quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Pesquisa realizada em parceria com ICMC possibilita que primeiro drone brasileiro voe nos EUA

Feito histórico foi possível graças à parceria entre Institutos, centros de pesquisa e iniciativa privada

 Equipe responsável pelo 1º voo de um drone brasileiro em espaço aéreo americano
Um voo pioneiro de um drone ou Veículo Aéreo Não Tripulado (Vant) brasileiro no espaço aéreo dos Estados Unidos foi realizado no último dia 14 de novembro, em West Lafayette (Indiana). O feito histórico é resultado de projeto de pesquisa conjunto desenvolvido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), Universidade de Purdue (USA) e empresa AGX Tecnologia.

O Vant ou drone utilizado, a segunda versão do ARARA (Aeronave de Reconhecimento Assistidas por Rádio e Autônoma), foi originalmente desenvolvida em conjunto pelo ICMC, pela Embrapa – unidade do Centro Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento em Instrumentação Agropecuária (Cnpdia) e a AGX, dentro do projeto coordenado pelo pesquisador do ICMC Onofre Trindade Jr, que também coordenou a missão realizada em Purdue na primeira quinzena do mês passado. É o segundo voo pioneiro do ARARA, aeronave precursora no Brasil no voo autônomo de Vants de asa fixa em 2005.

O coronel aviador André Pierre Mattei, professor do ITA e pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC), participou do experimento na qualidade de principal articulador da parceria entre os centros de pesquisa envolvidos do Brasil e EUA e a AGX. “Este voo do ARARA II é histórico para a indústria nacional de drones”, ressalta Mattei. Também participaram dos trabalhos em Indiana o diretor de Pesquisa & Desenvolvimento da AGX Tecnologia, Luciano de Oliveira Neris e Alexandre Di Giovani, o piloto mais experiente em operação de Vants civis da América Latina.

Clima congelante - O voo pioneiro de um drone brasileiro nos EUA foi realizado na Fazenda Experimental da Universidade de Purdue, que possui o Certificate of Authorization or Waiver (CAW), uma permissão vigente nos EUA para esse tipo de voo. O feito foi realizado em condições atmosféricas complicadas com a proximidade do inverno no hemisfério norte, estação que traz ventos fortes especialmente na região do meio-oeste americano, além de temperaturas muito baixas. “O drone ARARA já havia mostrado no Brasil que pode cumprir missões em temperaturas escaldantes. Agora foi o batismo dele abaixo de zero, com um clima congelante”, comemora o presidente da AGX, o empresário Adriano Kancelkis.

Luciano Neris relatou que os pesquisadores da universidade americana ficaram impressionados com a rapidez e eficiência das soluções encontradas e implementadas pela equipe da AGX nos trabalhos da parceria. “Mostramos que temos competência técnica e não poupamos esforços para que tudo corresse da melhor maneira possível para mostrar a capacidade de voo do ARARA”, lembrou o diretor de P&D da empresa paulista, sediada no polo tecnológico e aeronáutico de São Carlos.

Na ocasião foi embarcado um sensor hiperespectral da empresa Headwall Photonics que opera como uma câmera de vídeo com 200 frames por segundo. Enquanto uma câmera comum divide a imagem em três imagens nas cores vermelho, verde e azul (RGB), a câmera utilizada nos EUA divide a imagem em 328 imagens, cada uma cobrindo uma tonalidade de cor específica. Isso possibilita a detecção de detalhes, por exemplo na área agrícola, que não podem ser obtidos com uma câmera RGB comum ou outros modelos mais simples. “O processamento dos dados obtidos por esta câmera já é um desafio para identificação de problemas na agricultura”, explica Trindade Jr.

Devido ao custo da câmera utilizada – cerca de US$ 75 mil, o piloto automático utilizado na aeronave apresenta alta confiabilidade pela utilização de três pilotos automáticos operando conjuntamente, para garantir a segurança do voo. Esse piloto automático foi desenvolvido pela AGX Tecnologia e seus parceiros dentro do INCT-SEC.

Pela Universidade de Purdue os trabalhos da parceria foram coordenados pela pesquisadora Melba Crawford, diretora do Laboratory for Applications of Remote Sensing (LARS) e atual Diretora Associada de Pesquisa em Engenharia e professora de Agronomia, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica e Computação na Universidade. O aluno mais ilustre da escola de Engenharia Aeroespacial de Purdue é o astronauta Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua.

Em visita ao Purdue Research Park, realizada no final do primeiro semestre, o presidente da AGX, Adriano Kancelkis, definiu os termos de um protocolo de intenções entre a AGX Tecnologia e a Universidade de Purdue. Segundo a professora Melba, a experiência da AGX em seu segmento foi decisiva para o estabelecimento da parceria para o uso de equipamentos brasileiros nos EUA. A equipe envolvida retornará aos EUA para a sequência dos trabalhos entre os meses de abril e junho de 2014.

Com informação da Assessoria de Imprensa da AGX Tecnologia
Crédito da imagem: divulgação

Pós-doutorado em Combinatória e Otimização com Bolsa da FAPESP

Agência FAPESP – O Projeto Temático “Estruturas combinatórias, otimização e algoritmos em Teoria da Computação”, apoiado pela FAPESP, tem uma oportunidade de Bolsa de Pós-Doutorado para pesquisa no departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (USP).

A bolsa é destinada aos interessados em atuar na área de Otimização, Programação Semidefinida e Geometria, no âmbito do projeto "Métodos de Otimização em Geometria Extremal", que faz parte do Temático.

A seleção será feita com base na profundidade da pesquisa recente do candidato e em sua proficiência na aplicação de métodos de otimização e em áreas como análise harmônica, análise funcional, geometria discreta e combinatória.

Para se inscrever, o candidato deve enviar, em um único arquivo em PDF, o curriculum vitae (incluindo lista de publicações), o projeto de pesquisa, detalhando pesquisa passada e recente e indicando linhas de pesquisa futuras, e os nomes e e-mails de três referências para o pesquisador principal Fernando Mário de Oliveira Filho (fmario+apply@gmail.com).

A data-limite para as inscrições é 5 de janeiro de 2014. Mais informações sobre a oportunidade:www.fapesp.br/oportunidades/523.

O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP (no valor de R$ 5.908,80 mensais) e Reserva Técnica. A Reserva Técnica de Bolsa de PD equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa.

Caso o bolsista de PD resida em domicílio diferente e precise se mudar para a cidade onde se localiza a instituição sede da pesquisa, poderá ter direito a um Auxílio Instalação. Mais informações sobre a Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP estão disponíveis em www.fapesp.br/bolsas/pd.

