Mostrando postagens com marcador parceria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador parceria. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

USP e Tribunal de Justiça de São Paulo estudam parceria na área de inteligência artificial

Reunião para discutir formalização de convênio aconteceu na segunda-feira, 18 de novembro


Objetivo da futura parceria é estimular o uso de ferramentas de inteligência artificial na justiça paulista

Possibilitar a atuação de pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, em projetos de automação e inteligência artificial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Esse é um dos objetivos da parceria que as duas instituições estão . 

Na última segunda-feira, 18 de novembro, o reitor da USP, Vahan Agopyan, participou, de uma reunião com o presidente do TJSP, Manoel de Queiroz Pereira Calças, no Palácio da Justiça, sede do Tribunal, no centro de São Paulo. Também participaram do encontro o vice-diretor do ICMC, André de Carvalho; o superintendente de Relações Institucionais da Universidade, Ignácio Poveda Velasco; o superintendente de Tecnologia da Informação, João Eduardo Ferreira; e o diretor da Faculdade de Direito (FD), Floriano de Azevedo Marques Neto. 

“Empreenderemos esforços para que o convênio seja celebrado, pois estamos certos que a expertise dos profissionais e o entusiasmo dos alunos do ICMC nos auxiliarão para avançarmos ainda mais no uso das ferramentas de inteligência artificial na Corte paulista”, destacou o presidente do TJSP, que também é professor na FD. 

O ICMC possui em seu quadro docentes e alunos que desenvolvem pesquisas nas áreas de inteligência artificial e ciência de dados. No TJSP, o objetivo é atender à expansão do uso de robôs na área de triagem de petições intermediárias. 

“Queremos contribuir ainda mais com pesquisas e interagir com a sociedade e, para isso, nada melhor do que parcerias com as instituições públicas”, afirmou o reitor Vahan Agopyan. 

Também participaram da reunião os juízes assessores da Presidência Leandro Galluzzi dos Santos (Gabinete Civil), Ana Rita de Figueiredo Nery, Maria Rita Rebello Pinho Dias, Paula Lopes Gomes (Tecnologia, Gestão e Contratos) e Ricardo Dal Pizzol (Assuntos Jurisdicionais).



Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Com informações da Diretoria de Comunicação Social do TJSP e da Assessoria de Imprensa da USP
Crédito das fotos: TJSP

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

O mais avançado Centro de Pesquisa em Inteligência Artificial do Brasil terá núcleo em São Carlos

Com recursos da IBM, da FAPESP e da USP, iniciativa é resultado da maior parceria já estabelecida no País entre o setor acadêmico e uma empresa de tecnologia da informação para a colaboração em inteligência artificial

Sede principal do projeto será no Centro de Pesquisa e Inovação InovaUSP, localizado na Cidade Universitária, em São Paulo
(crédito da imagem: Isabella Velleda - Jornal do Campus)

Conhecida como a capital da tecnologia, São Carlos está no mapa do mais avançado Centro de Pesquisa em Engenharia em Inteligência Artificial do Brasil. Com recursos que virão da IBM, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da USP, o novo Centro terá um de seus núcleos no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), localizado no campus da Universidade em São Carlos. 

“O Brasil tem hoje uma comunidade científica forte em inteligência artificial que pode fazer grandes contribuições em áreas nas quais o Brasil tem chance real de ser líder internacional ou já lidera de alguma forma. Agora, com o novo centro de pesquisa, podemos catalisar os esforços”, explicou o coordenador do projeto, Fabio Cozman, durante o evento IBM Research Brasil Colloquium 2019 – os caminhos da inteligência artificial no Brasil, em São Paulo. 

Professor da Escola Politécnica da USP, Cozman estará no ICMC na quarta-feira, 28 de novembro, para apresentar o projeto do novo Centro de Inteligência Artificial. O evento é gratuito, aberto a todos os interessados e acontecerá no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, a partir das 17 horas. No evento, o público poderá compreender como funcionará o projeto e, ao final da apresentação, esclarecer as dúvidas. 

Com início das atividades previsto para o começo de 2020, o projeto terá como sede principal o Centro de Pesquisa e Inovação InovaUSP, localizado na Cidade Universitária, em São Paulo. A iniciativa agrega mais de 60 pesquisadores da USP e das universidades Estadual Paulista (UNESP) e Estadual de Campinas (UNICAMP), Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Centro Universitário FEI e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Considerando apenas os cientistas vinculados à USP, há pesquisadores de 14 unidades e expressiva participação de professores do ICMC, tornando o Instituto um dos principais polos do novo projeto. 

“Para São Carlos e para o ICMC, é extremamente relevante fazer parte do primeiro centro de inteligência artificial de grande porte do Brasil. O impacto dessa área na sociedade, especialmente considerando os empregos e o controle de informações em massa, demanda um posicionamento urgente do nosso País em relação ao assunto”, explica o professor Fernando Osório, do ICMC, que será o coordenador de difusão e comunicação do novo centro. “Os países mais desenvolvidos já estão fazendo isso e não podemos ficar para trás”, completa. 

Osório destaca que, logo após a divulgação de que a USP sediaria o novo centro, o que aconteceu em 4 de outubro durante o evento da IBM, houve também o anúncio de que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) articulava a criação de mais centros de pesquisa na área. Tal como a iniciativa da IBM-FAPESP-USP, esses futuros centros devem ser constituídos a partir de chamadas em editais, estabelecendo parcerias público-privadas, além de ficarem instalados em universidades e institutos de pesquisa em São Paulo e em outros estados do país.

O professor Fernando Osório (o quarto em pé da esquerda para a direita) com a equipe do Laboratório de Robótica Móvel do ICMC, que tem realizado vários projetos em parceria com empresas. Um exemplo é o caminhão autônomo desenvolvido junto com a Scania. Com a implantação do novo Centro de Inteligência Artificial, a ideia é que mais iniciativas como essas sejam implementadas.

Investimento – Com financiamento de até 10 anos, IBM e FAPESP reservarão, cada uma, até US$ 500 mil anualmente para implementar o projeto, que contará com avaliações periódicas das atividades. Já a USP, por sua vez, investirá até US$ 1 milhão por ano em instalações físicas, laboratórios, professores, técnicos e administradores para gerir o centro. 

O projeto foi desenvolvido para abarcar aplicações de inteligência artificial em eixos de pesquisa envolvendo aprendizado de máquina, processamento de linguagem natural, recursos naturais (óleo e gás), agronegócio, meio ambiente, finanças e saúde. Essas áreas também são foco do Laboratório de Pesquisa da IBM Brasil. Haverá, ainda, um eixo transversal: inteligência artificial e sociedade, que contará com a contribuição de pesquisadores das ciências humanas, ligados a áreas como ciências políticas, direito e economia. Estão previstos, por exemplo, estudos sobre as implicações socioeconômicas da inteligência artificial na sociedade, contribuindo para debates que envolvam questões sobre ética, relação homem-máquina, privacidade e trabalho. 

