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quarta-feira, 22 de maio de 2019

Automação residencial com Arduino: participe de oficina gratuita no ICMC

Iniciativa acontecerá na sexta-feira, 31 de maio, e as inscrições podem ser realizadas até dia 29

Para participar da iniciativa, é necessário trazer um celular com sistema operacional Android, equipado com bluetooth 

Cansado de levantar da cama pra acender ou desligar a luz da casa? Venha saber como utilizar uma interface comum e sem fio para enviar dados, dispensando o uso do computador ou qualquer outro dispositivo por cabo. Essa é a proposta da oficina gratuita Automação Residencial na prática: utilizando Arduino, bluetooth e celular para controlar sua casa, que será oferecida pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, na sexta-feira, 31 de maio, das 15 às 19 horas

Serão ensinados conceitos básicos em automação residencial utilizando a ferramenta Arduino, plataforma para controlar circuitos eletrônicos gerais, como luzes LED, controladores de fluxo de água, entre outros dispositivos físicos de forma descomplicada. Há 20 vagas disponíveis e as inscrições devem ser realizadas até quarta-feira, 29 de maio, ou enquanto houver vagas por meio deste link: icmc.usp.br/e/8aabd. As atividades acontecerão na sala 1-004, no bloco 1 do ICMC.

Para participar da iniciativa e realizar os exercícios que serão propostos, é necessário apenas trazer um celular com sistema operacional Android, equipado com bluetooth. Também é recomendável que o participante traga o cabo USB do aparelho e tenha conhecimento básico da linguagem de programação C.



A oficina é coordenada pelo professor Eduardo Simões, do ICMC, e será ministrada pelo estudante Guilherme Bileki. Ambos fazem parte do projeto Principia – Robôs na Escola, que desenvolve métodos e ferramentas novas para o ensino de robótica para crianças a partir de dez anos de idade, com foco, principalmente, em escolas públicas municipais e estaduais. O objetivo é aproximar os jovens da tecnologia, sempre visando o aprimoramento didático e a capacidade de replicação do conhecimento.

Texto: Marília Calábria - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Crédito da Imagem: VectorStock

Mais informações
Programa do curso: icmc.usp.br/e/0e1e9
Link para inscrições: icmc.usp.br/e/8aabd
Página do Principia no Facebook: https://www.facebook.com/RobosNaEscola
Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC: (16) 3373.9146
E-mail: ccex@icmc.usp.br

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Arduino no ICMC: participe de oficinas gratuitas sobre componentes eletrônicos

Aprenda conceitos básicos da eletrônica e produza seu primeiro circuito com as oficinas da plataforma Arduíno

Introdução à criação de componentes e circuitos elétricos é tema de maratona de oficinas no ICMC

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, realizará, nos dias 25 e 26 de maio, uma maratona de oficinas sobre conceitos e aplicações da área de eletrônica. Serão quatro oficinas em que os participantes aprenderão desde os conceitos básicos sobre os componentes mais utilizados no mundo da eletrônica até a confecção de placas de circuito impresso (PCB) para serem acopladas à plataforma Arduino.

Por se tratar de uma ferramenta aberta, livre e de baixo custo para a criação de projetos de hardware e software, o Arduino permite conectar, de forma descomplicada, o mundo da computação com dispositivos físicos que estão ao nosso alcance na vida real. Com o Arduino, essa conexão entre a computação e a vida real tornou-se mais simples e fácil porque não é preciso ser um especialista em eletrônica para desenvolver um projeto usando esse microprocessador, que tem conquistado estudantes, programadores e profissionais de diversas áreas ao redor do mundo. 

Por isso, se você é uma pessoa que gosta de fazer seus próprios projetos, mas cansou de assistir a tutoriais na internet, venha entender como as coisas realmente funcionam e aprofunde seus conhecimentos nas quatro oficinas que serão oferecidas pelo ICMC. Todas as atividades são promovidas pelo projeto Principia - Robôs na Escolaque desenvolve métodos e ferramentas novas para o ensino de robótica para crianças a partir de dez anos de idade, com foco, principalmente, em escolas públicas municipais e estaduais. O objetivo é aproximar os jovens da tecnologia, sempre visando o aprimoramento didático e a capacidade de replicação do conhecimento.

Para participar das oficinas, que são gratuitas, basta se inscrever, via formulário eletrônico, até a próxima quarta-feira, 22 de maio, ou enquanto houver vagas. Veja, a seguir, como fazer sua inscrição em cada atividade:
  • Circuitos elétricos e eletrônica básica para sistemas controlados com Arduino
Dia 25/05, das 10 às 14 horas
Inscrições: icmc.usp.br/e/97ecb
Programa completo do curso: icmc.usp.br/e/dd729
  • Conceitos e aplicações de componentes eletrônicos e introdução a sistemas controlados com Arduino
Dia 25/05 - das 14 às 18 horas
Inscrições: icmc.usp.br/e/d5d45
Programa completo do curso: icmc.usp.br/e/40f3e
  • Introdução a simulação de circuitos com Arduino e desenvolvimento esquemático para produção de placas de circuito impresso
Dia 26/05 - das 10 às 14 horas
Inscrições: icmc.usp.br/e/2adaa
Programa completo do curso: icmc.usp.br/e/972e6
  • Confecção de placas de circuito impresso e aplicação em sistemas controlados com Arduino
Dia 26/05 - das 14 às 18 horas
Inscrições: icmc.usp.br/e/a41e4
Programa completo do curso: icmc.usp.br/e/f00c5

