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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Robótica sem mistério: visite um dos laboratórios da USP São Carlos

O grupo Warthog Robotics, que desenvolve robôs, estará de portas abertas para receber os estudantes nos dias 12 de setembro, 10 de outubro e 14 de novembro


Objetivo da iniciativa é mostrar para a população que a área da robótica não é nenhum bicho de sete cabeças 

Como funciona um robô? Quais conhecimentos você precisa ter para desenvolver e programar os robôs? Perguntas como essas atiçam a curiosidade de quem não conhece o universo dessas criações que, a cada dia, têm nos surpreendido pelo potencial para realizar tarefas até então restritas aos seres humanos. Mostrar para a população que a área da robótica não é nenhum bicho de sete cabeças é um dos principais objetivos de uma iniciativa gratuita que acontece na USP em São Carlos: o Conexão Warthog. 

O evento é destinado a todas os estudantes da região que desejam conhecer como funciona um dos maiores grupos de extensão e pesquisa da USP, o Warthog Robotics. O grupo desenvolve robôs autônomos para participar de competições de futebol e de combates, nas quais já conquistou diversas premiações no Brasil e no exterior. Ligado a duas unidades de ensino e pesquisa da USP, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) e a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), o Warthog reúne alunos de graduação e de pós-graduação de todo o campus.

Para participar da visita, basta o responsável pela escola ou um professor preencher o formulário online disponível neste link: icmc.usp.br/e/5f612. Cada sessão de visita dura 1h30. É aconselhável que o número de alunos não seja superior a 25 por visita, mas caso aconteça da escola trazer um número maior de estudantes, é possível dividi-los em duas turmas: enquanto uma conhece o laboratório, outra visita o campus da Universidade. 

Ao abrir as portas do laboratório para a comunidade, a intenção do grupo é aproximar a USP e a robótica das crianças e dos adolescentes. “A robótica não é mais novidade nas escolas e no nosso dia-a-dia. Nessa visita, os alunos têm contato com soluções além dos kits comerciais, e podem entender as aplicações de vários conceitos teóricos aprendidos em sala de aula”, explica o doutorando Adam Moreira, do ICMC, que é diretor de pesquisa do Warthog. 

Durante a visita, os estudantes podem assistir a apresentações de robôs e conhecer o laboratório do Centro de Robótica da USP (CRob), onde os projetos do grupo são desenvolvidos. Reunindo profissionais e estudantes da EESC e do ICMC, o CRob é o primeiro centro de robótica do Brasil e tem por objetivo promover a interação dos laboratórios da USP, em São Carlos, fortalecendo as pesquisas em andamento, principalmente nas áreas de robotização de automóveis, robótica aérea, manipuladores, reabilitação robótica, robótica agrícola e interação humano-robô.

A visita é gratuita e demanda inscrições prévias

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP


Conexão Warthog 
Quando: 12 de setembro, 10 de outubro e 14 de novembro em quatro diferentes horários: das 9 às 10h30; das 10h30 às 12 horas; das 14 às 15h30; e das 15h30 às 17 horas. 
Local: Centro de Robótica de São Carlos (CRob), na área I do campus da USP, em São Carlos 
Endereço: avenida Trabalhador são-carlense, 400 – Centro 
Evento gratuito e aberto à participação de todas as escolas interessadas mediante inscrição prévia: icmc.usp.br/e/5f612
Dúvidas: (16) 3373-6728 ou info@wr.sc.usp.br

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Robôs da USP São Carlos jogam um bolão no futebol e nas tarefas do lar

Em competição latino-americana, robôs de pequeno porte conquistaram o primeiro lugar jogando futebol; já os que foram desenvolvidos para aplicações domésticas se consagraram vice-campeões 

Warthog Robotics no pódio: campeão latino-americano no futebol de robôs de pequeno porte

Unir duas paixões em um mesmo campo: robôs e futebol. Esse é um dos desafios dos estudantes da USP, em São Carlos, que participam do grupo Warthog Robotics. Vinculado ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, à Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e ao Centro de Robótica de São Carlos (CRob), o grupo se consagrou pela segunda vez como campeão latino-americano no futebol de robôs de pequeno porte (small size). Além de conquistar o primeiro lugar na modalidade small size, ficaram na quarta colocação na categoria para robôs de muito pequeno porte (very small size) e também mostraram que são bons de bola em outro campo desafiador: o das aplicações domésticas (@Home), na qual foram vice-campeões. 

As conquistas foram obtidas durante o Robótica 2018, o maior evento de robótica da América Latina, que englobou diversas competições, mostras, workshops e simpósios científicos realizados de 6 a 10 de novembro no Centro de Convenções de João Pessoa, na Paraíba. “Os resultados são, certamente, fruto da dedicação e do entrosamento dos estudantes que participaram das competições nas três categorias. Na @Home, que é considerada uma das mais desafiadoras, melhoramos nossa pontuação e conseguimos realizar a maioria das provas, o que demonstra um aprimoramento nas pesquisas desenvolvidas na área de interação humano-robô”, destaca Roseli Romero, professora do ICMC que coordena o Warthog Robotics. 

Na categoria @Home, a equipe conquistou o segundo lugar

Um dos diretores do grupo, Adam Moreira, revela que três dos sete artigos científicos submetidos por integrantes do Warthog ao XV Simpósio Latino-americano de Robótica (LARS) tratavam de assuntos diretamente ligados à categoria @Home: “Isso também mostra que o grupo tem avançado na produção de novos conhecimentos”. 

Já o diretor geral do grupo, Rafael Lang, ressalta que o Warthog tem conseguido se manter como uma das principais equipes de desenvolvimento de robôs do Brasil: “Desde 2009, estamos no pódio em pelo menos uma das categorias da competição Latino-Americana de Robótica. Além disso, temos conseguido abrir novas frentes de atuação, como a @Home, e disputar em alto nível.” 

Doutorando na EESC e professor do Instituto Federal de São Paulo no campus São Carlos, Lang explica que os bons resultados do grupo ao longo do tempo têm sido conquistados devido ao trabalho de muita gente. “A organização é um dos fatores principais para manter a competência de uma equipe multidisciplinar como o Warthog, que envolve alunos de quase todos os cursos do campus da USP em São Carlos. A equipe é sempre renovada, o que permite ao time estar sempre capacitado para desenvolver novas tecnologias e aprimorar os projetos já existentes”, explica o doutorando. 

