sexta-feira, 8 de julho de 2016

Defesas e qualificações da semana - 11 a 15 de julho



Defesa de Doutorado em Matemática
On qualitative properties of generalized ODEs
Aluno: Rogelio Grau Acuña
Orientadora: Márcia Cristina Anderson Braz Federson
Quando: quarta-feira, 13 de julho, às 15h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
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Defesa de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Modelagem e controle para preservar a eficiência dos herbicidas considerando a evolução da resistência em populações de plantas daninhas
Aluno: Luiz Henrique Barchi Bertolucci
Orientador: Eduardo Fontoura Costa
Quando: sexta-feira, 15 de julho, às 14h30
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
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Agenda de defesas e qualificações: http://www.icmc.usp.br/Portal/Eventos/Defesas.php
Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373.9638
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quarta-feira, 6 de julho de 2016

No ringue com os robôs: grupo da USP São Carlos está pronto para o combate

Equipe participará de competição que tem como objetivo incentivar o desenvolvimento da robótica no país



O Warthog Robotics, grupo de pesquisa e extensão em robótica da USP, em São Carlos, participará da 12ª edição do Winter Challenge, uma das maiores competições de combate de robôs da América Latina. Promovida pela empresa RoboCore, a iniciativa tem como objetivo incentivar o desenvolvimento da robótica no país e acontece de 7 a 10 de julho no Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul (SP).

Durante cada combate, a meta é, literalmente, destruir o adversário e a equipe que perder duas lutas é eliminada. O Warthog vai competir em três categorias: na Beetleweight (até 1,36kg); Hobbyweight (até 5,44kg) e na Featherweight (até 13,6kg). Segundo Adam Moreira, doutorando do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) e membro do grupo, a expectativa é conquistar um lugar no pódio pelo menos nas duas últimas categorias. 

Sobre o Warthog Robotics - Vinculado ao ICMC e à Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), o Warthog é considerado um dos maiores grupos de competição em robótica no Brasil quando o assunto é futebol e combate de robôs. Criado em 2010, o Warthog é resultado da união de dois grupos de desenvolvimento de futebol de robôs da USP, o USPDroids e o GEAR. No mesmo ano de criação da equipe, o Warthog conquistou o primeiro lugar na categoria 2D e o segundo lugar na categoria Very Small Size na Competição Brasileira de Robótica (CBR). Já em 2011, pela mesma competição, o grupo conquistou o primeiro lugar nas categorias Very Small Size e 3D, também ficando em segundo lugar na categoria 2D. Atualmente, é considerada a maior equipe de extensão do campus da USP em São Carlos.
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terça-feira, 5 de julho de 2016

Ensinando com Arduino: uso da plataforma em sala de aula contribui para motivar estudantes e inspirar novos aprendizados

Projeto realizado na USP, em São Carlos, mostra que aprender programação colocando a mão na massa pode trazer benefícios que vão muito além do desenvolvimento de robôs e jogos

Daniel e Renata: orgulho e alegria na selfie com o robô criado em sala de aula

A selfie registrada pelo smartphone de Daniel Xavier, 18 anos, não deixa dúvidas do sentimento de orgulho e da alegria que compartilha com a estudante Renata Alves, 19: eles estão segurando o robô que desenvolveram em equipe ao cursar a disciplina Introdução à Programação para Engenharias, na USP, em São Carlos. O cenário da selfie é o hall da Biblioteca Achille Bassi, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). Ao redor dos estudantes, há muitos outros robôs. Alguns estão circulando pelo chão e, de forma autônoma, desviam de obstáculos; outros seguem linhas construídas com fita isolante nas mesas brancas e há um que atira elásticos de borracha. Mario Bros também marca presença, em miniatura, na pequena caixa de papelão onde o público mata a saudade de Genius, o famoso jogo eletrônico lançado no Brasil nos longínquos anos de 1980. Um elo une toda essa parafernália eletrônica que invade o espaço: elas foram construídas por estudantes que estão no primeiro ano da Universidade usando a plataforma Arduino.

Fazer esses alunos colocarem a mão na massa valeu muito a pena, na opinião da professora Kalinka Castelo Branco, do ICMC: “Eles se sentiram motivados porque puderam realmente entender o funcionamento da lógica de programação e a necessidade e aplicabilidade da disciplina na vida real, em situações que eles certamente terão que enfrentar na vida profissional”. Para ela, foi essa motivação adicional que os levou a investir mais tempo no aprendizado da disciplina, a qual passou a ser menos abstrata. O resultado a professora conseguiu ver refletido no aumento das notas dos estudantes, que estão cursando o primeiro ano do curso de Engenharia Mecatrônica, oferecido pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC): “Antes, a média ficava entre 4,7 e 5,7. Este ano, chegou a 6,8”.

Motivação refletiu no aumento das médias da turma
A motivação dos alunos ao desenvolver os projetos promete resultar em benefícios que se estenderão para além da disciplina. “Dá mais ânimo no curso. Você passa a se empenhar um pouco mais nas outras matérias, mesmo que elas não sejam tão legais porque sabe que vai precisar delas”, conta Daniel. “É uma atividade que se aproxima mais do nosso trabalho, do que a gente vai fazer depois da faculdade. Então, é muito legal para nos motivar a continuar no curso”, diz Renata. “Eu nunca pensei que a gente ia chegar e fazer isso no primeiro ano. Nunca tive contato com eletrônica e computação”, afirma Leandro Silva, 17 anos. A cada aula prática, ele aprendia uma parte do processo: “A gente fazia sem pensar que era um sacrifício. Para mim, foi uma experiência incrível, faria tudo de novo”.

Não foram poucos os desafios que eles precisaram enfrentar. “A gente ficou várias noites e vários dias tentando fazer e dava errado”, revela Daniel. Na opinião dele e de Renata, o maior obstáculo foi conciliar o software com o hardware. No computador, tudo funcionava bem, mas na hora do robô executar, nada acontecia conforme planejado: “Precisávamos continuar tentando, até resolver. Quando dava certo, a gente comemorava. Ver funcionando é a melhor parte!”

