Mostrando postagens com marcador engenharia de computação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador engenharia de computação. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Evento na USP destaca a presença de mulheres na área de tecnologia

Em comemoração ao Ada Lovelace Day, no dia 19 de outubro, será realizado um evento no ICMC com o objetivo de evidenciar as conquistas das mulheres na ciência



Você conhece a Ada Lovelace? Foi ela quem escreveu o primeiro código de programação já criado, e isso ainda no século XIX. Sua importância na área de tecnologia é tão grande que uma data especial foi criada em sua homenagem: o Ada Lovelace Day. Nesse dia, em diversos lugares do mundo são criados eventos com o objetivo de evidenciar as conquistas das mulheres na ciência, além de inspirar as garotas a ingressarem na área. 

No dia 19 de outubro, sábado, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, sediará atividades como parte dessa comemoração em um evento criado pelo grupo de extensão Women in Tech. "É um dia internacional para valorizar e incentivar a participação feminina nas ciências exatas. A desigualdade de gênero na área é um problema que afeta o mundo todo e não apenas o Brasil", explicou a professora Sarita Bruschi, que é coordenadora do evento e do grupo de extensão. 

A programação, que ocorre das 9 às 20 horas, contará com palestras, minicursos e uma feira de exposição de projetos com trabalhos de pesquisa e extensão do ICMC, desenvolvidos por professoras e alunas. Além disso, também estarão presentes representantes de empresas de tecnologia como Monitora, Google e Token lab. Uma roda de conversa encerrará as atividades, possibilitando o diálogo entre participantes e apresentadoras. 

Gratuito e aberto a todos, especialmente às mulheres, incluindo cis e trans (entenda melhor os termos clicando aqui), o evento será realizado com o apoio do Grupo de Alunas de Ciências Exatas (Grace). As inscrições podem ser realizadas por meio deste formulário: icmc.usp.br/e/24523. 

Sobre o Women in Tech - O grupo surgiu em 2018, durante a Semana da Engenharia de Computação da USP São Carlos, com o intuito de discutir a falta de representatividade feminina nas áreas de ciências e tecnologia. O maior objetivo da iniciativa é apoiar e incentivar as ingressantes em cursos nos quais as mulheres são minoria, diminuindo assim a alta evasão. 

Composto por alunas e alunos do curso de Engenharia de Computação, oferecido pelo ICMC em parceria com a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, o grupo realiza diversas atividades relacionadas à presença das mulheres no ambiente universitário. 

Retrato em aquarela de Ada Lovelace, possivelmente de autoria de Alfred Edward Chalon
Texto: Gabriela Bidin – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 

Ada Lovelace Day no ICMC
Facebook do evento: icmc.usp.br/e/523dd
Quando: sábado, 19 de outubro, das 9 às 20 horas 
Local: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no bloco 6 do ICMC 
Endereço: avenida Trabalhador São-carlense, 400 - Centro 
Inscrições: icmc.usp.br/e/24523

Saiba mais 
Conheça outras ações voltadas à participação feminina no ICMC: Elas estão rompendo as barreiras das Exatas
Mais informações: (16) 3373.9622 ou eventos@icmc.usp.br

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Inscrições abertas para a Semana da Engenharia de Computação da USP São Carlos

A terceira edição do evento acontecerá de 23 a 27 de setembro no ICMC

A Semana é organizada pelos alunos de Engenharia de Computação, curso oferecido em parceria pelo ICMC e pela EESC
 
Fortalecer a identidade profissional do engenheiro de computação. Esse é o principal objetivo da Semana da Engenharia de Computação (SEnC) da USP São Carlos. O evento será realizado de 23 a 27 de setembro e contará com uma programação bastante diversificada: palestras, workshops, minicursos, rodas de conversa, viagens técnicas, feira de empresas e projetos, noite de jogos (game night) e uma atividade especialmente voltada para as mulheres, o Women in Tech. 

Qualquer pessoa interessada em saber mais sobre a área de engenharia de computação pode participar das atividades, a maioria delas acontecerá no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no bloco 6 do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). A entrada nas palestras, rodas de conversas, na feira, na noite de jogos e no Women in Tech é gratuita e não demanda inscrições prévias. 

Já para participar das demais atrações, basta acessar o site do evento, selecionar as atividades em que deseja se inscrever e pagar a taxa até a data estipulada pela comissão organizadora do evento, que é composta por alunos de Engenharia de Computação da USP em São Carlos. O curso é oferecido em parceria pelo ICMC e pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). 

Minicursos estão entre as atrações da SEnC

Destaques – A feira de empresas e projetos da SEnC é uma das grandes atrações do evento. Um dos principais objetivos da iniciativa é promover o contato direto entre os participantes e as empresas patrocinadoras da SEnC, além de propiciar uma mostra de projetos extracurriculares de alunos e de laboratórios de pesquisa. 

Já o Women in Tech é uma atividade que busca trazer visibilidade, inspiração, incentivo, voz e acolhimento a todas as mulheres e meninas que se interessam pela tecnologia. Este ano a proposta é discutir a questão da masculinidade tóxica, abordando como o problema afeta as mulheres e também os próprios homens. A programação completa da SEnC está disponível no site do evento. 

No ano passado, o Women in Tech também foi uma das atrações do evento

Garanta sua vaga – O critério de alocação das vagas nos minicursos e nas viagens técnicas será a ordem de inscrição. Se a atividade desejada estiver lotada, ainda há chances de conseguir um lugar se inscrevendo na lista de espera. Por isso, as inscrições foram subdivididas em dois períodos: o primeiro termina dia 12 de setembro e, no dia 15, começa a segunda etapa, que se estende até dia 20. 

Os participantes que se inscreverem na primeira etapa devem efetuar o pagamento da taxa de inscrição dentro do prazo do primeiro período, já os participantes que se inscreverem na segunda etapa devem pagá-la no segundo período. A inscrição só será efetivada após a quitação da taxa. Se o pagamento não constar no sistema ao final do prazo, a vaga na atividade será destinada a quem está na lista de espera. 

Nesta edição, serão aceitas as seguintes formas de pagamento: dinheiro, cartão de crédito, boleto ou transferência bancária. Os locais e as datas para pagamento presencial em dinheiro serão divulgados no momento da inscrição. 



Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC 

Mais informações 
Assista ao vídeo (teaser #1): www.youtube.com/watch?v=VzMl2nx5Uck

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Alunos da USP São Carlos participam de programa internacional para jovens líderes

Iniciativa norte-americana seleciona estudantes com potencial de liderança no futuro e oferece atividades de capacitação

Estudantes foram selecionados em programa internacional para jovens líderes
(crédito da imagem: Henrique Fontes/SEL-USP)

Um líder, normalmente, é aquela pessoa que coordena um grupo em determinado ambiente visando alcançar grandes objetivos. Os desafios para quem escolhe essa função são enormes, tanto do ponto de vista pessoal como do profissional, e os que vislumbram assumir uma posição de liderança sabem que o percurso é longo e demanda muito preparo. Em busca de qualificação para iniciar essa caminhada, três alunos da USP, em São Carlos, ingressaram no Cargill Global Scholars Program (CGSP), iniciativa internacional que capacita jovens com potencial de liderança no futuro.

Por meio de seminários, orientações individuais, estudos de caso, eventos de networking, entre outras ações, o Programa visa desenvolver habilidades de pensamento crítico nos participantes, além de formar uma rede global de estudiosos e ajudar a transformá-los na próxima geração de inovadores do mundo. “Eu sempre vi a liderança como uma oportunidade de me colocar na linha de frente de um problema e sair da zona de conforto. Isso permite que você desenvolva competências que antes nem imaginava ter”, explica João Marco Barros, um dos participantes da atividade e aluno do curso de Engenharia de Computação, oferecido em conjunto pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).

Durante o CGSP, João Marco pôde desmistificar alguns conceitos que tinha sobre liderança e adquirir novos conhecimentos: “Além de aprender a ficar mais analítico e trabalhar com números, percebi que quando você coloca as pessoas na frente de suas decisões, os resultados começam a fazer mais sentido. O Programa ajudou a me reconstruir, pois eu pensava que ser líder era apenas ter uma posição de destaque e dar orientações a um grupo, mas a atuação é muito mais complexa”, diz o estudante, que sonha um dia em abrir uma empresa na área de tecnologia.

João Marco pretende gerenciar uma empresa de tecnologia no futuro
(crédito da imagem: Henrique Fontes/SEL-USP)

O jovem foi selecionado pelo Programa internacional em 2017, mas possui uma relação de longa data com a função de líder. Quando ainda cursava a segunda série do ensino médio, o aluno criou um projeto social em São Bernardo do Campo (SP), sua cidade natal, para dar aulas a quem não tinha condições financeiras. Na mesma época, fundou a iniciativa IUPI, na qual angariava recursos para distribuir a instituições carentes. Hoje, além de estar no último semestre do Cargill Global Scholars Program, ele faz parte do Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos (Ismart), organização que oferece bolsas em escolas particulares de excelência e acesso a programas de desenvolvimento para jovens talentos de baixa renda.

A participação em programas de qualificação é um grande diferencial para quem sonha em mergulhar no universo da liderança, ainda mais em um cenário mercadológico cada vez mais concorrido e competitivo. Oferecido pela empresa Cargill em parceria com o Instituto de Educação Internacional (IIE), o CGSP seleciona 10 estudantes de cada país habilitado a concorrer no Programa. São seis no total: Brasil, China, Índia, Rússia, Indonésia e Estados Unidos. Os candidatos devem possuir bom desempenho acadêmico, estudar em áreas de interesse da Cargill e enviar cartas de apresentação pessoal e recomendação. Se forem aprovados nessa etapa, os estudantes ainda devem passar por uma entrevista. Os selecionados recebem uma bolsa de estudos, tutoria mensal de carreira e participam de atividades nacionais e internacionais.

Existe uma fórmula para ser líder? – Diante da diversidade de perfis, visões, personalidades, temperamentos e posturas, é difícil imaginar que há um modelo pronto a ser seguido em busca da liderança. No entanto, um aspecto sobre o tema parece ser unanimidade entre os jovens da USP: “Antes de qualquer conquista ou resultado, o líder deve se lembrar de que está lidando com seres humanos”, ressalta Leandro Silva, aluno do curso de Engenharia de Computação.

Leandro Silva é diretor geral do SEMEAR, grupo da USP que desenvolve soluções na área de robótica
(crédito da imagem: arquivo pessoal)

O jovem, que sonha um dia gerenciar equipes na área de educação, fala com propriedade do assunto já que vivencia experiências de liderança. Hoje, por exemplo, atua como diretor geral do SEMEAR, grupo extracurricular da USP que desenvolve soluções em engenharia mecatrônica para aplicações na robótica. Simultaneamente, Leandro coordena a área comercial da Semana da Engenharia de Computação (SenC) da Universidade, que acontecerá entre os dias 22 e 26 de outubro.

“Estar na USP é um diferencial enorme, pois podemos participar de atividades de extensão e trabalhar com pessoas incríveis, o que qualifica nosso currículo e nos faz crescer na carreira”, afirma o aluno. Selecionado em julho para ingressar no Programa de jovens líderes, o estudante já participou de algumas atividades da Cargill no mês passado, quando passou uma semana em São Paulo acompanhando seminários e palestras com executivos da empresa.

Quem faz companhia a Leandro nessa jornada é Maria Luisa do Nascimento, estudante do curso de Engenharia de Computação que também foi aprovada no CGSP. Anteriormente, a jovem não vislumbrava atuar como líder, mas parece ter encontrado seu caminho na área e reconhece que o desafio é gigante: “Não basta ter apenas o conhecimento técnico, é preciso manter sua equipe engajada se quiser aspirar algo grande. Você precisa ser um exemplo para o seu time e confiar nas pessoas que o compõe”, explica a aluna.

Saber ouvir é uma das características de Maria Luisa que mais se encaixa com as de um líder
(crédito da imagem: arquivo pessoal)

Atualmente, a líder gerencia um projeto de pesquisa do ADA, grupo de extensão vinculado ao curso de Engenharia de Computação que oferece aos alunos conhecimentos técnicos, administrativos e interpessoais de forma organizada, bem como valoriza a profissão de engenheiro de computação frente à sociedade e o mercado de trabalho. Além de colaborar com o projeto, a estudante coordena a Women in Tech, atração da Semana da Engenharia de Computação que visa promover maior representatividade feminina nas áreas de tecnologia.

Referência dos amigos na forma como lida com as pessoas, Maria Luisa conta que uma de suas características que mais se encaixa com as de um líder é a de saber ouvir e aprender com o próximo. Nesse sentido, a estudante sugere que os futuros líderes procurem por alguém que já realizou algo diferente e se espelhe nos exemplos positivos. “Nunca iremos aprender algo novo se não tentarmos”, conclui a jovem.

Engajados com a missão de transformar a sociedade e assumir grandes responsabilidades, os estudantes da USP não se esqueceram de incentivar o surgimento de novos candidatos à líder: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”, estimula Leandro, citando a frase do ativista Mahatma Gandhi.

