quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Participe do Simpósio Internacional de Iniciação Científica e Tecnológica da USP

Podem se inscrever no evento alunos que desenvolveram projetos de iniciação científica ou tecnológica em qualquer instituição de ensino; primeira etapa do evento no ICMC acontecerá dia 10 de outubro



Se você é estudante de graduação e desenvolveu um projeto de iniciação científica ou tecnológica pode apresentar seu trabalho no 26º Simpósio Internacional de Iniciação Científica e Tecnológica da USP (SIICUSP). O evento é aberto à participação de alunos de instituições de ensino brasileiras e internacionais. 

Para inscrever seu projeto, basta acessar o site do evento até dia 24 de agosto. Quem nunca participou do Simpósio pode acessar o manual do sistema de inscrições e ver, passo a passo, como cadastrar seu trabalho: icmc.usp.br/e/4a328. Confira também as normas do SIICUSP neste link: icmc.usp.br/e/2fa22

A primeira etapa do Simpósio acontece em cada uma das unidades de ensino e pesquisa da USP, que estão espalhadas pelos diversos campi da Universidade. Quem estuda na USP deve apresentar seu trabalho na unidade em que seu orientador leciona, já os graduandos de outras instituições devem selecionar o campus e a unidade relacionadas a seus trabalhos. 

No caso do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), essa primeira etapa será realizada no dia 10 de outubro. Nesse dia, ocorrerá uma mostra de projetos no hall da Biblioteca Achille Bassi do Instituto, na área I do campus da USP, em São Carlos. Durante a mostra, que é aberta a todos os interessados e não demanda inscrições prévias, uma comissão formada por professores e pós-doutorandos da Universidade selecionará os melhores projetos, que serão apresentados nos dias 22 e 23 de novembro na etapa internacional do Simpósio, em São Paulo. 

Promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa da USP, o SIICUSP é um evento anual que tem como objetivo divulgar os resultados dos projetos de iniciação à pesquisa científica e tecnológica realizados por alunos de graduação da USP, bem como de outras instituições nacionais e internacionais. Visa também contribuir para o desenvolvimento de competências necessárias à pesquisa acadêmica, promovendo a oportunidade de interação entre pesquisadores de todos os níveis e áreas, bem como fomentando a colaboração e a pesquisa multidisciplinar na Universidade. 

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Manual do sistema de inscrições: icmc.usp.br/e/4a328
Comissão de Pesquisa do ICMC: (16) 3373.8876 ou pesquisa@icmc.usp.br

Na computação da USP, alunos fazem até programa de rádio

Desenvolver um programa de computador é um dos aprendizados básicos nos cursos de computação da USP, o que um grupo de estudantes não imaginava é que também teria a inusitada experiência de construir um programa para uma rádio educativa

Gravação do episódio que teve como tema a conscientização sobre a presença feminina no mundo dos games.
Ouça o resultado: icmc.usp.br/e/807df

A notícia de que alunos de computação da USP estão criando programas não é novidade já que, quando um estudante começa a fazer computação, o que se espera é que ele aprenda a programar. Mas além de desenvolver programas de computador, um grupo de alunos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, também está aprendendo a fazer programas de rádio. 

Divulgar a ciência dos jogos eletrônicos é o objetivo desses estudantes que, desde janeiro, frequentam rotineiramente os estúdios da Rádio UFSCar (95,3 FM), uma emissora educativa da Universidade Federal de São Carlos. É claro que uma emissora é um ambiente propício para encontrar estudantes de comunicação, mas não de computação. Toda vez que pensamos em um aluno da área de ciências exatas, vem a velha imagem estereotipada de alguém que vive imerso no mundo da tecnologia e pouco se comunica com as pessoas que estão ao redor. Mas quem escuta um dos episódios do programa Por Trás dos Controles tem a oportunidade de conhecer um lado pouco conhecido desses estudantes: a capacidade que eles podem ter de se comunicar, de divertir os ouvintes e de transmitir valiosas informações usando a criatividade. 

“Quando eu fui fazer uma entrevista de emprego, falei que participava do grupo de desenvolvimento de jogos Fellowship of the Game, que tinha ajudado a criar o Por Trás dos Controles e que estava dirigindo esse programa de divulgação científica. O entrevistador ficou impressionadíssimo”, conta Gustavo Moura. Estudante do curso de Sistemas de Informação no ICMC e programador do Por Trás dos Controles, Gustavo conta que o entrevistador imediatamente falou: “Nossa, você é alguém engajado em divulgar a ciência! Isso é muito bom! Muita gente fala que quem trabalha com computação não sabe se expressar, não sabe falar”. Para o estudante, o fato de atuar em uma área muito técnica leva muitos especialistas a terem dificuldade de explicar um conceito. “Aprender a usar uma linguagem simples para falar com uma avó, uma tia que está ouvindo o programa no rádio, de forma que qualquer pessoa possa compreender, faz a gente aprimorar nossa capacidade de se comunicar no momento de dar uma aula, dar uma palestra”, ressalta Gustavo. 

