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terça-feira, 1 de outubro de 2019

MBA em ciências de dados na USP: inscreva-se na nova pós-graduação a distância

Curso, que começa em janeiro do próximo ano, terá disciplinas como aprendizado de máquina, estatística, programação, redes neurais e processamento em paralelo

Inscrições terminam em 31 de outubro ou podem ser encerradas antes, caso seja atingido o limite de 600 inscritos

Preparar profissionais para enfrentarem o desafio de obter informações úteis a partir dos enormes bancos de dados que empresas e instituições têm hoje à disposição. Esse é o principal objetivo do primeiro curso de pós-graduação a distância em ciência de dados lançado pelo Instituto de Ciência Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

“O curso vem para suprir uma demanda de vários segmentos do mercado perante a nova era da informação digital, com bancos de dados imensos e complexos”, explica o coordenador do MBA em ciências de dados, Francisco Louzada, que é professor do ICMC e também diretor do Centro de Matemática e Estatística Aplicadas à Indústria (CeMEAI). 

Planejado para atender às necessidades de quem atua em diferentes empresas e instituições, o curso de um ano é uma pós-graduação lato sensu. Pode se inscrever na especialização qualquer pessoa que queira obter mais conhecimentos em ciência de dados e tenha formação universitária em administração, economia, engenharia, estatística, ciências de computação, sistemas de informação e áreas correlatas. 

“Trata-se de um novo campo de atuação, que demanda profissionais com formação interdisciplinar, capazes de solucionar os diversos problemas com os quais precisarão lidar no universo da ciência de dados”, acrescenta Louzada. Composto por módulos de disciplinas teóricas e práticas que se integram, o curso propicia aos alunos aprenderem os fundamentos da ciência de dados bem como ter contato com tópicos específicos referentes, por exemplo, à captura e tratamento de grandes bancos de dados, a metodologias estatísticas e matemáticas para análise de dados, a técnicas básicas e avançadas em aprendizados de máquina e deep learning

“Além disso, o MBA oferece a oportunidade para os alunos trazerem um problema real da empresa ou instituição em que atuam a fim de que possam solucioná-lo no decorrer do curso. Para isso, contarão, desde o início, com o apoio de tutores com experiência em projetos que aproximam a academia do mercado”, revela o professor. 

Invista em você – Para se inscrever na especialização, basta preencher o formulário e pagar a taxa de inscrição, que é de R$ 501,20, a qual não será devolvida, exceto no caso de concessão de bolsas de estudo. As inscrições terminam em 31 de outubro ou podem ser encerradas antes, caso seja atingido o limite de 600 inscritos. 

Serão selecionados, no máximo, 167 participantes. O processo seletivo consistirá na análise dos documentos enviados e o resultado final será informado via e-mail. Após a divulgação, o candidato aprovado deverá manifestar interesse na vaga, também via e-mail, e efetuar o pagamento da taxa de matrícula e das mensalidades, em até 12 vezes. Os valores variam dependendo se é individual a participação no curso ou em grupo (empresas) e, se o pagamento é à vista, há um desconto de 7,5%. A mensalidade, por exemplo, varia de R$ 1.307,59 a R$ 1.499,90. Para receber a tabela, basta preencher a ficha disponível em: http://cemeai.icmc.usp.br/MBA/#investimento

Serão oferecidas, ainda, bolsas de estudos para alguns alunos matriculados, os quais terão isenção total no pagamento da matrícula e das mensalidades. Todas as informações referentes ao acesso ao ambiente online de aprendizagem serão enviadas aos alunos logo após a confirmação da matrícula. As aulas no ambiente online começarão em janeiro e terminarão em dezembro. Ao final do curso, acontecerão dois encontros presenciais para realização de provas e defesa de monografia. 



Com informações da Assessoria de Comunicação do CeMEAI/USP 

Mais informações 
Telefone: (16) 3373-8159 

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Uma década de Estatística na USP São Carlos: curso ganha destaque na era da ciência de dados

Criado para suprir a crescente demanda do mercado de trabalho por estatísticos, o Bacharelado em Estatística do ICMC completa 10 anos em sintonia com recentes mudanças na área; encontro comemorativo será realizado nos dias 25 e 26 de outubro 

Na foto, participantes do Encontro de Experiências em Estatística de 2016; este ano, em comemoração aos 10 anos do Bacharelado, haverá uma edição especial do evento nos dias 25 e 26 de outubro 

“Acho que a beleza da estatística é que seu alcance é ilimitado, assim como a maioria das ciências. Mas, para mim, tem um significado especial: estatística é sobre a incerteza que governa a natureza. Pode ser usada para pedir uma pizza ou modelar o preço de uma ação no mercado”. É assim que Helton Graziadei define o significado da estatística, uma área com a qual teve contato ao ingressar na primeira turma do curso de Bacharelado em Estatística, oferecido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, desde 2009. 

Diferentemente da maioria de seus colegas de turma, que estão atuando em empresas nos mais diversos ramos de atividades, Helton optou por seguir carreira acadêmica: completou o mestrado no Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, onde, agora, faz doutorado. Nesses dez anos, ele viu acontecer mudanças relevantes no campo da estatística: “A área se renova constantemente e quem não se atualiza corre o risco de perder a dinâmica da profissão. O surgimento da ciência de dados fez com que os departamentos de estatística no mundo reformulassem a estrutura dos cursos de graduação, incluindo conhecimentos mais sólidos em programação e inteligência artificial. É muito importante o ICMC ter sido pioneiro no Brasil a fazer essa modificação no curso”. 

Helton se refere à alteração na grade curricular do curso oferecido pelo Instituto. A partir do ano que vem, serão adicionadas disciplinas específicas a fim de preparar os alunos para os desafios da era da ciência de dados. A mudança impactou até o nome do curso, que, a partir de 2020, passará a se chamar Bacharelado em Estatística e Ciência de Dados. A reformulação está em sintonia com o novo cenário tecnológico, que está modificando a forma como nós nos relacionamento uns com os outros e com o mundo a nosso redor. Nos últimos anos, cada ser humano com um dispositivo móvel em mãos se tornou um produtor de dados, os quais são gerados em velocidade, volume e variedade cada vez maiores. Não é à toa que, hoje, aqueles que sabem extrair conhecimentos úteis a partir desses dados tenham se tornado tão cobiçados pelo mercado de trabalho. 

