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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Uma década de Estatística na USP São Carlos: curso ganha destaque na era da ciência de dados

Criado para suprir a crescente demanda do mercado de trabalho por estatísticos, o Bacharelado em Estatística do ICMC completa 10 anos em sintonia com recentes mudanças na área; encontro comemorativo será realizado nos dias 25 e 26 de outubro 

Na foto, participantes do Encontro de Experiências em Estatística de 2016; este ano, em comemoração aos 10 anos do Bacharelado, haverá uma edição especial do evento nos dias 25 e 26 de outubro 

“Acho que a beleza da estatística é que seu alcance é ilimitado, assim como a maioria das ciências. Mas, para mim, tem um significado especial: estatística é sobre a incerteza que governa a natureza. Pode ser usada para pedir uma pizza ou modelar o preço de uma ação no mercado”. É assim que Helton Graziadei define o significado da estatística, uma área com a qual teve contato ao ingressar na primeira turma do curso de Bacharelado em Estatística, oferecido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, desde 2009. 

Diferentemente da maioria de seus colegas de turma, que estão atuando em empresas nos mais diversos ramos de atividades, Helton optou por seguir carreira acadêmica: completou o mestrado no Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, onde, agora, faz doutorado. Nesses dez anos, ele viu acontecer mudanças relevantes no campo da estatística: “A área se renova constantemente e quem não se atualiza corre o risco de perder a dinâmica da profissão. O surgimento da ciência de dados fez com que os departamentos de estatística no mundo reformulassem a estrutura dos cursos de graduação, incluindo conhecimentos mais sólidos em programação e inteligência artificial. É muito importante o ICMC ter sido pioneiro no Brasil a fazer essa modificação no curso”. 

Helton se refere à alteração na grade curricular do curso oferecido pelo Instituto. A partir do ano que vem, serão adicionadas disciplinas específicas a fim de preparar os alunos para os desafios da era da ciência de dados. A mudança impactou até o nome do curso, que, a partir de 2020, passará a se chamar Bacharelado em Estatística e Ciência de Dados. A reformulação está em sintonia com o novo cenário tecnológico, que está modificando a forma como nós nos relacionamento uns com os outros e com o mundo a nosso redor. Nos últimos anos, cada ser humano com um dispositivo móvel em mãos se tornou um produtor de dados, os quais são gerados em velocidade, volume e variedade cada vez maiores. Não é à toa que, hoje, aqueles que sabem extrair conhecimentos úteis a partir desses dados tenham se tornado tão cobiçados pelo mercado de trabalho. 

Aluno da primeira turma do curso de Estatística do ICMC, Helton está terminando o doutorado no IME/USP; em 2018, fez doutorado sanduíche em Milão, na Itália

Já em 2009, o grupo de professores do ICMC que escreveu o projeto político-pedagógico do Bacharelado em Estatística vislumbrava que as instituições de ensino superior não davam conta de formar a quantidade necessária de profissionais para atuar nesse campo. “A crescente procura por estatísticos no mercado de trabalho em diversas áreas, tais como indústrias, instituições financeiras, empresas de pesquisa de mercado, instituições governamentais e de pesquisa relacionadas à saúde humana, agricultura e pecuária, entre outras, foi a principal motivação para a proposta de criação de um curso de Bacharelado em Estatística”, lê-se no projeto. 

Depois de 10 anos, a demanda só aumentou e a tendência é que continue a crescer nos próximos anos. "Em 2009, essencialmente eram as grandes instituições que tinham banco de dados de seus clientes e baseavam suas decisões nas análises estatísticas desses dados. Hoje, mesmo as pequenas empresas dispõem de dados sobre seus produtos e públicos com os quais se relaciona e buscam analisá-los para tomada de decisões", diz Mariana Cúri, uma das professoras que contribuiu para a criação do curso de Estatística no ICMC. 

“As grandes massas de dados disponíveis hoje requerem profissionais preparados para analisar e interpretar informações presentes em problemas de diferentes naturezas. Nesse cenário, as melhores soluções costumam surgir a partir da cooperação entre estatísticos e profissionais da área de computação e isso justifica as mudanças curriculares”, diz a professora Cibele Russo, que atualmente coordena o curso de Estatística do ICMC. “Assim, a proposta é ter um profissional que domine tanto as técnicas estatísticas quanto algoritmos eficientes e eficazes, considerando custos computacionais e diversas outras variáveis, para extrair de forma ótima as informações dos dados”, completa a professora. 