Ter a oportunidade de aprender a transmitir melhor as ideias para os outros também foi um dos principais aprendizados obtidos por Leonardo Pereira: “Na rádio, a gente tem que falar de um jeito que o público em geral vai entender. Eu não posso usar um jargão que estou acostumado, uma terminologia da área de jogos ou do ambiente acadêmico. Então, você começa a se policiar em relação ao uso desses termos técnicos”. Ele faz mestrado no ICMC e contribuiu com a elaboração de vários roteiros do Por Trás dos Controles, gravou alguns quadros do programa e também foi um dos entrevistados. “Eu sempre quis participar de algo assim, até hoje eu tenho o sonho de criar um canal no Youtube para falar de game design. Sempre gostei de dar aula e falar na rádio é como dar aula para infinitas pessoas”, revela. 

Selecionado na 4ª chamada pública da Rádio UFSCar, o programa tem 30 minutos de duração e foi proposto pelo grupo de desenvolvimento de jogos Fellowship of the Game (FoG), vinculado ao ICMC. A iniciativa é coordenada pelo professor Cláudio Motta Toledo. 

O professor Cláudio (à esquerda) no estúdio da Rádio UFSCar com os locutores
Rodrigo (ao centro) e  Willian (à direita).

Um programa binário – A dupla de locutores do Por Trás dos Controles têm uma dinâmica própria. “Eu acho que isso funciona bem porque cada um de nós tem características bem definidas e diferentes, é mais fácil nos distinguir. Esse contraste dá a magia dos programas e traz uma dinâmica legal para o jogo”, conta Willian Leodegario, mais conhecido como Binário. 

Aos 19 anos, ele é um dos locutores do programa e faz Engenharia de Computação na USP, curso que é oferecido pelo ICMC em parceria com a Escola de Engenharia de São Carlos. O outro locutor do programa é Rodrigo Geurgas, estudante de Ciências de Computação que também atende pelo nome de Cléber. Eles são os dois elementos opostos que dão voz ao Por Trás dos Controles: enquanto Binário é extrovertido, fala alto e brinca o tempo todo; Rodrigo é mais introspectivo, fala menos e quase não faz piadas. 

Binário aceitou o desafio de se tornar locutor porque viu no programa uma oportunidade para desenvolver mais suas habilidades de se comunicar, de expressar ideias e mostrar confiança na fala. Além disso, no “caderninho de objetivos aleatórios” de Binário, havia o item “aprender a se apresentar bem”. A ideia do estudante é empregar os aprendizados no canal que tem no Youtube, chamado Leidan Zone, em que aborda o universo dos jogos eletrônicos. “Na locução, você tem o roteiro com uma ideia para passar e precisar saber como interpretar aquele texto. Aprende também a tomar a frente de um programa, de uma apresentação”, diz. Ele sabe que ser um aluno USP já é um diferencial, mas que não pode se restringir a isso: “Na minha turma tem 50 alunos, então, serão 50 pessoas se formando em Engenharia de Computação. Eu tenho que ter um diferencial além disso.” 

Outra lição que Binário teve com a experiência na rádio está relacionada a equilibrar melhor o tempo entre os estudos e as atividades extras. “Eu prezo muito a versatilidade. Quero saber um pouco de tudo para poder me virar bem: aprender a desenvolver jogos, a divulgar como se faz um game, a me apresentar melhor.” O estudante finaliza contando a sensação que tem quando está no estúdio: “É muito divertido, é muito bom, é completamente diferente de estar no meu quarto gravando. Tem uma equipe apoiando e a estrutura do programa é séria. Ao mesmo tempo, tem toda uma pressão, mas quando você vê que dá certo, é uma sensação incrível. Você sente que está fazendo parte de uma coisa maior, ajudando a tocar para frente um projeto muito legal, que tem tudo para continuar. É uma sensação maravilhosa.” 

Uma sensação que os ouvintes podem sentir quinzenalmente, às segundas-feiras, ao sintonizarem a Rádio UFSCar (95,3 FM) às 21 horas. Os nove programas da primeira temporada do Por Trás dos Controles também estão disponíveis no Podcast da Rádio e no canal do Youtube do programa. Na última segunda, 13 de agosto, começou a segunda temporada. O próximo programa vai ao ar dia 27 de agosto, basta entrar no jogo e curtir. 

Gustavo Moura (ao centro) é o programador responsável pelo Por Trás dos Controles

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 
Fotos: Reinaldo Mizutani

Mais informações 
Sobre o FoG: www.fog.icmc.usp.br
Ouça a Rádio UFSCar (95,3 FM) pelo site e pelo aplicativo gratuito disponível para Android e iOS: www.radio.ufscar.br

Contato para esta pauta 
Assessoria de Imprensa do ICMC: (16) 3373.9666 
E-mail: comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Departamento de Sistemas de Computação do ICMC oferece bolsas de monitoria

Inscrições podem ser feitas até o dia 20 de agosto


Estão abertas, até 20 de agosto, as inscrições para bolsas de monitoria no departamento de Sistemas de Computação (SSC) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. A monitoria é para o período de setembro a novembro deste ano, o valor mensal das bolsas é de R$ 300,00 e a carga horária é de oito horas semanais, dedicadas ao exercício da monitoria, incluindo nesse tempo a orientação. 

