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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Veja como foi a viagem didática à Escola de Aplicação


Na última sexta-feira, 26 de outubro, licenciandos do campus da USP, em São Carlos, conheceram o trabalho realizado pela Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da USP (FEUSP). Criada com o objetivo de realizar ensaios de técnicas de ensino, a Escola de Aplicação também tem como objetivo oferecer cursos de aperfeiçoamento para professores, inclusive de outros países, por meio de convênio estabelecido com a UNESCO. 

A viagem didática foi promovida pelo Laboratório de Educação Matemática e pelo Laboratório Interdisciplinar de Formação de Educadores, ambos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). Além disso, contou com o apoio da Pró-Reitoria de Graduação da USP, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC), do Instituto de Química de São Carlos e do departamento de Matemática do ICMC. 

Confira o álbum de fotos no Flickr e no Facebook!

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

ICMC promove viagem didática à Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da USP

Iniciativa é gratuita e aberta à participação de todos os estudantes das licenciaturas do campus da USP, em São Carlos


Proporcionar que os licenciandos do campus da USP, em São Carlos, conheçam o trabalho realizado pela Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da USP (FEUSP). Esse é o objetivo da viagem didática que o Laboratório de Educação Matemática, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, promoverá na próxima sexta-feira, 26 de outubro.

Para participar, basta se inscrever neste formulário eletrônico: icmc.usp.br/e/f6df3. As inscrições podem ser realizadas até a próxima quarta-feira, 24 de outubro. Há 40 vagas disponíveis e terão prioridade na visita os alunos matriculados nas disciplinas das licenciaturas e aqueles que participam dos projetos PIBID e PUB da área de educação matemática.

O ônibus que levará os estudantes à Escola de Aplicação da FEUSP, localizada em São Paulo, sairá de São Carlos às 7 horas do ponto de ônibus próximo à portaria principal da área I do campus da USP, na avenida Trabalhador são-carlense, 400. O retorno está previsto para as 20 horas. É necessário levar a carteira USP e demais documentos pessoais. O almoço será realizado no Restaurante Universitário do campus da Universidade, em São Paulo.

Sobre a instituição – A Escola de Aplicação foi criada com o objetivo de realizar ensaios de técnicas de ensino e oferecer cursos de aperfeiçoamento para professores, inclusive de outros países, por meio de convênio estabelecido com a UNESCO.

Texto – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Telefones: (16) 3373-9153 (professora Esther Prado) ou (16) 3373-9716 (professora Janete Crema)
E-mail: epaprado@icmc.usp.br ou janete@icmc.usp.br

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Por que os surdos precisam enxergar a matemática?

Os surdos têm uma maneira única de mergulhar no universo da matemática, por meio do corpo e do olhar

Nas mãos de Adriana, vemos a palavra "matemática"

Imagine que você precisa ensinar matemática para uma criança ouvinte. Você pode falar, por exemplo, que “duas vezes dois é igual a quatro”, e ainda usar os dedos para mostrar essa quantidade, e ela vai aprender. Alguns anos depois, você precisa ensinar que o sinal de X naquela conta é diferente do X que representa um número desconhecido. Não parece impossível, certo? Afinal, isso é ensinado a todo o tempo nas escolas.

Entretanto, algo que pode passar despercebido no processo de aprendizagem é a língua. Ouvir e falar é natural, e é por meio dessa comunicação que aprendemos, entre outras coisas, os conceitos matemáticos. Mas se os surdos não se comunicam da mesma maneira, como ensiná-los o mesmo conteúdo? A resposta é simples, afinal existe a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Na prática, outros problemas afetam o aprendizado de crianças surdas, principalmente na difusão dessa língua. De acordo com a professora Adriana Bellotti, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é o acesso a essa língua que vai fazer com que o surdo conheça o mundo, a matemática ou qualquer outra coisa. “O principal desafio para se ensinar qualquer disciplina para o surdo é a língua. Somos uma sociedade majoritariamente ouvinte, e o surdo, inserido nela, tem uma diferença linguística”, afirma.

Essa diferença linguística se torna um problema quando crianças surdas não têm acesso ao aprendizado da Libras desde pequenas, causando um atraso no seu desenvolvimento. “A língua de sinais tem que ser a primeira língua para o aluno surdo, pois é por meio dela que ele forma seus conceitos no ensino de matemática. Para ele compreender o conceito, precisa ter uma língua, que o faz compreender tudo, para que a conhecimento dele também evolua. Linguagem e cognição andam sempre juntos”, explica Adriana.

Adriana ministrando o curso de ensino de matemática para surdos

As dificuldades da língua – E o que impede essas crianças de não terem a exposição ideal à língua de sinais? Um dos problemas, segundo Adriana, é a tentativa de levá-los a usar a linguagem falada, ou oralidade: “A grande maioria dos surdos são filhos de pais ouvintes. Por isso, a tendência desses pais é buscar técnicas reabilitadoras da audição e, consequentemente, da oralização. Nesse processo, que pode durar aproximadamente sete anos, a criança pode não estabelecer linguagem alguma, oral nem visual”. Com isso, é estabelecido o atraso no aprendizado por conta da linguagem.