Aluno da primeira turma do curso de Estatística do ICMC, Helton está terminando o doutorado no IME/USP; em 2018, fez doutorado sanduíche em Milão, na Itália

Já em 2009, o grupo de professores do ICMC que escreveu o projeto político-pedagógico do Bacharelado em Estatística vislumbrava que as instituições de ensino superior não davam conta de formar a quantidade necessária de profissionais para atuar nesse campo. “A crescente procura por estatísticos no mercado de trabalho em diversas áreas, tais como indústrias, instituições financeiras, empresas de pesquisa de mercado, instituições governamentais e de pesquisa relacionadas à saúde humana, agricultura e pecuária, entre outras, foi a principal motivação para a proposta de criação de um curso de Bacharelado em Estatística”, lê-se no projeto. 

Depois de 10 anos, a demanda só aumentou e a tendência é que continue a crescer nos próximos anos. "Em 2009, essencialmente eram as grandes instituições que tinham banco de dados de seus clientes e baseavam suas decisões nas análises estatísticas desses dados. Hoje, mesmo as pequenas empresas dispõem de dados sobre seus produtos e públicos com os quais se relaciona e buscam analisá-los para tomada de decisões", diz Mariana Cúri, uma das professoras que contribuiu para a criação do curso de Estatística no ICMC. 

“As grandes massas de dados disponíveis hoje requerem profissionais preparados para analisar e interpretar informações presentes em problemas de diferentes naturezas. Nesse cenário, as melhores soluções costumam surgir a partir da cooperação entre estatísticos e profissionais da área de computação e isso justifica as mudanças curriculares”, diz a professora Cibele Russo, que atualmente coordena o curso de Estatística do ICMC. “Assim, a proposta é ter um profissional que domine tanto as técnicas estatísticas quanto algoritmos eficientes e eficazes, considerando custos computacionais e diversas outras variáveis, para extrair de forma ótima as informações dos dados”, completa a professora. 

Cibele usa um exemplo do cotidiano para explicar o papel do estatístico: “Se você está cozinhando, é comum pegar uma colher para experimentar a comida. Estatisticamente, o que você está fazendo? Ora, está retirando uma amostra e, a partir dessa pequena quantidade de alimento, vai conseguir inferir se toda a comida da panela está boa ou não”. Usando ferramentas estatísticas, o profissional consegue, a partir de uma amostra, extrapolar os resultados obtidos a toda a população. 

A professora Cibele Russo durante o Encontro de Experiências em Estatística de 2016

Amadurecimento – “Se olhar para mim 10 anos atrás e o que sou hoje, considerando o que evoluí como ser humano, o que aprendi, o que amadureci, todas as dificuldades e também as voltas por cima, verá o quanto isso tudo impactou na minha vida. Se não fosse toda essa história, eu não seria quem sou, não faria o que faço, não teria o que tenho. Então, o que mudou? Mudou tudo para melhor”. É assim que José Fernandes de Almeida Junior resume o significado de sua trajetória no ICMC. Hoje, ele atua como estatístico na empresa Cred-System Administradora de Cartões de Crédito. 

Assim como o curso mudou a vida de José, os alunos e suas diversas demandas também ajudaram a lapidar o próprio curso. Ao longo desses 10 anos, o ICMC formou um total de 75 alunos estatísticos e, hoje, 173 estudantes estão matriculados no curso. Nesse tempo, diversos acontecimentos contribuíram para o aprimoramento do projeto colocado em prática em 2009. 

José Fernandes gravou um vídeo para relatar sua experiência como ex-aluno do curso de Estatística do ICMC

Entre os principais marcos dessa trajetória está a criação, em 2013, do Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Estatística, resultado de uma união de esforços entre o ICMC e o Departamento de Estatística da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Os projetos de mestrandos e doutorandos contribuíram para fortalecer os grupos de pesquisa em estatística das duas instituições. 

Dois anos depois, no dia 5 de dezembro de 2015, aconteceu a primeira edição do Encontro de Experiências em Estágios e Projetos. A iniciativa, criada para propiciar o compartilhamento de informações sobre estágios e projetos, entre alunos e ex-alunos do curso, passou a se chamar Encontro de Experiências em Estatística. Este ano, em comemoração aos 10 anos do Bacharelado, haverá uma edição especial do evento, nos dias 25 e 26 de outubro, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano (sala 6-001) do ICMC. Para participar, basta se inscrever e pagar a taxa de inscrição por meio deste link: icmc.usp.br/e/0fdd1

Outro fato marcante dessa história foi a realização da Semana da Estatística em 2016. A iniciativa já era tradicional na UFSCar e estava em sua sexta edição, mas foi apenas em 2016 que a comissão organizadora do evento, composta apenas por estudantes, resolveu convidar os alunos do ICMC para participar. Resultado: desde então, a Semana da Estatística é realizada em conjunto pelos estudantes da UFSCar e do ICMC. 

No ano seguinte, em 2017, foi lançada a primeira chamada do Núcleo de Estatística Aplicada (NEA). Desde 2009, a semente do Núcleo constava no projeto do curso, no entanto, para germinar, era preciso contar com estudantes e pesquisadores prontos para trabalhar em projetos. O cenário se concretizou em 2017, quando o NEA passou a desenvolver soluções estatísticas para problemas apresentados por empresas, fundações, indústrias, instituições de maneira geral, do setor público ou privado, assim como de pesquisadores ou pessoas físicas. "Nosso objetivo é levar problemas reais da sociedade para que nossos alunos possam resolvê-los, sob a orientação do professor, interagindo com o pesquisador e usando a metodologia estatística adequada a cada caso", explica a professora Mariana Cúri. 

O ano de 2017 também marcou o início do uso de uma metodologia alternativa de ensino e aprendizagem em algumas disciplinas do curso de Estatística: o Problem Based Learning (PBL). Com o método, professores trouxeram para a sala de aula casos reais a fim de que os estudantes debatessem e investigassem possíveis soluções. 

