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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Tecnologia inovadora desenvolvida no ICMC contribui para combater dengue, malária e pragas agrícolas

Sensor e armadilha inteligentes criados por pesquisadores possuem baixo custo e podem ser aplicados para resolver problemas da saúde pública e da agricultura


Como a inteligência artificial pode ajudar na luta contra insetos que causam doenças e pragas agrícolas? Uma pesquisa do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, contribui para responder essa questão. Os pesquisadores desenvolveram uma tecnologia inovadora capaz de identificar quantos e quais mosquitos estão em determinada área por meio do reconhecimento automático das espécies, a fim de combater os efeitos nocivos dos insetos.

Financiada atualmente pela FAPESP, a pesquisa resultou no desenvolvimento de dois principais produtos: um sensor e uma armadilha, que devem contribuir para a saúde pública e a agricultura, combatendo pragas agrícolas e insetos vetores de doenças em determinada região, sem prejudicar espécies benéficas, como abelhas, por exemplo. A tecnologia desenvolvida possui, ainda, potencial para ser amplamente comercializada, devido ao baixo custo de produção.

Batista: "Sensor identifica onde o inseto está em tempo real"
A armadilha representa um avanço tecnológico em relação às que existem hoje. “Para medir a densidade dos insetos que há numa região, por exemplo, já existe uma armadilha não seletiva, ou “armadilha adesiva”, como é mais conhecida. O problema é que ela acaba capturando tudo, inclusive insetos que não precisariam ser capturados”, contou o coordenador da pesquisa, Gustavo Batista.

Os pesquisadores acreditam que essa tecnologia seja eficaz, principalmente, no combate aos mosquitos de gênero Anopheles, vetores da malária, e aos mosquitos do gênero Aedes, vetores da dengue e da febre amarela. “Durante as campanhas de prevenção da dengue, é comum os agentes percorrerem bairros nos quais as pessoas foram diagnosticadas com dengue, entrando nas casas em busca de locais em que os mosquitos podem se reproduzir ou com a finalidade de pulverizar inseticida”, explicou Batista. “Entretanto, existe um grande hiato entre o momento em que a pessoa foi contaminada pela doença e o momento em que a campanha é feita. Esse hiato pode ser de apenas algumas semanas, mas isso representa mais do que o tempo de vida de um mosquito adulto. A vantagem do sensor é que ele permite identificar onde o inseto está em tempo real”, completou o professor.


Como funciona o sensor


Como podemos observar na figura acima, o sensor a laser usado para identificação dos insetos funciona da seguinte forma: ao atravessar a luz emitida pelo laser, as asas do mosquito impedem, parcialmente, a passagem da luz e, por estarem em movimento, causam pequenas variações, que são captadas pelos fototransistores. Essas variações são filtradas, amplificadas e gravadas por meio de uma placa eletrônica de circuito.

Cada espécie analisada produz um sinal ligeiramente diferente da outra, o que possibilita aos pesquisadores compararem, computacionalmente, os sinais de cada uma, identificando as diferentes espécies. Os sinais obtidos pelo sensor são bastante similares a sinais de áudio. A diferença é que os dados obtidos não são originários de variação nas ondas sonoras, mas sim da variação da luz. A vantagem disso é que o sensor é totalmente surdo para qualquer agente que não atravesse a luz do laser, portanto, não sofre interferência externa, como sons de pássaros, carros ou ruído dos aviões.

Um fator adicional importante do sistema é que sua produção tem um custo muito baixo. “É possível produzir o sensor investindo-se cerca de R$ 30, por isso, o equipamento pode ser amplamente comercializado”, disse o professor.


Além dos mosquitos da dengue e da malária, a pesquisa também coletou dados e criou sistemas de reconhecimento automático para as seguintes espécies: mosca-de-banheiro, mosca-da-fruta, mosca doméstica, joaninha, besouro, abelha, entre outros. O trabalho mostrou, ainda, que é possível diferenciar mosquitos vetores de doenças dessas outras espécies com uma percentagem de acerto entre 98 e 99%.


Como funciona a armadilha inteligente


Primeiramente (1), o inseto precisa ser atraído para a armadilha. Batista explica que, para isso, pode-se usar um atrativo como o dióxido de carbono, substância capaz de atrair as fêmeas de mosquitos: “Quando um mosquito se aproxima da entrada do dispositivo, ele é puxado pelo fluxo de ar em direção ao sensor a laser, já que existe um pequeno ventilador acoplado à armadilha”.