Para o grupo de estudantes que trabalhou com Leandro na construção do jogo Genius em homenagem a Mario Bros, o principal desafio foi transformar a música em um código e construir a lógica do jogo, articulando os momentos de acender e apagar as luzes LED com as músicas que deveriam ser tocadas. “Se o jogador erra a sequência, toca um tipo de música; se ele passa para a próxima fase, temos outra música. É complicadinho, mas pelo Mario Bros, a gente tentou, tentou, até conseguir”, explica Leandro. 
Jogo Genius e Mario Bros foram um dos destaques da mostra de projetos

Plataforma para aprendizado – Não foi por acaso que a professora Kalinka escolheu o microprocessador Arduino como plataforma para os estudantes desenvolverem os dois trabalhos que propôs para a disciplina: um jogo Genius e um robô. Por se tratar de uma ferramenta aberta, livre e de baixo custo para a criação de projetos de hardware e software, o Arduino permite aos estudantes conectar, de forma descomplicada, o mundo teórico da computação a dispositivos físicos. Isso acontece porque, depois de “sentir” o ambiente por meio de sensores variados (entradas) e processar esses dados via programas inteligentes, os estudantes podem programar a ferramenta para afetar seu entorno, controlar e agir sobre o ambiente. Essa ação pode ser realizada por meio de motores e atuadores que possibilitam, por exemplo, ligar ou desligar luzes, movimentar câmeras e outros componentes, etc. Além disso, esse microprocessador interage facilmente com os computadores, independentemente do sistema operacional empregado (Windows, Linux ou Mac). Ou seja, a grande vantagem é que não é preciso ser um especialista para desenvolver um projeto usando Arduino. Foi por isso que a escolha se encaixou como uma luva para a turma que está no primeiro ano da Universidade. 

Há sete anos, Kalinka ministra a disciplina Introdução à Programação para Engenharias na USP em São Carlos. “Quando era só teoria, ficava tudo muito abstrato, os alunos viam só o software e logo se desmotivavam. Muitos não faziam os trabalhos solicitados e os que entregavam deixavam muito a desejar”, lembra a professora. Então, há três anos, surgiu a oportunidade de apresentar uma proposta para o Programa Pró-Inovação no Ensino Prático de Graduação (Pró-Inovalab) da USP. A professora redigiu o projeto Pró-InovaLab - Uma abordagem inovadora para o desenvolvimento de sistemas embarcados críticos, selecionado durante a uma das edições do Programa. Os recursos recebidos possibilitaram adquirir os microprocessadores e demais materiais necessários para tirar a ideia do papel. Como no ano passado a professora foi aprimorar seus conhecimentos na Universidade de Sidney, na Austrália, a proposta foi colocada em prática este ano. “É uma ideia que pode ser aplicada a outras disciplinas”, destaca Kalinka. 

Junho vermelho: lançando elásticos de borracha

“A proposta foi realmente excepcional para estimular não só os alunos, mas também os professores”, diz Maíra da Silva, que é coordenadora do curso de Engenharia Mecatrônica. Ela explica que um dos desafios da coordenação é mobilizar os professores para que transformem uma parcela significativa da carga horária de 4,4 mil horas que compõe o curso em projetos práticos: “No momento, estamos analisando núcleos de disciplinas para identificar projetos em comum”. Maíra reforça que o aprendizado baseado em projetos multidisciplinares está em destaque nas novas diretrizes para a estrutura curricular dos cursos de graduação da EESC.

Segundo a coordenadora, o projeto prático realizado pelos estudantes na aula da professora Kalinka contribui para que eles enxerguem a importância de estudar os três campos do conhecimento fundamentais para a mecatrônica: a mecânica, a eletrônica e a programação. Ao construir um simples robô, eles percebem que, para controlar o Arduino, é preciso entender as estruturas dos algoritmos – sequências de regras que são criadas para resolver uma tarefa. Por outro lado, para decidir qual motor colocar, é necessário ter conhecimentos de mecânica. Mas não é possível acionar os motores sem a eletrônica. “Com um projeto no início do curso, o aluno consegue ter uma visão muito mais aplicada do por que está estudando aquelas teorias”, diz Maíra.

Controle de Junho vermelho com seus seis botões

Quando Gustavo Stefano, 19 anos, começa a explicar como funciona Junho vermelho, o robô que seu grupo criou, fica nítido o quanto compreendeu a estreita relação que une mecânica, eletrônica e programação. Para que o robô comece o combate e dispare elásticos de borracha, é preciso acioná-lo por meio de um controle, composto por um microcontrolador e um transmissor de rádio. No controle, há seis botões: quatro para movimentar o robô para frente, para trás, para a direita e para a esquerda; um para disparar a borrachinha; outro que é um potenciômetro e vai determinar a angulação do mecanismo de disparo: “Mas não podemos alimentar o motor de disparo direto do Arduino, porque ele vai queimar se puxarmos muita corrente elétrica. Então, inserimos reguladores de tensão e um transistor. O Arduino aciona o transistor, que, por sua vez, vai acionar o disparo do canhão”.

Em meio a tantos projetos interessantes, os olhos de Marina Rodero, 16 anos, brilham. Seu sonho é estudar no ICMC. “Eu sempre gostei muito de exatas, adoro matemática e comecei a me interessar por programação”, conta a estudante, que está no segundo ano do ensino médio e participa do projeto Codifique. A curiosidade de Marina vem acompanhada pela curiosidade do pai, Adalberto Rodero, que também veio à mostra que acontece no hall da Biblioteca na tarde desta quarta-feira, 15 de junho. Ele trabalha na área de manutenção de aeronaves e, recentemente, resolveu comprar um microprocessador Arduino. O passeio contribuiu para multiplicar suas ideias para futuros projetos. Uma prova de que iniciativas como a da professora Kalinka podem estimular não só quem já frequenta as salas de aula da USP.