Podem se candidatar alunos de graduação e pós-graduação da USP, desde que não possuam outras bolsas e tenham cursado a disciplina da qual serão monitores ou uma disciplina equivalente. Os interessados deverão se inscrever por meio de formulário eletrônico no link: icmc.usp.br/e/58a0c. Confira, abaixo, as disciplinas que estão oferecendo as vagas. 
  • SSC0108 - Práticas em Sistemas Digitais 
  • SSC0114 - Arquitetura de Computadores 
  • SSC0610 - Organização de Computadores Digitais 
  • SSC0745 - Sistemas Computacionais de Tempo-Real 
  • SSC0800 - Introdução à Ciência de Computação I 
  • SSC0801 - Laboratório de Introdução à Ciência de Computação I 
Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Secretaria do SSC (16) 3373.9655
E-mail: scc@icmc.usp.br

Maratona Brasileira de Programação: participe dos times do ICMC

Alunos de graduação e de pós-graduação da USP em São Carlos podem se inscrever na prova seletiva do ICMC



No ano passado, 72 times participaram da final nacional da Maratona de Programação

Se você quer representar o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, na próxima Maratona Brasileira de Programação deve se inscrever até sábado, 18 de agosto, no processo seletivo que ocorrerá no Instituto. A seleção será realizada dia 19 de agosto, domingo, a partir das 14 horas, quando os estudantes serão desafiados a resolver, individualmente, vários problemas de programação durante, no máximo, cinco horas. 

Os 18 melhores colocados estarão classificados para formar equipes compostas por três alunos que irão representar o ICMC na etapa regional da Maratona, que acontece no dia 15 de setembro em Piracicaba. Podem participar alunos de graduação e pós-graduação da USP, em São Carlos, independentemente do curso em que estejam matriculados. Também é preciso ter iniciado os estudos universitários em 2014 ou posteriormente, levando-se em conta a entrada no primeiro curso de graduação, ou ter nascido a partir de 1995 (confira os critérios neste link). Além disso, o estudante deve se cadastrar no portal Codeforces e se inscrever na seletiva por meio deste formulário eletrônico: icmc.usp.br/e/0fc9c. A seleção do dia 19 será realizada no laboratório 6-303 do ICMC. 

Além de todo o aprendizado que a participação em uma maratona de programação propicia aos estudantes, outra vantagem de se tornar um competidor é que a maioria das grandes empresas da área de tecnologia, como Google e Facebook, por exemplo, aplicam em seus processos de seleção questões muito similares às que aparecem nas maratonas. Dessa forma, participar das disputas passa a ser também uma vantagem competitiva no mercado de trabalho. 

No ano passado, um dos times do ICMC conquistou o segundo lugar entre as equipes brasileiras que participaram da Maratona, o que assegurou também a obtenção da terceira melhor colocação entre os competidores da América Latina. O resultado garantiu, ainda, o direito de participar da final mundial da competição em Beijing, na China, onde a equipe ficou em 56º lugar. “Ficamos honrados por poder representar o ICMC e o Brasil nessa importante competição ", disse Samuel Ferreira, um dos membros do time. 

Além de Samuel, fizeram parte da equipe – chamada Trei Linha – Lucas Pacheco e Rodrigo Weigert, todos eles estudantes do curso de Ciências de Computação do ICMC e membros do Grupo de Estudos para a Maratona de Programação (GEMA). Criado em 2007, o GEMA realiza, durante todo ano, treinamentos em laboratório e reuniões semanais.

Time de ouro do ICMC em 2017 participou da final mundial da competição em Beijing

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP 
Fotos: Divulgação

Mais informações 
Site da Maratona de Programação: http://maratona.ime.usp.br/
Formulário para inscrições: icmc.usp.br/e/0fc9c
Grupo de Estudos da Maratona de Programação (GEMA) no Facebook: https://www.facebook.com/groups/gemaicmc/

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Inscrições abertas para monitoria no departamento de Ciências de Computação

Estudantes podem se inscrever até a próxima segunda-feira, 20 de agosto


Estão abertas, até dia 20 de agosto, as inscrições para bolsas de monitoria no departamento de Ciências de Computação (SCC) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Podem participar alunos de graduação e pós-graduação da USP que não possuam outras bolsas.

