hall da Biblioteca Achille Bassi (avenida Trabalhador São-carlense, 400, na área I do campus da USP)
Quando: sexta-feira, 15 de dezembro
Horário: 9 às 19 horas.
Página do evento no Facebook: icmc.usp.br/e/d8e42
Mais informações: (16) 3373.9622 ou eventos@icmc.usp.br

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Operação Natal: estudantes arrecadam doações em supermercados da cidade

No próximo sábado, 18 de novembro, os jovens que fazem parte do projeto de extensão Operação Natal vão realizar mais um mutirão para angariar alimentos não perecíveis e produtos de higiene e limpeza

Projeto conta hoje com cerca de 480 voluntários

Estudantes universitários realizarão no próximo sábado, 18 de novembro, um mutirão de arrecadação de alimentos não perecíveis e produtos de higiene e limpeza em 16 supermercados da cidade. A ação é uma das etapas do projeto de extensão Operação Natal, vinculado ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, em São Carlos.

No sábado, os estudantes estarão em frente aos supermercados das redes Jaú Serve, Extra, Savegnago e Sempre Vale com a camiseta ou colete da Operação Natal. A arrecadação ocorre o dia todo nos locais e os produtos arrecadados serão levados a um galpão da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que apoia o projeto. No galpão, os mantimentos serão separados e doados a uma das instituições beneficiadas pelo projeto.

Já no dia 9 de dezembro, sábado, os jovens promoverão o Dia D, em que vão percorrer os bairros da cidade para arrecadar produtos de porta em porta. Criado há doze anos por universitários, o projeto tem como objetivo ajudar pessoas carentes da cidade, despertando o senso de cidadania nos cerca de 480 estudantes que participam voluntariamente da iniciativa. Em 2016, o projeto arrecadou aproximadamente 22 toneladas de mantimentos que beneficiaram, diretamente, mais de mil pessoas da comunidade são-carlense.

Mais informações
Site do projeto: http://operacaonatal.com.br
E-mail: proj.operacaonatal@gmail.com

Programação é com eles: time da USP São Carlos está entre os melhores da América Latina

Uma das equipes do ICMC levou a medalha de ouro na final nacional da Maratona de Programação, o que garantiu a conquista da terceira melhor colocação entre os competidores da América Latina

No total, 72 times participaram da final nacional da Maratona de Programação

Não seria exagero comparar a grandeza da Usina Hidrelétrica de Itaipu com a dos 72 times brasileiros que participaram da final nacional da Maratona de Programação no último final de semana, dias 11 e 12 de novembro. Mergulhados na resolução de 13 desafios de programação, havia ao menos 288 estudantes, levando em conta que cada equipe possui três competidores e um técnico. 

Entre eles estavam dois times do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, que cruzaram os mais de 900 quilômetros que separam o município do interior paulista da cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, onde ocorreu a competição. Um desses times regressou da jornada com uma recompensa luminosa no peito: a medalha de ouro por ter conquistado o segundo lugar entre as equipes brasileiras, o que assegurou também a obtenção da terceira melhor colocação entre os competidores da América Latina.

O resultado garantiu, ainda, o direito de participar da final mundial da competição em Beijing, na China, de 15 a 20 de abril do próximo ano. “Estamos honrados por poder representar o ICMC e o Brasil nessa importante competição. Faremos nosso melhor para obter um bom resultado", diz Samuel Ferreira, um dos membros do time de ouro.

Além de Samuel, fazem parte do time – chamado de Trei Linha – Lucas Pacheco e Rodrigo Weigert, todos eles estudantes do curso de Ciências de Computação e membros do Grupo de Estudos para a Maratona de Programação (GEMA) do ICMC. "Gostaria de ressaltar a importância do ICMC, dos nossos professores e do GEMA para o nosso desempenho. Entramos na universidade com pouquíssimo conhecimento em computação e através do incentivo e excelência deles, pudemos obter tal resultado”, ressalta Samuel.

Time de ouro do ICMC que vai participar da final mundial da competição em Beijing

Os dois técnicos que orientaram a equipe também são do GEMA: Bruno Sanches e Danilo Tedeschi, alunos de mestrado do Instituto. Eles conhecem bem a trajetória de um maratonista-programador ou de um programador-maratonista, pois conquistaram a medalha de ouro na Maratona de Programação em 2015 e já participaram de uma final mundial da competição, realizada na ilha de Phuket, na Tailândia, em maio de 2016. 

“A estratégia de passar o conhecimento obtido nas competições de uma geração de estudantes para outra tem sido muito bem-sucedida, conforme mostram os excelentes resultados alcançados nos últimos anos pelo Instituto”, explica o professor João Batista, que coordena o GEMA. “É um ciclo virtuoso que precisamos manter: os ex-competidores treinam os atuais participantes. Em termos técnicos, os ex-competidores conhecem mais sobre os desafios de programação do que os professores e sabem quais lacunas precisam ser eliminadas para que os estudantes possam seguir adiante”, revela João, que acompanhou os alunos durante o desafio em Foz do Iguaçu. A prova ocorreu no Cine Teatro Barrageiros, que ficou todo colorido por balões porque, a cada problema resolvido durante a competição, a equipe ganha um balão.

