quinta-feira, 16 de junho de 2016

Mobilizações nas redes sociais levantam discussão sobre acessibilidade virtual

O uso das tecnologias assistivas também vem sendo discutido, como o projeto Facilitas Player, desenvolvido por aluna de doutorado e aluno de iniciação científica, ambos da USP, que conquistou o segundo lugar no Prêmio Nacional de Acessibilidade na Web (Todos@Web)


Tela do Facilitas Player com alguns recursos ao lado

Quando deu início às pesquisas para desenvolver sua tese de doutorado, defendida em maio deste ano, a aluna Johana Rosas, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, percebeu que não existia naquela época nenhum reprodutor de vídeos acessíveis para deficientes visuais ou auditivos. Foi então que nasceu a ideia de criar o Facilitas Player, uma ferramenta que disponibiliza vídeos com conteúdo alternativo (legenda, audiodescrição, transcrição e linguagem de sinais) para pessoas com deficiência ou idosos. O programa oferece diversas funções, como mudar o tamanho, a cor ou o fundo da legenda, adicionar anotações ao longo do vídeo, mudar o idioma e buscar palavras. Desenvolvido por Johana, em conjunto com o aluno de iniciação científica, Bruno Ramos, também do ICMC, o projeto recebeu o segundo lugar em um dos maiores prêmios de acessibilidade virtual do País, o Todos@Web, em 2014.

Ainda assim, de acordo com Johana, enquanto aprofundava seu projeto de doutorado, ela percebeu que o Facilitas sozinho não seria suficiente. “Quando fiz testes com usuários que eram autores de vídeos, surgiu a necessidade de ter uma ferramenta para criação de transcrição, e foi assim que nasceu o Transcript4All”, conta. Esse programa tem como objetivo ensinar produtores amadores de vídeo a tornar seus vídeos mais acessíveis. Além de possibilitar que o produtor faça a transcrição de qualquer vídeo salvo no computador ou que esteja no YouTube, o T4A, como ficou conhecida a ferramenta, oferece orientações de como fazer a acessibilidade corretamente.

Nos últimos meses, hashtags como #AcervoAcessível e #FacebookAcessível tomaram conta das redes sociais, retomando a discussão sobre a importância da inclusão de pessoas com deficiência no meio virtual. A ideia dessas hashtags é que cada usuário que poste uma imagem faça um breve texto descrevendo-a e explicando seu sentido, para que pessoas com deficiência visual possam ter acesso a ela através de leitores de tela.

Facilitas Player, uma ferramenta que disponibiliza vídeos com conteúdo alternativo
(legenda, audiodescrição, transcrição e linguagem de sinais) para pessoas com deficiência ou idosos

Professor do curso de Sistemas da Informação na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, Daniel Cordeiro explica que a maioria das tecnologias assistivas para deficientes visuais funcionam a partir de sintetizadores de voz. Essas ferramentas descrevem textualmente elementos da interface gráfica da tela, utilizando o sintetizador para gerar uma representação audível daquela descrição. Por conta disso, os deficientes enfrentam muitas dificuldades ao navegar pela Internet. “As páginas na Internet são projetadas para que sejam visualmente atraentes. Isso significa usar recursos multimídia mais atrativos, como imagens ou animações, no lugar de texto, o que atrapalha o funcionamento das tecnologias assistivas”, explica o professor.

No Brasil, a garantia da acessibilidade virtual é obrigatória e foi determinada pela Lei 13.146/2015 – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) ou Estatuto da Pessoa com Deficiência – com outras medidas de acessibilidade. No entanto, a grande maioria das páginas na Internet ainda não estão de acordo com essa lei, como explica Katia Regina Cezar, que realizou pesquisas na área de inclusão de pessoas com deficiência e é atualmente doutoranda em Direito do Trabalho pela Faculdade de Direito da USP. Para ela, o estatuto trouxe maior visibilidade social para os direitos das pessoas com deficiência, mas, por conta da falta de conscientização e de mecanismos efetivos de fiscalização, não foi suficiente. “A negativa de acesso à informação e comunicação às pessoas com deficiência afeta diretamente o direito à cidadania, dificultando ou até mesmo impedindo sua participação social. É importante mencionar que a negativa de acesso é considerada atitude discriminatória”, adiciona.

Katia diz ainda que a inclusão digital é um dever e um direito de todos. “O Estado e as empresas poderiam oferecer cursos gratuitos de audiodescrição, e o ensino obrigatório do idioma libras poderia ser incluído no currículo da rede regular, como o do português. Estas questões podem ser facilmente fundamentadas na Lei Brasileira de Inclusão”, afirma. Johana concorda que todos devem participar, mas lamenta que muitos clientes, na hora de contratar um serviço, não façam questão de garantir que o site encomendado seja acessível. “Acontece que os desenvolvedores de websites não conhecem acessibilidade”, diz. “Ano passado fizemos um questionário e muitos nem sabiam o que era, outros explicavam que demora muito implementar.”

Cordeiro, por sua vez, acredita que estamos no caminho certo. Ferramentas que utilizam inteligência artificial para reconhecer e descrever imagens já estão sendo desenvolvidas, e são indicativos positivos de que as tecnologias assistivas ainda têm muito o que avançar. “A dificuldade agora é fazer com que seja possível disponibilizar essa tecnologia ao grande público. Para oferecer serviços desses em grande escala é preciso de muito investimento”, afirma. “É um processo lento, dificultado pela criação contínua de novas tecnologias, que muitas vezes se tornam populares antes que as suas implicações em problemas de acessibilidade sejam compreendidas. Mas é preciso conscientizar os desenvolvedores e mostrar que preocupações com acessibilidade devem ser prioridade.”

Texto: Leticia Fuentes - Jornal da USP

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Tese de doutorado do ICMC é premiada pela Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional

É o terceiro prêmio que o trabalho de Wallace Casaca recebe em menos de um ano




A Sociedade Brasileira de Matemática Aplicada e Computacional (SBMAC) anunciou, no último dia 31 de maio, o trabalho vencedor do prêmio SBMAC de Doutorado "Odelar Leite Linhares": a tese Graph Laplacian for Spectral Clustering and Seeded Image Segmentation. O autor do trabalho é Wallace Casaca, que defendeu seu doutorado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

Na tese, o pesquisador desenvolveu uma ferramenta inovadora para facilitar a vida de quem precisa segmentar uma imagem e que pode contribuir para aprimorar a personalização artística de fotografias, a identificação de indivíduos e a análise de imagens médicas. Seu trabalho já lhe rendeu outras duas premiações: o primeiro lugar no Concurso Latino-americano de Teses de Doutorado da 41ª edição da Conferência Latino-americana em Informática (CLEI 2015) e recebeu menção honrosa no Prêmio CAPES de Teses. Além disso, Wallace também teve sua tese reconhecida pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) no 28º Concurso de Teses e Dissertações do XXXV Congresso da Sociedade Brasileira de Computação, em 2015.