Por último, em 2018, o curso passou a oferecer uma ênfase em ciência de dados. Com o crescimento da demanda por uma formação específica, o ICMC decidiu ampliar o escopo do curso e adicionar mais disciplinas de programação – abarcando o ensino da linguagem de programação Phyton e de técnicas de aprendizado de máquina, por exemplo. Resultado: a partir de 2020, os alunos que ingressarem no curso se tonarão Bacharéis em Estatística e Ciência de Dados. 

Assista ao vídeo do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria, que mostra como funciona a metodologia PBL na prática: www.facebook.com/watch/?v=1838468973149296

Confira mais depoimentos de ex-alunos do curso de Estatística do ICMC

Camila Ferro é da primeira turma do curso de Estatística do ICMC e, hoje, trabalha na Whirlpool Corporation no Brasil: “Esse curso colaborou muito para o meu crescimento pessoal e profissional, pois aprendi várias ferramentas estatísticas que utilizo no meu dia a dia e também desenvolvi meu raciocínio lógico para a resolução de problemas. Tanto o curso quanto a USP contribuíram muito para o meu ingresso no mercado de trabalho. Estou há cinco anos em uma indústria multinacional, atuando no setor de qualidade, que é o que eu sempre quis.”  


Aline Cristina Jacomassi se formou no curso de Estatística do ICMC em 2017 e hoje trabalha na Serasa Experian em São Carlos: “O curso de estatística me proporcionou conhecimento e maturidade para iniciar minha jornada no mercado de trabalho. A estatística é uma das profissões mais procuradas atualmente, pois vivemos em um mundo orientado a dados. O curso foi estatisticamente significante para a minha vida.”


Caio Moura Quina formou-se em Estatística no ICMC em 2017 e, hoje, faz doutorado no Instituto: “A estatística é uma ferramenta do método científico. Esta presente em áreas como a política, a saúde, a agronomia, a economia, entre diversas outras aplicações. Foi por essa multiplicidade de aplicações que decidi virar estatístico. E foi em São Carlos que tive a oportunidade de aprender com professores excelentes, que me ensinaram muitos conteúdos e também uma nova forma de ver e interpretar o mundo a minha volta”. 

Helton Graziadei é da primeira turma do curso de Estatística do ICMC e, hoje, faz doutorado no IME/USP: "Um estatístico famoso chamado John Tukey certa vez disse que o melhor de ser estatístico é que ele sempre pode brincar no quintal das outras pessoas. Acho que o que me fascina na estatística é isso! Após me formar, optei por seguir carreira acadêmica. Comecei o mestrado no IME/USP em 2013 e, atualmente, estou no último semestre do doutorado nessa mesma instituição. Ademais, durante o mestrado, trabalhei com consultoria para pesquisadores e estudantes de pós-graduação, principalmente na área médica, auxiliando-os na análise de dados de suas pesquisas. Fiz doutorado sanduíche em 2018, em Milão, na Itália. A cada dia que passa me apaixono cada vez mais pela estatística." 


Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
VI Encontro de Experiências em Estatística - ICMC - 2019
Site do curso de Estatística do ICMC: www.icmc.usp.br/graduacao/estatistica-bacharelado

Contato com a imprensa
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br



segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Escola Avançada em Big Data Analysis prorroga inscrições com desconto

Valores só serão reajustados após 27 de agosto; evento começa dia 2 de setembro



A 3ª Escola Avançada em Big Data Analysis (EABDA 2019) acontecerá de 2 a 6 de setembro no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O evento apresentará as principais técnicas usadas para a análise de grandes volumes de dados, destacando as mais avançadas e promissoras ferramentas para análise, extração de conhecimento e visualização de dados. 

A escola oferece dez cursos sobre temas como ciência de dados, aprendizado de máquina, deep learning, mineração de dados, processamento de línguas naturais, sistemas de recomendação e redes complexas. Além dos cursos, serão oferecidas cinco palestras sobre temas relacionados à área de big data

Para se inscrever, basta acessar o site do evento. O valor da matrícula para cada curso é de R$ 100 para estudantes e R$ 150 para profissionais formados. Já o pacote com os dez cursos custa R$ 700 para estudantes e R$ 1.200 para profissionais. Esses valores são acrescidos de uma taxa de 10% referente ao uso da plataforma on-line e são válidos até o dia 27 de agosto, quando serão reajustados. 

Podem participar da iniciativa estudantes de pós-graduação e profissionais graduados nas áreas de engenharia, computação, estatística, economia e afins, além de alunos de graduação, desde que estejam no último ano do curso. A Escola é organizada pelo Departamento de Ciências da Computação do ICMC e recebe o apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), do Centro de Robótica de São Carlos (CRob) e do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI-Campinas). 

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 
Com informações de Leonardo Zacarin - Comunicação CeMEAI 

Mais informações 
Site do evento: cemeai.icmc.usp.br/3EABDA 
Assessoria de Comunicação do CeMEAI: (16) 3373-6609 / contatocemeai@icmc.usp.br

terça-feira, 2 de abril de 2019

USP abre inscrições em mestrado profissional com ênfase em ciência de dados


Voltado a profissionais com formação em matemática, estatística ou computação, programa está com inscrições abertas até 30 de abril

Pós-graduado se especializará em extrair conhecimentos a partir de dados disponíveis em áreas como agricultura, saúde, finanças e infraestrutura

Aplicar o conhecimento gerado na Universidade para criar soluções inovadoras em empresas e indústrias. Esse é um dos objetivos do Mestrado Profissional em Matemática, Estatística e Computação Aplicadas à Indústria (MECAI), que está com inscrições abertas para ingresso no segundo semestre de 2019. 

O programa oferece 20 vagas e a ênfase em ciência de dados pode ser voltada a aplicações em agricultura, saúde, finanças e infraestrutura. “O MECAI tem um perfil diferente de um mestrado acadêmico, porque é voltado para profissionais da indústria com formação em estatística, matemática ou computação. A intenção é utilizar a ciência de dados para gerar inovação nas empresas”, afirma o coordenador do mestrado, Antônio Castelo, professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

De acordo com Ellen Francine, professora do ICMC e ex-coordenadora do MECAI, um dos principais diferenciais dos mestrados profissionais é possibilitar que quem já está inserido no mercado de trabalho possa voltar para o contexto da universidade e da pesquisa. Dessa forma, surgem oportunidades para o desenvolvimento de projetos destinados a resolver problemas existentes dentro das empresas. “Por isso, um dos requisitos para inscrição no mestrado é escrever um projeto para ser aplicado na indústria, que deve ser compatível com a atividade profissional do candidato”, complementa Castelo. 