Outras vagas de Bolsas de Pós-Doutorado, em diversas áreas do conhecimento, estão no site FAPESP-Oportunidades, em www.fapesp.br/oportunidades.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Pós-Graduação em Matemática do ICMC recebe nota máxima da Capes

Excelência foi reconhecida pela última avaliação trienal realizada pela Capes, que concedeu nota máxima ao programa


No total, 3.337 programas de pós-graduação do Brasil foram analisados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) na avaliação trienal 2013, mas apenas 140, ou 4,2%, receberam a nota máxima: 7. Entre esses está o Programa de Pós-Graduação em Matemática do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos.

“Receber o conceito 7 é uma alegria e uma honra, pois trata-se de um reconhecimento externo à USP, evidenciando que estamos cumprindo nossa missão com excelência internacional. O conceito 7 coroa a excelência e a dedicação do corpo discente, do corpo docente e do corpo técnico-administrativo do ICMC e sintetiza um esforço de décadas, realizado por centenas de pessoas, para estruturar um programa de pós-graduação na área de matemática, área fundamental para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia”, declarou o diretor do Instituto, José Carlos Maldonado.

Os critérios da avaliação da Capes levam em conta cinco quesitos: proposta do programa, corpo docente, corpo discente, produção intelectual e inserção social. O conceito 7 é atribuído apenas àqueles que têm desempenho equivalente ao alto padrão internacional. A maioria dos programas de pós-graduação brasileiros (68%) são classificados com notas 3 e 4, atribuídas a programas “regulares” e “bons”, respectivamente.

Para avaliar a questão da internacionalização do programa, a Capes considera seis aspectos: as visitas realizadas pelos professores da instituição a centros internacionais de excelência e a participação desses docentes em congressos internacionais conceituados na área; os estágios realizados pelos alunos no exterior com bolsas sanduíche; o número de professores de instituições estrangeiras que visitam o programa; os acordos de cooperação com instituições estrangeiras visando o intercâmbio de alunos e pesquisadores; a organização de congressos internacionais e a versão em inglês do site, destinado a atrair estudantes e pós-doutores de outros países.

Segundo Maldonado, a obtenção do conceito 7 é uma conquista da USP, de São Carlos e do Estado de São Paulo. “Registro os agradecimentos ao apoio recebido da administração central da USP, em particular à Pró-Reitoria de Pós-Graduação, e ao apoio recebido das agências de fomento (FAPESP, Capes e CNPq) e a todas as demais instituições que apoiaram e motivaram as atividades de ensino e pesquisa do ICMC”, acrescentou. 

“Essa é uma conquista muito almejada por nós, que nos deixa felizes e realizados. Temos aqui um conjunto de pessoas, incluindo todos os nossos docentes, funcionários e alunos, que fazem a diferença”, afirmou a presidente da Comissão de Pós-Graduação do ICMC, Agma Traina.

Outros programas – O Programa de Ciências de Computação e Matemática Computacional do ICMC também foi bem avaliado pela Capes, mantendo o conceito 6. A novidade é que, agora, passou a fazer parte do Programa de Excelência Acadêmica (Proex), e poderá receber uma dotação orçamentária para ser utilizada em qualquer das modalidades de apoio concedidas pela Capes. Entre essas modalidades, estão: concessão de bolsas de estudo, bem como recursos para investimento em laboratórios, custeio de elaboração de dissertações e teses, passagens, eventos, publicações, entre outros. As bolsas de estudo concedidas pelo Proex são gerenciadas pelas coordenações dos cursos de pós-graduação, que são responsáveis pela seleção e acompanhamento dos bolsistas conforme as orientações da Capes.

O Programa de Pós-Graduação em Matemática do ICMC também foi englobado ao Proex. Já os demais programas de pós-graduação do Instituto não completaram ainda 3 anos de existência, tal como o Mestrado Profissional em Matemática (ProfMat) e o Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Estatística, e não participaram da avaliação trienal 2013 da Capes.

Um pouco de história - Antes do surgimento do ICMC, em 1970, São Carlos já tinha um Programa de Pós-Graduação em Matemática bem conceituado, com cursos de mestrado e doutorado. Nessa época, o programa estava vinculado ao Departamento de Matemática da Escola de Engenharia de São Carlos. Em 1971, quando os docentes desse departamento criaram o ICMC, o Instituto passou a cuidar oficialmente dessa pós-graduação. 

Em 1976, a Capes implantou um sistema nacional de avaliação da pós-graduação e, desde então, cumpre papel relevante para o desenvolvimento da pós-graduação e da pesquisa científica e tecnológica no Brasil. A avaliação dos cursos de mestrado acadêmico, mestrado profissional e doutorado é realizada uma vez a cada três anos e gera notas (ou conceitos) que vão de 1 a 7. Os conceitos 6 e 7 expressam excelência constatada em nível internacional. Nas avaliações trienais de 2007 e de 2010, o Programa de Pós-graduação em Matemática do ICMC havia obtido conceito 6.

Referente ao período de 2010 a 2012, a avaliação trienal 2013 da Capes constatou um crescimento de aproximadamente 23% no sistema nacional de pós-graduação. Os 3.337 programas de pós-graduação analisados compreendem 5.082 cursos, sendo 2.893 de mestrado, 1.792 de doutorado e 397 de mestrado profissional.

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

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Ciências de Computação na prática: conheça alguns aplicativos desenvolvidos por alunos do ICMC

Como trabalho final da disciplina Redes de Alto Desempenho, alunos apresentam projetos para a criação de aplicativos, soluções multimídia e tecnologia de comunicação entre veículos

Grupo criou aplicativo para solucionar o problema de encontrar um táxi

Você chega à rodoviária de São Carlos no domingo à noite e desanima ao ver a fila para tomar um táxi. Cada vez que estaciona um veículo vazio no local, rapidamente ele é ocupado por uma pessoa e a fila só aumenta. “Quando vejo isso, tenho vontade de gritar para as pessoas que ali estão e perguntar se tem mais alguém indo para o mesmo lugar que eu”, explicou André Perina, que cursa Ciências de Computação no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

Foi a partir da identificação desse problema que André formou um grupo com mais quatro colegas de curso – Francisco Cabelo, Victor Carvalho e Vinício Meira – e criaram o aplicativo Social Taxi como trabalho final da disciplina Redes de Alto Desempenho, ministrada pelo professor Edson Moreira. Trata-se de um aplicativo para o compartilhamento de táxi, em que o usuário do serviço cadastra seus dados básicos, insere as informações do local onde deseja pegar o táxi, do destino e do horário. Automaticamente, o aplicativo realiza uma busca para identificar se há outras pessoas que precisarão usar um táxi saindo das proximidades do local de origem daquele usuário, com um destino e horário similares. Se encontrar uma possibilidade de compartilhamento do táxi, o aplicativo envia uma mensagem ao usuário com os contatos da outra pessoa que também está requisitando o serviço. Assim, um pode entrar em contato com o outro e usar o serviço de forma compartilhada.

