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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Futuros matemáticos visitam um dos mais complexos centros de pesquisa da América Latina

Em uma viagem didática, 15 alunos do ICMC puderam conhecer o Centro que abriga o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron

Os 15 alunos do ICMC durante a visita ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, em Campínas

O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) foi o palco de uma aula diferente para 15 alunos dos cursos de Bacharelado em Matemática e de Bacharelado em Matemática Aplicada e Computação Científica da USP em São Carlos. Em uma viagem didática, os estudantes do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) visitaram as instalações do Centro, que abriga, entre outros espaços de pesquisa, o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS)

A luz síncrotron permite investigar a estrutura da matéria na escala dos átomos e das moléculas, daí a relevância da viagem para esses alunos, que cursam a disciplina Mecânica Quântica para Matemáticos. “A visita ao CNPEM forneceu uma perspectiva prática e aplicada de conceitos encontrados nas aulas. A interação da luz síncrotron com materiais utilizados nos experimentos revela comportamentos de natureza quântica que, não só ajudam a entender como a mecânica quântica descreve a realidade, mas também indicam como aplicar esse entendimento em várias áreas do conhecimento, como física, biologia e química”, afirmou o professor Carlos Grossi, que ministra a disciplina. 

São 68 mil metros quadrados isolados de variações de temperatura e vibrações do exterior que abrigam, entre outros equipamentos, o Sirius, que produz a luz síncrotron e está em construção desde 2014 no CNPEM, a 15 quilômetros de Campinas: “A visita foi espetacular. Conhecemos várias instalações do CNPEM, incluindo aquelas da novíssima fonte de luz síncrotron, a mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil, que é impressionante”. 

Durante a visita, os estudantes também assistiram a uma aula da líder do grupo de Física de Aceleradores, professora Liu Lin, além de uma palestra do líder da área de projetos do LNLS, Regis Terenzi Neuenschwander. Financiada pela Pró-Reitoria de Graduação da USP, a atividade ocorreu no dia 25 de outubro. 

Foi a primeira vez que os alunos dos cursos de bacharelado em matemática realizaram uma visita didática, prática que já é comum nas licenciaturas. “Acho que a iniciativa não poderia ter sido mais bem-sucedida. Espero que outras visitas deste tipo sejam realizadas”, finalizou Grossi. 

Sirius, a nova fonte de luz síncrotron brasileira, é a maior e mais complexa infraestrutura de pesquisa já construída no Brasil

Sobre o CNPEM - O Centro é uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Localizado em Campinas, possui quatro laboratórios referências mundiais e abertos à comunidade científica e empresarial: 
  • o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), que opera a única fonte de luz síncrotron da América Latina e está, nesse momento, construindo Sirius, o novo acelerador brasileiro, de quarta geração, para análise dos mais diversos tipos de materiais, orgânicos e inorgânicos; 
  • o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), que desenvolve pesquisas em áreas de fronteira da biociência, com foco em biotecnologia e fármacos; 
  • o Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR), que pesquisa soluções biotecnológicas para o desenvolvimento sustentável de biocombustíveis avançados, bioquímicos e biomateriais, empregando a biomassa e a biodiversidade brasileira; 
  • e o Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), que realiza pesquisas com materiais avançados, com grande potencial econômico para o país. 
Os quatro Laboratórios têm, ainda, projetos próprios de pesquisa e participam da agenda transversal de investigação coordenada pelo CNPEM, que articula instalações e competências científicas em torno de temas estratégicos. 



Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC

Saiba mais
Sobre o CNPEM: http://cnpem.br/
Sobre o Sirius: www.lnls.cnpem.br/sirius/
Matéria da Revista Pesquisa FAPESP: Salto para um brilho maior

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Projeto desenvolvido em parceira entre ICMC e Laboratório Nacional de Luz Síncrotron oferece bolsa de pós-doutorado

Candidato aprovado na seleção atuará na área de reconstrução de imagens em tomografias e receberá uma bolsa mensal de R$ 6.143,40


Uma parceria entre o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas, resultou em um projeto de pesquisa voltado para a reconstrução de imagens tomográficas, demandando a atuação de um pós-doutorando.

O pesquisador selecionado atuará no LNLS, em Campinas, sob a supervisão do professor Elias Helou, do ICMC, e a co-supervisião do pesquisador Eduardo Miqueles, do Laboratório. O objetivo do projeto é desenvolver um software otimizado de alta qualidade, empregando o estado da arte no que se refere a algoritmos rápidos para a reconstrução tomográfica iterativa.

Como pré-requisito, os candidatos devem ter doutorado ou equivalente – nesse caso, é preciso já ter apresentado a tese de doutorado no momento da candidatura à vaga – em matemática computacional ou área relacionada. É necessário, ainda, ter boas habilidades em programação nas linguagens C/C++, assim como vasto conhecimento em implementação numérica de algoritmos. Também é desejável que o candidato possua conhecimento em programação paralela massiva em GPGPUs.

Para participar da seleção, basta enviar, até 23 de setembro, um e-mail para o pesquisador Miqueles (eduardo.miqueles@lnls.br), anexando um único arquivo em PDF com os seguintes documentos: uma carta explicando os motivos que levam o candidato a crer ser adequado para a vaga; currículo, incluindo a lista completa de publicações; uma declaração sobre as áreas de interesse de pesquisa; dois contatos para obtenção de referências.

O candidato selecionado receberá uma bolsa no valor de R$ 6.143,40 por mês e poderá começar a atuar no projeto a partir de novembro. A bolsa é válida até julho de 2015, podendo ser renovada por mais dois anos.

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