Em setembro, ele irá apresentar sua tese no XXXVI Congresso Nacional de Matemática Aplicada e Computacional (CNMAC), que acontecerá em Gramado, Rio Grande do Sul. A tese de Casaca foi orientada pelo professor Luis Gustavo Nonato do ICMC, defendida em dezembro de 2014 e pode ser acessada na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP. Atualmente, Wallace é pós-doutorando no ICMC e continua realizando pesquisas nas áreas de visão computacional, visualização da informação e matemática aplicada e computacional.

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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Grupo de Robótica da USP oferece bolsas de iniciação científica


O Warthog Robotics, grupo de pesquisa em robótica da USP, em São Carlos, está oferecendo bolsas de iniciação científica para alunos de graduação da Universidade que desejarem desenvolver pesquisas na área. As inscrições são gratuitas e os interessados devem preencher,  até o dia 19 de junho, o formulário disponível neste link: icmc.usp.br/e/f1c94. O valor da bolsa é de R$ 400,00. Confira, abaixo, algumas possibilidades de temas para pesquisa:
  • Arquiteturas de controle de robôs
  • Algoritmos de navegação
  • Estudos do movimento humano
  • Estruturas e materiais para chute
  • Estruturas e materiais para locomoção robusta
  • Estruturas e materiais para transmissão de movimentos
  • Interfaces homem-máquina
  • Localização robótica em ambientes mapeados
  • Modelagem dinâmica de corpo (modelos de plataforma robótica)
  • Modelagem de robô humanóide
  • Odometria inercial
  • Odometria visual
  • Reconhecimento de objetos e padrões
  • Visão omnidirecional
  • Visão estéreo
Sobre o Warthog Robotics - É considerada a maior equipe de extensão do campus da USP em São Carlos, sendo também um dos maiores grupos de competição em robótica no Brasil quando o assunto é futebol e combate de robôs. Criado em 2010, o Warthog é resultado da união de dois grupos de desenvolvimento de futebol de robôs da USP, o USPDroids e o GEAR. No mesmo ano de criação da equipe, o Warthog conquistou o primeiro lugar na categoria 2D e o segundo lugar na categoria Very Small Size na Competição Brasileira de Robótica (CBR). Já em 2011, pela mesma competição, o grupo conquistou o primeiro lugar nas categorias Very Small Size e 3D, também ficando em segundo lugar na categoria 2D.

Mais Informações
Página do grupo no Facebook: https://www.facebook.com/WarthogRobotics/?fref=ts
Formulário para inscrições: icmc.usp.br/e/f1c94
E-mail: warthog@sc.usp.br

Coral da USP São Carlos fará apresentação nesta quinta

Público poderá conferir gratuitamente a apresentação didática que acontecerá no térreo do bloco E1 da Escola de Engenharia de São Carlos a partir das 13h15

O Coral da USP São Carlos vai se apresentar nesta quinta-feira, 16 de junho, no térreo do bloco E1 da Escola de Engenharia de São Carlos. O evento acontecerá às 13h15, é gratuito e aberto a todos os interessados. 

O espetáculo trata-se de uma apresentação didática em que o público poderá conferir os sucessos Dindi, de Tom Jobim; Skyfall, de Adele e Paul Epworth; Amazing Grace, de John Newton; e Va Pensiero, de Giuseppe Verdi. A coordenação e regência do coral estão por conta do maestro Sergio Alberto de Oliveira, fundador do coral da USP em Ribeirão Preto. O maestro possui experiência na área de artes, com ênfase em música, atuando principalmente em temas como canto coral, música coral, teatro musical, música popular, canção polifônica e coro cênico. Ele já levou seus grupos a apresentações e turnês pelo Brasil e por países como Itália, Argentina e Grécia.

Promovido pela Comissão de Ação e Integração Social do ICMC, o Coral começou seus ensaios em outubro de 2015 e conta com participantes da comunidade são-carlense, além de funcionários, professores e alunos do campus da USP em São Carlos. A iniciativa conta, ainda, com o apoio da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC e do Grupo Coordenador de Atividades de Cultura e Extensão Universitária do campus.

Apresentação didática do Coral da USP São Carlos
Onde: térreo do bloco E1 da Escola de Engenharia de São Carlos (campus 1 da USP, em São Carlos - Avenida Trabalhador São-carlense, 400)
Quando: quinta-feira, 16 de abril, às 13h15
Evento gratuito e não é necessário retirar ingresso antecipadamente
Mais informações: (16) 3373.9146 ou ccex@icmc.usp.br

Departamento de Matemática Aplicada e Estatística do ICMC oferece bolsas de monitoria


Estão abertas, até o dia 1º de julho, as inscrições para bolsas de monitoria no Departamento de Matemática Aplicada e Estatística (SME) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O início das monitorias acontece em agosto e terão a duração de quatro meses, com três horas semanais de atendimento aos alunos. O valor da bolsa é de R$ 300,00.

Podem participar do processo seletivo alunos de graduação, desde que tenham concluído pelo menos os dois primeiros semestres do curso, ou de pós-graduação. É preciso, também, ter cursado a disciplina em que pretende ser monitor ou outra de conteúdo equivalente, além de não possuir outras bolsas.

Os interessados deverão se inscrever por meio de formulário online (icmc.usp.br/e/dcd9f) ou na secretaria do SME, das 8 às 12 horas ou das 14 às 17 horas, munidos de histórico escolar atualizado, que pode ser impresso pelo Sistema Júpiter, Fênix ou Janus. Confira as disciplinas disponíveis para monitoria neste link: icmc.usp.br/e/ad1aa

Mais informações
Site: icmc.usp.br/e/ad1aa
Secretaria do SME: 3373.8121 ou 3373.9175
E-mail: sme@icmc.usp.br

Uma Olimpíada, 149 robôs e centenas de estudantes na corrida por aprender mais

As emoções da etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica tomaram conta do ginásio de esportes da USP, em São Carlos, no último final de semana


Ao entrar na pista de competição, robôs precisam estar prontos para enfrentar vários desafios

Cada um desses 149 robôs carrega o sonho de uma equipe. Em seus fios e circuitos estão as digitais dos estudantes que passaram meses ali mexendo para que tudo o que programaram e vislumbraram pudesse ser concretizado no momento em que ele surgisse na pista. Ao chegarem aqui na etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica, no ginásio de esportes da USP, em São Carlos, esses robôs ganham uma força adicional para enfrentar os desafios: a torcida animada das escolas que representam e dos pais que vieram apoiar seus filhos. 

Nesta manhã fria do dia dos namorados, 12 de junho, ela acordou às 3h30 em Vinhedo para acompanhar o filho, Pedro Aued, de 11 anos, na sua primeira participação na OBR. “É muito gratificante ver que ele se esforçou e, por mérito, vai passando pelas etapas”, conta Luciana Aued, que trouxe toda a família para assistir ao evento. Desde o ano passado, quando Pedro estava no sexto ano do ensino fundamental no Colégio Etapa, em Valinhos, e começou a participar das aulas de robótica, ela notou mudanças. Ele está menos introspectivo e se integrou melhor com os colegas da turma. O raciocínio lógico deu um salto: está se saindo muito melhor nas aulas de matemática e física. 

