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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Evento apresenta oportunidade de pós-graduação com bolsa nos Emirados Árabes Unidos

No dia 31 de outubro, estudantes da USP poderão obter mais informações sobre as vagas disponíveis na Khalifa University 



Que tal fazer um mestrado ou doutorado com uma bolsa de estudos integral na Khalifa University, que fica nos Emirados Árabes Unidos? Se essa oportunidade lhe interessou, compareça à apresentação que ocorrerá na próxima quinta-feira, 31 de outubro, às 14h30, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no bloco 6 do ICMC.

O encontro será coordenado por César Maldonado, do Institute of International Education (IIE), e visa tirar dúvidas dos alunos interessados em concorrer a bolsas. Não é necessário se inscrever para participar.

Apresentação Khalifa University
Quando:31 de outubro, às 14h30
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano do ICMC (bloco 6)
Contato: César Maldonado, cmaldonado@iie.org

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Publicação mostra quais são os 31 grupos de pesquisa que atuam no ICMC

Novo catálogo de pesquisa facilita a obtenção de informações sobre as linhas de atuação do corpo docente do Instituto, que conta com 140 pesquisadores 

Para obter a versão impressa do material, os docentes devem ir à Seção de Apoio Institucional do ICMC

Facilitar a obtenção de informações sobre os grupos de pesquisa que atuam no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. É com essa finalidade que foi desenvolvido o novo catálogo de pesquisa do Instituto, uma publicação impressa com 68 páginas em inglês, que também está disponível eletronicamente neste link: www.icmc.usp.br/e/467bc

Os 31 grupos de pesquisa do Instituto, que realizam estudos nas mais diversas áreas da matemática, da computação e da estatística, são apresentados por meio da descrição das linhas de atuação de cada um. A publicação também especifica quais são os professores que fazem parte do grupo e disponibiliza o endereço de e-mail de cada um. 

Autoridades acadêmicas e pesquisadores, em particular os estrangeiros, são o principal público-alvo do material. Muitas vezes, esse público deseja estabelecer parcerias científicas com os brasileiros, mas encontram dificuldades na obtenção de informações. Por isso, a publicação impressa será entregue a pesquisadores e delegações que visitam o ICMC. 

Além disso, os professores que participam de eventos e missões no exterior podem levar o material para distribui-lo a possíveis interessados no estabelecimento de parcerias científicas. Para obter a versão impressa do material, os docentes devem ir à secretaria do seu respectivo Departamento ou à Seção de Apoio Institucional do ICMC, na sala 4-000, no bloco 4 do Instituto. 

O catálogo foi produzido pela Seção de Apoio Institucional, por iniciativa da Comissão de Relações Internacionais, com base nas informações fornecidas pela Comissão de Pesquisa e pelos grupos do Instituto. 

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Link para acessar a versão eletrônica do catálogo: www.icmc.usp.br/e/467bc
Seção de Apoio Institucional: (16) 3373.8914 
E-mail: rinst@icmc.usp.br

terça-feira, 19 de abril de 2016

Delegação da Universidade de Münster visita o ICMC em busca de parcerias

Entre os temas debatidos durante a visita da delegação alemã estavam as possibilidades de intercâmbio

Buscando estreitar relações, promover parcerias e possibilidades de intercâmbio, três professores da Universidade de Münster visitaram o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Os alemães conheceram a estrutura do ICMC, as áreas de pesquisa e apresentaram propostas de trabalhos em conjunto.

Os visitantes foram recebidos por Maria Cristina de Oliveira, vice-diretora do ICMC, José Carlos Maldonado, presidente da Comissão de Relações Internacionais do Instituto (CRInt), e pelas professoras Simone de Souza e Ellen Barbosa. A recepção, que aconteceu nos dias 6 e 7 de abril, foi realizada na Sala da Congregação do ICMC e começou com um vídeo institucional que mostrou a infraestrutura oferecida pela instituição, os campos de pesquisa e o reconhecimento internacional dos trabalhos produzidos.

Depois, foi a vez de Maldonado mostrar, por meio do mapa desenvolvido pela CRInt, alguns dados sobre a mobilidade de alunos e professores do ICMC, além dos acordos internacionais estabelecidos. “Nossos professores participam de várias redes de pesquisa e o Instituto sempre estimula os estudantes a irem para o exterior”, afirma o presidente da CRInt.

Representando a Universidade alemã, Bernd Hellingrath, Armin Stein e Katrin Bergener apresentaram dados sobre a instituição europeia e sua cidade sede, além dos objetivos buscados com o encontro. Segundo os alemães, a USP é a universidade brasileira com a qual eles possuem maior colaboração, completando esse ano 10 anos de parceria. Além das reuniões proporcionadas pela visita, os professores alemães também tiveram a oportunidade de conhecer o Museu da Computação Odelar Leite Linhares e a Biblioteca Achille Bassi.

A professora Ellen destacou a relevância da visita da delegação. “O estabelecimento de uma parceria com a Universidade de Münster é importante tanto no contexto da graduação quanto no da pós-graduação, em virtude da possibilidade de intercâmbio. Além disso, há o interesse em discutir e implementar convênios de duplo diploma ou dupla titulação”, finaliza a docente. 

Texto e foto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação do ICMC

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Participe do programa Student Chapter da Sociedade de Matemática Aplicada e Industrial

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas até a próxima quarta-feira, 6 de abril


Estimular o interesse pela matemática em suas diversas aplicações, proporcionar um ambiente para a troca de ideias, o desenvolvimento de habilidades de liderança, o incentivo à internacionalização e à descoberta de oportunidades de carreira. Esses são os principais objetivos do programa Student Chapter da Sociedade de Matemática Aplicada e Industrial (SIAM, sigla em inglês). O programa possui filiais em cerca de 150 universidades em todo o mundo e, desde o ano passado, o Brasil passou a fazer parte dessa grande rede, quando foi criada a primeira filial no país, sediada no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

Os estudantes que desejarem fazer parte da iniciativa podem se inscrever até a próxima quarta-feira, 6 de abril, por meio deste formulário eletrônico: icmc.usp.br/e/2f146. O único pré-requisito é ser estudante de graduação do ICMC e possuir interesse nas aplicações que a matemática possui, além de trazer à Universidade os diversos caminhos que o mercado de trabalho tem a oferecer. Quem participar da iniciativa ajudará a promover diversas atividades, tais como eventos voltados a aproximar a universidade das empresas, viagens técnicas e palestras. Durante o processo seletivo, os estudantes inscritos serão submetidos a entrevistas e dinâmicas. 

“Por meio desse programa, o ICMC passa a fazer parte de um seleto grupo de universidades, estando entre as melhores do mundo na área de matemática aplicada”, finaliza o professor José Cuminato, coordenador da iniciativa.