Texto: Marília Calábria – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Crédito da imagem: ArduínoCC

Mais informações
Página do Principia no Facebook: https://www.facebook.com/RobosNaEscola
Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC: (16) 3373.9146
E-mail: comunica@icmc.usp.br

    sexta-feira, 6 de julho de 2018

    USP oferece curso de robótica com a ferramenta Arduino: inscrições abertas para professores

    Atividades serão realizadas no campus da Universidade em São Carlos, aos sábados, de 21 de julho a 11 de agosto, das 9 às 12 horas 

    Ferramenta Arduino possibilita a criação de diversos robôs

    Estão abertas as inscrições para o curso Arduino aplicado aos desafios da Olimpíada Brasileira de Robótica. A atividade será oferecida pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, aos sábados, das 9 às 12 horas, com início no dia 21 de julho e término em 11 de agosto. O público-alvo são os professores da rede pública de ensino, tanto do nível fundamental quanto médio. 

    A professora Roseli Romero, que coordena o curso, destaca a importância dos professores participarem da iniciativa do ICMC, tendo em vista que a ferramenta Arduino possibilita a criação de diversos robôs e tem um custo mais acessível do que os tradicionais kits robóticos comercializados atualmente. Durante o curso, serão apresentados conceitos básicos sobre todos os componentes necessários para a montagem e programação de robôs, direcionados às tarefas que as equipes precisam realizar na Olimpíada Brasileira de Robótica. As atividades serão ministradas por José Alberto Diaz Amado, pós-doutorando do ICMC e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia.

    A taxa de inscrição para participar da atividade é de R$ 50,00 e as inscrições devem ser efetuadas, até 18 de julho ou enquanto houver vagas, por meio do Sistema Apolo no seguinte link: icmc.usp.br/e/41ad0. A taxa também deve ser paga até dia 18 de julho, via boleto que será gerado pelo sistema de inscrição. Vale lembrar que as 25 vagas disponibilizadas serão destinadas prioritariamente a professores da rede pública de ensino, mas, caso não sejam preenchidas na totalidade, poderão ser oferecidas a outros públicos. 

    O curso acontecerá na sala 6-303, no bloco 6 do ICMC, na área I do campus da USP, em São Carlos e, para ver o programa completo, acesse este link: icmc.usp.br/e/dc215. Confira, a seguir, como realizar sua inscrição passo a passo: 
    1. Faça o cadastro no sistema Apolo da USP, por meio desse link: icmc.usp.br/e/41ad0
    2. Para efetivar a inscrição, envie um documento comprovando vínculo com a instituição de ensino em que atua (holerite, declaração da escola, cadastral funcional) bem como o comprovante de pagamento da taxa para o e-mail ccex@icmc.usp.br. 
    3. Aguarde o recebimento de um e-mail com a confirmação da matrícula no curso. 


    Texto e fotos: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP 


    Curso: Arduino aplicado aos desafios da Olimpíada Brasileira de Robótica 
    Inscrições: até 18 de julho ou enquanto houver vagas via formulário eletrônico disponível em icmc.usp.br/e/41ad0
    Aulas: de 21 de julho a 11 de agosto, aos sábados, das 9 às 12 horas 
    Onde: ICMC - avenida Trabalhador são-carlense, 400, área I do campus da USP, no centro de São Carlos 
    Mais informações: (16) 3373.9146 ou ccex@icmc.usp.br 
    Saiba mais sobre a OBR: www.obr.org.br

    terça-feira, 5 de julho de 2016

    Ensinando com Arduino: uso da plataforma em sala de aula contribui para motivar estudantes e inspirar novos aprendizados

    Projeto realizado na USP, em São Carlos, mostra que aprender programação colocando a mão na massa pode trazer benefícios que vão muito além do desenvolvimento de robôs e jogos

    Daniel e Renata: orgulho e alegria na selfie com o robô criado em sala de aula

    A selfie registrada pelo smartphone de Daniel Xavier, 18 anos, não deixa dúvidas do sentimento de orgulho e da alegria que compartilha com a estudante Renata Alves, 19: eles estão segurando o robô que desenvolveram em equipe ao cursar a disciplina Introdução à Programação para Engenharias, na USP, em São Carlos. O cenário da selfie é o hall da Biblioteca Achille Bassi, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). Ao redor dos estudantes, há muitos outros robôs. Alguns estão circulando pelo chão e, de forma autônoma, desviam de obstáculos; outros seguem linhas construídas com fita isolante nas mesas brancas e há um que atira elásticos de borracha. Mario Bros também marca presença, em miniatura, na pequena caixa de papelão onde o público mata a saudade de Genius, o famoso jogo eletrônico lançado no Brasil nos longínquos anos de 1980. Um elo une toda essa parafernália eletrônica que invade o espaço: elas foram construídas por estudantes que estão no primeiro ano da Universidade usando a plataforma Arduino.

