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quarta-feira, 19 de junho de 2019

OBR 2019: a história de um pai

A partir do projeto O mundo das invenções, Carlos treinou a equipe  de garagem que participou da Olimpíada Brasileira de Robótica e conquistou uma vaga na etapa estadual da competição

Sou o Carlos Renato, pai do José Renato e incentivador dos garotos da equipe O mundo das Invenções. Gostaria primeiramente de agradecer pela recepção, atenção e dedicação que todos vocês, organizadores da etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), tiveram com todos nós, pais e crianças. A experiência de ter participado de um evento como a OBR só me fez refletir sobre o valor e o fortalecimento que um evento como esse proporciona a toda sociedade, em especial às futuras gerações. 

Os garotos ficaram muito encantados com tudo o que vocês fizeram para com eles. A empolgação e brilho nos olhos estão contagiando todos. Estão muito felizes e esperançosos, ainda mais porque conseguiram passar para a etapa estadual. Nós, pais, estamos muito orgulhosos da capacidade e empenho deles. 

Gostaria também de apresentar um pouquinho da história da equipe O mundo das invenções. Diferente de muitas outras equipes, nós somos uma equipe de garagem, limitados em um espaço com área de pouco mais de 10 m², que nos dias de sol é quente pra chuchu e nos dias de chuva temos que desviar das goteiras. Mas nada disso impede que, todos os sábados, a gente se reúna para desenvolver alguma coisa que seja útil e divertido. Já fizemos muito, mais ainda falta um infinito para explorarmos e aprender cada vez mais. E isso é o que buscamos, o conhecimento. 

Nesse projeto além de aprender, se divertir, brincar e inventar, também buscamos valores um pouco esquecidos nessa sociedade, como a busca de novas amizades, companheirismo, reconhecimento no trabalho de outras pessoas, respeito, disciplina e o mais importante, ser pessoas felizes. 

Carlos Renato da Silva

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Venha torcer pelos robôs: regional da Olimpíada Brasileira de Robótica será na USP São Carlos dias 15 e 16

No próximo fim de semana, além de assistir à competição, você também poderá jogar futebol com robôs, experimentar games criados por estudantes da USP e conhecer iniciativas que buscam atrair mais meninas para a área de ciências exatas

Evento é gratuito, aberto a toda a comunidade e acontece das 8h30 às 18 horas no salão de eventos da USP, em São Carlos

“Em um ambiente hostil, muito perigoso para o ser humano, um robô completamente autônomo, desenvolvido por uma equipe de estudantes, recebe uma tarefa difícil: resgatar vítimas sem interferência humana”. É assim que começa o texto que explica como funciona a modalidade prática da Olimpíada Brasileira de Robótica e você poderá assistir aos robôs realizando essas ações de resgate, ao vivo e gratuitamente, no próximo final de semana, dias 15 e 16 de junho. É quando acontecerá a etapa regional da competição no salão de eventos da USP, em São Carlos, das 8h30 às 18 horas.

Os atletas-robôs entrarão em campo para superar terrenos irregulares, transpor caminhos desconhecidos, desviar de escombros e subir montanhas para conseguir salvar vítimas, nesse caso, bolinhas de isopor prateadas, que precisam ser transportadas para uma região segura nas arenas de madeira. Nesse caso, os atletas foram treinados por equipes de estudantes, compostas por dois a quatro integrantes. 

Em São Carlos, participarão da etapa regional cerca de 200 equipes divididas em dois níveis: o nível 1 é voltado aos alunos do 1º ao 8º ano do ensino fundamental e o nível 2 aos estudantes do 8º e 9º anos do ensino fundamental e a todos os alunos do ensino médio ou técnico. Basicamente, o que muda de um nível para outro é o grau de dificuldade a ser enfrentado pelos competidores. Além do desafio de resgatar vítimas, as equipes enfrentam desafios surpresas: tarefas especiais que são sorteadas na hora do evento para possibilitar aos participantes fazer adaptações na programação de seus robôs. 

Coordenada pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, a etapa regional da OBR em São Carlos selecionará as equipes que seguirão para disputar a fase estadual da competição, que ocorrerá dia 31 de agosto, no Centro Universitário FEI, em São Bernardo do Campo. E quem obtiver bons resultados na estadual vai competir na final nacional, que acontecerá na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, de 22 a 26 de outubro. 

Equipes de estudantes são responsáveis por montar e programar os robôs, o que leva ao aprendizado de diversas habilidades relacionadas à resolução de problemas e ao trabalho em equipe 

Atrações adicionais – Quem for ao salão de eventos da USP, em São Carlos, assistir à etapa regional da OBR também poderá jogar futebol com os robôs desenvolvidos por um dos maiores grupos de extensão e pesquisa da USP, o Warthog Robotics; experimentar alguns games criados pelo grupo de desenvolvimento de jogos Fellowship of the Game; e conhecer as iniciativas do Grupo de Alunas de Ciências Exatas (GRACE), que busca atrair mais meninas para a área de ciências exatas. 

Durante os dois dias de competição, esses grupos vão mostrar os projetos que desenvolvem e esclarecer as dúvidas do público. A entrada no evento é gratuita e não demanda inscrições prévias, basta comparecer ao local. Segundo a professora Roseli Romero, que coordena a etapa regional em São Carlos, ao assistir às competições, a comunidade pode compreender como a robótica favorece o desenvolvimento de uma série de habilidades nas crianças e jovens. A OBR também contribui para a popularização da robótica, mostrando a todos que se trata de uma área acessível e que basta dedicação e persistência para obter os aprendizados que possibilitam criar e controlar robôs. 

A etapa regional da OBR em São Carlos é patrocinada pelo Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria, pelo Instituto EPTV, pelas escolas Happy Code e Yadaa e pelas empresas Ca and Ma e Pete. Tem, ainda, o apoio do Centro de Robótica de São Carlos e da Escola de Engenharia de São Carlos. Já em âmbito nacional, a competição é coordenada pela professora Tatiana Pazelli, do departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). 



Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP 


Modalidade prática da Olimpíada Brasileira de Robótica (etapa regional) 
Quando: sábado e domingo, 15 e 16 de junho, das 8h30 às 18 horas 
Local: salão de eventos do campus da USP em São Carlos 
Endereço: rua dos Inconfidentes, 85 - Centro 
Mais informações: (16) 3373.9622 ou eventos@icmc.usp.br

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Oportunidade na USP São Carlos: cursos preparam professores para Olimpíada Brasileira de Robótica

Quatro cursos serão oferecidos aos sábados no ICMC nas áreas de programação e robótica; atividades começam dia 16 de março e se estendem até 27 de abril


Considerando experiências prévias, professores podem se inscrever até em dois cursos, desde que horários não sejam conflitantes
Os professores das escolas públicas e particulares da região de São Carlos poderão aprimorar os conhecimentos em computação e robótica nos cursos que serão oferecidos pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP. Em três cursos (Robótica I, II e III), o foco é o desenvolvimento de atividades práticas de montagem e programação de robôs. Haverá, ainda, uma opção (Computação I) para quem deseja aprender conceitos de programação, conhecer as linguagens utilizadas na área e as estruturas de construção de algoritmos. 