“Nosso objetivo é levar a pesquisa em inteligência artificial no país a um novo patamar, com o intuito de beneficiar a sociedade. Estamos interessados em discutir como essa tecnologia pode ser melhor aproveitada pela sociedade”, conclui Cozman.



Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 
Com informações da Agência FAPESP, da Assessoria de Comunicação da IBM e da USP 


Apresentação do novo Centro de Pesquisa em Engenharia em Inteligência Artificial do Brasil 
Quando: quinta-feira, 28 de novembro, às 17 horas 
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no bloco 6 do ICMC 
Endereço: avenida Trabalhador são-carlense, 400, São Carlos 
Atenção: o evento é aberto a todos os interessados e não demanda inscrições prévias


Saiba mais

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

USP e UFSCar pesquisam como a inteligência artificial pode otimizar o desenvolvimento de vidros

Primeiros resultados obtidos pelos pesquisadores das duas instituições já foram publicados em uma das principais revistas da área de Engenharia de Materiais

O professor Edgar Zanotto e o pós-doutorando Daniel Cassar, da UFSCar, estabeleceram parceria com o professor André de Carvalho, do ICMC-USP
(crédito da imagem: Mariana Pezzo/CCS-UFSCar)

Uma parceria científica bem-sucedida está acontecendo no interior do Estado de São Paulo com a união de conhecimentos entre pesquisadores que estudam materiais vítreos e os que atuam na área de inteligência artificial. Os primeiros resultados geraram um artigo, publicado na última edição de uma das principais revistas da área de Engenharia de Materiais, a Acta Materialia

Segundo os pesquisadores, o artigo é o primeiro do mundo que aborda o emprego de uma das técnicas de inteligência artificial, as redes neurais artificias, para prever a temperatura de transição vítrea em vidros, especificamente vidros inorgânicos não metálicos. É também o terceiro artigo que fala sobre o emprego de redes neurais para estudar materiais vídeos. Intitulado Predicting glass transition temperatures using neural networks, o trabalho é assinado por três pesquisadores: Edgar Dutra Zanotto, docente do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); André de Carvalho, professor e vice-diretor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos; e Daniel Roberto Cassar, pós-doutorando do Laboratório de Materiais Vítreos da UFSCar. 

Para entender a relevância desse artigo, é preciso compreender que as redes neurais artificiais são técnicas computacionais que apresentam um modelo matemático inspirado na estrutura neural de organismos inteligentes, os quais adquirem conhecimento por meio da experiência. Por isso, os especialistas da área de computação precisam inserir vários dados nessas redes e treiná-las para que possam realizar a tarefa que é esperada. 

Mas antes de explicar como essas redes neurais podem ser fundamentais para otimizar o desenvolvimento de novos materiais vítreos, é necessário entender também como os materiais vítreos são desenvolvidos. 

No ICMC, o professor André de Carvalho está orientando mais duas pesquisas de doutorado e outras duas de pós-doutorado relacionadas a aplicações de inteligência artificial na área de materiais vítreos

Como nascem os vidros – Os vidros podem ser obtidos a partir de composições incluindo quase todos os elementos químicos da tabela periódica, que geralmente passam por um processo de aquecimento e fusão e, depois, de resfriamento rápido. Como há uma vasta possibilidade de fazer diferentes composições químicas, os materiais vítreos que surgem desses processos também possuem uma grande variação em suas propriedades mecânicas, óticas, térmicas, elétricas e químicas. É por isso que os vidros podem ser utilizados em inúmeras aplicações. 

No entanto, esse universo abrangente gera também grandes desafios. Os especialistas estimam que existam 10 elevado a 52 composições vítreas possíveis e, até hoje, apenas 10 elevado a 5 vidros foram, de fato, produzidos nos laboratórios e indústrias de todo o mundo. Esses números dão a dimensão do quanto essa área ainda precisa ser pesquisada. "Do jeito que fazemos hoje, que apelidamos de mix and get lucky – misturar e ter a sorte de encontrar uma composição com novas propriedades –, é impossível chegarmos até 10 elevado a 52, mesmo se todos os habitantes da Terra fizerem um vidro diferente todos os dias durante milhares de séculos. Além da escala temporal, há também a questão econômica", explica Edgar Dutra Zanotto, que é diretor do Centro de Pesquisa, Tecnologia e Educação em Materiais Vítreos (CeRTEV), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). 

Diante desse desafio, há cerca de dois anos o pesquisador começou a pensar em utilizar ferramentas computacionais da área de inteligência artificial, incluindo as redes neurais artificiais, para facilitar a busca por desenvolver novos materiais vítreos. Naquele momento, Zanotto não sabia se a ideia poderia dar certo, pois não tinha nenhuma experiência prévia em inteligência artificial. Foi a partir de uma conversa com o pós-doutorando Daniel Roberto Cassar, do Laboratório de Materiais Vítreos (LaMaV) – também coordenado por Zanotto e parte do CeRTeV –, que a situação mudou. 

Como nasceu a parceria – Interessado pela temática, o pós-doutorando fez um curso na área de inteligência artificial e começou a redigir um manuscrito junto com Zanotto, mas havia várias dúvidas e eles resolveram buscar a ajuda dos especialistas no assunto. Então, há cerca de um ano, juntou-se ao time o pesquisador André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho, docente do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, e, com ele, mais um Cepid, o Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), do qual Carvalho é pesquisador.

Com a parceria, os três pesquisadores conseguiram construir uma rede neural para prever a temperatura de transição vítrea de diferentes composições. Ou seja, essa ferramenta de inteligência artificial faz uma previsão do que vai acontecer quando vários elementos químicos são misturados bem como identifica o intervalo de temperatura em que essa composição passará por processos de transformação que gerarão um novo material vítreo. "Mesmo os profissionais mais experientes só conseguem estimar propriedades para misturas com até cinco ou seis elementos. Com mais componentes, eles interagem e as estimativas tornam-se muito complexas. Com essas redes inteligentes, poderemos desenvolver vidros sequer imaginados, com propriedades e aplicações exóticas. Vidros contendo até 10 elementos são relativamente comuns, mas há um universo a ser explorado: composições com 15 a 80 elementos, inacessíveis empiricamente. Trata-se de uma transformação radical", diz Zanotto. 

No artigo Predicting glass transition temperatures using neural networks, os três pesquisadores usaram 55 mil composições – obtidas em bases de dados com registros depositados durante mais de 50 anos – para treinar a rede neural. "Essas redes precisam de muitos dados de boa qualidade para aprender corretamente. Quanto mais dados, mais capacidade de generalização, e este foi outro grande esforço que precisamos fazer: extrair todos esses dados, treinar e validar a rede com eles", explica o diretor do CeRTEv. 