    Fazer esses alunos colocarem a mão na massa valeu muito a pena, na opinião da professora Kalinka Castelo Branco, do ICMC: “Eles se sentiram motivados porque puderam realmente entender o funcionamento da lógica de programação e a necessidade e aplicabilidade da disciplina na vida real, em situações que eles certamente terão que enfrentar na vida profissional”. Para ela, foi essa motivação adicional que os levou a investir mais tempo no aprendizado da disciplina, a qual passou a ser menos abstrata. O resultado a professora conseguiu ver refletido no aumento das notas dos estudantes, que estão cursando o primeiro ano do curso de Engenharia Mecatrônica, oferecido pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC): “Antes, a média ficava entre 4,7 e 5,7. Este ano, chegou a 6,8”.

    Motivação refletiu no aumento das médias da turma
    A motivação dos alunos ao desenvolver os projetos promete resultar em benefícios que se estenderão para além da disciplina. “Dá mais ânimo no curso. Você passa a se empenhar um pouco mais nas outras matérias, mesmo que elas não sejam tão legais porque sabe que vai precisar delas”, conta Daniel. “É uma atividade que se aproxima mais do nosso trabalho, do que a gente vai fazer depois da faculdade. Então, é muito legal para nos motivar a continuar no curso”, diz Renata. “Eu nunca pensei que a gente ia chegar e fazer isso no primeiro ano. Nunca tive contato com eletrônica e computação”, afirma Leandro Silva, 17 anos. A cada aula prática, ele aprendia uma parte do processo: “A gente fazia sem pensar que era um sacrifício. Para mim, foi uma experiência incrível, faria tudo de novo”.

    Não foram poucos os desafios que eles precisaram enfrentar. “A gente ficou várias noites e vários dias tentando fazer e dava errado”, revela Daniel. Na opinião dele e de Renata, o maior obstáculo foi conciliar o software com o hardware. No computador, tudo funcionava bem, mas na hora do robô executar, nada acontecia conforme planejado: “Precisávamos continuar tentando, até resolver. Quando dava certo, a gente comemorava. Ver funcionando é a melhor parte!”

    Para o grupo de estudantes que trabalhou com Leandro na construção do jogo Genius em homenagem a Mario Bros, o principal desafio foi transformar a música em um código e construir a lógica do jogo, articulando os momentos de acender e apagar as luzes LED com as músicas que deveriam ser tocadas. “Se o jogador erra a sequência, toca um tipo de música; se ele passa para a próxima fase, temos outra música. É complicadinho, mas pelo Mario Bros, a gente tentou, tentou, até conseguir”, explica Leandro. 
    Jogo Genius e Mario Bros foram um dos destaques da mostra de projetos

    Plataforma para aprendizado – Não foi por acaso que a professora Kalinka escolheu o microprocessador Arduino como plataforma para os estudantes desenvolverem os dois trabalhos que propôs para a disciplina: um jogo Genius e um robô. Por se tratar de uma ferramenta aberta, livre e de baixo custo para a criação de projetos de hardware e software, o Arduino permite aos estudantes conectar, de forma descomplicada, o mundo teórico da computação a dispositivos físicos. Isso acontece porque, depois de “sentir” o ambiente por meio de sensores variados (entradas) e processar esses dados via programas inteligentes, os estudantes podem programar a ferramenta para afetar seu entorno, controlar e agir sobre o ambiente. Essa ação pode ser realizada por meio de motores e atuadores que possibilitam, por exemplo, ligar ou desligar luzes, movimentar câmeras e outros componentes, etc. Além disso, esse microprocessador interage facilmente com os computadores, independentemente do sistema operacional empregado (Windows, Linux ou Mac). Ou seja, a grande vantagem é que não é preciso ser um especialista para desenvolver um projeto usando Arduino. Foi por isso que a escolha se encaixou como uma luva para a turma que está no primeiro ano da Universidade. 

    Há sete anos, Kalinka ministra a disciplina Introdução à Programação para Engenharias na USP em São Carlos. “Quando era só teoria, ficava tudo muito abstrato, os alunos viam só o software e logo se desmotivavam. Muitos não faziam os trabalhos solicitados e os que entregavam deixavam muito a desejar”, lembra a professora. Então, há três anos, surgiu a oportunidade de apresentar uma proposta para o Programa Pró-Inovação no Ensino Prático de Graduação (Pró-Inovalab) da USP. A professora redigiu o projeto Pró-InovaLab - Uma abordagem inovadora para o desenvolvimento de sistemas embarcados críticos, selecionado durante a uma das edições do Programa. Os recursos recebidos possibilitaram adquirir os microprocessadores e demais materiais necessários para tirar a ideia do papel. Como no ano passado a professora foi aprimorar seus conhecimentos na Universidade de Sidney, na Austrália, a proposta foi colocada em prática este ano. “É uma ideia que pode ser aplicada a outras disciplinas”, destaca Kalinka. 