Grupo também conquistou a quarta colocação na categoria para robôs de muito pequeno porte
Categorias – Na categoria small size, os times contam com seis robôs cada, um goleiro e mais cinco na linha, que disputam a partida de forma autônoma, ou seja, sem nenhuma intervenção humana. De acordo com Adam Moreira, que é doutorando do ICMC, para construir um robô capaz de jogar futebol sem precisar usar um controle remoto, é preciso levar em conta aspectos mecânicos, eletrônicos e computacionais. 

Toda a estrutura do robô, o tamanho que terá, onde ele precisará ser furado, como serão as rodas, o motor, a bateria, o dispositivo de chute, entre diversos outros detalhes são definições que ficam a cargo dos responsáveis pela parte mecânica. Já quem cuida da eletrônica decide quantas placas de circuito ele possuirá, quais componentes serão colocados nessa placa, como será seu microcontrolador e deve compreender também quanta energia será necessária para executar suas tarefas e fazê-lo andar de forma adequada e na velocidade desejada. 

Há, ainda, os especialistas do campo computacional. São eles que farão o robô compreender as informações captadas pela câmera que fica no alto do campo de futebol, superando desafios como a falta ou o excesso de iluminação no local. Nesse time, entra também a área de inteligência artificial. São os algoritmos dessa área – as sequências de comandos passadas para o computador a fim de definir uma tarefa – que farão o robô tomar as decisões certas em campo. “A visão computacional possibilita ao robô ter a visão completa do jogo, enxergar onde está a bola e como estão posicionados os adversários e os colegas de time. Já os algoritmos que criamos vão fazê-lo decidir chutar a bola para o gol ou repassá-la a um companheiro”, explica Moreira. 

O que muda na categoria da competição voltada a robôs muito pequenos (very small size) é que, devido ao tamanho reduzido, a complexidade da máquina é menor: não há dispositivo de chute nem de drible, existem apenas duas rodinhas e uma placa eletrônica. 

Quanto à categoria @Home, o objetivo é estimular o desenvolvimento de serviços e tecnologia de robôs assistivos que possam ter alta relevância para futuras aplicações domésticas pessoais. Na competição, há um conjunto de testes que são realizados para avaliar as habilidades e o desempenho dos robôs em tarefas como reconhecer objetos, mencionando seus respectivos nomes, pegar esses objetos e reposicioná-los, seguir uma pessoa, reconhecer uma determinada pessoa no meio de outras, andar pelo ambiente desviando de obstáculos, tais como cadeiras e sofás, por exemplo.

Rafael Lang com um dos robôs da categoria small size

Tese premiada – Outra conquista comemorada pela professora Roseli Romero foi obtida pela tese Integração de sistemas cognitivo e robótico por meio de uma ontologia para modelar a percepção do ambiente. Defendida por Helio Azevedo no ICMC sob orientação de Roseli, o trabalho foi um dos destaques do Workshop de Teses e Dissertações em Robótica (WTDR) e conquistou o segundo lugar no concurso de teses e dissertações em Robótica (CTDR), ambos realizados em João Pessoa durante o Robótica 2018. 

O objetivo do workshop é viabilizar uma maior integração de alunos de pós-graduação com professores e pesquisadores que atuam na área, contribuindo para aumentar a visibilidade dos trabalhos realizados na academia junto à própria comunidade acadêmico-científica e à comunidade industrial. 

Funcionário do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), em Campinas, Azevedo é um dos autores, em conjunto com José Pedro Belo e Roseli Romero, do artigo OntPercept: a perception ontology for robotic systems. O trabalho foi reconhecido como um dos 16 melhores artigos apresentados no XV LARS e os autores foram convidados para submeter uma versão estendida no Journal of Intelligent & Robotics Systems da Springer. 

Roseli, Helio e o professor Fernando Osório:
tese defendida no ICMC conquistou segundo lugar no concurso

Confira o álbum de fotos no Flickr e no Facebook!

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações 
Página no Facebook: www.facebook.com/WarthogRobotics
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666 
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Os robôs estão prontos para receber sua visita na USP São Carlos

Você pode assistir às competições da Olimpíada Brasileira de Robótica no próximo fim de semana e também está convidado para participar de um projeto para conhecer um grupo da USP que fabrica robôs

Dias 16 e 17 de junho, o público pode assistir às competições no salão de eventos da USP

Como funciona um robô? Quais conhecimentos você precisa desenvolver para trabalhar com robôs? Perguntas como essas atiçam a curiosidade de quem não conhece o universo dessas criações que, a cada dia, têm nos surpreendido pelo potencial para realizar tarefas até então restritas aos seres humanos. Mostrar para a população que a área da robótica não é nenhum bicho de sete cabeças é um dos principais objetivos de duas iniciativas gratuitas que acontecerão na USP em São Carlos. 

No próximo final de semana, dias 16 e 17 de junho, 202 equipes formadas por crianças e jovens de escolas de São Carlos e região vão enfrentar uma série de desafios junto com seus robôs: é quando acontecerá a 5ª Regional da Modalidade Prática da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). O público pode comparecer ao evento para assistir às competições, que serão realizadas no Salão de Eventos da USP, em São Carlos, das 8 às 14h30. A entrada no evento é gratuita e não demanda inscrições prévias, basta comparecer ao local e assistir aos robôs das equipes, que são programados para realizar um percurso em uma plataforma de madeira, onde enfrentam alguns desafios como subir uma rampa e capturar uma bola. 

Quem coordena a etapa regional em São Carlos é a professora Roseli Romero, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Segundo ela, ao assistir às competições, a comunidade pode compreender quanto a robótica favorece o desenvolvimento de uma série de habilidades nas crianças e jovens que têm a oportunidade de montar e programar um robô. 

Equipes e seus robôs enfrentam desafios nas arenas da OBR

Conexão com as escolas – Outro evento gratuito que acontece na USP, em São Carlos, no próximo dia 21 de junho, quinta-feira, é o Conexão Warthog. A iniciativa é destinada a todas as escolas da região que desejam conhecer como funciona um dos maiores grupos de extensão e pesquisa da USP: o Warthog Robotics. 