Todas as atividades serão realizadas aos sábados, na área I do campus da USP, em São Carlos, com início no dia 16 de março e término em 27 de abril. Quem não possui conhecimento prévio sobre programação de computadores e robôs pode se inscrever em dois cursos: Computação I, em que vai adquirir conhecimentos sobre a linguagem de programação C; e Robótica I, em que aprenderá a montar e programar robôs utilizando kits PETE. Aqueles que já têm experiência prévia podem escolher entre aprimorar as habilidades com foco nos kits robóticos Lego Mindstorms (Robótica II) ou aprofundar os conhecimentos com foco nos kits Arduino (Robótica III). Haverá kits PETE e Lego à disposição dos professores, mas quem se inscrever na opção Robótica III deverá trazer o próprio kit Arduino para a sala de aula do ICMC. 

O público-alvo das iniciativas são, prioritariamente, os professores de ensino fundamental e médio. Caso as 30 vagas oferecidas em cada curso não sejam totalmente preenchidas, poderão ser destinadas a outros interessados. A partir desta quarta-feira, 27 de fevereiro, as inscrições online estarão abertas a todos e poderão ser realizadas até 13 de março ou enquanto houver vagas. É possível se inscrever em mais de um curso, desde que os horários não sejam conflitantes. 

O custo da taxa de inscrição é de R$ 40 e cada curso poderá ter até três inscritos gratuitamente, desde que solicitem isenção na taxa. Para isso, basta efetuar a inscrição online e enviar, até terça-feira, 5 de março, um e-mail para ccex@icmc.usp.br, informando de qual curso deseja participar, com uma justificativa sobre o pedido de isenção. A solicitação será avaliada até quarta-feira, 6 de março, quando os inscritos receberão uma resposta por e-mail. 

A professora Roseli Romero, coordenadora das atividades, explica que o objetivo dos cursos é contribuir para que os professores sejam capazes de treinar os estudantes que participarão da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). Este ano, as escolas poderão se inscrever na OBR a partir de 18 de março. 

Vale lembrar que os professores da rede estadual de ensino poderão validar o certificado dos cursos (30 horas cada) junto à Diretoria Regional de Ensino de São Carlos. Ressalta-se, ainda, que nenhum desses quatro cursos é apropriado para crianças e adolescentes, esse público poderá participar de outra iniciativa preparatória para a OBR, que será realizada em maio e cujas informações serão divulgadas futuramente no site do ICMC. 

Confira, a seguir, como realizar sua inscrição passo a passo: 

1. Faça o cadastro no sistema Apolo da USP, por meio de um desses links: 
2. Envie o comprovante de pagamento da taxa de inscrição junto com um documento atestando vínculo com a instituição de ensino em que atua (por exemplo: holerite, declaração da escola, cadastro funcional) para o e-mail ccex@icmc.usp.br

3. Aguarde o recebimento de um e-mail com a confirmação da matrícula no curso.

Custo da taxa de inscrição é de R$ 40 e cada curso poderá ter até três inscritos gratuitamente, desde que solicitem isenção

Texto e fotos: Denise Casatti– Assessoria de Comunicação ICMC/USP 


Mais informações 
Saiba mais sobre a OBR: www.obr.org.br
Confira a percepção dos professores sobre o curso oferecido em 2017: icmc.usp.br/e/5520f 
Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC: (16) 3373.9146 
E-mail: ccex@icmc.usp.br

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Os robôs estão prontos para receber sua visita na USP São Carlos

Você pode assistir às competições da Olimpíada Brasileira de Robótica no próximo fim de semana e também está convidado para participar de um projeto para conhecer um grupo da USP que fabrica robôs

Dias 16 e 17 de junho, o público pode assistir às competições no salão de eventos da USP

Como funciona um robô? Quais conhecimentos você precisa desenvolver para trabalhar com robôs? Perguntas como essas atiçam a curiosidade de quem não conhece o universo dessas criações que, a cada dia, têm nos surpreendido pelo potencial para realizar tarefas até então restritas aos seres humanos. Mostrar para a população que a área da robótica não é nenhum bicho de sete cabeças é um dos principais objetivos de duas iniciativas gratuitas que acontecerão na USP em São Carlos. 

No próximo final de semana, dias 16 e 17 de junho, 202 equipes formadas por crianças e jovens de escolas de São Carlos e região vão enfrentar uma série de desafios junto com seus robôs: é quando acontecerá a 5ª Regional da Modalidade Prática da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). O público pode comparecer ao evento para assistir às competições, que serão realizadas no Salão de Eventos da USP, em São Carlos, das 8 às 14h30. A entrada no evento é gratuita e não demanda inscrições prévias, basta comparecer ao local e assistir aos robôs das equipes, que são programados para realizar um percurso em uma plataforma de madeira, onde enfrentam alguns desafios como subir uma rampa e capturar uma bola. 

Quem coordena a etapa regional em São Carlos é a professora Roseli Romero, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Segundo ela, ao assistir às competições, a comunidade pode compreender quanto a robótica favorece o desenvolvimento de uma série de habilidades nas crianças e jovens que têm a oportunidade de montar e programar um robô. 

Equipes e seus robôs enfrentam desafios nas arenas da OBR

Conexão com as escolas – Outro evento gratuito que acontece na USP, em São Carlos, no próximo dia 21 de junho, quinta-feira, é o Conexão Warthog. A iniciativa é destinada a todas as escolas da região que desejam conhecer como funciona um dos maiores grupos de extensão e pesquisa da USP: o Warthog Robotics

O grupo desenvolve robôs autônomos para participar de competições de futebol e de combates, nas quais já conquistou diversas premiações no Brasil e no exterior. Ligado a duas unidades de ensino e pesquisa da USP – o ICMC e a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e também ao Centro de Robótica da USP – reúne alunos de graduação e pós-graduação de todo o campus. 

Durante o Conexão Warthog, os estudantes assistirão as apresentações dos robôs desenvolvidos pelo grupo, conhecerão o laboratório do grupo e os projetos desenvolvidos. Cada sessão da visita dura cerca de 1h30. Para participar da visita, basta o responsável pela escola ou um professor preencher, até dia 18 de junho, o formulário online disponível neste link: icmc.usp.br/e/44a60. A visita pode ser agendada das 14 às 15h30 ou das 15h30 às 17h30. É aconselhável que o número de alunos não seja superior a 25 por visita, mas caso aconteça da escola trazer um número maior de estudantes, é possível dividi-los em duas turmas: enquanto uma conhece o laboratório, outra visita o campus da Universidade. 

Ao abrir as portas do laboratório para a comunidade, a intenção do grupo é aproximar a Universidade e a robótica das crianças e dos adolescentes. “Nas visitas, nós pretendemos relacionar o conteúdo pedagógico da escola com o conhecimento da academia. Vários dos princípios básicos da física e da matemática que nós usamos nos robôs são ensinados no ensino médio, por exemplo”, explica o doutorando Adam Moreira, do ICMC, que é diretor de pesquisa do Warthog. A partir do segundo semestre deste ano, o grupo promoverá visitas uma vez por mês. O calendário com as próximas datas será divulgado no início de agosto.