    Junho vermelho: lançando elásticos de borracha

    “A proposta foi realmente excepcional para estimular não só os alunos, mas também os professores”, diz Maíra da Silva, que é coordenadora do curso de Engenharia Mecatrônica. Ela explica que um dos desafios da coordenação é mobilizar os professores para que transformem uma parcela significativa da carga horária de 4,4 mil horas que compõe o curso em projetos práticos: “No momento, estamos analisando núcleos de disciplinas para identificar projetos em comum”. Maíra reforça que o aprendizado baseado em projetos multidisciplinares está em destaque nas novas diretrizes para a estrutura curricular dos cursos de graduação da EESC.

    Segundo a coordenadora, o projeto prático realizado pelos estudantes na aula da professora Kalinka contribui para que eles enxerguem a importância de estudar os três campos do conhecimento fundamentais para a mecatrônica: a mecânica, a eletrônica e a programação. Ao construir um simples robô, eles percebem que, para controlar o Arduino, é preciso entender as estruturas dos algoritmos – sequências de regras que são criadas para resolver uma tarefa. Por outro lado, para decidir qual motor colocar, é necessário ter conhecimentos de mecânica. Mas não é possível acionar os motores sem a eletrônica. “Com um projeto no início do curso, o aluno consegue ter uma visão muito mais aplicada do por que está estudando aquelas teorias”, diz Maíra.

    Controle de Junho vermelho com seus seis botões

    Quando Gustavo Stefano, 19 anos, começa a explicar como funciona Junho vermelho, o robô que seu grupo criou, fica nítido o quanto compreendeu a estreita relação que une mecânica, eletrônica e programação. Para que o robô comece o combate e dispare elásticos de borracha, é preciso acioná-lo por meio de um controle, composto por um microcontrolador e um transmissor de rádio. No controle, há seis botões: quatro para movimentar o robô para frente, para trás, para a direita e para a esquerda; um para disparar a borrachinha; outro que é um potenciômetro e vai determinar a angulação do mecanismo de disparo: “Mas não podemos alimentar o motor de disparo direto do Arduino, porque ele vai queimar se puxarmos muita corrente elétrica. Então, inserimos reguladores de tensão e um transistor. O Arduino aciona o transistor, que, por sua vez, vai acionar o disparo do canhão”.

    Em meio a tantos projetos interessantes, os olhos de Marina Rodero, 16 anos, brilham. Seu sonho é estudar no ICMC. “Eu sempre gostei muito de exatas, adoro matemática e comecei a me interessar por programação”, conta a estudante, que está no segundo ano do ensino médio e participa do projeto Codifique. A curiosidade de Marina vem acompanhada pela curiosidade do pai, Adalberto Rodero, que também veio à mostra que acontece no hall da Biblioteca na tarde desta quarta-feira, 15 de junho. Ele trabalha na área de manutenção de aeronaves e, recentemente, resolveu comprar um microprocessador Arduino. O passeio contribuiu para multiplicar suas ideias para futuros projetos. Uma prova de que iniciativas como a da professora Kalinka podem estimular não só quem já frequenta as salas de aula da USP.

    Adalberto e Marina: mostra motivou pai e filha


    Confira o álbum de fotos no Flickr: icmc.usp.br/e/3ea79


    Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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    Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
    E-mail: comunica@icmc.usp.br


    segunda-feira, 13 de junho de 2016

    Projetos com Arduino serão a atração da próxima quarta no ICMC

    Público poderá conferir os 18 projetos mais inovadores desenvolvidos pelos alunos que cursaram a disciplina Introdução à Programação para Engenharias

    Projetos foram desenvolvidos usando microprocessador Arduino

    Eles ainda estão cursando o primeiro ano da Universidade, mas já colocaram a mão na massa para criar projetos usando o famoso microprocessador Arduino. O público poderá conferir o resultado desse trabalho na próxima quarta-feira, 15 de junho, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. É quando serão apresentados os 18 projetos mais inovadores desenvolvidos pelos 58 alunos que cursaram a disciplina Introdução à Programação para Engenharias no último semestre, sob a orientação da professora Kalinka Castelo Branco. 

    “O desafio era levar os estudantes a desenvolverem projetos com Arduino colocando em prática conceitos de programação aprendidos em sala de aula”, explica a professora. Por se tratar de uma ferramenta aberta, livre e de baixo custo para a criação de projetos de hardware e software, o Arduino permite conectar, de forma descomplicada, o mundo da computação com dispositivos físicos que estão ao nosso alcance na vida real. “Os alunos ficaram tão motivados que agregaram vários elementos aos carros e jogos que construíram. Assim, os projetos nos surpreenderam e alcançaram um nível que, normalmente, a gente só observa nos trabalhos de quem está no final do curso”, completa Kalinka.

    A mostra com os 18 projetos selecionados é gratuita, aberta a todos os interessados, e acontecerá no Hiperespaço Gilberto Loibel, no hall da Biblioteca Achille Bassi, das 13 às 15 horas. Os 58 alunos que participaram da iniciativa são do curso de Engenharia Mecatrônica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).

    Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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    Seção de eventos do ICMC: (16) 3373.9622

    sexta-feira, 15 de abril de 2016

    Arduino: construindo novas conexões entre a computação e o mundo

    Projetos apresentados no ICMC mostram porque o microprocessador Arduino é o queridinho do movimento maker

    "O Arduino tem o espírito da cultura maker", diz o professor Osório

    “É como se alguém tivesse aberto uma porta para o mundo, gerando um leque de possibilidades praticamente infinito”. A frase do professor Fernando Osório, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, define a revolução trazida pelo Arduino para o universo da computação. Mas por que esse microprocessador não pode ser considerado somente mais um componente eletrônico disponível na prateleira?

