segunda-feira, 13 de junho de 2016

Projetos com Arduino serão a atração da próxima quarta no ICMC

Público poderá conferir os 18 projetos mais inovadores desenvolvidos pelos alunos que cursaram a disciplina Introdução à Programação para Engenharias

Projetos foram desenvolvidos usando microprocessador Arduino

Eles ainda estão cursando o primeiro ano da Universidade, mas já colocaram a mão na massa para criar projetos usando o famoso microprocessador Arduino. O público poderá conferir o resultado desse trabalho na próxima quarta-feira, 15 de junho, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. É quando serão apresentados os 18 projetos mais inovadores desenvolvidos pelos 58 alunos que cursaram a disciplina Introdução à Programação para Engenharias no último semestre, sob a orientação da professora Kalinka Castelo Branco. 

“O desafio era levar os estudantes a desenvolverem projetos com Arduino colocando em prática conceitos de programação aprendidos em sala de aula”, explica a professora. Por se tratar de uma ferramenta aberta, livre e de baixo custo para a criação de projetos de hardware e software, o Arduino permite conectar, de forma descomplicada, o mundo da computação com dispositivos físicos que estão ao nosso alcance na vida real. “Os alunos ficaram tão motivados que agregaram vários elementos aos carros e jogos que construíram. Assim, os projetos nos surpreenderam e alcançaram um nível que, normalmente, a gente só observa nos trabalhos de quem está no final do curso”, completa Kalinka.

A mostra com os 18 projetos selecionados é gratuita, aberta a todos os interessados, e acontecerá no Hiperespaço Gilberto Loibel, no hall da Biblioteca Achille Bassi, das 13 às 15 horas. Os 58 alunos que participaram da iniciativa são do curso de Engenharia Mecatrônica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Seção de eventos do ICMC: (16) 3373.9622

Palestras da semana - 13 a 20 de junho



Seminários de Singularidades
Simple singular 2-spheres and complex hyperbolic geometry
Palestrante: Alexandre Ananin (ICMC)
Quando: segunda-feira, 13 de junho, às 14h
Onde: sala 3-011
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Seminários de Computação (Bacharelado em Ciências de Computação)
Seminários de Computação (Bacharelado em Ciências de Computação)
Palestrante: Amir Netzer (Amdocs Brasil)
Quando: quarta-feira, 15 de junho, às 14h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
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Seminários de Computação (Bacharelado em Sistemas de Informação)
Interação Humano-Robô
Palestrante: Roseli Aparecida Francelin Romero (ICMC)
Quando: quarta-feira, 15 de junho, às 18h
Onde: sauditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
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Palestra de Otimização
Solver de busca local aplicado no problema integrado de roteamento com restrições de empacotamento
Palestrante: Thiago Queiroz
Quando: sexta-feira, 17 de junho, às 14h
Onde: sala 5-001
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Seminário de Probabilidades e Sistemas Complexos
Ising model with plastic interactions
Palestrante: Anatoli Yambartsev (IME-USP)
Quando: sexta-feira, 17 de junho, às 16h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
Clique aqui para ver o resumo
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Agenda de eventos do ICMC: www.icmc.usp.br/Portal/Eventos
Seção de Eventos: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Workshop de Teses e Dissertações em Matemática começa dia 20 no ICMC


Entre os dias 20 e 22 de junho, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, realizará o VI Workshop de Teses e Dissertações (WTD). O evento tem como objetivo promover a divulgação das pesquisas realizadas no âmbito do Programa de Pós-graduação em Matemática do Instituto.

O workshop é aberto a todos os interessados e também tem como meta promover maior interação entre pós-doutorandos, egressos e alunos de mestrado e doutorado do Programa, buscando encorajar aqueles que estão em fase final na elaboração de teses ou dissertações a ministrarem palestras, divulgando os resultados obtidos em suas pesquisas. 

As inscrições podem ser realizadas no credenciamento do evento, no dia 21, a partir das 8 horas, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano. A taxa varia entre R$ 40,00 (alunos de mestrado), R$ 50,00 (doutorandos) e R$ 60,00 (demais pesquisadores). 

Atrações gratuitas – A programação do WTD conta com duas atrações gratuitas e abertas à participação de todos os interessados. No dia 20 de junho, em conjunto com a abertura do Workshop, ocorrerá a cerimônia do Prêmio Carlos Gutierrez de Teses de Doutorado 2016, que reconhece, a cada ano, a melhor tese de doutorado em matemática defendida no Brasil no ano anterior. A cerimônia acontecerá a partir das 14 horas no auditório Fernão Stella Rodrigues Germano.

No mesmo local, dia 22 de junho, também às 14 horas, será realizada a palestra O fantasma do plágio na redação científica, que será ministrada pelo professor Marcelo Krokoscz, da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado. Krokoscz é membro da rede acadêmica mundial para o enfrentamento do plágio e pretende conscientizar e capacitar o público para compreender o assunto na sua complexidade e profundidade, de modo que, consequentemente, desenvolvam uma visão esclarecida e uma postura preventiva em relação ao plágio no campo da pesquisa. 

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Seção de Eventos do ICMC: (16) 3373-9622
E-mail: wpgmat@icmc.usp.br