Texto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do SEL-USP

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373-9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Inscrições para a Semana de Engenharia de Computação da USP já estão abertas

Todas as atividades acontecerão no campus da Universidade, em São Carlos, e são abertas ao público, que pode fazer sua inscrição até 16 de outubro

Evento acontecerá de 22 a 26 de outubro

Você sabe como é feito um computador? Sabe como programar um software ou integrar todas as peças necessárias para fazer a máquina funcionar? O engenheiro da computação sabe! Que tal conhecer mais sobre esse curso, as áreas de atuação e o mercado de trabalho desse profissional? Basta comparecer à 2ª edição da Semana de Engenharia de Computação (SEnC), que acontece de 22 a 26 de outubro, no campus da USP, em São Carlos.

Os interessados já podem fazer a pré-inscrição no site do evento: https://senc.icmc.usp.br. Nessa etapa, o participante fornece os dados pessoais e escolhe de quais atividades deseja participar, tendo em vista que há opções gratuitas e pagas. O período de pré-inscrição termina no dia 16 de setembro. Depois dessa data, os inscritos receberão um e-mail para efetivar a inscrição. 

De acordo com os organizadores do evento, a SEnC tem como objetivo fortalecer a identidade do engenheiro de computação, ressaltando sua relevância para a sociedade, já que o curso ainda é pouco conhecido, apesar do vasto campo de atuação. A iniciativa surgiu no ano passado, diante da necessidade de uma semana acadêmica que representasse por completo o perfil do profissional em engenharia de computação.

Ao longo dos cinco dias do evento, haverá palestras, minicursos, rodas de conversas, workshops, feira de oportunidades, apresentação de projetos e viagens técnicas. Nessa edição, uma das viagens será oferecida pela Embraer. Os alunos que participarem dessa atividade poderão conhecer uma das maiores empresas aeroespaciais e ainda aprender como um engenheiro de computação pode atuar na área de aviação.

Outro destaque da programação é a Women in Tech, iniciativa que pretende discutir, por meio de  uma palestra e de uma roda de conversa, a falta de interesse e representatividade de mulheres nos cursos tecnológicos. A programação completa da SEnC estará disponível em breve no site do evento.

A SEnC é organizada pelos alunos de Engenharia de Computação da USP em São Carlos, curso que é oferecido em parceria pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) e pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).


Texto: Talissa Fávero - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Engenheiro de Computação: ser ou não ser? Acesse a reportagem: www.icmc.usp.br/e/1b226
Site da SEnC: https://senc.icmc.usp.br/
SEnC no Facebook: https://www.facebook.com/semanaengenhariacomputacao/
Women in Tech no Facebook: https://www.facebook.com/events/231220254157980/
Seção de Eventos do ICMC: (16) 3373-9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

Contato para esta pauta
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Esclareça suas dúvidas sobre três diferentes cursos de computação

Mesmo com um núcleo de disciplinas em comum, há características que distinguem Ciências de Computação, Engenharia de Computação e Sistemas de Informação





Ciências de Computação, Engenharia de Computação ou Sistemas de Informação? Essa dúvida costuma atormentar os estudantes que querem ingressar em um curso na área de computação. Para ajudar a compreender as características que distinguem esses três cursos, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, elaborou um vídeo, que está disponível no Youtube, e também um infográfico (veja a seguir).

O professor Thiago Pardo, do ICMC, explicar que, nos três cursos, os alunos conhecerão um pouco sobre todas as áreas da computação e terão uma sólida base matemática. Vão estudar programação, banco de dados, eletrônica, redes de computadores, inteligência artificial, etc.  A diferença é que, depois desse núcleo de disciplinas em comum, cada curso direciona o aluno para um caminho diferente.

Nas Ciências de Computação, a trilha é software. Caso escolha esse curso, você conhecerá a fundo os fundamentos e as teorias de computação, terá mais disciplinas voltadas para programação avançada, bancos de dados, internet, desenvolvimento de software. É uma opção indicada para quem pretende desenvolver jogos, entender como funcionam os aplicativos e criar suas próprias soluções.

Já a estrada da Engenharia de Computação é hardware: estuda-se mais a fundo a parte de elétrica e eletrônica, de placas e circuitos. Há mais química e mais física que nos outros cursos. É indicado para quem deseja atuar no campo da robótica, dos carros inteligentes e da internet das coisas.

Por outro lado, na jornada pelos Sistemas de Informação, o enfoque é a gestão de processos, projetos e pessoas. O objetivo é formar um profissional capaz de projetar e desenvolver os sistemas que controlam os negócios de uma empresa. A indicação vai para quem pretende desenvolver aplicativos ou iniciar o próprio negócio. 

O professor Thiago Pardo usa o exemplo de um smartphone para explicar as diferenças: “Se você gosta de instalar aplicativos no aparelho e adoraria desenvolver seus próprios aplicativos, há indícios de que Ciências de Computação é o seu caminho. Mas se a sua vontade é desmontar o aparelho, entender e pesquisar o que tem lá dentro, então, considere Engenharia de Computação. Agora, se você gosta de lidar com pessoas, de gerenciar grupos de conversa e processos, Sistemas de Informação pode ser uma boa opção”.

Acesse também o vídeo no Youtube: https://youtu.be/QPEM31n-el4


Feira USP e as Profissões – Os estudantes que quiserem conversar diretamente com os professores, alunos e funcionários do ICMC e das demais unidades de ensino e pesquisa da USP podem participar, a partir desta quinta-feira, 16 de agosto, da 12ª edição da Feira USP e as Profissões Capital, que acontece até sábado, dia 18. A iniciativa gratuita da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da Universidade acontece no Parque de Ciência e Tecnologia da USP (Parque CienTec), na zona sul da capital paulista. Para controlar o fluxo de visitantes, é sugerido que os interessados façam inscrição prévia no site do evento. A expectativa é de que 80 mil pessoas participem da Feira ao longo dos três dias.

Outra opção para quem deseja esclarecer as dúvidas é participar da 16ª Feira USP e as Profissões Interior, que será realizada nos dias 30 e 31 de agosto em Bauru, no Recinto Mello Moraes. Nessa oportunidade, os estudantes poderão conhecer os 67 cursos oferecidos por seis campi da USP localizados no interior do Estado. A entrada é franca, mas também é recomendável a realização de inscrições prévias no site do evento.  

As feiras são, ainda, um meio para que os jovens obtenham informações sobre o ingresso na Universidade, que pode ser feito a partir do SISU ou do vestibular da Fuvest, que está com inscrições abertas até dia 11 de setembro. Nas feiras, os estudantes também podem conhecer os programas de apoio à permanência estudantil oferecidos pela USP (moradia, alimentação etc.) e participar de atividades culturais e palestras, além de conferir as atrações de cada estande. No caso do ICMC, por exemplo, os participantes podem interagir com robôs, jogos eletrônicos e objetos matemáticos.