Mais informações
Página da filial do ICMC no Facebook: https://www.facebook.com/schicmcsaocarlos/
Link para inscrição: icmc.usp.br/e/2f146

terça-feira, 15 de março de 2016

Da África para o ICMC: calouro chega a São Carlos para estudar computação e sonha contribuir com empresa do pai

Ele recomenda que estudantes venham fazer graduação no Brasil e, depois de formado, quer voltar para o Congo e trabalhar no empreendimento criado pelo pai

Ele viajou milhares de quilômetros carregando na bagagem o sonho de um dia tornar a empresa do pai uma multinacional. “Eu escolhi Ciências de Computação porque amo essa área desde quando meu pai comprou um computador ainda na minha infância. Ele tem uma empresa do ramo de informática e tomei como objetivo me formar na área para fazer com que o negócio cresça cada vez mais”, diz, com os olhos distantes, Josué Kabongo, que veio da República Democrática do Congo, na África, estudar no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

“O nível da computação no meu país ainda é muito baixo, por isso procurei alternativas para que eu pudesse adquirir um conhecimento de qualidade”, conta o estudante, que gosta da área de desenvolvimento de software. Kabongo foi um dos selecionados do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), do Ministério da Educação, que oferece oportunidades de formação superior a cidadãos de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos educacionais e culturais. Avisado pelo cunhado sobre a oportunidade, ele resolveu se arriscar e, mesmo sem conhecer muito sobre o país do futebol, foi incentivado pelo pai, o qual lhe disse que muitas oportunidades se abririam.

Durante o processo de inscrição, o calouro deveria escolher duas cidades do Brasil para se candidatar a estudar. Optou por São Paulo e Brasília. “Quando comecei a pesquisar sobre as universidades desses dois municípios e descobri que a USP é a melhor da América Latina, fiquei ainda mais motivado a vir para o Brasil”. Ele foi selecionado pela USP em São Paulo e direcionado ao campus de São Carlos, onde estava disponível, no período diurno, o curso por ele escolhido. 

O estudante desembarcou no Brasil em janeiro de 2015 e passou cerca de 8 meses na capital nacional aprendendo português na Universidade de Brasília (UNB). Durante esse período, ficou hospedado em um alojamento de uma igreja local, onde convivia com outros companheiros do Congo. Como a língua oficial do país africano é o francês, a maior preocupação de Kabongo era aprender português, pois só assim estaria apto para fazer a graduação. 

Nos primeiros meses em terras brasileiras, o africano descobriu algumas diferenças culturais curiosas: “Os brasileiros não são tão diretos. Por exemplo, se eu estou usando uma camisa feia, você não vai falar isso pra mim, vai dizer que estou bem. Eu sofri com isso quando cheguei ao Brasil, porque era sempre muito sincero com as pessoas e descobri, com o tempo, que algumas vezes isso poderia magoá-las”, diz Kabongo.

Há um mês no ICMC, o aluno congolês parece estar se habituando bem à nova rotina: “As pessoas aqui são muito prestativas e essa característica é muito parecida com a do meu povo, o que ajuda na minha adaptação. Apesar do pessoal da minha turma ainda estar um pouco tímido, estamos nos relacionando bem. Já fiz até trabalho de faculdade na casa de colegas”, revela Kabongo, que divide um quarto do alojamento da USP com outros dois estudantes.

Motivação dentro de casa – Kabongo é natural da cidade de Kinshasa, capital de seu país. Ele tem seis irmãos e alguns deles já foram para o exterior fazer faculdade, fato que o motivou ainda mais a procurar opções para estudar fora do Congo. A oportunidade de viver em um cenário totalmente diferente do habitual, com a possibilidade de aprendizado, é de grande valor para o estudante: “São outras pessoas, com diferentes formas de pensar. Quando você viaja, sua mente se abre, tanto no aspecto cultural quanto intelectual. Espero sair da melhor Universidade do Brasil um ótimo profissional e como um bom exemplo para o meu povo”, afirma o calouro.

Ele recomenda que outros estudantes sigam pelo mesmo caminho. “Eu convidaria a virem para o Brasil todos que pensam em fazer ensino superior no exterior. O país oferece muitas oportunidades aos estrangeiros, com a possibilidade de estudar nas melhores universidades da América Latina. Não me arrependo de ter vindo para cá, com certeza fiz a escolha certa”, finaliza.

Texto e foto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

ICMC estreita parceria com Universidade do Estado da Califórnia

Representantes da universidade norte-americana visitaram São Carlos, conheceram estudante do ICMC que desenvolverá trabalho de conclusão de curso durante intercâmbio na Califórnia e já estão planejando organizar um futuro workshop entre pesquisadores das duas instituições


Gabriel fará seu trabalho de conclusão de curso na Universidade do Estado da Califórnia

A chegada do ano novo está carregada de uma expectativa adicional no caso do estudante Gabriel Giancristofaro, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Em janeiro, ele vai embarcar para os Estados Unidos, onde desenvolverá seu trabalho de conclusão de curso na Universidade do Estado da Califórnia, no campus de Fullerton.

“Será uma experiência acadêmica e profissional incrível, estou muito ansioso para ir. Tenho certeza de que fazer esse trabalho lá vai me abrir novos horizontes”, conta Giancristofaro. A ideia de realizar esse projeto surgiu depois que ele fez iniciação científica com o professor Jó Ueyama. Com a ajuda do professor, o estudante entrou em contato com o pesquisador norte-americano Anand Panangadan, da Universidade do Estado da Califórnia. Mas o que Giancristofaro não imaginava é que esse contato possibilitaria também o estreitamente da parceria entre o ICMC e a universidade norte-americana. 

Depois desse primeiro contato do estudante, a Comissão de Relação Internacionais (CRInt) do Instituto encaminhou uma mensagem à área de Programas Internacionais e Engajamento Global da Universidade do Estado da Califórnia para identificar as possiblidades de ida do estudante para os Estados Unidos. “Ficamos muito empolgados quando recebemos o e-mail da Comissão de Relações Internacionais do ICMC. A mensagem chegou em um excelente momento, pois já estávamos com uma viagem agendada para o Brasil”, revelou Kari Knutson Miller, vice-presidente da área de Programas Internacionais da Universidade da Califórnia. Ela esteve no ICMC dia 19 de novembro, junto com Christine Pircher-Barnes, diretora da área que atende os estudantes e pesquisadores estrangeiros.

Durante a visita, as representantes da universidade norte-americana foram recepcionadas pelo presidente da CRInt, José Carlos Maldonado, e pelos professores Adenilso Simão, Daniel Levcovitz e João Garcia Rosa. “Essa é uma parceria que nasceu a partir de uma colaboração concreta científica e que, agora, irá se fortalecer com a realização de convênios e outras ações”, ressaltou Maldonado. “Estamos interessados em todas as possibilidades de parceiras que poderão surgir a partir desse encontro, tanto em relação à mobilidade de estudantes de graduação e pós-graduação quanto no que se refere à colaboração científica”, completou o presidente da CRInt.