Defesas e qualificações da semana - 13 a 17 de junho



Qualificação de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Comparação e seleção de listas de proteínas candidatas a potenciais biomarcadoras de câncer com apoio de técnicas de visualização de informação
Aluno: Henry Heberle
Orientadora: Rosane Minghim
Quando: segunda-feira, 13 de junho, às 14h
Onde: sala 3-002
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Defesa de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Sobre coleções e aspectos de centralidade em dados multidimensionais
Aluno: Douglas Cedrim Oliveira
Orientador: Antonio Castelo Filho
Quando: terça-feira, 14 de junho, às 14h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
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Defesa de Mestrado no Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional - PROFMAT
A geometria plana no ensino fundamental: estudo prático sobre o teodolito
Aluno: Jose Alves de Amorim
Orientadora: Karla Roberta Pereira Sampaio Lima
Quando: terça-feira, 14 de junho, às 14h
Onde: sala 3-002
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Defesa de Mestrado no Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional - PROFMAT
Provas matemáticas no ensino médio: um estudo de caso
Aluno: Ednaldo José Leandro
Orientadora: Karla Roberta Pereira Sampaio Lima
Quando: quarta-feira, 15 de junho, às 14 horas
Onde: sala 3-002
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Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Integrando grades móveis em uma arquitetura orientada a serviços
Aluno: Danilo Costa Marim Segura
Orientador: Marcos José Santana
Quando: quinta-feira, 16 de junho, às 9 horas
Onde: sala 3-103
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Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Extração de características para a classificação de imagética motora em interfaces cérebro-computador
Aluno: Yule Vaz
Orientador: Rodrigo Fernandes de Mello
Quando: quinta-feira, 16 de junho, às 14 horas
Onde: sala 3-002
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Defesa de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Projeto e avaliação de um broker como agente de intermediação e QoS em uma nuvem computacional híbrida
Aluno: Mario Henrique de Souza Pardo
Orientadora: Regina Helena Carlucci Santana
Quando: quinta-feira, 16 de junho, às 14h30
Onde: sala da Congregação (sala 4-112)
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Defesa de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Multidimensional projections for the visual exploration of multimedia data
Aluno: Danilo Barbosa Coimbra
Orientador: Fernando Vieira Paulovich
Quando: sexta-feria, 17 de junho, às 9 horas
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
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Defesa de Doutorado em Matemática
Hipoeliticidade global para campos vetoriais complexos no plano
Aluno: Renato Andrielli Laguna
Orientador: Sergio Luis Zani
Quando: sexta-feira, 17 de junho, às 14 horas
Onde: sala 3-002
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Qualificação de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Paradigma multinível para detecção de comunidades sobrepostas em redes complexas
Aluno: Alan Demetrius Baria Valejo
Orientador: Alneu de Andrade Lopes
Quando: sexta-feira, 17 de junho, às 14 horas
Onde: sala 3-103
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Agenda de defesas e qualificações: http://www.icmc.usp.br/Portal/Eventos/Defesas.php
Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373.9638
E-mail: posgrad@icmc.usp.br

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Estatística: um mundo de possibilidades para quem seguir adiante

Ouvir as histórias de quem já foi atormentado pelas incertezas no momento em que estava cursando estatística, enfrentou os desafios e, hoje, é disputado no mercado de trabalho traz motivação para aqueles que estão nos primeiros anos do curso e ainda não conseguiram vislumbrar a diversidade de opções que terão à disposição em um futuro próximo


O professor Louzada  revelou que, até a metade do segundo ano da faculdade, não 
tinha a menor ideia do que fazia um estatístico

Quem o vê no palco, com seu blazer alinhado, de óculos, relatando os diversos projetos que está desenvolvendo como estatístico não imagina que, até a metade do segundo ano da faculdade, ele estava completamente perdido e pouco ligava para os estudos, sequer sabia ao certo o que um estatístico faz. Talvez seja assim que se sintam muitos desses estudantes que lotam o auditório Bento Prado Junior, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), na tarde desta quarta-feira, 1 de junho, para ouvir as palavras do professor Francisco Louzada Neto, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, durante a Semana da Estatística.

“Você vai ficar desse jeito aí, cara? Você tem que tomar uma posição: ou vai ou não vai. Se quiser, tenho um projeto para você fazer”. A advertência dada pelo professor Aristotelino Ferreira em 1985 fez o jovem Louzada, e seus longos cabelos, tomarem um novo rumo: o estudante da UFSCar aceitou o desafio e se engajou no projeto de extensão desenvolvido pelo professor – que hoje dá aulas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. “Foi o primeiro projeto que me motivou: fizemos uma análise estatística para comparar os movimentos de bebês com Síndrome de Down com os movimentos de bebês que não apresentavam o problema. No final, conseguimos verificar que a hipótese dos fisioterapeutas que participavam do projeto estava correta: os bebês com a Síndrome apresentavam movimentos diferenciados”, lembra Louzada.

Evento contabilizou 147 inscritos

O campo da bioestatística, no qual estabeleceu seu primeiro contato prático com essa ciência que analisa dados, continua cativando Louzada, que desenvolve diversos projetos no âmbito do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI). Um deles é voltado à detecção precoce de câncer de mama, por exemplo. Mas o professor também atua em outro campo, tanto que o título da palestra que está ministrando nesta quarta é exatamente Estatística e futebol, uma parceria que dá jogo. Louzada conta que só percebeu o potencial dessa dupla quando estava fazendo seu doutorado: “Eu nunca imaginei trabalhar com estatística no esporte, mas comecei a notar que havia uma necessidade iminente de se trabalhar com previsões estatísticas e também uma demanda pelo desenvolvimento de novos modelos e softwares voltados para essa área, inclusive ligados à detecção de talentos esportivos”. 

Segundo o professor, há ainda um universo inexplorado de oportunidades que os estatísticos podem aproveitar: na música e na literatura, é possível aprimorar as técnicas para detectar a preferência das pessoas e desenvolver ofertas de produtos sob medida; o uso de dados não estruturados como as postagens das redes sociais pode, ainda, contribuir para a detecção de doenças; e os processos de recomendação empregados na internet também têm muito a ganhar com a utilização de ferramentas estatísticas. Para ele, o desafio das universidades agora é aprender a transformar estudantes em empreendedores.

Motivação – Realizada de 1 a 3 de junho, a Semana da Estatística já é uma iniciativa tradicional na UFSCar e está na sexta edição. Mas este ano foi a primeira vez que a comissão organizadora do evento, composta apenas por estudantes, resolveu convidar o ICMC para participar da iniciativa. O estudante Vinicius Rozemwinkel, que está cursando o primeiro ano de Estatística no ICMC, aprovou a ideia e sugere que a programação seja mais extensa no próximo ano. “Um evento como esse dá um ânimo, um gás. Você vê que, se ralar agora, vai ter uma recompensa lá na frente”, diz. Durante a mesa de bate-papo com estudantes que já estão estagiando, Rozemwilkel se surpreendeu ao ouvir que um deles tinha reprovado em cálculo: “É um estímulo, a gente passa a entender que os outros também passaram por dificuldades e acaba ficando mais tranquilo porque sabe que tudo vai dar certo”.

Semana da Estatística foi organizada pelos estudantes

Para Henrique Salviano, que está no segundo ano de Estatística na UFSCar, uma das vantagens do evento é trazer aos estudantes informações externas à Universidade, especialmente no que se refere a como é o dia a dia de um estatístico. “Houve a preocupação de nos fazer conhecer um pouco de tudo. Isso é importante para termos uma visão melhor sobre o nosso futuro”, revelou. 