Hoje, o pioneiro Daniel Cassar já não é mais o único pesquisador a trabalhar com as redes neurais no grupo coordenado por Zanotto. Dois anos após a conversa inicial, já há um trabalho de conclusão de curso finalizado e outro em andamento, uma pesquisa de mestrado em andamento e um segundo pesquisador de pós-doutorado. Além disso, sob a orientação do professor André de Carvalho, no ICMC, estão sendo realizadas mais duas pesquisas de doutorado e outras duas de pós-doutorado. 

"Para nós, a rede é um produto, uma ferramenta para as nossas pesquisas em engenharia de materiais. Para o grupo do André, elas são o objeto de pesquisa, e eles já estão, por exemplo, estudando qual o melhor algoritmo para resolver um mesmo problema", conta Zanotto. "Já temos algumas redes treinadas, envolvendo diferentes propriedades de vidros, e uma pesquisa que é anterior às próprias redes, relacionada ao tratamento dos dados para que não sejam inseridos registros com erro no treinamento da rede. É espetacular o avanço em pouco mais de um ano; estamos animados, cada nova propriedade, cada pesquisa abre um novo horizonte, é um tema infinitamente amplo, moderno e relevante", avalia. 

As atividades desenvolvidas também envolvem a frente da inovação, com a construção de softwares que permitam o uso das redes desenvolvidas por outros grupos na academia e na indústria. A partir da primeira rede desenvolvida por Cassar, o primeiro programa já está em desenvolvimento, em uma parceria com a empresa júnior de Computação da UFSCar (CATI Jr.). Nele, será possível inserir uma determinada composição química inorgânica, não-metálica, e prever a sua temperatura de transição vítrea. "Esta é uma aplicação com interesse principalmente científico. Mas, no futuro, quando unirmos as redes relacionadas às diferentes propriedades, poderemos ter a aplicação inversa, com uma relevância muito grande para a indústria. Com essas redes inversas, será possível dizer ao software quais propriedades são desejadas, e ele sugerirá algumas composições com maior probabilidade de apresentar essas propriedades", finaliza Zanotto. 

Texto editado pela Assessoria de Comunicação do ICMC a partir de informações da Coordenadoria de Comunicação Social da UFSCar 

Mais informações 
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666 

terça-feira, 25 de setembro de 2018

ICMC e Campus Party estabelecem parceria

Com a iniciativa, alunos podem obter ingressos com desconto para participar do evento, que acontece de 12 a 17 de fevereiro de 2019, em São Paulo


Facilitar o acesso dos estudantes do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, ao principal evento de internet e tecnologia do país. Esse é um dos objetivos da parceria estabelecida entre que o ICMC e a Campus Party Brasil. 

Ponto de encontro das mais importantes comunidades digitais do país, o evento atrai anualmente estudantes, empreendedores, gamers, cientistas e muitos outros profissionais criativos que se reúnem para interagir, compartilhar conhecimento, produzir novidades e acompanhar as centenas de atividades que acontecem durante a Campus Party. A 12ª edição acontecerá em São Paulo, de 12 a 17 de fevereiro de 2019, no Expo Center Norte. 

Com a parceria, os alunos do ICMC podem adquirir ingressos para o evento com descontos especiais. Para isso, basta acessar o link http://bit.ly/2wAK3qq e usar um código promocional que será enviado a todos os estudantes por e-mail. 

Para manter a comunidade da Campus Party na ativa, foi criada uma plataforma que funciona como uma rede social: o Campuse.ro (www.campuse.ro). Atualmente, existem 494 mil pessoas cadastradas na plataforma em todo o mundo, sendo mais de 150 mil no Brasil. A ferramenta é utilizada para integração e interface entre os participantes e permite acesso às transmissões ao vivo, aos conteúdos e aos vídeos de edições do evento. 



Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 

Mais informações 
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666 
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Publicação mostra quais são os 31 grupos de pesquisa que atuam no ICMC

Novo catálogo de pesquisa facilita a obtenção de informações sobre as linhas de atuação do corpo docente do Instituto, que conta com 140 pesquisadores 

Para obter a versão impressa do material, os docentes devem ir à Seção de Apoio Institucional do ICMC

Facilitar a obtenção de informações sobre os grupos de pesquisa que atuam no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. É com essa finalidade que foi desenvolvido o novo catálogo de pesquisa do Instituto, uma publicação impressa com 68 páginas em inglês, que também está disponível eletronicamente neste link: www.icmc.usp.br/e/467bc

Os 31 grupos de pesquisa do Instituto, que realizam estudos nas mais diversas áreas da matemática, da computação e da estatística, são apresentados por meio da descrição das linhas de atuação de cada um. A publicação também especifica quais são os professores que fazem parte do grupo e disponibiliza o endereço de e-mail de cada um. 

Autoridades acadêmicas e pesquisadores, em particular os estrangeiros, são o principal público-alvo do material. Muitas vezes, esse público deseja estabelecer parcerias científicas com os brasileiros, mas encontram dificuldades na obtenção de informações. Por isso, a publicação impressa será entregue a pesquisadores e delegações que visitam o ICMC. 

Além disso, os professores que participam de eventos e missões no exterior podem levar o material para distribui-lo a possíveis interessados no estabelecimento de parcerias científicas. Para obter a versão impressa do material, os docentes devem ir à secretaria do seu respectivo Departamento ou à Seção de Apoio Institucional do ICMC, na sala 4-000, no bloco 4 do Instituto. 

O catálogo foi produzido pela Seção de Apoio Institucional, por iniciativa da Comissão de Relações Internacionais, com base nas informações fornecidas pela Comissão de Pesquisa e pelos grupos do Instituto. 

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Link para acessar a versão eletrônica do catálogo: www.icmc.usp.br/e/467bc
Seção de Apoio Institucional: (16) 3373.8914 
E-mail: rinst@icmc.usp.br

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Espaço na USP estimula futuros engenheiros de computação a inovar

Estudantes do campus de São Carlos agora têm à disposição um ambiente criado especialmente para estimular a inovação e a colaboração: o Espaço EngComp

Inauguração contou com a presença do diretor da EESC, do diretor do ICMC e
do pró-reitor de Pós-Graduação da USP (da esquerda para a direita)

A área de engenharia de computação vem passando por uma profunda transformação. Capacidade de inovar, de trabalhar em colaboração e de empreender são competências cada vez mais exigidas nesse campo, que já nasceu transdisciplinar, na intersecção entre a eletrônica e a computação.

“Apesar de termos um curso muito bem estruturado pedagogicamente, considerando a grade curricular, com professores qualificados e laboratórios bem equipados, faltava esse algo a mais que, hoje, está sendo solicitado nesse campo de atuação”, explica o professor Fernando Osório, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). Ele é coordenador do curso de Engenharia de Computação, oferecido em parceria pelo ICMC e pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP.