O outro problema, de acordo com Adriana, está no formato atual da escola inclusiva. Hoje, nessas escolas, existe um intérprete em sala de aula que faz a intermediação entre as línguas – entre o professor regente e o aluno surdo. Mas a especialista afirma que esse formato não é efetivamente inclusivo, visto que o professor não possui conhecimento da outra língua. “Esse aluno está inserido num ambiente ouvinte, mas ele tem um contato mínimo com seus colegas porque muitos não sabem se comunicar com ele. Então, ele fica restrito ao intérprete”, ela afirma. E isso resulta em uma situação onde o intérprete acaba se responsabilizando pelo aluno, quando essa função deveria ser do professor. “Essa relação entre professor e aluno deveria ser mais próxima por meio de um conhecimento básico da língua de sinais. O professor não precisa ter domínio completo da língua, mas, pelo menos, um conhecimento mínimo para incluir o aluno no contexto das explicações”, diz.Imagine, então, que juntando todas essas situações, o que poderia ser um problema simples acaba se acumulando à medida que o conteúdo da escola avança. Como o aluno chega na escola sem domínio de uma língua, o intérprete precisa ensinar tanto a comunicação em Libras quanto o sinal de um conceito matemático que a criança nunca viu. “Ou seja, ele tem que, ao mesmo tempo, constituir a língua e compreender os conceitos. Isso vai gerar um atraso na aprendizagem”, explica Adriana.

Trocando números por sinais – Quando a criança já está atrasada no conteúdo, o que fazer? Até mesmo um jogo de “par ou ímpar” pode não fazer sentido para ela. Por isso, Diany Nakamura, estudante de Licenciatura em Matemática do ICMC, pesquisou algumas estratégias para ensinar um aluno do 9º ano do Ensino Fundamental. Com deficiência auditiva, o estudante teve seu ensino prejudicado pela dificuldade de acesso ao conhecimento, já que não havia um intérprete em sala de aula.

Para promover a utilização de materiais adaptados, Diany trocou os números escritos da tabuada pelo sinal equivalente em Libras: “Quem tem deficiência auditiva e sabe Libras tem um reconhecimento visuo-espacial, ou seja, quando você faz um movimento com as mãos, ele imediatamente procura na cabeça o significado daquilo. É um processo que acontece muito mais rapidamente do que se o educador mostrasse o número por escrito”.

Folha de tabuada em Libras, feita por Diany. Cada coluna representa um valor da tabuada, do 3 ao 8

De acordo com Diany, o estudante não fazia a contagem numérica usando as mãos, associando cada dedo a uma unidade. Então, na hora de jogar “par ou ímpar”, por exemplo, ele não compreendia que havia um número sendo mostrado, mas tentava interpretar se aquela disposição da mão significava um sinal em Libras. Por isso, Diany mudou o jeito de jogar “par ou ímpar”: a ideia foi usar o sinal em Libras do número desejado em vez de simplesmente contar os dedos.

Segundo ela, aos poucos, o conceito foi sendo internalizado no aluno, e ele passou a compreender até mesmo a diferença entre equações. “Hoje, ele tem menos dificuldades na escola, e o atraso não é tão evidente”, afirma.

A escola bilíngue – O desafio, hoje, é que a Libras seja uma língua em circulação na sala de aula. Por isso, o formato ideal, de acordo com Adriana, é a escola bilíngue, em que a Libras seja a primeira língua. “Essa escola valoriza a língua de sinais, tudo é ensinado em língua de sinais. Em um segundo momento, entra a língua portuguesa na modalidade escrita”, explica a professora.

Mas também é necessário que a educação em casa seja feita em Libras. “O ideal é o ensino de língua de sinais desde quando for diagnosticada a surdez. Com isso, começa todo um processo de exposição à língua, porque é assim que a criança vai aprender e, quando chegar à escola, já tem uma língua constituída”, diz a professora.

Se houver esse embasamento, até nas escolas inclusivas, com a presença de um intérprete, a intermediação será mais eficiente. “O aluno já vai ter subsídios para compreender esse conteúdo por conta da língua de sinais que já estará constituída”, afirma.

A formação do professor – Se é preciso que o professor tenha, pelo menos, uma noção básica da língua de sinais, como formar esse profissional para que ele seja ainda mais capacitado? Por meio de um decreto publicado no Brasil em 2005, os cursos de licenciatura no país devem oferecer uma disciplina curricular obrigatória de Libras, enquanto os bacharelados devem tê-la como optativa. Mas isso não é suficiente para formar um profissional na língua. “Assim como qualquer língua, nós não conseguimos aprender a Libras em seis meses nem mesmo em um ano. O professor precisa ter noção de quem é o surdo, quais são as especificidades dele, qual é a melhor forma dele aprender, como se deu todo esse processo de educação até chegar onde ele está agora”, explica.