As monitorias começarão em 1º de setembro e terão duração de três meses, com bolsa de R$ 300,00 mensais. O aluno precisa ter cursado a disciplina que pretende dar monitoria ou equivalente, além de ter disponibilidade para acompanhar presencialmente as aulas. Os interessados devem preencher o formulário online disponível em icmc.usp.br/e/f9229. Veja as disciplinas com vagas para monitoria abaixo:
  • SCC0201 - Introdução à Ciência da Computação II 
  • SCC0211 - Laboratório de Algoritmos Avançados 
  • SCC0252 - Visualização Computacional 
  • SCC0295 - Atividades Acadêmicas, Científicas, de Extensão e Culturais I
  • SCC0604 - Programação Orientada a Objetos 
  • SCC0607 - Estruturas de Dados III
  • SCC0268 - Seminários Avançados em Sistemas Hipermídia e Multimídia I
Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Formulário de inscrição: icmc.usp.br/e/f9229
Departamento de Ciências de Computação (SCC): (16) 3373-9671
E-mail: scc@icmc.usp.br

Inscrições com desconto para Escola Avançada em Big Data são prorrogadas até dia 17

Evento é voltado para pós-graduandos e profissionais de diversas áreas do conhecimento


Apresentar as mais avançadas e promissoras técnicas e ferramentas para análise de grandes volumes de dados. Este é o principal objetivo da segunda edição da Escola Avançada em Big Data Analysis, que acontecerá de 2 a 6 de setembro no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O prazo para fazer inscrição com desconto foi prorrogado até 17 de agosto.

O evento é composto por 10 minicursos, que serão apresentados por renomados pesquisadores do Brasil e do exterior. O público-alvo são alunos de pós-graduação e profissionais graduados em computação, estatística, engenharias, economia e áreas afins. Alunos de graduação serão aceitos, desde que estejam no último ano do curso. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas por meio do site do evento

Realização e apoio – A Escola é organizada pelo departamento de Ciências da Computação do ICMC e conta com apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), do Centro de Robótica de São Carlos (CRob) e da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP.

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC com informações da Assessoria de Comunicação do CeMEAI

Mais informações
Seção de Eventos do ICMC: (16) 3373-9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

Congresso Brasileiro de Software acontecerá pela primeira vez em São Carlos

Evento acontece de 17 a 21 de setembro na USP e as inscrições estão abertas


Quer conhecer as pesquisas, tendências e inovações mais recentes relacionadas ao desenvolvimento de software e ainda participar de um dos maiores eventos de computação científica do mundo? Basta comparecer à 9ª edição do Congresso Brasileiro de Software (CBSoft), que acontece de 17 a 21 de setembro. Trata-se de um dos maiores eventos que promove e incentiva a troca de experiências entre profissionais da indústria e pesquisadores da academia. Realizado pela primeira vez na capital nacional da tecnologia, o evento será no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site do evento: www.sbc.org.br/cbsoft2018. Os valores da inscrição variam de acordo com o nível de formação do participante e da data em que se inscrever. Destinada a graduandos, pós-graduandos, pesquisadores e profissionais da indústria, o CBSoft terá um público estimado em cerca de 700 participantes.

Ao longo dos cinco dias de evento, integram o CBSoft quatro simpósios tradicionais organizados pela comunidade brasileira de desenvolvimento de software. Além disso, o evento também conta com uma série de minicursos, workshops, tutoriais e palestras com convidados brasileiros e estrangeiros, entre outras atividades. Um dos destaques dessa edição é a trilha da indústria, que promoverá discussões sobre as possibilidades de cooperação entre academia, indústria e governo. “O principal objetivo da trilha é melhorar as condições de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Além de criar uma grande oportunidade para alunos e pesquisadores de engenharia de software e sistemas de informação estabelecerem uma cooperação com as empresas”, afirma Elisa Nakagawa, professora do ICMC e coordenadora geral do evento. A programação completa estará disponível, em breve, no site do congresso.

Outra novidade na programação é o painel 50 Anos de Engenharia de Software: história e perspectivas no Brasil que relembra a origem do termo engenharia de software, oficialmente instituído durante a Conferência de Engenharia de Software da OTAN, na Alemanha. O painel tem o objetivo de promover uma discussão acerca de como essa área tem evoluído desde o século passado no Brasil e no mundo.

Realização - Promovido pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC), integram o CBSoft quatro eventos tradicionais: Simpósio Brasileiro de Engenharia de Software (SBES); Simpósio Brasileiro de Componentes, Arquiteturas e Reutilização de Software (SBCARS); Simpósio Brasileiro de Testes de Software Sistemático e Automatizado (SAST) e Simpósio Brasileiro de Linguagens de Programação (SBLP). O congresso é organizado pelo ICMC, pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e pelo Instituto Federal de São Paulo (IFSP), campus São Carlos, e tem o apoio da Prefeitura Municipal de São Carlos.

Texto: Talissa Fávero - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP


Mais informações
Site do evento: www.sbc.org.br/cbsoft2018
Seção de eventos do ICMC: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

O pesquisador que traduz matemática para português




Professor da Universidade Nova de Lisboa, Rogério Martins criou programa sobre matemática que faz sucesso mundo afora

Foto: Denise Casatti
Tocador de áudio

Quando você viaja para um país e não compreende o idioma que é usado por aquela sociedade, é comum ter uma sensação de desconforto. Mas isso não nos impede de apreciar a beleza e o valor daquela língua incompreensível.

