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terça-feira, 15 de julho de 2014

Do mundo para São Carlos: ICMC atrai pesquisadores por meio do programa Ciência sem Fronteiras

O objetivo é fortalecer a cooperação científica com universidades da Espanha, Portugal e Japão
 

Três professores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, foram contemplados com bolsas para pesquisadores visitantes nas últimas chamadas do programa Ciência sem Fronteiras (CsF). Com isso, eles atraem para São Carlos pesquisadores estrangeiros de talento, com destacada produção científica ou tecnológica.

As bolsas obtidas pelos professores do ICMC – Franklina Toledo, Regilene Oliveira e Seiji Isotani – fazem parte do projeto “Atração de Cientistas”, na categoria Bolsa Pesquisador Visitante Especial (PVE), e se referem a chamadas realizadas no segundo semestre 2013 e no primeiro semestre de 2014. O objetivo da iniciativa é oferecer apoio financeiro a projetos de pesquisa que visem, por meio do intercâmbio e da cooperação científica e tecnológica, promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência, da tecnologia, da inovação e da competitividade brasileiras.

Confira, a seguir, mais detalhes sobre os três projetos que cada pesquisador estrangeiro desenvolverá em São Carlos. 

José Fernando Oliveira (foto: FEUP)
Um aprimoramento nos processos industriais de corte – Durante o processo produtivo, um problema difícil do ponto de vista científico é o aproveitamento de matérias-primas submetidas a processos de corte. Trata-se de uma questão economicamente relevante para as empresas, com um importante impacto ambiental.

Com o objetivo de desenvolver modelos matemáticos e métodos computacionais para otimizar esse aproveitamento, a professora Franklina Toledo coordena um projeto para analisar especificamente o corte de peças irregulares. Nesse desafio, ela conta com o apoio da professora do ICMC, Marina Andretta, que é pesquisadora do projeto, e do professor visitante José Fernando da Costa Oliveira, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), de Portugal.

Oliveira esteve pela primeira vez no ICMC em 2010, quando recebeu financiamento do Governo Europeu e permaneceu aqui por 15 dias. Em 2013, esteve por mais dois meses no Instituto como professor visitante pela FAPESP e, em seguida, o atual projeto foi aprovado pela CAPES. Neste ano, devido à bolsa de pesquisador visitante, ele ficou no ICMC todo o mês de maio e retornará em 2015 e 2016.

De nosso dia a dia para a pesquisa em matemática - O fluxo de corrente elétrica em um circuito, a dissipação de calor em um objeto, a propagação das ondas sísmicas, o aumento e diminuição das populações, o movimento de fluidos, a geração de imagem feita por uma tomografia e outros exames de diagnósticos médicos são fenômenos de nosso dia a dia que podem ser descritos (ou modelados) por uma ou mais equações matemáticas envolvendo uma taxa de variação. Essas equações são conhecidas como sistemas de equações diferenciais. Para compreender e investigar problemas dessa natureza, podemos encontrar a solução explícita do conjunto de equações (o que acontece em raras ocasiões) ou empregar ferramentas matemáticas que nos permitam a descrição qualitativa da solução desejada. 

Jaume Llibre (foto: Unicamp)
A linha de pesquisa conhecida como teoria qualitativa das equações diferenciais ordinárias tem por objetivo a investigação de ferramentas matemáticas que viabilizem a investigação de fenômenos modelados por equações diferenciais ordinárias através do estudo geométrico-qualitativo das equações envolvidas. Para contribuir com as pesquisas realizadas no ICMC dentro dessa linha de investigação, a professora Regilene Oliveira, pesquisadora responsável pelo projeto, contará com a colaboração do professor visitante Jaume Llibre, da Universidade Autônoma de Barcelona (UAB), na Espanha. Llibre é pesquisador líder do grupo de sistemas dinâmicos da UAB e sua primeira visita ao Brasil pelo projeto será em setembro deste ano, quando ficará 30 dias no ICMC. Outras visitas estão previstas para 2015 e 2016.

Segundo a pesquisadora, o projeto aprovado permitirá manter e intensificar a relação de colaboração existente entre o grupo brasileiro de teoria qualitativa e o grupo espanhol liderado pelo professor Llibre, dando ainda oportunidade aos pesquisadores mais jovens de se fortalecerem e realizarem estágio junto à UAB. 

