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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

FUVEST 2015: Desmistificando a matemática e suas infinitas possibilidades

“O matemático que morreu de fome” é apenas um exemplo dos muitos mitos que permeiam a vida pré-vestibular de quem cogita escolher um curso na área de matemática


A quantidade de oportunidades que se abrem diante de quem se forma na área da matemática pode ser comparada ao tamanho do universo dos números: infinito. Mas na hora de prestar o vestibular, esse universo se oculta diante dos olhos de muitos estudantes que gostam de matemática. Em vez de enxergar essas oportunidades, eles só são capazes de ver os mitos que assombram quem pensa em seguir por esse caminho.

O mito de que todo matemático é professor de matemática – Nem todo matemático é, necessariamente, um professor de matemática. Seguir a carreira de professor é apenas uma opção entre muitas outras que existem à disposição de quem gosta de matemática. O coordenador do Bacharelado em Matemática do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, Leandro Aurichi, assegura que faltam matemáticos no mercado de trabalho: os bancos e as agências de consultoria financeira demandam muito mais profissionais do que as universidades conseguem formar.

“São tantas ofertas que nossos alunos escolhem onde querem trabalhar: além da área financeira, um matemático pode atuar em empresas de gestão, de logística e até de marketing”, completa o coordenador do Bacharelado em Matemática Aplicada e Computação Científica, Gustavo Buscaglia.

Para enxergar o universo de possibilidades de atuação desse profissional, imagine onde a matemática pode ser empregada no mundo real. A busca pelo petróleo, por exemplo, se dá por meio de métodos matemáticos: ondas são enviadas para o subsolo e os ecos são analisados matematicamente. Dependendo das características desses ecos, são identificados os indícios da existência de petróleo naquele local.

Mais um exemplo: em uma fábrica de calçados, para aproveitar ao máximo os materiais, é preciso otimizar matematicamente a disposição das peças a serem cortadas. Esse é um desafio geométrico que demanda também o desenvolvimento de programas para realizar essa atividade automaticamente. 

Quem se encanta com as soluções da matemática para problemas concretos da humanidade como esses pode seguir o caminho do Bacharelado em Matemática Aplicada e Computação Científica (carreira 790 da FUVEST, curso 61), em que a matemática aplicada liga-se à computação. No entanto, é fato que a vocação para o ensino acomete muitos matemáticos. Entre esses, estão os que escolhem dar aulas para o ensino médio e fundamental e, para isso, cursam Licenciatura em Matemática (carreira 790, curso 62). Na Licenciatura, o objetivo é, especificamente, formar professores, possibilitando aos estudantes obter uma visão ampla do conhecimento matemático e pedagógico. Nesse sentido, esse profissional pode se especializar em educação, educação matemática ou administração escolar.

Há também quem deseja se tornar um pesquisador-professor universitário, binômio inseparável. Esse nicho de mercado costuma ser ocupado pelos Bacharéis em Matemática (carreira 790, curso 62). Quando eles não se dirigem ao mercado de trabalho, optam pela carreira acadêmica e prosseguem os estudos com a pós-graduação (mestrado e doutorado). Alunos dos demais cursos também podem seguir carreira acadêmica e se tornarem aptos a dar aulas no ensino superior e a realizar pesquisas na área da matemática, as quais nem sempre estão relacionadas aos problemas do mundo real. 

Vale lembrar que tanto aqueles que querem seguir a Licenciatura quanto quem quer o Bacharelado, na hora de se inscrever no vestibular FUVEST, escolhe uma mesma opção de carreira (790) e curso (62). Isso porque o estudante só vai decidir qual caminho seguir após o terceiro semestre do curso, já que, até esse momento, as disciplinas são comuns para as duas habilitações (Licenciatura e Bacharelado). 

ICMC oferece cinco cursos de graduação para os amantes da matemática
O mito do matemático que morreu de fome – O medo de não conseguir garantir a própria sobrevivência no futuro é outro mito recorrente entre os vestibulandos que gostam de matemática. Esse mito está muito ligado ao anterior – “todo matemático é professor de matemática” –, por isso, cogita-se que tenha se fortalecido juntamente com a disseminação da “síndrome do professor mal remunerado”. Certamente, surgiu em sua mente aquele cenário tradicional de uma escola pública de ensino médio e fundamental com falta de professores de matemática e baixos salários.