O grupo desenvolve robôs autônomos para participar de competições de futebol e de combates, nas quais já conquistou diversas premiações no Brasil e no exterior. Ligado a duas unidades de ensino e pesquisa da USP – o ICMC e a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e também ao Centro de Robótica da USP – reúne alunos de graduação e pós-graduação de todo o campus. 

Durante o Conexão Warthog, os estudantes assistirão as apresentações dos robôs desenvolvidos pelo grupo, conhecerão o laboratório do grupo e os projetos desenvolvidos. Cada sessão da visita dura cerca de 1h30. Para participar da visita, basta o responsável pela escola ou um professor preencher, até dia 18 de junho, o formulário online disponível neste link: icmc.usp.br/e/44a60. A visita pode ser agendada das 14 às 15h30 ou das 15h30 às 17h30. É aconselhável que o número de alunos não seja superior a 25 por visita, mas caso aconteça da escola trazer um número maior de estudantes, é possível dividi-los em duas turmas: enquanto uma conhece o laboratório, outra visita o campus da Universidade. 

Ao abrir as portas do laboratório para a comunidade, a intenção do grupo é aproximar a Universidade e a robótica das crianças e dos adolescentes. “Nas visitas, nós pretendemos relacionar o conteúdo pedagógico da escola com o conhecimento da academia. Vários dos princípios básicos da física e da matemática que nós usamos nos robôs são ensinados no ensino médio, por exemplo”, explica o doutorando Adam Moreira, do ICMC, que é diretor de pesquisa do Warthog. A partir do segundo semestre deste ano, o grupo promoverá visitas uma vez por mês. O calendário com as próximas datas será divulgado no início de agosto.

Futebol de robôs será uma das atrações do evento Conexão Warthog

Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP 


Modalidade prática da Olimpíada Brasileira de Robótica (etapa regional) 
Quando: sábado e domingo, 16 e 17 de junho, das 8 às 14h30 
Local: Salão de Eventos do campus da USP em São Carlos 
Endereço: rua dos Inconfidentes, 80 - Centro 
Evento gratuito e aberto à participação de todos os interessados 

Conexão Warthog 
Quando: quinta-feira, 21 de junho, das 14 às 15h30 ou das 15h30 às 17h30 
Local: Prédio da Engenharia de Computação, na área II do campus da USP, em São Carlos 
Endereço: avenida João Dagnone, nº 1100 - Jardim Santa Angelina 
Evento gratuito e aberto à participação de todas as escolas interessadas mediante inscrição prévia: icmc.usp.br/e/44a60 

Contato com a imprensa 
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666 
E-mail: comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Robótica 2017: alunos e professores do ICMC são reconhecidos em evento

Conferências e competições de robótica foram realizadas em Curitiba, de 7 a 11 de novembro



No maior evento de robótica da América Latina, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, esteve em destaque. Na Competição Latino-americana e Brasileira de Robótica, as equipes do Warthog Robotics, grupo de extensão da USP São Carlos, subiram ao pódio três vezes. Já nas conferências realizadas durante o evento, cinco artigos de autoria de pesquisadores do ICMC foram reconhecidos entre os melhores.

Na competição, o Warthog participou de duas categorias no futebol de robôs, ficando com o 5º lugar na Very Small Size e com o 2º e 3º lugares na categoria Small Size. Nessa categoria Small Size, os jogos são disputados com seis robôs em cada time: um goleiro e cinco na linha, que competem sem nenhuma intervenção humana. Este ano, o grupo participou pela primeira vez da categoria @Home, que é voltada para o desenvolvimento de robôs com aplicações domésticas, e conquistou o 2º lugar.

O evento também reuniu conferências científicas da área: o Simpósio Brasileiro de Robótica (SBR), o IEEE Latin American Robotics Symposium (LARS) e o Workshop of Robotics in Education (WRE). As conferências selecionaram os melhores artigos e os autores foram convidados para compor edições especiais de duas importantes publicações. Entre esses melhores artigos estão cinco trabalhos de autoria de pesquisadores do ICMC indicados para duas publicações:

Robotics and Autonomous Systems Journal (RAS), editado pela Elsevier Press:
  • Artigo selecionado: A Study on the Effect of Human Proxemics Rules in Human Following by a Robot Team, de autoria da professora Roseli Romero e do doutorando Murillo Batista, ambos do ICMC, além do pesquisador Douglas Macharet, da Universidade Federal de Minas Gerias.
Communications in Computer and Information Science (CCIS), editado pela Springer:
  • Artigo selecionado: Coordinate Multi-robotic System for Image Taking and Visualization via Photogrammetry, de autoria da professora Roseli Romero, dos alunos Arthur Souza e Rita Raadm, do curso de Ciências da Computação, e do doutorando Murillo Batista, todos do ICMC.
  • Artigo selecionado: Cognitive and robotic systems: speeding up integration and results, de autoria da professora Roseli Romero e dos pós-graduandos Helio Azevedo e José Pedro Belo, todos do ICMC.
  • Artigo selecionado: Calibration and multi-sensor fusion for on-road obstacle detection, de autoria do professor Fernando Osório e do mestrando Luis Alberto Rosero, todos do ICMC.
  • Artigo selecionado: 3D Shape Descriptor for Objects Recognition, de autoria do professor Fernando Osório, do aluno Jean Amaro, do curso de Ciências da Computação, e do pesquisador Daniel Sales, que concluiu recentemente o doutorado no ICMC.

