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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Na sala de aula do futuro, somos todos inteligentes

Personalizar o ensino, propiciar um acompanhamento constante e contribuir para a formação de grupos capazes de gerar mais aprendizados. Esses são apenas alguns benefícios que as ferramentas de inteligência artificial podem trazer para a área da educação

Especialistas da USP discutem os impactos da inteligência artificial na educação: confira o que diz Seiji, André e Cláudio
(crédito da imagem: Reinaldo Mizutani)

Uma sala de aula sem fronteiras, em que os novos conhecimentos chegam aos alunos respeitando o tempo de aprender de cada um. Quando há uma dificuldade, o apoio vem de maneira oportuna por meio de uma intervenção que auxilia o aluno a superar os desafios da aprendizagem ou redireciona o caminho do aprendizado, tentando encontrar a abordagem mais adequada para a construção do conhecimento. Quando não há mais dúvidas, conteúdos avançados se apresentam para desafiar o aprendiz. O avanço do estudante em suas descobertas é avaliado em tempo real, à medida que interage com os demais alunos e vai construindo o próprio conhecimento com as pequenas conquistas do dia a dia. O professor acompanha de perto a evolução e vai ajustando, de acordo com as características daquele ser humano, o conteúdo que ensina e a forma como ensina.

Será assim a sala de aula do futuro, dizem os especialistas em inteligência artificial. Mas olhando para a situação presente do sistema educacional brasileiro, parece que essa é uma utopia inalcançável até mesmo em longo prazo. É realmente viável empregar as novas tecnologias para criar um ensino mais personalizado, flexível, inclusivo e motivador? 

De acordo com o professor Seiji Isotani, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, as ferramentas da área de inteligência artificial permitem amplificar a inteligência humana: “A gente já consegue verificar, por exemplo, para conjuntos de milhares de alunos, abordagens de ensino que tem maior potencial de auxiliar a aprendizagem e, assim, apoiar o professor na tomada de decisão pedagógica”. Mas como essas ferramentas são construídas para se tornarem capazes de identificar qual a melhor metodologia de ensino? 

Aprendendo a aprender – Em primeiro lugar, é preciso entender o que é inteligência artificial, uma área de pesquisa que não é tão nova quanto muitos imaginam. “O termo foi criado oficialmente há mais de 60 anos, pelo cientista da computação norte-americano John McCarthy”, revela o professor André de Carvalho, vice-diretor do ICMC. Ele conta que, em 1956, a ideia foi lançada em um workshop de verão que acontecia no Dartmouth College, em Hanover, nos Estados Unidos. “Alguns professores fizeram uma proposta, baseados na ideia de que toda característica da inteligência humana ou aspecto de aprendizado pode, a princípio, ser tão precisamente descrito que é viável construir uma máquina para simular essa característica ou aspecto”, explica André. 

O professor conta, ainda, que a área já era investigada anteriormente, apesar do termo nunca ter sido usado até 1956. Por exemplo, em uma palestra na Sociedade de Matemática de Londres, em 1947, o matemático britânico Alan Turing falou publicamente, pela primeira vez, sobre a possibilidade de criar uma máquina que aprendesse a partir de suas próprias experiências. “Quando um comportamento é realizado, mas não somos capazes de afirmar se está sendo gerado por uma máquina ou pelas mãos de um ser humano, podemos dizer que há inteligência artificial”, completa o professor Cláudio Toledo, do ICMC, fazendo referência ao famoso Teste de Turing, que já foi tema de diversos filmes como X-Machina (2015), por exemplo. 

André explica que o termo inteligência artificial foi criado oficialmente há mais de 60 anos

Criado para você – É hora de visitar novamente a sala de aula do futuro. O fato é que continuaremos sem condições de disponibilizar um professor para cada aluno, mas poderemos simular essa realidade com as ferramentas da inteligência artificial, criando ambientes de ensino e aprendizado personalizados para cada aluno. “Plataformas que empregam tecnologias como a dos sistemas tutores inteligentes já são capazes de fazer isso”, diz Seiji, que coordena um novo curso de especialização em computação aplicada à educação, cujas inscrições foram prorrogadas até dia 10 de outubro. 