O professor Adenilso Simão sugeriu a realização de workshops entre pesquisadores das duas instituições a fim de identificar linhas de pesquisa comuns que poderão gerar futuras colaborações. A ideia foi muito bem recebida e as representantes da Universidade da Califórnia já colocaram os professores do ICMC em contato com os diretores da Faculdade de Ciências Naturais e Matemática e da Faculdade de Engenharia e Ciências de Computação para o planejamento do futuro workshop. “Identificamos quatro professores do Departamento de Matemática interessados em trabalhar com o ICMC para explorar as possibilidades de mobilidade e pesquisa”, disse Kari em mensagem enviada no final de novembro.

Kari e Christine (à esquerda) visitaram o ICMC em novembro

Intercâmbio – “Sempre tive vontade de fazer intercâmbio, mas queria dar um sentido adicional para ele. Agora estou indo para os Estados Unidos com um objetivo bem definido”, conta Giancristofaro. Ele ficará um semestre na Universidade da Califórnia desenvolvendo seu trabalho de conclusão de curso sob supervisão do professor Panangadan. O estudante continuará pesquisando a área de sensores e internet das coisas, com a qual já atuou na iniciação científica. Também cursará algumas matérias interdisplinares que ajudarão a completar seu curso. 

A universidade norte-americana não cobrará taxa do aluno, que arcará com os custos da viagem e da estadia, pois não receberá bolsa para realizar o intercâmbio. “Minha família está animada e torcendo por mim, eles gostam da ideia de que eu conclua meu curso fazendo um trabalho no exterior”, finaliza Giancristofaro, que é de Bauru e tem apenas 21 anos.

Kari deu as boas-vindas a Gabriel


Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Fotos: Reinaldo Mizutani e Denise Casatti

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

ICMC lança Programa de Atração de Jovens Talentos para pós-doutorandos da América Latina

Objetivo do Programa é viabilizar pré-seleção e indicar os candidatos que poderão receber bolsas das agências financiadoras


Mapa mostra origem dos pós-doutorandos do ICMC 

Os pesquisadores da América Latina, residentes no exterior, que desejarem realizar pós-doutorado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, podem se inscrever no Programa de Atração de Jovens Talentos (PAJT) até 31 de janeiro de 2016. O objetivo do Programa é viabilizar a pré-seleção e indicar os candidatos que poderão receber bolsas das agências financiadoras durante o período de pesquisa. A iniciativa é promovida pela Comissão de Relações Internacionais (CRInt) e pela Comissão de Pesquisa (CPq) do Instituto. 

O presidente da CRInt, José Carlos Maldonado, explica o que motivou a criação do Programa: “Os pós-doutorandos contribuem fortemente para alavancar os resultados científicos e tecnológicos das comunidades em que atuam. Estruturar uma ação a partir de motivações e mecanismos existentes dá mais visibilidade às atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação realizadas no ICMC, na região de São Carlos e no Estado de São Paulo”. Segundo Maldonado, a consolidação das redes de cooperação na América Latina fortalece as comunidades locais e regionais, promovendo uma maior competitividade global. 

De acordo com o presidente da CPq, Francisco Rodrigues, muitos estrangeiros acreditam que a USP possui apenas um campus na cidade de São Paulo, o que leva muitos deles a não escolherem o Brasil, devido às dificuldades relacionadas a morar em uma metrópole. “As oportunidades de bolsa de pós-doutorado oferecidas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), principalmente para estrangeiros, são desconhecidas em grande parte da América Latina, onde existem vários pesquisadores talentosos. Esperamos que essa iniciativa os atraia para o nosso Instituto, pois temos muito potencial para recebê-los”. 

Considerando-se os últimos cinco anos, 189 pesquisadores optaram por fazer pós-doutorado no Instituto, sendo 39 deles estrangeiros. Entre esses, 24 realizam atualmente suas pesquisas no ICMC, além de 48 pós-doutorandos brasileiros. A mexicana Haydée Cabrera é uma das pesquisadoras que está contribuindo com os avanços científicos do Instituto. Ela chegou a São Carlos em 2013 para atuar na área de Topologia de Singularidades e escolheu a cidade pela existência de um grupo de pesquisadores reconhecido internacionalmente. 

Como participar – O Programa foi divulgado durante o 41º Congresso Latino-americano em Informática (CLEI), realizado entre os dias 19 e 23 de outubro em Arequipa, no Peru. “No evento, realizei uma apresentação durante uma sessão destinada a mostrar as oportunidades de intercâmbio na América Latina”, contou o professor Adenilso Simão, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências de Computação e Matemática Computacional do ICMC. “Foi a primeira vez que houve uma sessão desse tipo no CLEI e a iniciativa do Instituto despertou bastante interesse na audiência”, completou Simão. 

A seleção dos candidatos ao Programa será realizada em duas fases. Na primeira, é preciso enviar o curriculum vitae atualizado até o dia 31 de janeiro de 2016, através do e-mail crint@icmc.usp.br, com o assunto “Inscrição PAJT-ICMC”. Os resultados dessa fase serão divulgados até 28 de fevereiro. Os aprovados deverão escrever um projeto de pesquisa junto com o supervisor do trabalho, que será indicado pela CPq, para a realização do doutorado em um dos grupos de pesquisa do Instituto. 

Na segunda fase, os interessados e supervisores deverão submeter seus projetos, de acordo com os prazos dos editais das agências financiadoras, tais como a FAPESP, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O trâmite das propostas nas agências leva em média entre 90 e 120 dias. Para mais informações sobre o processo seletivo, acesse o edital completo. 


Texto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais Informações
Edital do Programa: icmc.usp.br/e/eb174

Comissão de Relações Internacionais do ICMC: (16) 3373.8120
E-mail: crint@icmc.usp.br

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

ICMC no mundo: cooperação internacional é fundamental para fortalecer pesquisas e gerar inovação

Instituto contabiliza 48 convênios, mas interação vai muito além dos acordos formais e abrange até intercâmbio de um funcionário técnico-administrativo

As cooperações internacionais de pesquisa contribuíram para o crecimento científico de Maria Aparecida

Proporcionar novos caminhos para a colaboração e o desenvolvimento de pesquisas, oferecer oportunidades para alunos estudarem fora do país e possibilitar o aprendizado de novas estratégias de gestão dentro de uma universidade. Essas são algumas das contribuições que a cooperação internacional traz ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

A interação entre os pesquisadores do Instituto e do exterior acontece, na maioria das vezes, por meio da participação em projetos de pesquisa, congressos, workshops e pela realização de intercâmbios, que muitas vezes rendem até convênios com as instituições estrangeiras. O convênio é um acordo estabelecido entre duas entidades para a realização de atividades de comum interesse. Atualmente, o ICMC possui 22 convênios nacionais e outros 26 internacionais firmados com universidades em continentes como Europa, Ásia e América. Além dos acordos oficializados, as demais colaborações estabelecidas, mesmo sem convênio, são muito relevantes: “Mais importante do que o convênio são as atividades científicas que realizamos. Nós desenvolvemos muitos projetos de grande impacto, ainda que não exista um convênio firmado”, diz o presidente da Comissão de Relações Internacionais do ICMC, José Carlos Maldonado. O presidente diz ainda que o estabelecimento de convênios e projetos de pesquisa pode propiciar a ampliação das redes de colaboração.