O interessante é que o aplicativo possibilita estabelecer um limite de distância para o encontro de outro usuário, pré-determinando a até quantos metros do local de partida e/ou de destino é possível efetuar as buscas. Também é possível cadastrar o tempo de tolerância em minutos para a partida do veículo. “O sistema calcula automaticamente qual o melhor local e horário para aqueles dois usuários, buscando um melhor resultado para ambos”, contou Carvalho.

15 projetos no total - O aplicativo Social Media é apenas um dos 15 projetos apresentados na tarde de 5 de dezembro, no hall da Biblioteca Achille Achille Bassi, no ICMC. Segundo o professor Edson Moreira, a ideia inicial de apresentar os projetos desenvolvidos por alunos da graduação, realizando uma espécie de “feirinha de projetos”, é da professora Solange Rezende, presidente da Comissão de Cultura e Extensão do Instituto. 

“Essa é uma oportunidade para os alunos mostrarem, na prática, o conhecimento adquirido em sala de aula. Nessa disciplina, por exemplo, o centro da questão é o papel da rede de comunicação, da internet. Os alunos são estimulados a programar utilizando a interface de rede. Aqui, estão presentes desafios como o acesso remoto à internet e a mobilidade, que é o acesso à rede de qualquer lugar, a qualquer hora e por meio de qualquer dispositivo”, explicou Moreira. Segundo o professor, ao cursarem a disciplina, os alunos tiveram a oportunidade de ter contato com a problemática de desenvolver aplicações complexas, usando recursos de vários provedores, como dados do Google, por exemplo. 

Desenvolvedores do Wireless Game

Esse é o caso do Wireless Game, um jogo de realidade virtual aumentada desenvolvido pelos alunos Bruno Orlandi, Gustavo Blanco, Marcus Silva e Nihey Takizawa. Trata-se de um jogo de conquista de territórios em que o espaço virtual interage com a realidade física. O jogador só pode ocupar um território se estiver fisicamente no local desejado. Para identificar a localização do jogador, o GPS do Wirelles Game utiliza dados do Google. “Vamos estudar mais o mercado para vermos se há a possibilidade de, no futuro, lançarmos a ideia comercialmente”, contou Orlandi. “Esse jogo é uma opção interessante para o treinamento de exércitos, por exemplo”, completou.

O potencial apresentado pelos trabalhos dos alunos surpreendeu Arnon Rambaldo, que trabalha na Siena Idea, empresa de São Carlos voltada especialmente para o desenvolvimento de aplicações de TI em geral. Ele foi convidado pelo professor Moreira especialmente para conhecer os projetos desenvolvidos no ICMC e esclarecer possíveis dúvidas dos alunos em relação ao potencial das ferramentas por eles criadas, fortalecendo assim o vínculo entre a universidade e as empresas da região.

“A Siena Idea tem muito interesse em participar de eventos como esse. A princípio, fiquei muito surpreso com os trabalhos desenvolvidos, todos os alunos foram muito profissionais e com um alto nível técnico. Alguns projetos podem ser refinados mais um pouco e se transformar em produtos muito interessantes”, afirmou Rambaldo. Segundo ele, todos os grupos que se apresentaram merecem parabéns pelo esforço dispendido: “continuem assim que o sucesso virá como consequência”.

O aluno Vinício Meira finaliza: “A experiência de desenvolver esses trabalhos é muito relevante para quem pretende atuar no mercado de trabalho no futuro. Além disso, ao fazermos um projeto assim, temos a oportunidade de mostrar os resultados do nosso trabalho para os nossos pais e eles conseguem entender o que estamos produzindo”.

Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

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Startup de alunos da USP é selecionada em projeto de âmbito internacional


A empresa jovem Freta.lá, formada por alunos da USP de São Carlos obteve destaque em mais um concurso de startups. A equipe foi classificada entre as 40 melhores, de 1.367 inscritas, para participar do Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (SEED), um programa do estado de Minas Gerais que tem a finalidade de incentivar o ecossistema de empreendedorismo de startups.

Desenvolvida pelos alunos de graduação Bruno Pinheiro de Melo, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), e Lucas Lobosque, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), a startup existe há pouco mais de cinco meses e este é o segundo concurso em que a equipe conquista uma boa classificação.

Em sua primeira edição, o SEED selecionou 40 projetos que serão acelerados durante seis meses em Belo Horizonte/MG, os quais receberão capital semente de até 80 mil reais entre programas de mentorias, espaços inspiradores de coworking, formação empreendedora e conexão com uma comunidade global de empreendedores. A primeira etapa recebeu inscrições de 32 países diferentes e 19 estados brasileiros.

Os integrantes da Freta.lá desenvolvem um projeto cujo objetivo é repensar o mercado de fretes urbanos, principalmente aquele representado pelos motoboys, atacando diretamente o problema da informalidade e dos preços altos. A partir de um aplicativo no celular, o usuário pode enviar pedidos de fretes, receber propostas com preços e a avaliação do transportador e, por fim, pagar pelo serviço daquele que escolher.

Os alunos passarão seis meses em Belo Horizonte para participar do programa que, para eles, representa mais um reconhecimento do projeto que estão desenvolvendo. “Essa é a nossa chance de tirar o projeto do papel, tendo em vista que receberemos vários tipos de apoios, como financeiro, mentorias, serviços, espaços específicos, etc. É uma excelente oportunidade para nós”, comentou Bruno.

Um dos objetivos do SEED é a Conexão como Ecossistema Global, que consiste em reunir empreendedores de diferentes culturas com ideias e conceitos totalmente distintos para colaborarem entre si. “Foram selecionadas várias startups estrangeiras de lugares como Israel e Índia, que possuem uma cultura empreendedora fortíssima. Sem dúvida é uma chance para aprender com esse pessoal. Outro detalhe é que, por haver vários tipos de startups envolvidas, acontece de umas serem clientes das outras e, assim, se complementarem. Nós demos a sorte de que uma das startups selecionadas já era nossa parceira, isso facilitará muito as coisas”, acrescentou o estudante.

Durante os seis meses de aprendizado, os integrantes das startups poderão participar de palestras, workshops, cursos e oficinas que serão ministradas por empreendedores. “A expectativa é sairmos de lá muito mais fortes com o nosso projeto. Ser acelerado representa um grande passo e isso se reflete na qualidade dos seus produtos/serviços, na recepção pelo mercado e investidores para as próximas etapas”, ressaltou Bruno.