A disciplina de ensino de Libras é ministrada por Adriana nos cursos de licenciatura em Matemática, oferecido pelo ICMC, e licenciatura em Ciências Exatas, oferecido em parceria com o Instituto de Química de São Carlos e Instituto de Física de São Carlos. Pedagoga e doutora em educação, ela dedica sua carreira acadêmica à pesquisa e docência na área de educação de surdos. A disciplina prioriza o vocabulário básico, para que o professor seja capaz de se comunicar com o aluno surdo. Assim, o educador construirá uma relação com esses alunos e, ainda que não saiba a língua por completo, poderá assumir a responsabilidade pelo ensino, a qual deixará de ser do intérprete. A partir daí, eles podem estabelecer uma parceria para pensar em práticas e estratégias que favoreçam o aprendizado dos alunos surdos.

Alunos do curso de ensino de matemática em Libras dizem “A matemática está em tudo”
Além das disciplinas regulares, Adriana ministra um curso de extensão sobre ensino de matemática para surdos, que é aberto à comunidade, onde o conteúdo é aprofundado. Por isso, o requisito básico é que os participantes tenham um curso introdutório de Libras. Entre os matriculados estão alunos que fizeram a disciplina regular e quiseram dar continuidade ao estudo, professores de outras instituições, alunos de mestrado e doutorado, professores da rede municipal e intérpretes de língua de sinais.

No curso, Adriana apresenta um tema e, durante as aulas, os participantes debatem as melhores formas de transmitir o conteúdo e os conceitos aos surdos. “Trabalhamos estratégias metodológicas, reflexões mais aprofundadas sobre o ensino de matemática para surdos, visto que os alunos já têm uma base na língua”, afirma.

Um exemplo do conteúdo abordado é a geometria. Inicialmente, achamos que é mais simples para os alunos surdos aprenderem esse conteúdo, por ser mais visual. Mas, apesar de captar a imagem com mais facilidade, eles ainda precisam compreender o conceito. Explicar o que é um triângulo, qual o seu sinal, o que é ângulo são, de acordo com Adriana, algumas das dificuldades encontradas no caminho: “temos que proporcionar atividades práticas para que ele compreenda o conceito”, explica. Segundo ela, o aspecto visual é extremamente importante, mas deve ser aliado a um suporte, como um material de apoio em Libras para o aluno estudar.

Adriana ainda explica que, em alguns casos, o intérprete pode entrar em acordo com o aluno para criar um sinal, porque a construção do conceito caminha junto com a linguagem. “Como a língua de sinais é uma língua em construção, temos muitas áreas que não têm um vocabulário oficial. Então, o intérprete vai construindo a língua junto com o aluno, na prática. Esse acordo é possível desde que, em outro momento, exista um trabalho para conhecer o sinal oficial”, conta a professora.

Segundo ela, é preciso existir uma maior valorização da língua de sinais, para que os professores compreendam sua necessidade. “Os professores têm o conhecimento específico da matemática, mas não sabem a metodologia, a didática e a prática, com esse olhar voltado para o surdo e sua especificidade”, diz Adriana.

A professora finaliza afirmando que o principal problema nessa área está relacionado à forma como as pessoas enxergam a língua de sinais: “É importante que existam as leis, mas um dos desafios é a língua sair do status de apenas obrigatória. No meio social, as pessoas precisam valorizá-la enquanto língua, em vez de gestos ou mímica. Ela tem características próprias que a definem enquanto meio de comunicação e expressão da comunidade surda, e se é importante, assim como o inglês ou espanhol, por que não ser uma disciplina curricular para as crianças? Se for assim, no momento em que elas precisarem usar a Libras, vai ser natural”.

Texto: Alexandre Wolf – Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Fotos: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP


ESTA REPORTAGEM FAZ PARTE DO ESPECIAL DO JORNAL DA USP 

"A MATEMÁTICA ESTÁ EM TUDO": http://jornal.usp.br/especial/matematica/

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Pesquisadores alemães falam sobre inclusão e exclusão na educação nesta quarta-feira

Programação, gratuita e aberta às pessoas interessadas, acontece na USP e na UFSCar 


Nesta quarta-feira, dia 27 de setembro, São Carlos recebe a visita dos professores alemães David Kollosche, da Universidade de Frankfurt, e Michel Knigge, da Universidade de Potsdam, que farão palestras e participarão de debates sobre inclusão e exclusão na educação como um todo e na educação matemática em particular. 

