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segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

USP abre concursos para professores nas áreas de computação e matemática

Aprovados terão salário inicial de R$ 11.069,17 e vão atuar no ICMC, que se localiza no campus da Universidade em São Carlos

O ICMC tem hoje cerca de dois mil alunos divididos em oito cursos de graduação e cinco programas de pós-graduação, e conta com 126 docentes e 103 funcionários técnico-administrativos.

Estão abertas as inscrições em dois concursos públicos para o cargo de professor doutor no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Os docentes aprovados deverão manter vínculo empregatício exclusivo com a USP (Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa) e terão salário inicial de R$ 11.069,17. 

Uma das vagas é para atuar junto ao Departamento de Ciências de Computação (SCC) do Instituto, na especialidade inteligência artificial. Para obter mais detalhes sobre as etapas do concurso bem como sobre os prazos, as provas e demais informações, acesse o edital completo disponível neste link: icmc.usp.br/e/9c815. 

Já a outra vaga é vinculada ao Departamento de Matemática (SMA) do ICMC, na área de conhecimento álgebra. Para obter mais detalhes sobre as etapas do concurso bem como sobre os prazos, as provas e demais informações, acesse o edital completo disponível neste link: icmc.usp.br/e/c0a52. 

As inscrições para os dois concursos devem ser realizadas exclusivamente via internet até 17 horas do dia 3 de fevereiro de 2020 (horário oficial de Brasília/DF) por meio do sistema de admissão docente: https://uspdigital.usp.br/gr/admissao. 

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Computação - Edital ATAc/ICMC/USP nº 99/2019: icmc.usp.br/e/9c815
Matemática - Edital ATAc/ICMC/USP nº 100/2019: icmc.usp.br/e/c0a52
Assistência Acadêmica do ICMC: (16) 3373-8163 ou (16) 3373.8109
E-mail: sacadem@icmc.usp.br

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Workshop internacional em engenharia de software para a saúde: prazo para submissão de trabalhos termina em janeiro

O evento acontece de 16 a 20 de março de 2020 em Salvador, na Bahia



Termina no dia 13 de janeiro de 2020 o prazo para submeter trabalhos à segunda edição do International Workshop on Software Engineering for Healthcare (SEH), que acontece de 16 a 20 de março, em Salvador, na Bahia. A iniciativa é parte da programação de uma das maiores conferências internacionais da área: IEEE International Conference on Software Engineering (ICSE). 

A ideia do Workshop é exatamente estimular a interação entre estudantes, pesquisadores e profissionais de engenharia de software, informática em saúde e domínios médicos. Entre os tópicos que serão discutidos no evento estão padrões, métodos, modelos e técnicas que moldarão a próxima geração dos sistemas de software na área da saúde, especialmente em relação à qualidade, segurança, proteção, governança de dados e sustentabilidade. 

O workshop também pretende abordar o papel que a engenharia e a arquitetura de software desempenham na criação de novas soluções de assistência médica e tendências emergentes na prática atual, inclusive nos países em desenvolvimento. Por meio da troca de experiências bem-sucedidas, os participantes poderão analisar o impacto de soluções alternativas, incentivando a inovação. 

“O principal objetivo do Workshop é estabelecer uma agenda de pesquisa no campo da engenharia de software para dar suporte ao projeto e desenvolvimento de sistemas para a área de saúde”, explica a professora Elisa Yumi Nakagawa, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) USP, em São Carlos, que é uma das coordenadoras do evento. 

A comissão organizadora do Workshop conta ainda com a participação de Lina Garcés e Milena Guessi, pós-doutorandas que fazem parte do Laboratório de Engenharia de Software (LabES) do ICMC. Para se inscrever e submeter trabalhos no evento, basta acessar o site do Workshop.

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 

International Workshop on Software Engineering for Healthcare 
E-mail: seh2020@googlegroups.com

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Ferramenta para análise de big data auxilia tomada de decisão na área médica

Professora do ICMC coordena projeto que reúne cientistas da computação, médicos, matemáticos e outros pesquisadores

Rangaraj Rangayyan (à esquerda), Agma Traina e Marco Gutierrez: três dos 25 pesquisadores que fazem parte do projeto temático Mineração, indexação e visualização de Big Data no contexto de sistemas de apoio à decisão clínica (MIVisBD)
(crédito da imagem: Denise Casatti)

Sistemas computacionais sofisticados, capazes de armazenar, indexar, analisar e dar sentido a grandes conjuntos de dados não processáveis por softwares tradicionais, poderão se tornar ferramentas essenciais para apoiar a tomada de decisão na área médica.

Pesquisas direcionadas a esse objetivo têm sido conduzidas pelo Grupo de Bases de Dados e de Imagens (GBdI) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (ICMC-USP) em São Carlos. O tema foi abordado pela professora Agma Traina, em palestra apresentada na FAPESP Week France.

“Um dos maiores desafios no campo da Ciência da Computação é integrar, organizar e aproveitar grandes volumes de dados multimodais de plataformas diversificadas para impulsionar processos de tomada de decisão. Ou seja, tornar possível usar dados de fontes variadas, como exames, monitoramento e tratamento de pacientes, para coletar informações de casos semelhantes e construir uma melhor compreensão sobre um determinado caso”, disse Traina.

As pesquisas feitas no laboratório do GBdI lidam com grandes quantidades de dados complexos, oriundos de hospitais públicos do Estado de São Paulo. O grupo trabalha principalmente com imagens e vídeos capazes de fornecer aos médicos informações sobre casos similares tratados no passado.

“Quando um especialista analisa, por exemplo, a radiografia do tórax de um paciente, ele pode até se lembrar de ter visto um resultado semelhante no passado, mas dificilmente saberá quando ou onde foi e com qual paciente. Mas, se puder buscar instantaneamente em uma base de dados por casos similares, exames, resultados e tratamentos indicados no passado, poderá tomar decisões com menos esforço e mais confiança”, disse Traina à Agência FAPESP.