Um futuro que poderá ser dentro de um hospital, tal como revelou Marco Antonio de Oliveira, ex-aluno do ICMC que atua no Núcleo de Epidemiologia e Bioestatística do Hospital de Câncer de Barretos. “Quando a gente faz faculdade, ficamos presos ao mundo das ciências exatas, não temos ideia de como é complicado fazer pesquisa com seres humanos”, conta Oliveira. Ele explica que, nessa área, é preciso trabalhar sempre em equipe, ao lado dos médicos, somando conhecimentos. “As ideias para a maioria das pesquisas realizadas no Hospital surgem quando os profissionais da área da saúde estão atendendo os pacientes. Muitas vezes, eles não sabem exatamente como poderão coletar os dados para viabilizar seus projetos e buscam a nossa ajuda”, diz. Ele mostrou diversos exemplos de pesquisas e explicou como a atuação do estatístico é fundamental no processo: “Enquanto o pesquisador está falando, vou anotando e tentando identificar quais tipos de variáveis é possível mensurar”.

Marco explicou como é seu dia a dia no Hospital de Câncer de Barretos

Agora imagine quantas variáveis há para serem mensuradas quando uma empresa decide avaliar o impacto de uma campanha de conscientização a respeito do trabalho infantil, por exemplo. Será que basta ouvir a voz de um estatístico nesse caso? Para os cientistas sociais Marisa Villi e Rodrigo Cardozo, em situações como essas, é fundamental ouvir e envolver os diferentes atores sociais que se relacionam com a campanha de conscientização. Com esse intuito, eles construíram uma nova metodologia chamada PerguntAção, que tem a finalidade de possibilitar consultas participativas de opinião. Na Semana da Estatística, os dois ministraram uma palestra explicando como funciona a metodologia. A partir de oficinas formativas, as pessoas são mobilizadas a participarem de cada etapa do processo de levantamento de dados até a construção de um questionário estruturado que será utilizado para as entrevistas pessoais. “Nosso objetivo é promover uma produção coletiva de conhecimento, capaz de gerar articulação e mobilização social”, afirma Marisa. “Nossa prioridade não é a exatidão científica ou o uso rigoroso de amostras representativas, mas despertar no público o envolvimento com as questões que estão sendo pesquisadas”, completa. Para disseminar a nova metodologia, os dois cientistas sociais estão criando uma organização sem fins lucrativos chamada Rede Conhecimento Social. 

A Semana da Estatística contabilizou 147 estudantes inscritos e contou com oito palestras, três mesas redondas e dois minicursos. “Essas atividades extracurriculares são essenciais para os alunos e precisam fazer parte dos projetos pedagógicos dos cursos. Porque é aí que eles passam não só a se formar tecnicamente, mas também como cidadãos”, ressaltou o reitor da UFSCar, Targino de Araújo Filho, na abertura do evento. “Que esta se torne a Semana da Estatística de São Carlos e que seja o primeiro de muitos outros eventos realizados em conjunto pelo Departamento de Estatística da UFSCar e pelo ICMC”, destacou o professor Pedro Ferreira Filho, da UFSCar. Na pós-graduação, a parceria entre as duas instituições já está estabelecida, pois em 2013 foi criado o Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Estatística. A torcida agora é para que esse casamento se estenda para a graduação.

Texto e fotos: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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Página do evento no Facebook: www.facebook.com/SemanaDaEstatistica
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 7 de junho de 2016

Venha torcer pelos robôs: regional da Olimpíada Brasileira de Robótica acontece em São Carlos dias 11 e 12 de junho

Evento é gratuito, aberto à participação de toda a comunidade e acontece das 8h30 às 18h30 no ginásio de esportes do campus da USP

Nas diversas arenas de madeira, os robôs precisam superar desafios para garantir uma medalha à equipe

Se você é fã de alguma modalidade esportiva, provavelmente está se planejando para assistir ao vivo ou pela televisão às Olimpíadas Rio 2016. Mas no próximo final de semana, dias 11 e 12 de junho, terá uma oportunidade única: acompanhar disputas entre atletas que não são de carne e osso. É quando acontecerá a etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) no ginásio de esportes do campus da USP: 184 equipes de escolas públicas e particulares da região participarão da iniciativa.

Quem não vai competir também poderá assistir ao evento, que será realizado durante os dois dias a partir das 8h30 e prossegue até por volta das 18h30. A entrada é gratuita e a estimativa é de que o público presente ultrapasse, no total, mil pessoas, somando-se competidores, técnicos, voluntários, pais e visitantes. “É a terceira vez que a cidade sedia a etapa regional do evento, realizado anualmente”, explica a coordenadora da iniciativa em São Carlos, professora Roseli Romero, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP. 

As equipes competidoras são compostas por, no máximo, quatro estudantes cada e estão divididas em dois níveis: o nível 1 é voltado aos alunos do ensino fundamental e o nível 2 aos do ensino médio e técnico. Basicamente, o que muda de um nível para outro é o grau de dificuldade a ser enfrentado pelos competidores. No nível 1, há uma simulação de resgate e o robô competidor precisa encontrar uma vítima, superando várias adversidades. Já no nível 2, além de encontrar a vítima durante a simulação, o robô deve resgatá-la, passando também por diversos obstáculos e cruzamentos. Cada nível conta com três rodadas de disputa nas categorias fácil, médio e difícil. Em São Carlos, no sábado, dia 11 de junho, 43 equipes disputarão a competição no nível 1 e 46 equipes no nível 2. Já no domingo, dia 12 de junho, serão 54 equipes competindo no nível 1 e 41 no nível 2 (confira a lista completa dos competidores).

Em todo o Estado de São Paulo, acontecerão nove etapas regionais da OBR, das quais participarão 640 equipes. Os melhores classificados nessas regionais irão disputar a etapa estadual no dia 13 de agosto, nas dependências do Centro Universitário da FEI, em São Bernardo do Campo. E quem obtiver bons resultados na etapa estadual vai competir na final nacional, que será realizada de 8 a 12 de outubro em Recife.

Robôs devem ser programados para enfrentarem sozinhos vários obstáculos e desafios

Robótica em expansão – “Um dos nossos objetivos é divulgar a robótica para as escolas do ensino fundamental, médio e técnico, por meio de minicursos, exposições, feiras, competições, visando atrair estudantes para as áreas de ciências exatas e estimular a inovação tecnológica”, destaca a professora Roseli, que também coordena o Centro de Robótica de São Carlos (CROB). No ano passado, houve um recorde de participação na região: 200 equipes de escolas públicas e particulares disputaram a modalidade prática. Em 2014, quando a cidade sediou pela primeira vez a etapa regional da OBR, houve 99 equipes inscritas.