Adalberto e Marina: mostra motivou pai e filha


Confira o álbum de fotos no Flickr: icmc.usp.br/e/3ea79


Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Defesas e qualificações da semana - 4 a 8 de julho



Qualificação de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Indexação espacial em memórias não voláteis: proposta de um índice espacial eficiente, robusto e com durabilidade
Aluno: Anderson Chaves Carniel
Orientadora: Cristina Dutra de Aguiar Ciferri
Quando: quarta-feira, 6 de julho, às 16h
Onde: sala 3-002
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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Escola Brasileira de Probabilidade acontece de 4 a 9 de julho no ICMC

Discutir o futuro da pesquisa na área de probabilidade é uma das metas dos pesquisadores que participarão da 20ª edição do evento


A probabilidade estará no centro das discussões a partir da próxima segunda-feira, 4 de julho, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. É quando começa a Escola Brasileira de Probabilidade, um evento internacional e tradicional nessa área de pesquisa, que está em sua 20ª edição e acontecerá pela primeira vez no Instituto.

Criada com o intuito de se tornar um fórum de discussões para os pesquisadores da área, estimulando a troca de experiências e o estabelecimento de novas colaborações, a Escola também é uma oportunidade para os estudantes que desejam atuar nesse campo iniciarem sua trajetória acadêmica. “Ao longo dos anos, a participação dos pesquisadores estrangeiros no evento foi aumentando. Hoje, a Escola é fundamental para quem atua na área e contribui para definir as orientações e interesses dos participantes”, revela o professor Paulo da Veiga, do ICMC. Veiga coordena a iniciativa juntamente com os professores Roberto Imbuzeiro, do  Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), e Luiz Renato Fontes, do Instituto de Matemática e Estatística da USP.

Minicursos, palestras, sessões plenárias e de pôsteres fazem parte da programação do evento, que se encerrará sábado, 9 de julho. Entre os destaques da programação está a palestra Periodic Orbits for Stationary Hamiltonian Systems I, que será ministrada pelo professor Fraydoun Rezakhanlou, da Universidade da Califórnia, Berkerley, na segunda-feira, dia 4, a partir das 15 horas. Outro destaque é a palestra Set estimation from reflected Brownian motion, do professor Ricardo Fraiman, da Universidade da República, do Uruguai, que será ministrada na quinta, dia 7, também a partir das 15 horas. 

As inscrições podem ser realizadas por meio do site da Escola ou no credenciamento para o evento, no dia 4, a partir das 9 horas, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano do ICMC. A taxa varia de R$ 350,00 (estudantes, mestres e doutorandos) a R$ 500,00 (demais pesquisadores). Realizada pelo ICMC e pelo IMPA, a Escola conta com o apoio de diversas instituições, tais como Bernoulli Society, Capes, CNPq, FAPEMIG, FAPERJ e FAPESP.



Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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Inscrições abertas para o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência



Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O Programa é destinado aos alunos dos cursos de Licenciatura em Matemática e de Licenciatura em Ciências Exatas (núcleo geral ou habilitação em Matemática) que estejam cursando a partir do terceiro semestre. As atividades começarão no segundo semestre de 2016 e as inscrições, que são gratuitas, podem ser realizadas até o dia 6 de julho.

O valor da bolsa é de R$ 400,00 e, durante o período de sua vigência, o bolsista deverá dedicar-se, no mínimo, 30 horas mensais às atividades do Programa. A concessão das bolsas obedecerá a critérios classificatórios que envolvem entrevista, análise de histórico escolar e disponibilidade do candidato. As entrevistas acontecerão no dia 8 de julho e, até o dia anterior, serão divulgados os horários de cada uma delas. Já a divulgação dos selecionados acontecerá no dia 9 de julho.

Os interessados devem preencher a ficha de inscrição e enviá-la, por e-mail, à professora Esther Prado (estherprado2@gmail.com), juntamente com o histórico escolar completo (incluindo as reprovações). O e-mail deve conter como assunto Processo seletivo PIBID 2s 2016. Para acessar o edital completo e ter acesso à ficha de inscrição, clique aqui.

Sobre o Pidid - O Programa é uma iniciativa da Capes para o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores para a educação básica. São concedidas bolsas a alunos de licenciatura participantes de projetos de iniciação à docência desenvolvidos por Instituições de Educação Superior (IES) em parceria com escolas de educação básica da rede pública de ensino. Os projetos devem promover a inserção dos estudantes no contexto das escolas públicas desde o início da sua formação acadêmica para que desenvolvam atividades didático-pedagógicas sob orientação de um docente da licenciatura e de um professor da escola.

Mais informações
Edital do Programa e ficha de inscrição: icmc.usp.br/e/ad1ba
E-mail: estherprado2@gmail.com

terça-feira, 28 de junho de 2016

Aluno do ICMC participa de projeto que propõe ampliar acesso de pessoas com deficiência ao mercado de trabalho

Estudante do curso de Engenharia de Computação contribuiu com o desenvolvimento de iniciativa para a cidade de Barueri, que é finalista na competição internacional Mayors Challenge 2016




Barueri é uma das 20 cidades na América Latina e Caribe selecionadas como finalistas no Mayors Challenge 2016, promovido pela Bloomberg Philanthropies, uma competição que incentiva as cidades a desenvolverem ideias inovadoras para resolver problemas urbanos, melhorar a vida dos cidadãos e que tenham potencial para serem reproduzidas em outros locais. O município está concorrendo ao primeiro prêmio de USD 5 milhões e a quatro prêmios de USD 1 milhão, que serão entregues no final deste ano.