Oferecido pelo ICMC, o MECAI é vinculado ao Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP. “O objetivo é que o aluno melhore a qualidade do setor produtivo da empresa em que atua, seja gerando produtos, patentes ou novos processos, por exemplo”, explica Castelo. 

Lançado em 2014, o MECAI formou o primeiro aluno em setembro de 2017. Analista de risco no Itaú-Unibanco, Daniel Rodrigues desenvolveu uma metodologia estatística voltada para cálculos de risco no setor financeiro. No início do programa, a ênfase era oferecida apenas para a área de finanças. Com a expansão da iniciativa, o MECAI passou a incluir na ênfase aplicações nos campos da saúde, agricultura, infraestrutura e políticas públicas. Atualmente, o programa já contabiliza 19 mestres formados. 

As inscrições para o MECAI podem ser realizadas até dia 30 de abril por meio deste link: icmc.usp.br/e/5b617. A divulgação do resultado final está programada para o dia 30 de maio, na página do programa. Para obter mais informações sobre processo seletivo e critérios de avaliação, acesse o edital: icmc.usp.br/e/ed846

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC 

Mais informações
Sistema de inscrição para pós-graduação do ICMC: icmc.usp.br/e/5b617
Conheça os outros programas de pós-graduação do ICMC: icmc.usp.br/e/66a4d
Serviço de pós-graduação do ICMC: (16) 3373.9638 

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Professor do ICMC é eleito para Academia Brasileira de Ciências

O professor Tiago Pereira da Silva, do ICMC, foi eleito como membro afiliado da ABC.
Ele também é pesquisador do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI)

O professor Tiago Pereira da Silva, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos 46 novos membros eleitos pela Academia Brasileira de Ciências (ABC). A Assembleia Geral foi realizada na manhã da última quarta-feira, 5 de dezembro, quando foi divulgado o resultado da eleição para membros titulares, correspondentes e afiliados, que serão empossados em maio de 2019. 

Dos 46 novos membros eleitos, cinco são professores da USP (veja a tabela a seguir). Antes do novo ingresso, apenas 14,86% dos membros titulares eram mulheres e 25% de fora da região Sudeste. Neste ano, as mulheres passaram a representar 33,33% dos novos membros titulares, e os cientistas de fora do Sudeste ocuparam 28% das vagas para a categoria. 

Para Márcia Barbosa, diretora da ABC, a diversidade é um instrumento de eficiência que vai além de uma necessidade democrática: “Neste sentido, como pesquisadores, precisamos nos despir dos vieses sociais e tentar ativamente construir instituições mais diversas”. 


Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC a partir de informações divulgadas pelo Jornal da USP e pela ABC

Mais informações
Veja a lista completa dos novos integrantes no site da ABC: icmc.usp.br/e/b0317
E-mail: abc@abc.org.br

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Do laboratório à mesa de bar: Pint of Science registra recorde de público em São Carlos

Cerca de 1,4 mil pessoas participaram de divertidos bate-papos científicos durante as três noites do festival que chegou a sua terceira edição no município

"Socorro: fui hackeado e o drone sumiu" foi o título da bate-papo coordenado pela professora Kalinka durante a última noite do Pint of Science em São Carlos (crédito: Henrique Fontes)

É quarta-feira, 17 de maio, e as cerca de 100 pessoas que lotam um bar no centro da cidade de São Carlos, interior de São Paulo, estão correndo o risco de ter seus celulares hackeados. O sorriso no rosto e os olhares tranquilos de quem está no local não condizem com o que fizeram momentos antes: autorizaram essa invasão em seus aparelhos. Parece loucura, mas todos ficaram vulneráveis ao conectarem os telefones em uma rede de internet aberta sem ler o termo de compromisso. 

Essa experiência foi realizada durante um bate-papo sobre segurança virtual, no festival de divulgação científica Pint of Science, em São Carlos, um dos 22 municípios brasileiros que participaram da iniciativa juntamente com cidades espalhadas por outros 10 países. Antes dos clientes chegarem ao bar para o evento, a professora Kalinka Castelo Branco, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, disponibilizou uma rede Wi-Fi livre para os participantes. Porém, entre as condições para utilizá-la, estava a concordância com um termo em que os usuários permitiam que os smartphones conectados fossem invadidos, além de autorizar que um drone sobrevoasse suas cabeça. 

No final do evento, ao revelar o conteúdo do termo ao público, ficou evidente que ninguém havia lido as informações antes de clicar na caixa “aceito” e se conectar. Para exemplificar o que poderia acontecer com aquelas pessoas, um dos estudantes orientados por Kalinka hackeou o celular da professora e exibiu no telão as imagens que a câmera do aparelho captava. “Fizemos isso para mostrar como estamos vulneráveis no mundo virtual e como podemos nos prevenir de possíveis crimes”, diz Kalinka. 

No bate-papo, os convidados puderam falar um pouco sobre as pesquisas que estão sendo desenvolvidas para ajudar a proteger a população dos hackers. “É muito importante a sociedade ter a oportunidade de debater esse tema que, muitas vezes, passa por questões morais e éticas envolvendo a tecnologia”, afirma Natássya da Silva, doutoranda do ICMC e uma das participantes do debate. 

Aquela noite foi a primeira vez que a estudante teve a oportunidade de falar com o público num lugar descontraído, fora da universidade: “É mais tranquilo do que eu imaginava, o pessoal participou e deixou a gente à vontade para contar as novidades que acontecem no nosso mundo”. Além de Natássya, participaram da conversa o advogado Guilherme Guimarães, que falou um pouco sobre os diferentes tipos de crimes virtuais, e o estudante Marcelo da Silva, que faz Ciências de Computação no ICMC. 