Para motivar e preparar os alunos e as escolas interessadas em participar da modalidade prática da competição, foi organizado um curso preparatório no ICMC, no qual se inscreveram mais de 100 participantes. A etapa regional da OBR em São Carlos tem o apoio do ICMC, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da prefeitura municipal de São Carlos, do CROB, do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), da escola Yadaa e das empresas PETE e Ca and Ma.

Equipes podem testar os robôs nas arenas de treinamento antes de cada rodada da competição

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP


Modalidade prática da Olimpíada Brasileira de Robótica – etapa regional
Quando: sábado e domingo, 11 e 12 de junho, das 8h30 às 18h30.
Onde: ginásio de esportes do campus da USP em São Carlos, acesso pela rua dos Inconfidentes, 85 (acesse o mapa).
Para quem: evento gratuito e aberto à participação de todos os interessados.
Mais informações: (16) 3373.9622 ou eventos@icmc.usp.br

Aproximação entre o ensino médio e a Universidade: alunos de Bauru visitam o ICMC

Os 24 estudantes vieram de Bauru, conheceram o ICMC e receberam o guia Faça Parte do Futuro

Um grupo de estudantes que cursa o primeiro e segundo ano do ensino médio visitou, na última sexta-feira, 3 de junho, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Os 24 alunos da escola FourC Bilingual Academy, de Bauru, conheceram a estrutura do Instituto, conversaram com professores e puderam conhecer mais sobre a vida universitária.

Os visitantes foram recebidos pela aluna Ana Paula Lima, que cursa Ciências de Computação no ICMC, e levou os adolescentes à Biblioteca Achille Bassi e ao Museu da Computação Odelar Leite Linhares. Ela contou um pouco de sua experiência como graduanda, explicou como é seu curso e mostrou que há diversas oportunidades no mercado de trabalho, além de responder às perguntas dos estudantes.

Depois, foi a vez dos professores Thiago Pardo, Esther Prado e Fernando Paulovich conversarem com os alunos. Pardo falou sobre os cursos que o Instituto oferece, suas possibilidades de carreira e explicou a diferença entre Engenharia de Computação, Ciências de Computação e Sistemas de Informação. Já Esther falou sobre os cursos da área de matemática e as possibilidades de atuação no mercado de trabalhado como bacharel ou licenciado. Para encerrar, Paulovich contou sua trajetória profissional até se tornar docente do Instituto e respondeu a uma série de perguntas dos jovens. Os professores ainda falaram sobre os intercâmbios que a Universidade oferece e ressaltaram que muitos alunos do ICMC foram para o exterior ou lá estão.

“Esse tipo de visita é um prática regular da nossa escola, que permite aos alunos conhecerem as instalações e os professores não só de universidades públicas, mas de particulares também. Isso contribui para que eles possam tomar a decisão correta na hora de escolher qual delas prestar”, afirma Roberta da Silva, coordenadora do programa High School da FourC. 

Algumas curiosidades também foram exibidas aos visitantes, como o ranking das melhores profissões do mundo, em que empregos relacionados a computação e matemática estão entre os mais bem colocados. “É importante a gente ter esse contato com a universidade antes de prestarmos o vestibular pois, muitas vezes, ainda não temos certeza do que queremos fazer e, a partir de uma conversa com esses professores, podemos mudar nossa ideia”, finaliza Luiz Sabage, de 16 anos, aluno do segundo ano do ensino médio.

Estudantes visitaram o Museu de Computação Odelar Leite Linhares

Texto e fotos: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação do ICMC

Mais informações
Site do Território do Bixo: www.territoriodobixo.icmc.usp.br
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373-9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

Iniciação científica em matemática aplicada e estatística: workshop marca aproximação entre alunos e professores do ICMC

Estudantes apresentaram 20 projetos de iniciação científica durante o evento

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, realizou, na última quarta-feira, 1º de junho, o 1º Workshop de Iniciação Científica do Departamento de Matemática Aplicada e Estatística (SME). “A ideia é integrar os trabalhos do Departamento, propiciando que os estudantes conheçam os professores, além das pesquisas que estão sendo desenvolvidas pelos seus colegas”, disse a professora Maristela dos Santos, uma das organizadoras do evento.

Realizado no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, o Workshop foi aberto à participação de alunos de outras unidades de ensino da USP. Cerca de 80 estudantes assistiram aos 20 trabalhos que foram apresentados no evento. Cada palestrante teve cinco minutos para explicar sua pesquisa e, no final, o público presente premiou os melhores trabalhos em três categorias: projeto mais interessante, apresentação melhor preparada e a mais divertida. Confira, abaixo, os vencedores.

Cada palestrante teve cinco minutos para explicar sua pesquisa
Projeto mais interessante
- Aluna: Fabiana Arca Cruz Tortorelli
- Orientadora: Juliana Cobre
- Projeto: Análise de evasão de cursos dos campus experimentais da UNESP

Apresentação melhor preparada
- Aluno: Leonardo de Souza Lemes
- Orientadora: Cynthia de Oliveira Lage Ferreira
- Projeto: Diagramas de potência: propriedades, algoritmos e aplicações

Apresentação mais divertida
- Aluno: Kaue Alves Rosário
- Orientadora: Cynthia de Oliveira Lage Ferreira
- Projeto: Uma introdução à ecologia por meio de redes complexas multicamada

Público presente no evento premiou os melhores trabalhos em três categorias

Texto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Crédito das imagens: Thiago Zanetti (primeira foto) e Henrique Fontes

Mais informações
Departamento de Matemática Aplicada e Estatística (SME): (16) 3373-8121
E-mail: sme@icmc.usp.br

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Parceria entre pesquisadores das áreas de tecnologias educacionais e engenharia de software busca ampliar impacto social de projetos

Iniciativa de pesquisadores da USP, da Universidade Estadual de Maringá e da Universidade Federal de Alagoas visa fortalecer parceiras com empresas, gerar mais impacto social e estimular mobilidade de estudantes das três instituições

Projeto será realizado nos próximos quatro anos pelas três instituições parceiras

Gerar pesquisas de mais qualidade nas áreas de tecnologias educacionais e engenharia de software, romper fronteiras para a formação de profissionais mais qualificados, estabelecer mais parcerias com empresas, fomentando a transferência tecnológica e, consequentemente, gerar mais impacto social. Essas são as principais metas de um Projeto de Cooperação Acadêmica (Procad) estabelecido entre o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, a Universidade Federal de Alagoas e a Universidade Estadual de Maringá (UEM). Com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), as três universidades trabalharão juntas, nos próximos quatro anos, para alcançar esses objetivos.