Além do apoio financeiro para visitas do professor Llibre ao Brasil, foram concedidas três bolsas de doutorado sanduíche, três bolsas de pós-doutorado no exterior e organizadas diversas missões de trabalho para Espanha beneficiando os pesquisadores brasileiros envolvidos na pesquisa. Ao todo, 32 pessoas participam do projeto, entre pesquisadores e alunos de pós-graduação.

Um estudo sobre as tecnologias educacionais inteligentes – A área de computação aplicada à educação compreende, basicamente, a pesquisa e inovação sobre as técnicas, ferramentas e tecnologias da computação que podem ser utilizadas para facilitar o processo de ensino e aprendizagem. Dentre as principais linhas de pesquisa realizadas no ICMC, nessa área, está a formação de grupos de aprendizagem. 

Isotani e Mizoguchi
Para apoiar as pesquisas realizadas nesse tema, o docente do ICMC Seiji Isotani contará com o apoio do professor Riichiro Mizoguchi, da Universidade de Osaka, no Japão. A primeira visita de Mizoguchi ao ICMC está marcada para setembro deste ano, quando ele passará um mês no país. 

“Internacionalmente reconhecido na área de tecnologias educacionais inteligentes e ontologias, Mizoguchi irá trabalhar conosco para desenvolver ferramentas a fim de auxiliar a aprendizagem personalizada em grupo”, contou Isotani.

Ainda segundo Isotani, a formação de grupos efetivos de aprendizagem não pode ser realizada aleatoriamente, mas sim a partir da análise de vários critérios. Por exemplo, há muitos pesquisadores que enfatizam a necessidade de combinar, em um mesmo grupo, alunos com níveis de conhecimento variados, pois, com essa heterogeneidade, podem ser alcançados melhores resultados de aprendizagem. Exemplos de outras questões que devem ser levadas em conta na hora de formar um grupo são os aspectos culturais, socioeconômicos, religiosos e motivacionais dos participantes.

Nesse contexto, o desafio é formalizar e detectar quais são essas características e suas relações que possibilitam a formação dos grupos efetivos de aprendizagem. A partir da identificação desses aspectos, os pesquisadores buscam construir algoritmos – sequências de comandos passados para um computador – para que esses grupos sejam formados automaticamente da melhor forma possível.


Texto: Ronaldo Castelli – Assessoria de Comunicação ICMC/USP


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Telefone: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Laboratório do ICMC que une educação e computação ganha reforços

Time de pesquisadores que busca utilizar ferramentas da computação para facilitar o processo de ensino e aprendizagem ganha reforço com a chegada de uma pesquisadora além-mar por meio do programa Ciência sem Fronteiras

Carla e Seiji enfrentam o desafio de articular educação e tecnologia
Eles falam uma língua científica diferente, embora compartilhem um mesmo idioma. De um lado, está um grupo brasileiro de cientistas de computação atuando na árdua tarefa de empregar recursos tecnológicos para aprimorar processos educacionais. Do outro lado, uma pesquisadora recém-chegada de Portugal, também brasileira, com uma vasta bagagem na arte de formar professores para o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) em contextos de aprendizagem. Apesar de atuarem em áreas do conhecimento que, muitas vezes, podem parecer diametralmente diferentes como a educação e a computação, eles se unem no Laboratório de Computação Aplicada à Educação (CAED) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, coordenado pelos professores Ellen Barbosa, José Maldonado e Seiji Isotani.

“Quando pensamos nas questões que envolvem a aprendizagem, percebemos que a interface entre a educação e a tecnologia não é fácil de ser articulada”, explica a pesquisadora Carla Rodriguez, que acabou de voltar do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, Portugal, pelo programa Ciência sem Fronteiras (CAPES/CNPq), especialmente para atuar no CAED. Ela foi uma das selecionadas na última chamada do programa, na modalidade Atração de Jovens Talentos. Além da bolsa que receberá, também haverá recursos da ordem de R$ 10 mil por ano para o laboratório custear a realização das atividades da pesquisadora no Brasil durante dois anos.