O projeto que levou a cidade a estar entre as finalistas foi desenvolvido com a colaboração de cinco estudantes da USP, em São Carlos. Entre eles está Murilo Pratavieira, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). Ele é aluno de Engenharia de Computação, curso oferecido em parceria com a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Também participaram do projeto mais quatro alunos do curso de Engenharia Civil da EESC: Ana Luiza Santos de Sá, Gabriela Nicoleti de Freitas, Guilherme Rocha Eller e Lucas Bello Gonçalves.

O projeto propõe aumentar o acesso ao mercado de trabalho para pessoas com deficiência com a criação de uma rede física e virtual para melhorar a capacitação para o trabalho, analisar as condições dos locais de trabalho e prestar assistência técnica aos empregadores e candidatos a emprego. A proposta é unir uma ferramenta tecnológica (plataforma digital) e uma equipe interdisciplinar para permitir o cruzamento de informações de vagas de trabalho com as habilidades vocacionais da pessoa com deficiência, tendo como retaguarda instituições educativas destinadas à capacitação. Isso possibilitará o planejamento de estratégias e ações, de acordo com os requisitos da pessoa com deficiência, do mercado e das instituições educativas.

O projeto apresentado por Barueri foi selecionado entre 290 propostas cadastradas. O município é uma das cinco cidades do Brasil concorrendo ao primeiro prêmio, as outras são Corumbá (MS), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP). As 20 ideias finalistas foram avaliadas segundo quatro critérios básicos: visão, potencial de impacto, plano de implementação e possibilidade de serem reproduzidas em outras cidades. A equipe de Barueri e das outras finalistas participarão de um evento de dois dias em Bogotá, na Colômbia, o Bloomberg Philanthropies’ Ideas Camp, na qual trabalharão com especialistas e cidades congêneres para melhorar ainda mais suas propostas.

"Recebemos uma quantidade tão grande de boas ideias para este Mayors Challenge que escolher apenas 20 finalistas já foi, por si, um grande desafio. Essas ideias realmente captam a diversidade da região e a criatividade e compromisso de seus líderes e cidadãos em melhorar as cidades. Cada uma delas tem potencial de melhorar as vidas dos residentes locais e, caso funcionem, de serem amplamente difundidas", disse Michael Bloomberg, fundador da Bloomberg Philanthropies e três vezes prefeito da cidade de Nova Iorque (EUA). “Estamos animados para trabalhar com Barueri em sua proposta e concorrer ao primeiro prêmio”, finalizou.

Com informações da Assessoria de Comunicação da EESC e da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Barueri

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Palestras da semana - 27 de junho a 4 de julho




Seminários de Singularidades
The Reeb graph of a map germ from R3 to R2
Palestrante: Érica Batista
Quando: segunda-feira, 27 de junho, às 14h
Onde: sala 3-011
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários do Grupo de Topologia do Interior
Some applications of Set Theory, episode III: Associations between compact Hausdorff spaces and Banach spaces and some interesting classes
Palestrante: Juan Francisco Camasca Fernandez
Quando: segunda-feira, 27 de junho, às 19h
Onde: sala 3-104
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários de Álgebra
Generalized derivations determined by action on zero products.
Palestrante: Mateja Grasic
Quando: segunda-feira, 27 de junho, às 16h
Onde: sala 3-103
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários de Álgebra
The use of computer algebra systems in abstract algebra.
Palestrante: Dusan  Pagon
Quando: segunda-feira, 27 de junho, às 16h
Onde: sala 3-103
Clique aqui para ver o resumo
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Agenda de eventos do ICMC: www.icmc.usp.br/Portal/Eventos
Seção de Eventos: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Inscrições abertas para bolsas de monitoria no Departamento de Matemática do ICMC


Estão abertas, até o dia 15 de julho, as inscrições para bolsas de monitoria no Departamento de Matemática (SMA) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. As monitorias começam em agosto e têm duração de 4 meses.

Para se candidatar, os alunos devem estar na graduação ou pós-graduação, não podem ter outras bolsas e precisam ter cursado a disciplina que irão atuar ou equivalente. Serão 8 horas semanais de monitoria com bolsa no valor de R$ 300,00 mensais.

Os interessados deverão se inscrever por meio de formulário online (icmc.usp.br/e/7486e) e enviar, para o e-mail sma@icmc.usp.br o histórico escolar atualizado (formato PDF), que pode ser obtido pelo Sistema Júpiter, Fênix ou Janus, e uma foto 3x4 digitalizada. Confira as disciplinas disponíveis para monitoria neste link: icmc.usp.br/e/d5390

Mais informações
Telefones SMA: (16) 3373-9711 ou 3373-9621
E-mail: sma@icmc.usp.br

Defesas e qualificações da semana - 27 de junho a 1 de julho


Defesa de Doutorado em Matemática
Sistemas semidinâmicos dissipativos com impulsos
Aluna: Jaqueline da Costa Ferreira
Orientador: Everaldo de Mello Bonotto
Quando: segunda-feira, 27 de junho, às 10h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
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Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Detecção de patologias em plantações de eucaliptos com aprendizado de máquina
Aluno: Matheus Della Croce Oliveira
Orientador: Denis Fernando Wolf
Quando: segunda-feira, 27 de junho, às 16h
Onde: sala 3-002
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Qualificação de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Recomendação Baseada em Múltiplas Interações Utilizando Abordagens de Agrupamento de Dados
Aluno: Arthur Fortes da Costa
Orientador: Ricardo José Gabrielli Barreto Campello
Coorientador: Marcelo Garcia Manzato
Quando: terça-feira, 28 de junho, às 9h
Onde: sala 3-002
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Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Programação de múltiplos cross-docks com múltiplas docas
Aluna: Pâmella Sátiko Miyazaki Tenório
Orientadora: Franklina Maria Bragion de Toledo
Quando: sexta-feira, 1 de julho, às 10h
Onde: sala 3-002
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Mais informações
Agenda de defesas e qualificações: http://www.icmc.usp.br/Portal/Eventos/Defesas.php
Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373.9638
E-mail: posgrad@icmc.usp.br

quinta-feira, 23 de junho de 2016

ICMC oferece curso sobre manual de desenvolvimento para aplicações web


Estão abertas as inscrições para o curso gratuito Tópicos avançados de PHP aplicados na construção padronizada de softwares abertos, que será oferecido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, entre os dias 5 e 7 de julho. Há 25 vagas disponíveis e as inscrições podem ser realizadas até o dia 30 de junho por meio do Sistema Apolo.

