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sexta-feira, 22 de novembro de 2019

USP e Tribunal de Justiça de São Paulo estudam parceria na área de inteligência artificial

Reunião para discutir formalização de convênio aconteceu na segunda-feira, 18 de novembro


Objetivo da futura parceria é estimular o uso de ferramentas de inteligência artificial na justiça paulista

Possibilitar a atuação de pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, em projetos de automação e inteligência artificial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Esse é um dos objetivos da parceria que as duas instituições estão . 

Na última segunda-feira, 18 de novembro, o reitor da USP, Vahan Agopyan, participou, de uma reunião com o presidente do TJSP, Manoel de Queiroz Pereira Calças, no Palácio da Justiça, sede do Tribunal, no centro de São Paulo. Também participaram do encontro o vice-diretor do ICMC, André de Carvalho; o superintendente de Relações Institucionais da Universidade, Ignácio Poveda Velasco; o superintendente de Tecnologia da Informação, João Eduardo Ferreira; e o diretor da Faculdade de Direito (FD), Floriano de Azevedo Marques Neto. 

“Empreenderemos esforços para que o convênio seja celebrado, pois estamos certos que a expertise dos profissionais e o entusiasmo dos alunos do ICMC nos auxiliarão para avançarmos ainda mais no uso das ferramentas de inteligência artificial na Corte paulista”, destacou o presidente do TJSP, que também é professor na FD. 

O ICMC possui em seu quadro docentes e alunos que desenvolvem pesquisas nas áreas de inteligência artificial e ciência de dados. No TJSP, o objetivo é atender à expansão do uso de robôs na área de triagem de petições intermediárias. 

“Queremos contribuir ainda mais com pesquisas e interagir com a sociedade e, para isso, nada melhor do que parcerias com as instituições públicas”, afirmou o reitor Vahan Agopyan. 

Também participaram da reunião os juízes assessores da Presidência Leandro Galluzzi dos Santos (Gabinete Civil), Ana Rita de Figueiredo Nery, Maria Rita Rebello Pinho Dias, Paula Lopes Gomes (Tecnologia, Gestão e Contratos) e Ricardo Dal Pizzol (Assuntos Jurisdicionais).



Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Com informações da Diretoria de Comunicação Social do TJSP e da Assessoria de Imprensa da USP
Crédito das fotos: TJSP

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

ICMC no mundo: cooperação internacional é fundamental para fortalecer pesquisas e gerar inovação

Instituto contabiliza 48 convênios, mas interação vai muito além dos acordos formais e abrange até intercâmbio de um funcionário técnico-administrativo

As cooperações internacionais de pesquisa contribuíram para o crecimento científico de Maria Aparecida

Proporcionar novos caminhos para a colaboração e o desenvolvimento de pesquisas, oferecer oportunidades para alunos estudarem fora do país e possibilitar o aprendizado de novas estratégias de gestão dentro de uma universidade. Essas são algumas das contribuições que a cooperação internacional traz ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

A interação entre os pesquisadores do Instituto e do exterior acontece, na maioria das vezes, por meio da participação em projetos de pesquisa, congressos, workshops e pela realização de intercâmbios, que muitas vezes rendem até convênios com as instituições estrangeiras. O convênio é um acordo estabelecido entre duas entidades para a realização de atividades de comum interesse. Atualmente, o ICMC possui 22 convênios nacionais e outros 26 internacionais firmados com universidades em continentes como Europa, Ásia e América. Além dos acordos oficializados, as demais colaborações estabelecidas, mesmo sem convênio, são muito relevantes: “Mais importante do que o convênio são as atividades científicas que realizamos. Nós desenvolvemos muitos projetos de grande impacto, ainda que não exista um convênio firmado”, diz o presidente da Comissão de Relações Internacionais do ICMC, José Carlos Maldonado. O presidente diz ainda que o estabelecimento de convênios e projetos de pesquisa pode propiciar a ampliação das redes de colaboração.

Um grupo de pesquisa do Instituto que se destaca pelas inúmeras cooperações internacionais é o de Singularidades. Ele surgiu no fim da década de 60 e tem forte participação na formação de novos pesquisadores. Hoje, possui relações sólidas com países como Espanha, França, Japão, Polônia, Inglaterra e Portugal. “Interagir com outros grupos permite ampliar suas possibilidades, suas linhas de pesquisas. Em geral, eles estudam problemas parecidos com os nossos, mas com outro ponto de vista”, explica Maria Aparecida Ruas, professora do ICMC.