Texto: Nathália Nicola - Assessoria de Comunicação da EESC

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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Inscrições para o Global Game Jam 2014 estão abertas até 10 de janeiro

Disputa de programação de jogos acontecerá no ICMC e, simultaneamente, em mais de 300 localidades em todo o mundo, reunindo um público estimado em mais de 17 mil pessoas



O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, será um dos locais que sediará, em janeiro, a 6ª edição do Global Game Jam, uma disputa de programação de jogos que ocorre simultaneamente em mais de 300 localidades em todo o mundo. O grupo de desenvolvimento de jogos eletrônicos, Fellowship of The Game (FoG), é o responsável pela realização do evento no ICMC e disponibilizará alojamento para os participantes que vierem à cidade especialmente para a disputa.

No início do primeiro dia da competição, sexta-feira, 24 de janeiro, as equipes serão formadas, haverá a liberação dos temas e todos receberão suporte para a criação de um jogo completo com planejamento, programação, teste e apreciação. A maratona se encerrará na tarde do domingo, 26 de janeiro, com as apresentações dos jogos e a eleição do melhor.

O evento visa estimular os desenvolvedores a se interessarem mais pela indústria de jogos, captando ideias por meio da improvisação de um tema. Também é objetivo do evento promover a troca de experiência entre profissionais que já atuam nesse mercado e estudantes da área.

Os jogos poderão ser feitos em qualquer plataforma e para qualquer sistema, desde que o grupo desenvolvedor tenha licença para tal. Para mais detalhes sobre as regras, consulte o site oficial da disputa: http://globalgamejam.org

As inscrições estão abertas até 10 de janeiro e podem ser realizadas por meio desse link: icmc.usp.br/e/44ada

Sobre o FoG - O FoG é um grupo formado por alunos de graduação do ICMC focado na criação de jogos eletrônicos divertidos, de código aberto e multiplataforma. O grupo busca a aplicação direta dos conhecimentos adquiridos na graduação e da sua integração com as mais diversas tecnologias disponíveis no mercado.

Os processos de desenvolvimento de jogos internamente empregados pelo grupo são experimentais em termos de tecnologias e tendências de mercado. Nesse sentido, o FoG preza pela disseminação desse conhecimento, estimulando os integrantes mais experientes do grupo a compartilharem suas experiências com os recém-chegados.

Texto: Ronaldo Castelli - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

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E-mail: fog@icmc.usp.br

ICMC lança Programa de Gestão Socioambiental na próxima sexta-feira

Com apoio da Superintendência de Gestão Ambiental (SGA) da USP, Instituto visa a alinhar ações sustentáveis às iniciativas da comunidade e da Prefeitura Municipal de São Carlos

Brigada de Arboristas é uma das iniciativas do Programa

Com o objetivo de integrar todas as ações socioambientais do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e alinhá-las às iniciativas realizadas pela comunidade e pela prefeitura municipal, será lançado o Programa ICMC/USP de Gestão Socioambiental na próxima sexta-feira, 13 de dezembro de 2013.

O evento acontecerá a partir das 8h30 no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano e contará com a presença do Superintendente de Gestão Ambiental da USP, Welington Braz Carvalho Delitti, e do Secretário Municipal de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia, José Galizia Tundisi (confira a programação completa abaixo).

“É importante que o conhecimento, as tecnologias e as experiências desenvolvidos na universidade sejam compartilhados com a cidade e a região. Desejável ainda que essas iniciativas sejam identificadas, estimuladas e desenvolvidas conjuntamente com a comunidade”, ressaltou o diretor do Instituto, José Carlos Maldonado. “O Programa de Gestão Socioambiental do ICMC está alinhado às iniciativas da administração central da USP, com pleno apoio da Superintendência de Gestão Ambiental (SGA)”, acrescentou.

Entre as ações socioambientais de destaque do Instituto estão a formação da primeira Brigada de Arboristas – que deverá ser implantada em todos os campi da USP; a criação do Museu da Fauna e Flora do ICMC; e demais atividades realizadas pelo núcleo local do Programa USP-Recicla, pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e pela Subcomissão de Sustentabilidade Ambiental e Desenvolvimento Sustentável, da Comissão de Qualidade e Produtividade do ICMC.

“A USP e a comunidade de São Carlos e região devem olhar conjuntamente temas como gestão ambiental, cultura, extensão, entre outros, pois a aproximação da universidade com a sociedade pode levar a melhores e relevantes soluções e encaminhamentos”, finalizou Maldonado.

Programação do evento:

8h30 - 
Recepção/café - Exposição de painéis.

9h - Abertura - José Carlos Maldonado - Diretor do ICMC e Presidente do Conselho Gestor do Campus da USP em São Carlos.

9h30 - Apresentação dos grupos de trabalho do ICMC:
- Brigada de Arboristas da USP no ICMC;
- USP-Recicla;
- Subcomissão de Sustentabilidade Ambiental e Desenvolvimento Sustentável;
- Comissão Interna de Prevenção de Acidentes;
- Museu da Fauna e Flora.

10h15 - Café.

10h30 - Welington Braz Carvalho Delitti - Superintendente de Gestão Ambiental da USP.

11h - José Galizia Tundisi - Secretário Municipal de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia.

11h30 - José Carlos Maldonado - Diretor do ICMC e Presidente do Conselho Gestor do Campus da USP em São Carlos.

12h – Encerramento.


Mais informações
Gabinete de Planejamento e Gestão do ICMC
E-mail: plangest@icmc.usp.br
Telefone: (16) 3373.6605

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O ICMC deseja-lhe boas festas!

(clique para ampliar a imagem)

ICMC oferece bolsas de monitoria para o 1º semestre de 2014


O Departamento de Matemática Aplicada e Estatística (SME) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, recebe até o dia 20 de dezembro inscrições para nove bolsas de monitoria para o 1º semestre de 2014. 

A monitoria é para o período de março a junho, o valor mensal das bolsas é de R$ 300,00 e a carga horária é de oito horas semanais, sendo três horas de atendimento aos alunos. Podem se candidatar alunos de graduação (depois da conclusão dos dois primeiros semestres do curso) ou pós-graduação, desde que não possuam outras bolsas e tenham cursado a disciplina da qual serão monitores ou uma disciplina equivalente.

Os interessados deverão se inscrever na secretaria do SME, munidos de histórico escolar, que pode ser emitido pelo sistema Júpiter – o documento não precisa ser assinado pelo serviço de Graduação ou Pós-Graduação.