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Com informações da Assessoria de Comunicação da PRCEU e da Assessoria de Comunicação da Prefeitura da USP do campus de Bauru

Infográfico: Fernando Mazzola

Mais informações
12ª Feira USP e as Profissões – Edição Capital
Quando: 16, 17 e 18 de agosto de 2018, das 9 às 17 horas
Onde: Parque de Ciência e Tecnologia da USP (Parque CienTec) – Av. Miguel Stéfano, 4.200, Água Funda (em frente ao Zoológico de São Paulo)
Dúvidas e informações: (11) 3091-3511 / 3091-3348 / 3091-3513
Inscrições: http://prceu.usp.br/uspprofissoes/12feirauspcapital/

16ª Feira USP e as Profissões – Edição Interior
Quando: 30 e 31 de agosto de 2018, das 9 às 17 horas
Onde: Recinto Mello Moraes – Av. Comendador José da Silva Martha, 5868 – Jardim Ouro Verde,  Bauru – SP (vias de acesso: pela Rua Moisés Fidélis da Motta ou Av. Comendador José da Silva Martha)
Dúvidas e informações: (14) 3235-8437 ou pelo e-mail feiraprofissoes@usp.br
Inscrições: http://prceu.usp.br/uspprofissoes/16fepusp/

Contato para esta pauta
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Estudantes criam operadora digital de telefonia e representarão Brasil em competição nos EUA

Alunos de três universidades se reuniram para desenvolver a Fluke, startup que traz como prioridade o relacionamento com o cliente; Empresa deve começar a operar no Brasil em 2019

Yuki, Marcos e Matheus (da esquerda para a direita) estudam na USP, em São Carlos, e ajudaram a criar a Fluke

E se sua operadora de celular deixasse de ser um problema? Foi essa a pergunta que motivou um grupo de seis estudantes universitários a criar a Fluke, empresa digital de telefonia móvel que pretende facilitar a vida dos clientes. Desenvolvida por alunos da USP, em São Carlos e São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e da Universidade Paulista (Unip), a nova operadora virtual representará o Brasil, nos dias 10 e 11 de maio, na International Business Model Competition (IBMC), competição que premia o melhor modelo de negócio universitário do mundo.

“Nosso cliente poderá contratar serviços da forma mais personalizada possível. Ele vai escolher o pacote que desejar, sem passar por intermediários, e não será obrigado a comprar planos extras que não utilizaria como forma de obter descontos em seu produto de interesse. Os valores de cada serviço ainda estão sendo estipulados”, explica Marcos de Oliveira Junior, aluno do curso de Engenharia de Produção da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP e um dos idealizadores da startup fundada em junho do ano passado.

O processo para contratação de serviços da Fluke será rápido, transparente e intuitivo, bastando apenas o interessado acessar o aplicativo da empresa e selecionar o que deseja. Dentro do app, será possível trocar de plano, alterar os dados pessoais, acompanhar o consumo em tempo real, contratar o acesso a redes sociais, minutos de ligações, SMS, internet, além de solicitar ajuda pelo chat ou diretamente pelo telefone. A melhor notícia é que tudo isso poderá ser solicitado sem precisar se aborrecer com músicas intermináveis durante as chamadas e desgastantes transferências de ligação entre os atendentes de telemarketing.

Priorizar o bom relacionamento com os clientes é uma das principais vantagens das operadoras digitais de telefonia. Diferentemente das empresas físicas, as virtuais não precisam se preocupar, por exemplo, com responsabilidades como suporte técnico e infraestrutura de rede, já que alugam a mesma plataforma utilizada por uma operadora convencional.

Além de se beneficiarem financeiramente, as companhias tradicionais ainda podem reduzir a ociosidade de suas redes, pois muitas delas não operam em sua capacidade máxima. Assim, essas operadoras terão os mesmos gastos mensais, mas com uma receita maior. Os planos de ligação, internet, SMS e demais serviços serão comprados das empresas físicas pela Fluke em uma espécie de “atacado” e, posteriormente, disponibilizados ao consumidor final. Pensando no custo mensal para a manutenção da startup universitária, também deve ser contabilizado, além do aluguel pago às operadoras convencionais, os gastos com contratação e manutenção de softwares e os custos com os setores jurídico e de marketing.

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), o Brasil possui mais de 235 milhões de linhas móveis ativas, o que torna o país o 5º maior mercado do mundo na área. As operadoras Vivo, Claro, TIM e Oi contemplam mais de 98% das escolhas dos clientes e a falta de alternativas a essas quatro opções, muitas vezes, faz com que o usuário sinta-se refém dessas empresas.

“As grandes operadoras de telefonia possuem uma base enorme de clientes, tornando o mercado oligopolizado. Porém, muitos consumidores contestam a qualidade dos serviços prestados e, frequentemente, as reclamações desencadeiam problemas jurídicos às empresas. Foi por isso que escolhemos o caminho das operadoras virtuais, pois assim conseguimos focar em uma relação de excelência com os clientes”, afirma Yuki Watanabe, aluno do curso de Engenharia Elétrica – Ênfase em eletrônica da EESC.

Tratando-se apenas de chips móveis pré-pagos, o número de clientes que trocam de operadora por ano gira em torno de 60 milhões. “Falta transparência às operadoras. Algumas pessoas mal sabem o valor exato que irá pagar na fatura do mês seguinte ou se o serviço está realmente sendo entregue, por exemplo. Para piorar, a comunicação com as empresas físicas é difícil e muitos clientes até deixam de mudar de operadora por pensar que na concorrente o serviço também será ruim”, explica Matheus Uema, aluno do curso de Engenharia de Computação, oferecido pela EESC em parceria com o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), também da USP em São Carlos.

Durante a graduação, os jovens estudaram algumas disciplinas que contribuíram na elaboração da startup. Oficinas de inovação e matérias sobre empreendedorismo universitário fizeram parte da grade dos alunos. “Durante as disciplinas, eu tive a oportunidade de assistir a palestras com referências na área, além de participar de dinâmicas em grupo com alunos de todos os campi da USP sobre o mercado empreendedor”, conta Marcos.

O foco da Fluke é o público jovem, e a escolha por São Carlos para desenvolver o projeto foi estratégica: “É uma população mais adepta a inovações digitais e que está inserida no campo da tecnologia. Muitos estudantes se mudam para São Carlos a fim de estudar e acabam trocando de operadora para falar com os pais. Pode ser um momento oportuno para nós”, diz Yuki.