Um grupo de pesquisa do Instituto que se destaca pelas inúmeras cooperações internacionais é o de Singularidades. Ele surgiu no fim da década de 60 e tem forte participação na formação de novos pesquisadores. Hoje, possui relações sólidas com países como Espanha, França, Japão, Polônia, Inglaterra e Portugal. “Interagir com outros grupos permite ampliar suas possibilidades, suas linhas de pesquisas. Em geral, eles estudam problemas parecidos com os nossos, mas com outro ponto de vista”, explica Maria Aparecida Ruas, professora do ICMC.

Ela também diz que esse tipo de experiência é fundamental para os estudantes: “É muito bom para um jovem pesquisador, no começo de sua carreira, permanecer um tempo em outro centro, de preferência fora do país, para ter uma visão complementar daquela que adquiriu na instituição onde se formou”. Para ela, todos os tipos de relacionamentos e cooperações internacionais de pesquisa que estabeleceu foram de grande valor em sua carreira: “Elas contribuíram para o meu crescimento científico”. 

Uma marca registrada do grupo de Singularidades são as reuniões científicas. A partir da década de 1990, teve início o Workshop de Singularidades, o principal workshop internacional da área que acontece a cada dois anos e recebe participantes de cerca de 20 países. “Essa relação vai crescendo naturalmente, nossos pesquisadores intensificam os contatos com outros centros e o número de visitantes a cada ano aumenta”, finaliza Maria Aparecida.

Projeto aprovado - Possuir convênios com outras universidades do mundo pode facilitar o financiamento de um projeto de pesquisa. Recentemente, a professora Maria Cristina obteve aprovação de um projeto no Programa São Paulo Research International Collaborations (SPRINT). Para que o projeto de um pesquisador seja aceito e financiado na chamada anunciada regularmente pela FAPESP, a universidade que o cientista representa deve possuir convênio com universidades do exterior parceiras da Fundação.

Projeto de Maria Cristina foi aprovado em chamada Sprint da FAPESP

No caso de Maria Cristina, o acordo estabelecido com a Universidade de Bath, uma das parceiras da FAPESP, viabilizou a apresentação da proposta. A vice-diretora realiza pesquisas na área de visualização de dados multidimensionais e trabalha para que essas informações possam ser representadas graficamente e inseridas em interfaces interativas. Mas a interpretação desse tipo de visualização pode ser muito difícil. Por isso, em seu projeto, realizado em parceria com o pesquisador Stephen Payne, da área de psicologia cognitiva, a ideia é estudar como ocorrem os processos cognitivos das pessoas ao analisarem esse tipo de representação gráfica, ou seja, como elas interpretam essas representações de dados multidimensionais.

Além da parceria com a Universidade de Bath, a professora possui cooperação científica com pesquisadores dos Estados Unidos e Canadá. Para ela, a troca de informações entre os cientistas é essencial: “Não existe pesquisa científica se não houver discussão sobre os resultados obtidos. Sem isso, o pesquisador poderá não enxergar outros caminhos promissores”.

A docente completa dizendo que não há uma fórmula exata para encontrar uma parceria ou a colaboração ideal: “Temos que interagir bastante, publicar em bons veículos, participar de congressos e apresentar trabalhos em conferências. É essa exposição que permite identificar outros pesquisadores atuando em áreas afins ou complementares, e assim o contato começa”.

Experiência em outra esfera - No ICMC, além de vários professores e estudantes, o funcionário Paulo Celestini também teve a oportunidade de passar por uma experiência fora do país que possibilitou contribuir com o Instituto. No ano passado, o analista administrativo ficou um mês na Universidade de York, na Inglaterra, estudando o modelo de gestão dos ingleses. Celestini submeteu um projeto em 2014 com esse propósito e foi apoiado pelo Instituto: “O sistema de gestão inglês é muito diferente do nosso, a ideia era ver como tudo funcionava e verificar o que poderíamos aproveitar aqui”, explica o funcionário.

Celestini trouxe algumas ideias da sua experiência que podem ser interessantes para o ICMC. Os departamentos da Universidade de York (que funcionam como as unidades aqui em São Carlos) são os que fazem o controle de arrecadação – a Universidade não é estatal. Eles se esforçam para atrair alunos e repassam uma importância em dinheiro para a administração central. Cenário oposto ao que acontece na USP, onde o Governo repassa uma quantia à Universidade, a qual é distribuída entre suas unidades. No caso dos ingleses, um profissional pode atuar em vários departamentos e, dessa forma, seu salário será pago proporcionalmente por todos os setores em que trabalha. Além disso, os sistemas gerenciais, em particular os de custos, são altamente especializados.  

Celestini passou um mês na Inglaterra estudando o modelo de gestão da Universidade de York
Outro ponto curioso do modelo inglês é que eles possuem um profissional que atua como uma espécie de planejador de carreira. Seu trabalho é se relacionar com empresas para que elas ofereçam oportunidades de emprego aos estudantes e eles fiquem um ano trabalhando na área em que estudam. Esse período de trabalho acontece no meio da graduação: “A vantagem é que, após retornar ao curso, o aluno está muito mais maduro e com uma visão muito além da teoria. Ele fica mais responsável, se relaciona melhor com as pessoas e melhora inclusive seu desempenho na faculdade”, conta Celestini. Ele irá propor um projeto similar para atrair empresas ao Instituto e estimular o estágio entre os alunos ingressantes. 

O funcionário diz ainda que, na Universidade de York, existe um direcionamento muito forte para a atividade-fim e, desde que voltou da viagem, tenta implantar esse espírito no Instituto, além de mostrar para os funcionários a importância de cada um no ICMC. “O funcionário técnico-administrativo tem que apoiar o docente, o pesquisador, o aluno e até mesmo outros funcionários. Então, esse processo de capacitação é importante para que ele possa dar o suporte adequado aos envolvidos. Quando o funcionário vive aquele ambiente acadêmico, passa a entender como tudo funciona”, finaliza.

A oportunidade desse estágio surgiu com a criação, em 2013, do Programa de Incentivo e Apoio à Capacitação os Servidores Técnicos e Administrativos da USP, no exterior, criado pela Reitoria da Universidade e prontamente apoiado pelo ICMC. Atualmente, o Programa está suspenso e o Instituto tem incentivado a participação de servidores em programas com apoio externo, como o Programa Erasmus Mundos, da Comissão Europeia.