Às 10 horas, Kollosche falará sobre a autoexclusão na educação matemática a partir de estudos empíricos. A exposição parte da constatação de como as pessoas que têm problemas com a matemática frequentemente a evitam, ou atribuem a si mesmas baixas habilidades matemáticas, em um processo que leva à autoexclusão do discurso matemático e à instalação da matemática como um instrumento incontestável de poder. A apresentação acontece no auditório Luiz Antônio Favaro, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Confira o resumo,

A partir das 14 horas, a programação continua na UFSCar, no auditório do Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). A palestra de Knigge será sobre inclusão educacional em escolas da Alemanha, mas o palestrante também apresentará o Potsdam Center para a pesquisa empírica em educação inclusiva e discutirá o termo "inclusão" e a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiências. Veja aqui o resumo.

A participação é gratuita e aberta a todas as pessoas interessadas, sem necessidade de inscrição prévia e com entrega de certificados. Haverá tradução simultânea.

O evento é organizado pela professora Renata Meneghetti, do Departamento de Matemática do ICMC, e pelo professor João dos Santos Carmo, do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com patrocínio da Universidade de Potsdam.


Mais informações
Seção de Eventos do ICMC
Tel. (16) 3373-9622 / eventos@icmc.usp.br

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

USP e UFSCar realizam fórum para discutir pesquisas em educação matemática

Contribuir para o desenvolvimento das teorias e práticas educacionais na área é um dos objetivos do evento que acontecerá pela primeira vez em São Carlos




Pesquisas em educação, psicologia, filosofia, história ou tecnologia aplicadas à educação matemática. Os estudos dessas e de outras áreas serão debatidos durante o IV Fórum de Discussão - Parâmetros Balizadores da Pesquisa em Educação Matemática, evento promovido pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. As atividades ocorrerão nos dias 11 e 12 de abril e as inscrições, que são gratuitas, podem ser realizadas até 19 de março no site do evento: icmc.usp.br/e/22825

“O foco é discutir quais metodologias de pesquisa e referenciais teóricos estão sendo utilizados dentro das diversas vertentes da educação matemática. No caso de estudos na área utilizando a tecnologia, por exemplo, poderemos evidenciar, nesse fórum, que tipo de técnicas e métodos de análise estão sendo aplicados para as investigações sobre o ensino e a aprendizagem nessa linha”, explica Edna Zuffi, professora do ICMC. A docente diz, ainda, que serão debatidas as dificuldades enfrentadas em cada temática, a fim de trazer contribuições tanto teóricas quanto para as práticas educacionais.

O Fórum, que será realizado pela primeira vez em São Carlos, trará uma mesa redonda com o tema A diversidade de investigação no campo da educação matemática, na qual participarão o professor Antonio Garnica, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), o professor Dario Fiorentini, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e a professora Sandra Magina, da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Eles apresentarão o atual cenário das pesquisas na área de educação matemática no país, além de debater aspectos da ciência na atual sociedade.

Grupos de discussão – Voltado para pesquisadores, alunos de pós-graduação e estudantes de graduação ou recém-formados que se interessam por pesquisas na área, o evento também irá contar com nove grupos de discussão, que abordarão uma série de temas. Os pesquisadores interessados em apresentar seus trabalhos podem escolher um dos nove grupos e submeter um resumo até o dia 19 de março, enviando-o para o e-mail parametrosbalizadores4@gmail.com. Será aceito apenas um texto por grupo de pesquisa, que deverá ser disponibilizado na página do evento até o dia 28 de março. Os grupos de discussão escolhidos para o Fórum são os seguintes:

GD 1: Pesquisa em formação de professores em educação matemática
GD 2: Pesquisa em práticas escolares em educação matemática
GD 3: Pesquisa em história na/da educação matemática
GD 4: Pesquisa em currículo e avaliação em educação matemática
GD 5: Pesquisa em psicologia da educação matemática
GD 6: Pesquisa em tecnologia e ensino à distância em educação matemática
GD 7: Pesquisa em educação matemática e cultura
GD 8: Pesquisa em filosofia e educação matemática
GD 9: Pesquisa em educação matemática e inclusão

Ao final do evento, haverá uma plenária que apresentará um resumo sobre o que foi debatido em cada grupo de discussão. O Fórum terá início no dia 11 de abril, às 9h30, e a abertura acontecerá no teatro Florestan Fernandes da UFSCar. Confira a programação completa no site do evento: icmc.usp.br/e/20d3.

A primeira edição do Fórum aconteceu em 2011, no campus de Rio Claro da UNESP, desde quando é realizado a cada dois anos. Em 2017, também participam da organização do evento o Instituto Federal de São Paulo (IFSP), campus de São Carlos, e a Sociedade Brasileira de Educação Matemática (SBEM).

Texto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP



Mais informações
Site do evento: http://balizadoresedumat4.wixsite.com/forum
E-mail: parametrosbalizadores4@gmail.com

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Encontro de educadores que ensinam matemática: inscreva-se no evento que acontecerá no ICMC


Estreitar as relações entre estudantes que cursam Licenciatura em Matemática, professores universitários e professores da educação básica. Esse é o principal objetivo do 1º Encontro de educadores que ensinam matemática, evento que será realizado de 9 a 11 de junho no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. As inscrições podem ser realizadas até o dia do evento e a taxa para participar varia de R$ 20 a R$ 40.