Na Fluke, será possível contratar planos personalizados

Reconhecimento – A ideia empreendedora dos jovens já trouxe grandes resultados, tanto que a Fluke venceu a seletiva nacional da International Business Model Competitions (IBMC) 2018. Agora, eles serão os responsáveis por representar o Brasil na etapa mundial da competição que contará com outros 39 países e será realizada na cidade de Provo, em Utah, nos Estados Unidos. O evento é organizado pela Universidade Brigham Young.

Só que para viajarem ao país norte-americano os jovens estão realizando uma campanha de financiamento coletivo na internet. Quem puder contribuir pode acessar o seguinte link. Os estudantes precisam de pouco mais de R$ 30 mil para arcar com todos os gastos da viagem, e as contribuições podem ser feitas online até o dia 24 de abril. No momento, os integrantes da Fluke já estão negociando com algumas operadoras e em busca de investidores para a empresa. A previsão é de que a startup de São Carlos comece a operar em 2019.

Além de Marcos, Yuki e Matheus, também fazem parte da equipe Vinícius Ito, estudante do curso de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da USP, Leonardo Santos, aluno de administração da FGV e Augusto Pinheiro, que estuda Ciências de Computação na Unip.

Texto e fotos: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do SEL

Mais Informações
Assessoria de Comunicação do SEL
Telefone: (16) 3373-8740
E-mail: comunica.sel@usp.br

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Engenheiro de computação: ser ou não ser?

Enquanto uma crise de identidade parece atormentar alguns alunos que estão cursando engenharia de computação, setores do mercado já começam a valorizar a formação híbrida desses profissionais


O que faz um engenheiro de computação? Onde esse profissional pode atuar? É muito provável que, se você fizer essas perguntas para um grupo de pessoas, a maioria não saberá responder com clareza. Nem mesmo vestibulandos e calouros do próprio curso conseguem explicar objetivamente. Mas a culpa não é deles, afinal, as graduações em engenharia de computação são bastante recentes.

“Todo mundo sabe o que faz um engenheiro civil, eletricista ou mecânico. Já o engenheiro de computação, são poucos que conhecem”, afirma o professor Fernando Osório, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Segundo ele, o mesmo acontece quando a comparação é feita dentro da computação: “quando os primeiros cursos de engenharia de computação surgiram, na segunda metade da década de 1990, outros como Ciências da Computação, Tecnologia da Informação e Sistemas de Informação já estavam muito bem estabelecidos”.

O professor Osório já coordenou o curso de Engenharia de Computação da USP em São Carlos
(crédito da imagem: Denise Casatti)
E isso se torna um problema quando os alunos passam os primeiros anos da graduação sem entender onde irão atuar. Foi assim que, há alguns anos, surgiu uma crise de identidade nos estudantes, principalmente naqueles que estavam na metade do curso. “Nós fomos percebendo que não conhecíamos nossa identidade. Só começamos a entender o que era a engenharia de computação depois do terceiro ou quarto ano, e nesse caminho muita gente desistiu”, explica Tiago Daneluzzi, que está no quinto ano do curso no ICMC. Mas diversas iniciativas estão sendo tomadas, tanto por alunos como pelos professores, para divulgar a importância do engenheiro de computação e seu papel na sociedade.

Um profissional que integra duas áreas - Pense na tecnologia ao nosso redor. Nosso celular, o computador de bordo do carro, o decodificador de TV a cabo e até mesmo o controle remoto do ar-condicionado. Vá mais longe e pense nos paineis de um avião, um carro autônomo ou um sistema de irrigação. Praticamente todos os dispositivos que utilizamos são computadores que estão cada vez mais complexos. A expressão-chave nesse assunto é “sistemas embarcados”, que são aparelhos que possuem características eletrônicas próprias, e estão integrados em termos de computação e elétrica.

O CARINA é um carro autônomo desenvolvido pelo Laboratório de Robótica Móvel do ICMC.
A integração entre carro, lasers e radares é competência de um engenheiro de computação
(crédito da imagem: Reinaldo Mizutani)

A engenharia de computação surgiu da união entre essas duas áreas. Mas, na verdade, ela sempre esteve presente. “Como os sistemas não eram tão sofisticados, você ‘desviava o profissional’. Era possível fazer com que um engenheiro eletricista ou cientista da computação se especializasse na área oposta”, afirma o professor Osório. Por isso, a partir do momento que as universidades perceberam uma integração cada vez mais complexa, os cursos começaram a surgir e crescer.

Por causa dessa integração, o engenheiro de computação se torna único, capaz de lidar com problemas de um setor específico. “Esse profissional coloca a mão na massa, entende tanto do hardware como do software. Ele tem um potencial diferenciado e vai além dos profissionais isolados”, explica a professora Kalinka Castelo Branco, vice-coordenadora do curso, que é oferecido em parceria do ICMC com a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).

A professora Kalinka falou sobre a formação diferenciada do engenheiro de computação durante a palestra de abertura da Semana de Engenharia de Computação
(crédito da imagem: Denise Casatti)

Estudantes que se perderam em duas áreas - A dúvida dos estudantes sobre onde eles podem trabalhar surge, em parte, por causa dessa integração das áreas e pela pouca idade do curso. De acordo com Kalinka, há algum tempo, as vagas eram para engenharia elétrica ou ciências da computação, então os alunos se sentiam perdidos e, muitas vezes, precisavam se engajar nessas áreas. Mas, segundo ela, nunca houve escassez de vagas: “nossos alunos de engenharia de computação são altamente procurados, nunca tivemos problema de empregabilidade”.

O professor Osório também diz que existe um problema no mercado, devido à falta de conhecimento do curso: “dependendo do ramo, as empresas não sabem que precisam desse profissional. Um banco, por exemplo, contrata qualquer engenheiro, mas não se atenta ao de computação”.

Os alunos também possuem dificuldade em enxergar a singularidade do engenheiro de computação. “Fora da faculdade não existe problema de identidade ou emprego, mas isso só ficou claro para mim no ano passado”, afirma Tiago. Segundo ele, para os estudantes, é como se uma parte do curso fosse engenharia elétrica e, a outra, ciências da computação, com poucas disciplinas integrando as duas, e que aparecem apenas na segunda metade da graduação. Como resultado, mais da metade de sua turma pediu transferência para uma das duas áreas.

Uma identidade em formação – Apesar dos problemas, alunos e professores são otimistas: a crise de identidade está diminuindo, e essas dúvidas, cada vez mais, estão ficando para trás. Isso faz parte de um esforço coletivo para mostrar aos estudantes que a engenharia de computação é uma área singular, com alta empregabilidade e uma atuação específica no mercado.