    “O Arduino nos trouxe a oportunidade de sair de dentro do computador para poder conversar e interagir com o mundo”, diz Osório, com um entusiasmo contagiante. A questão é que essa conexão entre a computação e a vida real tornou-se mais simples e fácil com o Arduino porque não é preciso ser um especialista para desenvolver um projeto usando o microprocessador. 

    Professor fala com entusiasmo sobre as possibilidades da ferramenta

    O professor explica que, por se tratar de uma ferramenta aberta, livre e de baixo custo para a criação de projetos de hardware e software, o Arduino permite conectar, de forma descomplicada, o mundo da computação com dispositivos físicos que estão ao nosso alcance na vida real. Isso acontece porque, depois de “sentir” o ambiente por meio de sensores variados (entradas) e processar esses dados via programas inteligentes, é possível programar a ferramenta para afetar seu entorno, controlar e agir sobre o ambiente. Essa ação pode ser realizada por meio de motores e atuadores que possibilitem, por exemplo, ligar ou desligar luzes, movimentar câmeras e outros componentes, etc. Além disso, esse microprocessador interage facilmente com os computadores, independentemente do sistema operacional empregado (Windows, Linux ou Mac).

    “O Arduino tem o espírito da cultura maker, a cultura do faça você mesmo: posso olhar o que os outros estão fazendo, fazer igual ou melhorar, inovando e dando a minha contribuição”, acrescenta o professor. No dia destinado a comemorar o aniversário da ferramenta, 2 de abril, uma série de projetos tomaram conta do hall de entrada do auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, do ICMC. No interior do auditório, diversas palestras destacaram o quanto o aniversariante é versátil e pode ser útil tanto para aqueles que desejam criar projetos pessoais quanto para quem desenvolve soluções industriais como a Circuitar.



    “A nossa empresa tem uma característica que nos define bastante: unir a indústria mais tradicional a esse novo movimento maker”, conta Luís Fernando Chavier, sócio-diretor da Circuitar. A empresa decidiu fabricar placas que funcionam em um sistema modular e são compatíveis com o Arduino, propiciando a utilização da mesma linguagem de programação empregada na famosa ferramenta. “É interessante para a indústria poder usar as novas tecnologias para resolver os problemas que não são bem solucionados pelas tecnologias existentes ou solucioná-los de uma forma mais barata”, explica Chavier. Ele citou alguns exemplos de como as placas da empresa estão sendo empregadas para controlar vários parâmetros de processos industriais, tais como temperatura, pressão e iluminação. “Os equipamentos industriais mais tradicionais são muito caros e usam linguagens de programação bem antigas. Com o Arduino, temos a oportunidade de reduzir custos e fazer coisas mais criativas. Quem aprende a programá-lo, terá um ferramental para criar várias outras coisas”, completa.

    Educando com Arduino – “Nosso principal robô foi feito com Arduino e com uma impressora 3D”, revela Roberto Arias Junior, que coordena um grupo de robótica da Associação Espírita Chico Xavier, em São Carlos. Ele convidou os cerca de 12 jovens que são atendidos pelo projeto para participar do Arduino Day no ICMC: “Acreditamos que é muito importante inseri-los na sociedade. Por isso, sempre os levamos para eventos, para participar de competições até mesmo fora de São Carlos. Queremos mostrar a eles que, se tiverem interesse e vontade, podem ir longe”.

    Segundo Junior, a robótica é um excelente estímulo para os jovens, porque fornece uma visão geral sobre diversos conceitos e, ao mesmo tempo, possibilita aos estudantes verem, na prática, o resultado das ações realizadas. “Para os professores e alunos do projeto é muito interessante participar de um evento como esse, que é mundial. Isso nos traz novas ideias e conhecemos mais pessoas que podem nos ajudar”, completa.
    Junior: a robótica é um excelente estímulo para os jovens

    Para dois alunos do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do Instituto Federal de São Paulo, campus São Carlos, o Arduino Day foi uma oportunidade de encontrar ideias para o futuro projeto de iniciação científica que pretendem desenvolver. “É muito vasto o que dá para fazer com essa ferramenta. Então, alguém sempre fala sobre um projeto que não havíamos pensado”, conta José da Silva Junior. Seu colega de curso, o estudante Alex Silva se surpreendeu a palestra que mostrou como a linguagem Python pode ser utilizada com o Arduino.

    O evento contou com o apoio do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre, do Centro de Competência em Software Livre, do Centro de Robótica de São Carlos, do Laboratório de Robótica Móvel, do Warthog Robotics e do hackerspace Godzilla Hacker Clube, espaço colaborativo que está sendo montado em São Carlos com a finalidade de realizar projetos na área da tecnologia. Todas as apresentações realizadas no evento estão disponíveis no site Arduino Day @ ICMC.