Cibele usa um exemplo do cotidiano para explicar o papel do estatístico: “Se você está cozinhando, é comum pegar uma colher para experimentar a comida. Estatisticamente, o que você está fazendo? Ora, está retirando uma amostra e, a partir dessa pequena quantidade de alimento, vai conseguir inferir se toda a comida da panela está boa ou não”. Usando ferramentas estatísticas, o profissional consegue, a partir de uma amostra, extrapolar os resultados obtidos a toda a população. 

A professora Cibele Russo durante o Encontro de Experiências em Estatística de 2016

Amadurecimento – “Se olhar para mim 10 anos atrás e o que sou hoje, considerando o que evoluí como ser humano, o que aprendi, o que amadureci, todas as dificuldades e também as voltas por cima, verá o quanto isso tudo impactou na minha vida. Se não fosse toda essa história, eu não seria quem sou, não faria o que faço, não teria o que tenho. Então, o que mudou? Mudou tudo para melhor”. É assim que José Fernandes de Almeida Junior resume o significado de sua trajetória no ICMC. Hoje, ele atua como estatístico na empresa Cred-System Administradora de Cartões de Crédito. 

Assim como o curso mudou a vida de José, os alunos e suas diversas demandas também ajudaram a lapidar o próprio curso. Ao longo desses 10 anos, o ICMC formou um total de 75 alunos estatísticos e, hoje, 173 estudantes estão matriculados no curso. Nesse tempo, diversos acontecimentos contribuíram para o aprimoramento do projeto colocado em prática em 2009. 

José Fernandes gravou um vídeo para relatar sua experiência como ex-aluno do curso de Estatística do ICMC

Entre os principais marcos dessa trajetória está a criação, em 2013, do Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Estatística, resultado de uma união de esforços entre o ICMC e o Departamento de Estatística da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Os projetos de mestrandos e doutorandos contribuíram para fortalecer os grupos de pesquisa em estatística das duas instituições. 

Dois anos depois, no dia 5 de dezembro de 2015, aconteceu a primeira edição do Encontro de Experiências em Estágios e Projetos. A iniciativa, criada para propiciar o compartilhamento de informações sobre estágios e projetos, entre alunos e ex-alunos do curso, passou a se chamar Encontro de Experiências em Estatística. Este ano, em comemoração aos 10 anos do Bacharelado, haverá uma edição especial do evento, nos dias 25 e 26 de outubro, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano (sala 6-001) do ICMC. Para participar, basta se inscrever e pagar a taxa de inscrição por meio deste link: icmc.usp.br/e/0fdd1

Outro fato marcante dessa história foi a realização da Semana da Estatística em 2016. A iniciativa já era tradicional na UFSCar e estava em sua sexta edição, mas foi apenas em 2016 que a comissão organizadora do evento, composta apenas por estudantes, resolveu convidar os alunos do ICMC para participar. Resultado: desde então, a Semana da Estatística é realizada em conjunto pelos estudantes da UFSCar e do ICMC. 

No ano seguinte, em 2017, foi lançada a primeira chamada do Núcleo de Estatística Aplicada (NEA). Desde 2009, a semente do Núcleo constava no projeto do curso, no entanto, para germinar, era preciso contar com estudantes e pesquisadores prontos para trabalhar em projetos. O cenário se concretizou em 2017, quando o NEA passou a desenvolver soluções estatísticas para problemas apresentados por empresas, fundações, indústrias, instituições de maneira geral, do setor público ou privado, assim como de pesquisadores ou pessoas físicas. "Nosso objetivo é levar problemas reais da sociedade para que nossos alunos possam resolvê-los, sob a orientação do professor, interagindo com o pesquisador e usando a metodologia estatística adequada a cada caso", explica a professora Mariana Cúri. 

O ano de 2017 também marcou o início do uso de uma metodologia alternativa de ensino e aprendizagem em algumas disciplinas do curso de Estatística: o Problem Based Learning (PBL). Com o método, professores trouxeram para a sala de aula casos reais a fim de que os estudantes debatessem e investigassem possíveis soluções. 

Por último, em 2018, o curso passou a oferecer uma ênfase em ciência de dados. Com o crescimento da demanda por uma formação específica, o ICMC decidiu ampliar o escopo do curso e adicionar mais disciplinas de programação – abarcando o ensino da linguagem de programação Phyton e de técnicas de aprendizado de máquina, por exemplo. Resultado: a partir de 2020, os alunos que ingressarem no curso se tonarão Bacharéis em Estatística e Ciência de Dados. 