Parte da pesquisa tem apoio da FAPESP por meio de um Projeto Temático coordenado por Traina. Ela conta que o projeto envolve organização de bases de dados, métodos de acessos métricos (empregados para acelerar a avaliação de consultas semelhantes), processamento e visualização de imagens que permitem oferecer a médicos especialistas ferramentas, algoritmos e métodos para reunir e acessar informações muito valiosas de casos antigos e atuais.

“Precisamos para isso reunir profissionais em aprendizado de máquina, base de dados, linhagem de dados [sobre a origem dos dados], visualização e processamento de imagens. Em nosso grupo, temos cientistas da computação, médicos, matemáticos e outros pesquisadores que trabalham integrados, de modo a resolver os problemas propostos”, disse a pesquisadora, que também é membro da Coordenação de Área de Ciência e Engenharia da Computação da FAPESP.

Traina destaca que o tamanho e a complexidade das bases de dados de registros eletrônicos de pacientes oferecem grandes desafios de processamento, tanto em termos de desenvolvimento e de aplicação de técnicas de análise e de extração de conhecimento, como no apoio ao desenvolvimento de ferramentas práticas para uso clínico.

“No entanto, também incorporam uma infinidade de oportunidades para criar algoritmos e métodos capazes de exibir informações relevantes relacionadas com um paciente particular ou grupos de pacientes, que estariam usualmente ocultas pelo grande volume de dados”, disse.

“Além disso, a manipulação eficiente desses dados ajuda a tornar os registros eletrônicos de pacientes em uma plataforma mais úteis para apoiar os profissionais de saúde, lidando com aplicações médicas de rápida demanda, bem como decisões governamentais estratégicas em saúde”, disse.

O simpósio FAPESP Week France foi realizado entre os dias 21 e 27 de novembro, graças a uma parceria entre a FAPESP e as universidades de Lyon e de Paris, ambas da França. Leia outras notícias sobre o evento em www.fapesp.br/week2019/france.



Texto: Heitor Shimizu, de Lyon – Agência FAPESP

Acesse aqui a reportagem original da Agência FAPESP. A Agência FAPESP licencia notícias via Creative Commons (CC-BY-NC-ND) para que possam ser republicadas gratuitamente e de forma simples por outros veículos digitais ou impressos. A Agência FAPESP deve ser creditada como a fonte do conteúdo que está sendo republicado e o nome do repórter deve ser atribuído.

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Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Internet das coisas: projetos serão atração da próxima quarta no ICMC

Público poderá conferir iniciativas desenvolvidas por alunos da USP para rastrear objetos e automatizar umidificador de ar, ar-condicionado, sistema de iluminação e telescópio


Soluções desenvolvidas pelos estudantes serão apresentadas na próxima quarta, 4 de dezembro, no hall da Biblioteca Achille Bassi, das 11 às 12 horas; evento é gratuito, aberto a todos os interessados e não demanda inscrições prévias

A tecnologia já possibilita que você, de qualquer lugar do mundo, possa interagir com dispositivos que estão em sua casa por meio da internet. Possibilitar essa ligação entre o mundo físico e o digital é o objetivo de uma área chamada Internet das Coisas, que foi foco de uma disciplina optativa ministrada este semestre a 25 estudantes da USP, em São Carlos. Na aula, os alunos tiveram a oportunidade de desenvolver projetos em grupo para resolver cinco diferentes problemas: rastrear objetos e automatizar umidificador de ar, ar-condicionado, sistema de iluminação e telescópio. 

As soluções encontradas pelos estudantes serão apresentadas na próxima quarta-feira, 4 de dezembro, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. A primeira mostra de projetos da disciplina Internet das Coisas é gratuita, aberta a todos os interessados, e acontecerá no Hiperespaço Gilberto Loibel, no hall da Biblioteca Achille Bassi, das 11 às 12 horas. 

Sob orientação do professor Júlio Estrela, os alunos desenvolveram os projetos do zero, a partir de um kit educacional básico contendo diversos equipamentos como sensores, fios, multímetro, placa Raspberry Pi, microcontrolador, roteador sem fio, ferro e pasta de soldagem. Durante todo o semestre, os estudantes contaram com o apoio do professor Eduardo Simões, e trabalharam em equipe no Laboratório de Sistemas Distribuídos e Programação Concorrente, no bloco 1 do ICMC. 

O resultado dessa primeira vez que a disciplina foi oferecida no ICMC impressionou: “Fiquei surpreendido com a capacidade que nossos alunos têm para criar soluções quando os problemas são bem apresentados e materiais adequados são oferecidos”, conta Júlio. Ele acredita que as soluções desenvolvidas na disciplina podem impactar diretamente o próprio ICMC e outras instituições públicas, como escolas, por exemplo, a partir da automatização de sistemas de iluminação e ar-condicionado. 

“Essa pequena experiência me permite dizer que é preciso investir mais em materiais didáticos para que os alunos possam colocar a mão na massa. É preciso que nós, educadores, busquemos novas formas de potencializar as oportunidades de aprendizagem. Nossos alunos precisam ser preparados para serem os protagonistas do aprendizado e criadores de soluções que vão causar impacto na sociedade”, finaliza o professor.

Estudantes colocaram a mão na massa para criar os projetos do zero, a partir de um kit educacional básico contendo diversos equipamentos

Texto e fotos: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 


Mostra de projetos Internet das Coisas
Quando: quarta-feira, 4 de dezembro, das 11 às 12 horas 
Onde: Hiperespaço Gilberto Loibel, no hall da Biblioteca do ICMC 
Endereço: avenida Trabalhador são-carlense, 400, na área I do campus da USP, em São Carlos. 
Mais informações: (16) 3373.9622 ou eventos@icmc.usp.br

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Simulação computacional ajuda a entender o transporte de partículas suspensas na atmosfera

Pesquisadores da USP usam simulações computacionais para entender como ocorre o transporte de partículas microscópicas, conhecidas como aerossóis, entre as diferentes camadas atmosféricas

As queimadas florestais, como as ocorridas em agosto, na Amazônia, estão entre as fontes antropogênicas de aerossol (crédito da imagem: NASA)

Além de influenciar o clima, as chuvas e a agricultura, o material particulado suspenso na atmosfera pode afetar a saúde humana, favorecendo doenças respiratórias, cardiovasculares e até mesmo câncer. Por esse motivo, tem sido objeto de estudos em diversos países.

No Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da Universidade de São Paulo (USP), um grupo coordenado pela professora Livia Freire tem usado simulações computacionais para entender como ocorre o transporte dessas partículas microscópicas, também conhecidas como aerossóis, entre as diferentes camadas atmosféricas. As fontes de aerossol podem ser naturais (como os compostos orgânicos voláteis emitidos pelas árvores) ou antropogênicas (como a fumaça emitida por veículos, fábricas e queimadas florestais). 

A pesquisa tem apoio da FAPESP e foi apresentada por Freire durante o simpósio FAPESP Week France. “Nosso interesse é saber como os aerossóis são transportados pelo escoamento atmosférico, um movimento muito complicado de simular e de compreender por ser turbulento. Estamos desenvolvendo modelos numéricos que simulam o escoamento da atmosfera e como ele transporta partículas. O objetivo é chegar a equações simples, que pesquisadores em outras áreas possam usar para entender a concentração de partículas na atmosfera”, disse Freire à Agência FAPESP.

Segundo a pesquisadora, para prever o comportamento das partículas e determinar, por exemplo, sua concentração em um determinado local e hora, é necessário entender o escoamento turbulento presente na camada-limite atmosférica, como é chamada a região que corresponde às primeiras centenas de metros da atmosfera. “É uma região que concentra todas as trocas de energia, gases e partículas entre a atmosfera e os elementos que compõem a superfície do planeta”, explicou.

“O problema dos escoamentos turbulentos [em que as partículas se misturam de forma caótica, com turbulência e redemoinhos] é muito complexo, pois envolve várias escalas, desde a escala da própria atmosfera até outras muito pequenas, como os vórtices turbulentos que transportam partículas. Para simular isso em computador, precisamos representar todas essas escalas, o que implica um aumento significativo nos custos de computação. É um grande desafio representar todos os diferentes componentes da atmosfera em um sistema computacional com custo viável”, disse Freire.



Large-Eddy Simulation - De acordo com Freire, a camada-limite atmosférica possui um escoamento turbulento cuja representação computacional mais fiel é obtida pela técnica chamada de Large-Eddy Simulation (LES).

“Por sua natureza complexa, o estudo da turbulência tem como base o uso de simulações numéricas combinadas com a análise de dados experimentais. Para o escoamento atmosférico, o uso da técnica LES fornece indicadores importantes sobre o comportamento único da turbulência. Progressos significativos têm sido feitos no desenvolvimento de modelos para o transporte de matéria e energia na atmosfera em condições simplificadas”, disse.

“Por exemplo, a concentração média de partículas finas emitidas de uma região de solo plano e nu pode ser representada por uma simples relação de fluxo-perfil, um resultado encontrado a partir do uso de LES”, acrescentou.

Segundo Freire, os avanços na capacidade computacional oferecem uma oportunidade para investigar problemas mais complexos, como o transporte de partículas na presença de florestas e cidades.

“Estamos usando o LES, uma ferramenta numérica avançada, para desenvolver novos modelos que permitam explicar o transporte de partículas na atmosfera. Isso poderá aumentar nossa compreensão e nossa capacidade de prever seu papel no meio ambiente”, disse.

Na pesquisa com o LES, Freire tem trabalhado com os professores Leandro Franco de Souza, do ICMC, e Amauri Pereira de Oliveira, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, ambos da USP, e com David Richter, da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos.

O simpósio FAPESP Week France foi realizado entre os dias 21 e 27 de novembro, graças a uma parceria entre a FAPESP e as universidades de Lyon e de Paris, ambas da França. Leia outras notícias sobre o evento em www.fapesp.br/week2019/france.

Texto: Heitor Shimizu, de Lyon - Agência FAPESP

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 26 de novembro de 2019

DATA Day: evento na USP discute presente e futuro da área de ciência de dados

No sábado, 30 de novembro, grupo de extensão DATA promoverá palestra, mostra de projetos e mesa redonda no ICMC




Quais são os desafios em ciência de dados hoje em dia? O que os especialistas pensam sobre o futuro desse campo? Como funciona um desafio em ciência de dados? Debater questões como essas e promover a integração entre alunos de graduação, pós-graduação e profissionais que atuam nessa área é o objetivo da primeira edição do DATA Day, evento que acontecerá no próximo sábado, 30 de novembro, das 13 às 16h30.

A iniciativa, que é gratuita e aberta a todos os interessados, ocorrerá no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no bloco 6 do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Para participar, basta fazer a inscrição neste link: icmc.usp.br/e/ebd71. Há 60 vagas disponíveis e as inscrições podem ser realizadas até o dia do evento ou enquanto houver vagas. 

Promovido pelo DATA, grupo de extensão que surgiu oficialmente no ICMC no início deste ano para difundir conhecimentos sobre ciência de dados, o evento começará com a palestra do estudante Tobias Veiga, que cursa Ciências de Computação no ICMC. Ele falará sobre a experiência de participar de competições em ciência de dados. Este ano, Tobias ficou em segundo lugar no Mercado Livre Data Challenge. No ano passado, Tobias e mais três alunos do ICMC – Bruno Coelho, Gustavo Sutter e Marcello Pagano – formaram um time para participar de um concurso internacional de ciência de dados, o Data Science Game. e conquistaram o 12º lugar entre as 20 melhores equipes do mundo. Considerando-se as três equipes brasileiras que concorreram à final, o grupo ficou em 2º lugar.

Logo depois, os participantes do DATA Day poderão conferir uma mostra de projetos e, na sequência, assistir a uma mesa redonda sobre os desafios atuais em ciência de dados e as perspectivas futuras. Na mesa redonda, estarão presentes dois professores do ICMC, Luis Gustavo Nonato e Ricardo Marcondes Marcacini, além de Cristina Zabotto, que trabalha como cientista de dados na empresa Arquivei. 