Ela também diz que esse tipo de experiência é fundamental para os estudantes: “É muito bom para um jovem pesquisador, no começo de sua carreira, permanecer um tempo em outro centro, de preferência fora do país, para ter uma visão complementar daquela que adquiriu na instituição onde se formou”. Para ela, todos os tipos de relacionamentos e cooperações internacionais de pesquisa que estabeleceu foram de grande valor em sua carreira: “Elas contribuíram para o meu crescimento científico”. 

Uma marca registrada do grupo de Singularidades são as reuniões científicas. A partir da década de 1990, teve início o Workshop de Singularidades, o principal workshop internacional da área que acontece a cada dois anos e recebe participantes de cerca de 20 países. “Essa relação vai crescendo naturalmente, nossos pesquisadores intensificam os contatos com outros centros e o número de visitantes a cada ano aumenta”, finaliza Maria Aparecida.

Projeto aprovado - Possuir convênios com outras universidades do mundo pode facilitar o financiamento de um projeto de pesquisa. Recentemente, a professora Maria Cristina obteve aprovação de um projeto no Programa São Paulo Research International Collaborations (SPRINT). Para que o projeto de um pesquisador seja aceito e financiado na chamada anunciada regularmente pela FAPESP, a universidade que o cientista representa deve possuir convênio com universidades do exterior parceiras da Fundação.

Projeto de Maria Cristina foi aprovado em chamada Sprint da FAPESP

No caso de Maria Cristina, o acordo estabelecido com a Universidade de Bath, uma das parceiras da FAPESP, viabilizou a apresentação da proposta. A vice-diretora realiza pesquisas na área de visualização de dados multidimensionais e trabalha para que essas informações possam ser representadas graficamente e inseridas em interfaces interativas. Mas a interpretação desse tipo de visualização pode ser muito difícil. Por isso, em seu projeto, realizado em parceria com o pesquisador Stephen Payne, da área de psicologia cognitiva, a ideia é estudar como ocorrem os processos cognitivos das pessoas ao analisarem esse tipo de representação gráfica, ou seja, como elas interpretam essas representações de dados multidimensionais.

Além da parceria com a Universidade de Bath, a professora possui cooperação científica com pesquisadores dos Estados Unidos e Canadá. Para ela, a troca de informações entre os cientistas é essencial: “Não existe pesquisa científica se não houver discussão sobre os resultados obtidos. Sem isso, o pesquisador poderá não enxergar outros caminhos promissores”.

A docente completa dizendo que não há uma fórmula exata para encontrar uma parceria ou a colaboração ideal: “Temos que interagir bastante, publicar em bons veículos, participar de congressos e apresentar trabalhos em conferências. É essa exposição que permite identificar outros pesquisadores atuando em áreas afins ou complementares, e assim o contato começa”.

Experiência em outra esfera - No ICMC, além de vários professores e estudantes, o funcionário Paulo Celestini também teve a oportunidade de passar por uma experiência fora do país que possibilitou contribuir com o Instituto. No ano passado, o analista administrativo ficou um mês na Universidade de York, na Inglaterra, estudando o modelo de gestão dos ingleses. Celestini submeteu um projeto em 2014 com esse propósito e foi apoiado pelo Instituto: “O sistema de gestão inglês é muito diferente do nosso, a ideia era ver como tudo funcionava e verificar o que poderíamos aproveitar aqui”, explica o funcionário.

Celestini trouxe algumas ideias da sua experiência que podem ser interessantes para o ICMC. Os departamentos da Universidade de York (que funcionam como as unidades aqui em São Carlos) são os que fazem o controle de arrecadação – a Universidade não é estatal. Eles se esforçam para atrair alunos e repassam uma importância em dinheiro para a administração central. Cenário oposto ao que acontece na USP, onde o Governo repassa uma quantia à Universidade, a qual é distribuída entre suas unidades. No caso dos ingleses, um profissional pode atuar em vários departamentos e, dessa forma, seu salário será pago proporcionalmente por todos os setores em que trabalha. Além disso, os sistemas gerenciais, em particular os de custos, são altamente especializados.  