Assista ao vídeo do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria, que mostra como funciona a metodologia PBL na prática: www.facebook.com/watch/?v=1838468973149296

Confira mais depoimentos de ex-alunos do curso de Estatística do ICMC

Camila Ferro é da primeira turma do curso de Estatística do ICMC e, hoje, trabalha na Whirlpool Corporation no Brasil: “Esse curso colaborou muito para o meu crescimento pessoal e profissional, pois aprendi várias ferramentas estatísticas que utilizo no meu dia a dia e também desenvolvi meu raciocínio lógico para a resolução de problemas. Tanto o curso quanto a USP contribuíram muito para o meu ingresso no mercado de trabalho. Estou há cinco anos em uma indústria multinacional, atuando no setor de qualidade, que é o que eu sempre quis.”  


Aline Cristina Jacomassi se formou no curso de Estatística do ICMC em 2017 e hoje trabalha na Serasa Experian em São Carlos: “O curso de estatística me proporcionou conhecimento e maturidade para iniciar minha jornada no mercado de trabalho. A estatística é uma das profissões mais procuradas atualmente, pois vivemos em um mundo orientado a dados. O curso foi estatisticamente significante para a minha vida.”


Caio Moura Quina formou-se em Estatística no ICMC em 2017 e, hoje, faz doutorado no Instituto: “A estatística é uma ferramenta do método científico. Esta presente em áreas como a política, a saúde, a agronomia, a economia, entre diversas outras aplicações. Foi por essa multiplicidade de aplicações que decidi virar estatístico. E foi em São Carlos que tive a oportunidade de aprender com professores excelentes, que me ensinaram muitos conteúdos e também uma nova forma de ver e interpretar o mundo a minha volta”. 

Helton Graziadei é da primeira turma do curso de Estatística do ICMC e, hoje, faz doutorado no IME/USP: "Um estatístico famoso chamado John Tukey certa vez disse que o melhor de ser estatístico é que ele sempre pode brincar no quintal das outras pessoas. Acho que o que me fascina na estatística é isso! Após me formar, optei por seguir carreira acadêmica. Comecei o mestrado no IME/USP em 2013 e, atualmente, estou no último semestre do doutorado nessa mesma instituição. Ademais, durante o mestrado, trabalhei com consultoria para pesquisadores e estudantes de pós-graduação, principalmente na área médica, auxiliando-os na análise de dados de suas pesquisas. Fiz doutorado sanduíche em 2018, em Milão, na Itália. A cada dia que passa me apaixono cada vez mais pela estatística." 


Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
VI Encontro de Experiências em Estatística - ICMC - 2019
Site do curso de Estatística do ICMC: www.icmc.usp.br/graduacao/estatistica-bacharelado

Contato com a imprensa
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br



segunda-feira, 13 de maio de 2019

Semana da Estatística acontece a partir de 29 de maio

O evento é promovido em parceira pela USP e pela UFSCar e traz novidades relacionadas à área de estatística 


Entre os dias 29 de maio e 1º de junho será realizada a 9ª edição da Semana da Estatística (SESt), com o objetivo de oferecer novos panoramas sobre a área com temas voltados à inovação e ao desenvolvimento de possibilidades dentro dos mundos acadêmico e profissional. O evento é promovido em conjunto pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e pelo Departamento de Estatística da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Durante os quatro dias da SESt serão realizados cinco minicursos, nove palestras, sessões de pôsteres e duas mesas-redondas. Direcionado a estudantes e profissionais da área, as inscrições para o evento estão abertas e podem ser realizadas presencialmente ou pelo site https://sest.vpeventos.com até a data de início das atividades. 

Quem optar pela inscrição presencial pagará R$ 35 e deverá doar um quilo de alimento não perecível. Nesse caso, basta comparecer terça, quarta ou sexta em frente ao bloco 4 do ICMC, das 17 às 18h45, ou ir ao departamento de Estatística da UFSCar, entre 12 e 13h45.


Já as inscrições pelo site custam R$ 40. Tanto as doações quanto os R$ 5 adicionais pagos via web serão revertidos a uma instituição de caridade de São Carlos. Veja a programação completa e saiba mais acessando a página do evento no Facebook: icmc.usp.br/e/da10d.

Texto: Marília Calábria - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Para mais informações
E-mail: sest.ufscar.usp@gmail.com

terça-feira, 29 de maio de 2018

Confira as imagens da Semana da Estatística




Esta terça-feira, 29 de maio, é Dia do Estatístico. Além de parabenizar todos os profissionais que atuam nessa área, vale conferir as imagens que marcaram a 8ª edição da Semana da Estatística (SESt), que aconteceu de 23 a 26 de maio.

Foi a terceira vez que o evento foi promovido em conjunto pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e pelo departamento de Estatística da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Nos quatro dias de evento, houve palestras, minicursos, sessões de pôsteres, além de uma mesa redonda. As atividades contaram com a participação de estudantes e profissionais da área.