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

DATA Day 
Inscreva-se: icmc.usp.br/e/ebd71
Quando: sábado, 30 de novembro, das 13 às 16h30 
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no bloco 6 do ICMC 
Endereço: avenida Trabalhador são-carlense, 400. 
Mais informações: (16) 3373.9146 ou ccex@icmc.usp.br

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Alunos do ICMC garantem vaga para competição mundial de programação na Rússia

Estudantes fazem parte de um grupo de estudos que vai oferecer treinamentos e simulações de desafios de programação de 2 a 6 de dezembro 

Time Triple G recebeu medalha de prata na final realizada em Campina Grande, na Paraíba

Cinco horas e 13 problemas de programação. Esse é o resumo do desafio enfrentado pelos estudantes Guilherme Tubone, Gabriel Camargo e Gustavo Soares, que participaram da Maratona Brasileira de Programação. Membros do time Triple G, eles conseguiram medalha de prata e, com isso, se classificaram para a final mundial, que ocorrerá nos dias de 21 a 26 de junho de 2020, em Moscou, Rússia. 

Alunos do curso de bacharelado de Ciências de Computação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, os finalistas fazem parte do Grupo de Estudos para a Maratona de Programação (GEMA). O grupo realiza atividades ao longo de todo o ano para preparar os estudantes para competições de programação e, no início do próximo mês, de 2 a 6 de dezembro, promoverá um Training Camp para os estudantes interessados em treinar e participar de simulações de desafios de programação. 

O objetivo do Training Camp é apresentar o que é programação competitiva e como estudar para a modalidade, com aulas sobre os tópicos mais usualmente abordados nas diversas competições que existem na área. Para se inscrever gratuitamente e conferir a programação do evento, basta acessar este link: http://gema.icmc.usp.br/camp. 

Tradição no ICMC – “É muito gratificante poder representar o ICMC e conquistar uma medalha em uma competição desse nível”, diz Guilherme Tubone. O time Triple G ficou na 6ª colocação da final da Maratona Brasileira de Programação, realizada em Campina Grande, na Paraíba, de 7 a 9 de novembro. No total, 55 times participaram da iniciativa.

Times de universidade de todo o Brasil participaram do desafio
A competição é muito intensa. Para se ter uma ideia, das 13 perguntas que deveriam ser respondidas pelos times, duas não tiveram resposta de nenhuma equipe. A prova desafia os alunos nos quesitos de criatividade, capacidade de trabalho em equipe, busca de novas soluções de software e habilidade de resolver problemas sob pressão. Por isso, já é considerada um diferencial no currículo. 

Com a conquista da vaga para a final mundial em 2020, o ICMC estará representado no International Collegiate Programming Contest (ICPC pela sexta vez. "Estamos muito felizes com esse resultado. São três anos consecutivos ganhando medalha e com participações em finais mundiais, isso é uma prova da força do nosso grupo de extensão”, afirmou Samuel Ferreira, técnico do time. Ele foi integrante da equipe do ICMC que venceu a competição brasileira em 2018. 

Como avisa o vitorioso Gabriel Camargo, depois de cinco anos de dedicação ao GEMA, é preciso se esforçar para obter sucesso nas disputas: "A maior lição que tirei da maratona foi ser perseverante, não deixar de encarar desafios pelo medo de errar. Afinal, ninguém começa bom em alguma coisa, isso leva tempo, esforço e muitos tombos no meio do caminho". 

O ICMC foi uma das cinco instituições que conseguiu classificar dois times para a final brasileira. Outra equipe do Instituto, chamada de Um minuto para o fim do coffee, formada pelos alunos Raphael Medeiros, Andre Fakhoury e Frederico Bulhões, conquistou a 12ª posição na final brasileira. Eles também tiveram como técnico o aluno Samuel Ferreira.

O ICMC foi uma das cinco instituições que conseguiu classificar dois times para a final

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC

Mais informações
Site da Maratona de Programação: http://maratona.ime.usp.br/
Grupo de Estudos da Maratona de Programação (GEMA) no Facebook: https://www.facebook.com/groups/gemaicmc/

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

USP e Tribunal de Justiça de São Paulo estudam parceria na área de inteligência artificial

Reunião para discutir formalização de convênio aconteceu na segunda-feira, 18 de novembro


Objetivo da futura parceria é estimular o uso de ferramentas de inteligência artificial na justiça paulista

Possibilitar a atuação de pesquisadores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, em projetos de automação e inteligência artificial no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Esse é um dos objetivos da parceria que as duas instituições estão . 

Na última segunda-feira, 18 de novembro, o reitor da USP, Vahan Agopyan, participou, de uma reunião com o presidente do TJSP, Manoel de Queiroz Pereira Calças, no Palácio da Justiça, sede do Tribunal, no centro de São Paulo. Também participaram do encontro o vice-diretor do ICMC, André de Carvalho; o superintendente de Relações Institucionais da Universidade, Ignácio Poveda Velasco; o superintendente de Tecnologia da Informação, João Eduardo Ferreira; e o diretor da Faculdade de Direito (FD), Floriano de Azevedo Marques Neto. 

“Empreenderemos esforços para que o convênio seja celebrado, pois estamos certos que a expertise dos profissionais e o entusiasmo dos alunos do ICMC nos auxiliarão para avançarmos ainda mais no uso das ferramentas de inteligência artificial na Corte paulista”, destacou o presidente do TJSP, que também é professor na FD. 

O ICMC possui em seu quadro docentes e alunos que desenvolvem pesquisas nas áreas de inteligência artificial e ciência de dados. No TJSP, o objetivo é atender à expansão do uso de robôs na área de triagem de petições intermediárias. 

“Queremos contribuir ainda mais com pesquisas e interagir com a sociedade e, para isso, nada melhor do que parcerias com as instituições públicas”, afirmou o reitor Vahan Agopyan. 

Também participaram da reunião os juízes assessores da Presidência Leandro Galluzzi dos Santos (Gabinete Civil), Ana Rita de Figueiredo Nery, Maria Rita Rebello Pinho Dias, Paula Lopes Gomes (Tecnologia, Gestão e Contratos) e Ricardo Dal Pizzol (Assuntos Jurisdicionais).



Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Com informações da Diretoria de Comunicação Social do TJSP e da Assessoria de Imprensa da USP
Crédito das fotos: TJSP

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

O mais avançado Centro de Pesquisa em Inteligência Artificial do Brasil terá núcleo em São Carlos

Com recursos da IBM, da FAPESP e da USP, iniciativa é resultado da maior parceria já estabelecida no País entre o setor acadêmico e uma empresa de tecnologia da informação para a colaboração em inteligência artificial

Sede principal do projeto será no Centro de Pesquisa e Inovação InovaUSP, localizado na Cidade Universitária, em São Paulo
(crédito da imagem: Isabella Velleda - Jornal do Campus)

Conhecida como a capital da tecnologia, São Carlos está no mapa do mais avançado Centro de Pesquisa em Engenharia em Inteligência Artificial do Brasil. Com recursos que virão da IBM, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e da USP, o novo Centro terá um de seus núcleos no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), localizado no campus da Universidade em São Carlos. 

“O Brasil tem hoje uma comunidade científica forte em inteligência artificial que pode fazer grandes contribuições em áreas nas quais o Brasil tem chance real de ser líder internacional ou já lidera de alguma forma. Agora, com o novo centro de pesquisa, podemos catalisar os esforços”, explicou o coordenador do projeto, Fabio Cozman, durante o evento IBM Research Brasil Colloquium 2019 – os caminhos da inteligência artificial no Brasil, em São Paulo. 

Professor da Escola Politécnica da USP, Cozman estará no ICMC na quarta-feira, 28 de novembro, para apresentar o projeto do novo Centro de Inteligência Artificial. O evento é gratuito, aberto a todos os interessados e acontecerá no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, a partir das 17 horas. No evento, o público poderá compreender como funcionará o projeto e, ao final da apresentação, esclarecer as dúvidas. 

Com início das atividades previsto para o começo de 2020, o projeto terá como sede principal o Centro de Pesquisa e Inovação InovaUSP, localizado na Cidade Universitária, em São Paulo. A iniciativa agrega mais de 60 pesquisadores da USP e das universidades Estadual Paulista (UNESP) e Estadual de Campinas (UNICAMP), Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Centro Universitário FEI e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Considerando apenas os cientistas vinculados à USP, há pesquisadores de 14 unidades e expressiva participação de professores do ICMC, tornando o Instituto um dos principais polos do novo projeto. 

“Para São Carlos e para o ICMC, é extremamente relevante fazer parte do primeiro centro de inteligência artificial de grande porte do Brasil. O impacto dessa área na sociedade, especialmente considerando os empregos e o controle de informações em massa, demanda um posicionamento urgente do nosso País em relação ao assunto”, explica o professor Fernando Osório, do ICMC, que será o coordenador de difusão e comunicação do novo centro. “Os países mais desenvolvidos já estão fazendo isso e não podemos ficar para trás”, completa. 

Osório destaca que, logo após a divulgação de que a USP sediaria o novo centro, o que aconteceu em 4 de outubro durante o evento da IBM, houve também o anúncio de que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) articulava a criação de mais centros de pesquisa na área. Tal como a iniciativa da IBM-FAPESP-USP, esses futuros centros devem ser constituídos a partir de chamadas em editais, estabelecendo parcerias público-privadas, além de ficarem instalados em universidades e institutos de pesquisa em São Paulo e em outros estados do país.

O professor Fernando Osório (o quarto em pé da esquerda para a direita) com a equipe do Laboratório de Robótica Móvel do ICMC, que tem realizado vários projetos em parceria com empresas. Um exemplo é o caminhão autônomo desenvolvido junto com a Scania. Com a implantação do novo Centro de Inteligência Artificial, a ideia é que mais iniciativas como essas sejam implementadas.

Investimento – Com financiamento de até 10 anos, IBM e FAPESP reservarão, cada uma, até US$ 500 mil anualmente para implementar o projeto, que contará com avaliações periódicas das atividades. Já a USP, por sua vez, investirá até US$ 1 milhão por ano em instalações físicas, laboratórios, professores, técnicos e administradores para gerir o centro. 

O projeto foi desenvolvido para abarcar aplicações de inteligência artificial em eixos de pesquisa envolvendo aprendizado de máquina, processamento de linguagem natural, recursos naturais (óleo e gás), agronegócio, meio ambiente, finanças e saúde. Essas áreas também são foco do Laboratório de Pesquisa da IBM Brasil. Haverá, ainda, um eixo transversal: inteligência artificial e sociedade, que contará com a contribuição de pesquisadores das ciências humanas, ligados a áreas como ciências políticas, direito e economia. Estão previstos, por exemplo, estudos sobre as implicações socioeconômicas da inteligência artificial na sociedade, contribuindo para debates que envolvam questões sobre ética, relação homem-máquina, privacidade e trabalho. 

“Nosso objetivo é levar a pesquisa em inteligência artificial no país a um novo patamar, com o intuito de beneficiar a sociedade. Estamos interessados em discutir como essa tecnologia pode ser melhor aproveitada pela sociedade”, conclui Cozman.



Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 
Com informações da Agência FAPESP, da Assessoria de Comunicação da IBM e da USP 


Apresentação do novo Centro de Pesquisa em Engenharia em Inteligência Artificial do Brasil 
Quando: quinta-feira, 28 de novembro, às 17 horas 
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no bloco 6 do ICMC 
Endereço: avenida Trabalhador são-carlense, 400, São Carlos 
Atenção: o evento é aberto a todos os interessados e não demanda inscrições prévias


Saiba mais

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Curso gratuito no ICMC sobre protocolo de internet recebe inscrições

Iniciativa ocorrerá sábado, 23 de novembro, das 14 às 18 horas



Para que computadores e outros dispositivos eletrônicos ligados à internet consigam se comunicar, é preciso utilizar um mesmo conjunto de regras, o chamado Protocolo de Internet (IP). No futuro próximo, será praticamente inviável para qualquer profissional de computação atuar na área sem um conhecimento básico sobre a versão mais recente desse protocolo, o IPv6. Por isso, um curso sobre o assunto será ministrado no próximo sábado, 23 de novembro, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

A iniciativa ocorrerá das 14 às 18 horas, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no bloco 6 do ICMC. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até às 12 horas do dia 22, ou enquanto houver vagas, diretamente no Sistema Apolo, pelo link icmc.usp.br/e/a3f47. 