Ele explica que, para criar um sistema tutor inteligente, é necessário construir um passo a passo (algoritmos) para ensinar o computador a lidar com informações provenientes de três diferentes fontes: o conteúdo que será ensinado (modelo do domínio); o modo como aquele conteúdo será ensinado (modelo pedagógico); e os conhecimentos que o estudante já possui (modelo do aluno). Essas informações iniciais são os modelos que vão nutrir o sistema computacional (veja o infográfico a seguir). 

Infográfico desenvolvido pela doutoranda Paula Toledo Palomino, do ICMC, a partir de imagem disponibilizada no livro Intelligence Unleashed: An argument for AI in Education

Quando o estudante começa a interagir com a plataforma de ensino e acessa os conteúdos iniciais que foram disponibilizados, os dados dessa interação estabelecida com o sistema, com o conteúdo, com os demais alunos e com o professor vão sendo capturados. “A partir de todas as interações do aluno com o ambiente de ensino, o próprio sistema atualiza os modelos. Com essas novas informações, é possível identificar o que aquele aluno já sabe e o que ainda não sabe sobre um determinado domínio do conhecimento, quais suas principais dificuldades e é viável até mesmo prever qual será a próxima resposta que o estudante dará em um exercício”, completa Seiji. 

Imagine, agora, a quantidade enorme de dados que são gerados em uma plataforma educacional acessada por milhares de alunos. Para extrair as informações relevantes dessa infinidade de dados (chamada Big Data), é preciso usar ferramentas da área de inteligência artificial como aprendizado de máquina, por exemplo. 

“Com essas informações, as plataformas não só podem se adaptar às necessidades dos estudantes, mas também ajudar o professor a entender o comportamento dos alunos, oferecendo a ele potenciais recomendações de como amenizar ou reduzir as dificuldades encontradas pelos educandos, o que pode evitar a evasão”, ressalta Seiji. O professor completa: “A inteligência artificial não é algo que surgiu apenas para tornar as máquinas mais inteligentes, mas também pode ajudar a gente a ser mais inteligente. Nesse caso, é possível contribuir para que o professor tome decisões mais assertivas na hora de apoiar a aprendizagem do aluno”. 

Muitas pesquisas têm sido realizadas nesse campo a fim de ampliar a compreensão sobre o comportamento dos alunos durante a aprendizagem, utilizando interfaces capazes de reconhecer palavras, captar gestos, verificar o movimento dos olhos e de diversos indicadores fisiológicos (tais como batimentos cardíacos e tensão muscular). Quanto mais dados os pesquisadores conseguirem obter para inserir nos sistemas tutores inteligentes, maior será a probabilidade de que essas plataformas de ensino se tornem cada vez mais personalizadas e capazes de motivar e atrair a atenção dos usuários. 

Para o professor Claudio, no futuro, as plataformas de ensino funcionarão como jogos: “Ou seja, para manter o aluno engajado, se o jogo/atividade for muito difícil e o jogador/aluno não estiver ganhando/acompanhando nada, o próprio sistema reduzirá o nível de dificuldade para que ele não perca o interesse. Agora se o jogo/atividade estiver muito fácil e o jogador/aluno começar a ganhar sempre, o nível de dificuldade vai aumentar para que ele se sinta desafiado". Segundo o professor, esse processo, muito comum nos games, mantém os jogadores motivados, interessados e contribui para que desenvolvam diversas habilidades sociais, cognitivas e motoras. Para ele, tanto os jogos educacionais quanto a gamificação são campos muito promissores. 