“Com esse projeto, buscamos fortalecer a rede de colaboração nacional na formação de recursos humanos e nossa relação com a indústria para termos mais transferência tecnológica. Queremos desenvolver produtos buscando um impacto social transformador por meio da disponibilização dessas novas tecnologias educacionais para a sociedade”, conta o professor José Carlos Maldonado, coordenador do Procad pelo ICMC. Segundo Maldonado, a ideia é investir na produção de conteúdos abertos, tais como recursos educacionais abertos (REAs), Massive Open Online Courses (MOOCs) e softwares livres. “Queremos olhar para esse novo cenário que está impactando a educação à distância”, completa o professor.

Para o professor Ig Bittencourt, da UFAL, há diversas barreiras a serem superadas para que o conhecimento gerado nas universidades não fique restrito aos artigos científicos publicados. A primeira barreira é cultural. “Nesse grupo de pesquisadores do Procad, essa barreira já não existe porque não estamos interessados apenas em fazer pesquisas e publicar artigos, queremos transferir esse conhecimento para a sociedade”, diz Bittencourt. A segunda barreira é tecnológica: o professor explica que muitos experimentos realizados nas universidades têm foco restrito na solução de um determinado problema e não na criação de uma nova ferramenta tecnológica para a educação. Nasce, então, a necessidade de serem realizadas parcerias com empresas que já possuem plataformas educacionais, para que as soluções pontuais encontradas nas pesquisas acadêmicas possam ser inseridas nessas ferramentas já existentes.

Segundo Bittencourt, há, ainda, barreiras financeiras e de qualificação profissional que devem ser consideradas. Daí a relevância de se promover a mobilidade nacional. “A interação entre os estudantes das três universidades contribui para formarmos recursos humanos com mais qualidade, propiciando o surgimento de novos olhares e uma troca cultural”, ressalta Maldonado. “Propiciamos, assim, a integração de competência e habilidades entre estudantes de um programa mais consolidado, como o do ICMC, com programas mais emergentes”, acrescenta o professor.

Exemplo de sucesso – A história de Edson Oliveira Junior, professor da UEM, é um exemplo do tipo de resultado que uma parceira estabelecida via Procad pode gerar. Em 2006, depois de concluir seu mestrado na UEM, Junior veio fazer doutorado no ICMC. Antes que o jovem finalizasse seu projeto de pesquisa, foi criado um Procad entre a UEM, o ICMC e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Tal parceria propiciou que ele realizasse alguns experimentos de seu doutorado na Dell, uma das empresas instaladas no parque científico e tecnológico da PUCRS. 

Além disso, Junior foi bolsista do Procad em duas ocasiões: antes de se tornar doutor e logo depois de obter o título. Em 2011, ele foi aprovado em um concurso público na UEM e tornou-se professor da instituição. “Quero dar a oportunidade que tive para outros alunos. Na UEM, temos um programa de pós-graduação de menor porte, é muito importante que nossos alunos tenham a experiência de ver como funcionam outras universidades. Isso contribui para que eles entendam como é o processo de pesquisa e o estabelecimento de parcerias entre academia e indústria”, destaca.

A tecnologia a serviço da tecnologia – A professora Itana, da UEM, explica a relação de mão-dupla que existe entre as áreas de tecnologias educacionais e engenharia de software: “Tudo o que a gente chama de tecnologia para a educação é um conjunto de ferramentas que vão tornar uma aplicação viável para que alguém possa aprender. E toda a ferramenta tecnológica que é produzida tem uma engenharia por trás”. Itana ressalta que o termo engenharia de software abarca desde a concepção do software, a especificação de seus requisitos, a definição da arquitetura, da linguagem e da tecnologia que será usada em cada ferramenta. Ou seja, para que um profissional desenvolva uma ferramenta voltada à educação, precisará, necessariamente, empregar conceitos de engenharia de software. “Por outro lado, as tecnologias educacionais podem ser aplicadas no aprendizado de engenharia de software”, acrescenta a professora.

Por isso, um dos primeiros projetos que surgirão da parceria entre ICMC, UFAL e UEM é exatamente a criação de cursos voltados a ensinar conceitos de engenharia de software. Para disponibilizar esses novos cursos, os pesquisadores pretendem utilizar uma plataforma que já foi criada no ICMC: o portal Automatização de Teste de Software, uma iniciativa do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAP-SoL) e do Centro de Competência em Software Livre (CCSL).

“Queremos criar um ambiente para que possamos coletar resultados e fazer experimentos. Também queremos que seja um espaço aberto, permitindo que outras pessoas o utilizem e ajudem a aprimorá-lo”, afirma Itana. “Outra possibilidade é desenvolvermos recursos educacionais abertos para professores da rede pública e para idosos. No ICMC, já temos cursos voltados a esse público. Queremos adaptar esses conteúdos e disponibilizá-los na web a fim de que possam ser replicados em outras regiões do Brasil”, completa a professora Ellen Francine Barbosa, vice-coordenadora do Procad.

As perspectivas promissoras do projeto prometem render frutos nos próximos quatro anos, tempo previsto para o Procad. O workshop que marcou o início da parceria aconteceu nos dias 23 e 24 de fevereiro, no ICMC. A expectativa da UFAL e da UEM é de que, antes do final do projeto, possam fazer os processos seletivos para o ingresso de seus primeiros doutorandos, ampliando seus respectivos programas de pós-graduação, que hoje só oferecem mestrado.

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC

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Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

Palestras da semana - 6 a 13 de junho



Seminários de Singularidades
Singularities of surfaces associated to harmonic maps
Palestrante: David Brander - Technical University of Denmark
Quando: segunda-feira, 6 de junho, às 14h
Onde: Sala 3-011
Clique aqui para ver o resumo
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Palestra
Como usar dados para gerar mobilização e transformação - experiências de Perguntação
Palestrantes:  Rodrigo Cardozo e Marisa Villi - Rede Conhecimento Social
Quando: segunda-feira, 6 de junho, às 18h
Onde: Sala 4-111
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários do Grupo de Topologia do Interior
The Jame's space: when linearly isometric isomorphism is not enough for reflexivity
Palestrante: Juan Francisco Camasca Fernandez (ICMC)
Quando: segunda-feira, 6 de junho, às 19h
Onde: Sala 3-104
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários da Pós-Graduação em Matemática
A Non-Vanishing Theorem for Generalized Local Cohomology Modules
Palestrante: Liliam Carsava Merighe.
Quando: quarta-feira, 8 de junho, às 13h
Onde: Sala 3-011
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários de Computação - BSI
Open Source e Direitos Autorais
Palestrantes: Prof. Dr. Francisco José Mônaco, ICMC
Quando: quarta-feira, 8 de junho, às 18h
Onde: Sala 4-111
Clique aqui para ver o resumo
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Mais informações
Agenda de eventos do ICMC: www.icmc.usp.br/Portal/Eventos
Seção de Eventos: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Defesas e qualificações - 6 a 10 de junho



Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Métodos de solução aplicados ao problema de produção e distribuição
Aluno: Henrique Hiroshi Motoyama Watanabe
Orientadora: Maristela Oliveira dos Santos
Quando: terça-feira, 7 de junho, às 10h
Onde: sala 3-002
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Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Unificando conceitos de avaliação de desempenho, engenharia de desempenho e teste de software para a análise de sistemas computacionais
Aluno: Rafael de Souza Stabile
Orientador: Marcos José Santana
Quando: terça-feira, 7 de junho, às 14h30
Onde: sala 3-002
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Defesa de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Propagação em grafos bipartidos para extração de tópicos em fluxo de documentos textuais
Aluno: Thiago de Paulo Faleiros
Orientador: Alneu de Andrade Lopes
Quando: quarta-feira, 8 de junho, às 14h
Onde: sala 3-002
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Defesa de Mestrado no Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT)
Desenvolvimento atípico: acesso à educação de qualidade
Aluna: Ana Paula Ferreira Aureliano Lopes
Orientadora: Rosana Retsos Signorelli Vargas
Quando: quinta-feira, 9 de junho, às 13h
Onde: sala 3-002
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Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Geração de aceleradores em Bluespec SystemVerilog modelados em UML e C com máquinas de estados finitos paralelas
Aluno: Raphael Fernandes Ribeiro
Orientador: Vanderlei Bonato
Quando: sexta-feira, 10 de junho, às 9h
Onde: sala 3-002
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Agenda de defesas e qualificações: http://www.icmc.usp.br/Portal/Eventos/Defesas.php
Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373.9638
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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Encontro de educadores que ensinam matemática: inscreva-se no evento que acontecerá no ICMC


Estreitar as relações entre estudantes que cursam Licenciatura em Matemática, professores universitários e professores da educação básica. Esse é o principal objetivo do 1º Encontro de educadores que ensinam matemática, evento que será realizado de 9 a 11 de junho no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. As inscrições podem ser realizadas até o dia do evento e a taxa para participar varia de R$ 20 a R$ 40.

Durante o encontro, acontecerão palestras, oficinas, apresentação de pôsteres, mostra de materiais e produções didáticas. A iniciativa não é a primeira que visa fortalecer o vínculo entre ICMC e a educação básica: cursos de extensão, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) e os colóquios das licenciaturas são alguns exemplos de atividades que têm esse propósito. “Esse relacionamento com a educação básica auxilia o pesquisador na formação inicial de seus alunos e, por outro lado, os professores que se aproximam da Universidade podem conhecer os resultados de pesquisas e refletirem melhor sobre suas práticas”, afirma Esther Prado, professora do ICMC e uma das coordenadoras do evento.

Na mesa de abertura, acontecerá uma palestra sobre o uso de tecnologias para incluir alunos com dificuldades de aprendizagem, que será ministrada por Leonardo Perez, professor de matemática na Escola Sesi 108 de São Carlos e no Colégio Oca dos Curumins. Já no encerramento, acontecerá uma palestra sobre a leitura e a escrita nas aulas de matemática, que será ministrada pela professora Flávia Coura, da Universidade de São João del Rey. Para se inscrever e conferir a programação completa, acesse o site do evento: http://encontroedu.icmc.usp.br/i/

Texto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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Seção de Eventos do ICMC: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

terça-feira, 31 de maio de 2016

Aproximando os cientistas da sociedade: sucesso de público marca Pint of Science na capital da tecnologia

Foram três noites de muita diversão e ciência para as cerca de 800 pessoas que participaram da segunda edição do evento em São Carlos

Para Edvaldo, o jornalismo literário transforma a ciência em uma grande história,
quebrando o mito e o distanciamento que tem da sociedade

Como aproximar a ciência da sociedade? "A estratégia é fazer com que a história do outro, nesse caso a história do cientista, se relacione também com a história de cada um de nós, criando conexões", explica o professor aposentado Edvaldo Pereira Lima, da Escola de Comunicações e Artes da USP, em um boteco chamado Vila Brasil, na rua XV de Novembro, em São Carlos. O público ali presente discute as possibilidades que temos à disposição para que o conhecimento científico seja comunicado de uma forma mais atraente e saborosa. Curiosamente, o bate-papo acontece durante a última noite do festival Pint of Science, que foi criado exatamente para aproximar os cientistas da sociedade. Este ano, a iniciativa mobilizou cerca de 800 pessoas em São Carlos.

A poucos metros dali, no restaurante Mosaico, o público escuta a sinfonia do universo escrita por Albert Einstein. “A Teoria da Relatividade Geral é um trabalho exclusivamente de Einstein e talvez tenha sido a maior produção que uma única mente fez em toda a história da humanidade”, diz o professor Adilson Oliveira, vice-reitor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A partir da compreensão da melodia criada pelo físico em 1916, o público é convidado a surfar nas ondas gravitacionais. 

“Repense os limites do que é possível”, diz a professora Solange Rezende, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), em outro canto da cidade, no Beatniks Road Bar. Aqui, a conversa é sobre os impactos da inteligência artificial e, para Solange, há um jeito simples de sentir sua presença em nosso dia a dia: basta pensar nos dispositivos criados para simular a capacidade humana. “O que era impossível poucos anos atrás, agora a inteligência artificial faz ser possível”, completa a professora. Ela cita um exemplo rotineiro: as sugestões personalizadas de compras que aparecem na tela do computador quando acessamos um site.

Mostrar essa ciência, nem sempre visível, presente no cotidiano das pessoas é também papel do festival Pint of Science, que nasceu na Inglaterra em 2013 com a ideia de levar os cientistas para falar diretamente com o público em ambientes descontraídos como bares e restaurantes. No ano passado, São Carlos fez jus ao seu título de capital da tecnologia: tornou-se a primeira cidade da América Latina a sediar o evento. Realizado pelo ICMC, o festival deu tão certo que se espalhou para mais seis cidades brasileiras este ano. 