Encarar a matemática da mesma forma como lidamos com uma linguagem desconhecida talvez seja um dos caminhos para que os não matemáticos se sintam menos estrangeiros diante dessa ciência. Mesmo sem compreender tecnicamente o significado de uma equação, o pesquisador português Rogério Martins explica que isso não deve nos impedir de enxergar a beleza e a relevância do conhecimento matemático.
“Nós podemos gostar muito de ver alguém tocando piano e nunca nos inscrevermos em uma escola de piano e, portanto, desfrutar apenas da obra completa. É isso que faço com os meus programas em Portugal: é como fazer um concerto, de forma que o meu público possa apreciar a obra matemática, possa apreciar as relações, as ideias bonitas, sem ter de ver a parte mais técnica, que também está presente em muitas outras coisas. O pianista passou anos desenvolvendo a sua técnica, estudando coisas difíceis, mas no final ele pode maravilhar os outros só mostrando como toca. No fundo é o que eu faço com o programa Isto é Matemática”, explica.

O pesquisador Rogério Martins durante apresentação no encontro de matemáticos no Rio de Janeiro – Foto: Divulgação/ICM 2018

Ao comparar seu trabalho com o de um pianista, Rogério Martins nos ajuda a compreender que, mesmo não dominando a técnica matemática, ainda podemos apreciar essa ciência. Talvez seja por isso que o programa que criou e apresenta na TV em Portugal faça tanto sucesso mundo afora.

O programa é totalmente dedicado à divulgação da matemática, está na 11ª temporada e já conquistou diversas distinções: foi premiado pela Mostra Internacional de Ciência na TV VerCiência 2013 e nomeado para o European Science TV & Media Awards, na categoria de melhor programa geral televisivo, em 2014.

“Eu costumo dizer que não há uma forma certa ou errada de fazer divulgação científica. Nós podemos ser muito exuberantes porque queremos atingir um grande público, que é o tal entretenimento e, assim, fazer a divulgação como quem faz uma novela. Quando eu faço os episódios do meu programa, as preocupações são essas: arranjar uma história, criar um enquadramento, uma tensão, um desfecho, depois embrulhar tudo com humor. Ou seja, são exatamente as mesmas técnicas de quem faz uma novela ou um pequeno programa de entretenimento.”

Martins é professor da Universidade Nova de Lisboa e se tornou “o rosto da matemática em Portugal”, como foi apresentado antes de iniciar sua palestra no Congresso Internacional de Matemáticos (ICM) 2018, no Rio de Janeiro. Curiosamente, quando estava no ensino médio, ele confessa que não tinha uma grande paixão pela matemática.

“Na verdade, o que me apaixonava era a filosofia. Eu adorava a filosofia, adorava as ideias, relacionar as coisas, adorava ter argumentos para provar algo e discutir coisas. Quando eu me apaixonei pela matemática, foi quando descobri que a matemática era sobre ideias. Na verdade, a matemática para mim não é tanto sobre fazer contas, que é com o que as pessoas estão habituadas e normalmente identificam como matemática. Para mim, matemática são as ideias por trás das contas. Cada equação tem uma história. Então eu sempre gostei muito desse lado mais filosófico que está por trás da matemática. Eu até costumo dizer que a matemática é como se fosse um campo da filosofia muito especializado.”

Promovido pela Sociedade Portuguesa de Matemática, o programa Isto é Matemática também está disponível no Youtube e tem sido usado como material didático nas salas de aula em Portugal, em El Salvador e no Brasil. Se você nunca assistiu a um dos episódios, vale a pena conferir. É uma excelente oportunidade para quem quer se divertir e se sentir menos alienígena no mundo dos matemáticos.

Ouça acima a entrevista com o matemático Rogério Martins.

Denise Casatti, especial para o Jornal da USP


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Assessoria de Comunicação do ICMC-USP
Tel. (16) 3373-9666 / comunica@icmc.usp.br

Reportagem sobre matemática produzida pelo ICMC e pelo Jornal da USP é premiada

O especial “A matemática está em tudo!” conquistou o terceiro lugar do Prêmio IMPA-SBM de Jornalismo

Matemática pode explicar padrões encontrados em desertos – Imagem: arte sobre foto de Phillipo Lappicy

Nesta quinta-feira, 9 de agosto, foram anunciados os vencedores do Prêmio IMPA-SBM de Jornalismo. A série de reportagens A matemática está em tudo!, produzida por meio de uma parceria entre o Jornal da USP e o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, conquistou o terceiro lugar na categoria Matemática.

Sob coordenação da jornalista Denise Casatti, analista de comunicação do ICMC, a série traz matérias em texto, vídeo e áudio sobre pesquisas e projetos desenvolvidos na área, além de artigos de especialistas e histórias de estudantes que participaram de olimpíadas de matemática. As reportagens foram produzidas por Denise e também por Alexandre Wolf e Karine Rodrigues. O especial também contou com vídeos desenvolvidos pelo Centro de Ciências Matemáticas à Indústria (CeMEAI), podcasts e artigos de autoria de pesquisadores matemáticos.