Segundo o professor, nesse novo cenário, não basta propiciar aos estudantes aulas seguindo o modelo clássico: “É preciso ter um espaço onde se possa inovar de verdade, experimentar, sair do currículo que está pré-definido e desenvolver projetos que possam levar à criação de novos produtos”. Para atender a essa necessidade, nasceu o projeto Espaço EngComp. “É um ambiente colaborativo, no estilo de coworking, um lugar para inovar e empreender. Isso é indispensável em um curso moderno na área de engenharia de computação”, completa Osório.

Inaugurado no dia 22 de junho, o Espaço EngComp foi concebido desde o início levando em conta os princípios da gestão participativa. A partir da criação de uma Comissão Gestora Administrativa da Engenharia de Computação, que conta com a participação de professores, funcionários e alunos do ICMC e da EESC, o espaço foi ganhando forma. “São vários laboratórios que têm ambientes compartilhados e podem ser utilizados por todos os atores envolvidos no processo. A missão desse lugar é gerar inovação, ampliar as relações interpessoais e, principalmente, integrar-se aos projetos de graduação”, revelou o professor Ivan Nunes da Silva, da EESC, que coordena a Comissão.

Além de um vão livre, que conecta o Espaço EngComp ao prédio onde hoje acontece a maioria das atividades do curso de Engenharia de Computação, na área II do campus da USP, em São Carlos, o ambiente também abriga um auditório no andar térreo. Subindo as escadas, é possível acessar os oito laboratórios especializados, o laboratório multiuso, a sala de reuniões e os espaços de convivência. Na sala 8-117, está o Espaço Maker. “Nesse ambiente temos impressora 3D, diversos kits, osciloscópios, placas de circuitos e toda a infraestrutura necessária para desenvolver um projeto de eletrônica e computação”, explica Osório, que coordena o local junto com o professor Maximiliam Luppe, da EESC.

A criação do Espaço foi toda pautada pela perspectiva do aprendizado ativo, em que os estudantes aprendem fazendo. É um lugar propício para a prática do aprendizado a partir da resolução de problemas e para abordagens do tipo mão na massa.

Durante a inauguração, projetos realizados por grupos de pesquisa e de extensão foram apresentados

Superação em parceria – A história de superação e parceria que habita esse espaço foi relatada pelo professor Alexandre Nolasco de Carvalho, diretor do ICMC. De volta a 2014, lembrou-se do dia em que ele e o professor Geraldo Roberto Martins da Costa, na época diretor da EESC, visitaram o espaço. Eles foram acompanhados pelo vice-reitor da USP, Vahan Agopyan, pelo Superintendente de Espaço Físico, Oswaldo Nakao, e pelo arquiteto Sérgio Assumpção, que já faleceu. Era um momento difícil, início da atual gestão reitoral da USP e a crise financeira da Universidade impunha a paralisação de diversas obras que estavam por concluir.

“A estrutura básica do prédio estava pronta, mas ainda restava uma parte significativa para que o edifício pudesse ser utilizado. Essa visita sensibilizou a reitoria da USP sobre a necessidade de conclusão da obra”, contou o diretor do ICMC. Apesar do apoio da reitoria, a escassez de recursos impôs cortes ao orçamento. “Demos andamento à licitação da obra, que se iniciou em dezembro de 2014. Em julho do ano seguinte, ela foi entregue. Porém, em função dos cortes, faltava realizar a instalação elétrica e lógica, o condicionamento térmico, mobiliar o local, adquirir os equipamentos para os laboratórios, além de fazer toda a jardinagem do entorno”.

Esses desafios não interromperam o projeto: “O ICMC e a EESC fizeram o que se deve fazer em tempos de crise”. Nolasco explicou passo a passo as parcerias estabelecidas para superar as dificuldades: “com o apoio dos servidores da EESC construímos parte da mobília que equipa os laboratórios; com o apoio dos servidores do ICMC, fizemos a instalação elétrica e lógica; com o apoio da Prefeitura do Campus, equipamos o auditório e alguns laboratórios com carteiras e também fizemos esse lindo gramado que cerca o edifício; com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação, adquirimos parte dos equipamentos dos laboratórios”.

Sem deixar a emoção de lado, Nolasco falou do orgulho que sente de toda a equipe que ajudou nessa construção. “Quando, diante de adversidades, conseguimos nos unir para atuar no seu enfrentamento, ganhamos a confiança necessária para solucionar a maioria das dificuldades.” Segundo ele, será preciso ainda muito trabalho até que o prédio esteja em condições ideais de uso: “Apesar de todas as restrições orçamentárias, não tenho medo: acredito que seremos bem sucedidos porque fomos capazes de trabalhar em parceria”.

O diretor da EESC, professor Paulo Sergio Varoto, recordou que a união entre EESC e ICMC começou em 2003, quando foi criado o curso de Engenharia de Computação. “No começo, tínhamos certa angústia por se tratar de uma ação em parceria: como o curso vai funcionar? Onde os alunos vão estudar? Porém, em pouco tempo, pela fortíssima empatia que temos com o ICMC, percebemos que as ações de gestão e acadêmicas seriam facilitadas”, disse Varoto. Para ele, essa parceria reflete uma vocação do campus da USP em São Carlos: “Essa é uma ação integradora, multidisciplinar. Embora a Engenharia de Computação já seja uma graduação consolidada ou em fase final de consolidação no país, no âmbito do nosso campus foi uma atitude, de certa forma, pioneira e mostra nossa vocação de trabalhar nas áreas de interface entre as unidades”.

Representando o reitor da USP, o pró-reitor de Pós-Graduação, Carlos Gilberto Carlotti Jr., encerrou a cerimônia de inauguração do Espaço EnComp ressaltando a relevância do estabelecimento dessas parcerias: “Sem a interdisciplinaridade, a transdisciplinaridade, não vamos conseguir resolver problemas realmente profundos da sociedade e chegar a uma ciência de primeiro mundo. Essa interação que vocês estão fazendo entre o ICMC e a EESC é o único caminho para resolvermos esses problemas. Já foi a época em que uma área resolvia tudo sozinha”.

O pró-reitor estimulou todas as unidades a seguirem o exemplo: “Acho que é isso que a Universidade espera dos nossos grupos de pesquisa, dos nossos professores: essa busca pelo conhecimento, pelo trabalho em conjunto e pela solução de problemas de uma grandeza maior do que aqueles que resolvíamos até pouco tempo. Exemplos como esse, em que mesmo em momento de crise temos inaugurações e inovações, refletem o espírito da USP. E só conseguimos fazer isso por causa da qualidade de nossos professores, alunos e servidores”, finalizou.