Depois de entrar na armadilha (2), o inseto passa pela luz do laser emitida pelo sensor, tal como explicado anteriormente. A diferença é que, no caso da armadilha, há uma porta (3) que pode capturar o inseto ou deixá-lo sair, dependendo da avaliação que será feita pelo sensor (4).

“É o sensor que vai decidir se prende ou solta o inseto. Se o inseto fica preso, o ar o empurra para uma segunda câmara, onde é retido pelo papel adesivo”, completou o pesquisador. Dessa forma, na armadilha inteligente, ficam grudados no papel apenas os insetos desejados, o que possibilita estimar com facilidade sua densidade populacional.

Para tornar o sensor capaz de decidir qual espécie deve ser capturada e qual deve permanecer livre, é preciso empregar técnicas de aprendizado de máquina. Entra em campo a inteligência artificial. 

“O sensor pode classificar qualquer espécie de inseto, para isso é necessário que sejam coletados exemplos das espécies desejadas”, considerou o mestrando do ICMC, Diego Furtado Silva, um dos pesquisadores do projeto. Ele explica que, com esses exemplos, são obtidos dados sobre cada espécie, os quais fornecem um conhecimento prévio a respeito de como funciona o batimento das asas de cada uma. Assim, é possível desenvolver algoritmos (sequências de comandos em um computador), possibilitando ao sensor reconhecer quando é o momento de capturar uma espécie e quando é o momento de dispensá-la.


Iniciativa e resultados - A pesquisa teve início em 2011, quando o professor Batista estava fazendo seu pós-doutorado na Universidade da Califórnia, em Riverside, nos Estados Unidos. Nessa época, o Laboratório de Inteligência Computacional (LABIC) do ICMC estabeleceu uma parceria, que dura até hoje, com pesquisadores da universidade norte-americana.

Naquela época, o trabalho foi financiado pela FAPESP e pela Fundação Bill and Melinda Gates, cujo objetivo é apoiar pesquisas altamente inovadoras. Na ocasião, o objetivo da pesquisa era criar um sensor específico para os vetores da malária. Segundo dados da Fundação, a doença ocorre em cerca de 100 países em todo o mundo. Estima-se que 207 milhões de pessoas sofreram com a doença em 2012, e aproximadamente 627 mil morreram.

Hoje, ainda com financiamento da FAPESP, o trabalho conta com a colaboração da professora do ICMC Solange Rezende, além do professor da Universidade da Califórnia, em Riverside, Eamonn Keogh, e do fundador e presidente da Isca Technologies, Agenor Mafra-Neto. Também colaboraram para a pesquisa os seguintes alunos do ICMC: o doutorando Vinícius Souza, e os mestrandos Denis Reis, Cristiano Lemes e Luan Soares. Além dos doutorandos norte-americanos, Yanping Chen, Adena Why, Moses Tataw, Bing Hu e Yan Hao. 

Texto: Ronaldo Castelli – Assessoria de Comunicação ICMC/USP


Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC
E-mail: comunica@icmc.usp.br
Telefone: (16) 3373.9666

Confira a repercussão desta notícia na Agência FAPESP: agencia.fapesp.br/19377

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Palestras da semana - 23 a 27 de junho



Seminário de Pós-Graduação em Matemática
Global solvability of systems on compact surfaces
Palestrante: Giuliano Angelo Zugliani (ICMC)
Quando:  quarta-feira, 25 de junho, às 13h
Onde: sala 3011
Clique para ver o resumo
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Mais informações
Agenda de eventos do ICMC: www.icmc.usp.br/Portal/Eventos
Seção de Eventos
Tel. (16) 3373-9622
eventos@icmc.usp.br

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Semana da Computação começa no ICMC

Apresentação das atividades que serão realizadas durante o evento e palestra marcam a manhã do primeiro dia do evento, que terá como uma de suas principais atrações a Feira de Recrutamento

Roberto Brandão ministrou a primeira palestra da Semana

Começou na manhã desta segunda-feira, 7 de outubro, a 16ª Semana da Computação (Semcomp), realizada pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O coordenador do evento, professor Moacir Ponti Júnior, apresentou a programação da Semana. 

Palestras empresariais, processos seletivos com grandes empresas da área de tecnologia da informação (TI), mesas redondas sobre intercâmbio estudantil, visitas técnicas a algumas empresas patrocinadoras, painel de alunos sobre a vida após a graduação, Workshop de Iniciação Científica e Tecnológica da Computação (WICT) serão as principais atividades do evento, segundo Ponti.

O organizador destacou também a realização dos concursos Riddle e da Game Nigt, além de atividades culturais como exibição de filme, sarau e apresentação de teatro.