Realizado pelo Ganesh, grupo de extensão focado em segurança da informação, o curso será ministrado pelo aluno Gabriel de Melo Cruz, que cursa Ciências de Computação no ICMC e lidera a frente de redes do grupo. Durante o curso, os participantes conhecerão conceitos básicos e também desenvolverão atividades práticas, a fim de que tenham mais autonomia para lidar com o IPv6. Veja a descrição completa do programa: icmc.usp.br/e/e72e4.

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

IPv6 - Resolvendo um Problema 
Inscreva-se até às 12 horas do dia 22 ou enquanto houver vagas: icmc.usp.br/e/a3f47
Confira o programa: icmc.usp.br/e/e72e4
Onde será o curso: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no bloco 6 do ICMC
Endereço: avenida Trabalhador são-carlense, 400
Mais informações: (16) 3373.9146 ou ccex@icmc.usp.br

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

USP lidera força-tarefa para descobrir as conexões entre as espécies

Dois professores da USP se uniram a pesquisadores brasileiros e estrangeiros para construir um novo modo de compreender a teia da vida; estudo poderá prever consequências de desastres ecológicos como o que está ocorrendo no Nordeste

O professor Francisco Rodrigues, do ICMC, explica que as ferramentas computacionais e matemáticas desenvolvidas para estudar as relações entre os morcegos e as plantas podem ser aplicadas a qualquer outro ecossistema

O que leva um grupo de pesquisadores das instituições mais qualificadas do planeta a se unirem para estudar morcegos e suas relações com plantas? As descobertas desses cientistas – à primeira vista, sem muita importância – ganharam as páginas de uma das revistas mais relevantes do mundo nas áreas de ecologia e evolução, a Nature Ecology & Evolution. 

Para compreender o trabalho dessa força-tarefa da ciência, formada por dois professores da USP e mais oito pesquisadores, três brasileiros e cinco estrangeiros, basta esquecer os morcegos e as plantas (temporariamente), e pensar no desastre ecológico que está ocorrendo agora no litoral do Nordeste. Hoje, é impossível calcular as consequências que o óleo pode trazer ao ecossistema da região. 

No entanto, o impacto da contaminação poderia ser calculado se houvesse um banco de dados com informações sobre os animais que vivem no local bem como as relações que são estabelecidas entre as diferentes espécies. Foram dados desse tipo, nesse caso mostrando as interações entre morcegos e plantas registradas ao longo de 70 anos por centenas de naturalistas, que deram origem ao estudo Compreendendo as regras de montagem de uma rede multicamadas continental (Insights on the assembly rules of a continente-wide multilayer network). 

“Nosso estudo mostra que é possível analisar como a extinção de espécies de animais e plantas afeta o equilíbrio de um ecossistema, alterando a biodiversidade em diversas regiões do planeta”, explica o professor Marco Mello, do Instituto de Biociências da USP, que liderou a força-tarefa do estudo. 

“As ferramentas computacionais e matemáticas que desenvolvemos para estudar as relações entre os morcegos e as plantas podem ser aplicadas a qualquer outro ecossistema”, completa o professor Francisco Rodrigues, do Instituto de Ciências Matemática e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

Então, imagine se esses cientistas tivessem à disposição dados sobre as tartarugas-marinhas, os peixes, as aves, os corais e os demais animais que habitam as áreas contaminadas do litoral do Nordeste ao longo de muitos anos. Ora, eles poderiam utilizar as mesmas ferramentas empregadas no estudo sobre morcegos e plantas. Assim, seriam capazes de prever as consequências que o óleo traria à teia da vida nordestina, incluindo aí os seres humanos. 

Mello revela que, no mundo, quase 70% dos morcegos se alimentam de insetos em maior ou menor grau. Nas Américas, metade das espécies se alimenta de plantas, só que muitas delas também são capazes de comer insetos. Ou seja, os morcegos têm a dieta mais diversificada entre os mamíferos.

Uma teia com muitas camadas – “Com efeito, um dos aspectos inovadores do trabalho é analisar a miríade de relações entre espécies de morcegos e plantas com ferramentas computacionais, mais ou menos como quem estuda as múltiplas conexões entre pessoas num aplicativo de rede social”, escreve o jornalista José Reinaldo Lopes no artigo Morcegos são cruciais para a saúde dos ecossistemas em que vivem. Publicado pela Folha de S. Paulo dia 3 de novembro, o artigo destaca como funciona a teia que une 73 espécies de morcegos e 439 espécies de plantas, estudadas pela equipe de pesquisadores de que Mello e Rodrigues fazem parte. 

O jornalista conta que os pesquisadores usaram dados coletados em campo sobre a dieta dos bichos para montar as várias camadas de redes de interação: “Uma dessas camadas corresponde às mais de 900 interações morcego-planta em que há frugivoria (consumo de frutas); outra equivale a 301 interações em que há consumo de néctar; e assim por diante.” Para relatar esses processos, os pesquisadores consideram, ainda, a história evolutiva, o grau de parentesco e a distribuição geográfica das diferentes espécies. 

“O mapeamento multicamadas que resultou desse esforço mostra, entre outras coisas, quais as espécies que funcionam como as figuras mais “populares” da “rede social” ecológica – mais ou menos como o sujeito com milhares de amigos ou seguidores cuja conta conecta as pessoas mais disparatadas entre si”, escreve Lopes. 

Nesse caso, vale lembrar que os morcegos mais populares são os que estão no centro da rede. “Isso significa que os animais dessa espécie se alimentam de uma variedade maior de frutos e propagam uma maior diversidade de sementes pelo ecossistema. Se essa espécie é extinta, afetará mais o todo, porque esses animais têm uma função mais relevante na manutenção do ecossistema. Por isso, é fundamental determinar quem são essas espécies porque elas podem levar à extinção de outras”, conta o professor Francisco Rodrigues. “Com a análise dessas redes complexas multicamadas, o que estamos mostrando é como as conexões entre as espécies são formadas, como são as estruturas dessas redes e qual impacto pode ter a extinção de algumas espécies”, adiciona Rodrigues. 