No final da tarde, quase às 18 horas, Luciana ainda tinha energia para pular e comemorar quando viu o nome da equipe do filho no telão: SuperBot. Entre as 42 equipes que competiram no nível 1 neste dia 12, a SuperBot conquistou a oitava colocação e garantiu uma vaga para participar da etapa estadual da OBR, que acontecerá em São Bernardo do Campo dia 13 de agosto, nas dependências do Centro Universitário da FEI.

A equipe de Pedro (à direita) conquistou um lugar na próxima etapa da OBR

“Não é nenhum sacrifício. A gente curte muito, é um ambiente muito saudável e vale muito a pena”, revela Cristina Israel, que já é veterana na OBR. É a segunda vez que ela acompanha o filho, Rafael Simões, no evento. No ano passado, ele chegou a competir na final nacional, em Uberlândia. Rafael sempre foi um garoto muito curioso, mas desde que começou a trabalhar com os robôs, há um ano e cinco meses, seu foco está na inovação. “Em tudo o que vai fazer, mesmo um trabalho simples do Colégio Etapa, onde estuda, ele tenta levantar muita informação e encontrar uma forma diferente de fazer aquilo”, conta o pai, Marcus Israel. Nas mãos do garoto, garrafas pet ganham motores e se transformam em carrinhos. O tempo das últimas férias foi dedicado à construção de um carro anfíbio. O resultado não poderia ser diferente: sua equipe, BatBots, conquistou a quarta colocação entre quem competiu no nível 1 no dia 12 e também garantiu uma vaga na etapa estadual.

“O plano é passar as férias inteiras programando e mexendo no hardware do robô”, conta Vinicius Gouveia, 12 anos, entusiasmado com a medalha de prata da OBR que acabou de ganhar. Ele está no oitavo ano do ensino fundamental na Escola Estadual de Ensino Integral Professor Sebastião de Oliveira Rocha, de São Carlos, e, junto com seu colega de equipe, Caio Mendonça, 11 anos, que está no sétimo ano, conquistou o segundo lugar entre as 37 equipes do nível 1 que participaram da competição no dia 11 de junho. “Foi uma surpresa superarmos tantas escolas particulares que têm recursos”, conta o diretor da escola, Geandro de Oliveira.

A vibração de Vinicius Gouveia na hora da premiação contagiou a plateia

Os dois alunos fazem parte do clube de robótica criado este ano por iniciativa dos próprios estudantes. Com um kit emprestado pela empresa PETE, a colaboração dos professores Gustavo de Souza, de Física, e Marcelo Prado, de Matemática, e a ajuda do pai de Caio, que trabalha na PETE, o clube superou as expectativas. “Nós apoiamos a iniciativa, fornecendo uma sala e os notebooks. Com esse apoio, eles se sentiram mais responsáveis e motivados. Surgiu um protagonismo juvenil que, antes, eles não tinham”, constata Oliveira.

“Tenho certeza de que quem participa dessa Olimpíada, tem um grande ganho de aprendizado. Não sai daqui da mesma forma como entrou, há um amadurecimento e isso é de grande valor. É algo que, com certeza, vai impactar nas carreiras que esses estudantes vão seguir no futuro”, destaca a coordenadora da etapa regional da OBR em São Carlos, Roseli Romero, professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP. 

Mais competidores – Este ano, em todo o Brasil, 2.968 equipes se inscreveram na modalidade prática da OBR, sendo que 640 delas são do Estado de São Paulo. No ano passado, participaram da competição 2,5 mil equipes em todo o Brasil, sendo 547 delas de São Paulo. Com o aumento no número de competidores, mais cidades passaram a realizar etapas regionais da competição, tal como Campinas e São José do Rio Preto, totalizando nove cidades-sede. 

Em São Carlos, das 184 equipes inscritas para participar da etapa regional, 149 compareceram ao evento e 12 conquistaram medalhas (ouro, prata e bronze) nos dois níveis que compõem a OBR: o nível 1, voltado aos alunos do ensino fundamental, e o nível 2; destinado a quem está no ensino médio e técnico (confira o nome dos vencedores no final desta reportagem).



“A competição ficou mais difícil este ano, está de nível internacional, tal como nos demais países que participam da Robocup. Mas as equipes estão correndo atrás e conseguindo fazer pontuações altas”, ressalta Rafael Aroca, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de São Carlos e vice-coordenador nacional da OBR. O professor explica que a principal novidade da competição regional foi a inserção de marcadores no trajeto dos robôs. A mudança foi realizada para alinhar a OBR com a regra internacional da Robocup. Os marcadores são discos da cor laranja colocados pelos competidores em dois locais na pista da competição e, conforme os robôs passam por eles, ganham pontos. Caso ocorra algum erro e eles precisem recomeçar o trajeto, é preciso voltar ao local onde está o último marcador. “Isso obriga as equipes a desenvolverem diferentes estratégias, conforme o local em que o marcador é inserido”, completa Aroca.

A etapa regional da OBR em São Carlos contou com o apoio do ICMC, da Escola de Engenharia de São Carlos, da prefeitura municipal da cidade, do Centro de Robótica de São Carlos, do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria, da escola Yadaa e das empresas PETE e Ca And Ma. "Ano que vem tem mais!", finalizou a professora Roseli, lembrando que a competição é anual e que a participação na OBR é gratuita.



Confira o nome das equipes vencedoras

Sábado, 11 de junho - Nível 1 (ensino fundamental)
Medalha de ouro: equipe Sigma II, de São Carlos.
Medalha de prata: equipe SOR-Robótica, de São Carlos.
Medalha de bronze: equipe Anglo_Primal, de São Carlos.

Sábado, 11 de junho - Nível 2 (ensino médio e técnico)
Medalha de ouro: equipe Sesi Asimov, de São Carlos.
Medalha de prata: equipe Sesi Riberdroid Generation, de São José do Rio Preto.
Medalha de bronze: equipe Sesi Thunderbóticos, de Rio Claro.

Domingo, 12 de junho - Nível 1 (ensino fundamental)
Medalha de ouro: equipe Seletivo Robóticos, de Mogi Guaçu.
Medalha de prata: equipe 9º ano/Robô acadêmico, de Limeira.
Medalha de bronze: equipe Tigers Team Three, de Novo Horizonte.

Domingo, 12 de junho - Nível 2 (ensino médio e técnico)
Medalha de ouro: equipe RoboCraft 3.0, de Valinhos.
Medalha de prata: equipe Androides Maníacos, de Valinhos.
Medalha de bronze: equipe DarkSiders 2.0, de Valinhos.

Texto e fotos: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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Site da OBR: http://www.obr.org.br
Confira o álbum de fotos do evento: icmc.usp.br/e/a994f
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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Projetos com Arduino serão a atração da próxima quarta no ICMC

Público poderá conferir os 18 projetos mais inovadores desenvolvidos pelos alunos que cursaram a disciplina Introdução à Programação para Engenharias

Projetos foram desenvolvidos usando microprocessador Arduino

Eles ainda estão cursando o primeiro ano da Universidade, mas já colocaram a mão na massa para criar projetos usando o famoso microprocessador Arduino. O público poderá conferir o resultado desse trabalho na próxima quarta-feira, 15 de junho, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. É quando serão apresentados os 18 projetos mais inovadores desenvolvidos pelos 58 alunos que cursaram a disciplina Introdução à Programação para Engenharias no último semestre, sob a orientação da professora Kalinka Castelo Branco. 