“Como estamos em um Instituto de matemática e computação, os alunos têm muito contato com essas áreas, mas têm dificuldade de entender o pessoal da área de educação, que possui uma fundamentação pedagógica mais apurada. É preciso estabelecer um diálogo entre esses dois mundos para que possamos trabalhar em conjunto e desenvolver algo que seja, realmente, de grande impacto social”, completa Isotani.

Segundo ele, a área de computação aplicada à educação compreende, basicamente, a pesquisa e inovação sobre as técnicas, ferramentas e tecnologias da computação que podem ser utilizadas para facilitar o processo de ensino e aprendizagem. Já a área de educação apoiada pela computação – ou simplesmente aprender com computação – estuda como a aprendizagem pode ser melhorada por meio do uso dessas ferramentas e tecnologias. Ao atuar nessas duas frentes, afirma Isotani, o CAED consegue relacionar os dois lados dessa moeda: “a computação contribuindo com a educação e a educação contribuindo para melhorar as tecnologias computacionais”.

Formando grupos – O professor Isotani comentou que uma das suas principais linhas de pesquisa é a formação de grupos. Imagine uma sala de aula em que o professor peça para que sejam formados grupos de forma que todos trabalhem de maneira colaborativa. O professor poderá dar a opção aos alunos de escolherem seus grupos ou poderá selecionar os alunos que formarão cada grupo de forma aleatória. “Fazendo uma seleção de grupos de aprendizagem dessa maneira, a chance de sucesso será aleatória também. Se o aluno cair em um grupo com o qual tem afinidade, poderá desenvolver um bom trabalho, do contrário, possivelmente não terá o mesmo resultado”, avalia Isotani. 

O professor explica ainda que, quando os alunos têm a liberdade de formar os grupos, nem sempre a colaboração e a aprendizagem se efetivam: “Nesse caso, é comum que os conflitos sejam evitados, porque se tratam de colegas trabalhando juntos. Isso é prejudicial para a aprendizagem, pois é a partir dos conflitos que surgem novas ideias e aprendizados”.

Para Isotani, a formação de grupos efetivos de aprendizagem não pode ser realizada aleatoriamente, mas sim a partir da análise de vários critérios. Por exemplo, há muitos pesquisadores que enfatizam a necessidade de combinar, em um mesmo grupo, alunos com níveis de conhecimento variado, pois, com essa heterogeneidade, podem ser alcançados melhores resultados de aprendizagem. Exemplos de outras questões que devem ser levadas em conta na hora de formar um grupo são os aspectos culturais, socioeconômicos, religiosos e motivacionais dos participantes. Nesse contexto, o desafio é detectar quais são essas características que possibilitam a formação dos grupos efetivos de aprendizagem. A partir da identificação dessas características, os pesquisadores buscam construir algoritmos – sequências de comandos passados para um computador – para que esses grupos sejam formados da melhor forma possível.

Segundo o professor, serão necessários de três a cinco anos para que as pesquisas realizadas atualmente no CAED levem à criação de uma ferramenta útil para a formação desses grupos. Para se ter uma ideia da relevância dessa área de pesquisa, Isotani e o aluno de pós-graduação do ICMC Wilmax Cruz realizaram um mapeamento bibliográfico nas principais bases de dados científicos da área de computação e descobriram que, de 2001 a 2013, foram publicados 165 estudos sobre algoritmos para formação de grupos e 48 deles focados em ambientes de aprendizagem colaborativa. Os pesquisadores fizeram também uma análise mais detalhada e verificaram que a maioria dos trabalhos (82%) resultou em implementações, mas apenas 2% deles disponibilizava o código fonte. Na maior parte dos estudos, o objetivo foi a criação de protótipos destinados a realizar pesquisas e não propor ferramentas para solucionar problemas educacionais reais. “O grande diferencial das pesquisas realizadas no CAED é exatamente fazer pesquisa com o objetivo de gerar produtos inovadores que podem solucionar alguns dos problemas do atual processo de ensino e aprendizagem”, ressalta Isotani.



A partir de um mapeamento bibliográfico amplo como esse, os pesquisadores conseguiram observar o que já foi publicado nessa área do conhecimento e avançar em suas pesquisas. Uma ideia inovadora do grupo foi apresentar o resultado desse mapeamento por meio de um infográfico (acesse aqui: http://infografico.caed-lab.com/mapping/gf/). A ideia, agora, é disponibilizar ao público mais resultados das pesquisas do CAED por meio de infográficos como esse.