Já o vice-diretor do ICMC, Alexandre de Carvalho, aproveitou para dar boas-vindas a todos: "É um prazer recebê-los em mais uma Semana de Computação que, com certeza, será realizada com grande êxito".

Após a abertura, Roberto Brandão iniciou a primeira palestra do evento “HSA - Heterogeneous System Architecture: Introdução e Implementação”.

A 16ª Semcomp está sendo organizada por alunos do ICMC em parceria com os seguintes grupos: Programa de Educação Tutorial (PET Computação); Empresa Júnior do ICMC USP (ICMC Jr.); The Fellowship of the Game (FoG).

Para ver a programação completa, basta acessar o site da Semcomp: semcomp.icmc.usp.br/index.php/site/programacao.
Vale a pena conferir também o vídeo de divulgação do evento: icmc.usp.br/e/7ec0c.

Feira de Recrutamento - Uma das principais atrações da semana é a Feira de Recrutamento, que está em sua quarta edição. Durante a Feira, as empresas podem se apresentar aos universitários por meio de estandes e realizar processos seletivos. O objetivo é promover a aproximação entre universitários e o mercado de trabalho, bem como inserir a empresa no meio acadêmico para o fortalecimento de sua marca.

Na Feira, são realizadas palestras empresariais, em que os estudantes têm a oportunidade de conhecer de forma detalhada as empresas participantes. Nessa edição, a Feira acontecerá no dia 9 de outubro, das 9h30 às 18h, no térreo do prédio E1 da Escola de Engenharia de São Carlos. As palestras empresariais ocorrerão ao lado do prédio, no anfiteatro Jorge Carom.

Mais informações
Site do evento: semcomp.icmc.usp.br
Telefones: (16) 3373-9703/9686
E-mail: semcomp@icmc.usp.br
Vídeo de divulgação: icmc.usp.br/e/7ec0c

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Defesas e qualificações da semana - 5 a 9 de agosto


Defesa de Doutorado - Matemática
Dinâmica assintótica de um sistema de placas termoelásticas do tipo hiperbólico 
Aluno: Alisson Rafael Aguiar Barbosa
Orientador: Ma To Fu
Quando: sexta-feira, 9 de agosto, às 10h
Onde: Sala 4111
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Defesa de Mestrado - Ciências de Computação e Matemática Computacional
Métodos heurísticos para um problema de planejamento da produção em uma indústria química
Aluno: Artur Lovato da Cunha
Orientadora: Maristela Oliveira dos Santos
Quando: sexta-feira, 9 de agosto, às 10h
Onde: sala 3002
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Mais informações:
Agenda de defesas e qualificações
Serviço de Pós-Graduação do ICMC
Tel. (16) 3373-9638
posgrad@icmc.usp.br

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Reconhecimento aos professores que apoiam quem acaba de chegar à Universidade

Programa ajuda alunos ingressantes a compreenderem como funciona a vida na universidade e premia os professores mais engajados

Foto: Nilton Júnior - ArtyPhotos

Eles chegam cheios de dúvidas, medos e angústias à Universidade. Não estão acostumados com a cultura acadêmica e com a linguagem científica. Nessa história, o papel de um professor-mentor é fundamental para evitar que os desafios da jornada façam os ingressantes desistirem no meio do caminho.

Por isso, a USP criou o Programa de Tutoria Científico-Acadêmica e premiará, este ano, três professores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), do campus de São Carlos, por contribuírem com a integração desses estudantes no ambiente de ensino e pesquisa da Universidade. São eles: Alysson Costa, Roberta Atique e Solange Rezende.

Para se tornarem mentores, cada um desses professores se responsabilizou por acompanhar dois alunos bolsistas do programa em todas as atividades acadêmicas, levando-os à prática da linguagem científica e à realização de atividades experimentais básicas, compatíveis com o primeiro ano de graduação. Contribuíram, assim, para a integração dos estudantes nas diversas atividades acadêmicas, científicas e culturais da Universidade.

"É nosso papel ensinar o aluno a estudar. No ensino superior, o modo de estudar é diferente do ensino médio e do fundamental", afirmou Roberta. Segundo a professora, trata-se de um programa fundamental, especialmente para cursos que exigem muita dedicação dos alunos.

Primeiros resultados

Para se inscrever no programa, os alunos ingressantes nos cursos de graduação da USP devem ter uma renda familiar mensal comprovada de até cinco salários mínimos. Os estudantes selecionados recebem uma bolsa mensal de R$ 400,00. 