“O desafio era levar os estudantes a desenvolverem projetos com Arduino colocando em prática conceitos de programação aprendidos em sala de aula”, explica a professora. Por se tratar de uma ferramenta aberta, livre e de baixo custo para a criação de projetos de hardware e software, o Arduino permite conectar, de forma descomplicada, o mundo da computação com dispositivos físicos que estão ao nosso alcance na vida real. “Os alunos ficaram tão motivados que agregaram vários elementos aos carros e jogos que construíram. Assim, os projetos nos surpreenderam e alcançaram um nível que, normalmente, a gente só observa nos trabalhos de quem está no final do curso”, completa Kalinka.

A mostra com os 18 projetos selecionados é gratuita, aberta a todos os interessados, e acontecerá no Hiperespaço Gilberto Loibel, no hall da Biblioteca Achille Bassi, das 13 às 15 horas. Os 58 alunos que participaram da iniciativa são do curso de Engenharia Mecatrônica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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Seção de eventos do ICMC: (16) 3373.9622

Palestras da semana - 13 a 20 de junho



Seminários de Singularidades
Simple singular 2-spheres and complex hyperbolic geometry
Palestrante: Alexandre Ananin (ICMC)
Quando: segunda-feira, 13 de junho, às 14h
Onde: sala 3-011
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários de Computação (Bacharelado em Ciências de Computação)
Seminários de Computação (Bacharelado em Ciências de Computação)
Palestrante: Amir Netzer (Amdocs Brasil)
Quando: quarta-feira, 15 de junho, às 14h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários de Computação (Bacharelado em Sistemas de Informação)
Interação Humano-Robô
Palestrante: Roseli Aparecida Francelin Romero (ICMC)
Quando: quarta-feira, 15 de junho, às 18h
Onde: sauditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
Clique aqui para ver o resumo
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Palestra de Otimização
Solver de busca local aplicado no problema integrado de roteamento com restrições de empacotamento
Palestrante: Thiago Queiroz
Quando: sexta-feira, 17 de junho, às 14h
Onde: sala 5-001
Clique aqui para ver o resumo
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Seminário de Probabilidades e Sistemas Complexos
Ising model with plastic interactions
Palestrante: Anatoli Yambartsev (IME-USP)
Quando: sexta-feira, 17 de junho, às 16h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
Clique aqui para ver o resumo
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Mais informações
Agenda de eventos do ICMC: www.icmc.usp.br/Portal/Eventos
Seção de Eventos: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Workshop de Teses e Dissertações em Matemática começa dia 20 no ICMC


Entre os dias 20 e 22 de junho, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, realizará o VI Workshop de Teses e Dissertações (WTD). O evento tem como objetivo promover a divulgação das pesquisas realizadas no âmbito do Programa de Pós-graduação em Matemática do Instituto.

O workshop é aberto a todos os interessados e também tem como meta promover maior interação entre pós-doutorandos, egressos e alunos de mestrado e doutorado do Programa, buscando encorajar aqueles que estão em fase final na elaboração de teses ou dissertações a ministrarem palestras, divulgando os resultados obtidos em suas pesquisas. 

As inscrições podem ser realizadas no credenciamento do evento, no dia 21, a partir das 8 horas, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano. A taxa varia entre R$ 40,00 (alunos de mestrado), R$ 50,00 (doutorandos) e R$ 60,00 (demais pesquisadores). 

Atrações gratuitas – A programação do WTD conta com duas atrações gratuitas e abertas à participação de todos os interessados. No dia 20 de junho, em conjunto com a abertura do Workshop, ocorrerá a cerimônia do Prêmio Carlos Gutierrez de Teses de Doutorado 2016, que reconhece, a cada ano, a melhor tese de doutorado em matemática defendida no Brasil no ano anterior. A cerimônia acontecerá a partir das 14 horas no auditório Fernão Stella Rodrigues Germano.

No mesmo local, dia 22 de junho, também às 14 horas, será realizada a palestra O fantasma do plágio na redação científica, que será ministrada pelo professor Marcelo Krokoscz, da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado. Krokoscz é membro da rede acadêmica mundial para o enfrentamento do plágio e pretende conscientizar e capacitar o público para compreender o assunto na sua complexidade e profundidade, de modo que, consequentemente, desenvolvam uma visão esclarecida e uma postura preventiva em relação ao plágio no campo da pesquisa. 

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Defesas e qualificações da semana - 13 a 17 de junho



Qualificação de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Comparação e seleção de listas de proteínas candidatas a potenciais biomarcadoras de câncer com apoio de técnicas de visualização de informação
Aluno: Henry Heberle
Orientadora: Rosane Minghim
Quando: segunda-feira, 13 de junho, às 14h
Onde: sala 3-002
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Defesa de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Sobre coleções e aspectos de centralidade em dados multidimensionais
Aluno: Douglas Cedrim Oliveira
Orientador: Antonio Castelo Filho
Quando: terça-feira, 14 de junho, às 14h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
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Defesa de Mestrado no Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional - PROFMAT
A geometria plana no ensino fundamental: estudo prático sobre o teodolito
Aluno: Jose Alves de Amorim
Orientadora: Karla Roberta Pereira Sampaio Lima
Quando: terça-feira, 14 de junho, às 14h
Onde: sala 3-002
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Defesa de Mestrado no Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional - PROFMAT
Provas matemáticas no ensino médio: um estudo de caso
Aluno: Ednaldo José Leandro
Orientadora: Karla Roberta Pereira Sampaio Lima
Quando: quarta-feira, 15 de junho, às 14 horas
Onde: sala 3-002
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Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Integrando grades móveis em uma arquitetura orientada a serviços
Aluno: Danilo Costa Marim Segura
Orientador: Marcos José Santana
Quando: quinta-feira, 16 de junho, às 9 horas
Onde: sala 3-103
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Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Extração de características para a classificação de imagética motora em interfaces cérebro-computador
Aluno: Yule Vaz
Orientador: Rodrigo Fernandes de Mello
Quando: quinta-feira, 16 de junho, às 14 horas
Onde: sala 3-002
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Defesa de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Projeto e avaliação de um broker como agente de intermediação e QoS em uma nuvem computacional híbrida
Aluno: Mario Henrique de Souza Pardo
Orientadora: Regina Helena Carlucci Santana
Quando: quinta-feira, 16 de junho, às 14h30
Onde: sala da Congregação (sala 4-112)
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Defesa de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Multidimensional projections for the visual exploration of multimedia data
Aluno: Danilo Barbosa Coimbra
Orientador: Fernando Vieira Paulovich
Quando: sexta-feria, 17 de junho, às 9 horas
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
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Defesa de Doutorado em Matemática
Hipoeliticidade global para campos vetoriais complexos no plano
Aluno: Renato Andrielli Laguna
Orientador: Sergio Luis Zani
Quando: sexta-feira, 17 de junho, às 14 horas
Onde: sala 3-002
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Qualificação de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Paradigma multinível para detecção de comunidades sobrepostas em redes complexas
Aluno: Alan Demetrius Baria Valejo
Orientador: Alneu de Andrade Lopes
Quando: sexta-feira, 17 de junho, às 14 horas
Onde: sala 3-103
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Mais informações
Agenda de defesas e qualificações: http://www.icmc.usp.br/Portal/Eventos/Defesas.php
Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373.9638
E-mail: posgrad@icmc.usp.br