Esta é a primeira edição do Prêmio IMPA-SBM de Jornalismo. A iniciativa é do Instituto de Matemática Pura e Aplicada e da Sociedade Brasileira de Matemática, com o objetivo de aproximar a matemática da sociedade e ampliar a divulgação científica no País.

A Comissão Julgadora analisou, ao todo, 72 trabalhos, inscritos nas categorias Matemática (31) e Divulgação Científica (41) para definir os finalistas.

A premiação ocorreu durante a solenidade de encerramento do Congresso Internacional dos Matemáticos (ICM, na sigla em inglês), no Riocentro, no Rio de Janeiro.

Com informações do IMPA

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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

ICMC anuncia tese de doutorado vencedora do Prêmio Gutierrez 2018

Plinio Murillo, que realizou o doutorado no Instituto de Matemática Pura e Aplicada, receberá premiação em cerimônia que acontece dia 27 de agosto na USP, em São Carlos

O colombiano Plinio Murillo é o vencedor do Prêmio Gutierrez 2018 (foto: Marcos Arcoverde / ICM 2018)

Quando o colombiano Plinio Murillo, 28 anos, deixou o país natal atraído pela excelência do ensino no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), onde fez mestrado e doutorado, repetiu a trajetória de outro matemático latino-americano, o peruano Carlos Gutierrez (1944-2008). Os dois não se conheceram, mas, simbolicamente, os caminhos deles acabam de se cruzar: Plínio Murillo é o vencedor do Prêmio Professor Carlos Teobaldo Gutierrez Vidalon 2018, destinado à melhor tese em matemática defendida no Brasil no ano anterior à premiação, nos quesitos originalidade e qualidade.

Criado em 2009 pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, a distinção homenageia Gutierrez, que trabalhou no IMPA até 1999. Depois, ele atuou como professor no ICMC, onde contribuiu com a criação e consolidação do grupo de pesquisa em sistemas dinâmicos. Das dez edições do prêmio, que é apoiado pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), o IMPA conquistou oito.

Murillo foi reconhecido pelo trabalho On arithmetic manifolds with large systole, sob orientação do professor Mikhail Belolipetsky. Na tese, foram estudados dois elementos geométricos – os cumprimentos de curvas e o volume – em espaços que têm forte ligação com teoria dos números, chamados variedades aritméticas. “O resultado principal é calcular a relação explícita entre o volume e o menor comprimento de uma curva fechada num tipo particular desses espaços”, detalha Murillo, contando que, desde cedo, gostou de combinar geometria e álgebra.

A notícia da premiação surpreendeu o pesquisador: “Foi uma grata surpresa! Fico muito feliz e agradecido aos responsáveis do prêmio por me conceder tamanha honra, que não é somente minha, mas de muitas outras pessoas que, de uma ou outra forma, tem me ajudado ao longo desses anos.

O professor Belolipetsky também foi surpreendido pela notícia e observou que, apesar de saber que a tese de Murillo é muito boa, ele disputava com outros trabalhos de excelência. Para o professor, prêmios como o Gutierrez são importantes por contribuir com a divulgação e a visibilidade do trabalho acadêmico e também podem ser úteis para a carreira de jovens pesquisadores.

“O prêmio Gutierrez já se tornou uma das principais distinções de nosso cenário acadêmico. Estamos muito contentes com esse importante reconhecimento da qualidade do trabalho realizado pelo Plínio na sua tese, orientado pelo Misha Belolipetsky”, ressalta o diretor-geral do IMPA, Marcelo Viana.

Como não esperava ser premiado, Murillo, que está no Rio de Janeiro participando do Congresso Internacional de Matemáticos (ICM) 2018, precisou adiar o retorno para Suíça, onde faz pós-doutorado. Ele participará da cerimônia de premiação, que acontece no próximo dia 27 de agosto, às 14 horas, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no ICMC. Gratuito e aberto a todos os interessados, o evento marca também o início do Workshop de Teses e Dissertações em Matemática do ICMC.

Texto: Assessoria de Comunicação do IMPA em parceria com a Assessoria de Comunicação do ICMC/USP


Mais informações
Site do Prêmio: premiogutierrez.icmc.usp.br
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666

Na engenharia, ele descobriu que seria pesquisador em matemática

Programa de iniciação científica da USP contribui para despertar a paixão de um aluno de Engenharia Elétrica pela matemática
Ex-aluno da USP, Guilherme hoje faz pós-doutorado na França e veio ao Brasil especialmente para participar do Encontro Mundial de Matemáticos – Foto: Denise Casatti

Quando ingressou na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, Guilherme Mazanti não imaginava que ali se abria uma oportunidade para se tornar pesquisador na área de matemática. No ensino médio, o interesse dele pelas ciências exatas aumentou depois de conquistar duas medalhas de ouro na Olimpíada Brasileira de Física, uma em 2003 e outra em 2004. Mas foi quando começou a graduação na USP, em 2016, que descobriu a paixão pela matemática.