Texto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação do ICMC
Fotos: Reinaldo Mizutani (duas primeiras) e Henrique Fontes (última)

Mais informações
Veja o mapa que mostra o panorama da internacionalização no Instituto: icmc.usp.br/e/93aff
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Estudantes do ICMC recebem prêmio durante experiência na China

Alunos passaram três semanas em Xangai, onde acompanharam aulas sobre cultura, política e economia, além de desenvolverem projeto coletivo que foi premiado

Grupo de Matheus (à frente) e Giuliano (terceiro da direita para a esquerda)
ganhou prêmio de melhor trabalho  

Ficar longe de casa é difícil para muita gente, mas quando a distância ultrapassa os 18 mil quilômetros e você está do outro lado do mundo, será que vale a pena? “Dá vontade de voltar e fazer tudo de novo. A experiência me surpreendeu, ganhei muito com isso”, revela Matheus Beleboni, aluno do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, depois de participar de um projeto na China.

Foram três semanas de aulas em Xangai, além de atividades e passeios turísticos. No final do período, Beleboni desenvolveu um trabalho em grupo, relacionando Brasil e China, com tema livre. Intitulado O impacto da educação superior no desenvolvimento de um país na perspectiva Brasil e China, o trabalho rendeu o prêmio de melhor projeto aos estudantes.

Outro aluno do ICMC, Giuliano Prado, também foi para a China e fez parte do grupo de Beleboni. Ele resolveu se candidatar à vaga após receber um e-mail da USP avisando sobre a oportunidade oferecida pelo Programa Top China Santander, cujo objetivo é incentivar a cooperação e promover debates sobre temas de interesse global entre Brasil e China.

O programa disponibiliza bolsas de estudos para estudantes de 24 universidades do país. A USP tem direito a cinco vagas e duas delas foram preenchidas por alunos do ICMC. No total, cerca de 100 universitários e professores brasileiros e chineses participaram da iniciativa em julho. As aulas ocorreram na Shanghai Jiao Tong University. Veja, a seguir, como foi a experiência dos dois alunos do ICMC.

15 minutos de famaNo Brasil, Giuliano Prado é apenas mais um aluno de Engenharia de Computação, mas na China, ele parecia um artista internacional. “Os chineses gostam muito dos estrangeiros. Paravam a gente na rua para tirar fotos, faziam vídeos, foi uma fama temporária”, diz o graduando.

Prado ficou hospedado no alojamento da Universidade. As aulas aconteciam em dois períodos: manhã e tarde. No final do dia, os participantes tinham a oportunidade de conhecer pontos turísticos e tradições locais, visitar monumentos, participar de cerimônias do chá e de trabalhos com argila e porcelana.

“A arquitetura e as decorações de lá são muito diferentes, os lugares sempre estão cheios e os chineses são bem solícitos. Outro ponto que impressionou é que, em Xangai, grandes plataformas eletrônicas, como Youtube e Google, não são utilizadas, eles criam os próprios produtos”, conta o estudante.

O aluno, que também já havia participado anteriormente de um programa nos Estados Unidos, afirma que ter uma oportunidade como essa é importante porque vivemos em um mercado globalizado: “O conhecimento que você traz do exterior pode ajudá-lo, no futuro, a pensar no desenvolvimento de um serviço ou produto adequado para diferentes culturas”.


Matheus (à esquerda) e Giuliano durante passeio na Muralha da China

Santa caronaNatural de Bauru, Matheus Beleboni é aluno de Ciências de Computação do ICMC e costuma oferecer caronas para os colegas de sua cidade. Mas o que ele não imaginava é que, em uma dessas viagens, quem ganharia uma carona especial para o outro lado do mundo seria o próprio estudante. “Um dos meus amigos que fez intercâmbio namora uma menina da Coreia do Sul. Ele estava no carro comigo e disse que iria se inscrever no Programa para poder visitá-la, já que, se fosse selecionado, estaria perto dela. Então, ele sugeriu que eu tentasse também”.

Depois de ser selecionado, Beleboni encarou 28 horas de viagem até Xangai. Toda a espera valeu a pena: “Foi uma das melhores oportunidades da minha vida. A parte cultural é a maior bagagem que eu trago de lá. Eles possuem um incrível legado da história do país, existem cidades com mais de dois mil anos de existência. Conhecemos templos budistas, estátuas e construções históricas”.

O estudante destacou também a prestatividade dos chineses, que sempre estavam dispostos a ajudar. “Se você estivesse jantando com os chineses e perguntasse onde poderia encontrar uma bebida, por exemplo, eles paravam tudo o que estavam fazendo para atendê-lo e só voltariam a comer depois que você conseguisse o que queria”. O graduando contou ainda que, para facilitar a comunicação com os estrangeiros, os chineses criavam até um nome “americano”.

Beleboni diz que poder passar por uma experiência como essa, ter contato com pessoas diferentes, traz um grande crescimento pessoal a abre a cabeça de qualquer um. O aluno, que já havia passado por experiências internacionais nos Estados Unidos e na Inglaterra, se encantou com o que viveu no lado oriental do planeta: “Superou as minhas expectativas, eu moraria lá. Sou muito grato por ter a oportunidade de participar”, finaliza o estudante que, em agosto, foi a São Paulo receber os alunos chineses que vieram ao país pelo Programa Top Brasil Santander.

Alunos do ICMC passaram três semanas em Xangai

Carta de reconhecimento - O desempenho dos dois estudantes no Programa foi destacado em carta enviada pelo Instituto de Relações Internacionais da USP, que ressaltou “o comportamento exemplar, a seriedade acadêmica e o espírito de busca de novos conhecimentos demonstrados pelos alunos”. A carta parabeniza o ICMC e a EESC por terem em seu quadro “alunos tão qualificados do qual a USP só tem de se orgulhar”.

Texto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação do ICMC

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terça-feira, 18 de agosto de 2015

ICMC no mundo: descubra como a experiência internacional dos professores auxilia o ensino e a pesquisa

Vivência fora do país permite a professores da USP estabelecerem novas redes de pesquisa e aprenderem técnicas de ensino

"Não se faz mais ciência trancado na sala", diz João Porto.

Como as experiências internacionais contribuem para a formação de um docente? “Quando fui para a Alemanha mudei completamente minha visão de ensino em sala de aula, implementei novas técnicas, diferentes das tradicionais, sempre estou inovando”. Essas palavras são do professor João Porto de Albuquerque, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, que tem em sua trajetória como pesquisador experiências em países como Alemanha e Portugal. Além de professores brasileiros com histórias como a de Porto, 16 estrangeiros compõem o corpo docente do Instituto e contribuem para ampliar o leque de aprendizado dos alunos.