Claudio diz que, no futuro, as plataformas de ensino funcionarão como jogos

Companhia para aprender – Os quatro professores autores do estudo Intelligence Unleashed: An argument for AI in Education, trazem um interessante relato à tona: “É dito que, na China antiga, cada príncipe real estudava com a companhia de um professor real. Talvez os imperadores chineses já soubessem que seus filhos aprenderiam mais efetivamente na presença de outra pessoa”. A seguir, os autores escrevem que a inteligência artificial deu uma nova vida a essa antiga história por meio do desenvolvimento dos sistemas “companheiros de aprendizagem”. Eles seriam como os professores dos príncipes chineses, mas em versão eletrônica, é claro. 

Por não serem mortais, esses companheiros inteligentes de aprendizagem (ou agentes inteligentes) estariam presentes durante toda a trajetória de vida de um ser humano, auxiliando-o na obtenção de novos conhecimentos. Diferentemente dos sistemas tutores inteligentes, que já são uma realidade, ainda há muitas pesquisas para serem realizadas antes que esses companheiros possam dividir a vida com a gente. Os especialistas da área estimam que isso levará cerca de 10 anos. 

Já os estudos sobre formação de grupos de alto desempenho estão bem mais avançados. Foram criados vários modelos computacionais que possibilitam, a partir da inserção de dados sobre os estudantes que compõem uma turma, criar grupos que têm maior potencial para trabalharem em grupo de forma produtiva. 

O estudo Intelligence Unleashed: An argument for AI in Education destaca que, ao longo das décadas, vários pesquisadores têm mostrado que o aprendizado colaborativo costuma gerar melhores resultados do que o aprendizado solitário. Isso porque o aprendizado colaborativo encoraja os participantes a articularem de forma mais adequada o que pensam, a justificarem as ideias, a refletirem sobre suas explicações, a resolverem as diferenças por meio de um diálogo construtivo e a construírem conhecimentos e novos significados de maneira compartilhada. Se as ferramentas da inteligência artificial forem realmente capazes de estimular esse tipo de aprendizado, talvez as salas de aula do futuro sejam, de fato, ambientes muito mais motivadores e atraentes, onde um novo mundo poderá surgir. 

Inscrições no novo curso de especialização oferecido pelo ICMC podem ser realizadas até 10 de outubro

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 

Mais informações 
Site do curso de especialização em computação aplicada à educação: http://especializacao.icmc.usp.br/index.php
Link para ler o estudo Intelligence Unleashed: An argument for AI in Education:

Contato para esta pauta 
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666 
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quarta-feira, 29 de março de 2017

Seja um voluntário e ajude a levar robótica e inclusão digital para jovens

Estudantes e profissionais das áreas de administração, comunicação, educação, finanças, psicologia e recursos humanos podem contribuir com a iniciativa que pretende estimular crianças e adolescentes a construir e programar robôs

O professor Eduardo Simões (à direita) e os funcionários da Microsoft explicam
os objetivos do projeto para estudantes do ICMC

Inspirar jovens de escolas públicas, abrindo novas perspectivas de carreira é o objetivo de um projeto coordenado pelo professor Eduardo Simões, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Ele e sua equipe constroem robôs que costumam encantar crianças e adolescentes por onde passam, estimulando aprendizados. Mas ele tem um desafio pela frente: expandir a iniciativa para além das quatro escolas são-carlenses que já participaram do projeto piloto. Isso só poderá ser realizado com o auxílio de um time de voluntários de diferentes campos do conhecimento.

“Tecnicamente, sabemos como fazer os robôs, temos os equipamentos, as ferramentas e muitos estudantes de computação e engenharia como voluntários. No entanto, faltam recursos humanos de outras áreas para desenvolvermos um modelo replicável, que possibilite alcançar mais escolas e impactar mais jovens”, explica Simões. 