Futebol de robôs será uma das atrações do evento Conexão Warthog

Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP 


Modalidade prática da Olimpíada Brasileira de Robótica (etapa regional) 
Quando: sábado e domingo, 16 e 17 de junho, das 8 às 14h30 
Local: Salão de Eventos do campus da USP em São Carlos 
Endereço: rua dos Inconfidentes, 80 - Centro 
Evento gratuito e aberto à participação de todos os interessados 

Conexão Warthog 
Quando: quinta-feira, 21 de junho, das 14 às 15h30 ou das 15h30 às 17h30 
Local: Prédio da Engenharia de Computação, na área II do campus da USP, em São Carlos 
Endereço: avenida João Dagnone, nº 1100 - Jardim Santa Angelina 
Evento gratuito e aberto à participação de todas as escolas interessadas mediante inscrição prévia: icmc.usp.br/e/44a60 

Contato com a imprensa 
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666 
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Curso oferecido pela USP São Carlos prepara estudantes para a Olimpíada Brasileira de Robótica

Iniciativa é oferecida pelo ICMC: aulas acontecerão aos sábados, das 9 às 12 horas

Objetivo do curso é fornecer conceitos básicos sobre a montagem de diversos robôs e
apresentar alguns princípios de programação aos alunos de escolas públicas e particulares

Estão abertas as inscrições para o curso Preparação para a Olimpíada Brasileira de Robótica (modalidade prática). Oferecido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, o curso será realizado de 6 a 27 de maio, aos sábados, das 9 às 12 horas. 

O curso é destinado a alunos do ensino fundamental II (do 5º ao 9º ano) e do ensino médio (do 1º ao 3º ano) de escolas públicas e particulares, que tenham interesse em participar das competições da modalidade prática da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). O objetivo é preparar as equipes participantes a fim de que se tornem mais competitivas, fornecendo conceitos básicos sobre montagem de diversos tipos de robôs comumente usados nas competições da OBR. Também serão apresentados princípios de programação e realizados vários exercícios práticos com os robôs. 

Há 100 vagas disponíveis e as inscrições devem ser realizadas, até o dia 28 de abril ou enquanto houver vagas, no formulário eletrônico disponível neste link: icmc.usp.br/e/a6187. A taxa de inscrição é de R$ 15,00 e deve ser paga, via boleto que será gerado pelo sistema de inscrição, até dia 3 de maio. Para efetivar a inscrição, o participante deve enviar o comprovante de pagamento bem como o atestado de matrícula da escola que frequenta para o e-mail ccex@icmc.usp.br.

Caso o estudante possua o kit de robótica utilizado nas competições, é desejável que traga para o curso, pois existe um número limitado de kits para empréstimo. Coordenado pela professora Roseli Romero, do ICMC, o curso será ministrado pelo doutorando Murillo Batista e contará com a colaboração dos seguintes monitores: Guilherme Moreira, Hikaro de Oliveira e Maria Luiza Telles, alunos de graduação do ICMC; e de Adam Moreira, doutorando do Instituto. A iniciativa conta com o apoio do Centro de Robótica de São Carlos (CRob).

Vale lembrar que a inscrição no curso não garante a inscrição na Olimpíada Brasileira de Robótica. Para participar da Olimpíada, é preciso se inscrever no site da competição até dia 20 de maio: www.obr.org.br.

As inscrições para a Olimpíada Brasileira de Robótica estão abertas até dia 20 de maio

Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP


Preparação para a Olimpíada Brasileira de Robótica (modalidade prática)
Inscrições: até 18 de abril ou enquanto houver vagas via formulário eletrônico icmc.usp.br/e/a6187
Aulas: de 6 a 27 de maio, aos sábados, das 9 às 12 horas.
Onde: ICMC - avenida Trabalhador são-carlense, 400, área I do campus da USP, no centro de São Carlos
Telefone: (16) 3373.9146
E-mail: ccex@icmc.usp.br

terça-feira, 7 de junho de 2016

Venha torcer pelos robôs: regional da Olimpíada Brasileira de Robótica acontece em São Carlos dias 11 e 12 de junho

Evento é gratuito, aberto à participação de toda a comunidade e acontece das 8h30 às 18h30 no ginásio de esportes do campus da USP

Nas diversas arenas de madeira, os robôs precisam superar desafios para garantir uma medalha à equipe

Se você é fã de alguma modalidade esportiva, provavelmente está se planejando para assistir ao vivo ou pela televisão às Olimpíadas Rio 2016. Mas no próximo final de semana, dias 11 e 12 de junho, terá uma oportunidade única: acompanhar disputas entre atletas que não são de carne e osso. É quando acontecerá a etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) no ginásio de esportes do campus da USP: 184 equipes de escolas públicas e particulares da região participarão da iniciativa.

Quem não vai competir também poderá assistir ao evento, que será realizado durante os dois dias a partir das 8h30 e prossegue até por volta das 18h30. A entrada é gratuita e a estimativa é de que o público presente ultrapasse, no total, mil pessoas, somando-se competidores, técnicos, voluntários, pais e visitantes. “É a terceira vez que a cidade sedia a etapa regional do evento, realizado anualmente”, explica a coordenadora da iniciativa em São Carlos, professora Roseli Romero, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP. 

As equipes competidoras são compostas por, no máximo, quatro estudantes cada e estão divididas em dois níveis: o nível 1 é voltado aos alunos do ensino fundamental e o nível 2 aos do ensino médio e técnico. Basicamente, o que muda de um nível para outro é o grau de dificuldade a ser enfrentado pelos competidores. No nível 1, há uma simulação de resgate e o robô competidor precisa encontrar uma vítima, superando várias adversidades. Já no nível 2, além de encontrar a vítima durante a simulação, o robô deve resgatá-la, passando também por diversos obstáculos e cruzamentos. Cada nível conta com três rodadas de disputa nas categorias fácil, médio e difícil. Em São Carlos, no sábado, dia 11 de junho, 43 equipes disputarão a competição no nível 1 e 46 equipes no nível 2. Já no domingo, dia 12 de junho, serão 54 equipes competindo no nível 1 e 41 no nível 2 (confira a lista completa dos competidores).

Em todo o Estado de São Paulo, acontecerão nove etapas regionais da OBR, das quais participarão 640 equipes. Os melhores classificados nessas regionais irão disputar a etapa estadual no dia 13 de agosto, nas dependências do Centro Universitário da FEI, em São Bernardo do Campo. E quem obtiver bons resultados na etapa estadual vai competir na final nacional, que será realizada de 8 a 12 de outubro em Recife.

Robôs devem ser programados para enfrentarem sozinhos vários obstáculos e desafios

Robótica em expansão – “Um dos nossos objetivos é divulgar a robótica para as escolas do ensino fundamental, médio e técnico, por meio de minicursos, exposições, feiras, competições, visando atrair estudantes para as áreas de ciências exatas e estimular a inovação tecnológica”, destaca a professora Roseli, que também coordena o Centro de Robótica de São Carlos (CROB). No ano passado, houve um recorde de participação na região: 200 equipes de escolas públicas e particulares disputaram a modalidade prática. Em 2014, quando a cidade sediou pela primeira vez a etapa regional da OBR, houve 99 equipes inscritas.