Veja, abaixo, a relação das disciplinas para as quais estão sendo oferecidas as vagas de monitoria:

SME0240 – Equações Diferenciais Ordinárias
SME0305 – Métodos Numéricos e Computacionais I
SME0340 – Equações Diferenciais Ordinárias – turma 1
SME0340 – Equações Diferenciais Ordinárias – turma 3
SME0340 – Equações Diferenciais Ordinárias – turma 5
SME0801 – Probabilidade II
SME0802 – Inferência I
SME0816 – Planejamentos de Experimentos I
SME0873 – Econometria

Mais informações
Secretaria do SME
Tel. (16) 3373-8121
E-mail: sme@icmc.usp.br

Laboratório do ICMC adquire impressora 3D para a produção de robôs

Pesquisadores montaram a impressora usando um projeto aberto na internet

Impressora 3D foi montada pelos próprios alunos
do laboratório

As impressoras 3D estão em alta no mercado. Hoje com um preço bem mais acessível, elas estão revolucionando o conceito de manufatura e prometem também impactar a área da robótica. Em São Carlos, a novidade é a utilização de uma impressora 3D para a impressão de peças para robôs. O equipamento vem sendo utilizado no Laboratório de Aprendizado de Robôs (LAR) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

O uso da chamada prototipagem rápida por manufatura aditiva, ou seja, o processo de imprimir algum objeto a partir de uma impressora 3D, simplifica alguns trabalhos na área da robótica. O protótipo de um novo robô, que poderia levar desde dias até semanas para ser criado e testado, pode agora ser desenvolvido apenas em algumas horas com a ajuda da impressora 3D. Dessa forma, os projetos do LAR ganham mais agilidade e rapidez.

No laboratório do ICMC, além da agilidade, o uso da impressora contribuirá para a redução do custo final dos robôs que, ao serem produzidos no laboratório, têm um preço muito inferior aos que são adquiridos no mercado. Além disso, os robôs confeccionados por meio da impressora no laboratório podem ser ajustados e consertados com mais facilidade, no caso de ocorrer uma quebra ou da necessidade de fazer manutenção em alguma peça.

Atualmente, o LAR está empregando o equipamento para a impressão das peças de um quadrotor, pequeno helicóptero capaz de fazer voos de maneira autônoma. Os pesquisadores não fornecem mais detalhes desse projeto, pois estão estudando a possibilidade de pedido de patente via Agência USP de Inovação.


Funcionamento - Pode parecer surreal, mas a impressora 3D materializa uma ideia que foi criada a partir de softwares no computador – sem a necessidade de qualquer molde para ser fabricado. O estudante de doutorado do ICMC Marcelo Silva explica que a técnica mais comum de impressão em três dimensões acontece a partir do aquecimento de filamentos de termoplásticos, que são expelidos e depositados em finas camadas, produzindo gradualmente uma forma sólida.

Bico extrusor da impressora soltando o filamento
de plástico ABS derretido
Silva explicou ainda que o termo “impressora 3D” não é o mais correto para o equipamento. “Ela foi chamada assim no começo. Hoje em dia esse equipamento é conhecido como manufatura aditiva, já que uma peça é criada a partir da adição da matéria-prima, diferentemente da manufatura tradicional, em que é removido material de um bloco”, disse.

A principal matéria-prima usada na impressora 3D adquirida pelo laboratório é um plástico conhecido como ABS, que é empregado em processos industriais por ser um polímero resistente e flexível, e também presente em brinquedos infantis.

A impressora foi montada pelos próprios alunos do laboratório. “Compramos o kit com as peças e utilizamos um projeto aberto da internet para montar a impressora. Levamos duas semanas para montar tudo”, explicou Silva. Dessa forma, o preço final do equipamento caiu consideravelmente. Uma impressora 3D que utiliza a mesma matéria prima da impressora montada pelos alunos do laboratório custa cerca de R$ 3,5 mil no mercado brasileiro. Já o kit com as peças adquirido pelo ICMC saiu por R$ 2,3 mil.

“Qualquer pessoa interessada em ter uma impressora 3D pode comprar o kit, ou adquirir separadamente os componentes, pegar o projeto de montagem na internet e montar o seu equipamento. As peças plásticas que vêm no kit podem ser impressas na própria impressora, o projeto delas também está aberto na internet. Nós imprimimos peças reserva, caso alguma quebre”, explicou o estudante.

Participam do projeto os doutorandos Marcelo Silva e Eduardo Fraccaroli, além dos mestrandos Raphael Montanari e Murillo Batista, todos orientados pela professora e coordenadora do laboratório Roseli Romero.

Laboratório compartilhado - Está em desenvolvimento um projeto na USP em São Carlos que visa a construção de um laboratório para multiusuários interessados em fazer prototipagem 3D. A professora Roseli Romero explicou que o projeto de criação do laboratório está sendo desenvolvido em parceria com a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). A ideia é ter um local compartilhado que servirá a todos os grupos de pesquisa que tenham interesse em trabalhar com esse tipo de equipamento. 

O projeto conta com o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além do Departamento de Ciências da Computação do ICMC e do apoio técnico do especialista em impressoras Fernando Morgado Leitão.

Texto e fotos: Fernanda Vilela - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
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Tel.: 3373.9666
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Palestras da semana - 9 a 13 de dezembro



Palestra do Departamento de Ciências de Computação
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Palestrante: Axel Soto (Dalhousie University - Canadá)
Quando: terça-feira, 10 de dezembro, às 14h
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano
Clique para ver o resumo
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Seminário de Pós Graduação em Matemática: 
The Bowen's Formula for a Conformal Repeller 
Palestrante: Carlos Alberto Siqueira Lima (doutorando em Matemática no ICMC)
Quando: quarta-feira, 11 de dezembro, às 13h
Onde: sala 3-012
Clique para ver o resumo
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Mais informações
Agenda de eventos do ICMC: www.icmc.usp.br/Portal/Eventos
Seção de Eventos
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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Links da semana - 6 de dezembro de 2013

Notícias
Eventos
Oportunidades

Toda sexta-feira você receberá este e-mail com a divulgação de notícias, eventos e oportunidades externas que podem ser interessantes para a comunidade do ICMC. Cabe ressaltar que os textos não foram produzidos pela Assessoria de Comunicação do Instituto. Para ler cada informação, basta clicar no título (link).

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Defesas e qualificações da semana - 9 a 13 de dezembro



Defesa de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Oráculos de teste para modelos Simulink-like
Aluno: Paulo Augusto Nardi
Orientador: Marcio Eduardo Delamaro
Quando: quinta-feira, 12 de dezembro, às 14h
Onde: sala 3-002
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Mais informações:
Agenda de defesas e qualificações
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Programa de Verão em Estatística promovido pelo ICMC e pela UFSCar está com inscrições abertas



As inscrições para os cursos e minicursos do Programa de Verão em Estatística 2014 estão abertas até 30 de dezembro. Realizado em conjunto pelos grupos de pesquisa do Departamento de Matemática Aplicada e Estatística do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e pelo Departamento de Estatística da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o evento acontecerá entre 6 de janeiro e 14 de fevereiro do próximo ano.