“Todos têm opiniões prontas sobre mercado e salário de professores. Obviamente, não direi que o salário não é um problema e que o professor não precisa ser melhor valorizado no Brasil, mas existem sim boas condições de trabalho e formas de atingir os objetivos sendo um profissional bem formado, bem capacitado e comprometido com seu trabalho”, afirma o professor Marcelo Pereira, que se formou em Licenciatura em Ciências Exatas (carreira 815, curso 68). O curso é oferecido pelo ICMC em parceria com os institutos de Física e de Química e possibilita obter habilitação em Física, Química e Matemática.

Vale ressaltar que o cenário do pleno emprego é uma realidade para os professores de matemática, embora não se possa negar que a questão da remuneração ainda seja um problema no ensino público. Por outro lado, para os matemáticos que decidem atuar como pesquisadores em instituições de ensino superior e dar aulas nessas instituições, as perspectivas de remuneração são bem mais animadoras. Segundo Aurichi, apesar de ter um bom salário, os matemáticos que seguem carreira acadêmica ganham menos do que aqueles que vão para o mercado, pois a disputa acirrada por profissionais torna os salários iniciais bastante atraentes. “Nossos alunos recém-formados têm ingressado no mercado de trabalho com salários que variam de R$ 3,5 a 4 mil e com ótimas perspectivas de crescimento profissional nas empresas”, completa Buscaglia.

O mito do matemático que morreu de fome assombrou por muito tempo o aluno do ICMC André Luís Soares, levando-o a prestar vestibular para engenharia mecânica por dois anos seguidos, sem sucesso. Só então, arriscou assinalar a opção do Bacharelado em Matemática Aplicada e Computação Científica. Começou o curso e descobriu que não gostava da mistura entre matemática e computação. Então, transferiu para o Bacharelado em Matemática. “Antes de prestar o vestibular, a gente fica se perguntando: será que vou gostar? Você só vai descobrir se tentar. Depois de entrar na universidade, se não gostar do curso, basta transferir para outro”, ensina Soares.

O professor Aurichi revela que 16,22% dos alunos que se formaram no Bacharelado em Matemática, de 2009 a 2013, são estudantes provenientes de outros cursos da USP. Fica a dica: “Se você gosta de ciências exatas e, na hora de prestar o vestibular, escolher um curso que não atenda ao seu perfil, é muito fácil realizar uma transferência para outro curso no ICMC”. Descartamos aqui mais um mito, o de que “você não pode errar na hora de escolher um curso no vestibular”.

Contas? Não conte com o matemático!
O mito de que todo matemático sabe fazer contas – As alunas do ICMC Graziele Bombonato, da Licenciatura em Matemática, e Oriana Ortiz, do Bacharelado em Matemática, confessam que ficam furiosas quando, na hora de pagar a conta na mesa do bar, são requisitadas para fazer os cálculos: “A gente não sabe fazer contas”.

Entre os profissionais das ciências exatas, segundo o professor Aurichi, o matemático é o que menos sabe calcular: “A matemática que os alunos encontram na universidade é completamente diferente da matéria que eles aprenderam no ensino médio e fundamental. Aqui, nós não estamos interessados em fazer contas, mas em entender como as coisas funcionam e as relações entre essas coisas. É uma busca por uma compreensão mais qualitativa que quantitativa”.

Para um matemático, muitas vezes, é suficiente saber que a reposta para uma questão existe e é passível de ser calculada. Depois de descobrir isso, ele simplesmente não precisa fazer conta.

O mito de que matemática não combina com outras ciências – Cada vez mais as ciências exatas são reconhecidas como relevantes para o desenvolvimento de outras ciências. Da biologia à sociologia, é possível encontrar inúmeros exemplos de matemáticos que buscam desenvolver modelos para entender como as coisas funcionam nesses diferentes campos do saber. Quando chega a época das eleições, esse fenômeno fica ainda mais evidente com as inúmeras análises estatísticas que tentam prever o que acontecerá nos rumos políticos do país.