Celestini passou um mês na Inglaterra estudando o modelo de gestão da Universidade de York
Outro ponto curioso do modelo inglês é que eles possuem um profissional que atua como uma espécie de planejador de carreira. Seu trabalho é se relacionar com empresas para que elas ofereçam oportunidades de emprego aos estudantes e eles fiquem um ano trabalhando na área em que estudam. Esse período de trabalho acontece no meio da graduação: “A vantagem é que, após retornar ao curso, o aluno está muito mais maduro e com uma visão muito além da teoria. Ele fica mais responsável, se relaciona melhor com as pessoas e melhora inclusive seu desempenho na faculdade”, conta Celestini. Ele irá propor um projeto similar para atrair empresas ao Instituto e estimular o estágio entre os alunos ingressantes. 

O funcionário diz ainda que, na Universidade de York, existe um direcionamento muito forte para a atividade-fim e, desde que voltou da viagem, tenta implantar esse espírito no Instituto, além de mostrar para os funcionários a importância de cada um no ICMC. “O funcionário técnico-administrativo tem que apoiar o docente, o pesquisador, o aluno e até mesmo outros funcionários. Então, esse processo de capacitação é importante para que ele possa dar o suporte adequado aos envolvidos. Quando o funcionário vive aquele ambiente acadêmico, passa a entender como tudo funciona”, finaliza.

A oportunidade desse estágio surgiu com a criação, em 2013, do Programa de Incentivo e Apoio à Capacitação os Servidores Técnicos e Administrativos da USP, no exterior, criado pela Reitoria da Universidade e prontamente apoiado pelo ICMC. Atualmente, o Programa está suspenso e o Instituto tem incentivado a participação de servidores em programas com apoio externo, como o Programa Erasmus Mundos, da Comissão Europeia.

Texto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação do ICMC
Fotos: Reinaldo Mizutani (duas primeiras) e Henrique Fontes (última)

Mais informações
Veja o mapa que mostra o panorama da internacionalização no Instituto: icmc.usp.br/e/93aff
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 8 de abril de 2014

Docentes do Programa de Pós-Graduação em Bioengenharia realizam reunião de cooperação com comitiva do Irã



Na última quinta-feira, dia 3, docentes do Programa de Pós-graduação Interunidades Bioengenharia (PPGIB) da USP reuniram-se com uma comitiva de pesquisadores da Universidade de Teerã, capital do Irã, que apresentaram suas pesquisas nas áreas de neurociência e ciência cognitiva, visando estabelecer uma cooperação interinstitucional com a USP.

Do campus da USP em São Carlos estiveram presentes a professora Ana Maria de Guzzi Plepis, presidente do PPGIB, ligada ao Departamento de Química e Física Molecular do Instituto de Química de São Carlos (IQSC), o professor Alexandre Cláudio Botazzo Delbem, do Departamento de Sistemas de Computação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) e o servidor Bruno Sevciuc, do Serviço de Estágios e Relações Institucionais da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC)


A comitiva iraniana foi composta pelo diretor do Conselho de Ciência Cognitiva e Tecnologia do Irã, Hamed Ekhtiani, pelo docente do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade de Teerã, Babak Araabi, e pelo pesquisador Iman Ghodrati Toostani, aluno pré-selecionado para ingressar no doutorado do PPGIB, do qual o professor Delbem deverá ser o orientador.



Durante a conversa, os representantes da universidade iraniana explicaram que existe uma linha de financiamento oferecida pelo governo daquele país voltada a promover investimentos em neurociência, visando torná-la uma área estratégica para a pesquisa de novos materiais, equipamentos e informações que possibilitem um maior entendimento do funcionamento do cérebro.



“O interesse é no desenvolvimento de uma ferramenta computacional diferenciada que permita o processamento de dados complexos, ordenando as informações mais relevantes e de forma simples para que qualquer pessoa possa acessar. Atualmente, muitas pesquisas na área levam anos de estudos e análises para obterem resultados ou conclusões; já a ferramenta pode catalisar dados em imagens, espectro de ondas, medidas e sinais”, explicou Delbem.



A reunião encerrou-se com manifestação favorável das instituições para formalização de um convênio, que agora tramita nos âmbitos administrativos das universidades.




Por Keite Marques da Assessoria de Comunicação da EESC


Com colaboração da Assessoria de Comunicação do ICMC