O Programa de Verão em Probabilidade e Estatística iniciou-se em 2013 juntamente com a criação do Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Estatística (PIPGEs) e tem como objetivo estimular os estudantes que estão nos últimos anos de graduação a adquirem novos conhecimentos em tópicos não usualmente tratados no decorrer da graduação. Outra finalidade do evento é promover o intercâmbio científico entre pesquisadores da região e de diferentes instituições nacionais ou do exterior.

Além dos cursos e minicursos, haverá palestras proferidas por especialistas da área que acontecerão no contexto do Second Workshop on Probabilistic and Statistical Methods. A intenção do Workshop é discutir novas descobertas e apresentar as pesquisas mais recentes no campo da estatística, probabilidade e suas aplicações. Em breve, serão divulgadas informações adicionais sobre esse evento.

Mais informações
Confira a programação completa do Programa de Verão em Estatística 2014: 
Telefone: (16) 16 3351-8292

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Veículo autônomo executa manobras de baliza

Pesquisa realizada no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, conduzida pelo cientista da computação Marcos Gomes Prado, desenvolveu um sistema inteligente capaz de executar baliza, ou seja, manobras de estacionamento em veículos autônomos. O sistema pode localizar vagas de estacionamento, conceber uma trajetória e conduzir o veículo para a execução do percurso, estacionando na vaga.

Veículo autônomo dotado de sistema inteligente utilizado na pesquisa

O objetivo da dissertação de mestrado Planejamento de trajetória para estacionamento de veículos autônomos, orientada pelo professor Denis Fernando Wolf, foi desenvolver um sistema apto a planejar trajetórias viáveis de execução para veículos autônomos. O foco foi especificamente planejar as manobras para estacionamento em vagas que poderiam ser paralelas, perpendiculares ou diagonais, com 45 graus de angulação.

“Nesse trabalho foi utilizado um veículo elétrico dotado de sensores. Por meio dos sensores foi montado sistemas de localização, mapeamento e controle. Dessa forma, o veículo foi capaz de detectar espaços vagos ao seu redor e classificar esse espaço como uma possível vaga de estacionamento. Após encontrar um vaga, o sistema constrói uma trajetória que guia o veículo até dentro da vaga encontrada”, explica Prado.

Veículo autônomo é um tipo de robô móvel, que pode ser terrestre, aéreo ou aquático. Esse veículo pode perceber um ambiente semi-estruturado, por meio de sensores, e tomar decisões sem a intervenção humana. Desta forma, o veículo pode locomover-ser no ambiente usando as regras computacionais de seu sistema como parâmetro.

“Um ambiente semi-estruturado pode ser considerado um local previamente conhecido, com características bem definidas, mas que também pode sofrer modificações. Um exemplo, como foi utilizado no trabalho, pode ser um local específico para estacionamento. Nesse contexto pode-se considerar a existência de outros veículos, pessoas, paredes e esses são obstáculos que os sensores devem detectar”, explica Prado. No entanto, o estudo descartou outros obstáculos que não estariam presentes no contexto de estacionamento, limitando as possibilidades, que podem ser infinitas na vida real.

O desenvolvimento da pesquisa aconteceu no Laboratório de Robótica Móvel do ICMC da USP (LRM/ICMC/USP), local que abriga diversas pesquisas no campo da robótica móvel. A pesquisa foi desenvolvida no período de dois anos, com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O planejamento de trajetória para estacionamento de veículos autônomos foi elaborado dentro de um projeto mais amplo, chamado de CARINA (Carro Robótico Inteligente para Navegação Autônoma).

Todas as pesquisas relacionadas ao CARINA são desenvolvidas pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC) que tem sede no ICMC recebem financiamento da Fapesp, da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal em Nível Superior (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“O sistema desenvolvido poderia ser aplicado em veículos de passeio, como o intuito de tornar mais fácil a tarefa de estacionar um veículo. Além disso, o sistema pode ser modificado e utilizado em veículos autônomos para resolver o problema de planejamento de trajetória para tarefas específicas”, explica Prado, em referência às possibilidades de aplicação do sistema desenvolvido. O diferencial do trabalho é o fato de um mesmo sistema tratar os três tipos de vagas: paralela, perpendicular e diagonal. “A visão geral da criação de veículos autônomos, que também está presente neste trabalho, é auxiliar o condutor ou até mesmo substituí-lo visando melhor comodidade, segurança e acessibilidade. Pessoas idosas e pessoas com necessidades especiais serão beneficiadas com esse tipo de trabalho”, conclui.

Texto: Rúvila Magalhães - Agência USP de Notícias
Foto: Divulgação

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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

São Carlos atrai maior público já registrado pela exposição itinerante Cabeça Dinossauro: 15 mil pessoas

Recorde de público alcançado no município é consequência, especialmente, das parceiras estabelecidas no âmbito municipal e estadual

6,8 mil alunos visitaram a exposição junto com suas escolas

A exposição itinerante Cabeça Dinossauro: o novo titã brasileiro atraiu um público de 15 mil pessoas durante o período em que permaneceu em cartaz no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Em média, 1,25 mil visitantes passaram pela exposição por semana entre 9 de setembro e 30 de novembro.

“É um índice de visitação realmente alto para uma cidade do tamanho de São Carlos, mas que faz jus ao título recebido pelo município: Cidade do Conhecimento”, afirmou a presidente da Comissão de Cultura e Extensão do Instituto, Solange Rezende.

Organizada pelos museus de Ciências e de Zoologia da USP, Cabeça Dinossauro trouxe ao Instituto uma réplica feita em resina do esqueleto do Tapuiasaurus macedoi – carinhosamente apelidado de “Jesuíno” – com 4,5 metros de altura e 11 de comprimento. Além do gigante Jesuíno, a exposição possibilitou ao público conhecer peças que, em termos científicos, são tão ou mais importantes do que o grande Tapuiasaurus macedoi, incluindo a réplica do crânio mais completo já encontrado no Brasil do grupo de dinossauros conhecido como titanossauros, do qual Jesuíno faz parte.

Gigante Jesuíno dominava o cenário e chamava a atenção do público

Itinerante, Cabeça Dinossauro já passou por Coração de Jesus (em Minas Gerais), Ribeirão Preto e Bauru, onde havia sido registrado o maior número de visitantes: 12,6 mil pessoas. Em São Carlos, dos 15 mil visitantes que passaram pela exposição, aproximadamente 6,8 mil foram alunos que vieram com suas escolas ao local, por meio das 270 visitas agendadas em grupos. Além de São Carlos, foram recebidas escolas de Araraquarara, Araras, Barra Bonita, Bauru, Bebedouro, Descalvado, Guatapará, Ibaté, Itirapina, Jaú, Leme, Piracicaba, Pontal, Pratania, Ribeirão Bonito, Rincão, Santa Bárbara do Oeste, Tanabi e Taquaral.