Recorde de público: 1,4 mil pessoas participaram da iniciativa em São Carlos; nas 22 cidades
do país, o festival alcançou cerca de 20 mil brasileiros (crédito: Rogério Gianlorenzo)

Mergulhando no mundo dos vidros – “Ele brilha, tem de todas as cores, é transparente, é lindo!”, enfatiza o professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Edgar Zanotto, após sua apresentação sobre a importância e as curiosidades do universo vítreo, realizada no dia 16 de maio em outro restaurante da cidade. Coordenador do Centro de Pesquisa, Educação e Inovação em Vidros (CeRTEV), ele conta que, se não fosse o material, não existiriam telescópios, microscópios, celulares, óculos, entre outros objetos. Não haveria nem mesmo o projeto Sons Vítreos, criado pelo Núcleo Ouroboros de Divulgação Científica da UFSCar. No projeto, os participantes utilizam diversos instrumentos feitos do material milenar em suas apresentações. No Pint of Science, eles empolgaram o público ao encerrar a noite com seus sons singulares. 

Para Zanotto, vidros podem ser sólidos ou líquidos, depende do ponto de vista
do observador (crédito: Paulo Arias)

De acordo com Zanotto, apesar de existir uma infinidade de utilidades já conhecidas para o vidro, ainda há muito a ser explorado. Atualmente, são contabilizados cerca de 400 mil tipos de vidros no mundo, porém, segundo o especialista, é possível produzir outros 1052 modelos do material: “É um campo da ciência com seis mil anos de história, mas que ainda está na infância e existem poucas pessoas no mundo pesquisando o assunto”. 

Ao estrear no Pint of Science, Zanotto confessou à plateia: “Já dei muitas palestras no Brasil e no mundo. Mas nunca falei em um bar”. Logo depois de passar por essa primeira experiência, ele aprovou a proposta. “O desconhecimento da sociedade pela ciência é enorme. Pergunte a qualquer pessoa o nome de um jogador de futebol. A resposta, provavelmente, irá variar entre 10 e 50 atletas. Agora, se você pedir o nome de um cientista, dificilmente lembrarão de um pesquisador brasileiro”, lamenta o docente. Também estiveram na mesa sobre vidros a professora Andrea Bernardez, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), e a professora Ana Candida Rodrigues, da UFSCar. 

Projeto Sons Vítreos finalizou o bate-papo sobre a era do vidro (crédito: Paulo Arias)

Levando o Brasil à Lua – Outro bate-papo que mobilizou o público em São Carlos abordou a Missão Garatéa, a primeira missão lunar brasileira que promete levar uma sonda à Lua até 2021 para estudar a vida fora da Terra. Bactérias serão enviadas ao espaço para que os cientistas analisem possíveis alterações genéticas que um ser vivo pode sofrer após um período em órbita no nosso satélite natural. Os desafios das pesquisas nessa área foram discutidos pelo engenheiro espacial Lucas Fonseca, o jornalista Salvador Nogueira, o mestre em filosofia Alexey Dodsworth e o astrobiólogo Douglas Galante. 

Entre as pessoas que acompanharam a apresentação, que aconteceu na noite de 15 de maio, estava Duília de Mello, astrofísica e colaborada da NASA há 14 anos. Apaixonada por astronomia, a cientista exaltou o trabalho dos pesquisadores em levar o conhecimento às pessoas: “A ciência é responsável pela evolução da humanidade e conseguir transmiti-la é um dom. Quem não tem esse perfil, seria interessante que tentasse melhorar nesse aspecto e pensar em novos caminhos para divulgá-la. Isso é importante para motivar os jovens e as crianças, que são quem irão carregar o fascínio pela ciência”. 

Também fizeram parte do menu do Pint of Science em São Carlos temas como estatística no esporte (saiba mais), tecnologia no campo (saiba mais), novos medicamentos, depressão, ansiedade, autismo, hiperatividade, sustentabilidade, além de problemas matemáticos de um milhão de dólares. 

O futuro da humanidade no espaço foi um dos temas na abertura do evento (crédito: Paulo Arias)

Meu aspirador pensa – Para falar sobre a revolução das máquinas, o professor Fernando Osório, do ICMC, percorreu os cerca de 100 quilômetros que separam São Carlos de Ribeirão Preto. Lá, um dos assuntos que mobilizou o público durante o Pint of Science, na noite do dia 16 de maio, foi: “Meu aspirador pensa?”. 

Osório brincou com a plateia lançando questões instigantes: “Vocês têm ideia de quantos celulares já jogaram no lixo? E se todos esses aparelhos se revoltassem e viessem atrás de vocês?”. Ele conhece bem a dinâmica do evento, participou das duas edições anteriores do Pint of Science em São Carlos. “Para mim, é sempre um grande prazer interagir com as pessoas. É muito importante sair da zona de conforto ao expor e discutir ideias com um público diferente do que encontramos nas universidades”, afirma o pesquisador. 

O ambiente descontraído proporcionado pelo festival é o que mais encanta Osório: “Quando saímos da classe, não pensamos mais em provas, notas e avaliações. O fato de quebrar o padrão formal de uma sala de aula, colocando todos juntos em um bate-papo animado e com as perguntas mais variadas, é o que faz o Pint of Science tão especial”. 

O ambiente descontraído proporcionado pelo festival é o que mais encanta
Osório (crédito: equipe Pint of Science Ribeirão Preto)

Divulgar a ciência é preciso – Cerca de 20 mil pessoas participaram do festival de divulgação científica este ano nas 22 cidades brasileiras que realizaram a iniciativa nas noites de 15, 16 e 17 de maio. “O sucesso do festival em todo o país mostra que a população quer, de fato, saber sobre ciência e que os cientistas querem falar com a sociedade. Bastava ser criado um canal para isso, tal como o Pint of Science fez”, afirma Natalia Pasternak, coordenadora nacional do festival. 

“O Pint of Science é uma excelente oportunidade de aprendizado para os cientistas por desafiá-los a traduzirem a ciência em uma linguagem simples e acessível para todos”, explica Denise Casatti, coordenadora do evento em São Carlos. “Os cientistas estão acostumado a falar para seus pares, que já conhecem o jargão técnico e os conceitos básicos de sua linha de pesquisa. Mas falar em um bar para o cidadão comum não é fácil, especialmente porque é preciso disputar a atenção com o barulho do liquidificador e com todas as demais distrações típicas desse ambiente”. 