Neste mês de março, foi dado um dos primeiros passos para que esse plano de expansão se concretize. Três funcionários de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, a IBM, chegaram a São Carlos no dia 13 de março e permanecerão na cidade até 6 de abril. Nesse período, eles estão ajudando a construir um plano de ação para o projeto. Na próxima segunda-feira, 3 de abril, às 19 horas, o professor Simões e esses três funcionários da IBM apresentarão o plano para os voluntários interessados. O evento acontecerá no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germanos, no ICMC. 

“O time já está desenvolvendo um novo projeto piloto para o ensino de robótica e inclusão digital. A ideia é que, a partir dos resultados alcançados, eles consigam construir um programa de quatro semanas que possa ser replicado e levado a mais escolas públicas. A meta é crescer de forma sustentável, aumentando, aos poucos, o alcance do projeto para mais escolas e regiões”, revela Scott Frei, gerente de tecnologia de circuitos da IBM nos Estados Unidos. 

Scott está no Brasil porque o projeto de Simões foi um dos escolhidos pelo programa internacional de cidadania corporativa da IBM, o Corporate Service Corps (CSC). O programa seleciona funcionários da empresa em todo o mundo para atuar em projetos que integram planos de crescimento econômico, gestão de processos e tecnologia, oferecendo consultorias gratuitas. Além da contribuição de Scott, o projeto está recebendo o apoio de Zerrin Çitkaya, gerente de projetos da IBM na Turquia, e Lynn Wan Jiang, líder de teste de software no laboratório de desenvolvimento da empresa na China.

A iniciativa piloto a que Scott se refere está acontecendo com 20 jovens, entre 10 e 14 anos, que participam do Pequeno Cidadão, um programa pós-escola desenvolvido pela USP, em São Carlos, que oferece aulas de reforço, artes e atividades esportivas para estudantes da rede pública. “Os robôs despertam uma curiosidade nos jovens e a consequência dessa brincadeira com a tecnologia é o aprendizado, que acontece naturalmente. Nossa ideia é realizar oficinas para que eles construam, desconstruam e controlem esses equipamentos, passando a entender conceitos importantes da área de computação, matemática e física de uma forma divertida”, conta Simões. 

Os voluntários que participarem da iniciativa também terão a oportunidade de obter um grande aprendizado. Quem desejar contribuir deve se inscrever, até 9 de abril, por meio deste formulário eletrônico: www.icmc.usp.br/e/e25a5. Para participar do processo seletivo, basta ser um estudante ou profissional das áreas de administração, comunicação, educação, finanças, psicologia ou recursos humanos. No caso de estudantes de graduação, é recomendável estar cursando os últimos dois anos do curso. Também é necessário ter entre duas e quatro horas semanais disponíveis para se dedicar à iniciativa. 

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Da esquerda para a direita: Zerrin, Lynn, Scott, Simões (ao centro) e estudantes
do ICMC no evento que marcou o início das consultorias da IBM ao projeto

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Com informações da Assessoria de Imprensa da IBM

Crédito das fotos: reunião com alunos - Denise Casatti; equipe no início do projeto - Neylor Fabiano

Apresentação do projeto Robótica e Inclusão Digital
Quando: 3 de abril, segunda-feira, às 19 horas
Local: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano (sala 6-001) no ICMC
Endereço: avenida Trabalhador são-carlense, 400, no campus I da USP em São Carlos
Inscrições para voluntários: até 9 de abril por meio do link www.icmc.usp.br/e/e25a5
Mais informações: professor Eduardo Simões – diro.icmc@gmail.com

Contato com a imprensa
Assessoria de Imprensa ICMC/USP: comunica@icmc.usp.br
Telefone: (16) 3373.9666

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Robótica e computação: professores podem se inscrever em cursos gratuitos na USP em São Carlos

Em um dos cursos, os participantes terão oportunidade de conhecer os componentes que constituem um robô móvel e manipular um kit robótico; no outro, aprenderão noções básicas para programação de computadores

Em um dos cursos, haverá atividades práticas usando um kit robótico

Estão abertas as inscrições para dois cursos gratuitos que serão oferecidos pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Um deles será sobre computação e o outro sobre robótica. O público-alvo são os professores do ensino médio da rede pública, mas a participação é aberta a todos os interessados.