Texto: Alexandre Wolf - Assessoria de Imprensa do ICMC/USP
Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 27 de março de 2017

Palestras da semana - 27 de março a 3 de abril


 
Palestra
Processo seletivo Oliver Wyman
Quando: segunda-feira, 27 de março, às 17h30
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano (sala 6-001)
Clique aqui para ver o resumo
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Palestra
Processo seletivo Bain & Company
Quando: terça-feira, 28 de março, às 17h30
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano (sala 6-001)
Clique aqui para ver o resumo
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Apresentação
Apresentação Processo Seletivo - Warthog Robotics
Quando: terça-feira, 28 de março, às 19 horas
Onde: anfiteatro Jorge Caron (em frente ao bloco E1 da Escola de Engenharia de São Carlos/USP)
Clique aqui para ver o resumo
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Palestra
Processo seletivo da Liga de Mercado Financeiro
Quando: quarta-feira, 29 de março, às 19h15
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (4-111)
Clique aqui para ver o resumo
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Processo
Processo de acesso à universidade: sistemas de avaliação, equidade e ações afirmativas
Palestrante: ​Renato Pedrosa (Laboratorio de Estudos de Educação Superior/Unicamp)
Quando: quinta-feira, 30 de março, às 15 horas
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano (sala 6-001)
Clique aqui para ver o resumo
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Mais informações
Seção de Eventos: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Pesquisadores da USP, em São Carlos, participam da Campus Party Brasil

Palestra sobre inteligência artificial aplicada à interação humano-robô e oficina de robótica estão entre as atrações de um dos maiores eventos de tecnologia do mundo

Interação humano-robô é tema de várias pesquisas desenvolvidas no ICMC

Apresentar uma visão geral sobre o estado da arte no campo da interação humano-robô e mostrar técnicas de inteligência artificial que viabilizam a comunicação entre pessoas e robôs de forma natural, ou seja, por meio da visão, da fala e de gestos. Esse é o objetivo da palestra Inteligência artificial aplicada à interação humano-robô: uma breve viagem pelo contexto nacional, uma das atrações da Campus Party Brasil, que realiza sua 10ª edição no pavilhão de exposições do Anhembi, em São Paulo, de 31 de janeiro até 5 de fevereiro.

“A Campus Party Brasil é um dos maiores eventos de tecnologia do mundo. Então, pessoalmente, é uma realização muito grande poder dividir a paixão pelo que faço com milhares de pessoas que compartilham desse sentimento em um evento dessa magnitude”, revela Daniel Tozadore, doutorando do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Muito do que falará na palestra sobre inteligência artificial aplicada à interação humano-robô Daniel aprendeu durante os experimentos que realizou para seu mestrado, que foi concluído no ano passado, quando apresentou a dissertação Aplicação de um robô humanoide autônomo por meio de reconhecimento de imagem e voz em sessões pedagógicas interativas. “Nós, como pesquisadores de uma universidade pública, temos um compromisso muito grande com toda a sociedade: precisamos mostrar os resultados e aplicações do nosso trabalho”, completa o estudante. 

Além da palestra, que acontecerá no palco ciência da Campus Party Brasil na próxima quarta-feira, 1 de fevereiro, a partir das 16h15, será realizado o workshop Soccer Simulation 2D também na quarta, a partir das 21h15. Promovido pelo Warthog Robotics, grupo de pesquisa e extensão em robótica móvel da USP, em São Carlos, a oficina tem como objetivo ensinar a programar robôs virtuais que jogam futebol a fim de que os inscritos possam participar de competições de futebol de robôs como a Robocup. O workshop será ministrado pelo diretor do grupo, Rafael Lang, que é doutorando na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), e pelos estudantes Paulo Jeunon e Guilherme Momesso, que fazem Engenharia de Computação, curso que é oferecido em parceria pela EESC e pelo ICMC.

Segundo Daniel, a Campus Party Brasil é idealizada para o público em geral, mas uma boa parcela dos participantes é entusiasta de tecnologia, pequenos empresários e grandes empresas relacionadas a TI. “Essas pessoas vão para conhecer os trabalhos, divulgar oportunidades e aprender ensinando. Iniciativas como essas ajudam o público a ter contato com os robôs e quebram uma primeira barreira em quem tem medo de algo tão novo”, finaliza o doutorando.

Warthog Robotics oferecerá workshop durante a Campus Party Brasil

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Site da Campus Party Brasil: http://brasil.campus-party.org/
Página do Warthog Robotics no Facebook: http://www.facebook.com/WarthogRobotics/
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Futebol de robôs: grupo da USP São Carlos ganha título inédito


O Warthog Robotics, grupo de robótica da USP São Carlos, foi o campeão da edição deste ano da Latin American Robotics Competition (LARC) na categoria Small Size League. A competição fez parte da Robotica 2016, uma série de eventos que foram realizados simultaneamente entre os dias 8 e 12 de outubro, em Recife, Pernambuco. 

O grupo, vinculado ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), à Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e ao Centro de Robótica de São Carlos (CROB), já possui diversos títulos em outras categorias do torneio, mas foi a primeira vez que venceu na modalidade Small Size. Nessa categoria, os times contam com seis robôs cada, um goleiro e mais cinco na linha, que disputam a partida de forma autônoma, ou seja, sem nenhuma intervenção humana. "O desenvolvimento de um projeto como esse é bastante complexo e leva anos para se tornar competitivo", explica Rafael Lang, diretor geral do grupo. "Estamos muito felizes por chegarmos a esse resultado a partir de algo iniciado em 2011 com a fundação do Warthog e que só foi possível com o apoio da Universidade e de nossos parceiros", completa Lang.

Na partida final da competição, o Warthog venceu a equipe do Centro Universitário FEI, seu principal rival na modalidade, pelo placar de 3 a 1. "Foi um trabalho de anos de persistência. Demos continuidade, amadurecemos e desenvolvemos diversas pesquisas nesses robôs, tanto em termos de hardware quanto software", comemora Roseli Romero, professora do ICMC e tutora do grupo.

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quarta-feira, 6 de julho de 2016

No ringue com os robôs: grupo da USP São Carlos está pronto para o combate

Equipe participará de competição que tem como objetivo incentivar o desenvolvimento da robótica no país



O Warthog Robotics, grupo de pesquisa e extensão em robótica da USP, em São Carlos, participará da 12ª edição do Winter Challenge, uma das maiores competições de combate de robôs da América Latina. Promovida pela empresa RoboCore, a iniciativa tem como objetivo incentivar o desenvolvimento da robótica no país e acontece de 7 a 10 de julho no Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul (SP).