“Toda a ciência que tem algo a ver com a natureza e com o mundo real precisa da estatística”, diz Aurichi. O Bacharelado em Estatística (carreira 790, curso 63) é outra opção de curso oferecido pelo ICMC e quem se forma nessa área pode atuar em inúmeros setores, tendo em vista que o emprego das metodologias estatísticas tornou-se uma prática comum em bancos, seguradoras, na medicina, na biologia, na indústria de forma geral e no governo. Daí a conclusão de que a probabilidade de um estatístico ficar desempregado atualmente tende a zero.

Vale dizer que os estatísticos costumam atuar nos bastidores, auxiliando outro profissional a desenvolver sua área de atuação. Por isso, os estudantes desse curso precisam ter capacidade de relacionamento interpessoal e de trabalhar multidisciplinarmente, já que sempre irão atuar com pessoas de diferentes campos do conhecimento. Essa é mais uma opção para quem ama matemática, um campo tão infinito de possibilidades.

Se algum mito ainda o impossibilita de abraçar a matemática, apesar de gostar muito dela, não hesite em nos escrever: comunica@icmc.usp.br

Saiba mais:
Acesse as grades curriculares dos cursos da área de matemática oferecidos pelo ICMC. Assim, você poderá conhecer todas as disciplinas que farão parte da sua trajetória em cada um deles:
Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Fotos: Reinaldo Mizutani – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Serviço de Graduação do ICMC
Telefone: (16) 3373.9639
E-mail: grad@icmc.usp.br

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

FUVEST 2015: A difícil escolha entre Ciências de Computação, Engenharia de Computação e Sistemas de Informação

Depois de decidir pelo caminho da computação, os vestibulandos precisam fazer uma escolha adicional nada fácil entre cursos que têm muito em comum, mas também diferenças relevantes; inscrições para a FUVEST vão até 8 de setembro


Para os vestibulandos que decidem percorrer a carreira da computação, a escolha profissional tem uma dose de emoção adicional: qual caminho seguir na encruzilhada entre Ciências de Computação, Engenharia de Computação e Sistemas de Informação? Quando o assunto é uma graduação na área de computação, os três cursos mais conhecidos no Brasil possuem muitas características em comum, mas há diferenças.

“Os alunos desses cursos terão contato com muitas das áreas da computação e terão uma sólida base matemática. Vão estudar programação, banco de dados, eletrônica, redes de computadores, inteligência artificial, entre tantas outras. A diferença é que, depois desse núcleo de disciplinas em comum, cada curso direciona o aluno para um caminho um pouco diferente”, explica o professor Thiago Pardo, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

No caminho das Ciências de Computação, a trilha é software: “O aluno conhecerá a fundo os fundamentos e as teorias de computação, terá mais disciplinas voltadas para ensinar programação avançada, bancos de dados, web, desenvolvimento de software, sistemas operacionais”, conta o professor. 

A estrada da Engenharia de Computação é mais hardware: “Aqui, estuda-se mais a fundo a parte de elétrica e eletrônica, de placas e circuitos. Há também disciplinas tradicionais das engenharias, como mais química e mais física do que nos outros cursos”, explica Pardo.

Já na jornada pelos Sistemas de Informação, além do desenvolvimento de software, o destaque é a gerência de processos e de produtos, os processos de implantação e gestão de software. “Porque o objetivo é formar profissionais capazes de projetar e desenvolver os sistemas que controlam os negócios de uma empresa”, completa o professor.

Para exemplificar, de maneira simplista, pense em um smartphone. Se você gosta de instalar aplicativos no aparelho e adoraria desenvolver seus próprios aplicativos, há indícios de que Ciências de Computação é o seu caminho. Se você também gosta de lidar com pessoas, de gerenciar grupos de conversa e processos de desenvolvimento, Sistemas de Informação pode ser uma boa opção. Mas se a sua vontade é de desmontar o aparelho, entender e pesquisar o que tem lá dentro, então, considere Engenharia de Computação.