Os dois cursos acontecerão de 4 de março a 27 de maio, aos sábados. O curso Computação I será oferecido das 8 às 12 horas e tem como objetivo apresentar ao aluno conceitos de programação, mostrando estruturas de construção de algoritmos e de linguagens de programação. Para se inscrever, basta acessar o Sistema Apolo da USP por meio deste link: icmc.usp.br/e/550ad.

Já o curso Robótica I ocorrerá das 14 às 18 horas e vai explicar como é a estrutura básica de um robô, apresentando os vários componentes que o compõe, como sensores e atuadores. Os participantes também aprenderão conceitos de montagem e programação de robôs, com atividades práticas usando um kit robótico. As inscrições também devem ser efetuadas por meio do Sistema Apolo no seguinte link: icmc.usp.br/e/98852.

Em cada curso há 40 vagas disponíveis e as inscrições podem ser realizadas até 1 de março ou enquanto houver vagas. “Faça sua inscrição de forma consciente. Quando uma pessoa se inscreve e não comparece às atividades, está ocupando a vaga de alguém que poderia aproveitar essa oportunidade”, lembra Maria Fernanda Marreta, secretária da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC.

Os dois cursos estão sob a coordenação da professora Roseli Romero, do ICMC, e as aulas acontecerão na sala 6-303, no bloco 6 do Instituto, localizado no campus I da USP em São Carlos, na Avenida do Trabalhado são-carlense, 400. Os professores Fernando Osório e Kalinka Castelo Branco também contribuirão ministrando aulas. A iniciativa conta, ainda, com o apoio da Diretoria de Ensino da Região de São Carlos.

Conceitos de programação, de construção de algoritmos e de linguagens
de programação será o tema do curso Computação I
Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Inscrições para o curso Computação I: icmc.usp.br/e/550ad
Inscrições para o curso Robótica I: icmc.usp.br/e/98852
Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC: (16) 3373.9146

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Inscrições abertas para o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência


Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O Programa é destinado aos alunos dos cursos de Licenciatura em Matemática e de Licenciatura em Ciências Exatas (núcleo geral ou habilitação em Matemática) que estejam cursando a partir do terceiro semestre. As atividades começarão no primeiro semestre de 2017 e as inscrições, que são gratuitas, podem ser realizadas até 30 de novembro.

O valor da bolsa é de R$ 400,00 e, durante o período de sua vigência, o bolsista deverá dedicar-se, no mínimo, 30 horas mensais às atividades do Programa. A concessão das bolsas obedecerá a critérios classificatórios que envolvem entrevista, análise de histórico escolar e disponibilidade do candidato. As entrevistas acontecerão no dia 1º de dezembro em horários que serão informados posteriormente. Já a divulgação dos selecionados acontecerá no dia 5 de dezembro.

Os interessados devem preencher a ficha de inscrição e enviá-la, por e-mail, à professora Esther Prado (estherprado2@gmail.com), juntamente com o histórico escolar completo (incluindo as reprovações). O e-mail deve conter como assunto Processo seletivo PIBID 1s 2017. Para acessar o edital completo e ter acesso à ficha de inscrição, clique aqui: http://icmc.usp.br/e/2c6a6.

Sobre o Pidid - O Programa é uma iniciativa da Capes para o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores para a educação básica. São concedidas bolsas a alunos de licenciatura participantes de projetos de iniciação à docência desenvolvidos por Instituições de Educação Superior (IES) em parceria com escolas de educação básica da rede pública de ensino. Os projetos devem promover a inserção dos estudantes no contexto das escolas públicas desde o início da sua formação acadêmica para que desenvolvam atividades didático-pedagógicas sob orientação de um docente da licenciatura e de um professor da escola.