Durante cada combate, a meta é, literalmente, destruir o adversário e a equipe que perder duas lutas é eliminada. O Warthog vai competir em três categorias: na Beetleweight (até 1,36kg); Hobbyweight (até 5,44kg) e na Featherweight (até 13,6kg). Segundo Adam Moreira, doutorando do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) e membro do grupo, a expectativa é conquistar um lugar no pódio pelo menos nas duas últimas categorias. 

Sobre o Warthog Robotics - Vinculado ao ICMC e à Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), o Warthog é considerado um dos maiores grupos de competição em robótica no Brasil quando o assunto é futebol e combate de robôs. Criado em 2010, o Warthog é resultado da união de dois grupos de desenvolvimento de futebol de robôs da USP, o USPDroids e o GEAR. No mesmo ano de criação da equipe, o Warthog conquistou o primeiro lugar na categoria 2D e o segundo lugar na categoria Very Small Size na Competição Brasileira de Robótica (CBR). Já em 2011, pela mesma competição, o grupo conquistou o primeiro lugar nas categorias Very Small Size e 3D, também ficando em segundo lugar na categoria 2D. Atualmente, é considerada a maior equipe de extensão do campus da USP em São Carlos.
Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Grupo de Robótica da USP oferece bolsas de iniciação científica


O Warthog Robotics, grupo de pesquisa em robótica da USP, em São Carlos, está oferecendo bolsas de iniciação científica para alunos de graduação da Universidade que desejarem desenvolver pesquisas na área. As inscrições são gratuitas e os interessados devem preencher,  até o dia 19 de junho, o formulário disponível neste link: icmc.usp.br/e/f1c94. O valor da bolsa é de R$ 400,00. Confira, abaixo, algumas possibilidades de temas para pesquisa:
  • Arquiteturas de controle de robôs
  • Algoritmos de navegação
  • Estudos do movimento humano
  • Estruturas e materiais para chute
  • Estruturas e materiais para locomoção robusta
  • Estruturas e materiais para transmissão de movimentos
  • Interfaces homem-máquina
  • Localização robótica em ambientes mapeados
  • Modelagem dinâmica de corpo (modelos de plataforma robótica)
  • Modelagem de robô humanóide
  • Odometria inercial
  • Odometria visual
  • Reconhecimento de objetos e padrões
  • Visão omnidirecional
  • Visão estéreo
Sobre o Warthog Robotics - É considerada a maior equipe de extensão do campus da USP em São Carlos, sendo também um dos maiores grupos de competição em robótica no Brasil quando o assunto é futebol e combate de robôs. Criado em 2010, o Warthog é resultado da união de dois grupos de desenvolvimento de futebol de robôs da USP, o USPDroids e o GEAR. No mesmo ano de criação da equipe, o Warthog conquistou o primeiro lugar na categoria 2D e o segundo lugar na categoria Very Small Size na Competição Brasileira de Robótica (CBR). Já em 2011, pela mesma competição, o grupo conquistou o primeiro lugar nas categorias Very Small Size e 3D, também ficando em segundo lugar na categoria 2D.

Mais Informações
Página do grupo no Facebook: https://www.facebook.com/WarthogRobotics/?fref=ts
Formulário para inscrições: icmc.usp.br/e/f1c94
E-mail: warthog@sc.usp.br

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Grupo de robótica de São Carlos realiza palestras e abre inscrições para novos integrantes

Serão dois bate-papos para apresentação do grupo e esclarecimento de dúvidas aos candidatos


Se você gosta de pesquisar e desenvolver tecnologias associadas à robótica, aplicando seus conhecimentos aos complexos ambientes de futebol e combate de robôs, pode participar do Warthog Robotics, um grupo de pesquisa e extensão da USP, em São Carlos, vinculado ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) e à Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).

O grupo está com inscrições abertas em seu processo seletivo até o dia 4 de março. Para se inscrever, basta preencher o formulário disponível neste link. Não é preciso ter experiência na área e podem participar alunos de graduação e pós-graduação de qualquer curso oferecido na USP em São Carlos.

Com o objetivo de esclarecer as possíveis dúvidas dos interessados em participar do processo seletivo e mostrar mais detalhadamente como funciona o grupo, o diretor do Warthog Robotics, Rafael Lang, vai ministrar duas palestras. A primeira será no dia 24 de fevereiro, às 19h30, no auditório Jorge Caron da EESC. Já a segunda conversa acontecerá no dia 2 de março, às 19h30, no auditório Luiz Antonio Favaro do ICMC. Os eventos são gratuitos e abertos a todos os interessados e não demandam inscrições prévias.

Mais informações
Site do Warthog Robotics: www.warthog.sc.usp.br
E-mail: warthog@sc.usp.br

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Em campo com os robôs

Como em qualquer jogo de futebol, o inesperado é uma peça-chave que estimula o aprendizado e a pesquisa nas competições em que os robôs entram em campo

Eles têm a própria competição: robôs disputam partida da categoria tamanho pequeno 

Depois de passar alguns minutos fora do jogo por causa de uma contusão, Vágner Love volta a campo. Só que, em vez de vestir a camisa do time hexacampeão brasileiro, aqui ele usa apenas uma capa plástica com bolinhas coloridas no topo. Sua missão é combater, sozinho, três jogadores adversários. Mesmo com seu dispositivo de chutes danificado, ele empurra a bola três vezes para dentro do gol enquanto os oponentes só conseguem acertar uma. Ovacionado pelos torcedores, sai de campo vitorioso, mas com as marcas da batalha.

“Foi emocionante, um dos melhores jogos da competição. Nunca vou me esquecer do momento em que peguei o robô na mão, soltando fumaça, e o levei para consertá-lo: parecia uma verdadeira mesa de cirurgia. A equipe inteira lá: soldador na mão, chaves de fenda, lanternas de celulares. Uma loucura!”, conta o estudante Fernando Haber. Era a primeira vez que ele participava da Competição Latino-americana e Brasileira de Robótica (LARC/CBR) e não imaginava que, depois daquela cena, Vágner Love seria capaz de vencer a partida. 

Haber está cursando o primeiro ano do curso de Engenharia de Computação e já é membro de um dos maiores grupos de extensão e pesquisa da USP, em São Carlos, o Warthog Robotics. O grupo é ligado ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) e à Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e tem como tutores a professora Roseli Romero, do ICMC, e o professor Ivan Nunes da Silva, da EESC. Aberto à participação de todos os estudantes de graduação e pós-graduação do campus, o grupo interdisciplinar é composto hoje por 80 membros, sendo que 34 deles são alunos que acabaram de ingressar na USP, tal como Haber. 