A linha de pesquisa de formação de grupos também abrange estudos relacionados à formação de grupos de alta performance, os quais podem ser de grande utilidade para a formação de equipes de alta performance em empresas. Dessa forma, os profissionais de recursos humanos poderiam, a partir da identificação das características da equipe atual da empresa, identificar o perfil ideal de profissional necessário para atuar ali e aumentar a performance do grupo. Assim, seria possível efetuar uma seleção de novos profissionais ou treinar os funcionários de forma a alcançar os resultados almejados.

A expectativa é de que, no futuro, exista pouco espaço para o aleatório na hora de formar um grupo. Aliás, alguém já pensou em um algoritmo capaz de formar a melhor equipe para providenciar o próximo churrasco?


Texto e foto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

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Site do CAED: https://www.sites.google.com/site/labcaed/
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terça-feira, 18 de março de 2014

Universidade de Strathclyde apresenta oportunidades de intercâmbio aos alunos do ICMC


Escoceses estiveram no ICMC na última sexta-feira

Dois representantes da Universidade de Strathclyde, de Glasgow, Escócia, estiveram no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, na última sexta-feira, 14 de março, para apresentar as oportunidades de intercâmbio destinadas a alunos de graduação e pós-graduação brasileiros.

Segundo Christopher Mackay, do escritório internacional de recrutamento da Universidade, a comunidade de estudantes brasileiros em Strathclyde totaliza cerca de 2 mil alunos e ocupa o segundo lugar no ranking de estudantes estrangeiros na Instituição, perdendo apenas para os chineses. Atualmente, a Universidade conta com 22 mil alunos, sendo 15 mil estudantes de graduação e 7 mil de pós-graduação, sendo que 10% desse total é composto por estrangeiros.

A colaboração científica entre o ICMC e a Universidade de Strathclyde é de longa data, destacando-se especialmente a parceira estabelecida com o professor Sean McKee em diversos projetos. Em 2009, o professor recebeu a primeira Medalha de Honra do ICMC devido à sua história de apoio e contribuição para a formação, crescimento e fortalecimento do grupo de pesquisa em análise numérica do Instituto.

Durante a apresentação, Mackay destacou, ainda, que Glasgow é a cidade mais populosa do país, com 1,5 milhão de habitantes, apesar da capital da Escócia ser Edinburgo, que fica a apenas 45 minutos de trem de Glasgow. Ele explicou que o slogan em inglês da Universidade traduz sua missão de ser um ambiente de aprendizado útil: place of useful learning. “Strathclyde é reconhecida por sua excelência acadêmica e pelo estreito relacionamento estabelecido com a indústria e o mercado”, ressaltou Mackay. Fundada em 1796 por John Anderson, Strathclyde recebeu o título de Universidade Empreendedora do Ano do Reino Unido 2013/2014.

Já a representante da Faculdade de Ciências, Elizabeth Ellis, falou sobre um dos diferenciais oferecidos pela instituição: cursar graduação de forma integrada com o mestrado, além de abordar a expansão da colaboração com o programa Ciência sem Fronteiras (CsF) no âmbito do doutorado. 

Para os alunos de graduação brasileiros que desejam estudar em Strathclyde em 2015, Mackay explicou que, em abril, o CNPq deverá lançar as chamadas para obtenção de bolsas. Nesse momento, os interessados devem se inscrever pelo sistema Mundus da USP (https://uspdigital.usp.br/mundus/) e, depois, fazer a inscrição no site do CsF (http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf). O pré-requisito para concorrer às bolsas é ter concluído, no mínimo, 20% do curso de graduação e, no máximo, 90%.

Já para os alunos de pós-graduação, o primeiro passo para se candidatar a uma vaga é identificar um possível orientador na Universidade de Strathclyde, candidatar-se diretamente na instituição para receber a carta de aceitação e, com a carta em mãos, solicitar a bolsa ao CNPq, que deverá abrir três chamadas este ano: uma em abril, outra em agosto e a última em dezembro.

Mais informações
Comissão de Relações Internacionais do ICMC
Telefone: (16) 3373.8120

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Quer fazer intercâmbio? Esclareça suas dúvidas dia 13!