Pró-reitor de Pós-Graduação estimulou todas as unidades da USP a realizarem parcerias

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Fotos: Fernando Mazzola – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

sexta-feira, 10 de março de 2017

Robótica e inclusão digital nas escolas: projeto da USP São Carlos recebe apoio da IBM

Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação é uma das quatro instituições de São Carlos selecionadas para receber consultoria de funcionários da empresa

Sucata se transforma em robôs no laboratório coordenado pelo professor Eduardo Simões

Ele tem um sonho: mostrar aos jovens que é possível estudar em uma universidade pública e se tornar um cientista. Esse sonho foi se tornando realidade nos últimos anos, quando, voluntariamente, o professor Eduardo Simões, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, se uniu a alguns alunos e começaram a construir robôs com sucata e a apresentá-los a crianças que estudam em quatro escolas na cidade de São Carlos, a cerca de 240 quilômetros da capital do Estado de São Paulo. Ao ver a transformação provocada naqueles jovens com a iniciativa, o professor compreendeu que era preciso ampliar o alcance de seu projeto. Agora, com o apoio de um programa internacional de cidadania corporativa da IBM, o Corporate Service Corps (CSC), Simões pretende disseminar a robótica e a inclusão digital para mais jovens brasileiros.

“Nós temos o conhecimento, os equipamentos e as ferramentas. No entanto, faltam recursos humanos para que possamos desenvolver um plano de ação e um modelo de escalabilidade que possibilite expandir esse projeto piloto. Queremos alcançar mais escolas, mais cidades e impactar mais jovens”, revela o professor. Segundo ele, para que o plano se concretize, é preciso uma união de forças entre Universidade, empresas, prefeituras, escolas públicas e privadas.

Por meio do programa da IBM, que está em sua 21ª edição no Brasil, serão oferecidas consultorias à equipe do professor, promovendo o desenvolvimento de lideranças que possibilitarão a expansão da iniciativa. O programa seleciona funcionários da empresa em todo o mundo para atuar em projetos que integram planos de crescimento econômico, gestão de processos e tecnologia. Todos os projetos são desenvolvidos para alavancar organizações de cidades em desenvolvimento.

Para Simões, o apoio da IBM é uma oportunidade
de crescimento para todos os envolvidos no projeto
Em 2017, além do ICMC, três instituições de São Carlos – Departamento de Apoio à Educação Ambiental da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Federação das APAES do Estado de São Paulo (FEAPAES-SP) e Instituto Inova – foram selecionadas para receber a consultoria dos funcionários da IBM, que irão ajudar na construção coletiva de soluções para os problemas apontados por essas organizações. Ao todo, atuarão nos projetos 12 funcionários da IBM vindos de 10 países (China, Dinamarca, Egito, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Filipinas, Hong Kong, Irlanda, República Checa e Turquia).

O time será subdividido em quatro equipes para mergulhar nas problemáticas pelo período de 30 dias. O início dos trabalhos será marcado por um painel sobre tecnologia e inovação social, que acontecerá na próxima segunda-feira, 13 de março, na sede do Instituto Inova, em São Carlos. Na ocasião, cada parceiro compartilhará sua percepção de como a tecnologia pode gerar inovação, além de melhorar a eficiência em processos e gestão. O programa prevê que, ao final do período de consultoria, as equipes da IBM apresentem um relatório apontando as transformações que podem ser realizadas para que as organizações tenham uma atuação mais eficiente.

“Os robôs despertam uma curiosidade nos jovens e a consequência dessa brincadeira com a tecnologia é o aprendizado, que acontece naturalmente. Nas oficinas em que controlam, desconstroem e constroem esses equipamentos, eles passam a entender conceitos importantes da área de computação, matemática e física de uma forma divertida”, conta Simões. O aprendizado também acontece para os alunos de graduação e pós-graduação da USP que participam da iniciativa como voluntários e, agora, poderão conhecer pessoalmente alguns funcionários da IBM. “Será uma excelente oportunidade de crescimento para todos nós”, finaliza o professor.

Uma das vantagens dos robôs fabricados com sucata é o baixo custo

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Com informações da Assessoria de Imprensa da IBM

Créditos das imagem: fotos dos robôs - Denise Casatti/ICMC; foto do professor Simões - Reinaldo Mizutani/ICMC

Mais informações
Sobre a IBM: www.ibm.com/br
Sobre o ICMC: www.icmc.usp.br
Descomplicando a tecnologia: www.timaissimples.com.br

Assessoria de Imprensa IBM Brasil – In Press Brodeur
Atendimento: Marcelo Costa – marcelo.costa@brodeur.com.br – (11) 3330-3834
Gerente: Mariana Lemos – mariana.lemos@brodeur.com.br – (11) 3330-1607

Relacionamento com Imprensa IBM Brasil
Coordenação: Juliana Cayres Setembro - jcayres@br.ibm.com - (11) 2132-4522

Assessoria de Imprensa ICMC/USP
Atendimento: Neylor Fabiano – neylor@icmc.usp.br - (16) 3373.8914

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Estudantes da USP aprendem a construir plataformas digitais para estimular doação de sangue e de notas fiscais

Propostas nasceram a partir da parceria estabelecida por uma professora do ICMC com a empresa RunWeb e com a startup Arquivei, da qual são sócios três ex-alunos do Instituto
Alunos de Engenharia de Computação e empreendedores da Arquivei no último dia de aula da professora Simone

Era uma vez uma professora chamada Simone Senger, que precisava ensinar conceitos de engenharia de software para uma turma de 32 alunos da USP em São Carlos. Era uma vez duas empresas são-carlense chamadas RunWeb e Arquivei, da qual são sócios três ex-alunos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). Juntos, eles resolveram criar uma história diferente em sala de aula. Em um projeto piloto, desafiaram os estudantes a criarem projetos para resolver dois problemas reais da sociedade brasileira: a escassez de doadores de sangue e a dificuldade de doação de notas fiscais para instituições sem fins lucrativos. 

A moral dessa história não mora apenas nas cinco plataformas criadas pelos estudantes, abarca aprendizados não mensuráveis pelas metodologias tradicionais de desenvolvimento de software. Solidariedade, persistência, trabalho em equipe e gestão do tempo são palavras-chave que aparecem constantemente nos depoimentos dos alunos que tiveram a oportunidade de passar por essa experiência.

“Essa é uma das coisas que mais me deixa feliz ao fazer o trabalho: aquilo que a gente desenvolveu não vai só virar uma nota da disciplina, vai ajudar pessoas e uma instituição que tem um trabalho muito legal”, conta Adriano Belfort, 21 anos. Ele está no 4º ano do curso de Engenharia de Computação, oferecido em parceria pelo ICMC e pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Junto com mais seis colegas de turma, Adriano desenvolveu um aplicativo e uma plataforma web para facilitar a doação de notas fiscais para o Instituto Fazendo História. O aplicativo para Android criado pelo grupo é capaz de ler o QR Code existente na nota fiscal e extrair os campos importantes como o número do documento, o valor e o CNPJ. As informações são enviadas para um servidor, que tem uma interface web desenvolvida para possibilitar que os funcionários do Instituto acessem esses dados. Nessa interface, eles podem ver todas as notas cadastradas e enviar as informações para o Governo. Hoje, as entidades fazem esse cadastro manualmente e o Governo só aceita a doação das notas que são registradas até o 20º dia do mês seguinte à emissão da nota. Ou seja, se a instituição não realizar o registro antes desse prazo, perde a chance de receber o benefício.