Mais informações
Edital do Programa e ficha de inscrição: http://icmc.usp.br/e/2c6a6
E-mail: estherprado2@gmail.com

terça-feira, 5 de julho de 2016

Ensinando com Arduino: uso da plataforma em sala de aula contribui para motivar estudantes e inspirar novos aprendizados

Projeto realizado na USP, em São Carlos, mostra que aprender programação colocando a mão na massa pode trazer benefícios que vão muito além do desenvolvimento de robôs e jogos

Daniel e Renata: orgulho e alegria na selfie com o robô criado em sala de aula

A selfie registrada pelo smartphone de Daniel Xavier, 18 anos, não deixa dúvidas do sentimento de orgulho e da alegria que compartilha com a estudante Renata Alves, 19: eles estão segurando o robô que desenvolveram em equipe ao cursar a disciplina Introdução à Programação para Engenharias, na USP, em São Carlos. O cenário da selfie é o hall da Biblioteca Achille Bassi, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). Ao redor dos estudantes, há muitos outros robôs. Alguns estão circulando pelo chão e, de forma autônoma, desviam de obstáculos; outros seguem linhas construídas com fita isolante nas mesas brancas e há um que atira elásticos de borracha. Mario Bros também marca presença, em miniatura, na pequena caixa de papelão onde o público mata a saudade de Genius, o famoso jogo eletrônico lançado no Brasil nos longínquos anos de 1980. Um elo une toda essa parafernália eletrônica que invade o espaço: elas foram construídas por estudantes que estão no primeiro ano da Universidade usando a plataforma Arduino.

Fazer esses alunos colocarem a mão na massa valeu muito a pena, na opinião da professora Kalinka Castelo Branco, do ICMC: “Eles se sentiram motivados porque puderam realmente entender o funcionamento da lógica de programação e a necessidade e aplicabilidade da disciplina na vida real, em situações que eles certamente terão que enfrentar na vida profissional”. Para ela, foi essa motivação adicional que os levou a investir mais tempo no aprendizado da disciplina, a qual passou a ser menos abstrata. O resultado a professora conseguiu ver refletido no aumento das notas dos estudantes, que estão cursando o primeiro ano do curso de Engenharia Mecatrônica, oferecido pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC): “Antes, a média ficava entre 4,7 e 5,7. Este ano, chegou a 6,8”.

Motivação refletiu no aumento das médias da turma
A motivação dos alunos ao desenvolver os projetos promete resultar em benefícios que se estenderão para além da disciplina. “Dá mais ânimo no curso. Você passa a se empenhar um pouco mais nas outras matérias, mesmo que elas não sejam tão legais porque sabe que vai precisar delas”, conta Daniel. “É uma atividade que se aproxima mais do nosso trabalho, do que a gente vai fazer depois da faculdade. Então, é muito legal para nos motivar a continuar no curso”, diz Renata. “Eu nunca pensei que a gente ia chegar e fazer isso no primeiro ano. Nunca tive contato com eletrônica e computação”, afirma Leandro Silva, 17 anos. A cada aula prática, ele aprendia uma parte do processo: “A gente fazia sem pensar que era um sacrifício. Para mim, foi uma experiência incrível, faria tudo de novo”.

Não foram poucos os desafios que eles precisaram enfrentar. “A gente ficou várias noites e vários dias tentando fazer e dava errado”, revela Daniel. Na opinião dele e de Renata, o maior obstáculo foi conciliar o software com o hardware. No computador, tudo funcionava bem, mas na hora do robô executar, nada acontecia conforme planejado: “Precisávamos continuar tentando, até resolver. Quando dava certo, a gente comemorava. Ver funcionando é a melhor parte!”