Voltado para servidores e alunos do Instituto, o curso tem como objetivo proporcionar formação e conhecimento sobre os tópicos abordados pelo Manual de Desenvolvimento para Aplicações Web e Sistemas da Seção Técnica de Informática do ICMC, apresentando conceitos, técnicas e procedimentos instituídos pelo Manual.

As aulas acontecerão das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas na sala 1-004 do Instituto e serão ministradas pelo professor do ICMC Francisco Monaco e pelos funcionários Erick Previato e Igor Custódio. Confira, abaixo, os tópicos que serão abordados durante o curso:
  • Manual de Desenvolvimento para Aplicações Web da STI/ICMC 
  • Licenciamento de software 
  • Introdução ao desenvolvimento com framework PHP CodeIgniter 
  • Introdução ao Bootstrap / Jquery 
  • Introdução ao PHP PEAR 
Mais informações
Link para inscrições: icmc.usp.br/e/7f72fComissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC: (16) 3373-9146
Email: ccex@icmc.usp.br

terça-feira, 21 de junho de 2016

Uma oportunidade para quem ensina matemática compartilhar aprendizados e superar desafios

Na busca por estratégias para aprimorar o processo de ensino e aprendizagem, educadores trocam experiências e conhecem projetos durante encontro realizado no ICMC

Oficinas, palestras, relatos de experiências, mostras de trabalho e sessões de pôsteres:
evento movimentou professores e futuros professores durante três dias

“Quando fui desafiada, descobri que é possível dar aulas de matemática de um jeito diferente. É viável produzir materiais simples em pouco tempo e fazer os alunos participarem do processo de criação da matemática”, revela a estudante Raissa Moda, que está no último ano do curso de Licenciatura em Ciências Exatas na USP, em São Carlos. O desafio a que Raissa se refere surgiu a partir do momento em que ela ingressou no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) e, pela primeira vez, precisou participar de todas as etapas do trabalho realizado por um professor em uma escola pública de educação básica: preparou a sequência de aulas que iria ministrar, aplicou aos alunos a proposta e, depois, fez uma reflexão sobre os resultados alcançados. 

Para Raíssa, foi uma experiência única, diferente de todas as atividades de que ela já havia participado na Universidade. Sob a supervisão da professora Esther Prado Rodrigues, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), a estudante teve a oportunidade de preparar, aplicar e avaliar quatro sequências de aulas, já que participa do Pibid desde agosto do ano passado. Durante o 1º Encontro de Educadores que Ensinam Matemática, realizado entre os dias 9 e 11 de junho no ICMC, ela compartilhou alguns aprendizados que obteve. 

Nas mãos da plateia que assistia ao evento, destacavam-se triângulos feitos com canudinhos. Era irresistível não mexer naquele simples objeto, esticando e recuando os lados para ver o triângulo se transformar e seus ângulos expandirem e contraírem, num jogo de vaivém em que os dois canudos, unidos pela linha que passa no meio de cada um, não se desgrudavam. Era assim que a mágica da matemática se construía na sala de aula quando Raíssa e seus dois colegas de projeto e de curso – Luís Salles e Dayana Santos – empregavam esse material manipulativo para explicar alguns conceitos fundamentais sobre triângulos e suas classificações, terminando com as considerações sobre o famoso Teorema de Pitágoras.

Raissa e o triângulo feito com canudinhos: tentativa de fazer estudantes
participarem do processo de construção do conhecimento

“Quando você escreve conceitos na lousa, muitos alunos ficam na dúvida: será que é isso mesmo? Ter um material e mostrar na prática o que você está dizendo faz o aluno conseguir enxergar na hora aquele conceito”, diz Raissa. “A atividade não serve apenas para comprovar uma coisa que já foi dita, mas também para estimular a criatividade do aluno. Sem que o professor precise lhe dizer, ele é capaz de estabelecer diferenças e semelhanças, participando da formulação do próprio conhecimento”, completa a estudante.

Motivar os alunos nessa construção do aprendizado também foi a proposta da oficina Trabalhando com estatística no ensino fundamental, ministrada pelas doutorandas Betina Cambi e Maria Carolina Magnus, do Departamento de Metodologia de Ensino da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). “A gente parte de um tema de interesse dos alunos, algo que gere curiosidade para eles e aproveitamos isso para criar uma pesquisa”, explica Maria Carolina. “A ideia é que o aluno participe de todo o processo, desde a criação das hipóteses, a construção da ferramenta de pesquisa, a representação dos dados coletados, a análise desses dados até chegar à refutação ou não das hipóteses”, completa Betina. Elas mostraram um exemplo da aplicação da metodologia em sala de aula com crianças que estão nos anos iniciais para identificar a preferência por animais de estimação. 

“Para mim, essa dica de deixar as hipóteses claras para os alunos desde o início do processo dá um colorido diferente para a pesquisa”, explica Rosângela Rossi enquanto participa da oficina. Ela é professora de matemática na rede pública e particular de ensino em Tatuí e conta que vai passar a usar a metodologia em sala de aula. “Achei interessante a proposta de trabalhar com as questões qualitativas da pesquisa e não só as quantitativas”, revelou Márcia Tassone, que atua na rede estadual de ensino como professora de matemática em São João da Boa Vista e como diretora em Aguaí.