QR Doar facilita a doação de notas fiscais para o Instituto Fazendo História

“A lista de inovações desse projeto foi imensa. Geralmente, nossos trabalhos são focados em uma determinada matéria. Dessa vez, realmente conseguimos integrar todos os conhecimentos em prol de um serviço à comunidade, uma plataforma pública”, diz Raphael Ferreira, 25 anos. Ele e sua equipe, mais cinco estudantes do curso de Engenharia de Computação, criaram uma plataforma web para conectar organizadores de campanhas de doação de sangue e doadores. “Qualquer usuário pode fazer o cadastro de uma campanha e até sugerir o tipo de sangue de que mais estão precisando”, explica Raphael. “Já o doador se cadastra na plataforma por meio do Facebook e será notificado pela plataforma sempre que uma nova campanha de doação for cadastrada na região em que ele mora”, completa Jéssika Darambaris, 24 anos. Ao receber a notificação no Facebook, o doador poderá acessar a plataforma, visualizar as campanhas que estão sendo realizadas em sua região e informar se tem interesse em participar de uma delas. Se confirmar o interesse, cerca de uma semana depois da data de realização da iniciativa, o sistema envia uma nova notificação para checar se o usuário realmente fez a doação. Quando a participação é confirmada, a plataforma bloqueia o envio de novas notificações durante o período em que a pessoa não poderá fazer uma nova doação. Sempre que há mudanças em relação a datas e locais das campanhas, o doador também é notificado. 

Template do site Doa.la
Ao acessar o site criado pelo grupo, chamado Doa.la, a caixinha de presente vermelha da logomarca se destaca. Ao rolar a barra de rolagem, um mapa invade a tela com pequenas gotinhas de sangue que exercem o papel de marcadores locais. Se você é um doador, o que verá ali sinalizado são as campanhas de doação agendadas para acontecer na sua região. Agora se você é um organizador, a sinalização refere-se ao número de doadores cadastrados na região onde você está promovendo sua campanha. A plataforma conta também com um buscador, que permite encontrar facilmente uma campanha. “A maior proposta da professora foi fazer a gente viver a engenharia de software, não só estudar”, resume Jéssika.

Dentro da sala de aula – Estamos no final do primeiro semestre e a disposição da sala onde acontece a penúltima aula de engenharia de software, na área 2 do campus da USP em São Carlos, revela muito sobre a metodologia usada durante o processo de construção desses projetos. Há cinco mesas redondas com muitos laptops. Ao redor delas, os estudantes conversam e realizam os últimos ajustes em seus projetos. Na próxima semana, cada um deles terá 20 minutos para apresentar o produto que escolheram criar. Três deles optaram por construir plataformas para estimular a doação de notas fiscais e dois deles para doação de sangue. 

Na sala de aula, o clima é de desconcentração e concentração a um só tempo
Por entre as mesas circulam quatro integrantes da RunWeb e da Arquivei, dando os últimos palpites no que cada grupo mostra. O clima é de descontração e concentração a um só tempo. Colorindo as paredes, estão os post-its colados em cinco cartolinas. Tecnicamente, esses quadros são conhecidos como kanban boards, é onde cada etapa das atividades a serem desenvolvidas nos projetos fica registrada, o que facilita a visualização e gerenciamento do fluxo de desenvolvimento. Se você for à startup Arquivei, encontrará esses kanban boards com post-its por lá também.

“A gente tentou fazer uma versão para a sala de aula do que acontece em uma empresa na vida real”, pontua Jéssika. Foi essa exatamente a ideia da professora Simone e dos sócios das empresas quando resolveram unir forças para colocar em funcionamento esse pequeno laboratório de engenharia de software. A inspiração veio de uma proposta colocada em prática por outro professor do ICMC, Edson Moreira, no curso de Ciências de Computação: ele estimula os alunos a transformarem seus projetos acadêmicos em protótipos de produtos para o mercado. “A ideia era aliar o conhecimento científico e teórico da academia com a vivência prática de uma startup, que usa a metodologia ágil de desenvolvimento de software no dia a dia”, revela Simone. 

A professora já conhecia o trabalho da RunWeb e da Arquivei e até orientou um dos sócios da startup, Bruno Oliveira, durante seu mestrado no ICMC. Isso possibilitou que a professora fizesse o convite para a empresa, que já tinha interesse em se aproximar da Universidade. “Conversamos bastante para entender como a gente faria o trabalho. Quando você fala em projeto para uma startup, o foco é sempre olhar o produto final. Mas a Simone também precisava avaliar o processo de desenvolvimento dos produtos”, conta Bruno. 

Kanban colorindo a parede

Tudo indica que eles conseguiram encontrar um bom meio termo ao longo do caminho. No último dia de aula, durante as apresentações realizadas pelos cinco grupos, o ambiente foi invadido pelas reflexões dos estudantes sobre os erros e acertos durante a construção de suas plataformas. Havia também um aroma irresistível dos salgadinhos que Simone trouxe para festejar o encerramento do semestre. Poucos momentos devem ser tão gratificantes para um professor do que ver o quanto seus alunos conseguiram enxergar suas próprias limitações e conquistas.

“Vendo o que o outro grupo fez, notei que a gente poderia ter incluído relatórios estatísticos na nossa plataforma”, diz Jéssika enquanto apresenta o Doa.la para seus colegas de turma. “O ideal é ampliar o projeto para possibilitar a doação de notas fiscais para outras instituições”, comenta Adriano na hora que está mostrando o projeto de seu grupo. Um elo une as inúmeras falas dos cinco grupos: os estudantes sabem que podem aprimorar as ferramentas criadas, reconhecem o quanto aprenderam e o quanto há, ainda, por aprender. 

É preciso ser ágil – A RunWeb e a Arquivei disponibilizaram, para acompanhar o trabalho de cada equipe, um membro da empresa para exercer o papel de cliente, um personagem indispensável para que os grupos pudessem testar a metodologia ágil, utilizando o método SCRUM. “Escolhemos esse método por ser iterativo, evolutivo, adaptável e flexível. Ele inclui práticas que promovem agilidade e rapidez nas mudanças durante o desenvolvimento do projeto, dentre elas a interação constante com o cliente”, ensina Simone.

Equipe de Adriano (de camiseta verde, ao centro) no penúltimo dia de aula

Segundo a professora, ao utilizar o método, as equipes puderam colocar em prática as habilidades de dividir o problema em atividades, priorizá-las e estabelecer cronogramas razoáveis para o desenvolvimento do projeto. “A gente teve que se planejar bastante em relação ao tempo. Precisamos usar essas ferramentas de organização de equipe para conseguir conciliar o projeto com todos os outros trabalhos e atividades da Universidade. Foi um aprendizado muito bom”, revela Adriano. 