    Futebol de robôs do Warthog foi uma das atrações do evento

    Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

    Mais informações
    Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
    E-mail: comunica@icmc.usp.br

    terça-feira, 22 de março de 2016

    Inovação em software e hardware: inscrições abertas para o Arduino Day no ICMC

    Professor Fernando Osório é o coordenador do evento

    Divulgar as pesquisas que estão sendo desenvolvidas com a placa Arduino e motivar estudantes a inovar e criar projetos com essa ferramenta. Esses são os objetivos do Arduino Day @ ICMC, evento gratuito que acontecerá dia 2 de abril, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

    O Arduino Day é um evento que acontece simultaneamente em diversos lugares do mundo para comemorar o aniversário dessa ferramenta aberta e livre para o desenvolvimento de projetos de hardware e software. No ICMC, o evento ocorrerá das 9 às 18 horas e é direcionado a todos os alunos de graduação dos cursos das áreas de computação e eletrônica da USP em São Carlos. 

    Para se inscrever, os interessados devem preencher o formulário de inscrição disponível neste link: icmc.usp.br/e/df316. Se houver vagas remanescentes, também será possível se inscrever antes do início do evento no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano do ICMC, onde será realizado o Arduino Day @ ICMC. 

    O evento conta com o apoio do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre, do Centro de Competência em Software Livre do ICMC, do Centro de Robótica da USP de São Carlos, do Laboratório de Robótica Móvel, do Warthog Robotics e do hackerspace Godzilla Hacker Clube, espaço colaborativo que está sendo montado em São Carlos com a finalidade de realizar projetos na área da tecnologia. Confira, a seguir, a programação do Arduino Day.

    Evento terá demonstrações de invenções com Arduino

    Programação

    09h00 - 09h15: Abertura do Evento / Apresentação CRob-USP, NAP-SOL, Warthog e Godzilla Hacker Clube
    09h15 - 10h00: Palestra de Abertura "Arduino: Robótica, Inovação e Makers"
    10h00 - 10h20: Break / Posters e Demos
    Apresentações e Demonstrações de Invenções com o Arduino: Troca de Conhecimentos e Experiências
    10h20 - 11h20: Arduino + Raspberry Pi (Cleiton Bueno)
    11h20 - 12h00: Arduino + WiFi = IoT (Daniel Junho)
    12h00 - Término das atividades da manhã

    Atividades em Paralelo na USP-ICMC (Programação Abaixo) e na UFSCar (Ver programação AQUI)

    14h00 - 15h40: Projetos com Arduino, Raspberri Pi, Intel Galileo/Edison e outros
    Robótica, Inovação e Projetos Maker: Apresentação, Demonstrações, Implementação
    Makers Talks apresentando seus projetos
    15h40 - 16h00: Break / Posters e Demos

    Apresentações e Demonstrações de Invenções com o Arduino: Troca de Conhecimentos e Experiências
    16h00 - 17h00: Projetos de Hardware / Eagle e PCB - Tutorial (Warthog)
    17h00 - 18h00: Projetos de Hardware+Software - Tutorial (a ser divulgado)
    18h00 - Término das atividades da tarde

    Mais informações
    Site do Arduino Day: https://www.arduino.cc
    Setor de eventos do ICMC: (16) 3373-9622
    E-mail: eventos@icmc.usp.br

    terça-feira, 15 de setembro de 2015

    Economia de água na produção de alimentos: projeto de São Carlos é selecionado para concurso mundial de melhores práticas

    Alunos do ICMC participam de iniciativa que está concorrendo a 10 mil euros com outros 44 projetos de várias partes do mundo


    Eles criaram um sistema eficiente e inteligente de irrigação para pequenos produtores: um sensor conectado a uma válvula de água e um software. Desenvolvido por uma equipe de empreendedores de São Carlos, a iniciativa ganhou o mundo: está entre 45 projetos selecionados para participar de um concurso mundial de melhores práticas relacionadas à economia de água na produção de alimentos: o Best Climate Practices.

    Participam da iniciativa três estudantes e um ex-aluno do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Chamado Cultive, o sistema é capaz de determinar quando e quanto regar uma planta. Um sensor detecta se o solo está seco e aciona a válvula de água, que irriga a planta por um curto período de tempo. Depois de três horas, o sensor detecta novamente a umidade para verificar se é preciso uma nova irrigação. Conectado à internet e aos serviços de previsão do tempo, a irrigação é interrompida caso vá chover. 

    “Não é um sensor eletrônico, ele é feito de plástico e funciona com um simples conceito da física: a tangente do ângulo formado entre as partes do sensor é capaz de medir a tensão superficial da água no solo”, explica Fabiana Avellar, fundadora do projeto. Ela relata que os sistemas tradicionais de irrigação disponíveis no mercado não consideram as condições climáticas nem a situação do solo logo abaixo da superfície, o que leva a um consumo de água maior do que o realmente necessário. Outra vantagem do Cultive é que a comunicação entre o sensor e a válvula é feita por meio de uma rede própria, não requer internet e funciona com energia solar. 

    “Os pequenos produtores são responsáveis por 70% de todos os alimentos produzidos no Brasil. Eles não têm acesso a ferramentas tecnológicas nem automação. Nosso sistema é construído com uma tecnologia simples e funciona automaticamente, não demandando que o produtor precise interagir com uma interface complicada”, ressalta Fabiana. 