Durante o encontro, acontecerão palestras, oficinas, apresentação de pôsteres, mostra de materiais e produções didáticas. A iniciativa não é a primeira que visa fortalecer o vínculo entre ICMC e a educação básica: cursos de extensão, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) e os colóquios das licenciaturas são alguns exemplos de atividades que têm esse propósito. “Esse relacionamento com a educação básica auxilia o pesquisador na formação inicial de seus alunos e, por outro lado, os professores que se aproximam da Universidade podem conhecer os resultados de pesquisas e refletirem melhor sobre suas práticas”, afirma Esther Prado, professora do ICMC e uma das coordenadoras do evento.

Na mesa de abertura, acontecerá uma palestra sobre o uso de tecnologias para incluir alunos com dificuldades de aprendizagem, que será ministrada por Leonardo Perez, professor de matemática na Escola Sesi 108 de São Carlos e no Colégio Oca dos Curumins. Já no encerramento, acontecerá uma palestra sobre a leitura e a escrita nas aulas de matemática, que será ministrada pela professora Flávia Coura, da Universidade de São João del Rey. Para se inscrever e conferir a programação completa, acesse o site do evento: http://encontroedu.icmc.usp.br/i/

Texto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Seção de Eventos do ICMC: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Licenciatura em Matemática do ICMC reelege coordenadora


A coordenadora do curso de Licenciatura em Matemática do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, Edna Zuffi, foi reeleita em votação ocorrida no último dia 5 de outubro. Seu novo mandato, que começa dia 29 deste mês, terá duração de dois anos.

Edna possui bacharelado e mestrado em Matemática pela USP e doutorado em Educação pela mesma Universidade. Professora do ICMC desde 1990, tem experiência em Educação Matemática, atuando nas seguintes áreas: formação de professores, história da matemática, aspectos cognitivos e linguísticos na educação matemática, e ensino de matemática através da resolução de problemas.

Mais informações
Serviço de Graduação: (16) 3373.9639
E-mail: grad@icmc.usp.br

terça-feira, 28 de julho de 2015

ICMC recebe inscrições para o Simpósio de Matemática para a Graduação

Evento acontecerá de 26 a 28 de agosto na USP em São Carlos; inscrições vão até o dia 14.


Despertar o interesse pela pesquisa na área de matemática, apresentando aos alunos de graduação a abrangência das áreas nas quais podem atuar. Esse é um dos objetivos do Simpósio de Matemática para a Graduação (SiM 2015), que terá sua 18ª edição realizada entre os dias 26 e 28 de agosto no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

O SiM é voltado para alunos de graduação da área, mas qualquer interessado pode participar. São discutidos temas como pós-graduação, pesquisa e mercado de trabalho, e os participantes ficam em contato com outros acadêmicos e profissionais. “O SiM é uma oportunidade para que se diminua a distância entre alunos e professores e para que eles expressem em público sobre os temas que têm estudado em suas iniciações científicas", ressalta a professora Thaís Jordão, da comissão organizadora.

As inscrições podem ser feitas pelo site do evento até o dia 14 de agosto. Essa é também a data limite para submissão de trabalhos, tanto para apresentação oral como na forma de painéis. Após essa data, será possível apenas inscrever-se pessoalmente no início do evento. O valor da taxa é de R$ 30,00. 

Programação "matemágica"- O SiM 2015 contará com palestras, mesas redondas e oficinas com temas ligados à matemática pura, educação matemática, matemática aplicada e estatística. "Uma das principais características é a interdisciplinaridade das áreas contempladas pelo simpósio", afirma Thaís. Essas atividades têm a participação de pesquisadores e estudantes do ICMC e de outras instituições, bem como de profissionais que estão atuando no mercado.

A palestra de abertura será apresentada por Pedro Malagutti, professor da Universidade Federal de São Carlos, com o título "Mágicas com fundamentação matemática". Haverá também uma oficina de origami, ministrada pelo aluno do ICMC Theófilo Okada. E os estudantes que fizerem as melhores apresentações orais e de painéis serão premiados com a Medalha Garfields, criada na última edição do SiM e inspirada na conquista do matemático carioca Artur Avila, o primeiro brasileiro a ganhar uma Medalha Fields. 

Medalha Garfields premia apresentações orais e painéis
(crédito: Reinaldo Mizutani)

Sobre o evento - O SiM é um evento realizado em conjunto pelos departamentos de Matemática (SMA) e Matemática Aplicada e Estatística (SME) do ICMC. O simpósio faz parte de um programa de valorização do ensino na graduação e das suas relações com atividades de extensão. Além disso, o evento foca na divulgação da matemática no Brasil e, especificamente, na região central do Estado de São Paulo. O SiM conta com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).