Para motivar e preparar os alunos e as escolas interessadas em participar da modalidade prática da competição, foi organizado um curso preparatório no ICMC, no qual se inscreveram mais de 100 participantes. A etapa regional da OBR em São Carlos tem o apoio do ICMC, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da prefeitura municipal de São Carlos, do CROB, do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), da escola Yadaa e das empresas PETE e Ca and Ma.

Equipes podem testar os robôs nas arenas de treinamento antes de cada rodada da competição

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP


Modalidade prática da Olimpíada Brasileira de Robótica – etapa regional
Quando: sábado e domingo, 11 e 12 de junho, das 8h30 às 18h30.
Onde: ginásio de esportes do campus da USP em São Carlos, acesso pela rua dos Inconfidentes, 85 (acesse o mapa).
Para quem: evento gratuito e aberto à participação de todos os interessados.
Mais informações: (16) 3373.9622 ou eventos@icmc.usp.br

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Olimpíada Brasileira de Robótica: inscrições na modalidade prática podem ser realizadas até 11 de maio

Competição é composta por etapas regionais, estaduais e termina com a final nacional, que acontecerá em Recife

Estudantes do ensino fundamental, médio e técnico podem se inscrever gratuitamente

Estimular os estudantes do ensino fundamental, médio e técnico a trabalharem em equipe para construir robôs e programá-los. Esse é o principal objetivo da modalidade prática da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), que está com inscrições abertas até o dia 11 de maio.

Cada equipe que participa da competição pode ser composta por, no mínimo, dois competidores e, no máximo, quatro. Os robôs desenvolvidos devem ter a capacidade de enfrentar sozinhos vários obstáculos e desafios em uma pista de competição feita de madeira. Há dois níveis de disputa: o nível 1 é voltado aos alunos do ensino fundamental e o nível 2 aos do ensino médio e técnico. Basicamente, o que muda de um nível para outro é o grau de dificuldade a ser enfrentado pelos competidores. No nível 1, há uma simulação de resgate e o robô precisa encontrar uma vítima (representada por uma bola), superando várias adversidades. Já no nível 2, além de encontrar a vítima durante a simulação, o robô deve resgatá-la, passando também por alguns obstáculos.

Robôs enfrentam desafios em arenas

“O que motiva os alunos é o fato deles perceberem, por meio da robótica, que são capazes de criar algo novo, feito por eles e que funciona”, afirma Roseli Romero, que é professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP e coordenadora do Centro de Robótica de São Carlos (CROB). Ela coordenará a regional da OBR de São Carlos, que acontecerá no ginásio de esportes do campus da USP, nos dias 11 e 12 de junho. As equipes que obtiverem a melhor classificação nas regionais seguem para disputar a etapa estadual. E quem obtiver bons resultados na etapa estadual vai competir na final nacional, que será realizada de 9 a 12 de outubro em Recife.

Roseli destaca a importância da USP sediar mais uma etapa regional do evento: “Um dos nossos objetivos é divulgar a robótica para as escolas do ensino fundamental, médio e técnico, por meio de minicursos, exposições, feiras, competições, visando atrair estudantes para as áreas de ciências exatas e estimular a inovação tecnológica”. No ano passado, houve um recorde de participação na região de São Carlos: 200 equipes de escolas públicas e particulares disputaram a modalidade prática. Em 2014, quando a cidade sediou pela primeira vez a etapa regional da OBR, houve 99 equipes inscritas. 

A participação dos alunos na OBR é voluntária, gratuita, e não há obrigatoriedade de número mínimo ou máximo de participantes por escola. Para se inscrever, o professor ou técnico das equipes deve cadastrar os participantes no sistema Olimpo. Além da modalidade prática, a OBR possui também a modalidade teórica, em que as inscrições podem ser realizadas até 6 de junho.

Para motivar e preparar os alunos e as escolas interessadas em participar da modalidade prática da OBR, foi organizado um curso preparatório no ICMC, no qual se inscreveram mais de 100 participantes. A iniciativa contou com o apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI). 

No ano passado, 200 equipes da região de São Carlos participaram da competição

Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quarta-feira, 30 de março de 2016

ICMC oferece curso preparatório para a Olimpíada Brasileira de Robótica

--- VAGAS ESGOTADAS ---


Estão abertas até o dia 7 de abril, ou enquanto houver vagas, as inscrições para o curso Preparação para a Olimpíada Brasileira de Robótica - Modalidade Prática, a ser oferecido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Com carga horária de 12 horas, o curso de extensão será realizado de 9 e 30 de abril, aos sábados, das 9 às 12 horas, nas salas 4-003 e 4-005 do ICMC. 

O curso é destinado a alunos de qualquer escola pública ou privada, do ensino fundamental, médio ou técnico, que tenham interesse em participar da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). O objetivo é preparar as equipes participantes para que se tornem mais competitivas, fornecendo os conceitos básicos de programação necessários e informando sobre os desafios da competição.

São 100 vagas e as inscrições devem ser realizadas pelo sistema Apolo, através do link www.icmc.usp.br/e/7f58c. Há uma taxa no valor de R$ 10,00 que deve ser paga via boleto gerado pelo sistema. Após o pagamento, o participante deve enviar o comprovante para o e-mail ccex@icmc.usp.br para efetivar a inscrição.

Coordenado pela professora Roseli Romero, do ICMC, o curso conta com a colaboração dos professores Fernando Osório, Guilherme Moreira, Rafael Aroca e Tatiana Pazelli, além do apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI) e do Centro de Robótica de São Carlos (CRob).

Segue abaixo o programa completo e a bibliografia do curso:
1. Montagem dos robôs Serão dadas informações sobre montagem de diversos tipos de robôs, comumente usados nas competições da OBR. Os principais modelos são: os robôs da Lego Mindstorm, os robôs da PETE e os modelos baseados no kit Arduino. 
2. Programação dos robôs Serão apresentados os comandos principais existentes para os diferentes tipos de robôs: robôs da Lego Mindstorm, robôs da PETE e também para os robôs baseados em Arduino. Os principais comandos envolvem estruturas de seleção, repetição com contagem e noções de loop. 
3. Aplicação Prática Serão aplicados vários exercícios de programação de robôs, tais como: - programação de um robô para seguir uma linha preta - programação de um robô para desviar de um obstáculo - programação de um robô para seguir uma curva - programação de um robô para subir uma rampa 
4. Referências biobliográficas - Manual da OBR – Modalidade prática (www.obr.org.br- Revista da OBR (www.obr.org.br- Manual da Lego MindStorm - Manual da PETE - ASCENCIO, A. F. G.; CAMPOS, E. A. V. Fundamentos da Programação de Computadores – Algoritmos, Pascal e C/C++, Prentice Hall, 2002

Mais informações:
Link para inscrições (até 7 de abril ou enquanto houver vagas): www.icmc.usp.br/e/7f58c
Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC
Telefone: (16) 3373-9146

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Olimpíada Brasileira de Robótica registra recorde de participação em São Carlos

12 equipes consagraram-se campeãs no último final de semana durante a modalidade prática da Olimpíada, que aconteceu no ginásio de esportes da USP

Em todo o Brasil, 2,5 mil equipes se inscreveram na modalidade prática da OBR

“O que eu acho mais legal da robótica é a forma de aprender, não com alguém ensinando, mas com você descobrindo. É o que mais diverte”, explicou, entusiasmado, o estudante Luís Vinícius Paudissera, 16 anos, exibindo a medalha de ouro que recebeu durante a etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) em São Carlos. Luís e mais três colegas são do Sesi Rio Preto Robotic Team, de São José do Rio Preto, uma das 200 equipes que se inscreveram para participar da competição que aconteceu no último final de semana, dias 13 e 14 de junho, no ginásio de esportes da USP, em São Carlos.