Diferença entre os três cursos foi a pergunta mais repetida
pelos estudantes durante a 8ª Feira de Profissões da USP

Eu quero desenvolver jogos – Na opinião do professor, os estudantes de qualquer um desses três cursos terá acesso ao conhecimento que dá base para o desenvolvimento de games. Mas o curso de Ciências de Computação costuma ser o mais recomendado nesse caso, já que o aluno terá disciplinas de programação avançada, então, poderá lidar melhor com os desafios que envolvem esse campo profissional. Na USP em São Carlos, o grupo de desenvolvimento de jogos Fellowship of the Game (FoG) é aberto à participação de alunos de todos os três cursos de graduação. 

Eu quero construir um robô – Formar-se em um desses três cursos também abre as portas para quem deseja trabalhar pesquisando e desenvolvendo tecnologias associadas à robótica. No entanto, aqui o caminho mais indicado é o da Engenharia da Computação, pois propiciará ao aluno conhecer detalhadamente aspectos técnicos relacionados ao funcionamento dessas máquinas. O grupo de robótica da USP em São Carlos, o Warthog Robotics, também é aberto à participação de alunos de todos os cursos de graduação.

Eu quero ter meu próprio negócio – Quem pretende abrir uma empresa no futuro, tal como as famosas empresas nascentes da área de tecnologia (startups), também poderá escolher qualquer um desses três cursos. Mas Sistemas de Informação costuma ser a recomendação, já que o aluno terá mais disciplinas relacionadas a empreendedorismo e administração. No ICMC, os alunos desses três cursos podem ter a experiência de gerenciar uma empresa júnior ao participar da ICMC Júnior.



Em todos os caminhos, emprego garantido – A árdua tarefa de decidir por um desses caminhos tem recompensa certa no final: emprego garantido. Como coordenador do curso de Ciências de Computação do ICMC, o professor Thiago Pardo está em sintonia com o que acontece no mercado de trabalho e garante: “No ano passado, a estimativa era de que existissem 100 mil vagas de trabalho não preenchidas nessa área por falta de profissionais qualificados”.

A demanda é tão grande por profissionais que, nos processos seletivos, já não existe uma diferenciação entre os formados nos cursos da área de computação. Como as universidades não são capazes de formar profissionais na velocidade e na quantidade suficientes, hoje, quem tem um diploma em um desses três cursos vai concorrer por todas as vagas disponíveis na área, onde há oportunidades para diferentes níveis: de programador a gerente ou líder de projetos de software. “O mercado de trabalho provavelmente não vai diferenciar o aluno que se formou em um curso ou em outro. Então, o que manda na hora de escolher o caminho é mesmo a aptidão de cada um”, conclui Pardo.

Vale lembrar que as profissões relacionadas à tecnologia da informação estão entre as melhores do mundo, segundo o site norte-americano especializado em empregos CareerCast.com. Considerando-se as 20 melhores profissões do mundo, engenheiro de software está na 7ª colocação, seguido pelo analista de sistemas computacionais no 8º lugar e, na 19ª posição, está o administrador de sistemas computacionais. O destaque para o desenvolvedor de software também aparece em outra pesquisa, divulgada pela revista Forbes no final do ano passado, em que se revela que essa é a profissão mais bem remunerada nos Estados Unidos e que apresentou o maior incremento no número de postos de trabalho. Outra pesquisa interessante, publicada pela revista Info Exame no início deste ano, mostra qual é a média salarial para mais de 180 cargos da área de tecnologia da informação no Brasil. 

Saiba mais:
Acesse as grades curriculares dos cursos de computação oferecidos pelo ICMC. Assim, você poderá conhecer todas as disciplinas que farão parte da sua trajetória em cada um desses cursos:

Ciências de Computação: icmc.usp.br/e/19a51
Engenharia de Computação: icmc.usp.br/e/8ddba
Sistemas de Informação: icmc.usp.br/e/d8f1d

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Fotos: a última imagem (computador) é de autoria de Nilton Junior/Artyphotos; as demais são de autoria de Denise Casatti/Assessoria de Comunicação ICMC/USP