Confira as imagens do evento no Flick e no Facebook!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Como a era do Big Data impacta a carreira dos estatísticos

Se antes eles eram chamados para estimar a quantidade de peixes que havia em um lago, agora precisam enfrentar um desafio bem maior, comparável à imensidão dos oceanos


Para Marcos, você está sempre sujeito ao erro quando trabalha com estatísticas

“Na estatística, as conclusões envolvem sempre uma incerteza”, diz o professor Marcos Magalhães para uma plateia atenta de cerca de 180 estudantes que assistem a sua palestra na tarde desta quarta-feira, em São Carlos. Para exemplificar, ele conta a história de uma de suas filhas, que, aos 5 anos, enquanto passeavam no lago, perguntou onde ele trabalhava. O pai respondeu: no Departamento de Estatística. A filha logo emendou: “É como descobrir quantos peixes têm no lago, né?”. 

Para Marcos, essa imagem do estatístico diante do lago, tentando contar os peixes, é capaz de sintetizar o papel de um estatístico: buscar técnicas e procedimentos para obter as respostas desejadas. Professor do Instituto de Matemática e Estatística da USP, ele ressalta que contar os peixes de um lago é mais complicado do que contar os que estão no aquário de uma casa. Imagine, então, estimar a quantidade de animais que existem em todos os oceanos da Terra? “Nesse novo cenário dos grandes bancos de dados, do Big Data, o estatístico precisa ter mais cautela. Como a massa de dados é imensa, quando ele tira suas conclusões, ninguém tem a possibilidade de checá-las. Isso requer que esse profissional aprimore cada vez mais suas possibilidades de reflexão, de analisar as hipóteses e avaliar o que, de fato, pode concluir”, pondera o professor, tomando um café depois do fim de sua palestra, ao lado do anfiteatro Bento Prado Júnior, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). 

Foi nesse anfiteatro que aconteceram as palestras da VII Semana de Estatística, realizada em parceria por estudantes de estatística do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP e da UFSCar, de 6 a 9 de junho. No último dia do evento, o estatístico Raniere Ramos compartilhou sua trajetória e explicou que sua vida mudou com o sucesso alcançado por meio do blog O Estatístico, destinado a discutir assuntos dessa área do conhecimento de um jeito simples e divertido. 

Quando o papo é Big Data, Raniere concorda com o professor Marcos: “ao analisar bancos de dados pequenos, com algumas mil linhas e poucas colunas, eu me dou a oportunidade de me preocupar menos porque é mais fácil encontrar erros e alguém pode checar minhas análises. Já em bancos de dados muito grandes, em que há correlações entre as variáveis, esse trabalho é muito mais complexo e a chance de ter algo errado é bem maior.” Ele explica que, neste limiar da era do Big Data, os estatísticos investem de 70 a 80% do tempo limpando, organizando e validando as grandes bases de dados. 

Para compreender a complexidade do problema, pense em tudo o que é postado nas redes sociais e imagine a quantidade de lixo que existe misturado às palavras, números, sons e imagens que realmente podem ser valiosos. Assim, as instituições que querem usar os dados disponíveis nas redes sociais, por exemplo, precisam jogar todo o lixo fora para, só depois, enfrentar o desafio de analisar esse oceano e extrair informações que realmente poderão nortear suas futuras decisões.

Semana da Estatística foi realizada por alunos da UFSCar e do ICMC; ao centro, Raniere segura o mascote do evento

Perspectivas promissoras – Se é ponto pacífico que a era do Big Data lança novos desafios aos profissionais que se dedicam a investigar informações em meio aos dados, por outro lado, há controvérsias sobre quem tem mais capacidade para desempenhar esse trabalho. O cargo de cientista de dados pode ser ocupado tanto por um estatístico quanto por profissionais da computação, da engenharia, da matemática, do marketing, entre outros. 

“É claro que o estatístico tem uma vocação natural para analisar esse oceano de dados”, afirma o professor Marcos. “O estatístico é o profissional mais direcionando para trabalhar com dados e tecnologia. Um estatístico aprender tecnologia é muito mais fácil do que um cara de tecnologia aprender estatística”, assegura Raniere, que é estatístico sênior da Unimed de Santa Catarina.

Talvez seja esse um dos motivos que levam os estatísticos a aparecem sempre nas primeiras posições dos diversos rankings que tentam prever as profissões mais promissoras no futuro. Apenas para citar um exemplo: em ranking divulgado recentemente pelo CareerCast.com, portal norte-americano especializado em empregos, a profissão alcançou o topo entre as 200 carreiras avaliadas. Divulgado anualmente, o ranking leva em conta demandas físicas, ambiente de trabalho, renda, estresse e perspectivas de contratação. 