O presidente da Comissão de Relações Internacionais (CRInt) do ICMC, José Carlos Maldonado, explica a importância de contar com esses profissionais: “O docente estrangeiro certamente amplia o convívio de interação com os alunos através das colaborações que ele traz do exterior, como novos projetos e contatos, fortalecendo a nossa rede de pesquisa”.

Essas conexões internacionais também são construídas pelos professores brasileiros do Instituto que passam por experiências no exterior. “A ciência é global e, à medida que os docentes daqui vão para outros centros de excelência, a cooperação entre eles é estabelecida. Hoje, esse tipo de parceria é elemento fundamental para desenvolver soluções para a sociedade”, diz Maldonado.

Conheça, a seguir, a trajetória dos professores do ICMC João Porto, Kalinka Castelo Branco, Irene Onnis e Pablo Rodríguez.

Daqui não saio mais – “Entrei na Universidade para estudar e não quis sair mais”. Foi assim que o professor João Porto de Albuquerque resumiu o sentimento de trabalhar em um ambiente universitário. O docente, que adora dar aulas, fazer pesquisa e é um apaixonado pelo clima de uma universidade, nasceu em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. É graduado em Ciências de Computação pela Unicamp e fez doutorado pela mesma universidade.

Foi durante a pós-graduação que sua trajetória internacional teve início. Ganhou bolsa para fazer doutorado-sanduíche na Universidade de Dortmund, na Alemanha, fato que o fez parar o curso de Ciências Sociais, o qual estava cursando simultaneamente. Após defender sua tese na área de segurança de redes, voltou para a Alemanha, desta vez para Hamburgo, onde realizou seu pós-doutorado em sistemas de informação.

Dois anos depois, Albuquerque voltou ao Brasil para dar aula na USP, em São Paulo. Em 2010, prestou concurso para entrar no ICMC, onde está até hoje dando aulas nos cursos de Ciências de Computação e Sistemas de Informação.

No ano seguinte, uma nova parceria se iniciou. O docente estabeleceu contato com a Universidade de Heidelberg, na Alemanha, com a qual realiza o projeto AGORA, voltado para o desenvolvimento de pesquisas com foco na prevenção de catástrofes naturais: “Foi minha maior conquista profissional: estabelecer um grupo de pesquisa unindo geografia e sistemas de informação. É um grande feito conseguir reunir pesquisadores de dois países, com culturas diferentes”, conta Albuquerque.

Sua experiência internacional contribui muito para seu processo de ensino em sala de aula. Na Alemanha, além de conviver com uma tradição diferente, ele fez até um curso de pedagogia do ensino superior, que permitiu inovações em sua didática: “Não gosto muito do modelo tradicional e quadrado de dar aula, tento mudar sempre, alterando o formato da sala e deixando-a em semicírculos para incentivar a participação”, explica o docente.

“Ir para fora do Brasil me abriu os horizontes e gostaria de proporcionar isso para meus alunos. Não se faz mais ciência trancado na sua sala”, diz o professor, que completou afirmando que sua maior recompensa é ver seus alunos progredindo e criando coisas que ele nem imaginava. Três estudantes do projeto AGORA, orientados por Porto, já foram para a Alemanha e outros dois irão em breve.

Ensinando e aprendendo – Outra apaixonada pelos estudos é a professora Kalinka Castelo Branco, que é professora no ICMC desde 2008. A docente, que nasceu em Bilac, interior de São Paulo, parece ter escolhido a profissão certa: “Desde criança gostava muito de estudar e ensinar as pessoas, então acho que segui o caminho correto”.

Kalinka está na Austrália
Formada em Tecnologia e Processamento de Dados pela Unilins, chegou ao Instituto em 1997 para iniciar seu mestrado na área de sistemas distribuídos. Em 2004, concluiu sua tese de doutorado no mesmo campo científico e, quatro anos depois, se tornou docente do ICMC. “Gosto de estar em contato com os alunos porque a gente aprende muito também, e essa é a parte mais legal”, diz a professora.

Este ano, Kalinka iniciou seu pós-doutorado* em Sidney, na Austrália, na área de robótica, com final previsto para janeiro de 2016. Ela acredita que essa experiência internacional fará diferença dentro da sala de aula. “Vai ajudar muito, vemos diferentes formas de se trabalhar e de se relacionar com os estudantes e o que for vantajoso vou levar para o Brasil. Além disso, aqui em Sidney tem um grande centro de robótica e convivemos com pesquisadores de vários países que atuam em diversas áreas e quem ganha com isso somos nós, a ciência e os alunos”, afirma a professora.

Sidney foi escolhida como destino de seu pós-doutorado por possuir renomados pesquisadores na área de veículos aéreos não tripulados (VANTs), campo em que Kalinka vem trabalhando há algum tempo. “O leque de atuação é grande, é muito bom quando vemos os VANTs funcionando, podendo contribuir de forma efetiva em diversas áreas”, diz a professora. Os resultados parciais de sua pesquisa estão indo muito bem, um artigo já foi publicado e a docente conta que, em pouco tempo, já terá mais resultados expressivos.

Paixão de criança – “Sempre quis ser professora de matemática”. Essa frase segura e direta é da professora do ICMC Irene Onnis, italiana nascida em Cagliari, cidade que fica na Ilha da Sardenha. O sonho que trazia com ela desde criança começou a se aproximar quando se graduou em Matemática pela Universitá Degli Studi di Cagliari (UNICA) em 2000. 

Mas o que ela nunca imaginava era que seu desejo ficaria ainda mais próximo de acontecer num outro continente. Ela chegou ao Brasil em 2001, na cidade de Campinas, onde daria início ao seu doutorado na Unicamp, na área de geometria diferencial. “Meu orientador é um excelente pesquisador na área de geometria referencial, além de ser uma pessoa incrível, calma, carinhosa, então preferi vir ao Brasil em vez de me arriscar na Europa e trabalhar com alguém que não me sentiria bem”, explica Irene, que teve sua tese orientada por Francesco Mercuri.

Irene sempre sonhou em ser professora de matemática
A realização de seu sonho veio um ano após o término do seu doutorado, em 2005. Irene prestou concurso para professor no ICMC e foi selecionada. Hoje, com nove anos de experiência dando aulas, o sentimento é único: “Adoro o relacionamento com os alunos e a maior recompensa é ter o reconhecimento e carinho deles”. Irene ministra disciplinas de cálculo na graduação e de geometria na pós-graduação. A docente conta que teve influência do pai, também professor, na escolha da profissão.

Ela também possui dois pós-doutorados – ambos na área de geometria diferencial, um pela Unicamp e outro pela UNICA – e diz que já se adaptou bem ao município de São Carlos: “Eu gosto da cidade, junto com meu marido construímos um círculo de amizade e consideramos São Carlos uma boa cidade para o nosso filho crescer”.