“Nós nos esforçamos para que todas as equipes possam competir em nível de igualdade”, declarou a coordenadora da etapa regional da OBR, Roseli Romero, durante a abertura do evento. Professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, Roseli destacou que, este ano, a competição registrou um verdadeiro recorde de participação: o número de inscritos dobrou em relação ao ano passado, quando 99 equipes da região participaram da modalidade prática. 

Roseli durante a abertura do evento, no ginásio de esportes da USP em São Carlos

A participação das escolas estaduais da região também aumentou: no ano passado, foram 6 equipes, da quais uma chegou à final nacional; este ano, 23 times competiram. “Nossa meta é dobrar o número de equipes no próximo ano”, disse a dirigente regional de ensino, Débora Blanco. Segundo ela, por meio de projetos atrelados ao currículo dos alunos, foi possível obter recursos da secretaria de Educação do Estado de São Paulo e adquirir os kits de robótica para as escolas. “Precisamos despertar o interesse dos nossos alunos para a ciência. Com a robótica, eles desenvolvem habilidade e competências que perpassam todas as disciplinas”, concluiu.

Este ano, em todo o Brasil, 2,5 mil equipes se inscreveram na modalidade prática da OBR. “Cerca de 20% desse total, 547 equipes, são do Estado de São Paulo”, explicou Flavio Tonidandel, representante estadual da competição e professor do Centro Universitário da FEI, em São Bernardo do Campo, onde acontecerá a etapa estadual da OBR no dia 8 de agosto. Participarão dessa etapa as equipes que melhor se classificarem em todas as regionais. Em São Carlos, 12 times conquistaram medalhas (ouro, prata e bronze) nos dois níveis que compõem a OBR: o nível 1, voltado aos alunos do ensino fundamental, e o nível 2; destinado a quem está no ensino médio e técnico (confira o nome dos vencedores no final da reportagem).

Educando o robô – “Se a gente não for educado com o robô, ele não faz o que a gente pede”, explicou a estudante Nicoli Costa, de 10 anos. No aplicativo que ela e seu time usou para ensinar o robô, antes de dar qualquer ordem, era preciso sempre começar com a palavra “Por favor” e terminar com “Obrigado”. Nicoli estuda na escola municipal Governador Mário Covas, em Tupã, a cerca de 340 quilômetros de São Carlos. Ela veio participar da competição junto com mais seis equipes de Tupã. Chegou na tarde do dia 12, dormiu em um hotel e estava animada para participar da OBR depois da longa jornada que incluiu a montagem do robô e a programação. 

Nicoli (à esquerda) com sua equipe: de Tupã para São Carlos

Nas pistas de competição, que são plataformas de madeira, simula-se o resgate de uma vítima e os robôs precisam ter sido programados para enfrentar os desafios sozinhos. No ano passado, a vítima era representada por uma lata. Este ano, passou a ser uma bola prata. No nível 1, basta o robô encontrar a vítima. Já no nível 2, além de encontrá-la, deve pegá-la e jogá-la dentro de um triângulo de madeira. Nesse nível, o robô pode resgatar mais do que uma vítima. 

Na opinião do professor Marcelo Prado, da escola estadual professora Alice Madeira João Francisco, de São Carlos, que trouxe duas equipes para participar da competição, foi essencial fazer o curso preparatório oferecido no ICMC. “É a segunda vez que participamos. Este ano foi bem melhor, porque tivemos cinco aulas preparatórias junto com os oito alunos. Eles gostaram muito de conhecer o ambiente da Universidade”, contou Prado. “Conseguimos tirar dúvidas com os professores que estavam dando as aulas, especialmente em relação à forma como devíamos lidar com os sensores e calibrá-los”, completou. “Eu era apenas um tutor, colocava os desafios e os alunos iam buscar as respostas sozinhos. Temos muitos desafios ainda a enfrentar, mas vale a pena participar”, concluiu o professor.

Marcelo (em pé, o quarto da esquerda para a direita) destacou importância de participar do curso preparatório
Enquanto a competição rolava no térreo do ginásio de esportes da USP, no primeiro andar, acontecia a última aula do curso extensão O uso das tecnologias na aprendizagem: Excel, Word, PowerPoint e Robótica. Coordenado pelas professoras do ICMC Esther Prado e Miriam Utsumi, o curso contou com a participação de nove professores de escolas da região e oito estudantes do ensino básico. Usando cinco kits de robótica, eles também montaram seus robôs e construíram uma pista para testes. “A robótica encanta porque há muitos desafios para serem enfrentados. Por isso, optamos por encerrar o curso aqui na OBR”, finalizou Esther.

O evento contou com o apoio do ICMC, do Centro de Robótica de São Carlos, da Escola de Engenharia de São Carlos, da prefeitura do campus da USP em São Carlos, da UFSCar e da Comissão Especial de Robótica (CER) da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Entre os docentes envolvidos com a realização da OBR também estão o professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSCar, Rafael Aroca, que é vice-coordenador geral da OBR; o professor do Departamento de Engenharia Elétrica da EESC e coordenador do CROB, Marco Henrique Terra; o coordenador do CER, Fernando Osório; a professora do Departamento de Engenharia Elétrica da UFSCar, Tatiana Pazelli; e a professora do Colégio Técnico de Campinas (COTUCA) da UNICAMP, Cintia Aihara.



Confira os vencedores

Sábado, 13 de junho -  Nível 1 (ensino fundamental)
Medalha de ouro: equipe Sigma 1, de São Carlos.
Medalha de prata: equipe Sigma 2, de São Carlos.
Medalha de bronze: equipe O.G.E.L. Valinhos, de Valinhos.

Sábado, 13 de junho - Nível 2 (ensino médio e técnico)
Medalha de ouro: equipe Sesi Rio Preto Robotic Team, de São José do Rio Preto.
Medalha de prata: equipe Sesi Jabuka Force, de Jaboticabal.
Medalha de bronze: equipe Sesi T-Rex, de Monte Alto.

Domingo, 14 de junho - Nível 1 (ensino fundamental)
Medalha de ouro: equipe Rio Branco 1, de Campinas.
Medalha de prata: equipe Sabin 2, de Ribeirão Preto.
Medalha de bronze: equipe Robótica Ourinhos Roboteam, de Ourinhos.