Para Solange, podemos sentir os impactos da inteligência artificial no nosso cotidiano

Comunicar é preciso – “Se não existir comunicação científica, não existe ciência”. A frase de impacto do jornalista Fabricio Mazocco, que é assessor de comunicação na UFSCar, anunciou o início do bate-papo no Vila Brasil na noite do último dia 25 de maio. Ele explicou que, para ser considerado conhecimento científico, é preciso que um trabalho seja avaliado por outros cientistas e, para isso, precisa ser publicado. Nesse caso, trata-se de uma comunicação realizada para um público especializado. Por outro lado, há a comunicação que é realizada na sala de aula, nos museus e também pela mídia e pelas redes sociais, que é destinada, na maior parte das vezes, para um público que não tem qualquer conhecimento anterior sobre aquele assunto. “O grande desafio, nesse tipo de comunicação, é a linguagem a ser empregada: como transformar a ciência em um conteúdo compreensível, interessante e atraente para o público em geral?”, perguntou Fabricio.

Para o professor Edvaldo, o jornalismo literário usa instrumentos-chaves provenientes do campo da literatura, que podem contribuir para aprimorar a comunicação da ciência. "O jornalismo literário transforma a ciência em uma grande história, quebrando o mito e o distanciamento que a ciência tem da sociedade", afirmou. Segundo ele, é papel do jornalista ter a habilidade de contar uma boa história e fazer fluir a conexão com o leitor.

Em seguida, o jornalista Diego Freire falou sobre sua experiência como repórter da Agência Fapesp e os desafios que enfrenta alguém que exerce o papel de mediador entre os cientistas e a sociedade. Para ele, aos poucos, os obstáculos existentes na relação entre jornalistas e cientistas têm sido superados. Já o jornalista Reinaldo José Lopes, colunista da Folha de S. Paulo, ressaltou que existe, por parte das redações jornalísticas, a cultura de que as pessoas não se interessam por ciência. Porém, de acordo com ele, essa tese é contrariada ao analisar a significativa repercussão de conteúdos publicados na internet, em especial em canais como o YouTube. "O jornalista não pode ficar preso a um jornalismo clássico, que deixa o assunto apático, é preciso acrescentar novas ferramentas interativas para sair do óbvio e do tradicional", finalizou Lopes.

Ir além é preciso – Ir além do óbvio e do tradicional foi o que fez Albert Einstein em 1916 ao prever as ondas gravitacionais. “Passaram-se 100 anos para que desenvolvêssemos a tecnologia necessária para detectar as ondas gravitacionais. Isso mostra que, muitas vezes, a ciência é capaz de olhar para coisas que estão muito além da nossa capacidade tecnológica de verificação”, ressaltou Adilson.

Odylio, Cássio, Adilson e Daniel conduziram o bate-papo sobre ondas gravitacionais

Durante o bate-papo no Mosaico, o professor Daniel Vanzella, do Instituto de Física de São Carlos, explicou o que são as ondas gravitacionais e quais podem ser suas principais fontes. “O mais importante serão as descobertas que vão ser feitas a partir dessas ondas”, acrescentou Odylio Aguiar, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. “Elas trazem a assinatura de como era o universo em seus momentos iniciais. Essa assinatura pode nos mostrar que talvez tudo tenha começado mesmo com uma grande explosão, mas talvez tenha existido algo antes, um universo cíclico, por exemplo, que vive inflando e desinflando”, completou Cássio Barbosa, pós-doutor em astronomia e autor da coluna Observatório do portal G1.

Novas perspectivas para a compreensão do nosso mundo também foram trazidas pelo bate-papo sobre inteligência artificial, que mobilizou o público no Beatniks Road Bar. O professor Fernando Osório, do ICMC, destacou a relevância das ferramentas de inteligência artificial nos veículos autônomos. “Esses avanços científicos podem representar catástrofes no emprego ou inovação tecnológica sem precedentes?”, questionou o professor. Segundo ele, de fato, o desenvolvimento da área de inteligência artificial pode levar à diminuição ou à extinção de alguns empregos, muitos dos quais podem ser considerados perigosos ou não ideais para os seres humanos, comprometendo sua saúde e qualidade de vida. “Mas a possível geração de desemprego seria culpa mesmo da inteligência artificial ou dos seres humanos, que não estão pensando em alternativas de realocação desse pessoal?”, voltou a indagar o professor.

Dois sócios de startups são-carlenses que empregam recursos da área de inteligência artificial em suas empresas também participaram do evento: Marco Pereira, da Itera, e Thiago Christof, da Calamar Technology Brasil. Segundo Thiago, estamos vivenciando um novo momento na história da humanidade, em que as máquinas se tornam extensão das mentes dos seres humanos. Ele falou sobre a ampliação do uso de robôs nos serviços de atendimento ao consumidor, por exemplo, por meio do desenvolvimento de programas de computador que tentam simular um ser humano na conversação com as pessoas (chatbot). Será uma catástrofe ou o início de uma era de prosperidade sem precedentes? A ciência e o tempo nos dirão.

Em São Carlos, o Pint of Science conta com o apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), da UFSCar e do IFSC. Em âmbito nacional, há ainda o patrocínio da Elsevier.



Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Com a colaboração de Suzana Xavier e Keite Marques

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Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
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Contribua para aprimorar o curso de Engenharia de Computação da USP São Carlos

Workshop e fórum ocorrerão no dia 1º de junho e todos os alunos do curso estão convidados


Na próxima quarta-feira, 1º de junho, serão realizados dois eventos com o objetivo de aprimorar o curso de Engenharia de Computação, que é oferecido conjuntamente pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) e pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). 

Pela manhã, das 8 às 12 horas, acontecerá o Workshop de Laboratórios da Comissão Gestora Administrativa. No evento, serão apresentadas e avaliadas as propostas de projetos de laboratórios de incentivo e apoio ao ensino, pesquisa e extensão. Essas propostas foram submetidas por alunos e professores conforme edital divulgado em março. Os autores farão apresentações orais de suas propostas e também poderão exibir pôsteres. A previsão para início das atividades nos laboratórios aprovados é 1º de agosto.

Problemas e soluções - À tarde, das 13 às 17 horas, a Secretaria Acadêmica da Engenharia de Computação (SAECOMP) realizará o Fórum da Engenharia de Computação com o intuito de debater alguns problemas do curso e coletar opiniões sobre possíveis soluções com vistas à elaboração de um documento oficial para ser encaminhado aos órgãos responsáveis.