Durante as aulas, os alunos também utilizaram a ferramenta de gestão de projetos Redmine, que é gratuita. Simone conta que outra atividade importante foi a construção de um protótipo do software, o que foi feito no início dos trabalhos por meio da técnica paper prototype. “A disciplina possibilitou que a gente tivesse contato com tecnologias e conceitos que não teria visto senão tivesse feito esse projeto. Isso é um gatilho para despertar o interesse por outras áreas”, completa Henrique Silveira, 22 anos, que trabalhou em grupo junto com Adriano. Um dos principais desafios foi correr atrás de conhecimentos sobre desenvolvimento web e desenvolvimento mobile. “Eles tiveram que trocar o motor do carro andando. Aprenderam as tecnologias que não conheciam e a gerir um projeto ao mesmo tempo. É o que vão ver no mercado”, avalia Vitor de Araújo, sócio da Arquivei e ex-aluno do curso de Ciências de Computação do ICMC. 

“Normalmente, você aprende engenharia de software na faculdade sem estar fazendo software na prática”, contou Filipe Grillo, outro sócio da Arquivei, que também cursou Ciências de Computação e fez mestrado no ICMC. “A gente conseguiu trazer para eles um gostinho do que é estar no mercado”, adicionou Christian De Cico, outro sócio da Arquivei. 

No final daquele último dia de aula, as equipes de Adriano e Jéssika foram reconhecidas por terem desenvolvido os trabalhos mais bem-sucedidos da turma e premiadas pelas RunWeb e pela Arquivei (confira o nome dos alunos de cada equipe abaixo). As empresas convidaram os dois grupos a darem prosseguimento a seus projetos. A torcida é para que eles façam os últimos ajustes e coloquem logo as plataformas à disposição da sociedade. Só assim, o ciclo dessa jornada empreendedora estará completo.

Empreendedores da Arquivei fizeram parte da banca de avaliação dos projetos

Texto e fotos: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

Equipes vencedoras:

1º lugar: Projeto QR Doar
Adriano Belfort de Sousa
Adson Filipe Vieira da Silva
Denilson Antonio Marques Junior
Henrique Cintra Miranda de Souza Aranha
Henrique de Almeida Machado da Silveira
Lucas Eduardo Carreiro de Mello
Marcello de Paula Ferreira Costa

2º lugar: Projeto Doa.la
Guilherme Caixeta de Oliveira
Guilherme Gonçalves
Jéssika Darambaris Oliveira
Lucas Marques Rovere
Luiz Felipe Machado Votto
Raphael Victor Ferreira

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Parceria entre pesquisadores das áreas de tecnologias educacionais e engenharia de software busca ampliar impacto social de projetos

Iniciativa de pesquisadores da USP, da Universidade Estadual de Maringá e da Universidade Federal de Alagoas visa fortalecer parceiras com empresas, gerar mais impacto social e estimular mobilidade de estudantes das três instituições

Projeto será realizado nos próximos quatro anos pelas três instituições parceiras

Gerar pesquisas de mais qualidade nas áreas de tecnologias educacionais e engenharia de software, romper fronteiras para a formação de profissionais mais qualificados, estabelecer mais parcerias com empresas, fomentando a transferência tecnológica e, consequentemente, gerar mais impacto social. Essas são as principais metas de um Projeto de Cooperação Acadêmica (Procad) estabelecido entre o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, a Universidade Federal de Alagoas e a Universidade Estadual de Maringá (UEM). Com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), as três universidades trabalharão juntas, nos próximos quatro anos, para alcançar esses objetivos.

“Com esse projeto, buscamos fortalecer a rede de colaboração nacional na formação de recursos humanos e nossa relação com a indústria para termos mais transferência tecnológica. Queremos desenvolver produtos buscando um impacto social transformador por meio da disponibilização dessas novas tecnologias educacionais para a sociedade”, conta o professor José Carlos Maldonado, coordenador do Procad pelo ICMC. Segundo Maldonado, a ideia é investir na produção de conteúdos abertos, tais como recursos educacionais abertos (REAs), Massive Open Online Courses (MOOCs) e softwares livres. “Queremos olhar para esse novo cenário que está impactando a educação à distância”, completa o professor.

Para o professor Ig Bittencourt, da UFAL, há diversas barreiras a serem superadas para que o conhecimento gerado nas universidades não fique restrito aos artigos científicos publicados. A primeira barreira é cultural. “Nesse grupo de pesquisadores do Procad, essa barreira já não existe porque não estamos interessados apenas em fazer pesquisas e publicar artigos, queremos transferir esse conhecimento para a sociedade”, diz Bittencourt. A segunda barreira é tecnológica: o professor explica que muitos experimentos realizados nas universidades têm foco restrito na solução de um determinado problema e não na criação de uma nova ferramenta tecnológica para a educação. Nasce, então, a necessidade de serem realizadas parcerias com empresas que já possuem plataformas educacionais, para que as soluções pontuais encontradas nas pesquisas acadêmicas possam ser inseridas nessas ferramentas já existentes.

Segundo Bittencourt, há, ainda, barreiras financeiras e de qualificação profissional que devem ser consideradas. Daí a relevância de se promover a mobilidade nacional. “A interação entre os estudantes das três universidades contribui para formarmos recursos humanos com mais qualidade, propiciando o surgimento de novos olhares e uma troca cultural”, ressalta Maldonado. “Propiciamos, assim, a integração de competência e habilidades entre estudantes de um programa mais consolidado, como o do ICMC, com programas mais emergentes”, acrescenta o professor.

Exemplo de sucesso – A história de Edson Oliveira Junior, professor da UEM, é um exemplo do tipo de resultado que uma parceira estabelecida via Procad pode gerar. Em 2006, depois de concluir seu mestrado na UEM, Junior veio fazer doutorado no ICMC. Antes que o jovem finalizasse seu projeto de pesquisa, foi criado um Procad entre a UEM, o ICMC e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Tal parceria propiciou que ele realizasse alguns experimentos de seu doutorado na Dell, uma das empresas instaladas no parque científico e tecnológico da PUCRS. 

Além disso, Junior foi bolsista do Procad em duas ocasiões: antes de se tornar doutor e logo depois de obter o título. Em 2011, ele foi aprovado em um concurso público na UEM e tornou-se professor da instituição. “Quero dar a oportunidade que tive para outros alunos. Na UEM, temos um programa de pós-graduação de menor porte, é muito importante que nossos alunos tenham a experiência de ver como funcionam outras universidades. Isso contribui para que eles entendam como é o processo de pesquisa e o estabelecimento de parcerias entre academia e indústria”, destaca.