Domingo, 14 de junho - Nível 2 (ensino médio e técnico)
Medalha de ouro: equipe Xablebous Team, de São Carlos.
Medalha de prata: equipe IFSP, de São Carlos.
Medalha de bronze: equipe Átons, de Araras.

Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

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Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Descobrindo a robótica na pré-escola: crianças da creche da USP em São Carlos aprendem a montar e controlar robôs

Os princípios básicos da robótica e da programação já não são um mistério para 28 crianças que têm entre 4 e 6 anos e participam de um projeto piloto criado por uma professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação

Ação, diversão e aprendizado andam juntos nas aulas de robótica

Ele tem apenas quatro anos e está eufórico. Ao ver o professor na porta da sala com um robô e suas demais ferramentas de trabalho, não resiste: vai logo explorando aquela máquina com as mãos ansiosas. “Leandro, onde está o cérebro do robô?”. O garoto aponta certeiro para a central de comando do objeto. “E as pernas dele, onde estão?” De novo, o menino movimenta rapidamente as mãos em direção as rodas que fazem o robô andar.

É segunda-feira, quase 15 horas, e as nove crianças que compõem a Turma do Vulcão, todas com quatro ou cinco anos, voltam do lanche afoitas para aprender mais sobre robôs. Não estamos em uma escola primária inglesa, onde desde o ano passado as crianças a partir de cinco anos passaram a ter aulas de programação. Estamos na creche da USP em São Carlos, a cerca de 230 quilômetros da capital do Estado de São Paulo. É aqui que, desde março, o projeto idealizado pela professora Roseli Romero, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, ganha vida.

“Prender a atenção deles é o meu maior desafio”, revela o estudante Isaak Machado, que abraçou a ideia do projeto criado por Roseli e ministra aulas de robótica para duas turmas da creche nas segundas à tarde. Isaak sempre gostou de ensinar e, ainda no ensino médio, ministrava aulas de reforço para seus colegas. Ele também já participou, como voluntário, de uma iniciativa para ensinar pré-adolescentes de baixa renda, mas nunca havia trabalhado com crianças na educação infantil. “Aqui, eu preciso de ação, não posso ficar na teoria”, diz o estudante, que cursa Engenharia Mecatrônica na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). 

Aliás, ação é a palavra que melhor sintetiza o que acontece nessa aula de robótica. Agitadas para tocar e mexer no robô que elas mesmas montaram ao longo do projeto, as crianças não ficam quietas um minuto sequer. Com a ajuda das professoras da creche, Isaak vai aos poucos conseguindo explicar alguns conceitos importantes: “Vamos fazer nosso robô andar seguindo uma faixa?”. Ele logo angaria um grupo de voluntários que ajudam a fixar a fita adesiva no chão. “E agora, como vamos ensinar esse robô a andar na faixa? O que eu usei para falar com o robô na outra aula?”, pergunta o professor. “Um computadorzinho!”, responde imediatamente Leandro Pascual. Então, Isaak liga o laptop e entra em uma plataforma de programação chamada LEGAL.

De novo, o professor lança outra pergunta para seus alunos: “Qual palavra usamos para começar a ensinar o robô?”. As crianças respondem em coro: “Por favor”. E lá vai Isaak escrevendo “Por favor” no computadorzinho. “Mas eu preciso falar para o robô seguir a faixa por quanto tempo? Vamos contar quantos passos ele precisa dar?”. Magicamente, os pequenos atendem ao pedido e fazem um trenzinho, andando sobre a faixa que está no chão. Os números surgem naturalmente para contar os movimentos dos pés: 1, 2, 3... 16. Alguns contam um pouco mais, mas a maioria termina no 16. Isaak explica às crianças que o robô não sabe o que são passos, mas que ele entende o que são segundos e que vai dizer para o robô andar durante 16 segundos. Antes de finalizar, o professor pergunta: “O que a gente fala para o robô, no final, para ele obedecer a gente?”. Outra vez, ouvimos o coro das crianças: “Obrigado”. 

A disputa agora é para ver quem aperta o botão “Ensinar” na plataforma LEGAL. A cada aula, é vez de uma criança. Felizes, os pequenos acompanham atentos os passos do robô sobre aquela linha branca. Tal como eles, o robô parece feliz em sua trajetória pelo jardim da infância. 

Leandro (ao centro) e seus amigos explorando o robô que montaram

Múltiplos aprendizados – “É a primeira vez que temos a oportunidade de trazer essa tecnologia existente na USP para os nossos alunos”, conta a coordenadora da creche, Beatriz Boriollo. Três turmas de crianças entre 4 e 6 anos participam da iniciativa, totalizando 28 alunos que têm uma aula de robótica por semana. Isaak é o professor em duas turmas e o estudante Guilherme Moreira, também da EESC, ministra aulas para o outro grupo.

“As crianças não estão apenas entrando em contato com um equipamento sofisticado, estão investigando como um robô funciona, explorando as possibilidades de montagem. É um processo investigativo em que diversos conceitos são trabalhados como a coordenação motora fina, a importância da concentração, o trabalho em equipe e questões matemáticas como ordens de grandeza, formatos e encaixes”, explica Beatriz. A brincadeira de montar o robô foi tão fascinante para as crianças que algumas passaram a procurar pela caixa de ferramentas quando estavam em casa.

Porém, as descobertas realizadas nesse trabalho não se restringem ao universo infantil. Quando os quatro kits de robótica chegaram à creche, também surpreenderam as professoras. “O maior aprendizado foi durante a montagem dos robôs, muitas delas não conheciam as ferramentas”, diz Fabrícia Bedinotto, que é coordenadora de módulo de 4 a 6 anos na creche. 

“Precisamos realizar várias adaptações no projeto, pois nunca havíamos trabalhado com crianças nessa faixa etária. Desenvolvemos uma nova forma de passar o conhecimento para elas e investimos mais tempo na montagem dos robôs do que havíamos planejado inicialmente, porque elas adoraram fazer isso”, explica Isaak. Comparar as partes de um robô com o corpo humano é uma das técnicas empregadas por ele, além de dar mais foco na ação do que na teoria. 

“O mais interessante é que as crianças deixam de enxergar o robô como uma máquina misteriosa. Elas entendem que, para que o robô deixe de ser apenas um monte de peças e passe a interagir com o meio ambiente, é preciso colocar sensores e programá-lo”, conta Roseli, que é vice-coordenadora do Centro de Robótica de São Carlos (CROB) e pretende dar prosseguimento ao projeto que começou a ser realizado em março na creche.

O projeto realizado na creche faz parte do Programa Aprender com Cultura e Extensão da USP e recebeu o apoio da empresa Pete, que forneceu os kits de robótica, além de recursos da FAPESP e do CNPq. “Esse tipo de iniciativa é um estímulo fantástico para as crianças. Essa geração assimila muito rápido as questões tecnológicas, já nasceram com o dedo pronto para as telas sensíveis ao toque. Por isso, é muito bom que eles sejam apresentados a conhecimentos mais avançados porque, lá na frente, tudo isso já será muito natural para eles”, aprova o físico Rogério Pascual, que é pai de Leandro Pascual e funcionário do ICMC.