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Estatística: um mundo de possibilidades para quem seguir adiante

Ouvir as histórias de quem já foi atormentado pelas incertezas no momento em que estava cursando estatística, enfrentou os desafios e, hoje, é disputado no mercado de trabalho traz motivação para aqueles que estão nos primeiros anos do curso e ainda não conseguiram vislumbrar a diversidade de opções que terão à disposição em um futuro próximo


O professor Louzada  revelou que, até a metade do segundo ano da faculdade, não 
tinha a menor ideia do que fazia um estatístico

Quem o vê no palco, com seu blazer alinhado, de óculos, relatando os diversos projetos que está desenvolvendo como estatístico não imagina que, até a metade do segundo ano da faculdade, ele estava completamente perdido e pouco ligava para os estudos, sequer sabia ao certo o que um estatístico faz. Talvez seja assim que se sintam muitos desses estudantes que lotam o auditório Bento Prado Junior, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), na tarde desta quarta-feira, 1 de junho, para ouvir as palavras do professor Francisco Louzada Neto, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, durante a Semana da Estatística.

“Você vai ficar desse jeito aí, cara? Você tem que tomar uma posição: ou vai ou não vai. Se quiser, tenho um projeto para você fazer”. A advertência dada pelo professor Aristotelino Ferreira em 1985 fez o jovem Louzada, e seus longos cabelos, tomarem um novo rumo: o estudante da UFSCar aceitou o desafio e se engajou no projeto de extensão desenvolvido pelo professor – que hoje dá aulas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. “Foi o primeiro projeto que me motivou: fizemos uma análise estatística para comparar os movimentos de bebês com Síndrome de Down com os movimentos de bebês que não apresentavam o problema. No final, conseguimos verificar que a hipótese dos fisioterapeutas que participavam do projeto estava correta: os bebês com a Síndrome apresentavam movimentos diferenciados”, lembra Louzada.

Evento contabilizou 147 inscritos

O campo da bioestatística, no qual estabeleceu seu primeiro contato prático com essa ciência que analisa dados, continua cativando Louzada, que desenvolve diversos projetos no âmbito do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI). Um deles é voltado à detecção precoce de câncer de mama, por exemplo. Mas o professor também atua em outro campo, tanto que o título da palestra que está ministrando nesta quarta é exatamente Estatística e futebol, uma parceria que dá jogo. Louzada conta que só percebeu o potencial dessa dupla quando estava fazendo seu doutorado: “Eu nunca imaginei trabalhar com estatística no esporte, mas comecei a notar que havia uma necessidade iminente de se trabalhar com previsões estatísticas e também uma demanda pelo desenvolvimento de novos modelos e softwares voltados para essa área, inclusive ligados à detecção de talentos esportivos”. 

Segundo o professor, há ainda um universo inexplorado de oportunidades que os estatísticos podem aproveitar: na música e na literatura, é possível aprimorar as técnicas para detectar a preferência das pessoas e desenvolver ofertas de produtos sob medida; o uso de dados não estruturados como as postagens das redes sociais pode, ainda, contribuir para a detecção de doenças; e os processos de recomendação empregados na internet também têm muito a ganhar com a utilização de ferramentas estatísticas. Para ele, o desafio das universidades agora é aprender a transformar estudantes em empreendedores.

Motivação – Realizada de 1 a 3 de junho, a Semana da Estatística já é uma iniciativa tradicional na UFSCar e está na sexta edição. Mas este ano foi a primeira vez que a comissão organizadora do evento, composta apenas por estudantes, resolveu convidar o ICMC para participar da iniciativa. O estudante Vinicius Rozemwinkel, que está cursando o primeiro ano de Estatística no ICMC, aprovou a ideia e sugere que a programação seja mais extensa no próximo ano. “Um evento como esse dá um ânimo, um gás. Você vê que, se ralar agora, vai ter uma recompensa lá na frente”, diz. Durante a mesa de bate-papo com estudantes que já estão estagiando, Rozemwilkel se surpreendeu ao ouvir que um deles tinha reprovado em cálculo: “É um estímulo, a gente passa a entender que os outros também passaram por dificuldades e acaba ficando mais tranquilo porque sabe que tudo vai dar certo”.

Semana da Estatística foi organizada pelos estudantes

Para Henrique Salviano, que está no segundo ano de Estatística na UFSCar, uma das vantagens do evento é trazer aos estudantes informações externas à Universidade, especialmente no que se refere a como é o dia a dia de um estatístico. “Houve a preocupação de nos fazer conhecer um pouco de tudo. Isso é importante para termos uma visão melhor sobre o nosso futuro”, revelou. 

Um futuro que poderá ser dentro de um hospital, tal como revelou Marco Antonio de Oliveira, ex-aluno do ICMC que atua no Núcleo de Epidemiologia e Bioestatística do Hospital de Câncer de Barretos. “Quando a gente faz faculdade, ficamos presos ao mundo das ciências exatas, não temos ideia de como é complicado fazer pesquisa com seres humanos”, conta Oliveira. Ele explica que, nessa área, é preciso trabalhar sempre em equipe, ao lado dos médicos, somando conhecimentos. “As ideias para a maioria das pesquisas realizadas no Hospital surgem quando os profissionais da área da saúde estão atendendo os pacientes. Muitas vezes, eles não sabem exatamente como poderão coletar os dados para viabilizar seus projetos e buscam a nossa ajuda”, diz. Ele mostrou diversos exemplos de pesquisas e explicou como a atuação do estatístico é fundamental no processo: “Enquanto o pesquisador está falando, vou anotando e tentando identificar quais tipos de variáveis é possível mensurar”.

Marco explicou como é seu dia a dia no Hospital de Câncer de Barretos

Agora imagine quantas variáveis há para serem mensuradas quando uma empresa decide avaliar o impacto de uma campanha de conscientização a respeito do trabalho infantil, por exemplo. Será que basta ouvir a voz de um estatístico nesse caso? Para os cientistas sociais Marisa Villi e Rodrigo Cardozo, em situações como essas, é fundamental ouvir e envolver os diferentes atores sociais que se relacionam com a campanha de conscientização. Com esse intuito, eles construíram uma nova metodologia chamada PerguntAção, que tem a finalidade de possibilitar consultas participativas de opinião. Na Semana da Estatística, os dois ministraram uma palestra explicando como funciona a metodologia. A partir de oficinas formativas, as pessoas são mobilizadas a participarem de cada etapa do processo de levantamento de dados até a construção de um questionário estruturado que será utilizado para as entrevistas pessoais. “Nosso objetivo é promover uma produção coletiva de conhecimento, capaz de gerar articulação e mobilização social”, afirma Marisa. “Nossa prioridade não é a exatidão científica ou o uso rigoroso de amostras representativas, mas despertar no público o envolvimento com as questões que estão sendo pesquisadas”, completa. Para disseminar a nova metodologia, os dois cientistas sociais estão criando uma organização sem fins lucrativos chamada Rede Conhecimento Social. 