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Telefone: (16) 3373.9639
E-mail: grad@icmc.usp.br

terça-feira, 19 de agosto de 2014

FUVEST 2015: ICMC mostra que é possível sonhar em estudar na USP

Durante visita monitorada, estudantes do ensino médio puderam conhecer os oito cursos de graduação oferecidos pelo Instituto e conferir, na prática, os resultados de algumas pesquisas realizadas em São Carlos

Robô humanoide NAO foi uma das atrações da mostra tecnológica
Ao olhar o robô humanoide NAO, a estudante Gabriela Batistela, 17 anos, quase não acreditou que estava em um Instituto de ensino e pesquisa no Brasil: “Eu achava que esses robôs só existiam no exterior. Não imaginava que isso estava aqui do meu lado”. Aluna do terceiro ano do ensino médio do Colégio CAASO, em São Carlos, Gabriela é um dos 110 estudantes que estiveram no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP na última quarta-feira, 13 de agosto, participando da visita monitorada.

“Essa é uma oportunidade para que vocês sonhem em estudar na USP”, declarou a professora Solange Rezende, presidente da Comissão de Cultura e Extensão do ICMC na abertura do evento. “É o momento em que abrimos as portas para mostrar o que temos aqui, as profissões do futuro”, completou. Além de conhecer mais detalhadamente os oito cursos de graduação oferecidos pelo Instituto, os jovens puderam conferir a infraestrutura disponível no local e, durante a mostra tecnológica, observaram, na prática, algumas pesquisas realizadas no ICMC. 

O estudante Marcus Vieira, 17 anos, que está terminando o curso técnico de Informática para Internet no Senac, em Araraquara, encantou-se por um dos dispositivos apresentados na mostra tecnológica: “Você olha as letras na tela do computador e, automaticamente, o equipamento detecta o que você olhou, formando as palavras. Achei muito inteligente. Eu nunca tinha visto nada parecido”. 

Já Samuel Pelaquim, 14 anos, aluno do primeiro ano do Ensino Médio da Fundação Educacional Dr. Raul Bauab, de Jaú, ficou impressionado com as aplicações da matemática nas diferentes áreas do conhecimento. “Aqui, consegui enxergar a matemática aplicada no mundo real. A gente não vê isso na escola. Não sei que carreira vou seguir no futuro, mas o que estou aprendendo vai me ajudar a escolher um caminho, com certeza”, refletiu.

No tour pelo ICMC, estudantes conheceram o Museu de Computação Odelar Leite Linhares
Bolsas e oportunidades no exterior – A visita monitorada faz parte do Programa USP e as Profissões, coordenado pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP. Um dos destaques do evento no ICMC foi a apresentação da professora Renata Fortes, presidente da Comissão de Graduação do Instituto. Ela mostrou os programas de permanência estudantil disponibilizados pela USP como apoio moradia, auxílio alimentação, auxílio transporte e auxílio livros, além de explicar aos estudantes que é possível obter bônus no vestibular da Fuvest, caso eles tenham cursado ou estejam cursando uma escola pública. Para disponibilizar informações detalhadas sobre esses assuntos, a USP criou a campanha #vocêtambémpode, bastando o estudante acessar o site www.prg.usp.br/vocetambempode para entender como poderá usar esses benefícios.

A professora ressaltou também que cerca de 10% dos alunos de graduação do ICMC estão hoje espalhados pelo mundo, participando de programas de intercâmbio estudantil no exterior. “Essa oportunidade de viver no exterior está possibilitando a esses estudantes conhecerem na prática o que está sendo desenvolvido nas melhores universidades fora do nosso país. Eles reconhecem que o trabalho realizado aqui em São Carlos é equiparável ao que se faz lá fora”, finalizou a professora.

Truques com cartas instigaram estudantes
Os estudantes também tiveram a oportunidade de conhecer o Seminário de Coisas Legais, um evento periódico que mobiliza os estudantes do ICMC. Durante a visita monitorada, o professor Leandro Aurichi apresentou alguns truques que podem ser realizados com cartas a partir da compreensão de simples conceitos matemáticos. Um exemplo de que matemática também pode ser um assunto bem legal.