“O calouro costuma ser muito individualista, especialmente depois de ficar três ou mais anos estudando sozinho para ser aprovado no vestibular. Ele não teve a experiência de enfrentar um problema em grupo. Participar do Warthog e das competições de robótica nos ensina a lidar com pessoas e a trabalhar em grupo. Isso faz toda a diferença”, revela o estudante. “Foi muito cansativo, eu dormi apenas duas ou três horas nos dias que antecederam a disputa. Mas ver tudo funcionando depois é muito recompensador e dá força para a gente continuar”, completa.

Para Haber, trabalhar em grupo é um dos aprendizados mais importantes no Warthog

A conquista do time de Haber, formado apenas pelos calouros do Warthog, foi bastante comemorada: eles ficaram em 4º lugar na categoria RoboCup tamanho pequeno (F180) durante a LARC/CBR, que aconteceu em Uberlândia no início de novembro. Já os veteranos conquistaram o vice-campeonato nessa modalidade e também na categoria IEEE Futebol tamanho muito pequeno. “Em campo, enfrentamos várias situações que estão fora do nosso controle e nos obrigam a encontrar novas soluções. Isso traz um aprendizado prático que se torna um diferencial na nossa formação”, conta Yuri Lourenço, que cursa Sistemas de Informação no ICMC e é diretor da divisão de treinamento do Warthog.

Quem participa do grupo pode escolher uma ou mais divisões para atuar, em um universo com 11 possibilidades: treinamento, inteligência artificial, visão computacional, estudo de movimentos, eletrônica e potência, mecânica e materiais, integração e teste, administração e marketing, controle, simulação e projetos. “Aqui, os estudantes têm a oportunidade de colocar em prática o que aprendem na teoria”, explica o doutorando Adam Moreira, do ICMC, que é diretor da divisão de estudo de movimentos. 

O interessante é que os estudantes têm total liberdade para definir em que área desejam se encaixar. Assim, um aluno que está em um curso como ciências de computação, por exemplo, pode fazer parte de um time de qualquer outra área, como eletrônica ou mecânica, o que o levará a obter conhecimentos adicionais para sua formação. Haber optou pela divisão de visão computacional e também pela de controle. 

Mas o trabalho do grupo vai muito além das competições: “Nosso principal objetivo é aplicar nos nossos robôs o que pesquisamos no meio acadêmico. A nossa participação nas competições é uma consequência desse trabalho que nos traz novos desafios e motivação”, afirma Moreira. Nos meses que antecedem as disputas, a rotina do Warthog é alterada: os times são formados e estabelecidos os gerentes de cada equipe. Nesse momento, o laboratório onde o grupo trabalha passa a funcionar praticamente durante 24 horas e as refeições acontecem ali mesmo junto a Vágner Love, Neymar, Valdívia e outros jogadores desmontados. 



Como são os robôs do Warthog – De acordo com Adam, para construir um robô capaz de jogar futebol sem precisarmos usar um controle remoto, é preciso levar em conta aspectos mecânicos, eletrônicos e computacionais. Toda a estrutura do robô, o tamanho que terá, onde ele precisará ser furado, como serão as rodas, o motor, a bateria, o dispositivo de chute, entre diversos outros detalhes são definições que cabem aos responsáveis pela parte mecânica. 

Já quem cuida da eletrônica decide quantas placas de circuito ele possuirá, quais componentes serão colocados nessa placa, como será seu microcontrolador e deve compreender também quanta energia será necessária para executar suas tarefas e fazê-lo andar de forma adequada e na velocidade desejada. Há, ainda, os especialistas do campo computacional. São eles que farão o robô compreender as informações captadas pela câmera que fica no alto do campo de futebol, superando desafios como a falta ou o excesso de iluminação no local. Nesse time, entra também a área de inteligência artificial. São os algoritmos dessa área – as sequências de comandos passadas para o computador a fim de definir uma tarefa – que farão o robô tomar as decisões certas em campo. “A visão computacional possibilita ao robô ter a visão completa do jogo, enxergar onde está a bola e como estão posicionados os adversários e os colegas de time. Já os algoritmos que criamos vão fazê-lo decidir chutar a bola para o gol ou repassá-la a um companheiro”, explica Moreira. 

A complexidade dos robôs do Warthog aumenta de acordo com a experiência do time. Os robôs dos calouros na categoria tamanho pequeno (F180), por exemplo, têm apenas uma placa eletrônica, um dispositivo de chute e três rodas compostas por 16 microrrodinhas. Os robôs dos veteranos, na mesma categoria, têm três tipos de placas eletrônicas, um dispositivo de chute mais potente do que o dos calouros, um dispositivo de drible e quatro rodinhas compostas por 24 microrrodinhas, o que possibilita ao robô movimentar-se para qualquer direção. Além disso, esse robô é construído em módulos. De acordo com Moreira, o time veterano que disputa essa categoria galgou avanços este ano ao desenvolver quatro robôs bastante estáveis.

Categoria tamanho pequeno (F180): à esquerda, o robô na versão dos calouros; 
à direita, a versão dos veteranos, que é mais complexa

Já na categoria tamanho muito pequeno, como o próprio nome diz, devido ao tamanho reduzido do robô, sua complexidade é menor: não há dispositivo de chute nem de drible, existem apenas duas rodinhas e uma placa eletrônica. Moreira ressalta ainda que o grupo desenvolve também robôs para participar de competições de combate e que está realizando estudos sobre robôs bípedes, embora ainda não tenham criado nenhuma máquina desse tipo especialmente devido ao alto custo. Mas talvez os calouros do futuro tenham a chance de aprender a manejar um time de humanoides. 