No entanto, há quem discorde dessa opinião, como o estatístico Guilherme Fernandes, que trabalha na Serasa: “Uma pessoa da área de computação caminha muito bem nesse mundo. Os estatísticos não”. Segundo ele, para processar os grandes bancos de dados é imprescindível ter conhecimento sobre a computação e suas linguagens de programação. “Ninguém é dono de uma área de conhecimento. Mas dentro da computação, os estudantes já adquirem conhecimentos de aprendizado de máquina, inteligência artificial, redes neurais, algoritmos genéticos. Eles têm esses métodos para extrair conhecimento dos dados. Podem não usar todo o ferramental de teoria estatística, mas chegam a resultados similares aos dos estatísticos. Esse é o ponto: você vai por caminhos diferentes, mas quem chegar mais rápido será mais valorizado.”

Guilherme, da Serasa, ministrou um dos quatro minicursos oferecidos durante a Semana da Estatística

De volta ao lago – Marcos conta que uma técnica frequentemente empregada para a contagem de peixes no lago é a captura e recaptura. É um método bem simples: alguns peixes são capturados, marcados e colocados de volta no lago. Aguarda-se certo tempo e captura-se novamente uma amostra de peixes no mesmo local. Por meio da análise do número de animais marcados recapturados, os estatísticos conseguem estimar a quantidade de peixes que há no lago: “Observe que, por conta da aleatoriedade, você está sempre sujeito ao erro”.

Considerando a escala de um lago, a técnica da captura e recaptura alcançará resultados com um nível aceitável de precisão. No entanto, se pensarmos em quantos peixes existem em todos os oceanos da Terra, é evidente que não será possível empregar a mesma técnica estatística. É por isso que, no universo de grandeza dos oceanos, que pode ser comparado ao mundo do Big Data, os estatísticos precisam das ferramentas computacionais para desenvolver novas técnicas e métodos a fim de obter respostas satisfatórias a perguntas como: em qual série a Netflix deve continuar investindo? Como podemos melhorar os serviços públicos de transporte, de saúde e de justiça?

Um caso de sucesso nesse sentido foi o trabalho realizado por Anne Milgram nos Estados Unidos. Quando ela se tornou procuradora geral de Nova Jersey, descobriu que sua equipe não sabia quem estavam colocando na prisão e não possuíam meios para entender se suas decisões estavam realmente deixando a população mais segura. Na palestra Por que as estatísticas inteligentes são a chave para combater o crime, realizada no TED@BCG em São Francisco (disponível neste link), Anne relata sua jornada para tornar o sistema de justiça criminal dos norte-americanos mais eficiente por meio da utilização de dados e análises estatísticas rigorosas. 

De acordo com Anne, dos 12 milhões de detenções realizadas por ano nos Estados Unidos, menos de 5% correspondem a crimes violentos e 67% das pessoas que saem da cadeia voltam a ser presas. “Decidi buscar uma ferramenta de dados e análises para avaliação de risco, algo que permitiria aos juízes entenderem, com base científica e objetiva, qual é o risco apresentado pelo réu a sua frente”, diz na palestra. Para possibilitar que os crimes violentos sejam punidos e evitar que as cadeias norte-americanas fiquem abarrotadas por pessoas que não precisariam estar lá já que não oferecem risco à sociedade, Anne tem uma solução: “Devíamos pegar essas avaliações de risco por dados e combiná-las com o instinto e a experiência dos juízes para nos guiar a tomar decisões melhores”.



O trabalho de Anne é citado em um dos muitos textos que Raniere disponibiliza no blog O Estatístico. Recentemente, Raniere participou de uma reunião para discutir como os dados abertos da cidade de Joinville poderiam ser utilizados para melhorar a gestão na área de saúde: “será que os recursos estão sendo destinados de forma correta? Verificando a demanda na saúde, quais são os lugares mais indicados para instalar um novo posto de saúde? Não conseguiremos achar as respostas para essas perguntas se não olharmos os dados.”

Segundo ele, só agora as instituições e empresas brasileiras estão começando a acordar para a era do Big Data. “Os dados brutos são o novo dinheiro das empresas. Se elas não souberem o que esses dados significam, não saberão para onde ir e vão quebrar”, profetiza Raniere. Ele cita exemplos de empresas que estão coletando dados em tempo real como o metrô de Santiago, em que a tarifa não é fixa, mas se altera de acordo com a demanda. O Uber também segue essa política do preço dinâmico, nos momentos do dia em que a população mais solicita o serviço, o custo da locomoção aumenta: “Tem que existir uma boa tecnologia para analisar dados não estruturados em tempo real e não são todas as empresas que têm condições de fazer isso hoje. Mas é algo cada vez mais comum, até aeroportos já estão usando esses dados para controlar o fluxo aéreo”.