Ele foi um dos responsáveis por desenvolver as soluções matemáticas e computacionais que possibilitam a análise de redes multicamadas juntamente com a pesquisadora iraniana Nastaran Lotfi. Vinda da Universidade de Zanjan, Irã, Nastaran foi aluna visitante de doutorado no ICMC, sob orientação de Rodrigues, e hoje é pós-doutoranda na Universidade Federal de Pernambuco. Já os doutorandos Rafael Pinheiro, da Universidade Federal de Minas Gerais, e Gabriel Félix, da Unicamp, desenvolveram novos métodos para entender a estrutura de cada camada das redes. 

Segundo Rodrigues, a análise de redes multicamadas é bastante nova e os primeiros estudos começaram a ser produzidos há cerca de seis anos. No ano passado, o professor lançou um livro sobre o assunto em parceria com mais três pesquisadores intitulado An Introduction to Multiplex Networks: Basic Formalism and Structural Properties. 

Na imagem, uma síntese do processo de pesquisa realizado pela força-tarefa


Um caminho com muitas redes – “A ciência das redes complexas tem mais de 300 anos, mas foi em 2016 que nosso grupo de pesquisa, hoje na USP, publicou um dos primeiros estudos na área da ecologia levando em conta múltiplas camadas de redes”, destaca Mello. A equipe de cientistas lideradas pelo professor têm na bagagem várias pesquisas anteriores publicadas ao longo dos últimos dez anos. 

Para chegar este ano às páginas de uma das revistas científicas mais importantes do mundo nas áreas de ecologia e evolução, a Nature Ecology & Evolution, foram necessários três anos de pesquisa. O início dessa trajetória está registrado em uma imagem datada de 2016, quando seis pesquisadores que estavam na Conferência Internacional de Pesquisa sobre Morcegos (International Bat Research Conference), em Durban, na África do Sul, foram almoçar juntos e se propuseram a construir um projeto. Ao longo do caminho, mais quatro cientistas se uniram ao grupo. 

Nessa época, já fazia cerca de sete anos que Mello havia pedido autorização para usar o banco de dados on-line criado pela pesquisadora Cullen Geiselman, do Centro de Conservação de Morcegos de Austin, nos Estados Unidos. Ao longo desse tempo, o pesquisador brasileiro e sua equipe refinaram as informações disponibilizadas por Geiselman e adicionaram estudos brasileiros. Esses dados, que compreendem cerca de 70 anos de trabalhos de campo feitos por centenas de pesquisadores na região, foram utilizados no artigo publicada na Nature Ecology & Evolution. 

“Começamos estudando conjuntos de organismos de diferentes espécies (isto é, comunidades) e hoje analisamos também sistemas no sentido estrito, formados por interações entre esses organismos (isto é, redes). Entender essas regras é crucial para compreendermos a arquitetura da biodiversidade, melhorarmos a produtividade de sistemas agroflorestais e controlarmos doenças emergentes, entre muitas outras aplicações”, escreve Mello na introdução da sua tese de livre-docência apresentada em agosto deste ano à USP. 

No texto, o professor faz uma síntese do caminho que percorreu ao longo de suas descobertas científicas. Um caminho que é similar ao percorrido por tantos outros pesquisadores na extensa e gratificante jornada da ciência: “Em uma floresta, ou mesmo em uma lavoura ou jardim urbano, o que começa com um par de organismos escalona para múltiplos pares, chegando ao nível das respectivas populações. E delas, ao nível de todo o ecossistema. Isso é que o poeticamente chamamos de ‘a teia da vida’. O mais incrível é que diferentes cientistas ao redor do mundo, ao longo de séculos e perpassando diferentes gerações, encontraram padrões muito interessantes nessa teia. Ou seja, coisas que se repetem regularmente, desde a forma de partes dela até os processos que geram essas formas. É extremamente empolgante tentar entender o que mantém unidos esses emaranhados de organismos e interações, também conhecidos como sistemas complexos.” 

Para finalizar, Rodrigues destaca que os sistemas complexos são estudados no ICMC tanto no campo da ecologia como em medicina, epidemiologia, ciências sociais e economia. Em todas essas áreas, os pesquisadores buscam entender, por exemplo, como os neurônios estão organizados no cérebro ou como as doenças se propagam em nossa sociedade. 

Da esquerda para a direita, de cima para baixo: Marco Mello, Cullen Geiselman, Sharlene Santana, Ana Vogler, Marco Tschapka e Jan

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 

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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

A estatística está em toda parte, mas nem sempre a gente vê

Entenda um pouco mais sobre essa ciência às vésperas do Dia Mundial da Estatística, que é celebrado no próximo domingo, 20 de outubro



Não é apenas quando você pensa nas chances de ganhar na loteria que a estatística invade a sua vida. Apesar de, muitas vezes, essa ciência permanecer invisível, a estatística está presente em quase todas as esferas do nosso cotidiano. Popularizar o papel dessa ciência é o objetivo do Dia Mundial da Estatística. A data, que foi instituída pela Organização das Nações Unidas em 2010, é celebrada no próximo domingo, 20 de outubro. 

A área tem ganhado destaque nos últimos anos, especialmente porque vivemos em um mundo cada vez mais cheio de dados. Hoje, cada ser humano com um dispositivo móvel em mãos é um produtor de dados. Em entrevista para a Rádio USP, a professora Mariana Cúri, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, em São Carlos, explica que, normalmente, a estatística fica mais evidente para a sociedade durante as eleições, quando ganham destaque as pesquisas eleitorais. Mas ressalta que as ferramentas estatísticas permeiam nosso dia a dia, inclusive quando compramos remédios e quando fazemos uma busca na internet ou utilizamos serviços de streaming como Spotify e Netflix. 

Na entrevista, Mariana destaca que a evolução tecnológica possibilitou coletar e analisar uma enorme quantidade de dados, aproximando, cada vez mais, a estatística e a computação. Essas mudanças impactaram até um dos cursos de graduação oferecidos pelo ICMC: a partir do próximo ano, o Bacharelado em Estatística estará de cara nova e passará a se chamar Bacharelado em Estatística e Ciência de Dados, evidenciando a sintonia com o atual cenário em que vivemos. “O curso de Estatística do ICMC está fazendo 10 anos este ano e foi modificado para incluir essas técnicas modificadas por causa da computação”, diz a professora. 