Isaak (ao fundo) aperta o comando do "computadorzinho"

Se você gosta de robôs, não perca a oportunidade de assistir gratuitamente às provas práticas da Olimpíada Brasileira de Robótica. A etapa regional da competição contará com a participação de mais de 200 equipes e acontecerá no próximo sábado e domingo, dias 13 e 14 de junho, no ginásio de esportes da USP em São Carlos. Saiba mais!

Texto e fotos: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC

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E-mail: comunica@icmc.usp.br

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Campus da USP em São Carlos sedia etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica

Evento ocorre neste final de semana, é gratuito e aberto à participação de toda a comunidade, que poderá conhecer e experimentar kits de robótica

No ano passado, 99 equipes participaram do evento; este ano, serão 200
No próximo final de semana, dias 13 e 14 de junho, os robôs invadirão novamente São Carlos: 200 equipes de escolas públicas e particulares da região vão disputar a modalidade prática da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) no ginásio de esportes do campus da USP.

“O aumento no número de equipes inscritas foi tão expressivo que precisamos dividir o evento em dois dias”, afirmou a coordenadora local do evento, professora Roseli Romero, do Instituto de Ciências Matemática e de Computação (ICMC) da USP. No ano passado, a cidade sediou pela primeira vez a etapa regional da competição, que contou com a participação de 99 equipes.

Há quatro competidores em cada equipe e dois níveis de disputa: o nível 1 é voltado aos alunos do ensino fundamental e o nível 2 aos do ensino médio e técnico. Haverá 50 equipes competindo em cada nível nos dois dias do evento. Basicamente, o que muda de um nível para outro é o grau de dificuldade a ser enfrentado pelos competidores. No nível 1, há uma simulação de resgate e o robô competidor precisa encontrar uma vítima, superando várias adversidades. Já no nível 2, além de encontrar a vítima durante a simulação, o robô deve resgatá-la, passando também por diversos obstáculos. Cada nível conta com três rodadas de disputa nas categorias fácil, médio e difícil. Os melhores classificados dessa regional irão disputar a etapa estadual no dia 8 de agosto, nas dependências do Centro Universitário da FEI.

Além dos competidores, espera-se a participação de técnicos, voluntários, pais, curiosos, visitantes e imprensa. Estima-se em torno de 1,3 mil pessoas no evento. O público que não irá participar das provas está convidado para assistir às competições nos dois dias, que acontecem a partir das 8h30 e prosseguem até por volta das 18h30. O evento é gratuito e haverá empresas disponibilizando kits de robóticas para que o público possa conferir como montar e programar um robô.


Motivação – Segundo a professora Roseli, que é vice-coordenadora do Centro de Robótica de São Carlos (CROB), é difícil precisar o que causou a intensificação da procurar por esta edição: “Um fator importante e que motiva o aluno é o fato dele perceber, por meio da robótica, que pode exercer o poder de criação que possui e ver que é capaz de propor algo novo, feito por ele e que funciona”, afirmou. 

Para motivar e preparar os alunos e as escolas interessadas, foi organizado um curso de extensão no ICMC que contou com a presença de 120 inscritos majoritariamente da região de São Carlos e das cidades de Bauru, Rio Claro, Descalvado e Araraquara, realizado durante os meses de abril e maio.

Roseli destacou a importância da USP em realizar mais uma etapa regional do evento: “Um dos objetivos do CROB é divulgar a robótica para as escolas do ensino fundamental e médio, por meio de minicursos, exposições, feiras, competições, visando atrair estudantes para as áreas de ciências exatas e estimular a inovação tecnológica”.

De acordo com o vice-coordenador geral da OBR, Rafael Aroca, a realização da etapa regional da OBR em São Carlos em 2014 foi muito positiva. “Recebemos vários comentários de professores da cidade e da região dizendo que a participação na OBR fez reduzir o número das faltas dos alunos. Também tivemos notícia, ainda, de que a missão do evento foi atingida, pois vários alunos se empolgaram com o assunto e disseram que não imaginavam que poderiam criar um robô como aquele feito para a competição”, destacou Aroca, que é professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSCar.

O evento tem o apoio do CROB, do ICMC, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da prefeitura do campus da USP em São Carlos, da UFSCar e da Comissão Especial de Robótica (CER) da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Entre os docentes envolvidos com a realização da OBR estão o professor do Departamento de Engenharia Elétrica da EESC e coordenador do CROB, Marco Henrique Terra; o coordenador do CER, Fernando Osório; a professora do Departamento de Engenharia Elétrica da UFSCar, Tatiana Pazelli; a professora do Colégio Técnico de Campinas (COTUCA) da UNICAMP, Cintia Aihara; e o professor da FEI e coordenador da regional da OBR de Santo André, Flávio Tonidandel.




Modalidade prática da Olimpíada Brasileira de Robótica – etapa regional
Quando: sábado e domingo, 13 e 14 de junho, das 8h30 às 18h30
Local: ginásio de esportes do campus da USP em São Carlos
Endereço: rua dos Inconfidentes, 85 (acesse o mapa)
Evento gratuito e aberto à participação de todos os interessados
Mais informações: (16) 3373.9622 ou eventos@icmc.usp.br

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Competições de robótica em São Carlos alcançam recorde histórico de participantes

Uma das principais atrações foi o futebol de robôs, categoria que foi criada com a meta de, até 2050, viabilizar um jogo entre essas máquinas e os melhores jogadores de futebol do mundo


O ginásio de esportes da USP, em São Calos, parecia pequeno na tarde da última quarta-feira, 22 de outubro. Uma multidão de aproximadamente dois mil fãs de robótica vibraram durante a cerimônia de premiação das 224 equipes que participaram da Competição Latino-americana de Robótica (LARC), da Competição Brasileira de Robótica (CBR) e da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). 

A diversidade dos 27 estados brasileiros e de muitos países da América Latina estava ali representada nas bandeiras, nas músicas e no sotaque desses estudantes do ensino médio, fundamental, superior, além de professores e pesquisadores que, durante quatro dias, tiveram a oportunidade de compartilhar experiências e superar os inúmeros desafios que fazem parte dessas competições. Nas arenas da Olimpíada Brasileira de Robótica, a missão dos robôs das 80 equipes inscritas era resgatar uma vítima – sendo 40 equipes participantes da categoria voltada aos estudantes do ensino fundamental e 40 aos estudantes do ensino médio e técnico.

Já nas demais competições (LARC/CBR), 144 equipes participaram de uma grande diversidade de desafios, o que possibilitou ao público conferir vários tipos de robôs humanoides – aqueles que se parecem com os seres humanos – realizando corridas e jogando partidas de futebol. A bola também rolou no campo dos robôs pequenos (small size), de outros menores ainda (very small size) e nos telões em que podiam ser vistas as categorias de simulação 2D e 3D. Havia, ainda, robôs tentando transportar cargas entre uma plataforma flutuante e uma superfície, simulando o que acontece no mundo real em uma plataforma de petróleo, por exemplo. Este ano, criou-se ainda uma nova categoria voltada a robôs que desempenham serviços domésticos e precisam interagir com as pessoas em um ambiente simulando uma casa.