No caminho certo – “Estou sempre em busca de novas conquistas, crescer na carreira e aumentar meus contatos”, conta o professor Pablo Rodríguez, argentino, natural da cidade de Comodoro Rivadavia. Por ter nascido em uma cidade petroleira, ele começou a cursar Engenharia Industrial, mas assim que as disciplinas de matemática acabaram, nada fazia mais sentido e o então estudante parou o curso para fazer o que realmente amava: matemática. Graduou-se na área pela Universidade Nacional de la Patagônia e chegou ao Brasil em 2005.

Morou em São Paulo por sete anos, onde concluiu seu mestrado e doutorado em estatística pela USP, especializando-se em teoria da probabilidade. E foi lá que fez uma nova descoberta: “Na minha cidade na Argentina, não tinha isso de ser pesquisador em matemática, conheci esse mundo na USP”.

Fazer parte da USP é a maior conquista profissional de Pablo
Ele começou a explorar melhor esse cenário de pesquisa e veio fazer uma visita a São Carlos a convite de uma amiga que trabalhava na UFSCar. Adorou a cidade, a estrutura que era oferecida aqui e pensou: “O primeiro concurso que abrir no município irei prestar”. Foi o que aconteceu em 2012, quando passou a fazer parte do time do ICMC. Hoje, ministra aulas de probabilidade e processos estocásticos no Instituto e acha São Carlos um ótimo campo para desenvolver pesquisas.

Na opinião de Rodríguez, fazer parte da USP é sua maior conquista profissional, ainda mais porque ele não imaginava que um dia seria pesquisador. “A maior das recompensas é a possibilidade de conhecer e interagir com pesquisadores de várias partes do mundo, ver outras escolas, pensar de forma diferente”, afirma o docente. Em breve, o professor irá para a França, na Universidade Paris Diderot, onde dará início ao seu pós-doutorado.

Mapa mostra, em laranja, as regiões do mundo onde os professores do ICMC concluíram a graduação e, em vermelho, os destinos escolhidos para fazer pós-doutorado*

*Observação: Quando um professor contratado passa um período no exterior para se aprimorar, o termo adequado a ser utilizado é “período sabático” em vez de pós-doutorado, como é popularmente chamado no Brasil. O termo pós-doutorado deve ser empregado para se referir a quem vai estudar no exterior, após finalizar o doutorado, mas que ainda não tem uma posição permanente em uma instituição, seja como pesquisador ou professor universitário.


Texto e fotos: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do ICMC


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Veja o mapa que mostra o panorama da internacionalização no Instituto: icmc.usp.br/e/93aff

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segunda-feira, 8 de junho de 2015

ICMC no mundo: a história de estrangeiros que encontraram na USP mais do que um ambiente científico acolhedor

Pós-doutorandos vindos de diferentes partes do mundo contam por que escolheram estudar em São Carlos e revelam o que descobriram durante a jornada

Depois de um ano no ICMC, o paquistanês Noor decidiu que ficará no Brasil (foto: Denise Casatti) 


Em sua busca pela liberdade e pela ciência, ele encontrou o Brasil. “Sem liberdade, não é possível ser criativo nem pesquisar”, declara o paquistanês Sahibzada Waleed Noor. Na jornada, já correu o mundo: fez pós-doutorado na França e na Itália. Mas depois de um ano de pós-doutorado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, encontrou o que tanto buscava: um ambiente propício para fazer ciência e construir novas amizades em meio à natureza. Hoje, não restam dúvidas: é no Brasil que Noor quer ficar.

Ele é um dos 19 pós-doutorandos estrangeiros que estão no ICMC atualmente e escolheram estudar no Instituto atraídos por um ambiente científico acolhedor. A maioria deles encontrou, no meio da trajetória, muito mais do que esperavam. Não é à toa que o número de pós-doutorandos estrangeiros no ICMC aumentou 171% entre 2010 e 2015. 

“Receber um pós-doutorando é um sinal do reconhecimento e da visibilidade das pesquisas e resultados que nós apresentamos”, explica o presidente da Comissão de Relações Internacionais (CRInt) do Instituto, José Carlos Maldonado. O objetivo para o futuro, segundo Maldonado, é que o Instituto atraía um número ainda maior de pós-doutorandos. “O ICMC está formando 50 doutores por ano em suas diversas áreas, então, esperamos alcançar aproximadamente esse número de pós-doutorandos a cada ano”, diz Maldonado.

A seguir, você vai conhecer a história da mexicana Haydée Cabrera, do alemão Werner Leyh e entenderá por que a liberdade é um conceito tão importante para Noor.

Da ciência ao altar Haydée Cabrera, nascida em Xalapa, no México, chegou ao ICMC em 2013 para atuar na área de Topologia de Sigularidades. Quando desembarcou no Brasil não imaginava que, além de fazer o que ama, iria encontrar alguém para amar. Há pouco tempo no país, a pesquisadora, que é graduada em matemática, se entrosou rapidamente com seu grupo de pesquisadores e foi quando Fabio Ruffino entrou em sua vida. O italiano havia acabado de terminar seu pós-doutorado no ICMC, mas a relação com os ex-companheiros de pesquisa permaneceu. 

O tempo foi passando, os dois se aproximaram, até que algo que nem a ciência consegue explicar aconteceu. Hoje eles estão noivos: “Eu nunca imaginei que meu futuro marido seria do outro lado do mundo e eu o encontraria aqui”, diz a mexicana. O casamento está marcado para o próximo mês de julho, na Itália, mas o casal pretende morar em São Carlos, pois hoje Fabio é professor da UFSCar.

Haydée escolheu o ICMC pela existência de um grupo de pesquisadores que atua no seu campo. Ela afirma que a área de matemática do Instituto é bastante conhecida no meio acadêmico mexicano. Sobre São Carlos, a pesquisadora parece já estar habituada ao município. “As pessoas são muito prestativas, simpáticas, gosto muito daqui, saímos bastante pela cidade”, finaliza.

Pós-doutorado e paixão: a mexicana Haydée conheceu o italiano Fabio no ICMC (foto: Paulo Arias)

A busca pela liberdadeNoor conta que a falta de liberdade foi um dos motivos que o levaram a deixar o Paquistão em busca de oportunidades em outros países. Ele explica que o país é dividido em quatro províncias e que, em cada uma, há o predomínio de uma etnia e de uma língua, além da língua nacional (urdu). Noor nasceu em Peshawar, capital da província Khyber Pakhtunkhwa, localizada no norte do país. “Eu amo o Brasil e a liberdade que existe aqui. No Paquistão, além da falta de liberdade religiosa, há a instabilidade política e social”, explica o pós-doutorando.

“Eu sempre fui fascinado pelo Brasil, desde que era criança. Adoro a geografia, a história, as belezas naturais, mas não ouvia falar muito sobre a capacidade do país no campo científico”, revela o pesquisador. Depois de completar sua graduação em matemática no COMSATS Institute of Information Technology, em Islamabade, a capital do Paquistão, Noor foi fazer doutorado em matemática em Lahore na Abdus Salam School of Mathematical Sciences. Foi lá que conheceu o francês Renaud Leplaideur, da Universidade de Brest, na França, que já mantinha uma parceria científica com o professor Ali Tahzibi, do ICMC. 