Raniere diz que as principais questões que as empresas estão tentando responder ao olhar para a imensidão de dados existentes em seus sistemas e nas redes sociais é: quem são meus clientes? Como eles se comportam? Será que o produto oferecido é adequado? Essas perguntas aparentemente simples têm feito muitos pesquisadores perderem noites de sono para respondê-las estatisticamente. “Fundamental nessa área é a construção de modelos estatísticos que possam refletir com maior precisão a história e o perfil dos clientes. Esses modelos não são triviais devido ao tamanho dos bancos de dados”, explica Josemar Rodrigues, professor aposentado do ICMC.

Na apresentação que ele fez durante o 5º Workshop de Métodos Estatísticos e Probabilísticos, realizado em fevereiro no Instituto, Josemar abordou os desafios metodológicos que há para as empresas conhecerem quem são seus clientes e o que eles vão fazer no futuro. “A maioria dos modelos que existem nessa área supõe que o número de vendas de um produto para cada cliente segue uma lógica pré-determinada, que não leva em conta o padrão real de dispersão de compras ao longo do tempo. Nesses modelos tradicionais, só se considera o instante em que o cliente faz a compra”. Josemar explica que a informação sobre o instante da compra não é suficiente para avaliar quanto tempo o cliente ficou interessado por um produto ou serviço e muito menos para identificar a probabilidade desse cliente realizar futuras compras. Durante sua apresentação, o professor evidenciou que os pesquisadores têm buscado construir modelos mais flexíveis e citou como exemplo o trabalho Bridging the Gap: A Generalized Stochastic Process for Count Data.

Josemar falou sobre o desafio de desenvolver modelos estatísticos mais flexíveis

Partindo para florestas e oceanos – Será que esses novos modelos estatísticos permitirão à humanidade escutar o som da extinção surgindo no interior de uma floresta? Soa como uma questão típica dos filmes de ficção científica, mas esse é o objeto de estudo de Diego Carvalho do Nascimento, doutorando do Programa Interinstitucional de Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Estatística (PIPGEs). Orientado pelo professor Francisco Louzada, do ICMC, Diego está trabalhando em conjunto com pesquisadores da área de computação nas gravações realizadas na estação de pesquisa biológica La Selva, na Costa Rica. Durante o 5º Workshop de Métodos Estatísticos e Probabilísticos, Diego apresentou o projeto Wilcoxon test for transformation on soundscape: a feature extraction task no formato de pôster.

O trabalho analisou gravações que foram realizadas de 6 de março a 20 de abril de 2015 na selva. A cada 15 minutos, os pesquisadores da Costa Rica gravaram um minuto dos sons de La Selva, o que gerou 3.061 gravações, totalizando mais de 8 mil minutos. “Em 30 segundos de gravação podemos escutar pássaros, grilos e até um cachorro. Porém, quando começa a chover, não conseguimos ouvir mais nada. Então, antes de analisar, precisamos fazer uma limpeza nos sons, pré-processar os dados, tirar o som da chuva e separar o que é o som de cada animal.”

Se os pesquisadores obtiverem sucesso nessa verdadeira limpeza sonora, a técnica estatística desenvolvida poderá ser aplicada tanto para sondar o possível desaparecimento de uma espécie quanto, por exemplo, para aprimorar a segurança pública. Imagine se o disparo de uma arma de fogo em uma cidade pudesse ser ouvido em tempo real pelas forças de segurança? Isso seria viável se o som pudesse ser identificado automaticamente a partir da exclusão de outros barulhos do ambiente urbano (carros, motos, vozes, etc.). “A ideia é usar essa técnica também para estudar sons subaquáticos que estão sendo captados na Bacia de Santos. Por meio desses áudios, queremos avaliar a quantidade de baleias que habitam a região e reconhecer quantas são machos, fêmeas, jovens e adultos”.

Nesse momento, até parece que os oceanos da realidade se aproximam dos filmes de ficção. Não é difícil imaginar esse novo modelo estatístico identificando a existência de vida em outros planetas a partir da captação de sons. Porém, antes que isso aconteça, caro leitor, há muitos dados na Terra que precisarão ser estudados. “O mundo está se tornando um mundo de dados. Acredito que todos nós, no futuro, seremos pessoas capazes de analisar dados. Se o mundo está se tornando digital, por que você não vai se tornar analítico?”, finaliza Raniere.