    O projeto são-carlense foi selecionado entre outras 44 iniciativas de todo mundo. Nesse pequeno universo, há apenas mais dois projetos brasileiros, um de São Paulo e um do Paraná. Até a próxima sexta-feira, 18 de setembro, está acontecendo a segunda fase de seleção do concurso e os internautas podem votar nos projetos que julgarem mais relevantes. Para votar, basta acessar o site do Best Climate Practices. O vencedor do concurso ganhará 10 mil euros para terminar o desenvolvimento do projeto e colocar o produto no mercado.

    O grupo estima que sejam necessários 30 mil euros para colocar a primeira versão do produto no mercado, considerando-se a necessidade de realizar mais testes e refinar o design do produto e dos materiais utilizados. Mas para produzi-lo e distribui-lo em larga escala, a estimativa é de sejam necessários 150 mil euros. Se obtiverem os 10 mil do prêmio, o grupo pretende lançar a primeira versão e buscar mais fundos via investimento ou crowdfunding.

    Os três alunos do ICMC que participam do projeto são Augusto Lázaro, Bruno de Lemos e Caio Flores, todos cursando Sistemas de Informação. Há também o ex-aluno Pedro Euko, que se formou em Ciências de Computação. Em março, a equipe de empreendedores apresentou seu projeto durante o Arduino Day, realizado no ICMC. A planta trazida pela equipe, com seu aparato tecnológico, chamou a atenção do público do evento, já que o protótipo desenvolvido utiliza uma placa Arduino Mega.




    Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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    Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
    E-mail: comunica@icmc.usp.br

    terça-feira, 31 de março de 2015

    Arduino Day no ICMC: potencial da ferramenta para inovação e educação surpreende público

    Entre as várias demonstrações realizadas durante o evento, destaca-se o emprego do Arduino na construção de robôs até o desenvolvimento de soluções para monitorar o uso de medicamentos ou verificar as condições de umidade, luminosidade e temperatura de uma planta

    A simpática criatura foi criada pelo professor Osório na noite anterior ao evento

    Uma simpática criatura formada pelo reaproveitamento de um pote de plástico, boca de bala de dentadura, duas pequenas peças de montar e dois grandes olhos de isopor que se movimentam, de um lado para outro, por meio de pequenos motores controlados por uma placa chamada Arduino Uno. Este pequeno e inusitado robô foi um dos exemplos apresentados durante o último sábado, 28 de março, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos, durante o Arduino Day, evento que aconteceu simultaneamente em 257 lugares no mundo para comemorar o aniversário dessa ferramenta aberta e livre para o desenvolvimento de projetos de hardware e software.

    A simplicidade desse robô, construído na noite anterior ao evento pelo professor Fernando Osório, do ICMC, transmitia uma importante mensagem para os participantes: qualquer pessoa é capaz de desenvolver um projeto com o Arduino. “A versatilidade dessa plaquinha é muito legal. Não precisa ser um expert para fazer um projeto, não é necessário nem saber soldar”, explicou a estudante Sarah da Silva, 15 anos, no final do evento. Ela está cursando o segundo ano do ensino médio na escola estadual José Juliano Neto, em São Carlos, e revelou que, desde pequena, sente-se atraída pelo universo da robótica: “Eu pegava a caixa de ferramentas do meu pai e fingia fazer robôs com caixas de papelão”.

    Já a estudante Michelle Faria, 15 anos, que é colega de classe de Sarah, disse entusiasmada: “Estou saindo daqui cheia de ideias para fazer um projeto com Arduino”. As duas participam de uma iniciativa no Instituto de Física de São Carlos, coordenado pelo educador Herbert Alexandre João. “Vamos ministrar um curso sobre plataformas computacionais para esses estudantes e optamos por começar com o Arduino Day para motivar os alunos”, explicou João.

    Também chamou a atenção dos 111 participantes do evento uma planta com um aparato tecnológico, exposta no saguão do auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano. Ao lado das folhas verdes e brancas brotava uma placa Arduino Mega munida de vários sensores capazes de medir a umidade da terra e do ar, a luminosidade do local e a temperatura do ambiente. As informações eram transmitidas ao computador e, por meio de um aplicativo, ao smartphone

    “Nosso foco são as hortas urbanas, queremos estimular as pessoas a terem plantas em casa”, explicou Fabiana Avellar, designer de usabilidade. Ela faz parte de um grupo composto por mais sete empreendedores que querem transformar o protótipo em um produto e comercializá-lo para quem deseja ter uma horta em casa, mas não sabe muito bem como fazer isso. Chamado Cultive, o projeto tem apenas 4 meses e, entre seus criadores, estão dois alunos do ICMC – Caio Flores e Augusto Lázaro, ambos cursam Sistemas de Informação – e um ex-aluno do Instituto – Pedro Euko, que cursou Ciências de Computação. 