Para Natalia, o festival também serve de motivação para que o cientista olhe para seus projetos com outros olhos, instigando-o a imaginar como a sociedade enxerga sua pesquisa, que dúvidas teria e a importância do que faz. Para ela, o caminho para estabelecer a cultura científica da população é encontrar novos meios de divulgar a ciência: “Precisamos criar mais canais, em formatos diferentes, que atinjam públicos diversos, durante o ano todo. Falar de ciência é necessário e divertido”. 

Para realizar o festival, uma rede de voluntários foi mobilizada, unindo profissionais de diferentes áreas do conhecimento e de diversas instituições de ensino e pesquisa, que estão buscando aprimorar a iniciativa a cada ano. Na capital da tecnologia, o evento foi realizado pelo ICMC e contou com a colaboração da Embrapa, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da regional do interior paulista da Sociedade Brasileira de Química. 

Em âmbito nacional, o festival foi patrocinado pela Pró-Reitoria de Pesquisa da USP, Verakis, e por cinco Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão, financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo: o Centro de Pesquisa em Engenharia e Ciências Computacionais; o Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos; o Centro de Pesquisa, Educação e Inovação em Vidros; o Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades; e o Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI). 

Para Natalia, festival contribui para mostrar que falar de ciência é necessário
e divertido (crédito: Henrique Fontes)

Texto: Henrique Fontes – Assessoria de comunicação do Pint of Science Brasil 

Mais informações 
Site do festival: www.pintofscience.com.br
Confira o vídeo com a íntegra do bate-papo “Esporte e estatística: uma parceria que dá jogo”: icmc.usp.br/e/26c71
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Confira a programação do festival de divulgação científica que vai invadir 22 cidades brasileiras

Evento será realizado simultaneamente em mais 11 países do mundo nos dias 15, 16 e 17 de maio



As 22 cidades brasileiras que vão realizar o Pint of Science já definiram os temas de seus bate-papos científicos, que acontecerão durante as noites de 15, 16 e 17 de maio. A participação no Brasil é gratuita e os interessados só pagarão o que consumirem nos bares e restaurantes que sediarão o evento. Como não são realizadas inscrições ou reservas antecipadas, recomenda-se que as pessoas cheguem antes para garantir seu lugar. Confira a programação completa no site www.pintofscience.com.br.

Entre as cidades que participarão da iniciativa, 10 são municípios paulistas: Araraquara, Botucatu, Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santos, São Caetano do Sul, São Paulo, São Carlos e Sorocaba. Além disso, o festival será realizado em cidades localizadas no Sul, no Nordeste e no Centro-Oeste do país: Belo Horizonte (MG), Blumenau (SC), Brasília (DF), Curitiba (PR), Dourados (MS), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Natal (RN), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Teresina (PI). 

O Pint of Science nasceu em 2013 na Inglaterra e chegou ao país em 2015, quando o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP realizou o evento em São Carlos, colocando o Brasil no mapa do evento. Em âmbito nacional, o festival é patrocinado pela Pró-Reitoria de Pesquisa da USP, eScience Unicamp, Galoá e por quatro Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID), financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP): o Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria; o Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos; o Centro de Pesquisa, Educação e Inovação em Vidros; e o Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades. 

No ano passado, 7,3 mil pessoas participaram do evento, que aconteceu em sete cidades brasileiras

Texto: Assessoria de imprensa do Pint of Science Brasil

Mais informações
Site do evento: www.pintofscience.com.br
Assessoria de imprensa do Pint of Science Brasil: (16) 3373-8171
E-mail: pintcomunica@gmail.com

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Pesquisa do ICMC conquista primeiro lugar no Prêmio Tese Destaque USP

Trabalho que cria ferramenta inovadora para segmentação de imagem já foi reconhecido em outras quatro ocasiões

Luis Gustavo Nonato (à esquerda) orientou Wallace Casaca no trabalho

Uma ferramenta inovadora para facilitar a vida de quem precisa segmentar uma imagem e que pode contribuir para aprimorar a personalização artística de fotografias, a identificação de indivíduos e a análise de imagens médicas. Essa solução foi proposta na tese de doutorado de Wallace Casaca, que conquistou o primeiro lugar no Prêmio Tese Destaque USP de 2016, na categoria Ciências Exatas e da Terra. 

Defendida no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, em dezembro de 2014, a tese Graph Laplacian for Spectral Clustering and Seeded Image Segmentation já foi reconhecida em outras quatro ocasiões: venceu o prêmio da Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC) "Odelar Leite Linhares"; obteve o primeiro lugar no Concurso Latino-americano de Teses de Doutorado da 41ª edição da Conferência Latino-americana em Informática (CLEI 2015); recebeu menção honrosa no Prêmio CAPES de Teses e foi reconhecida pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) no 28º Concurso de Teses e Dissertações do 35º Congresso da Sociedade Brasileira de Computação, em 2015.

No doutorando, Wallace foi orientado pelo professor Luis Gustavo Nonato, professor do ICMC e pesquisador do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI). Durante a pesquisa, Wallace obteve uma Bolsa Estágio de Pesquisa no Exterior (BEPE) da FAPESP e conseguiu permanecer o ano de 2013 na Universidade Brown, onde trabalhou com o professor Gabriel Taubin: “Conseguimos inovar ao criar uma ferramenta prática e fácil de manusear e implementar” (leia mais e assista ao vídeo).

Sobre o Prêmio da USP - O Prêmio Tese Destaque USP é uma iniciativa da Pró-Reitoria de Pós-graduação da USP e tem como objetivo dar destaque às teses defendidas nos programas de pós-graduação da Universidade, nas grandes áreas de conhecimento, de forma a estimular a constante busca pela excelência na pesquisa. O Prêmio deste ano contemplou 25 doutores em nove áreas do conhecimento.

“A categoria que vencemos contempla demais áreas científicas bastante competitivas como física, astronomia, meteorologia, química e geociências, além de matemática e computação”, observou Wallace, que hoje é docente da UNESP, no campus de Rosana. O evento de premiação acontecerá no dia 28 de setembro, às 14 horas, durante a reunião do Conselho Universitário (CO), na Cidade Universitária, em São Paulo.