“Quando eu estava no colegial, tinha uma visão bem restrita da matemática, pensava que era algo pronto, acabado e não havia nada de muito interessante a se fazer nessa área. Quando entrei na faculdade de Engenharia Elétrica na USP, em São Carlos, comecei a ter aulas de cálculo e geometria analítica, e vi que tinha muita coisa a ser feita”, lembra Mazanti.

No segundo semestre da graduação, quando cursou a disciplina de Álgebra Linear, ele percebeu que realmente gostava de matemática e pensou em participar de alguma iniciativa para aprender mais. Conversando com vários professores, ficou sabendo que Hildebrando Munhoz Rodrigues, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, oferecia um programa especial de iniciação científica. O programa era uma referência para os engenheiros que queriam estudar mais matemática. Guilherme se encontrou com Rodrigues no início de 2007 e passou a participar do programa em fevereiro.


O professor Hildebrando com os atuais estudantes que fazem parte do programa de iniciação científica, criado há mais de 20 anos. O professor já orientou 61 projetos de iniciação científica na USP – Foto: Denise Casatti

“O programa do Hildebrando é muito bom, não se limita aos cursos de cálculo, estudamos a parte de análise, que vai se concentrar mais nas demonstrações e na lógica, algo que um estudante de engenharia da USP normalmente não vê. O Hildebrando organiza muito bem o programa com seminários em inglês. Como já tinha interesse em ir à França, sabia que a prova seria em inglês e foi ótimo para ir treinando. Depois de dois anos de iniciação científica, fui para a França, tendo em mente que queria fazer matemática”, conta Mazanti.

Antes de concluir a graduação em São Carlos, ele foi aprovado em uma prova da École Polytechnique, na França, e conquistou uma bolsa de estudos para estudar lá. “Foi o programa de iniciação científica com o Hildebrando que me preparou para essa prova. Passei dois anos e meio na França fazendo um programa de duplo diploma. Voltei para São Carlos, terminei o curso na USP, retornei à França para o mestrado e doutorado e, agora, estou fazendo o pós-doutorado.”

Manzati veio ao Brasil para participar do Encontro Mundial de Matemáticos, evento que ocorre até dia 9 de agosto, no Rio de Janeiro, e apresentar o trabalho que está fazendo no pós-doutorado. “A conferência internacional dos matemáticos dá essa possibilidade de você mandar um resumo do seu projeto e, se for aceito, você apresenta em 15, 20 minutos, o conteúdo do seu trabalho.”

Atualmente, o engenheiro é pós-doutorando na Université Paris-Sud, no Laboratório de Matemática de Orsay. O trabalho que apresentou aborda um campo de pesquisa bastante novo na matemática: os jogos a campo médio.

Ele é um dos inúmeros estudantes que já participaram do programa de iniciação científica do professor Hildebrando. A iniciativa é realizada até hoje no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, em São Carlos, onde, aos sábados de manhã, você pode assistir aos seminários ministrados em inglês pelos estudantes.

Denise Casatti, especial para o Jornal da USP


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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Personagem do Youtube conecta jovens com o mundo da matemática

Joaquim e seu mentor, professor de matemática da Unicamp, protagonizam o canal “Fantástico Mundo Matemático”

Régis, o mentor de Joaquim, revela que sempre foi muito comunicativo e que a ideia de fazer divulgação científica em matemática sempre o cativou – Foto: Denise Casatti

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Com seu simpático sorriso, Joaquim tem chamado a atenção nos corredores do Riocentro, por onde anda desde o dia 1º de agosto, quando começou o Encontro Mundial de Matemáticos, evento que acontece até dia 9 no Rio de Janeiro. Muitos dos que param para cumprimentá-lo e tirar fotos conhecem Joaquim por causa do Fantástico Mundo Matemático, canal do Youtube em que ele atua.

A missão de Joaquim é contribuir para que mais jovens vivenciem o mundo da matemática. Um desafio que tem cumprido com maestria por causa de seu mentor, o matemático Régis Varão, professor do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica da Unicamp. Régis fez mestrado e doutorado no Instituto de Matemática Pura e Aplicada e pós-doutorado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

“Eu não sei de onde veio o Joaquim. A vida toda eu contava história, eu inventava história. Então, é algo que eu faço naturalmente. Às vezes eu estou dando aula, surge uma dúvida e eu simulo que sou algum aluno. Eu não sei, talvez eu tenha simulado o que faço em aula e aí veio o Joaquim”, conta o professor.

Joaquim é fruto da fértil imaginação de um pesquisador da área de Sistemas Dinâmicos e Teoria Ergódica, graduado pela Unicamp. O personagem facilita o estabelecimento de uma conexão entre os jovens e o mundo da ciência.