Uma das medidas foi a criação da Semana de Engenharia de Computação (SEnC), que teve sua primeira edição realizada em setembro de 2017. A iniciativa surgiu dos alunos, que, até então, eram divididos nas semanas acadêmicas de ciências da computação e de engenharia elétrica. “Nós sentimos a necessidade de ter uma semana nossa, justamente porque somos de uma área específica. A adesão dos alunos de engenharia de computação nas outras semanas sempre foi muito baixa”, afirma Tiago, que coordenou a primeira SEnC. A comissão que organizou a semana teve 18 alunos.

Tiago (ao centro em pé) e a equipe que organizou a SenC
(crédito da imagem: arquivo pessoal)

“Essa semana ajuda a mostrar que eles têm uma atuação diferenciada. É importante passar a mensagem que eles agregam conhecimentos das outras áreas de uma maneira única”, explica Kalinka, que foi responsável pela palestra de abertura da SEnC, justamente com o tema “a identidade do engenheiro de computação”. De acordo com ela, o ICMC e a EESC também estão tomando medidas para desenvolver essa identidade cada vez mais. Entre elas, levar todas as aulas para o campus 2 e a criação do Espaço EngComp.

Inaugurado no ano passado, esse espaço possui um ambiente colaborativo, para estimular a inovação dos estudantes. São oito laboratórios especializados, entre eles um espaço maker, com impressoras 3D, placas de circuito e toda a infraestrutura necessária para desenvolver um projeto de eletrônica e computação.

Para Tiago, o trabalho atual deve ser mantido. Segundo ele, os Institutos, em parceria com a Secretaria Acadêmica do curso, estão aprimorando a grade curricular para deixar a graduação mais atrativa. “Também temos iniciativas extracurriculares, que são muito importantes porque dão mais clareza do que podemos fazer depois de formados”, ele explica. Entre esses projetos, estão o Warthog Robotics, grupo de pesquisa e extensão do campus sobre robótica móvel aplicada, que também participa de competições de futebol de robôs; o Ganesh, grupo de extensão sobre segurança digital; e o ADA, de projetos em engenharia de computação. “Essa crise de identidade foi muito forte até pouco tempo, com muitos problemas de desistência. Hoje, estamos cada vez mais próximos da realidade do mercado de trabalho, e não é preciso avançar tanto no curso para se encontrar. O problema deve sumir em breve”, conclui o estudante.

“A tendência é que os engenheiros de computação sejam cada vez mais requisitados pelo mercado, porque a área está diretamente ligada ao futuro da tecnologia”, afirma Osório. A crise de identidade dos engenheiros de computação pode estar acabando, mas sua importância para a sociedade está crescendo cada vez mais. E não deve parar tão cedo.

Texto: Alexandre Wolf - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Laboratórios de incentivo e apoio à Engenharia de Computação: apresente sua proposta até 10 de janeiro

Chamada visa estimular professores e alunos a apresentarem projetos relevantes para a formação dos futuros engenheiros de computação


Laboratórios selecionados vão usar o espaço físico e os recursos já existentes  no prédio
da Engenharia de Computação, na área 2 do campus da USP em São Carlos

Angariar propostas de laboratórios de incentivo e apoio ao ensino, à pesquisa, à inovação, ao empreendedorismo e à extensão voltados a alunos do curso de Engenharia de Computação. Esse é o objetivo de uma chamada lançada pela Comissão Gestora Administrativa (CGA) do curso, que é fruto de uma parceria entre a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), ambos da USP.

As propostas podem ser apresentadas até dia 10 de janeiro de 2018 e devem prever a criação de ambientes que estimulem e favoreçam o desenvolvimento de trabalhos de interesse dos alunos, sendo relevantes para sua formação. 

De acordo com o edital da chamada (disponível neste link: icmc.usp.br/e/8c29a), a CGA fornecerá o espaço físico para a alocação dos laboratórios selecionados, disponibilizando os recursos já existentes no prédio da Engenharia de Computação, localizado na área 2 do campus da USP em São Carlos. Entre esses recursos estão: acesso à internet, energia, segurança e impressora compartilhada. Todas as demandas adicionais, necessárias para o funcionamento com sucesso dos laboratórios, devem ser obtidas ou fornecidas pelos proponentes dos projetos.

Confira, a seguir, o cronograma da iniciativa:
  • 10/01/2018 - Data limite para submissão das propostas, que devem ser enviadas por e-mail (secretariaengcomp@gmail.com) para a secretaria do curso, aos cuidados de Shirley Gandini.
  • 31/03/2018 - Divulgação de relatório com os resultados.
  • 02/04/2018 - Início das atividades nos laboratórios aprovados.
Texto e foto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informação
Secretaria da CGA do curso de Engenharia de Computação: 3373.8376
E-mail: rafrance@icmc.usp.br

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Primeira Semana da Engenharia de Computação termina com homenagem a professores

Evento aconteceu de 18 a 22 de setembro

A primeira Semana da Engenharia de Computação da USP, em São Carlos, contribuiu para complementar a formação profissional e acadêmica dos participantes e contou com uma programação bastante diversificada: palestras, minicursos, viagem técnica, atividades culturais e feira de recrutamento e de exposição de projetos. 

O evento aconteceu de 18 a 22 de setembro e, no último dia, a Secretaria Acadêmica da Engenharia de Computação (SAEComp) realizou a já tradicional homenagem aos professores. Entre os homenageados estão três docentes do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC): Everaldo Bonotto, Nivaldo Grulha Júnior; e Valdir Menegatto. Os docentes Aline Corato, do Instituto de Arquitetura e Urbanismo, e João Navarro Júnior, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), completam a lista dos homenageados.

Para definir os professores que serão reconhecidos, a Secretaria gera, no final de cada semestre, um formulário online, o qual é respondido pelos alunos. Para a escolha, só estão aptos à votação professores do semestre anterior ao atual. Os critérios de escolha são, por exemplo, o empenho do professor com a turma (que engloba o preparo de aula, preocupação do aprendizado, confecção de listas, etc.), o ensino (que abarca tanto o domínio da disciplina quanto a qualidade dos trabalhos pedidos) e características como carisma e humildade.

A cerimônia foi realizada dia 22 de setembro, no auditório Jorge Caron da EESC. Como símbolo da homenagem, os alunos confeccionaram, molduraram e entregaram a cada professor escolhido um certificado de menção honrosa com palavras de agradecimento. O curso de Engenharia de Computação é oferecido em parceria pelo ICMC e pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).