O autor da Tese Destaque USP receberá um prêmio no valor de R$ 10 mil. Já o orientador, R$ 5 mil, na forma de auxílio financeiro para custear despesas relacionadas a eventos, como inscrição, passagens aéreas, hospedagem, alimentação e locomoção. Os recursos para a premiação são provenientes de Convênio USP/Santander.

Mais informações
Confira a lista de todos os contemplados no Prêmio: http://jornal.usp.br/universidade/premio-tese-destaque-usp-2016-divulga-os-vencedores/

Nunca foi tão fácil alterar uma imagem: http://www.icmc.usp.br/noticias/1621-nunca-foi-tao-facil-alterar-uma-imagem
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terça-feira, 24 de maio de 2016

Zika, matemática e empreendedorismo marcam abertura do Pint of Science em São Carlos

Na primeira noite do evento, que aconteceu em três diferentes bares da cidade, festival de divulgação científica atraiu cerca de 230 pessoas

Público lotou Mosaico para conversar sobre Empreendedorismo e universidades
Uma sequência rápida de imagens de ovelhas passa no telão do boteco Vila Brasil e cerca de 100 pessoas escrevem no papel quantos animais acreditam ter visto em cada imagem. Enquanto o público testa sua capacidade natural de percepção direta dos números, uma habilidade que também se apresenta em algumas espécies de animais e aves, um trecho chocante do filme E a vida continua sinaliza o início do bate-papo sobre o zika vírus no Beatniks. Ao mesmo tempo, mais 100 pessoas começam uma conversa animada sobre empreendedorismo no restaurante Mosaico. 

Essas três cenas marcaram a abertura do festival internacional de divulgação científica Pint of Science na noite da última segunda-feira, 23 de maio, em São Carlos. Realizado pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, o evento prossegue nesta terça e quarta-feira, dias 24 e 25 de maio, com mais seis bate-papos nos três bares que sediam a iniciativa (confira a programação). 

No boteco Vila Brasil, logo depois da dinâmica com as ovelhas, a professora Esther Prado, do ICMC, levou o público a refletir sobre o surgimento dos numerais e do possível medo da matemática. Logo depois, Jackson Itikawa, pós-doutorando do ICMC que recentemente venceu o FameLab Brasil, contou sua trajetória. “Apesar do meu claro desejo em cursar matemática e de minha facilidade com essa ciência, meus pais, meus professores, meus amigos, todos me disseram que não valia a pena, que era um desperdício. Era muito melhor fazer engenharia. E foi o que fiz”. Só depois de ter cursado Engenharia Elétrica na Escola Politécnica da USP e trabalhado alguns anos na área, Jackson teve coragem de assumir sua paixão pela matemática. Ele também citou exemplos de como, em nosso dia a dia, aplicamos a matemática sem sequer perceber, e falou sobre a Olimpíada Brasileira de Matemática. Segundo ele, essa iniciativa mobiliza cerca de 20 milhões de estudantes todos os anos e, mais do que fazer as crianças e jovens deixarem de ter medo da matemática, está possibilitando que elas se encantem com essa ciência.

Já Leonardo Perez, professor de matemática na Escola Sesi 108 de São Carlos e no Colégio Oca dos Curumins, e Juliana Mascioli, professora de matemática na Escola Sesi 339 de Araraquara, relataram suas experiências de sucesso e insucesso em sala de aula. “Não há fórmula mágica, mas podemos buscar estratégias para melhorar o processo de ensino e aprendizagem. É possível conseguir bons resultados se buscarmos tornar os estudantes participantes ativos desse processo e se usarmos situações-problemas que contextualizem o conhecimento”, ressaltou Leonardo.



A Zika pegou o Brasil – Logo depois da exibição do trecho do filme E a vida continua, o professor do Departamento de Medicina da Universidade Federal de São Carlos, Bento Negrini, apresentou o contexto histórico das epidemias. Ele mostrou como aconteceu a proliferações do vírus da Aids, que chegou ao Brasil em 1981, e do H1N1.

A seguir, o professor Fernando Rodrigues, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, explicou que o vírus zika pode causar sérios danos ao feto quando uma mulher grávida é infectada. “Mas não podemos afirmar que todos os bebês que nasceram com microcefalia, registrados pelo Ministério da Saúde, apresentaram a doença devido ao zika”, afirmou. Por outro lado, o professor Luiz Figueiredo, também da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, lembrou que nem todos os vírus trazem malefícios: “Vários deles estão em nossos organismos e nos protegem”.

Para encerrar, o pós-doutorando do Laboratório de Virologia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da USP, Mario Luis de Figueiredo, falou sobre o surgimento dos mosquitos e da falta de virologistas no Brasil: “Não podemos colocar a culpa de tudo nos mosquitos. É preciso realizar mais estudos sobre esses vetores”. Quem mediou o bate-papo e também ajudou a instigar a reflexão no Beatniks foi a professora Sigrid dos Santos, do Departamento de Medicina da Universidade Federal de São Carlos.

“Trabalho especificamente com desenvolvimento infantil. Então, eu acho que quanto mais a gente souber lidar com a epidemia da zika e entendê-la para saber o que temos que fazer daqui para frente, melhor será”, disse a enfermeira Letícia Pancieri, uma das participantes do evento. “Em um bar, a conversa fica mais descontraída, a interação é diferente da realizada no ambiente formal da universidade. Por isso, talvez algumas novas questões possam sair dessas discussões”, finalizou.

O empreendedorismo pegou São Carlos – A conversa animada sobre empreendedorismo que agitou o restaurante Mosaico na abertura do Pint of Science foi coordenada pelo gerente de projetos da Bridge, Rafael Meireles. Ele não tem dúvidas de que São Carlos está mesmo se transformando na capital das startups. 

“Está sendo criado aqui um ecossistema de startups muito bem-sucedido. As pessoas tendem a comparar muito nosso modelo com o do Vale do Silício ou o criado em Minas Gerais, no São Pedro Valley. Mas eu acho que cada local tem suas peculiaridades, embora existam pontos em comum”, disse Rafael. Segundo ele, falar sobre esse assunto em um evento como o Pint of Science é uma oportunidade para que as pessoas descubram a semente do empreendedorismo dentro delas. 