Joaquim é um dos participante do Encontro Mundial de Matemáticos, que acontece até dia 9 no Rio de Janeiro – Foto: Denise Casatti

“Para minha surpresa, alguém uma vez, um professor, me falou: olha, os alunos gostam muito do Joaquim porque eles falaram que têm as mesmas dúvidas do Joaquim. Como ele é mais brincalhão, os alunos estão se identificando com ele. Outro exemplo de como eu vou trazendo as pessoas para esse convívio da matemática: um rapaz tinha assistido a um dos vídeos e escreveu que precisou ver cinco vezes para poder entender. Aí eu respondi: nada na minha vida eu aprendo de primeira. Eu preciso pegar, reler, dar um tempo, pensar. É assim que funciona com todo mundo.”

Com o exemplo, Régis revela que a proposta do canal é exatamente essa: transmitir conceitos e ideias que vão além do conteúdo matemático explícito nos vídeos. Joaquim e Régis querem falar sobre a atitude proativa que precisamos ter diante da busca por um novo conhecimento. A experiência de criar o canal no Youtube mudou até mesmo a maneira como o próprio Joaquim enxerga a matemática.

“Como o Joaquim disse, ele começou a vivenciar a matemática. Ele realmente percebeu que a matemática é além daquela parte técnica. Isso é algo que ele diz que marcou muito: você viver a matemática é se divertir, é conversar com as outras pessoas e até mesmo interagir com a avó dele. E ele assumiu esse papel de levar essa vivência para as pessoas, algo que ele tem aprimorado ao longo do tempo.”

Joaquim e Régis são um exemplo criativo das infinitas possibilidades que existem para que possamos inspirar mais jovens a vivenciarem o fantástico mundo da matemática.

Ouça no áudio acima a entrevista com o professor Régis Varão


Denise Casatti, especial para o Jornal da USP


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terça-feira, 7 de agosto de 2018

A matemática que nasce de um floco de neve

Em evento no Rio de Janeiro, o francês Étienne Ghys falou sobre a geometria desse minúsculo objeto da natureza
Os cabelos brancos de Étienne Ghys remetem aos flocos de neve. Ele é um matemático francês, que trabalha com geometria e sistemas dinâmicos – Foto: Denise Casatti

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Você já observou um floco de neve bem de perto, como fazem os cientistas quando usam um microscópio? Se você nunca teve a oportunidade de ver uma fotografia desse minúsculo objeto da natureza, faça uma busca pela internet. Você vai se surpreender com a beleza que habita um simples floco de neve.

Encantado com essa beleza, o francês Étienne Ghys contou o que a ciência já sabe sobre os flocos de neve e o que ainda falta saber em uma palestra que ministrou no encontro mundial de matemáticos, evento que acontece até dia 9 de agosto no Rio de Janeiro. Apesar de nenhum floco de neve ser idêntico a outro, eles têm algo em comum: a forma hexagonal, pois são como estrelas de seis pontas. Étienne disse que, muito antes de existir um microscópico, em 1610, um dos cientistas mais famosos da história, o alemão Johannes Kepler, foi o primeiro a sugerir que havia simetria nos flocos de neve.

“O entendimento da natureza através da matemática é um conceito muito moderno. E as simetrias que Johannes tentou encontrar na natureza ainda hoje estão na raiz da ciência. As simetrias governam a matemática e a física.”

Diretor de pesquisas na Escola Normal Superior de Lyon, na França, e pesquisador honorário do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Étienne explicou como a ciência foi, aos poucos, compreendendo mais e mais sobre a geometria dos flocos de neve. Hoje, os pesquisadores são capazes de inserir fórmulas matemáticas em programas de computador e gerar imagens de flocos de neve muito parecidas com as que encontramos na natureza.

“O fato é que os matemáticos têm grande criatividade, mas as criações deles não são objetos concretos, são objetos artificiais, virtuais. Por isso, eles trabalham em um mundo externo, no mundo deles. E não é fácil comunicar essas coisas abstratas para outras pessoas. Às vezes, já é difícil se comunicar com outros matemáticos.”

De fato, nem sempre é fácil entender como funciona o mundo abstrato da matemática, mas vale a pena tentar. Pense que os flocos de neve têm algo em comum com os favos das colmeias das abelhas. Se dividirmos um favo ou um floco em pequenas partes, você verá que cada uma delas é semelhante à original. É como se os favos e os flocos possuíssem dentro de si cópias menores deles mesmos.

A partir do estudo dessa geometria, os matemáticos criaram objetos virtuais chamados fractais. A pesquisa desses objetos já está ajudando a humanidade a compreender fenômenos que ocorrem no mercado financeiro, aprimorar a transmissão de informações via fibra óptica, a mistura de substância e a análise de imagens médicas. Tudo isso a partir da matemática que nasceu com o estudo de um simples floco de neve.

Ouça no áudio acima a reportagem com o professor Étienne Ghys.


Denise Casatti, especial para o Jornal da USP

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