Duas sessões de pôsteres aconteceram no Workshop

Confira o álbum de fotos da Semana da Estatística: https://flic.kr/s/aHskYuSx9y

Confira o álbum de fotos do Workshop de Métodos Estatísticos e Probabilísticos: https://flic.kr/s/aHsm4o1pCk


Texto e fotos: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Blog O Estatístico: www.oestatistico.com.br
Portal para auxiliar no ensino de estatística: www.ime.usp.br/ativestat
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Estatística: um mundo de possibilidades para quem seguir adiante

Ouvir as histórias de quem já foi atormentado pelas incertezas no momento em que estava cursando estatística, enfrentou os desafios e, hoje, é disputado no mercado de trabalho traz motivação para aqueles que estão nos primeiros anos do curso e ainda não conseguiram vislumbrar a diversidade de opções que terão à disposição em um futuro próximo


O professor Louzada  revelou que, até a metade do segundo ano da faculdade, não 
tinha a menor ideia do que fazia um estatístico

Quem o vê no palco, com seu blazer alinhado, de óculos, relatando os diversos projetos que está desenvolvendo como estatístico não imagina que, até a metade do segundo ano da faculdade, ele estava completamente perdido e pouco ligava para os estudos, sequer sabia ao certo o que um estatístico faz. Talvez seja assim que se sintam muitos desses estudantes que lotam o auditório Bento Prado Junior, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), na tarde desta quarta-feira, 1 de junho, para ouvir as palavras do professor Francisco Louzada Neto, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, durante a Semana da Estatística.

“Você vai ficar desse jeito aí, cara? Você tem que tomar uma posição: ou vai ou não vai. Se quiser, tenho um projeto para você fazer”. A advertência dada pelo professor Aristotelino Ferreira em 1985 fez o jovem Louzada, e seus longos cabelos, tomarem um novo rumo: o estudante da UFSCar aceitou o desafio e se engajou no projeto de extensão desenvolvido pelo professor – que hoje dá aulas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. “Foi o primeiro projeto que me motivou: fizemos uma análise estatística para comparar os movimentos de bebês com Síndrome de Down com os movimentos de bebês que não apresentavam o problema. No final, conseguimos verificar que a hipótese dos fisioterapeutas que participavam do projeto estava correta: os bebês com a Síndrome apresentavam movimentos diferenciados”, lembra Louzada.

Evento contabilizou 147 inscritos

O campo da bioestatística, no qual estabeleceu seu primeiro contato prático com essa ciência que analisa dados, continua cativando Louzada, que desenvolve diversos projetos no âmbito do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI). Um deles é voltado à detecção precoce de câncer de mama, por exemplo. Mas o professor também atua em outro campo, tanto que o título da palestra que está ministrando nesta quarta é exatamente Estatística e futebol, uma parceria que dá jogo. Louzada conta que só percebeu o potencial dessa dupla quando estava fazendo seu doutorado: “Eu nunca imaginei trabalhar com estatística no esporte, mas comecei a notar que havia uma necessidade iminente de se trabalhar com previsões estatísticas e também uma demanda pelo desenvolvimento de novos modelos e softwares voltados para essa área, inclusive ligados à detecção de talentos esportivos”. 

Segundo o professor, há ainda um universo inexplorado de oportunidades que os estatísticos podem aproveitar: na música e na literatura, é possível aprimorar as técnicas para detectar a preferência das pessoas e desenvolver ofertas de produtos sob medida; o uso de dados não estruturados como as postagens das redes sociais pode, ainda, contribuir para a detecção de doenças; e os processos de recomendação empregados na internet também têm muito a ganhar com a utilização de ferramentas estatísticas. Para ele, o desafio das universidades agora é aprender a transformar estudantes em empreendedores.

Motivação – Realizada de 1 a 3 de junho, a Semana da Estatística já é uma iniciativa tradicional na UFSCar e está na sexta edição. Mas este ano foi a primeira vez que a comissão organizadora do evento, composta apenas por estudantes, resolveu convidar o ICMC para participar da iniciativa. O estudante Vinicius Rozemwinkel, que está cursando o primeiro ano de Estatística no ICMC, aprovou a ideia e sugere que a programação seja mais extensa no próximo ano. “Um evento como esse dá um ânimo, um gás. Você vê que, se ralar agora, vai ter uma recompensa lá na frente”, diz. Durante a mesa de bate-papo com estudantes que já estão estagiando, Rozemwilkel se surpreendeu ao ouvir que um deles tinha reprovado em cálculo: “É um estímulo, a gente passa a entender que os outros também passaram por dificuldades e acaba ficando mais tranquilo porque sabe que tudo vai dar certo”.