Márcia (à esquerda) e Rosângela na oficina Trabalhando com estatística no ensino fundamental

Facilitando o aprendizado – A abertura do 1º Encontro de educadores que ensinam matemática foi marcada por duas palestras que levaram a plateia a refletir sobre o uso da tecnologia na sala de aula e a respeito da inclusão nas escolas. O professor Leonardo Perez, que dá aulas de matemática na Escola Sesi 108 de São Carlos e no Colégio Oca dos Curumins, mostrou o projeto que desenvolveu durante seu mestrado profissional em matemática (PROFMAT) no ICMC. Ao tornar o ensino de geometria mais atraente para jovens do 7º ano do ensino fundamental usando jogos digitais e outros instrumentos tecnológicos, Leonardo conseguiu observar, durante as avaliações, uma melhora significativa no desempenho dos estudantes que apresentavam dificuldades de aprendizagem.

Já a psicóloga Nathalia Manoni, que atua há 12 anos na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de São Carlos, explicou como é possível estruturar o ensino para que as crianças autistas possam ser incluídas no processo de aprendizagem. “No ensino estruturado, procuramos entender os problemas que o autismo causa para que possamos criar oportunidade de resolvê-los de forma funcional, mudando a forma como os estímulos são apresentados”, afirmou Nathalia. Nos vários exemplos de adaptações que podem ser realizadas nas salas de aula, a psicóloga destacou a necessidade de usar recursos visuais e de organizar as tarefas de forma sequencial e por níveis de complexidade: “A previsibilidade organiza a mente caótica do autista”. Ela ressaltou, ainda, a importância de identificar quais são os interesses particulares que chamam a atenção de cada criança autista para que o professor possa favorecer o desenvolvimento de novas habilidades a partir desses interesses. 

“Tanto o projeto do Leonardo quanto o trabalho da Nathalia lançam luz sobre como podemos lidar com as crianças que apresentam dificuldades de aprendizado, empregando diferentes recursos”, disse a professora Miriam Utsumi, do ICMC, uma das coordenadoras do evento. Ela se surpreendeu com o número de participantes nesse 1º Encontro, que contou com 70 inscritos: “Esperamos que esse seja o primeiro de muitos outros eventos que acontecerão aqui no ICMC com esse objetivo de trazer os professores da educação básica para interagirem com nossos alunos e professores”.

Na abertura do Encontro, a professora do ICMC Janete Simal, que também coordenou o evento, relembrou um episódio em que disse a seus alunos que o professor é alguém que fica feliz à custa de pequenas migalhas: “Mas no dia seguinte, quando estava dando uma aula e ouvi aquele som maravilhoso de um de meus alunos dizendo ´Ah, entendi´, percebi que não são migalhas, são pepitas de ouro que a gente tenta garimpar. Esse evento é maravilhoso porque traz aqui esses mineradores que acreditam nas pepitas de ouro”. 

Para a professora Edna Zuffi, que representou o diretor do ICMC na abertura do Encontro, a educação possibilita oferecer às pessoas ferramentas para que se tornem criativas, esperançosas e tenham instrumentos para modificar suas vida e, consequentemente, a situação do Brasil. “Que esse seja um espaço para a construção de novos conhecimentos. Lembrem-se de que o fim maior é levar esses conhecimentos para seus alunos na sala de aula, porque as nossas crianças e jovens merecem a oportunidade de se transformarem e de transformarem o nosso país”, finalizou. 

Janete, Edna, Esther e Miriam (da esquerda para a direita) durante a abertura do Encontro

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Crédito das imagens: primeira foto - Reinaldo Mizutani; demais imagens - Denise Casatti

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Álbum de fotos no Flickr: icmc.usp.br/e/f5721
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Inscrições abertas para Ênfase em Mecânica dos Fluidos Computacional no ICMC


O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, está com inscrições abertas, até o dia 1º de julho, para a Ênfase em Mecânica dos Fluidos Computacional. São oferecidas 10 vagas para os estudantes que queiram complementar sua formação. 

Podem participar do processo seletivo todos os alunos de graduação da USP, em São Carlos, que possuam média geral igual ou superior a 7,0. Para se inscrever, os interessados deverão apresentar, no Departamento de Matemática Aplicada e Estatística, uma cópia do histórico escolar atualizado (versão impressa do sistema Júpiter).

Mais informações
Departamento de Matemática Aplicada e Estatística do ICMC: (16) 3373.8121 ou 3373.9175
E-mail: sme@icmc.usp.br

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Palestras da semana - 20 a 27 de junho



Seminários de Topologia do Interior
Bornologies, hyperspaces and covering properties
Palestrante: Renan M. Mezabarba
Quando: segunda-feira, 20 de junho, às 19h
Onde: sala 3-104
Clique aqui para ver o resumo
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Workshop de Teses e Dissertações
O fantasma do plágio na redação científica
Palestrante:  Marcelo Krokoscz  (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado)
Quando: quarta-feira, 22 de junho, às 14h
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano (sala 6-001)
Clique aqui para ver o resumo
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Colóquio de Matemática
Hilbert's 16th problem
Palestrante: Jaume Llibre (Universitat Autonoma de Barcelona)
Quando: sexta-feira, 24 de junho, às 14h
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano (sala 6-001)
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários de Probabilidades e Sistemas Complexos
Mecânica Estatística e o Argumento de Peierls
Palestrante:Michael O'Carroll
Quando: sexta-feira, 24 de junho, às 16h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
Clique aqui para ver o resumo
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Mais informações
Agenda de eventos do ICMC: www.icmc.usp.br/Portal/Eventos
Seção de Eventos: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

Aluno do ICMC utiliza técnica para classificar sentimentos de usuários no Instagram

Por meio da análise de textos e imagens é possível determinar se postagens são positivas ou negativas



Pesquisa de Gabriel rendeu prêmio de melhor projeto durante
intercâmbio realizado em universidade norte-americana

Como descobrir se os cidadãos de uma cidade ou de um país estão satisfeitos com os serviços oferecidos por uma instituição? A rede social é um bom caminho para sanar essa dúvida e foi com esse propósito que o aluno de graduação Gabriel Giancristofaro, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, utilizou uma técnica computacional que pode determinar, automaticamente, se os usuários do Instagram estão felizes ou insatisfeitos com alguma entidade, através da análise de infinitas postagens ou comentários. Seu projeto foi premiado na Universidade do Estado da Califórnia, campus de Fullerton, onde o estudante realizou intercâmbio. 