Mariana concluiu o Bacharelado em Estatística no Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, em São Paulo

Ao abarcar o campo da ciência de dados (data science), o curso busca atender à crescente demanda por profissionais capazes de extrair conhecimentos úteis a partir de imensos bancos de dados. “Eu acho que a estatística, já há alguns anos, vem sendo uma ótima profissão e uma área muito importante no nosso dia a dia, na ciência, na indústria. A partir dessa aproximação com a computação, a estatística ampliou ainda mais a sua atuação. As áreas da estatística tradicionais – a estatística teórica ou a estatística aplicada a pequenas amostras – vão continuar sendo importantes. Mas com essa ampliação, a estatística vai permanecer por ainda mais tempo como uma profissão bastante interessante e relevante”, completa Mariana. 

É muito provável que as previsões e análises estatísticas tornem-se cada vez mais presentes na nossa vida. O que os estatísticos sabem é que, na tarefa de encontrar respostas a partir de dados, a incerteza estará sempre presente. 

Clique e escute a entrevista: icmc.usp.br/e/7f34b

A reportagem foi ao ar na edição de 16 de outubro do Jornal da USP no Ar, Edição Regional, que está disponível neste link: http://ribeirao.usp.br/?p=22731
Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Crédito da imagem: Instituto Nacional de Estatística - Moçambique

Mais informaçõesSobre os dez anos do curso de Estatística: www.icmc.usp.br/e/ac6b3
Site do Bacharelado em Estatística e Ciência de Dados do ICMC: www.icmc.usp.br/graduacao/estatistica-bacharelado

Contato com a imprensaAssessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Desenvolvimento de Aplicações Web é tema de curso gratuito no ICMC



As inscrições estão abertas até o dia 23 para o curso de difusão que apresentará tecnologias modernas utilizadas por profissionais de desenvolvimento de software 



O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, recebe inscrições até o dia 23 de outubro para o curso de difusão Desenvolvimento de Aplicações Web. A atividade, que é gratuita, oferece 35 vagas e busca proporcionar aos alunos o aprimoramento no uso de novas tecnologias, trazendo a complementaridade e modernização dos conhecimentos acadêmicos. 

O encontro ocorrerá no dia 26 de outubro, das 8 às 18 horas, e será ministrado por Carlos Gonçalves, Lucas Souza e Fernando Silva. Eles são especialistas em arquitetura de aplicações web com React e Redux, criação de APIs REST e GraphQL, desenvolvimento de base web com Webpack, de testes unitários e automação de testes com Gherkin e no desenvolvimento de microsserviços web. 

O curso pretende apresentar tecnologias modernas, utilizadas por profissionais atuantes em empresas de desenvolvimento de software. Saiba mais sobre o programa e suas referências teóricas acessando icmc.usp.br/e/950a9. O encontro será presencial e ocorrerá no laboratório 6-305, no bloco 6 do ICMC. 

O público-alvo do evento são alunos de graduação e pós-graduação em Ciências de Computação e demais interessados, sendo dispensados quaisquer pré-requisitos para participar. As inscrições podem ser feitas pelo formulário online, disponível em icmc.usp.br/e/a2800, e estarão abertas até o prazo limite ou enquanto houver vagas.


Texto: Gabriela Bidin – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 

Curso de difusão gratuito Desenvolvimento de Aplicações Web

Data: dia 26, das 8 às 18 horas
Formulário de inscrição: icmc.usp.br/e/a2800

Comissão de Cultura e Extensão: (16) 3373.9146
E-mail: ccex@icmc.usp.br

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Workshop Intel: aprenda a criar uma solução com inteligência artificial na USP São Carlos

Em evento no ICMC, empresa mostrará como desenvolver uma solução de ponta a ponta para detectar os dez carros mais roubados nos Estados Unidos 



Se você é um estudante universitário de computação ou de áreas correlatas – tais como sistemas de informação ou matemática aplicada, por exemplo – pode se inscrever em um workshop gratuito que a Intel oferecerá dia 17 de outubro, quinta-feira, das 13 às 17 horas, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

Para participar, basta fazer sua inscrição até o dia do evento, ou enquanto houver vagas, neste link: icmc.usp.br/e/d66a0. O objetivo do workshop é mostrar aos estudantes como se desenvolve uma solução com inteligência artificial, explicando todas as etapas desse processo a partir de um exemplo específico: a detecção dos dez carros mais roubados nos Estados Unidos. 

Como o campo da inteligência artificial está em franca expansão, saber criar uma solução como essa é uma habilidade fundamental para todos os profissionais que pretendem atuar nesse ramo. Além disso, a cada dia, novas plataformas são criadas, possibilitando as mais diversas aplicações na vida real. 

Os conteúdos que serão abordados no workshop abarcam desde a análise do problema proposto, a definição do conjunto de dados a ser utilizado para o treinamento da rede neural e o pré-processamento do conjunto de dados, até a definição e a análise das topologias de redes neurais mais adequadas ao projeto. Também será mostrado como avaliar, testar e exportar o modelo treinado e como usar esse modelo (inferência) empregando aceleração de hardware e suporte para computação heterogênea (CPU, VPU, GPU integrada e FPGA). 

Todos os conteúdos do workshop serão disponibilizados on-line, para que os participantes possam fazer os exercícios em seus computadores ou na nuvem Intel AI. A atividade será ministrada pelo especialista Jomar Silva, que é technical evangelist da Intel para a América Latina e todos os presentes no evento receberão certificado de participação. 

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 

Workshop Intel de Inteligência Artificial no ICMC 
Quando: quinta-feira, 17 de outubro, das 13 às 17 horas 
Inscrições: icmc.usp.br/e/d66a0
Local: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no bloco 6 do ICMC 
Endereço: avenida Trabalhador São-carlense, 400 - Parque Arnold Schimidt 
Mais informações: (16) 3373.9622 ou eventos@icmc.usp.br