A tecnologia a serviço da tecnologia – A professora Itana, da UEM, explica a relação de mão-dupla que existe entre as áreas de tecnologias educacionais e engenharia de software: “Tudo o que a gente chama de tecnologia para a educação é um conjunto de ferramentas que vão tornar uma aplicação viável para que alguém possa aprender. E toda a ferramenta tecnológica que é produzida tem uma engenharia por trás”. Itana ressalta que o termo engenharia de software abarca desde a concepção do software, a especificação de seus requisitos, a definição da arquitetura, da linguagem e da tecnologia que será usada em cada ferramenta. Ou seja, para que um profissional desenvolva uma ferramenta voltada à educação, precisará, necessariamente, empregar conceitos de engenharia de software. “Por outro lado, as tecnologias educacionais podem ser aplicadas no aprendizado de engenharia de software”, acrescenta a professora.

Por isso, um dos primeiros projetos que surgirão da parceria entre ICMC, UFAL e UEM é exatamente a criação de cursos voltados a ensinar conceitos de engenharia de software. Para disponibilizar esses novos cursos, os pesquisadores pretendem utilizar uma plataforma que já foi criada no ICMC: o portal Automatização de Teste de Software, uma iniciativa do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAP-SoL) e do Centro de Competência em Software Livre (CCSL).

“Queremos criar um ambiente para que possamos coletar resultados e fazer experimentos. Também queremos que seja um espaço aberto, permitindo que outras pessoas o utilizem e ajudem a aprimorá-lo”, afirma Itana. “Outra possibilidade é desenvolvermos recursos educacionais abertos para professores da rede pública e para idosos. No ICMC, já temos cursos voltados a esse público. Queremos adaptar esses conteúdos e disponibilizá-los na web a fim de que possam ser replicados em outras regiões do Brasil”, completa a professora Ellen Francine Barbosa, vice-coordenadora do Procad.

As perspectivas promissoras do projeto prometem render frutos nos próximos quatro anos, tempo previsto para o Procad. O workshop que marcou o início da parceria aconteceu nos dias 23 e 24 de fevereiro, no ICMC. A expectativa da UFAL e da UEM é de que, antes do final do projeto, possam fazer os processos seletivos para o ingresso de seus primeiros doutorandos, ampliando seus respectivos programas de pós-graduação, que hoje só oferecem mestrado.

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria contabiliza parcerias com mais de 26 empresas e instituições

Durante reunião de governança, Centro apresenta balanço das atividades realizadas desde sua criação e planeja ações para fortalecer parcerias e estimular divulgação da matemática no Brasil


Louzada apresentou os principais projetos do Centro, destacando parcerias

Embraer, Eletrobras, Oxiteno e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) estão na lista dos parceiros do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP. O balanço das relações já estabelecidas pelo Centro com mais de 26 empresas e instituições foi um dos destaques da reunião de governança realizada na última sexta-feira, 28 de novembro, em Campinas.

“Atualmente, temos cerca de 30 projetos sendo desenvolvidos simultaneamente com essas empresas e instituições. Há peculiaridades em cada um desses relacionamentos, sendo que alguns são mais formais e outros mais informais”, explicou o diretor executivo de Relações Externas do CeMEAI, Francisco Louzada Neto, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, onde o Centro está sediado. 

Segundo Louzada, um dos principais papéis do CeMEAI é facilitar a interação academia-indústria. “Ainda há muito o que aprendermos nessa frente de atuação, pois no Brasil há várias particularidades quando se estabelecem projetos envolvendo as universidades e as empresas”, explica o professor, que também é coordenador de Transferência de Tecnologia do Centro. 

Para Louzada, o desafio para o próximo ano será formalizar as parcerias já estabelecidas em caráter informal. Outra proposta que desponta para 2015 é a realização de um workshop de transferência tecnológica entre os vários CEPIDs sediados na região de São Carlos.

Diretor do CeMEAI, José Alberto Cuminato, mostrou a situação financeira do Centro

Quatro grandes áreas – Os cerca de 30 projetos que estão sendo realizados atualmente pelos pesquisadores que fazem parte do CeMEAI podem ser agrupados em quatro grandes áreas: otimização aplicada e pesquisa operacional; inteligência computacional e engenharia de software; mecânica dos fluidos computacional; e avaliação de risco.

“A quantidade e a qualidade das nossas publicações científicas durante o primeiro ano de funcionamento do Centro foi muito expressiva”, declarou o vice-diretor do CeMEAI, José Mario Martinez, professor do Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (IMECC) da UNICAMP. 

Nesse campo, o desafio é aumentar a interação entre os pesquisadores do Centro, que fazem parte de diversas instituições do país. Para isso, serão realizados workshops científicos em 2015. O primeiro está agendado para acontecer em fevereiro no Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da UNESP, em São José do Rio Preto. 

A área de educação e difusão do conhecimento é outra que receberá atenção especial no próximo ano. Entre as ações propostas pelo coordenador de Educação e Difusão do Conhecimento do CeMEAI, Lúcio Tunes dos Santos, está a criação de um laboratório de matemática industrial, em que os estudantes poderão ver experimentos acontecendo e entender com mais facilidade alguns conceitos fundamentais da matemática aplicada. “Queremos também levar materiais didáticos manipulativos para escolas, faculdades e sindicatos”, finalizou Santos, que também é professor do IMECC.

Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Site do CEPID-CeMEAI: www.cemeai.icmc.usp.br
Telefone: (16) 3373-8159
E-mail: contatocepid@icmc.usp.br

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Pesquisador canadense premiado desenvolverá projeto durante seis meses no ICMC

Professor da Universidade de Alberta, Jörg Sander foi premiado recentemente durante uma das maiores conferências internacionais da área de descoberta de conhecimento e mineração de dados

Sander ficará seis meses no ICMC
Permanecer seis meses no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, pesquisando fundamentos e algoritmos avançados para mineração de grandes bases de dados. Durante o primeiro semestre de 2015, este será o desafio do professor Jörg Sander, criador de algoritmos renomados em áreas como clustering, detecção de outliers e análise de padrões em dados espaço-temporais. 

Em afastamento sabático da Universidade de Alberta, no Canadá, o professor permanecerá no Brasil como parte de um projeto de colaboração internacional financiado no lado brasileiro pelo CNPq, sob coordenação do professor Ricardo Campello, do Laboratório de Análise de Padrões em Dados (LAPaD) do ICMC.

Este ano, Sander recebeu o prestigioso prêmio SIGKDD Test of Time Award (http://www.kdd.org/blog/2014-sigkdd-test-time-award) durante uma das maiores conferências internacionais da área de descoberta de conhecimento e mineração de dados, a KDD 2014, que aconteceu de 24 a 27 de agosto, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Para quem desejar trabalhar no projeto de colaboração internacional, existem bolsas de pós-doutorado disponíveis. Leia mais a respeito no site do ICMC: http://icmc.usp.br/e/e01d5.

Mais informações
Email: campello@icmc.usp.br