    Protótipo: projeto Cultive foi criado há apenas 4 meses

    Não é mágica, mas bem que parece – Na palestra Invente com o Arduino, o professo Osório explicou que, tecnicamente, o Arduino é um dispositivo microcontrolado aberto, um processador, capaz de “sentir” o ambiente através de suas entradas por meio de sensores variados, processar esses dados via programas inteligentes e afetar o seu entorno controlando e “agindo” sobre o ambiente. Essa ação pode ser realizada por meio de motores e atuadores que possibilitam, por exemplo, ligar ou desligar luzes e componentes. Além disso, o Arduino é capaz de se comunicar com os computadores (Windows, Linux ou Mac). 

    “Estamos falando de uma interface hardware/software aberta, de baixo custo e muito simples de usar”, explicou Osório. Segundo o professor, a ferramenta se tornou muito popular em todo o mundo por ser fácil de se programar e de se conectar aos componentes e módulos externos. Ele mostrou diversos exemplos de aplicação do Arduino nos projetos do Laboratório de Robótica Móvel do ICMC, incluindo o emprego em robôs com pernas, patas e garras e no desenvolvimento do protótipo de teste dos controles de aceleração do Carro Autônomo CaRINA I e CaRINA II. 


    “Há também um aluno de graduação que usou o Arduino para desenvolver um sistema de monitoramento eletrônico do uso de medicamentos”, disse Osório. O sistema resultou em um pedido de patente, já que o sistema poderá ser útil para verificar, por exemplo, se um idoso abriu uma gaveta com medicamentos no horário estipulado para tomar a medicação e, de fato, tomou o remédio prescrito. 

    O professor mostrou, ainda, os diversos modelos de placas Arduino existentes e criticou o sistema alfandegário brasileiro e os impostos de importação. “Como podemos inovar se leva 90 dias para recebermos uma placa Arduino comprada no exterior?”, indagou. 

    O professor também listou vários livros e kits que ensinam a usar a ferramenta. “Acredito ter convencido vocês de que o Arduino é a uma chave para inovar, inventar, ensinar e aprender”, finalizou o professor. 

    Público se surpreendeu com a versatilidade do Arduino

    Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

    Mais informações
    Página do evento no ICMC: icmc.usp.br/e/0670f
    Palestra do professor Fernando Osório: icmc.usp.br/e/aa555
    Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
    E-mail: comunica@icmc.sup.br

    segunda-feira, 16 de março de 2015

    Arduino Day: evento no ICMC mostrará potencial da ferramenta para inovação e educação

    Iniciativa faz parte de um movimento global destinado a apresentar ideias e projetos que utilizam o Arduino


    Um evento mundial para comemorar o aniversário de uma ferramenta aberta e livre para o desenvolvimento de projetos de hardware e software. Este é o Arduino Day, que acontecerá em mais de 250 lugares em todo o mundo no próximo dia 28 de março, com o objetivo de compartilhar experiências e apresentar o potencial do Arduino para o desenvolvimento de projetos.

    No Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, o evento começará às 9h30, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, com a palestra Invente com o Arduino, que será ministrada pelo professor Fernando Osório, do ICMC. Às 10h30, haverá apresentações e demonstrações de invenções com a ferramenta. Para encerrar as atividades, às 11 horas, os participantes poderão trocar conhecimentos e experiências durante o momento de interação entre iniciantes, desenvolvedores e experts. 

    Gratuito, o evento é aberto a todos os interessados. Há 200 vagas disponíveis e, para se inscrever, basta acessar este link: www.icmc.usp.br/e/1c4b0. A iniciativa é apoiado pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAPSoL), sediado no ICMC, e pelo Centro de Robótica da USP em São Carlos.

    Evento acontecerá em mais de 250 lugares em todo o mundo simultaneamente
    Liberdade para criar – “Com este encontro, queremos motivar as pessoas que atuam nas áreas de ciências exatas e em outras áreas do conhecimento a inovar, inventar e implementar projetos baseados nessa incrível ferramenta que é o Arduino”, explica Osório. “Vamos demonstrar como é fácil desenvolver atividades com o Arduino, valorizando o potencial dessa ferramenta para a inovação e a educação”, completa o professor.

    Desenvolvido por uma equipe de pesquisadores na Itália, no Interaction Design Institute Ivrea, o Arduino é constituído basicamente por uma placa que permite a automação de projetos eletrônicos e robóticos por profissionais e amadores. A diferença é que, por ser disponibilizada em código aberto, qualquer pessoa pode programar essa placa como desejar por meio da alteração de seu código, sem a necessidade de solicitar permissão previamente. Isso possibilitou a pessoas de todo o mundo criarem seus próprios projetos empregando o Arduino.

    Segundo Osório, além de ser amplamente utilizado na área de eletrônica e no desenvolvimento de programas de computador, o Arduino também é famoso por ser usado por artistas e empregado no ensino de ciências e robótica, entre muitas outras áreas. Para ver alguns exemplos de projetos, assista ao vídeo de um dos criadores da ferramenta, Massimo Banzi, disponível em inglês: https://www.youtube.com/watch?v=UoBUXOOdLXY&t=517

    Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

    Mais informações
    Site do Arduino Day no ICMC: icmc.usp.br/e/0670f
    Site mundial do evento: https://day.arduino.cc/#/
    Seção de eventos do ICMC: (16) 3373.9622
    E-mail: eventos@icmc.usp.br