Inauguração da exposição aconteceu no dia 9 de setembro
Segundo Rezende, o sucesso da exposição é consequência das diversas parcerias estabelecidas pelo ICMC com instituições no campo municipal e estadual, tais como a Secretaria Municipal de Educação, o Museu da Ciência de São Carlos Professor Mário Tolentino, a Diretoria Regional de Ensino, o Centro de Divulgação Científica e Cultural (CDCC) da USP em São Carlos e o Programa Universitário por um Dia do Instituto de Física de São Carlos.

Público variado - As crianças se encantaram com os dinos, especialmente as menores. Os pequenos visitantes, alguns de apenas três anos de idade, aproveitaram o espaço educativo ali existente, criado com o objetivo de aliar o lúdico ao aprendizado trazido pelo local. Destinado especialmente a eles, no espaço foram disponibilizados livros, desenhos e muitos papeis coloridos para origami.

Espaço educativo aliou lúdico ao aprendizado e atraiu os pequenos
Quem estava participando de eventos científicos e acadêmicos no ICMC e nas demais unidades do Campus da USP em São Carlos também compareceu à exposição, por isso registrou-se a presença de visitantes de países como Alemanha, Espanha, Estados Unidos, Itália, Irã, Peru, Polônia e também de outros estados, tais como Alagoas, Fortaleza, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

É preciso destacar, ainda, a visita das APAEs de São Carlos, Ribeirão Bonito e Ibaté. E também o sucesso dos cursos de formação, realizados antes do início da abertura da exposição ao público, destinados a professores – do qual 23 participaram – e a monitores. Dos 38 monitores que estiveram no curso, 20 tornaram-se bolsistas e 6, voluntários.

A monitora Ana Paula Alves declarou na página do Facebook criada especialmente para a postagem de informações e fotos da exposição: “Vai ficar saudades das tardes de monitoria”. Com certeza, Jesuíno também sentirá saudades de São Carlos. Aqui, ele respirou um pouco do ar tecnológico que permeia o ICMC e ganhou até um hotsite (www.dino.icmc.usp.br). Ele segue agora sua jornada pelo interior paulista, rumo a Pirassununga, onde a exposição será inaugurada na próxima segunda-feira, 9 de dezembro. Boa viagem, Jesuíno!

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Fotos: Divulgação


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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Artigo do ICMC é premiado em conferência internacional


O artigo Similarity Sets: A Conceptual Basis to Seamlessly Include Similarity Queries in Data Base Management Systems, de autoria de pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, foi premiado como melhor artigo na Conferência Internacional sobre Similaridade, Pesquisa e Aplicações (SISAP) 2013. Os autores são os professores do ICMC Agma Traina, Caetano Traina Jr. e Robson Cordeiro, além do pós-doutorando Ives Pola.

A SISAP é um fórum anual para pesquisadores e desenvolvedores de aplicativos na área de gerenciamento de dados de similaridade. O evento discute problemas tecnológicos compartilhados por vários domínios de aplicação, tais como mineração de dados, recuperação de informação, visão computacional, reconhecimento de padrões, biologia computacional, geografia, biometria, aprendizado de máquina, e muitos outros que necessitam de similaridade como um apoio. Este ano o evento ocorreu em Corunha, na Espanha, de 2 a 4 de outubro. 

A Diretoria e a Comissão de Pós-Graduação do ICMC parabenizam os pesquisadores pelo reconhecimento.

Gestão de Resíduos e Educação Ambiental é tema de palestra amanhã no ICMC



A educadora da Superintendência de Gestão Ambiental da USP, Patrícia Silva Leme, estará amanhã no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, para ministrar a palestra Gestão de Resíduos e Educação Ambiental.

Promovida pela Subcomissão de Sustentabilidade Ambiental e Desenvolvimento Sustentável da Comissão de Qualidade e Produtividade do Instituto e pela USP Recicla, a palestra acontecerá às 15 horas no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano e é aberta a toda a comunidade. O objetivo do evento é contribuir para o aprimoramento das boas práticas ambientais.

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Conferência Latino-Americana em Informática premia artigo do ICMC


O artigo A Framework to Generate Synthetic Multi-label Datasets foi premiado como um dos melhores trabalhos nConferência Latino-americana em Informática (CLEI) 2013. O artigo é de autoria da professora Maria Carolina Monard, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e dos doutorandos do ICMC Newton Spolaôr e Everton Cherman, juntamente com Jimena Tomás, ex-aluna do curso de Engenharia de Computação.

O evento anual é promovido pelo Centro Latino-Americano de Estudos Computacionais e reúne pesquisadores, professores e estudantes de universidades latino-americanas e centros de pesquisa para discutir pesquisa, ensino e desenvolvimento das ciências de computação.

A CLEI 2013 foi realizada de 7 a 11 de outubro no clube Puerto Azul, em Vargas, na Venezuela, e organizada pelas seguintes universidades: Universidad Católica Andrés Bello, Universidad Central de Venezuela, Universidad Simón Bolívar, Universidad Marítima del Caribe e Universidad Bolivariana de Venezuela. A Conferência é composta por várias atividades, desde apresentações de pesquisas, seminários, painéis de discussão, tutoriais, concurso de teses de mestrado, até palestras com personalidades da área.

A Diretoria e a Comissão de Pós-Graduação do ICMC parabenizam os pesquisadores pelo reconhecimento.

Equipe do ICMC é destaque na 30ª Volta USP

Professor do ICMC conquistou o segundo lugar
na categoria Professor USP Masculino

Uma equipe de professores, funcionários e alunos do ICMC participou neste domingo, 1 de dezembro, da 30ª Volta USP e Caminhada 2013, promovidas pela Prefeitura do Campus USP de São Carlos, por meio da Seção Técnica de Práticas Esportivas. Mais de 550 pessoas participaram dos eventos. 

No caso da corrida, além da categoria geral, os participantes puderam optar pelos seguintes grupos: Atleta São Carlos (M/F), Universitário Geral (M/F), Universitário USP (M/F), Professor USP (M/F) e Funcionário USP (M/F). O melhor resultado alcançado pela equipe do ICMC foi na categoria Professor USP Masculino, em que Edson Moreira obteve a segunda melhor colocação, ao percorrer o trajeto de 7 quilômetros em apenas 31 minutos e 44 segundos. 