Para o grupo de estudantes que trabalhou com Leandro na construção do jogo Genius em homenagem a Mario Bros, o principal desafio foi transformar a música em um código e construir a lógica do jogo, articulando os momentos de acender e apagar as luzes LED com as músicas que deveriam ser tocadas. “Se o jogador erra a sequência, toca um tipo de música; se ele passa para a próxima fase, temos outra música. É complicadinho, mas pelo Mario Bros, a gente tentou, tentou, até conseguir”, explica Leandro. 
Jogo Genius e Mario Bros foram um dos destaques da mostra de projetos

Plataforma para aprendizado – Não foi por acaso que a professora Kalinka escolheu o microprocessador Arduino como plataforma para os estudantes desenvolverem os dois trabalhos que propôs para a disciplina: um jogo Genius e um robô. Por se tratar de uma ferramenta aberta, livre e de baixo custo para a criação de projetos de hardware e software, o Arduino permite aos estudantes conectar, de forma descomplicada, o mundo teórico da computação a dispositivos físicos. Isso acontece porque, depois de “sentir” o ambiente por meio de sensores variados (entradas) e processar esses dados via programas inteligentes, os estudantes podem programar a ferramenta para afetar seu entorno, controlar e agir sobre o ambiente. Essa ação pode ser realizada por meio de motores e atuadores que possibilitam, por exemplo, ligar ou desligar luzes, movimentar câmeras e outros componentes, etc. Além disso, esse microprocessador interage facilmente com os computadores, independentemente do sistema operacional empregado (Windows, Linux ou Mac). Ou seja, a grande vantagem é que não é preciso ser um especialista para desenvolver um projeto usando Arduino. Foi por isso que a escolha se encaixou como uma luva para a turma que está no primeiro ano da Universidade. 

Há sete anos, Kalinka ministra a disciplina Introdução à Programação para Engenharias na USP em São Carlos. “Quando era só teoria, ficava tudo muito abstrato, os alunos viam só o software e logo se desmotivavam. Muitos não faziam os trabalhos solicitados e os que entregavam deixavam muito a desejar”, lembra a professora. Então, há três anos, surgiu a oportunidade de apresentar uma proposta para o Programa Pró-Inovação no Ensino Prático de Graduação (Pró-Inovalab) da USP. A professora redigiu o projeto Pró-InovaLab - Uma abordagem inovadora para o desenvolvimento de sistemas embarcados críticos, selecionado durante a uma das edições do Programa. Os recursos recebidos possibilitaram adquirir os microprocessadores e demais materiais necessários para tirar a ideia do papel. Como no ano passado a professora foi aprimorar seus conhecimentos na Universidade de Sidney, na Austrália, a proposta foi colocada em prática este ano. “É uma ideia que pode ser aplicada a outras disciplinas”, destaca Kalinka. 

Junho vermelho: lançando elásticos de borracha

“A proposta foi realmente excepcional para estimular não só os alunos, mas também os professores”, diz Maíra da Silva, que é coordenadora do curso de Engenharia Mecatrônica. Ela explica que um dos desafios da coordenação é mobilizar os professores para que transformem uma parcela significativa da carga horária de 4,4 mil horas que compõe o curso em projetos práticos: “No momento, estamos analisando núcleos de disciplinas para identificar projetos em comum”. Maíra reforça que o aprendizado baseado em projetos multidisciplinares está em destaque nas novas diretrizes para a estrutura curricular dos cursos de graduação da EESC.

Segundo a coordenadora, o projeto prático realizado pelos estudantes na aula da professora Kalinka contribui para que eles enxerguem a importância de estudar os três campos do conhecimento fundamentais para a mecatrônica: a mecânica, a eletrônica e a programação. Ao construir um simples robô, eles percebem que, para controlar o Arduino, é preciso entender as estruturas dos algoritmos – sequências de regras que são criadas para resolver uma tarefa. Por outro lado, para decidir qual motor colocar, é necessário ter conhecimentos de mecânica. Mas não é possível acionar os motores sem a eletrônica. “Com um projeto no início do curso, o aluno consegue ter uma visão muito mais aplicada do por que está estudando aquelas teorias”, diz Maíra.