Além disso, durante os dois pós-doutorados que fez na Europa, Noor ouviu diferentes pesquisadores falando muito bem sobre a área de pesquisa em matemática no Brasil e a relevância da USP nesse contexto. O paquistanês pesquisa a interação entre análise complexa, teoria dos operadores e análise funcional. 

“Em toda a minha vida, eu nunca tinha feito tantos amigos quanto aqui no Brasil”, conta o pós-doutorando, que relata animado o quanto adora curtir a noite são-carlense em bares, casas noturnas e restaurantes da cidade. “Sou um fã das iguarias brasileiras. Tal como no Paquistão, os brasileiros adoram comidas oleosas, carnes e doces”, finaliza.

O alemão Werner está há um mês no Instituto (foto: Henrique Fontes)

Primeiras impressõesWerner Leyh, alemão da cidade de Tübingen, está apenas há um mês no ICMC como pós-doutorando na área de geoinformática aplicada à prevenção de desastres naturais, com foco em enchentes. Apesar do pouco tempo em São Carlos, a capital da tecnologia parece já ter convencido o pesquisador de que fez a escolha certa: “Eu adoro esse ambiente universitário e acadêmico que a cidade possui”.

No Brasil há mais de dez anos, Leyh é formado em automatização industrial, com mestrado e doutorado em robótica na Alemanha. Foi convidado a trabalhar no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, em São Paulo. Mais tarde, passou pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, pelo Ministério do Planejamento, em Brasília, e pela Universidade Federal de Viçosa. 

Foi durante o trabalho na capital nacional que teve início sua relação com a Universidade de Heidelberg a partir de uma conferência que organizou, em que estava presente um consórcio, chamado Open Geospatial Consortium, composto por empresas, agências governamentais e universidades, que busca tornar a informação e os serviços espaciais úteis e acessíveis. A OGC sugeriu que o pesquisador estabelecesse uma parceira com a universidade alemã para atuarem na área de prevenção de catástrofes naturais.

Posteriormente, já trabalhando em São Paulo, Leyh conheceu o professor João Porto de Albuquerque, do ICMC, e hoje trabalham juntos no projeto ÁGORA. Coordenado por Albuquerque, o projeto busca desenvolver sistemas de informação colaborativos aplicados em desastres. “Escolhi o ICMC por causa desse trabalho na área de geoinformática e os estudos estão indo muito bem”, finaliza o alemão. 

Leyh não tem certeza de quanto tempo permanecerá no ICMC nem no Brasil. Mas talvez, ao longo de sua jornada no Instituto, também faça mais descobertas do que imaginava.

Mapa mostra a origem dos pós-doutorandos que estão atualmente no ICMC

Texto: Denise Casatti e Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do ICMC

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quarta-feira, 8 de abril de 2015

ICMC no mundo: mapeamento mostra processo de internacionalização do Instituto

Mapa desenvolvido pela Comissão de Relações Internacionais do ICMC apresenta um panorama com dados que mostram a evolução do processo de internacionalização do Instituto nos últimos cinco anos

Mapa é interativo e possibilita ver a origem e o destino de professores, alunos e pós-doutorandos do Instituto

A possibilidade de desenvolver ciência depende de uma série de fatores como a qualidade dos pesquisadores, da infraestrutura disponível e da rede de colaboração, que são determinantes para o avanço científico e tecnológico e para a inovação. Ter um controle que facilite visualizar esses fatores e as relações estabelecidas entre os pesquisadores pode contribuir para a realização de futuros investimentos. Pensando nisso, a Comissão de Relações Internacionais (CRInt) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, criou um mapeamento que ajuda a visualizar e analisar essas informações (icmc.usp.br/e/93aff).

“O mapeamento é um diagnóstico. Analisando esse cenário, tanto o movimento da nossa comunidade indo para o exterior quanto a vinda de pesquisadores e alunos para o ICMC, é possível ter uma base para planejar novas ações, como por exemplo, dar maior atenção aos lugares em que ainda não temos amplo relacionamento”, explicou o presidente da CRInt, José Carlos Maldonado.

Com a criação da CRInt no ICMC em 2010, as atividades de internacionalização vêm crescendo a cada ano. Entre 2010 e 2014 foram recebidos 488 estrangeiros, divididos em quatro categorias: alunos de intercâmbio, professores visitantes, pós-graduandos e pós-doutorandos.

O número de pessoas que saem do Instituto rumo a outros países também está em ascensão. De 2010 a 2014, 80 alunos de graduação e 227 de pós-graduação foram estudar no exterior, a maioria deles com destino à América do Norte e Europa.

O mapa também exibe informações sobre os professores do ICMC, mostrando onde foram construídas partes de suas trajetórias acadêmicas. Entre os 140 integrantes do corpo docente do Instituto, 10% fizeram graduação fora do Brasil, 4% têm mestrado em outro país, 30% doutorado no exterior e cerca de 70% possuem pós-doutorado fora do país.

Maldonado ressaltou que é evidente a ampliação da rede de colaboração do ICMC, expandindo, consequentemente, o alcance das ações do Instituto: “Esse cenário somente foi possível com a competência e o trabalho científico de qualidade que é realizado. Daremos continuidade a essas ações de mobilidade internacional e também nacional, conforme diretrizes da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (AUCANI) que, diga-se de passagem, tem nos dado todo o apoio necessário.”

Delegações - Em 2015, o ICMC já recebeu a visita de duas delegações internacionais. A primeira visitante foi a Universidade Peruana de Ciências Aplicadas, que esteve no Instituto em janeiro. Em março, foi a vez da Universidade de York comparecer. Considerando-se as visitas recebidas desde 2010, esse número chega a 44 delegações estrangeiras. Além disso, o Instituto enviou uma delegação de professores, em 2013, para as seguintes instituições: Lancaster University, Bangor University, University of Bath, University of Manchester, York University, University of West England e University of Strathclyde.

O mapa elaborado pela CRint é interativo e possibilita que os internautas obtenham as informações que desejarem em relação ao local onde os professores do Instituto se formaram e para onde os alunos de graduação e pós-graduação tem se dirigido quando realizam intercâmbio no exterior. Além disso, o mapa permite identificar os acordos de colaboração oficialmente estabelecidos pelo Instituto nacional e internacionalmente e verificar de onde vêm os alunos de graduação, pós-graduação, pós-doutorado e os professores visitantes. Vale a pena conferir essa nova ferramenta.

Mapa mostra os acordos de cooperação internacional estabelecidos pelo Instituto
Texto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

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Comissão de Relações Internacionais do ICMC: (16) 3373.8120
E-mail: crint@icmc.usp.br