“No tempo que passo no grupo não estou estudando para prova, mas aprendendo e aplicando aquilo que a prova, de uma maneira teórica, vai me cobrar”, explica o calouro Haber. Para ele, participar do Warthog traz benefícios que vão além de possibilitar aplicar conceitos teóricos, de aprender a trabalhar em equipe e de obter conhecimentos adicionais à formação básica: “Eu também acho que aproveito melhor o meu curso por ser um membro do Warthog. Tem muitos tópicos que, quando vi em sala de aula, achei pouco importantes. Mas ao notar que aqueles conceitos têm uma aplicação prática, passei a dar mais valor”. É possível que, nas próximas competições, os conceitos que Haber julgou irrelevantes à primeira vista sejam capazes de salvar a vida de Vágner Love em campo.

Na categoria tamanho muito pequeno, o espaço reduzido gera novos desafios

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP


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E-mail: comunica@icmc.usp.br

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

De São Carlos para a China: grupo da USP participa de Copa do Mundo de Robótica

Grupo Warthog Robotics obteve seu melhor desempenho desde que começou a disputar a competição há quatro anos

Equipes de vários países do mundo participaram da Robocup 2015

“Conseguimos ser competitivos e tivemos nossa melhor participação”. Foi assim que o estudante Adam Moreira avaliou o desempenho do grupo Warthog Robotics na Copa do Mundo de Robótica, RoboCup 2015, realizada na cidade de Hefei, na China, em julho.

Vinculado ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e à Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), o Warthog Robotics é considerada a maior equipe de extensão do campus da USP em São Carlos, sendo também um dos maiores grupos de competição em robótica no Brasil quando o assunto é futebol e combate de robôs. 

Este ano foi a quarta vez que o grupo da USP – coordenado pelos professores Ivan Nunes, da EESC, e Roseli Romero, do ICMC –  marcou presença no mundial. Nesta edição, realizada entre os dias 17 e 23 de julho, o resultado final agradou aos membros do grupo, apesar de não terem vencido. “Caímos em um dos grupos mais fortes do torneio, com equipes que já disputam há muito tempo o campeonato e, mesmo assim, conseguimos competir bem e tivemos um ótimo desempenho”, conta Moreira, que é doutorando no ICMC. 

Competindo na categoria Small Size de futebol de robôs, disputada por um total de 18 equipes do mundo, o Warthog participou de um grupo composto pelas equipes Cm Dragons (Estados Unidos), Persia Robot Machine (Irã) e Kiks (Japão). Além de Moreira, a equipe brasileira foi representada na China por outros dois membros: pelo diretor geral do grupo, Rafael Lang, e por Guilherme de Oliveira, ambos estudantes da EESC. 

“Para nós, foi muito interessante participar porque conseguimos usar o mundial como preparação para o campeonato brasileiro, que acontece em outubro. Pudemos testar nossos protótipos e algumas estratégias. Vamos corrigir alguns erros, com certeza essa experiência vai refletir no nacional”, explica Lang. O aluno disse ainda que disputar anualmente a RoboCup faz com que eles aprendam com as equipes mais estruturadas do ramo.

A recepção no país asiático não poderia ter sido melhor e Moreira acredita que, com a experiência nas competições, a equipe só tende a crescer. “Foi a melhor recepção que já tivemos, havia voluntários sempre dispostos a nos ajudar com comida, transporte e a língua. Se a gente quiser um dia ganhar, temos que continuar participando, ver tudo de perto”, afirmou.

A Robocup conta com várias categorias. Duas escolas municipais de João Pessoa, na Paraíba, também participaram do torneio e conquistaram o título na categoria Dança com Robôs, no nível primário. 

Como tudo começou – Criado em 2010, o Warthog é resultado da união de dois grupos de desenvolvimento de futebol de robôs da USP, o USPDroids e o GEAR. No mesmo ano de criação da equipe, o Warthog conquistou o primeiro lugar na categoria 2D e o segundo lugar na categoria Very Small Size na Competição Brasileira de Robótica (CBR). Já em 2011, pela mesma competição, o grupo conquistou o primeiro lugar nas categorias Very Small Size e 3D, também ficando em segundo lugar na categoria 2D. 

Veja outros títulos conquistados pela equipe:
  • 2012: Primeiro lugar na categoria Very Small Size e segundo colocado na categoria 3D;
  • 2013: Terceiro lugar na categoria 3D;
  • 2014: Segundo lugar na categoria Very Small Size e teceira colocação na Small Size.
Guilherme, Adam e Rafael (da esquerda para a direita) com o Javali, mascote do Warthog

Texto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Crédito das imagens: Divulgação

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Página do grupo no Facebook: www.facebook.com/WarthogRobotics
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segunda-feira, 23 de março de 2015

Descobrindo a robótica: robôs invadem Museu da Ciência Mário Tolentino

Robôs foram tema do segundo evento do ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social; próximo evento abordará pesquisas sobre luz

Roseli (à esquerda) com o grupo Warthog Robotics
Cerca de 60 olhares curiosos acompanharam na última quinta-feira, 19 de março, uma pequena invasão de robôs no Museu da Ciência Mário Tolentino, em São Carlos. Como parte do ciclo de palestra Ciência e Riqueza Social, a professora Roseli Romero, do Instituto de Ciências Matemáticas e Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, falou não apenas sobre robótica móvel, mas também levou alguns exemplares de robôs, que se exibiram diante da plateia.

Em sua palestra, Roseli abordou, ainda, alguns conceitos básicos sobre robótica e mostrou como é a estrutura básica de um robô. Também apresentou algumas pesquisas na área realizadas na USP em São Carlos.

Além disso, o grupo de pesquisa e extensão Warthog Robotics, coordenado por Roseli, montou no saguão do Museu uma quadra, onde pequenos robôs disputaram uma partida de futebol. Eles também demonstraram alguns movimentos do robô humanoide NAO.



Próxima palestra - No dia 2 de abril, o ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social realiza seu terceiro evento, desta vez com o tema Luz, Ciência e Vida: comemorando o Ano Internacional da Luz. O palestrante será o professor Vanderlei Bagnato, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP. O docente, que também coordena um Centro Estadual de Física e um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em São Carlos, vai discutir as propriedades da luz, sua interação com tudo ao nosso redor e suas principais aplicações.

A palestra será realizada no Museu da Ciência Mário Tolentino, a partir das 19h30. A entrada é gratuita. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 3307.6903 ou pelo e-mail cienciaeriquezasocial@gmail.com.