O modelo funciona da seguinte forma: por meio de um algoritmo, sequência de comandos que é passada para o computador a fim de definir uma tarefa, é possível analisar as imagens e textos (legendas e comentários) que são postados na rede social e classificá-los como positivos ou negativos. Tomamos como exemplo uma loja de eletrodomésticos que deseja medir o grau de aceitação dos clientes com seus produtos. Para que isso seja possível, a empresa deve apenas criar uma hashtag (palavra-chave antecedida pelo símbolo #) que remeta à loja ou ao produto vendido e, toda vez que um ou outro for mencionado, automaticamente o que foi publicado será coletado e classificado. 

“O computador conta quantas palavras tem cada frase e identifica, por exemplo, se o usuário escreveu termos ofensivos, elogios, algo em maiúsculo, ou então se repetiu alguma letra para dar ênfase a um argumento”, explica o estudante de Ciências de Computação. Gabriel fala ainda sobre a importância de analisar as imagens juntamente com os textos das postagens: “Nós fazemos essa junção para que o resultado seja mais próximo da verdade, tendo em vista que, às vezes, a pessoa está sendo irônica no texto”. O aluno diz que existem muitos trabalhos que analisam somente textos e a inclusão de imagens é a maior contribuição de sua pesquisa: “Esse estudo conseguiu concluir que a análise dos dois juntos melhora a classificação dos sentimentos dos usuários”. 

Publicação elogia serviço de limpeza em rodovia interestadual da Califórnia

Como tudo começou - Gabriel foi selecionado em novembro do ano passado para realizar um intercâmbio na Universidade do Estado da Califórnia, com o objetivo de desenvolver seu trabalho de conclusão de curso. A ideia de realizar o projeto surgiu depois que ele fez iniciação científica com o professor Jó Ueyama do ICMC. Com a ajuda do docente, o estudante entrou em contato com o pesquisador norte-americano Anand Panangadan, que se tornou seu orientador.

Sua pesquisa, que faz parte da área de aprendizado de máquinas, foi aplicada especificamente ao Departamento de Trânsito da Califórnia, que fazia o uso da #Caltrans. “Uma professora e uma aluna da área de comunicação da Universidade Politécnica do Estado da Califórnia, campus de Pomona, estavam conduzindo um estudo para descobrir como as pessoas enxergavam essa instituição de trânsito. O problema é que elas faziam a classificação dos comentários manualmente e em pequenas quantidades. Então, a gente se ajudou: eu ofereci o método para elas e, em troca, elas me passavam os dados”, conta o aluno que se forma no final deste ano.

O projeto Predizendo sentimentos em postagens de redes sociais com base em características visuais e textuais ganhou o prêmio Best in college, que contempla anualmente o melhor projeto entre alunos de graduação dos cursos de computação da Universidade norte-americana. Gabriel chegou aos Estados Unidos em janeiro para ficar um semestre desenvolvendo seu trabalho. Além disso, o aluno cursou três disciplinas interdisciplinares, que eram ligadas a negócios, tecnologias na engenharia de computação e segurança na computação. Durante o período de estada no exterior, recebeu uma bolsa do Banco Santander para arcar com os custos do intercâmbio.

“A experiência fora do Brasil mudou a visão que eu tinha do curso e do mercado de trabalho. O contato com outras pessoas, com os professores, faz com que você abra a cabeça. Para mim, foi algo que confirmou meu desejo de seguir na área de pesquisa”, afirma o estudante. Para ele, o sucesso de seu trabalho tem uma explicação: “Acredito que o diferencial foi eu ter buscado dar um sentido ao intercâmbio e não viajar apenas para passear ou aprender uma nova língua. Isso contribuiu para que o resultado fosse melhor”, finaliza o aluno. Ele redigiu um trabalho de conclusão de curso sobre seu projeto e o apresentará nesta terça-feira, 21 de junho, às 9h20, na sala 3-103 do ICMC, quando será avaliado por uma banca examinadora.

Postagem critica erros de ortografia em placa de sinalização do Departamento de Trânsito da Califórnia

Parceria – O contato feito pela Comissão de Relações Internacionais do ICMC (CRInt) com a Universidade do Estado da Califórnia para o intercâmbio de Gabriel possibilitou o estreitamento da relação entre as duas instituições. Em dezembro de 2015, membros da Universidade norte-americana visitaram o ICMC pela primeira vez e puderam conhecer um pouco mais sobre o Instituto.

Em maio deste ano, eles voltaram para a realização de um workshop, a fim de discutir possíveis contribuições entre as entidades. Professores do Instituto apresentaram suas áreas de pesquisa e encaminharam um acordo de intercâmbio para alunos de graduação e pós-graduação. A expectativa é que muitos outros estudantes possam entrar por essa porta de oportunidades que foi aberta por Gabriel.