A Semana da Estatística contabilizou 147 estudantes inscritos e contou com oito palestras, três mesas redondas e dois minicursos. “Essas atividades extracurriculares são essenciais para os alunos e precisam fazer parte dos projetos pedagógicos dos cursos. Porque é aí que eles passam não só a se formar tecnicamente, mas também como cidadãos”, ressaltou o reitor da UFSCar, Targino de Araújo Filho, na abertura do evento. “Que esta se torne a Semana da Estatística de São Carlos e que seja o primeiro de muitos outros eventos realizados em conjunto pelo Departamento de Estatística da UFSCar e pelo ICMC”, destacou o professor Pedro Ferreira Filho, da UFSCar. Na pós-graduação, a parceria entre as duas instituições já está estabelecida, pois em 2013 foi criado o Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Estatística. A torcida agora é para que esse casamento se estenda para a graduação.

Texto e fotos: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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Página do evento no Facebook: www.facebook.com/SemanaDaEstatistica
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 7 de junho de 2016

Venha torcer pelos robôs: regional da Olimpíada Brasileira de Robótica acontece em São Carlos dias 11 e 12 de junho

Evento é gratuito, aberto à participação de toda a comunidade e acontece das 8h30 às 18h30 no ginásio de esportes do campus da USP

Nas diversas arenas de madeira, os robôs precisam superar desafios para garantir uma medalha à equipe

Se você é fã de alguma modalidade esportiva, provavelmente está se planejando para assistir ao vivo ou pela televisão às Olimpíadas Rio 2016. Mas no próximo final de semana, dias 11 e 12 de junho, terá uma oportunidade única: acompanhar disputas entre atletas que não são de carne e osso. É quando acontecerá a etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) no ginásio de esportes do campus da USP: 184 equipes de escolas públicas e particulares da região participarão da iniciativa.

Quem não vai competir também poderá assistir ao evento, que será realizado durante os dois dias a partir das 8h30 e prossegue até por volta das 18h30. A entrada é gratuita e a estimativa é de que o público presente ultrapasse, no total, mil pessoas, somando-se competidores, técnicos, voluntários, pais e visitantes. “É a terceira vez que a cidade sedia a etapa regional do evento, realizado anualmente”, explica a coordenadora da iniciativa em São Carlos, professora Roseli Romero, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP. 

As equipes competidoras são compostas por, no máximo, quatro estudantes cada e estão divididas em dois níveis: o nível 1 é voltado aos alunos do ensino fundamental e o nível 2 aos do ensino médio e técnico. Basicamente, o que muda de um nível para outro é o grau de dificuldade a ser enfrentado pelos competidores. No nível 1, há uma simulação de resgate e o robô competidor precisa encontrar uma vítima, superando várias adversidades. Já no nível 2, além de encontrar a vítima durante a simulação, o robô deve resgatá-la, passando também por diversos obstáculos e cruzamentos. Cada nível conta com três rodadas de disputa nas categorias fácil, médio e difícil. Em São Carlos, no sábado, dia 11 de junho, 43 equipes disputarão a competição no nível 1 e 46 equipes no nível 2. Já no domingo, dia 12 de junho, serão 54 equipes competindo no nível 1 e 41 no nível 2 (confira a lista completa dos competidores).

Em todo o Estado de São Paulo, acontecerão nove etapas regionais da OBR, das quais participarão 640 equipes. Os melhores classificados nessas regionais irão disputar a etapa estadual no dia 13 de agosto, nas dependências do Centro Universitário da FEI, em São Bernardo do Campo. E quem obtiver bons resultados na etapa estadual vai competir na final nacional, que será realizada de 8 a 12 de outubro em Recife.

Robôs devem ser programados para enfrentarem sozinhos vários obstáculos e desafios

Robótica em expansão – “Um dos nossos objetivos é divulgar a robótica para as escolas do ensino fundamental, médio e técnico, por meio de minicursos, exposições, feiras, competições, visando atrair estudantes para as áreas de ciências exatas e estimular a inovação tecnológica”, destaca a professora Roseli, que também coordena o Centro de Robótica de São Carlos (CROB). No ano passado, houve um recorde de participação na região: 200 equipes de escolas públicas e particulares disputaram a modalidade prática. Em 2014, quando a cidade sediou pela primeira vez a etapa regional da OBR, houve 99 equipes inscritas.

Para motivar e preparar os alunos e as escolas interessadas em participar da modalidade prática da competição, foi organizado um curso preparatório no ICMC, no qual se inscreveram mais de 100 participantes. A etapa regional da OBR em São Carlos tem o apoio do ICMC, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da prefeitura municipal de São Carlos, do CROB, do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), da escola Yadaa e das empresas PETE e Ca and Ma.

Equipes podem testar os robôs nas arenas de treinamento antes de cada rodada da competição

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP


Modalidade prática da Olimpíada Brasileira de Robótica – etapa regional
Quando: sábado e domingo, 11 e 12 de junho, das 8h30 às 18h30.
Onde: ginásio de esportes do campus da USP em São Carlos, acesso pela rua dos Inconfidentes, 85 (acesse o mapa).
Para quem: evento gratuito e aberto à participação de todos os interessados.
Mais informações: (16) 3373.9622 ou eventos@icmc.usp.br

Aproximação entre o ensino médio e a Universidade: alunos de Bauru visitam o ICMC

Os 24 estudantes vieram de Bauru, conheceram o ICMC e receberam o guia Faça Parte do Futuro

Um grupo de estudantes que cursa o primeiro e segundo ano do ensino médio visitou, na última sexta-feira, 3 de junho, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Os 24 alunos da escola FourC Bilingual Academy, de Bauru, conheceram a estrutura do Instituto, conversaram com professores e puderam conhecer mais sobre a vida universitária.

Os visitantes foram recebidos pela aluna Ana Paula Lima, que cursa Ciências de Computação no ICMC, e levou os adolescentes à Biblioteca Achille Bassi e ao Museu da Computação Odelar Leite Linhares. Ela contou um pouco de sua experiência como graduanda, explicou como é seu curso e mostrou que há diversas oportunidades no mercado de trabalho, além de responder às perguntas dos estudantes.

Depois, foi a vez dos professores Thiago Pardo, Esther Prado e Fernando Paulovich conversarem com os alunos. Pardo falou sobre os cursos que o Instituto oferece, suas possibilidades de carreira e explicou a diferença entre Engenharia de Computação, Ciências de Computação e Sistemas de Informação. Já Esther falou sobre os cursos da área de matemática e as possibilidades de atuação no mercado de trabalhado como bacharel ou licenciado. Para encerrar, Paulovich contou sua trajetória profissional até se tornar docente do Instituto e respondeu a uma série de perguntas dos jovens. Os professores ainda falaram sobre os intercâmbios que a Universidade oferece e ressaltaram que muitos alunos do ICMC foram para o exterior ou lá estão.