Mais informações:
Site do evento: sim.icmc.usp.br
Página no Facebook: www.icmc.usp.br/e/21c4e
Seção de Eventos do ICMC: e-mail eventos@icmc.usp.br / telefone (16) 3373-9622

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Como ensinar matemática para pessoas com deficiência?

Professora do ICMC afirma que uma das grandes dificuldades dos professores é agir de acordo a necessidade individual desses alunos



Os desafios do ensino de matemática para pessoas com deficiência é um dos temas que permeiam as pesquisas realizadas pela professora Edna Zuffi no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Abordagem personalizada, sensibilização e mobilização da família são palavras-chaves nesse contexto, segundo a professora, que colabora em dois laboratórios no Instituto: o de Ensino de Matemática (LEM) e o de Educação Matemática (LEMa), coordenados pela professora Miriam Utsumi.

De acordo com a legislação vigente no país, são consideradas pessoas com deficiência aquelas que possuem um distúrbio de caráter permanente. Encaixam-se nessa definição os portadores de Síndrome de Down e de deficiências físicas como cegueira, surdez, paralisia cerebral, paraplegia, entre outras. Há, ainda, os alunos superdotados (com altas habilidades) e os portadores de Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD), que afetam as habilidades de socialização, de comunicação e de interpretação do outro, como, por exemplo, os autistas, que demandam atenção especial.

Para aprimorar o ensino destinado a esse público-alvo, a professora do ICMC destaca que o primeiro passo é garantir o acesso à informação: “O professor deve conhecer o que a lei garante, o que o governo oferece e onde conseguir materiais, como recursos computacionais, softwares, materiais em braile, com cores diferenciadas, transcrições em áudio, etc.”

Em 2001, o Conselho Nacional de Educação (CNE) estabeleceu uma resolução (http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/diretrizes.pdf) que obriga as escolas de ensino regular a aceitarem alunos, independentemente de serem ou não pessoas com deficiência. Desde então, aumentou a demanda por professores qualificados para atender essa nova realidade. Edna explica que, como a lei é recente, a grande maioria dos professores ainda estão despreparados e falta infraestrutura (como recursos, salas apropriadas e profissionais de apoio) na maior parte das instituições de ensino.

“É muito complexo começar um processo de inclusão sem prover o devido preparo. Podemos comprometer o desenvolvimento do deficiente e até mesmo prejudicar o andamento dos trabalhos de toda a classe”, ressaltou Zuffi. A professora destaca que há treinamento sendo oferecido pelo Ministério da Educação, mas que seu alcance ainda é restrito.

“Não existe um treinamento generalizado. Deveríamos ter especialistas mais próximos das escolas e possibilitar a interação entre as instituições especializadas em educação especial e as de ensino fundamental e médio”, completa a professora. Na opinião de Zuffi, apenas realizando um trabalho conjunto e investindo nessa questão é que o País poderia alcançar resultados produtivos para todos os envolvidos, pois a troca de experiências seria muito enriquecedora.

Da abordagem à sensibilização – Desde 2012, os alunos do ICMC do curso de Licenciatura em Matemática podem se matricular em uma disciplina optativa focada em preparar o futuro professor para desenvolver o conteúdo escolar de matemática com as pessoas com deficiência. A disciplina Ensino de Matemática para Alunos com Necessidades Especiais busca ensinar algumas ferramentas específicas.

“O futuro professor de matemática que optar por cursar essa disciplina não será um especialista, porém terá noção e visão da inclusão do ensino de matemática para esses alunos com necessidades especiais”, esclarece Zuffi. Ao cursar a disciplina, os futuros professores têm a oportunidade de examinar a literatura e legislação disponíveis sobre a temática da inclusão escolar e relacioná-la a questões específicas do ensino e aprendizagem de matemática nos níveis fundamental e médio.

Entre os assuntos abordados está a necessidade de que o professor desenvolva a habilidade de agir de acordo com as características individuais desses alunos. “O método de ensino que será utilizado pelo professor dependerá da forma como o aluno com necessidades especiais consegue interagir e o trabalho pode se tornar mais difícil quando falamos de pessoas com mais de um transtorno”, pontuou Zuffi.

A pesquisadora do ICMC relata que, muitas vezes, por não saber lidar com a pessoa com deficiência, o professor acaba não desenvolvendo a atividade pedagógica que deveria ser realizada e deixa esse aluno apenas cumprindo uma tarefa de forma não direcionada como, por exemplo, pintar ou desenhar sem um propósito.

Além disso, Zuffi destaca que é preciso desenvolver a capacidade de sensibilização dos professores: “Trabalhar apenas com conteúdo matemático, por si mesmo, muitas vezes não é o melhor caminho. O professor deve ser sensível para analisar as condições intelectuais daquele aluno, independentemente da sua idade, para compreender o que é possível ser realizado naquele caso e ampliar os ganhos no desenvolvimento da autonomia do aluno”. 