Como fazer para participar do programa Ciência sem Fronteiras? Como se inscrever no programa Unibral? Com o objetivo de esclarecer essas questões e apresentar aos estudantes de graduação as oportunidades de intercâmbio existentes, a Comissão de Relações Internacionais (CRInt) do ICMC realizará uma palestra na próxima quarta-feira, 13 de novembro, às 10 horas, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano.

A palestra será ministrada pelo professor Seiji Isotani, que explicará como funcionam os programas e poderá esclarecer as dúvidas dos alunos interessados em realizar intercâmbio. 


Saiba mais:
Matéria sobre o programa Unibral: icmc.usp.br/e/da3bd
Chama pública para o programa Unibral: icmc.usp.br/e/5fd49
Matéria sobre o programa Ciência sem Fronteiras: icmc.usp.br/e/d925d
Chamadas públicas para o Ciência sem Fronteiras: icmc.usp.br/e/9040f

Mais informações

Comissão de Relações Internacionais do ICMC
Tel.: (16) 3373-8120
E-mail: crint@icmc.usp.br

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Daqui para o mundo: estudantes do ICMC relatam suas experiências de intercâmbio

"Sejam bem-vindos de volta", declarou professor Seiji Isotani

Eles partiram de São Carlos para o mundo: Estados Unidos, Canadá, Austrália, Reino Unido, Espanha e Portugal foram os destinos escolhidos pelo primeiro grande grupo de intercambistas do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP que retornou recentemente do exterior. “Sejam bem-vindos de volta”, disse o professor Seiji Isotoni, que faz parte da Comissão de Relações Internacionais (CRInt) do Instituto, durante o encontro destinado a recepcionar os 37 intercambistas.

O estudante Murilo Zigard, do Bacharelado em Matemática, permaneceu na Universidade de Coimbra, em Portugal, de setembro de 2012 a julho deste ano. Bolsista do programa Ciências sem Fronteiras, ele explicou que, em Coimbra, todos os alunos do curso de Matemática fazem uma espécie de iniciação científica – em uma disciplina chamada Seminário Matemático – durante os seis meses finais da graduação.

Salmeron ficou um ano na Universidade
de Sydney, na Austrália
Já Gabriela Ruch Salmeron, que está cursando Ciências de Computação no ICMC, permaneceu de julho de 2012 a julho deste ano na Austrália, na Universidade de Sydney, também por meio do programa Ciência sem Fronteiras. Interessada na área de designer gráfico, ela teve a oportunidade de atuar em uma empresa pequena que desenvolvia projetos para grandes empresas. “Trabalhei em um projeto da Disney/Pixar para aquele filme que eles lançaram recentemente chamado Aviões”, disse.

Dos 37 intercambistas que retornaram ao ICMC no começo deste semestre, 33 participaram do programa Ciências sem Fronteiras e 4 obtiveram bolsa Mérito Acadêmico da USP.

A bolsa Mérito Acadêmico é uma das modalidades da bolsa de intercâmbio internacional da USP, que têm por objetivo proporcionar formação e experiência acadêmica internacional aos alunos da USP por intermédio da realização de cursos ou programas de pesquisa em instituições estrangeiras de reconhecida qualidade. A bolsa tem duração de dois a seis meses, podendo ser estendida, no máximo, por 18 meses, no caso de programas de duplo diploma. É oferecido auxílio para deslocamento, mensalidade e auxílio para seguro-saúde. Os valores variam de acordo com o país de destino (veja os valores no site do Programa Bolsas de Intercâmbio para alunos de graduação).

Já o Ciência sem Fronteiras é uma iniciativa de esforço conjunto do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC. A graduação sanduíche tem duração de um ano e pode chegar a um ano e meio quando for estendida em função de estágio ou curso de idioma. No caso da graduação, o candidato precisa ter concluído no mínimo 20% e no máximo 90% do currículo previsto para o curso. A bolsa cobre despesas no exterior como alojamento, alimentação, gastos com material didático e também as passagens aéreas. Confira os valores

As inscrições para a próxima edição do Ciência sem Fronteiras estão abertas até 29 de novembro. No final deste texto, é possível conferir os procedimentos para efetuar a inscrição no programa.