Alguns dos tópicos principais a serem discutidos são: falta de identidade no mercado de trabalho, escassez de matérias práticas, número de créditos obrigatórios/optativos da grade horária, ausência de viagens técnicas, questões envolvendo créditos trabalho, problemas com professores específicos, etc. Os graduandos podem sugerir tópicos para o debate e indicar assuntos de maior interesse clicando aqui.

Tanto o workshop quanto o fórum serão realizados no anfiteatro do prédio da Engenharia de Computação, na área 2 do campus da USP em São Carlos, são gratuitos e abertos a todos os interessados.

Com informações da Assessoria de Comunicação da EESC

Mais informações
Workshop: Secretaria da CGA do curso de Engenharia de Computação: 3373.8376 / shirley@sc.usp.br

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Prêmio Gutierrez 2016: confira as teses de doutorado em matemática que serão reconhecidas

O vencedor é Rafael Montezuma Cabral, ex-aluno do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada; também serão concedidas duas menções honrosas: uma para Amanda de Lima, ex-aluna do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, e outra para Douglas Duarte Novaes, ex-aluno da Universidade Estadual de Campinas

Rafael venceu a edição de 2016 do Prêmio

 Três teses de doutorado em matemática defendidas em 2015 serão reconhecidas dia 20 de junho, em uma cerimônia que acontecerá no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. É quando ocorrerá a entrega do Prêmio Carlos Gutierrez de Teses de Doutorado 2016, às 14 horas, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano. O evento é gratuito e aberto a todos os interessados.

Na ocasião, o vencedor do prêmio, Rafael Montezuma Cabral, ministrará uma palestra sobre sua tese de doutorado Min-max theory for noncompact manifolds and three-spheres with unbounded widths. Nascido no Ceará, na cidade de Fortaleza, Rafael formou-se Bacharel em Matemática pela Universidade Federal do Ceará em 2009, concluiu o mestrado no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) em 2011 e, em 2015, o doutorado na mesma instituição sob a orientação do professor Fernando Codá Marques. Atualmente, é instrutor de matemática na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.

Além disso, os autores de duas outras teses serão reconhecidos: Amanda de Lima e Douglas Duarte Novaes. Amanda receberá uma menção honrosa pela tese Famílias transversais de transformações expansoras por pedaços. Nascida em São José do Rio Preto, ela concluiu o Bacharelado em Matemática pela Universidade Estadual Paulista em 2004 e fez mestrado (2007) e doutorado (2015) no ICMC sob a orientação do professor Daniel Smania Brandão. Atualmente, é professora substituta na Universidade Federal de São Carlos.

Amanda receberá menção honrosa

Já Douglas receberá uma menção honrosa pela tese Regularização e conjuntos minimais para sistemas dinâmicos não suaves. Ele nasceu em Santa Bárbara d'Oeste e fez Licenciatura em Matemática (2010), mestrado (2012) e doutorado (2015) na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), sob a orientação de Marco Antonio Teixeira e coorientação de Jaume Llibre Saló. Além disso, concluiu seu pós-doutorado na Universidade Autônoma de Barcelona, na Espanha, e, atualmente, é professor da UNICAMP.

No evento do dia 20 de junho, Amanda e Douglas também vão ministrar palestras sobre as pesquisas que desenvolveram durante o doutorado.

Douglas também receberá menção honrosa

Sobre o Prêmio - Apoiado pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), o Prêmio homenageia o renomado pesquisador peruano Carlos Teobaldo Gutierrez Vidalon (1944-2008). Gutierrez veio ao Brasil em 1969, quando conseguiu uma bolsa de estudos para estudar no IMPA, onde se titulou mestre e doutor em matemática. Nessa instituição, na qual trabalhou até 1999, começou como professor assistente e chegou à posição de titular. Durante o período, visitou vários importantes centros em matemática como a University of California, em Berkeley, e o California Institute of Technology.

Após deixar o IMPA, Gutierrez atuou como professor no ICMC, contribuindo com a fundação e organização de um novo grupo de pesquisa. Em sua carreira, publicou mais de setenta artigos, orientou sete alunos de doutorado e vinte de mestrado.

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC

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Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373.9638

Pesquisador do ICMC ajuda a aproximar indústria da Universidade e recebe homenagem

Hugo Silva (ao centro) recebeu homenagem da Sociedade de Matemática Aplicada e Industrial

Ele contribuiu para aproximar a indústria da Universidade e foi reconhecido pela Sociedade de Matemática Aplicada e Industrial (SIAM, sigla em inglês). Hugo Silva, pós-doutorando do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, foi homenageado por seu empenho no programa Student Chapter, que é promovido pela SIAM e tem como objetivo estimular o interesse pela matemática aplicada, proporcionar um ambiente para troca de ideias, além de estreitar relações entre indústria e universidade. 

O paraguaio, que chegou ao ICMC em 2012 para fazer seu doutorado na área de mecânica dos fluidos computacional, ajudou a promover atividades como palestras, workshops e visitas técnicas a empresas. “Acredito que ainda falta confiança da indústria em investir na universidade, esse contato ainda é limitado e é interessante que essa relação fique mais próxima”, conta o homenageado, que contribuiu durante cerca de sete meses com o programa. 

“Nós valorizamos muito as iniciativas que buscam entusiasmar os alunos com projetos, sejam eles de quaisquer áreas. Gostaria de parabenizar e agradecer ao Hugo pelo trabalho”, disse Alexandre Nolasco de Carvalho, diretor do ICMC, que entregou o certificado de reconhecimento para Silva em cerimônia realizada no dia 19 de maio, na diretoria do Instituto.

O coordenador das atividades do Student Chapter no ICMC, Gilmar Caldas, ressaltou a importância de apresentar aos estudantes de graduação as possibilidades de atuação no mercado de trabalho na área de matemática aplicada: “Grande parte dos alunos que iniciam o curso não sabem o que vão fazer no futuro e mostrar para eles os caminhos possíveis é uma maneira de motivá-los e de fazer com que entendam porque estão estudando aquelas matérias”.

Para participar do programa, os interessados devem estar na graduação ou na pós-graduação. Silva entrou no Student Chapter em maio do ano passado e ficou até meados de novembro. Em fevereiro deste ano finalizou seu doutorado no Instituto. O programa possui filiais em cerca de 150 universidades em todo o mundo e, desde o ano passado, o Brasil passou a fazer parte dessa grande rede, quando foi criada a primeira filial no país, sediada no ICMC.

Texto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

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Site do programa: http://www.siam.org/students/chapters
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