Outro fator importante na hora de ensinar matemática às pessoas com deficiência é a participação da família. “A família deve acompanhar e participar do desenvolvimento da criança porque, isoladamente, o professor não consegue identificar a necessidade do aluno”, reforça a pesquisadora. Ainda segundo a professora, umas das grandes dificuldades do profissional é que, às vezes, nem o núcleo familiar tem o diagnóstico exato do distúrbio que afeta o aluno. Nesses casos, é ainda mais difícil para o professor realizar seu trabalho e a relação estreita com esse núcleo se torna mais fundamental, para que seja dada continuidade ao trabalho de desenvolvimento da criança ou adolescente, também fora da sala de aula.

Texto: Denise Casatti e Ronaldo Castelli - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Foto: Reinaldo Mizutani - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Laboratório de Ensino de Matemática: http://lem.icmc.usp.br/
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Objetos de aprendizagem são levados para o computador


Softwares educacionais desenvolvem 
raciocínio e conceitos de frações
Levar objetos de aprendizagem para o computador é o objetivo de uma pesquisa realizada no Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O material destinado aos alunos do ensino fundamental leva para a tela kits em forma de softwares educacionais que ajudam a desenvolver noções sobre o conceito de fração, comparação, equivalência e operações com frações matemáticas. O projeto é coordenado pelas professoras Ellen Francine Barbosa e Renata Cristina Geromel Meneghetti, e os objetos educacionais são desenvolvidos em pesquisas de Iniciação Científica dos alunos de graduação em Computação e de licenciatura em Matemática do ICMC.

De acordo com a professora Ellen, a pesquisa é realizada há três anos e aplica técnicas de computação ao ensino. A origem do projeto são materiais didáticos na forma manipulativa em papel e cartolina desenvolvidos para uso em aulas de matemática, fase em que participou a professora Renata. “O que existia eram objetos físicos, como por exemplo, o ‘Estojo de Frações’, com peças de diversos tamanhos, que eram comparadas pelas crianças, que adquiriam a noção de números fracionários”, diz. “A computação procura trazer esses objetos de aprendizagem para o mundo digital”.

Os kits originais, segundo a professora Renata, foram concebidos dentro de uma proposta pedagógica construtivista. “São materiais manipuláveis, pois a ideia é que a criança construa o conhecimento”, afirma. “Os objetos seguem uma abordagem em espiral, dividida em níveis de elaboração, consolidação e expansão de conceitos onde, a partir do raciocínio intuitivo, se chega ao raciocínio lógico em níveis de aprofundamento cada fez maior”.

No primeiro nível, os objetos procuram introduzir o conceito de fração e as noções de comparação, equivalência e operações com frações. “A manipulação das peças que compõe os objetos de aprendizagem no nível 1, por exemplo, leva as crianças a refletirem sobre a situação apresentada e chegarem aos conceitos matemáticos envolvidos”, descreve Renata. “Na fase de consolidação, são utilizados jogos, como dominó e jogo da memória, e situações que levem os alunos a aumentarem a reflexão e utilizarem o conhecimento adquirido na fase anterior”.

Interatividade

Objetos educacionais possuem três níveis
de compexidade de aprendizado
No caso das “Frações do professor Sagaz”, versão para computador do “Estojo de Frações”, as peças aparecem na tela do computador, e podem ser justapostas e comparadas com o uso do mouse. “Outros objetos que exisitiam fisicamente, como o jogo da memória e o dominó, também ganharam versões virtuais”, destaca Ellen. “A principal diferença para os kits físicos está na interatividade. As crianças têm grande atração pelo computador e isso faz com que se interessem mais pelos objetos educacionais, o que aumenta sua motivação na sala de aula ou como atividade extraclasse”.

Os alunos de graduação do ICMC já desenvolveram oito objetos educacionais, disponíveis no endereço www.tsampaio.com/ic : “Frações do professor Sagaz”, “Soma e subtração de frações”, “Multiplicando com o trevo de quatro folhas”, “Dividindo frações com dinheiro”, “Jogo da Memória Matemática” I e II, “Dominó discreto” e “Quebra-cabeça de Frações”. “Como eles foram criados a partir de kits físicos já existentes, todos estão acompanhados de material de apoio que orienta os professores para sua utilização educacional”, acrescenta Ellen. A elaboração do projeto teve a participação dos graduandos Tales Borges de Abreu Sampaio, João Paulo Tannus de Souza e Sérgio Daltoso Júnior.

Segundo a professora Ellen, os objetos educacionais no computador, no contexto do ensino de matemática na sala de aula, representam uma oportunidade de sair da rotina do caderno e lápis. “Embora haja uma perspectiva lúdica nessa atividade, não são simples jogos, por isso é usada a denominação de objetos educaionais”, ressalta. “As crianças podem brincar, mas estão aprendendo ao mesmo tempo”.