“Registramos um recorde histórico de participantes nas três competições, chegando a cerca de 2 mil pessoas. A cada ano, a LARC/CBR vem crescendo e a participação se tornando mais abrangente. Este ano, tivemos competidores que vieram do Uruguai, da Venezuela, do México, do Chile e do Peru. Houve até equipes do Irã, que participaram remotamente nas categorias simuladas”, destacou o coordenador da LARC/CBR, Marco Simões, professor da Universidade do Estado da Bahia. Ele explicou ainda que, quando a competição latino-americana (LARC) é sediada no Brasil, acontece simultaneamente com a competição brasileira, já que ambas possuem as mesmas categorias. 

“Conseguimos fazer esse ano a maior Olímpiada que já realizamos no país, dobrando o número de participantes. As equipes estavam muito mais preparadas, porque foram bem selecionadas em seus Estados, já que tivemos mais de 1,7 mil equipes competindo e só as 80 melhores vieram para a final, que teve um nível altíssimo”, afirmou o coordenador geral da OBR, Flávio Tonidandel, professor do Centro Universitário da FEI. “Com certeza, a robótica brasileira vai nos trazer muitas surpresas graças a essa meninada que se empenhou na Olímpiada”, completou.

Futebol de robôs humanoides foi uma das principais atrações

A voz dos campeões – Com o troféu de vice-campeão na categoria IEEE Open, o competidor venezuelano David Cabello, estudante de Engenharia Eletrônica da UNEFA, conta que a experiência de participar da competição é inesquecível: “Foi o reconhecimento de todo o nosso esforço. Trabalhamos muito para chegar aqui, muitas vezes o dia todo, mesmo nas férias”.

Já o doutorando em Engenharia Elétrica do Centro Universitário da FEI, Danilo Perico, campeão na categoria RoboCup Small Size League (F180), afirma que o evento contribui muito para o desenvolvimento de pesquisas na área de inteligência artificial destinadas a fazer os robôs cooperarem em campo: “Nada melhor do que o ambiente de uma competição para fazer com que algumas coisas sejam realizadas de forma mais rápida. Isso nos incentiva a ter ideias diferentes para ganhar a disputa já que muitos imprevistos podem acontecer”.

Para o aluno do curso de Engenharia Mecatrônica da Universidade Federal de Uberlândia, Mateus Araújo, as competições são uma oportunidade de conhecer áreas que não são totalmente exploradas em seu curso de graduação, tais como robótica em programação, projeto mecânico e eletrônica. “Aqui, quando surgem desafios, temos que estudar sozinhos e sermos autodidatas. Além disso, a competição também contribui muito para o aprendizado do trabalho em equipe”, declarou Araújo, que é vice-campeão na categoria RoboCup Humanoid Kid Size.

A disputa é acirrada na categoria very small size

Equipes da USP em São Carlos – Duas equipes da USP em São Carlos participaram das competições, o Warthog Robotics e o Semear. "Foram várias noites sem dormir para obter o máximo desempenho na competição e o nosso esforço foi recompensado com o 2º lugar na categoria Very Small Size e o 3º lugar na categoria Small Size League”, explicou Lucas Ferrari, aluno do curso de Engenharia Mecânica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Ferrari destaca ainda a participação dos calouros na competição, que conseguiram se classificar para as quartas de final na categoria Small Size League com robôs autônomos desenvolvidos totalmente por eles.

O Warthog Robotics é um grupo de pesquisa e extensão vinculado ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) e à EESC. Atualmente, cerca de 50 estudantes fazem parte do grupo, que reúne alunos de outras duas unidades da USP em São Carlos: o Instituto de Física de São Carlos (IFSC) e o Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos (IAU). O objetivo principal do Warthog é a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias associadas à robótica e à aplicação nos complexos ambientes de futebol e combate de robôs. 

“Participar de um evento desse porte proporciona um espírito de competitividade e, ao mesmo tempo, de colaboração entre as equipes de forma a contribuir muito para formação do aluno”, relata o estudante Allisson Spina, do curso de Engenharia Mecatrônica da EESC e integrante do grupo Semear. Outro aspecto por ele ressaltado é que muitos desafios enfrentados durante as competições demandam a pesquisa de novas soluções, estimulando a busca constante pela inovação.

Equipe do Warthog no palco das premiações
12 eventos em 1 – “Se vocês estão aqui hoje é graças ao trabalho, à dedicação e ao aprendizado que vocês tiveram para enfrentar o desafio de cada categoria de que participaram. Então todos vocês, alunos, professores, pais, estão de parabéns”, disse a professora do ICMC, Roseli Romero. Ela coordenou a maior conferência sobre robótica e sistemas inteligentes já realizada no Brasil, a Joint Conference on Robotics and Intelligent Systems (JCRIS) 2014, a qual agregou um total de 12 eventos simultâneos, incluindo as competições e a Mostra Nacional de Robótica.

“Olhar para essa juventude, sentir essa energia que vem de vocês é uma coisa muito gratificante. Sucesso é isso aí: tem que começar pela ciência”, completou a secretária municipal de educação de São Carlos, Regina Ferreira. “É uma honra para São Carlos receber todas essas equipes aqui. Considerando-se as escolas estaduais da cidade, seis equipes chegaram à etapa estadual da OBR e hoje temos uma equipe na final brasileira. Para mim, todos vocês são vencedores, campeões”, declarou a dirigente regional de ensino, Débora Blanco.

Robô lê jornal durante demonstração da categoria RoboCup@Home

Segundo a professora Eliane Botta, coordenadora da equipe da escola estadual Antônio Militão de Lima, a única do munícipio que conseguiu se classificar para participar da final da OBR, a robótica contribui para que os alunos desenvolvam habilidades como disciplina, observação, responsabilidade e trabalho em equipe. “Esse mundo aqui é maravilhoso para os alunos. Depois de vivenciarem a etapa regional e estadual da competição, é a terceira vez que eles estão vendo o que é uma olimpíada. Esse aprendizado fora da sala de aula é muito importante”, reforçou a professora.

Parte das comemorações dos 80 anos da USP, a JCRIS 2014 foi promovida conjuntamente pela USP em São Carlos – por meio do ICMC, da EESC, do Centro de Robótica de São Carlos (CRob) e do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Aprendizado de Máquina e Análise de Dados (NAP-AMDA) – e pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), através do Departamento de Computação e do Departamento de Engenharia Mecânica. 

A JCRIS contou, ainda, com o apoio da Sociedade Brasileira de Automática e da Sociedade Brasileira de Computação, além de suporte financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (FAPESP), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Clique aqui para conferir o nome de todos os premiados pela LARC/CBR: www.cbrobotica.org

Em breve, a OBR disponibilizará a lista completa dos premiados no site: www.obr.org.br

Texto: Denise Casatti (Assessoria de Comunicação do ICMC) com a colaboração de Keite Marques (Assessoria de Comunicação da EESC)

Mais informações
Site da Conferência: http://jcris2014.icmc.usp.br
Site do Warthog Robotics: www.warthog.sc.usp.br
Site do Semear: www.semear-usp.com.br
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