Semana da Estatística foi organizada pelos estudantes

Para Henrique Salviano, que está no segundo ano de Estatística na UFSCar, uma das vantagens do evento é trazer aos estudantes informações externas à Universidade, especialmente no que se refere a como é o dia a dia de um estatístico. “Houve a preocupação de nos fazer conhecer um pouco de tudo. Isso é importante para termos uma visão melhor sobre o nosso futuro”, revelou. 

Um futuro que poderá ser dentro de um hospital, tal como revelou Marco Antonio de Oliveira, ex-aluno do ICMC que atua no Núcleo de Epidemiologia e Bioestatística do Hospital de Câncer de Barretos. “Quando a gente faz faculdade, ficamos presos ao mundo das ciências exatas, não temos ideia de como é complicado fazer pesquisa com seres humanos”, conta Oliveira. Ele explica que, nessa área, é preciso trabalhar sempre em equipe, ao lado dos médicos, somando conhecimentos. “As ideias para a maioria das pesquisas realizadas no Hospital surgem quando os profissionais da área da saúde estão atendendo os pacientes. Muitas vezes, eles não sabem exatamente como poderão coletar os dados para viabilizar seus projetos e buscam a nossa ajuda”, diz. Ele mostrou diversos exemplos de pesquisas e explicou como a atuação do estatístico é fundamental no processo: “Enquanto o pesquisador está falando, vou anotando e tentando identificar quais tipos de variáveis é possível mensurar”.

Marco explicou como é seu dia a dia no Hospital de Câncer de Barretos

Agora imagine quantas variáveis há para serem mensuradas quando uma empresa decide avaliar o impacto de uma campanha de conscientização a respeito do trabalho infantil, por exemplo. Será que basta ouvir a voz de um estatístico nesse caso? Para os cientistas sociais Marisa Villi e Rodrigo Cardozo, em situações como essas, é fundamental ouvir e envolver os diferentes atores sociais que se relacionam com a campanha de conscientização. Com esse intuito, eles construíram uma nova metodologia chamada PerguntAção, que tem a finalidade de possibilitar consultas participativas de opinião. Na Semana da Estatística, os dois ministraram uma palestra explicando como funciona a metodologia. A partir de oficinas formativas, as pessoas são mobilizadas a participarem de cada etapa do processo de levantamento de dados até a construção de um questionário estruturado que será utilizado para as entrevistas pessoais. “Nosso objetivo é promover uma produção coletiva de conhecimento, capaz de gerar articulação e mobilização social”, afirma Marisa. “Nossa prioridade não é a exatidão científica ou o uso rigoroso de amostras representativas, mas despertar no público o envolvimento com as questões que estão sendo pesquisadas”, completa. Para disseminar a nova metodologia, os dois cientistas sociais estão criando uma organização sem fins lucrativos chamada Rede Conhecimento Social. 

A Semana da Estatística contabilizou 147 estudantes inscritos e contou com oito palestras, três mesas redondas e dois minicursos. “Essas atividades extracurriculares são essenciais para os alunos e precisam fazer parte dos projetos pedagógicos dos cursos. Porque é aí que eles passam não só a se formar tecnicamente, mas também como cidadãos”, ressaltou o reitor da UFSCar, Targino de Araújo Filho, na abertura do evento. “Que esta se torne a Semana da Estatística de São Carlos e que seja o primeiro de muitos outros eventos realizados em conjunto pelo Departamento de Estatística da UFSCar e pelo ICMC”, destacou o professor Pedro Ferreira Filho, da UFSCar. Na pós-graduação, a parceria entre as duas instituições já está estabelecida, pois em 2013 foi criado o Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Estatística. A torcida agora é para que esse casamento se estenda para a graduação.

Texto e fotos: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
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terça-feira, 3 de maio de 2016

ICMC e UFSCar abrem inscrições para a Semana da Estatística


Divulgar os cursos de Bacharelado em Estatística, além de apresentar as possibilidades de atuação tanto no mercado quanto na academia. Esse é o objetivo da Semana da Estatística (SEst), que, pelo primeiro ano, está sendo promovida em conjunto pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e pelo Departamento de Estatística da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O evento acontecerá entre os dias 1 e 3 de junho.

Há 150 vagas disponíveis e as inscrições podem ser realizadas enquanto houver vagas. O evento, que ocorrerá no auditório Bento Prado da UFSCar, contará com palestras, minicursos, sessões de pôsteres além de uma mesa redonda. A taxa de inscrição é de R$ 32,00, mais um litro de leite ou um adicional de R$3,00, os quais serão doados para uma instituição de caridade. No ICMC, as inscrições devem ser feitas presencialmente em frente ao bloco 4 do Instituto (redondo), das 18 às 19 horas; já na UFSCar, elas podem ser realizadas no Departamento de Estatística, das 12h30 às 14 horas.

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