Ellen acredita que os objetos podem tornar o ensino de matemática mais atraente, incusive em escolas mais carentes. “Eles já são testados com os alunos do Projeto Pequeno Cidadão, realizado no campus da USP, em São Carlos”, conta. “Por meio de uma parceria com a Agência USP de Inovação, pretende-se resolver questões relativas a licenças e direitos autorais para que os objetos educacionais possam ter acesso livre e aberto na internet”.

Mais informações: (16) 3373-8177; e-mail francine@icmc.usp.br

Por Júlio Bernardes - Agência USP de Notícias

terça-feira, 11 de junho de 2013

Vivência em escolas e jogos matemáticos compõem licenciatura modernizada no ICMC

Novas mídias educacionais são utilizadas como prática de estímulo ao aprendizado em Matemática nas escolas da rede pública de São Carlos


O processo de aprendizado nas escolas de formação básica tem mudado com o passar dos anos. Para capacitar os professores que entram neste novo cenário educacional, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), da USP São Carlos, tem investido em novas disciplinas e projetos no curso de Licenciatura em Matemática. 

A professora do Departamento de Matemática, Miriam Utsumi, explicou que as mudanças na estrutura curricular da licenciatura começaram a partir da observação das exigências presentes na escola. “Os alunos não estão mais dispostos a assistir uma aula de Matemática com giz e lousa. Percebemos que eram necessárias outras atividades para motivar esses alunos”, disse a docente. 

Jogos com legendas em braille
desenvolvidos pelos alunos
do ICMC 
Neste contexto, a coordenadora do curso de Licenciatura em Matemática, Edna Zuffi, propôs duas novas disciplinas para a grade curricular: Ensino de Matemática por Múltiplas Mídias e Ensino de Matemática para Alunos com Necessidades Especiais. “Incorporamos estas disciplinas com a preocupação de formar professores que saibam lidar com essas novas exigências educacionais”, explicou Utsumi.

Segundo Zuffi, a inserção dessas novas disciplinas no ICMC foi precoce. "Em 1998 foi proposta a de Múltiplas Mídias como uma disciplina optativa. E a partir da grade de 2012 ela passou a ser uma disciplina obrigatória", disse.

A docente explicou que na época em que a disciplina foi proposta já havia a discussão sobre a inclusão das novas tecnologias em sala de aula. "A ideia é que haja um momento de reflexão no curso de formação de professores de matemática do uso de tecnologias para o ensino de Matemática com foco em todas as possibilidades midiáticas".

Além disso, os estudantes de licenciatura do ICMC realizam diversas visitas didáticas a instituições de ensino. Segundo Utsumi, as visitas proporcionam a troca de aprendizado e experiências entre os alunos do Instituto e outras instituições. “Procuramos levar os alunos onde exista algum tema que interfira na prática escolar”. 

Vivência em escolas da rede pública 

Financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), o ICMC mantem um projeto de apoio à docência como componente articulador da prática de formação inicial do professor, proporcionando ao estudante de licenciatura a vivência dentro do ambiente escolar como iniciativa para o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores de educação básica. 

O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) concede bolsas aos alunos de licenciatura em parceria com escolas de educação básica da rede pública de ensino de São Carlos, inserindo os estudantes no contexto das escolas públicas desde o início da sua formação acadêmica. 

"Hoje em dia, o papel do professor ampliou-se muito. Ele tem que fazer a gestão da sala de aula, dar conta de ensinar o conteúdo, manter a disciplina da classe e cuidar da parte burocrática, além de proporcionar a parte afetiva que muitos alunos não têm. Então, essa pluralidade e riqueza da escola eles já vão vivenciando desde o início da licenciatura", apontou Utsumi.

Novas mídias educacionais 

Jogo de operações matemáticas em braille estimula o
aprendizado de alunos com necessidades especiais
O Departamento de Matemática do ICMC tem dois laboratórios especializados no desenvolvimento de novas práticas de aprendizado, utilizando jogos matemáticos. São os laboratórios de Ensino de Matemática e de Educação Matemática, ambos vinculados ao Grupo de Educação Matemática.

A professora Utsumi explicou que o licenciando precisa entender e identificar as dificuldades presentes na rotina escolar. “O professor deve saber quais materiais utilizar para ensinar os alunos. Nesses laboratórios estimulamos nossos alunos a criarem novos meios de ensino para tornar a aula mais interessante e diversificada”.

Programa de Mestrado Profissional em Matemática

Já em nível de pós-graduação, o ICMC participa do programa o ProfMat - Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional, mantido pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). Oferecido gratuitamente, o programa concede ao professor que já atua nas escolas o grau de Mestre. A prioridade é para professores de escola pública, mas também são oferecidas vagas para os demais candidatos. Mais informações em http://goo.gl/FH7Gy.


Informações
Laboratório de Educação Matemática (LEMa) - Tel. (16) 3373-9512
Laboratório de Ensino de Matemática (LEM) - Tel. (16) 3373-9723


Texto e fotos: Fernanda Vilela - Assessoria de Comunicação ICMC-USP