Além disso, também foram homenageados os alunos do curso que tiveram ótimos desempenhos acadêmicos: Giuliano Prado; Moisés Silva e Henrique da Silveira.

Confira nosso álbum de fotos no Flickr e no Facebook!

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Espaço na USP estimula futuros engenheiros de computação a inovar

Estudantes do campus de São Carlos agora têm à disposição um ambiente criado especialmente para estimular a inovação e a colaboração: o Espaço EngComp

Inauguração contou com a presença do diretor da EESC, do diretor do ICMC e
do pró-reitor de Pós-Graduação da USP (da esquerda para a direita)

A área de engenharia de computação vem passando por uma profunda transformação. Capacidade de inovar, de trabalhar em colaboração e de empreender são competências cada vez mais exigidas nesse campo, que já nasceu transdisciplinar, na intersecção entre a eletrônica e a computação.

“Apesar de termos um curso muito bem estruturado pedagogicamente, considerando a grade curricular, com professores qualificados e laboratórios bem equipados, faltava esse algo a mais que, hoje, está sendo solicitado nesse campo de atuação”, explica o professor Fernando Osório, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). Ele é coordenador do curso de Engenharia de Computação, oferecido em parceria pelo ICMC e pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP.

Segundo o professor, nesse novo cenário, não basta propiciar aos estudantes aulas seguindo o modelo clássico: “É preciso ter um espaço onde se possa inovar de verdade, experimentar, sair do currículo que está pré-definido e desenvolver projetos que possam levar à criação de novos produtos”. Para atender a essa necessidade, nasceu o projeto Espaço EngComp. “É um ambiente colaborativo, no estilo de coworking, um lugar para inovar e empreender. Isso é indispensável em um curso moderno na área de engenharia de computação”, completa Osório.

Inaugurado no dia 22 de junho, o Espaço EngComp foi concebido desde o início levando em conta os princípios da gestão participativa. A partir da criação de uma Comissão Gestora Administrativa da Engenharia de Computação, que conta com a participação de professores, funcionários e alunos do ICMC e da EESC, o espaço foi ganhando forma. “São vários laboratórios que têm ambientes compartilhados e podem ser utilizados por todos os atores envolvidos no processo. A missão desse lugar é gerar inovação, ampliar as relações interpessoais e, principalmente, integrar-se aos projetos de graduação”, revelou o professor Ivan Nunes da Silva, da EESC, que coordena a Comissão.

Além de um vão livre, que conecta o Espaço EngComp ao prédio onde hoje acontece a maioria das atividades do curso de Engenharia de Computação, na área II do campus da USP, em São Carlos, o ambiente também abriga um auditório no andar térreo. Subindo as escadas, é possível acessar os oito laboratórios especializados, o laboratório multiuso, a sala de reuniões e os espaços de convivência. Na sala 8-117, está o Espaço Maker. “Nesse ambiente temos impressora 3D, diversos kits, osciloscópios, placas de circuitos e toda a infraestrutura necessária para desenvolver um projeto de eletrônica e computação”, explica Osório, que coordena o local junto com o professor Maximiliam Luppe, da EESC.

A criação do Espaço foi toda pautada pela perspectiva do aprendizado ativo, em que os estudantes aprendem fazendo. É um lugar propício para a prática do aprendizado a partir da resolução de problemas e para abordagens do tipo mão na massa.

Durante a inauguração, projetos realizados por grupos de pesquisa e de extensão foram apresentados

Superação em parceria – A história de superação e parceria que habita esse espaço foi relatada pelo professor Alexandre Nolasco de Carvalho, diretor do ICMC. De volta a 2014, lembrou-se do dia em que ele e o professor Geraldo Roberto Martins da Costa, na época diretor da EESC, visitaram o espaço. Eles foram acompanhados pelo vice-reitor da USP, Vahan Agopyan, pelo Superintendente de Espaço Físico, Oswaldo Nakao, e pelo arquiteto Sérgio Assumpção, que já faleceu. Era um momento difícil, início da atual gestão reitoral da USP e a crise financeira da Universidade impunha a paralisação de diversas obras que estavam por concluir.

“A estrutura básica do prédio estava pronta, mas ainda restava uma parte significativa para que o edifício pudesse ser utilizado. Essa visita sensibilizou a reitoria da USP sobre a necessidade de conclusão da obra”, contou o diretor do ICMC. Apesar do apoio da reitoria, a escassez de recursos impôs cortes ao orçamento. “Demos andamento à licitação da obra, que se iniciou em dezembro de 2014. Em julho do ano seguinte, ela foi entregue. Porém, em função dos cortes, faltava realizar a instalação elétrica e lógica, o condicionamento térmico, mobiliar o local, adquirir os equipamentos para os laboratórios, além de fazer toda a jardinagem do entorno”.

Esses desafios não interromperam o projeto: “O ICMC e a EESC fizeram o que se deve fazer em tempos de crise”. Nolasco explicou passo a passo as parcerias estabelecidas para superar as dificuldades: “com o apoio dos servidores da EESC construímos parte da mobília que equipa os laboratórios; com o apoio dos servidores do ICMC, fizemos a instalação elétrica e lógica; com o apoio da Prefeitura do Campus, equipamos o auditório e alguns laboratórios com carteiras e também fizemos esse lindo gramado que cerca o edifício; com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação, adquirimos parte dos equipamentos dos laboratórios”.

Sem deixar a emoção de lado, Nolasco falou do orgulho que sente de toda a equipe que ajudou nessa construção. “Quando, diante de adversidades, conseguimos nos unir para atuar no seu enfrentamento, ganhamos a confiança necessária para solucionar a maioria das dificuldades.” Segundo ele, será preciso ainda muito trabalho até que o prédio esteja em condições ideais de uso: “Apesar de todas as restrições orçamentárias, não tenho medo: acredito que seremos bem sucedidos porque fomos capazes de trabalhar em parceria”.

O diretor da EESC, professor Paulo Sergio Varoto, recordou que a união entre EESC e ICMC começou em 2003, quando foi criado o curso de Engenharia de Computação. “No começo, tínhamos certa angústia por se tratar de uma ação em parceria: como o curso vai funcionar? Onde os alunos vão estudar? Porém, em pouco tempo, pela fortíssima empatia que temos com o ICMC, percebemos que as ações de gestão e acadêmicas seriam facilitadas”, disse Varoto. Para ele, essa parceria reflete uma vocação do campus da USP em São Carlos: “Essa é uma ação integradora, multidisciplinar. Embora a Engenharia de Computação já seja uma graduação consolidada ou em fase final de consolidação no país, no âmbito do nosso campus foi uma atitude, de certa forma, pioneira e mostra nossa vocação de trabalhar nas áreas de interface entre as unidades”.