“Esse tipo de visita é um prática regular da nossa escola, que permite aos alunos conhecerem as instalações e os professores não só de universidades públicas, mas de particulares também. Isso contribui para que eles possam tomar a decisão correta na hora de escolher qual delas prestar”, afirma Roberta da Silva, coordenadora do programa High School da FourC. 

Algumas curiosidades também foram exibidas aos visitantes, como o ranking das melhores profissões do mundo, em que empregos relacionados a computação e matemática estão entre os mais bem colocados. “É importante a gente ter esse contato com a universidade antes de prestarmos o vestibular pois, muitas vezes, ainda não temos certeza do que queremos fazer e, a partir de uma conversa com esses professores, podemos mudar nossa ideia”, finaliza Luiz Sabage, de 16 anos, aluno do segundo ano do ensino médio.

Estudantes visitaram o Museu de Computação Odelar Leite Linhares

Texto e fotos: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação do ICMC

Mais informações
Site do Território do Bixo: www.territoriodobixo.icmc.usp.br
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373-9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

Iniciação científica em matemática aplicada e estatística: workshop marca aproximação entre alunos e professores do ICMC

Estudantes apresentaram 20 projetos de iniciação científica durante o evento

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, realizou, na última quarta-feira, 1º de junho, o 1º Workshop de Iniciação Científica do Departamento de Matemática Aplicada e Estatística (SME). “A ideia é integrar os trabalhos do Departamento, propiciando que os estudantes conheçam os professores, além das pesquisas que estão sendo desenvolvidas pelos seus colegas”, disse a professora Maristela dos Santos, uma das organizadoras do evento.

Realizado no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, o Workshop foi aberto à participação de alunos de outras unidades de ensino da USP. Cerca de 80 estudantes assistiram aos 20 trabalhos que foram apresentados no evento. Cada palestrante teve cinco minutos para explicar sua pesquisa e, no final, o público presente premiou os melhores trabalhos em três categorias: projeto mais interessante, apresentação melhor preparada e a mais divertida. Confira, abaixo, os vencedores.

Cada palestrante teve cinco minutos para explicar sua pesquisa
Projeto mais interessante
- Aluna: Fabiana Arca Cruz Tortorelli
- Orientadora: Juliana Cobre
- Projeto: Análise de evasão de cursos dos campus experimentais da UNESP

Apresentação melhor preparada
- Aluno: Leonardo de Souza Lemes
- Orientadora: Cynthia de Oliveira Lage Ferreira
- Projeto: Diagramas de potência: propriedades, algoritmos e aplicações

Apresentação mais divertida
- Aluno: Kaue Alves Rosário
- Orientadora: Cynthia de Oliveira Lage Ferreira
- Projeto: Uma introdução à ecologia por meio de redes complexas multicamada

Público presente no evento premiou os melhores trabalhos em três categorias

Texto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Crédito das imagens: Thiago Zanetti (primeira foto) e Henrique Fontes

Mais informações
Departamento de Matemática Aplicada e Estatística (SME): (16) 3373-8121
E-mail: sme@icmc.usp.br

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Parceria entre pesquisadores das áreas de tecnologias educacionais e engenharia de software busca ampliar impacto social de projetos

Iniciativa de pesquisadores da USP, da Universidade Estadual de Maringá e da Universidade Federal de Alagoas visa fortalecer parceiras com empresas, gerar mais impacto social e estimular mobilidade de estudantes das três instituições

Projeto será realizado nos próximos quatro anos pelas três instituições parceiras

Gerar pesquisas de mais qualidade nas áreas de tecnologias educacionais e engenharia de software, romper fronteiras para a formação de profissionais mais qualificados, estabelecer mais parcerias com empresas, fomentando a transferência tecnológica e, consequentemente, gerar mais impacto social. Essas são as principais metas de um Projeto de Cooperação Acadêmica (Procad) estabelecido entre o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, a Universidade Federal de Alagoas e a Universidade Estadual de Maringá (UEM). Com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), as três universidades trabalharão juntas, nos próximos quatro anos, para alcançar esses objetivos.

“Com esse projeto, buscamos fortalecer a rede de colaboração nacional na formação de recursos humanos e nossa relação com a indústria para termos mais transferência tecnológica. Queremos desenvolver produtos buscando um impacto social transformador por meio da disponibilização dessas novas tecnologias educacionais para a sociedade”, conta o professor José Carlos Maldonado, coordenador do Procad pelo ICMC. Segundo Maldonado, a ideia é investir na produção de conteúdos abertos, tais como recursos educacionais abertos (REAs), Massive Open Online Courses (MOOCs) e softwares livres. “Queremos olhar para esse novo cenário que está impactando a educação à distância”, completa o professor.

Para o professor Ig Bittencourt, da UFAL, há diversas barreiras a serem superadas para que o conhecimento gerado nas universidades não fique restrito aos artigos científicos publicados. A primeira barreira é cultural. “Nesse grupo de pesquisadores do Procad, essa barreira já não existe porque não estamos interessados apenas em fazer pesquisas e publicar artigos, queremos transferir esse conhecimento para a sociedade”, diz Bittencourt. A segunda barreira é tecnológica: o professor explica que muitos experimentos realizados nas universidades têm foco restrito na solução de um determinado problema e não na criação de uma nova ferramenta tecnológica para a educação. Nasce, então, a necessidade de serem realizadas parcerias com empresas que já possuem plataformas educacionais, para que as soluções pontuais encontradas nas pesquisas acadêmicas possam ser inseridas nessas ferramentas já existentes.

Segundo Bittencourt, há, ainda, barreiras financeiras e de qualificação profissional que devem ser consideradas. Daí a relevância de se promover a mobilidade nacional. “A interação entre os estudantes das três universidades contribui para formarmos recursos humanos com mais qualidade, propiciando o surgimento de novos olhares e uma troca cultural”, ressalta Maldonado. “Propiciamos, assim, a integração de competência e habilidades entre estudantes de um programa mais consolidado, como o do ICMC, com programas mais emergentes”, acrescenta o professor.

Exemplo de sucesso – A história de Edson Oliveira Junior, professor da UEM, é um exemplo do tipo de resultado que uma parceira estabelecida via Procad pode gerar. Em 2006, depois de concluir seu mestrado na UEM, Junior veio fazer doutorado no ICMC. Antes que o jovem finalizasse seu projeto de pesquisa, foi criado um Procad entre a UEM, o ICMC e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Tal parceria propiciou que ele realizasse alguns experimentos de seu doutorado na Dell, uma das empresas instaladas no parque científico e tecnológico da PUCRS. 

Além disso, Junior foi bolsista do Procad em duas ocasiões: antes de se tornar doutor e logo depois de obter o título. Em 2011, ele foi aprovado em um concurso público na UEM e tornou-se professor da instituição. “Quero dar a oportunidade que tive para outros alunos. Na UEM, temos um programa de pós-graduação de menor porte, é muito importante que nossos alunos tenham a experiência de ver como funcionam outras universidades. Isso contribui para que eles entendam como é o processo de pesquisa e o estabelecimento de parcerias entre academia e indústria”, destaca.