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Fotos: Reinaldo Mizutani - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Canal no Youtube para assistir a alguns vídeos do Seminário de Coisas Legais:
Campanha da USP para incentivar os alunos a ingressarem na universidade:
Assessoria de Comunicação do ICMC: comunica@icmc.usp.br
Telefone: (16) 3373.9666

terça-feira, 12 de agosto de 2014

FUVEST 2015: ICMC esclarece dúvidas dos estudantes na 8ª Feira de Profissões da USP

A diferença entre os cursos oferecidos pelo Instituto foi a questão mais ouvida no estande, onde professores, alunos e estudantes buscaram mostrar as vantagens de estudar em São Carlos


Da Bahia para São Paulo: Eva visitou estande do ICMC

Ela veio de Salvador, na Bahia, para esclarecer suas dúvidas na 8ª Feira de Profissões da USP, no Parque de Ciência e Tecnologia (CienTec) em São Paulo. A distância que Eva Salustino percorreu para chegar ao estande do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, mostra o quanto esse evento é importante para os estudantes do ensino médio decidirem qual carreira seguir. Ela estuda na escola Panamericana da Bahia e ainda não sabe se fará faculdade no Brasil ou no exterior. 

“Eu também vim para a feira para conhecer mais sobre as profissões, porque estava muito indecisa sobre isso. Eu acho muito interessante a área de computação: tem muita vaga de emprego, muito dinheiro, muitas oportunidades... Pode ser muito interessante e ajudar muito as pessoas. Além disso, faltam mulheres nesse campo”, explicou a estudante, que veio a São Paulo junto com uma excursão organizada pela escola. 

Eva não sabia que a USP possui um campus em São Carlos, nem que no ICMC há três opções de cursos na área de computação: Ciências de Computação, Sistemas de Informação e Engenharia de Computação – esse último é oferecido em parceira com a Escola de Engenharia de São Carlos. “Foi muito interessante ouvir um aluno explicando que na USP você aprende a lógica para aprender a programar”, afirmou.

A 8ª Feira de Profissões da USP aconteceu no final da última semana e durou três dias, de 7 a 9 de agosto. Estima-se que mais de 50 mil estudantes visitaram os estandes das unidades da USP, que estão espalhadas pelos sete campi da Universidade, localizados em Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto, São Paulo e São Carlos.

“Essa foi a terceira vez que eu participei de uma Feira de Profissões. É sempre bom poder contribuir, principalmente quando entramos em contato direto com os nossos futuros alunos. Espero que todos aqueles que nos visitaram tenham ficado com uma excelente impressão dos nossos cursos. Fizemos de tudo para divulgá-los e aumentar o interesse dos alunos”, revelou a professora do ICMC Cristina Ciferri.

“A percepção que tivemos foi de que este evento foi um grande sucesso, para a USP de um modo geral devido ao grande fluxo de visitantes, mas principalmente para o ICMC, que pôde se apresentar e oferecer uma simpática e amigável recepção a todos os alunos que nos visitaram”, completou outro professor do ICMC Fernando Osório.


Diferença entre os cursos - Qual a principal diferença entre os três cursos oferecidos pelo ICMC na área de computação? Essa foi uma das questões mais ouvidas pelos professores, alunos e funcionários que estavam no estande do ICMC. Basicamente, o aluno que opta por seguir o caminho das Ciências de Computação (carreira 710 da FUVEST, curso 16) terá uma formação básica em matemática, programação e sistemas de hardware e software. O curso possui várias disciplinas em banco de dados, sistemas de decisão, robótica, redes de computadores, computação gráfica, inteligência artificial e desenvolvimento de software. 

Já quem escolhe Engenharia de Computação (carreira 765, curso 30), terá uma formação que mescla engenharia elétrica e computação. Nesse caso, esse profissional também estará envolvido em disciplinas que lhe darão uma visão do mercado de informática, ética e administração. Apenas para citar um exemplo: quando pensamos em um smartphone, é o engenheiro de computação que vai estudar os meios de integrar os componentes do telefone, de forma que os circuitos sejam suficientemente pequenos e para que possam operar adequadamente. Ele vai se envolver também na avaliação do consumo de energia, na dissipação de calor, no projeto das antenas, assim por diante. Ou seja, o engenheiro está muito envolvido com o dispositivo em si – o hardware – enquanto o foco do cientista da computação está mais nos softwares que funcionarão dentro desse dispositivo.