Os resultados da primeira edição do programa, iniciado em 2012, têm surpreendido: 31,9% dos 300 alunos beneficiados foram classificados entre os 10 melhores de suas turmas de ingresso. Apenas 1,1% dos bolsistas cancelaram suas matrículas na USP, índice consideravelmente menor do que a média geral de evasão na universidade. Já neste ano, mil alunos foram contemplados.

Como reconhecimento pela dedicação à primeira edição do programa, a premiação oferecida aos docentes são passagens nacionais ou internacionais para realização de viagens de estudo ou pesquisa.

A Diretoria do ICMC parabeniza os professores pelo reconhecimento.

Para obter mais informações sobre o programa, acesse www.prg.usp.br/?page_id=411

Por: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC-USP

terça-feira, 7 de maio de 2013

Scanner de gordura corporal desenvolvido no ICMC ganha versão compacta

Mudanças no projeto tornaram o equipamento mais leve e versátil


O AllBodyScan 3D, scanner de gordura corporal desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), na USP de São Carlos, ganhou uma nova versão, mais leve e compacta. O equipamento avalia o percentual de gordura corporal com maior precisão do que a tecnologia presente no mercado, e foi lançado no dia 21 de abril durante o Circuito SESC de Corridas, em São Carlos. Na ocasião, o scanner avaliou 162 participantes. 

162 participantes do Circuito
SESC de Corridas foram
avaliados pelo scanner
Após escanear o corpo todo em 30 segundos, o software calcula volume e altura e, complementado com dados como idade e sexo do avaliado, leva mais 30 segundos para processar o resultado final. O escaneamento é feito por meio de um sensor de infra-vermelho, o mesmo utilizado nos videogames modernos, que é fixado em uma torre, enquanto o avaliado permanece em pé sobre uma plataforma giratória. O software captura os dados volumétricos e gera um modelo tridimensional da pessoa. Para tanto, é necessário que esta esteja com trajes adequados, como roupas de ginástica, pois o volume das vestimentas pode influenciar na medição. A versão compacta do AllBodyScan 3D suporta até 250kg, o que possibilita sua utilização em pessoas com obesidade mórbida.

Mario Gazziro, coordenador do projeto, diz que as modificações em relação à primeira versão foram mínimas. “A principal modificação foi a redução do tamanho, consumindo agora apenas dois metros quadrados de área, enquanto o outro modelo ocupava sete metros. Essa diminuição de tamanho foi possível, pois nessa nova abordagem, nós giramos o avaliado sobre o próprio eixo, em 180 graus. Na versão original, um poste com os sensores é era rotacionado 270 graus ao redor do avaliado por meio de um trilho circular, o que tornava o equipamento grande”, revelou.


Gazziro, que iniciou a pesquisa há mais de dez anos, garante que a precisão do aparelho é idêntica à do original, pois depende apenas do software e dos sensores, que continuam os mesmos. “Continuamos com a meta de 1% de margem de erro na avaliação da gordura, sendo que, como novidade, esse novo scanner também vai avaliar a massa muscular e a massa óssea - com percentual de erro de 5%”, explicou o pesquisador. Essa precisão chega próxima ao que especialistas chamam de “padrão-ouro”, o mais preciso método de medição de gordura corporal, por pesagem hidrostática em tanque d’água.

Modelo do laudo fornecido pelo sistema
Outro cálculo que é feito pela nova versão do equipamento é o de peso corporal, por meio da medição da superfície. A margem de erro é de 200 gramas para uma pessoa de biotipo médio (considerando um homem com 80 quilos). O software também armazena, exibe e permite exportar esses dados para outros sistemas. 

Lançamento no mercado - O scanner passará a ser comercializado a partir do segundo semestre de 2013. As encomendas poderão ser feitas durante a feira Fitness Brasil, que ocorrerá entre os dia 5 e 7 de setembro, em São Paulo. Segundo Gazziro, o AllBodyScan 3D custará na faixa de 70 mil reais, e seu uso será voltado para academias de ginástica. “Esse preço ainda pode sofrer ajustes por conta das indústrias parceiras que vão realizar a produção e comercialização. Aos pesquisadores envolvidos - professores, alunos, instituições de fomento e universidade - cabe um percentual do lucro repassado em forma de royalties definido em convênios”, completou. O desenvolvimento do sistema contou com o apoio de especialistas clínicos e pesquisadores das áreas de computação, biomedicina e engenharia.

Demonstração - O público poderá conhecer o scanner de perto no próximo dia 15 de maio, a partir das 14 horas, durante a Visita Monitorada ao ICMC. As inscrições podem ser feitas gratuitamente pela internet, através do link: http://goo.gl/oqj68

Texto: Maristela Galati / Fotos: Neylor Fabiano - Assessoria de Comunicação do ICMC