A tecnologia a serviço da tecnologia – A professora Itana, da UEM, explica a relação de mão-dupla que existe entre as áreas de tecnologias educacionais e engenharia de software: “Tudo o que a gente chama de tecnologia para a educação é um conjunto de ferramentas que vão tornar uma aplicação viável para que alguém possa aprender. E toda a ferramenta tecnológica que é produzida tem uma engenharia por trás”. Itana ressalta que o termo engenharia de software abarca desde a concepção do software, a especificação de seus requisitos, a definição da arquitetura, da linguagem e da tecnologia que será usada em cada ferramenta. Ou seja, para que um profissional desenvolva uma ferramenta voltada à educação, precisará, necessariamente, empregar conceitos de engenharia de software. “Por outro lado, as tecnologias educacionais podem ser aplicadas no aprendizado de engenharia de software”, acrescenta a professora.

Por isso, um dos primeiros projetos que surgirão da parceria entre ICMC, UFAL e UEM é exatamente a criação de cursos voltados a ensinar conceitos de engenharia de software. Para disponibilizar esses novos cursos, os pesquisadores pretendem utilizar uma plataforma que já foi criada no ICMC: o portal Automatização de Teste de Software, uma iniciativa do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAP-SoL) e do Centro de Competência em Software Livre (CCSL).

“Queremos criar um ambiente para que possamos coletar resultados e fazer experimentos. Também queremos que seja um espaço aberto, permitindo que outras pessoas o utilizem e ajudem a aprimorá-lo”, afirma Itana. “Outra possibilidade é desenvolvermos recursos educacionais abertos para professores da rede pública e para idosos. No ICMC, já temos cursos voltados a esse público. Queremos adaptar esses conteúdos e disponibilizá-los na web a fim de que possam ser replicados em outras regiões do Brasil”, completa a professora Ellen Francine Barbosa, vice-coordenadora do Procad.

As perspectivas promissoras do projeto prometem render frutos nos próximos quatro anos, tempo previsto para o Procad. O workshop que marcou o início da parceria aconteceu nos dias 23 e 24 de fevereiro, no ICMC. A expectativa da UFAL e da UEM é de que, antes do final do projeto, possam fazer os processos seletivos para o ingresso de seus primeiros doutorandos, ampliando seus respectivos programas de pós-graduação, que hoje só oferecem mestrado.

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC

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Palestras da semana - 6 a 13 de junho



Seminários de Singularidades
Singularities of surfaces associated to harmonic maps
Palestrante: David Brander - Technical University of Denmark
Quando: segunda-feira, 6 de junho, às 14h
Onde: Sala 3-011
Clique aqui para ver o resumo
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Palestra
Como usar dados para gerar mobilização e transformação - experiências de Perguntação
Palestrantes:  Rodrigo Cardozo e Marisa Villi - Rede Conhecimento Social
Quando: segunda-feira, 6 de junho, às 18h
Onde: Sala 4-111
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários do Grupo de Topologia do Interior
The Jame's space: when linearly isometric isomorphism is not enough for reflexivity
Palestrante: Juan Francisco Camasca Fernandez (ICMC)
Quando: segunda-feira, 6 de junho, às 19h
Onde: Sala 3-104
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários da Pós-Graduação em Matemática
A Non-Vanishing Theorem for Generalized Local Cohomology Modules
Palestrante: Liliam Carsava Merighe.
Quando: quarta-feira, 8 de junho, às 13h
Onde: Sala 3-011
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários de Computação - BSI
Open Source e Direitos Autorais
Palestrantes: Prof. Dr. Francisco José Mônaco, ICMC
Quando: quarta-feira, 8 de junho, às 18h
Onde: Sala 4-111
Clique aqui para ver o resumo
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Mais informações
Agenda de eventos do ICMC: www.icmc.usp.br/Portal/Eventos
Seção de Eventos: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Defesas e qualificações - 6 a 10 de junho



Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Métodos de solução aplicados ao problema de produção e distribuição
Aluno: Henrique Hiroshi Motoyama Watanabe
Orientadora: Maristela Oliveira dos Santos
Quando: terça-feira, 7 de junho, às 10h
Onde: sala 3-002
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Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Unificando conceitos de avaliação de desempenho, engenharia de desempenho e teste de software para a análise de sistemas computacionais
Aluno: Rafael de Souza Stabile
Orientador: Marcos José Santana
Quando: terça-feira, 7 de junho, às 14h30
Onde: sala 3-002
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Defesa de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Propagação em grafos bipartidos para extração de tópicos em fluxo de documentos textuais
Aluno: Thiago de Paulo Faleiros
Orientador: Alneu de Andrade Lopes
Quando: quarta-feira, 8 de junho, às 14h
Onde: sala 3-002
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Defesa de Mestrado no Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT)
Desenvolvimento atípico: acesso à educação de qualidade
Aluna: Ana Paula Ferreira Aureliano Lopes
Orientadora: Rosana Retsos Signorelli Vargas
Quando: quinta-feira, 9 de junho, às 13h
Onde: sala 3-002
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Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Geração de aceleradores em Bluespec SystemVerilog modelados em UML e C com máquinas de estados finitos paralelas
Aluno: Raphael Fernandes Ribeiro
Orientador: Vanderlei Bonato
Quando: sexta-feira, 10 de junho, às 9h
Onde: sala 3-002
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Mais informações
Agenda de defesas e qualificações: http://www.icmc.usp.br/Portal/Eventos/Defesas.php
Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373.9638
E-mail: posgrad@icmc.usp.br

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Encontro de educadores que ensinam matemática: inscreva-se no evento que acontecerá no ICMC


Estreitar as relações entre estudantes que cursam Licenciatura em Matemática, professores universitários e professores da educação básica. Esse é o principal objetivo do 1º Encontro de educadores que ensinam matemática, evento que será realizado de 9 a 11 de junho no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. As inscrições podem ser realizadas até o dia do evento e a taxa para participar varia de R$ 20 a R$ 40.

Durante o encontro, acontecerão palestras, oficinas, apresentação de pôsteres, mostra de materiais e produções didáticas. A iniciativa não é a primeira que visa fortalecer o vínculo entre ICMC e a educação básica: cursos de extensão, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) e os colóquios das licenciaturas são alguns exemplos de atividades que têm esse propósito. “Esse relacionamento com a educação básica auxilia o pesquisador na formação inicial de seus alunos e, por outro lado, os professores que se aproximam da Universidade podem conhecer os resultados de pesquisas e refletirem melhor sobre suas práticas”, afirma Esther Prado, professora do ICMC e uma das coordenadoras do evento.

Na mesa de abertura, acontecerá uma palestra sobre o uso de tecnologias para incluir alunos com dificuldades de aprendizagem, que será ministrada por Leonardo Perez, professor de matemática na Escola Sesi 108 de São Carlos e no Colégio Oca dos Curumins. Já no encerramento, acontecerá uma palestra sobre a leitura e a escrita nas aulas de matemática, que será ministrada pela professora Flávia Coura, da Universidade de São João del Rey. Para se inscrever e conferir a programação completa, acesse o site do evento: http://encontroedu.icmc.usp.br/i/

Texto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Seção de Eventos do ICMC: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br