Representando o reitor da USP, o pró-reitor de Pós-Graduação, Carlos Gilberto Carlotti Jr., encerrou a cerimônia de inauguração do Espaço EnComp ressaltando a relevância do estabelecimento dessas parcerias: “Sem a interdisciplinaridade, a transdisciplinaridade, não vamos conseguir resolver problemas realmente profundos da sociedade e chegar a uma ciência de primeiro mundo. Essa interação que vocês estão fazendo entre o ICMC e a EESC é o único caminho para resolvermos esses problemas. Já foi a época em que uma área resolvia tudo sozinha”.

O pró-reitor estimulou todas as unidades a seguirem o exemplo: “Acho que é isso que a Universidade espera dos nossos grupos de pesquisa, dos nossos professores: essa busca pelo conhecimento, pelo trabalho em conjunto e pela solução de problemas de uma grandeza maior do que aqueles que resolvíamos até pouco tempo. Exemplos como esse, em que mesmo em momento de crise temos inaugurações e inovações, refletem o espírito da USP. E só conseguimos fazer isso por causa da qualidade de nossos professores, alunos e servidores”, finalizou.

Pró-reitor de Pós-Graduação estimulou todas as unidades da USP a realizarem parcerias

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Fotos: Fernando Mazzola – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Professores da USP recebem homenagem de alunos de Engenharia de Computação

Evento que marcou reconhecimento aconteceu na área 2 do campus da USP, em São Carlos

Cinco professores da USP, em São Carlos, foram homenageados pelos alunos do curso de Engenharia de Computação por sua didática, transparência, carisma e profissionalismo durante as aulas ministradas aos estudantes no segundo semestre do ano passado. A homenagem é uma iniciativa da Secretaria Acadêmica de Engenharia de Computação (SAEComp).

Entre os homenageados estão três professores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC): Cristina Ciferri, João Batista Neto e Maria do Carmo Carbinatto. Os docentes Adilson Gonzaga, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), e Jean-Claude M'Peko, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) completam a lista dos homenageados.

Para definir os professores que serão reconhecidos, a Secretaria gera, no final de cada semestre, um formulário online, o qual é respondido pelos alunos. Para a escolha, só estão aptos à votação professores do semestre anterior ao atual. Os critérios de escolha são, por exemplo, o empenho do professor com a turma (que engloba o preparo de aula, preocupação do aprendizado, confecção de listas, etc.), o ensino (que abarca tanto o domínio da disciplina quanto a qualidade dos trabalhos pedidos) e características como carisma e humildade.

A cerimônia foi realizada dia 18 de maio, no auditório do prédio da Engenharia de Computação, na área 2 do campus da USP. Como símbolo da homenagem, os alunos confeccionaram, molduraram e entregaram a cada professor escolhido um certificado de menção honrosa com palavras de agradecimento. O curso de Engenharia de Computação é oferecido em parceria pelo ICMC e pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).

Confira o álbum de fotos no Facebook e no Flickr! 

Fotos: Reinaldo Mizutani - Assessoria de Comunicação do ICMC

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 9 de maio de 2017

Site criado por estudantes da USP arrecada doações para crianças em tratamento

Plataforma "Somos Todos Heróis” faz do financiamento coletivo um projeto social

Da esquerda para a direita, a equipe do Somos Todos Heróis:
Marco Schaefer, Igor Marinelli e Fuad Schiavon

Com menos de um ano, Ana Clara sofreu um grave acidente de carro. Perdeu a mãe, um tio e sofreu uma grave lesão medular. Hoje ela luta para se recuperar. Além de roupas e alimentos, Ana precisa ser transferida da Santa Casa de São Carlos para outro hospital, onde possa responder melhor aos tratamentos. Ela é uma das crianças heroínas que foram atendidas pelo projeto social Somos Todos Heróis, um site de financiamento coletivo voltado a arrecadar doações para quem precisa de ajuda: seja um tratamento médico, a realização de uma cirurgia, auxílio para compra de alimentos ou materiais escolares. 

Cada doação simboliza o envio de um acessório para fortalecer a criança e torná-la uma heroína ou herói. Cintos, varinhas, escudos, visão de raio laser, capas e anéis mágicos fazem parte do arsenal que pode “equipar” as crianças. Criado em 2016, o site não tem fins lucrativos e todos os valores doados são depositados via PagSeguro diretamente na conta dos responsáveis pela criança.


Linguagem atrativa - A ideia e implementação do site vem de Matheus Marchiori, aluno da Faculdade de Direito (FD) da USP, e de Igor Marinelli, estudante de Engenharia da Computação, curso oferecido em parceria pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Amigos desde o ensino médio, ambos decidiram iniciar o Somos Todos Heróis a partir da insatisfação com outros projetos sociais de que participavam, em especial por conta da falta de doações para crianças ou instituições carentes.

A temática de super-heróis mostrou-se uma forma de alcançar diversas idades. Como conta Igor, é algo que “mexe com muitas lembranças dos adultos e, ao mesmo tempo, inspira as crianças a pensarem em ações socialmente responsáveis desde pequenas”. Em seus dez meses de existência, o site já possibilitou que cinco missões fossem cumpridas, incluindo a de Ana Clara.

A montagem das missões é feita por Igor, que vai à casa das crianças averiguar a solicitação de campanhas, procura novas crianças e faz o contato com famílias e instituições. Além dele, a equipe conta hoje com mais duas pessoas ativas: Fuad Schiavon, que cuida do design do site, e Marco Schaefer, programador e desenvolvedor, ambos também alunos de Engenharia da Computação em São Carlos. Matheus Marchiori compõe atualmente o conselho jurídico do projeto. E o time está aberto a quem quiser ajudar.

E agora, quem irá nos defender - O desenvolvimento da plataforma levou cerca de seis meses. Ainda que tenha um custo de manutenção baixo, o site conta com uma parceria com a empresa HomeHost do Rio de Janeiro, que lhe garante a hospedagem sem despesas. Porém, quando é feita uma campanha pela página do Facebook do projeto para incentivar a doação, os gastos com publicidade saem do bolso da equipe.

O site também deve receber novidades em breve. A equipe trabalha agora para gamificar mais a plataforma a fim de torná-la mais atrativa. Um sistema de conquistas está em desenvolvimento, no qual os usuários poderão subir de nível a partir de suas ações e doações e obter prêmios, como camisetas do Somos Todos Heróis.

Texto: Jornal da USP - editado e atualizado pela Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Confira a reportagem da EPTV: icmc.usp.br/e/15394
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br