Texto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação ICMC/USP


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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Defesas e qualificações da semana - 20 a 24 de junho


Qualificação de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Contribuições ao teste de cobertura de aplicações CUDA
Aluno: Helder Jefferson Ferreira da Luz
Orientador: Paulo Sergio Lopes de Souza
Quando: segunda-feira, 20 de junho, às 16h
Onde: sala 3-002
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Defesa de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Noise detection in classification problems
Aluno: Luís Paulo Faina Garcia
Orientador: André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho
Quando: quarta-feira, 22 de junho, às 9h
Onde: sala 3-002
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Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
FlexPersuade - Explorando uma abordagem flexível em softwares de persuasão: um estudo de caso com players de música
Aluno: Leandro Yukio Mano Alves
Orientador: Jó Ueyama
Quando: quarta-feira, 22 de junho, às 14h
Onde: sala 3-104
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Defesa de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Eliminação de ruídos e retoque digital em imagens com textura via difusão anisotrópica
Aluno: Marcos Proença de Almeida
Orientador: Antonio Castelo Filho
Quando: quinta-feira, 23 de junho, às 16h
Onde: sala 3-002
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Defesa de Mestrado em Matemática
Grafos e aplicações de Gauss estáveis
Aluno: Flavio Henrique de Oliveira
Orientadora: Ana Claudia Nabarro
Quando: sexta-feira, 24 de junho, às 10h30
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
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Defesa de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Estudo de métodos de interface imersa para as equações de Navier-Stokes
Aluna: Gabriela Aparecida dos Reis
Orientador: José Alberto Cuminato
Quando: sexta-feira, 24 de junho, às 14h
Onde: sala 3-002
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Agenda de defesas e qualificações: http://www.icmc.usp.br/Portal/Eventos/Defesas.php
Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373.9638
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Oito projetos para infraestrutura de laboratórios são apresentados em workshop

Projetos foram apresentados no dia 1º de junho

Visando proporcionar um ambiente que estimule e favoreça o desenvolvimento de trabalhos de interesse dos alunos e relevantes para sua formação, a Comissão Gestora Administrativa da Engenharia de Computação (CGA-EC) realizou uma chamada de projetos de Laboratórios de Incentivo e Apoio a Ensino, Pesquisa e Extensão. As oito propostas registradas foram apresentadas no dia 1º de junho em um workshop realizado no Anfiteatro do prédio da Engenharia de Computação, na Área 2 do campus da USP em São Carlos.

Os espaços foram pensados para o curso de Engenharia de Computação, oferecido pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) em conjunto com o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, mas também podem acolher atividades em parceria com outras áreas. Os proponentes descreveram toda a infraestrutura necessária – equipamentos, sistemática de trabalho e apoio operacional – e tiveram até 10 minutos para apresentar sua proposta à comunidade acadêmica presente.

Acompanharam e avaliaram os projetos os chefes dos departamentos de Engenharia Elétrica e de Computação (SEL) da EESC, Denis Vinicius Coury, e de Sistemas de Computação (SSC) do ICMC, Alexandre Cláudio Botazzo Delbem, além de alunos e professores do curso e docentes da Comissão de Coordenação do Curso de Engenharia de Computação.

Os laboratórios pretendem hospedar atividades no segmento de ensino, para desenvolvimento dos trabalhos de conclusão de curso, atividades extracurriculares e experimentações "livres". Também abrangem iniciativas de pesquisa e inovação, pensando no favorecimento à iniciação científica, remunerada e voluntária, além de poderem contribuir nos projetos de extensão ou outros que estimulem o estudo complementar e a prática de conceitos da área.

De acordo com o membro da CGA-EC e chefe do SSC, professor Delbem, o evento serviu como um momento de integração para que as partes interessadas conheçam e discutam as propostas de melhoramento do ensino, estrutura e ambientes acadêmicos. "É um momento para que haja um desenvolvimento do curso para um patamar mais elevado envolvendo outros aspectos de aprendizagem, não voltado apenas para as disciplinas", comentou.

O chefe do SEL, professor Coury, que também é membro da Comissão, salientou que a iniciativa de lançar um edital para a submissão dos projetos partiu após a construção da terceira fase do prédio que abriga o curso na Área 2 do Campus, o qual dispõe de um espaço grande com capacidade para instalações de laboratórios inovadores para os estudantes.

"Os projetos são excelentes do nosso ponto de vista, e acredito que há espaço para conciliar todos. Esse edital foca no curso de Engenharia de Computação, mas não impede que alunos de outros cursos possam participar, pois os laboratórios serão multidisciplinares e integrados, permitindo que os usuários compartilhem ideias e experiências", comentou Coury.



Ampliando as possibilidades de ação, o Centro Avançado EESC para Apoio à Inovação (EESCin) apresentou a proposta de apoiar o potencial empreendedor dos alunos, por meio de um ambiente de pré-incubação para o desenvolvimento de uma empresa semente ou de uma startup. "Muitos projetos morrem entre a fase inicial da ideia e o processo de consolidação de uma empresa. Nossa proposta é fornecer o suporte necessário para o aluno buscar com maior clareza os seus caminhos e as oportunidades de recursos e parcerias", comentou o membro da equipe da EESCin, Rosane Aranda.

Ao final das apresentações, o público presente preencheu um questionário opinativo sobre as propostas. Considerando esse registro, além da análise técnica dos projetos, a CGA-EC irá avaliar as possibilidades de implementação. A previsão é de que o resultado final seja divulgado no dia 15 de julho.

Aproveitando o público reunido, no mesmo dia do workshop, durante o período da tarde, a Secretaria Acadêmica da Engenharia de Computação (Saecomp) utilizou o espaço para realizar o Fórum da Engenharia de Computação, com o intuito de debater alguns problemas do curso e coletar opiniões sobre possíveis soluções, com vistas à elaboração de um documento oficial para ser encaminhado aos órgãos responsáveis.

Conheça as propostas apresentadas:
Nome do projeto
Responsável
Professor José Carlos de Melo Vieira Jr
Professor Fernando Santos Osório
Gabriel Simmel Nascimento
Professor Maximiliam Luppe
Professor Maximiliam Luppe
Professor Paulo Sérgio Lopes de Souza
Professor Eduardo do Valle Simões
Rafel Lang

Texto e fotos: Keite Marques - Assessoria de Comunicação da EESC

Mais informações
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