Sobre o ciclo de palestras - Com o objetivo de mostrar a ciência desenvolvida nas universidades e institutos de pesquisa e como isso impacta a economia e a vida dos cidadãos, o ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social traz, a cada quinze dias, sempre às quintas-feiras, diversos professores e pesquisadores para interagir com a comunidade. O evento é promovido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo São Carlos da USP, pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAPSoL), com sede no ICMC, e pelo Museu da Ciência Mário Tolentino.

Texto e fotos: Thaís Cardoso - Assessoria de Comunicação do IEA

quarta-feira, 11 de março de 2015

Grupo de robótica de São Carlos realiza palestra e esclarece dúvidas de quem deseja participar da iniciativa

Warthog Robotics realizará palestra nesta quarta-feira, 11 de março, às 19 horas no auditório Jorge Caron, na Escola de Engenharia de São Carlos

Para participar do grupo, é preciso se inscrever até 27 de março

Se você quer pesquisar e desenvolver tecnologias associadas à robótica, aplicando seus conhecimentos nos complexos ambientes de futebol e combate de robôs, pode participar do Warthog Robotics, um grupo de pesquisa e extensão vinculado ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e à Escola de Engenharia de São Carlos.

O grupo está com inscrições abertas em seu processo seletivo até dia 27 de março. Para se inscrever, basta preencher o formulário disponível neste link: icmc.usp.br/e/958b7. Não é preciso ter experiência na área e podem participar alunos de graduação e pós-graduação de qualquer curso oferecido na USP em São Carlos.

Com o intuito de esclarecer as possíveis dúvidas dos interessados em participar do processo seletivo e mostrar mais detalhadamente como funciona o grupo, o diretor do Warthog Robotics, Rafael Lang, vai ministrar uma palestra nesta quarta-feira, 11 de março, às 19 horas, no auditório Jorge Caron, na Escola de Engenharia de São Carlos. O evento é gratuito, aberto a todos os interessados e não demanda inscrições prévias.


Mais informações
Site do Warthog Robotics: www.warthog.sc.usp.br
Formulário para inscrições: icmc.usp.br/e/958b7

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

ICMC marca presença na Campus Party Brasil

Lançamento da startup Busca Opiniões e palestra sobre as competições de robótica foram os destaques


Startup fundada por doutorando do ICMC foi uma das selecionadas para o evento

Alunos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, participaram de um dos maiores eventos de tecnologia do Brasil, a Campus Party Brasil, que terminou neste domingo, 8 de fevereiro, em São Paulo. Parte do evento, o Startup&Makers Camp contou com a inscrição de 600 empresas nascentes, as famosas startups, mas apenas 200 foram selecionadas para participar da Campus Party. Entre elas estava o Busca Opiniões, criado pelo doutorando do ICMC Pedro Balage Filho.

Com o objetivo de fornecer um mecanismo de busca online por opiniões de produtos e serviços, o Busca Opiniões foi selecionado juntamente com outras 100 iniciativas na categoria startups em estágio inicial. “Para mim, o que pesou na escolha foi, principalmente, o potencial empreendedor da proposta aliado à inovação que existe por trás dela”, avaliou o doutorando.

Ele explica que a meta é ajudar um internauta no momento de comprar um produto ou adquirir um serviço, uma vez que a startup possibilitará que sejam encontradas facilmente as opiniões de outros usuários e o internauta poderá avaliar se o produto ou serviço é realmente confiável. “A quantidade de avaliações, comentários e críticas existentes na web é imensa. Atualmente, vários sites são responsáveis por apresentá-las, entretanto, não existe ainda um mecanismo de pesquisa que possa indexar todas essas opiniões e fornecer ao usuário apenas o que é mais relevante sobre o item pesquisado”, ressaltou Balage Filho. Segundo ele, uma das ferramentas de busca mais conhecidas atualmente, o Google, emprega mecanismos de recuperação de informação clássicos que não são capazes de lidar com a tarefa de buscar e selecionar opiniões.

Para o doutorando, participar da Campus Party ofereceu uma excelente oportunidade de se conectar com entusiastas da proposta, parceiros e possíveis investidores, além de aumentar a visibilidade da startup. “As palestras e cursos voltados ao empreendedorismo também foram show de bola e ajudaram a direcionar a startup na direção correta”, acrescentou.

Além de Balage Filho, outros estudantes do ICMC estiveram na Campus Party. Onze deles visitaram o evento com o apoio da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC. Já o mestrando Adam Moreira Pinto participou da mesa redonda Competições da robótica e a disseminação da tecnologia, que aconteceu na noite do dia 4 de fevereiro.

Representando o Warthog Robotics, grupo de pesquisa e extensão vinculado ao ICMC e à Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), o mestrando relatou a experiência obtida pelo grupo ao participar frequentemente de competições de robótica nacionais e internacionais, tendo conquistados diversos títulos. O objetivo principal do Warthog é a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias associadas à robótica e a aplicação nos complexos ambientes de futebol e combate de robôs.

“Comentei também como a robótica me ajudou durante minha carreira acadêmica e o quanto pode contribuir para aqueles que desejam atuar em empresas. Muitos ex-integrantes do Warthog se destacam no mercado por possuírem como diferencial um conhecimento prático”, disse Moreira Pinto.



Conectando pesquisa e startup – Em seu projeto de doutorado no ICMC, que tem o apoio da FAPESP, Balage Filho investiga novos métodos para a análise de sentimentos e a extração das opiniões em textos sob a orientação do professor Thiago Pardo. “Na pesquisa acadêmica, o foco é puramente científico e o objetivo é gerar avanços no conhecimento. Como é uma pesquisa pública, todo conhecimento gerado será disponibilizado para quem quiser utilizá-lo futuramente”, conta o doutorando.

Já o Busca Opiniões compreende uma plataforma de coleta, agrupamento e processamento de opiniões da web. Dessa forma, as pesquisas realizadas por Balage Filho no doutorado serão empregadas na empresa na etapa de processamento de opiniões. “Como em toda startup, nosso foco principal reside na necessidade dos nossos clientes, enquanto no doutorado o foco é na resolução de um problema ou no avanço do conhecimento”, finaliza.

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Site do Busca Opiniões: www.buscaopinioes.com.br
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br