Outra opção é o curso de Sistemas de Informação (carreira 810, curso 67). Aqui, o aluno encontrará várias disciplinas ligadas às áreas de negócios, administração, economia e ética na profissão. Os sistemas que controlam os negócios de uma empresa – por exemplo: tarifação de chamadas, promoções, controle de pagamento por débito automático, sistemas web, etc. – são projetados e desenvolvidos por profissionais dessa área. 

Uma dúvida que também atormenta muitos estudantes é a diferença entre a Licenciatura e o Bacharelado em Matemática (carreira 790, curso 62). No caso da Licenciatura, o objetivo é formar professores para os ensinos Fundamental e Médio, além de possibilitar uma visão ampla do conhecimento matemático e pedagógico para que o profissional possa especializar-se em educação, educação matemática ou administração escolar. Já o Bacharel em Matemática poderá atuar tanto na área acadêmica, atuando como pesquisador e professor universitário, como em outras áreas do mercado como bancos, corretoras e financeiras. Vale lembrar que, só após o terceiro semestre do curso, os estudantes decidem se querem seguir a Licenciatura, o Bacharelado ou ambas as habilitações.

Além disso, poucos sabem que há mais três opções de cursos no ICMC: Bacharelado em Matemática Aplicada e Computação Científica (carreira 790, curso 61), Bacharelado em Estatística (carreira 790, curso 63) e Licenciatura em Ciências Exatas (carreira 815 da FUVEST, curso 68). No caso dos profissionais formados em Matemática Aplicada e Computação Científica, eles irão tratar dos problemas concretos do mundo através dos números, utilizando o computador como ferramenta de trabalho. Nesse caso, vão trabalhar na indústria, no comércio e na área de finanças. Já o profissional da área de Estatística pode atuar em inúmeros setores, tendo em vista que o emprego das metodologias estatísticas tem se tornado uma prática comum em bancos, seguradoras, na medicina, na biologia, na indústria de forma geral e no governo.

Quanto à opção da Licenciatura em Ciências Exatas, o objetivo também é formar professores para os ensinos Fundamental e Médio, mas aqui o aluno poderá optar por obter a habilitação em Matemática, Física ou Química. O estudante Matheus Mello, do Colégio São Roque, de São Roque, no interior de São Paulo, não sabia que havia a possibilidade de fazer uma Licenciatura em Ciências Exatas nem que esse curso era oferecido no campus da USP em São Carlos. Para ele, foi uma excelente descoberta, já que estava indeciso entre Física e Química. “Eu já fui até em feiras de outras universidades com essas dúvidas, mas nenhuma outra me esclareceu tanto quanto aqui”, disse.

Para Matheus, saber que existe Licenciatura em Ciências Exatas em São Carlos foi uma grande descoberta

Programa “USP e as Profissões” - A Feira das Profissões faz parte do programa “USP e as Profissões”, da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, que tem como objetivo fornecer subsídios aos estudantes para que, com a ajuda de seus familiares e professores, orientem-se na importante tarefa de optar por uma carreira profissional. 

“A Feira tem um papel de destaque e é um instrumento importante de inclusão social, porque oferece informações sobre a Universidade para um grande público que, muitas vezes, não sabe que os cursos de graduação da USP são gratuitos e que a Universidade oferece programas de apoio à permanência estudantil, como moradia e alimentação”, destacou o reitor Marco Antonio Zago, na abertura do evento.

Outra iniciativa relevante da Pró-Reitoria é a campanha #vocetambempode, que tem o objetivo de estimular os estudantes da rede pública a ingressarem na USP. Para saber mais sobre a iniciativa, acesse o site (www.prg.usp.br/?page_id=15640) ou a página da campanha no Facebook (www.facebook.com/prg.usp).

Confira mais imagens na página do ICMC no Facebook: icmc.usp.br/e/af855
Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

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Assessoria de Comunicação do ICMC
Telefone: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br