“É muito importante ver essas pessoas todas aqui, esses jovens cheios de energia, querendo transformar ideias e conhecimento em produtos e, portanto, buscando dar um retorno para a sociedade”, destacou o professor Edson Moreira, do ICMC. Ele é membro do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e mostrou a metodologia que desenvolveu para estimular seus alunos a transformarem projetos em produtos.

Também participaram do bate-papo no Mosaico o fundador da empresa Petiko, Luciano Miranda, e o professor André Di Thommazo, do Instituto Federal de São Paulo, campus São Carlos. “Eu acho que dificilmente um evento como esse poderia ser realizado dentro da universidade. A ideia de trazer essa conversa aqui para fora, em um ambiente descontraído, é um motivador, um estimulador muito importante e acho que faz parte do sucesso desse evento”, finalizou Edson.

Em São Carlos, o Pint of Science conta com o apoio do CeMEAI, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e do Instituto de Física de São Carlos (IFSC). Em âmbito nacional, há o patrocínio da Elsevier.

Edson destacou relevância e sucesso do evento
Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Com a colaboração de Henrique Fonte e Leonardo Zacarin

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terça-feira, 26 de abril de 2016

Abertas inscrições no mestrado profissional em matemática, estatística e computação aplicadas à indústria

São 20 vagas com ênfase em Ciência de Dados: Agricultura, Saúde e Infraestrutura


O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, está com inscrições abertas, até o dia 19 de maio, para o processo seletivo do Mestrado Profissional em Matemática, Estatística e Computação Aplicadas à Indústria (MECAI). A iniciativa está ligada ao Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP.

Neste ano, são oferecidas 20 vagas na ênfase em Ciência de Dados: Agricultura, Saúde e Infraestrutura. O público-alvo são profissionais que atuam, atuaram ou tenham vínculo com instituições ligadas aos setores da ênfase. “Pretendemos atrair profissionais que queiram melhorar sua qualificação e que tragam problemas (projetos) relacionados aos setores agrícola, à área da saúde e de infraestrutura, para que, no decorrer do curso de mestrado, possamos auxiliá-los na solução de tais problemas, encontrando alternativas que viabilizem possíveis soluções”, comentou o coordenador do MECAI, Luis Gustavo Nonato, professor do ICMC e pesquisador do CeMEAI.

O processo seletivo será realizado em uma única etapa e a divulgação do resultado final, com convocados para a matrícula e lista de espera, está prevista para ocorrer até o dia 26 de maio. As aulas serão oferecidas às sextas-feiras, no período da tarde, e aos sábados, no período da manhã, em São Carlos.

O mestrado profissional é um dos únicos do país que aborda, de forma abrangente, áreas específicas da matemática, estatística e computação aplicadas à indústria. “O objetivo principal do MECAI é melhorar a formação dos profissionais e atender à demanda da indústria, firmando parcerias entre a universidade e o setor produtivo, de modo a auxiliar na resolução de problemas e no avanço tecnológico”, concluiu Nonato.

Mais informações podem ser encontradas no edital completo do processo seletivo. As inscrições podem ser feitas no site da Pós-Graduação do ICMC.

Pós-graduação no ICMC - Os programas de pós-graduação do ICMC estão entre os melhores do país, tendo formado um número expressivo de mestres e doutores que hoje ocupam posições em prestigiadas empresas e em unidades de ensino e pesquisa no Brasil e no exterior. Além do recém-criado MECAI, há três outros programas com mestrado e doutorado: o de Ciências de Computação e Matemática Computacional, o de Matemática e o Programa de Pós-Graduação em Estatística, em parceria com a Universidade Federal de São Carlos. O ICMC participa ainda do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (ProfMat), em parceria com a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

A qualidade dos Programas de Pós-Graduação do ICMC foi reconhecida na última avaliação trienal realizada pela CAPES (2013). Em uma escala de 1 a 7, a instituição concedeu nota máxima (7) ao Programa de Pós-Graduação em Matemática, expressando a excelência constatada em nível internacional, e nota 6 ao Programa de Pós-Graduação em Ciência de Computação e Matemática Computacional.

Raquel Vieira – Comunicação CeMEAI

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Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373-9638

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Oportunidade: vaga de pós-doutorado em estatística computacional no ICMC

Vaga de pós-doutorado está vinculada a projeto
coordenado pelo professor Francisco Louzada

O Centro de Pesquisa em Matemática Aplicada à Indústria (CeMEAI), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) apoiados pela FAPESP, oferece uma bolsa de pós-doutorado na área de estatística computacional. O CeMEAI está sediado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e receberá inscrições até o dia 28 de fevereiro.

Os candidatos devem ter concluído o doutorado nos últimos cinco anos ou estar prestes a finalizá-lo. Os critérios de seleção incluem demonstrada capacidade de investigação em estatística ou área relacionada; sólida experiência em inferência estatística, metodologia Bayesiana e computação, redes probabilísticas; experiência com análise de conjuntos de dados de alta-dimensão; compromisso com a pesquisa colaborativa; e excelentes habilidades de comunicação verbal e escrita. Também é desejável que o candidato tenha experiência anterior de trabalho em grupo de pesquisa multidisciplinar e tenha colaborado em projetos de pesquisa com empresas ou instituições governamentais.

Para candidatar-se, é preciso enviar ao professor Francisco Louzada (louzada@icmc.usp.br) um e-mail contendo os seguintes itens (somente arquivos PDF): uma carta manifestando interesse, com informações completas de contato, ano em que finalizou o doutorado e nacionalidade/cidadania, respondendo de forma concisa às ênfases de pesquisa e aos critérios acima; currículo com formação educacional, experiência de investigação e publicações; uma carta de apresentação, incluindo nomes e contatos de dois profissionais que possam fornecer referências (não incluir cartas de recomendação). No campo de assunto da mensagem deve constar "CEPID Postdoc - Statistics".

O selecionado receberá bolsa de pós-doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.143,40 mensais e reserva técnica. Nesse caso, a reserva técnica equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa. Caso o bolsista não resida em São Carlos e precise se mudar para a cidade, poderá ter direito a um auxílio-instalação.

A bolsa terá duração de dois anos e a oportunidade está publicada no site da FAPESP. Mais informações sobre as bolsas de pós-doutorado da instituição estão disponíveis neste link: www.fapesp.br/bolsas/pd.

Com informações da Agência FAPESP

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