Os balões coloridos tomaram conta do Cine Teatro Barragieros

Estímulo para ir além – Outro time formado por membros do GEMA, o Tô Nem Vendo, conquistou o 18º lugar entre as 72 equipes brasileiras da Maratona. Composto por Cezar Guimarães, Guilherme Tubone e Victor Forbes, todos estudantes de Ciências de Computação do ICMC, o time teve como técnico o mestrando Nicolas Oe. 

O sobrenome de Nicolas já é conhecido pela comunidade do ICMC. A irmã dele, Bianca Oe, fez parte do time que trouxe para o ICMC, pela primeira vez, a medalha de ouro da Maratona Brasileira de Programação em 2013. Além de Bianca, participaram da equipe Bruno Adami e Luís Dorelli de Abreu. Atualmente, Bianca está trabalhado na Microsoft, no Canadá, e Luiz, no Google, em Londres. 

“Participar da Maratona de Programação contribui para que os estudantes se preparem melhor para os processos seletivos dessas grandes companhias”, garante o professor João. O técnico Bruno Sanches vai finalizar seu mestrado no ICMC em dezembro e também partirá para a Microsoft, no Canadá. Um dos estudantes que ganharam medalha de ouro este ano, Rodrigo Weigert, começará seu estágio em Belo Horizonte, no Google, já no próximo semestre. Não é à toa que, desde que o GEMA foi criado, em 2007, os estudantes se interessam cada vez mais em fazer parte do grupo.

“O apoio do ICMC tem sido fundamental para o alcance de todas essas conquistas”, finaliza João. A viagem dos times a Foz do Iguaçu foi patrocinada pela diretoria do ICMC e pelo Itaú Unibanco.

Final nacional reuniu times de todos os estados brasileiros, com exceção do Amapá

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Site da Maratona de Programação: http://maratona.ime.usp.br
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

Inscrições abertas para curso de desenvolvimento de jogos no ICMC

Ferramenta utilizada será o GameMaker Studio 2

Curso é gratuito e acontecerá no próximo sábado e domingo
Os jogos eletrônicos têm atraído cada vez mais os profissionais da área de computação. Levando em consideração a importância desse setor para a economia e seu crescimento, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, está com inscrições abertas para um curso de desenvolvimento de jogos utilizando a ferramenta GameMaker Studio 2.

A iniciativa é gratuita e acontecerá no próximo sábado e domingo, dias 18 e 19 de novembro, das 14 às 18 horas. Há 20 vagas disponíveis e as inscrições podem ser realizadas até amanhã, sexta-feira, dia 17, ou enquanto houver vagas. Para participar, é preciso acessar o Sistema Apolo da USP neste link: icmc.usp.br/e/dde85.

O curso será focado no GameMaker Studio 2, uma das ferramentas mais conhecidas de desenvolvimento de jogos eletrônicos e de fácil aprendizado. Por isso, é necessário que os participantes levem seus notebooks com o software instalado (a versão gratuita pode ser obtida clicando aqui). É desejável que os participantes tenham conhecimento de lógica de programação.

Durante o curso, os participantes vão aprender sobre os componentes de um jogo e a programação de games, podendo aplicar de forma prática os conhecimentos adquiridos. Com o GameMaker, é possível organizar todos os recursos dos games em pastas dentro da ferramenta, incluindo editores de imagens, sons, scripts e fases. O GameMaker permite, ainda, salvar os recursos criados para que possam ser empregados em outros jogos ou fora do programa.

Sob coordenação do professor Fernando Osório, a atividade é uma iniciativa do grupo de extensão Fellowship of the Game (FoG), que é voltado ao estudo e desenvolvimento de jogos digitais. Quem vai ministrar o curso é o estudante William Ferreira, que cursa ciências de computação no ICMC e atua desde 2016 junto ao FoG. Ele possui experiência teórico-prática no desenvolvimento de jogos, participou de competições sobre o tema (Game Jams) e já ministrou o curso em outra oportunidade.

Texto: Alexandre Wolf - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Desenvolvimento de jogos com GameMaker Studio 2
Inscrições: até 17 de novembro ou enquanto houver vagas, por meio do link: icmc.usp.br/e/dde85.
Quando: 18 e 19 de novembro, das 14 às 18 horas.
Local: laboratório 6-303, no bloco 6 do ICMC.
Endereço: avenida Trabalhador são-carlense, 400, na área I do campus da USP em São Carlos.
Número de vagas: 20.
Mais informações: (16) 3373.9146 ou ccex@icmc.usp.br