Os eventos foram realizados no Campus 2 da USP, em São Carlos, e contaram com o apoio e patrocínio da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão e do Santander Universidades. Para ver a classificação final de todas as categorias, clique aqui: 

Evento contou com mais de 550 participantes

Crédito das imagens: Marinho Andrade - Para ver mais fotos, acesse o álbum criado pelo professor Marinho no Facebook: icmc.usp.br/e/95998

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Microcóptero com rede sem fio funciona como agente de trânsito autônomo

Sistema criado por pesquisadores do ICMC utiliza veículos aéreos que monitoram o tráfego de maneira autônoma, possibilitando a integração com a rede veicular para alertar sobre situações de risco
Silenciosos, microcópteros podem ser empregados em investigações

Uma rede que estabelece comunicação entre carros e sistemas de monitoramento das vias não é uma realidade muito distante do nosso dia-a-dia. A próxima geração de veículos já prevê opcionais como sistemas de comunicação sem fio (Wi-Fi 802.11p) e tecnologia 3G ou 4G, utilizadas em redes de telefonia móvel. Mas uma pesquisa realizada no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, promete trazer uma tecnologia ainda mais sofisticada para a troca de dados entre automóveis. A ideia é empregar microcópteros como agentes de trânsito, alertando sobre possíveis situações de risco.

O responsável pela pesquisa, Jó Ueyama,  professor do ICMC, explicou que os microcópteros são pequenos helicópteros movidos à bateria e equipados com sensores, câmeras de alta resolução, GPS e tecnologias de redes sem fio. Isso possibilita ao equipamento fazer voos autônomos, apenas com uma pré-programação determinando seu percurso. Para receber e enviar dados ao microcóptero, os carros deverão ser equipados com tecnologias de redes sem fio (Wi-Fi 802.11p, 3G, 4G).

Essa tecnologia de comunicação entre veículos é conhecida como Veicular Ad Hoc Networks (VANETs). “Assim como há uma rede de telefone celular, podemos ter uma rede de veículos, onde eles são equipados com computador e rede sem fio. O microcóptero, neste caso, serviria como uma 'mula de dados', ou como uma ponte de comunicação entre os veículos”, contou Ueyama.

As aplicações VANETs possibilitam aumentar a segurança em rodovias, efetuar troca de informações para entretenimento ou comunicar sobre as condições de tráfego. Se, por exemplo, um acidente acontece em um determinado ponto e um carro está seguindo em direção a esse trecho crítico, o equipamento pode informar outros veículos que se aproximam do local para que evitem o trajeto.
Microcópteros podem contribuir para minimizar riscos de enchentes
Aplicação em enchentes – Ueyama explicou ainda que os microcópteros podem ser considerados "computadores voadores", recebendo, processando e enviando dados. O projeto é uma continuidade do sistema e-NOE, que detecta enchentes e níveis de poluição em rios e córregos urbanos através de uma rede de sensores sem fio, permitindo que a população seja avisada sobre eventuais riscos.

Os sensores do sistema e-NOE já estão instalados em três pontos: dois no córrego Monjolinho, um na avenida Trabalhador São-carlense, próximo ao campus da USP, e outro próximo ao kartódromo; o terceiro está perto da rotatória do Shopping Iguatemi. Vale salientar também que tais sensores previram a enchente que ocorreu em São Carlos na terça-feira, 22 de outubro, com quinze minutos de antecedência.

O software é capaz de prever quando uma forte chuva poderá ocasionar o transbordamento dos córregos onde os sensores estão instalados. Colocados no fundo do córrego, os sensores calculam a pressão da água do rio e enviam as informações para uma base de dados, criando um gráfico que mostra a probabilidade de ocorrer uma enchente. “O gráfico que aponta o índice de perigo ultrapassou o limite durante a chuva do dia 22, provando que o sistema já opera com precisão”, disse Ueyama.

Para aprimorar essa previsão, o sistema e-NOE calcula a largura do córrego e a velocidade de vazão da água. Quanto maior a correnteza, maior o índice de perigo do córrego em questão.

Agregados a esse sistema, os microcópteros também podem ajudar em caso de ocorrência de enchentes, comunicando-se com os sensores já presentes no solo (instalados ao longo dos rios urbanos). “Os microcópteros podem ajudar na disseminação dos dados das enchentes, auxiliando, por exemplo, no desvio do trânsito, para que os veículos evitem áreas alagadas”, explicou Ueyama.


Ueyama e estudante de iniciação científica testam equipamento na USP em São Carlos

Outras aplicações - Em situações de desastre, como deslizamentos ou fortes tempestades, o microcóptero pode captar os dados e enviá-los para centros de informações, com a finalidade de minimizar os efeitos da situação em um curto espaço de tempo.

O pesquisador também sugere que o microcóptero seja utilizado na segurança, para investigações sobre tráfico de drogas, por exemplo. “Nesses casos, o uso é adequado, pois o microcóptero é silencioso – possui motor elétrico movido a bateria. Isso faz com que, depois de voar em uma altura de aproximadamente 150 metros, possa ser confundido com um pássaro qualquer, o que facilitaria filmar e enviar tais imagens em tempo real, sem que seja abatido pelos traficantes”, explicou o professor.

Além disso, o equipamento pode ser usado para aplicação de defensivos químicos em lavouras, com o objetivo de diminuir a quantidade do produto em locais como margens do terreno e evitar contaminação da fauna e da flora.

Parcerias - Multidisciplinar, o projeto conta com a parceria de pesquisadores do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), além de estudantes de iniciação científica e pesquisadores do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).

A pesquisa é financiada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC), rede de colaboração que integra universidade e indústria, apoiando o desenvolvimento de soluções e aplicações para áreas como meio ambiente, segurança, defesa nacional e agricultura.

Texto e fotos: Fernanda Vilela - Assessoria de Comunicação ICMC/USP


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Palestras da semana - 2 a 6 de dezembro



Seminário de Pós-Graduação em Matemática
Sistemas Anosov
Palestrante: Renato Alejandro Tintaya Mollo (ICMC-USP)
Quando: segunda-feira, 2 de dezembro, às 13h
Onde: sala 3012
Clique para ver o resumo
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Seminário de Topologia Geral e Conjuntos
A ZFC example of an L-space (Part 2)
Palestrante: Dione Andrade Lara (ICMC-USP)
Quando: segunda-feira, 2 de dezembro, às 19h
Onde: sala 3102
Clique para ver o resumo
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Palestra sobre Boas Práticas Ambientais
Gestão de Resíduos e Educação Ambiental
Palestrante: Patrícia Silva Leme (educadora da Superintendência de Gestão Ambiental da USP)
Quando: quarta-feira, 4 de dezembro, às 15h
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano
Clique para ver o resumo
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Seminários de Singularidades
Invariants of Hyperbolic 3 - Manifolds in Relative Group Homology
Palestrante: José Luis Cisneros-Molina (Instituto de Matemáticas de Cuernavaca)
Quando: quinta-feira, 5 de dezembro, às 16h15
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano
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