De volta de Portugal: intercambistas relatam suas experiências

Oportunidade de crescimento
“Queremos aprender com vocês. Nós, quando vamos ao exterior, vivenciarmos a vida de um pesquisador em uma universidade estrangeira. O ponto de vista de vocês, como alunos, é diferente”, explicou Isotani durante o encontro com os intercambistas, do qual também participaram os professores do ICMC: Edna Zuffi (Licenciatura em Matemática); Leandro Fiorini Aurichi (Bacharelado em Matemática); Thiago Pardo (Bacharelado em Ciências da Computação); Mário Andrade Filho (Bacharelado em Estatística) e Simone do Rocio (Sistemas de Informação).

No encontro, realizado no dia 2 de outubro, Pardo orientou os intercambistas em relação aos procedimentos necessários para validação dos créditos das disciplinas cursadas no exterior. Ele também explicou aos estudantes que, como muitos retornam do exterior no final de agosto ou início de setembro, é preciso ficar atento a provas e trabalhos que, porventura, tenham sido aplicados no período. Nesse caso, o aluno deve utilizar um mecanismo formal já existente de "recuperação do aprendizado", para ter uma segunda chance de realizar a prova e/ou trabalho.

Outra questão que costuma gerar dúvidas nos estudantes são as faltas. "A Comissão de Graduação já deliberou que, no caso do aluno que estava estudando no exterior, há um abono das faltas durante os 40 dias iniciais do semestre", informou Pardo. Para ele, é fundamental que os estudantes fiquem atentos aos prazos, já que são os mesmos para os estudantes que estão no Brasil e para aqueles que fazem intercâmbio.

“Precisamos lidar com uma série de questões burocráticas que, antes, simplesmente não existiam. Está sendo um aprendizado para nós também”, disse Pardo. “Essa oportunidade que vocês tiveram de viver esse período de estudo no exterior engradeceu vocês, espero que também possa engradecer nosso Instituto”, finalizou Isotani.



Como se inscrever no Ciência sem Fronteiras 
Primeiro, o aluno deve ler os editais disponíveis na página da CRInt (icmc.usp.br/e/9040f) e escolher uma opção de destino. Depois, é preciso fazer a inscrição no site do Ciência sem Fronteiras (www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf/instrucoes) e também no Sistema Mundus (www.uspdigital.usp.br/mundus/).

Por último, o aluno deve enviar um e-mail para a CRInt (crint@icmc.usp.br), escrevendo no assunto: Inscrição Ciência sem Fronteira Graduação Sanduíche - "nome do país de destino". No e-mail, é necessário anexar os seguintes documentos: 

- cópia do resumo escolar (imprimir do JúpiterWeb); 
- formulário preenchido para participar do programa Ciência sem Fronteiras. 

Também é possível entregar a documentação pessoalmente na CRInt (sala 3150), no ICMC. As inscrições devem ser feitas até o dia 29 de novembro. Os países com oferta de vagas são Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Reino Unido e Suécia. Para conferir todos editais, acesse a página da CRInt: icmc.usp.br/e/9040f

Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Comissão de Relações Internacionais do ICMC
Chamadas públicas para o Ciência sem Fronteiras: icmc.usp.br/e/9040f
Tel.: (16) 3373-8120
E-mail: crint@icmc.usp.br

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Oportunidade de intercâmbio nos Estados Unidos é tema de palestra nesta segunda-feira no ICMC


Na próxima segunda-feira, 24 de junho, será realizada uma palestra sobre oportunidades de intercâmbio nos Estados Unidos por meio do programa Ciência Sem Fronteiras. A apresentação terá início às 12h na sala 4-124 do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), no campus USP de São Carlos.

A palestra será ministrada por Maria Isabel Piasentine, da EducationUSA, unidade de Campinas. Ela irá tirar dúvidas sobre as exigências, requisitos e exames gratuitos de proficiência. A EducationUSA é fonte oficial Departamento de Estado americano sobre estudos nos EUA.

A palestra é gratuita e aberta a todos os interessados.

Mais informações:
Site do EducationUSA: www.educationusa.info/Brazil
Comissão de Relações Internacionais do ICMC - Tel. (16) 3373-8120 - crint@icmc.usp.br