Controle de Junho vermelho com seus seis botões

Quando Gustavo Stefano, 19 anos, começa a explicar como funciona Junho vermelho, o robô que seu grupo criou, fica nítido o quanto compreendeu a estreita relação que une mecânica, eletrônica e programação. Para que o robô comece o combate e dispare elásticos de borracha, é preciso acioná-lo por meio de um controle, composto por um microcontrolador e um transmissor de rádio. No controle, há seis botões: quatro para movimentar o robô para frente, para trás, para a direita e para a esquerda; um para disparar a borrachinha; outro que é um potenciômetro e vai determinar a angulação do mecanismo de disparo: “Mas não podemos alimentar o motor de disparo direto do Arduino, porque ele vai queimar se puxarmos muita corrente elétrica. Então, inserimos reguladores de tensão e um transistor. O Arduino aciona o transistor, que, por sua vez, vai acionar o disparo do canhão”.

Em meio a tantos projetos interessantes, os olhos de Marina Rodero, 16 anos, brilham. Seu sonho é estudar no ICMC. “Eu sempre gostei muito de exatas, adoro matemática e comecei a me interessar por programação”, conta a estudante, que está no segundo ano do ensino médio e participa do projeto Codifique. A curiosidade de Marina vem acompanhada pela curiosidade do pai, Adalberto Rodero, que também veio à mostra que acontece no hall da Biblioteca na tarde desta quarta-feira, 15 de junho. Ele trabalha na área de manutenção de aeronaves e, recentemente, resolveu comprar um microprocessador Arduino. O passeio contribuiu para multiplicar suas ideias para futuros projetos. Uma prova de que iniciativas como a da professora Kalinka podem estimular não só quem já frequenta as salas de aula da USP.

Adalberto e Marina: mostra motivou pai e filha


Confira o álbum de fotos no Flickr: icmc.usp.br/e/3ea79


Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Inscrições abertas para o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência



Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O Programa é destinado aos alunos dos cursos de Licenciatura em Matemática e de Licenciatura em Ciências Exatas (núcleo geral ou habilitação em Matemática) que estejam cursando a partir do terceiro semestre. As atividades começarão no segundo semestre de 2016 e as inscrições, que são gratuitas, podem ser realizadas até o dia 6 de julho.

O valor da bolsa é de R$ 400,00 e, durante o período de sua vigência, o bolsista deverá dedicar-se, no mínimo, 30 horas mensais às atividades do Programa. A concessão das bolsas obedecerá a critérios classificatórios que envolvem entrevista, análise de histórico escolar e disponibilidade do candidato. As entrevistas acontecerão no dia 8 de julho e, até o dia anterior, serão divulgados os horários de cada uma delas. Já a divulgação dos selecionados acontecerá no dia 9 de julho.

Os interessados devem preencher a ficha de inscrição e enviá-la, por e-mail, à professora Esther Prado (estherprado2@gmail.com), juntamente com o histórico escolar completo (incluindo as reprovações). O e-mail deve conter como assunto Processo seletivo PIBID 2s 2016. Para acessar o edital completo e ter acesso à ficha de inscrição, clique aqui.

Sobre o Pidid - O Programa é uma iniciativa da Capes para o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores para a educação básica. São concedidas bolsas a alunos de licenciatura participantes de projetos de iniciação à docência desenvolvidos por Instituições de Educação Superior (IES) em parceria com escolas de educação básica da rede pública de ensino. Os projetos devem promover a inserção dos estudantes no contexto das escolas públicas desde o início da sua formação acadêmica para que desenvolvam atividades didático-pedagógicas sob orientação de um docente da licenciatura e de um professor da escola.

Mais informações
Edital do Programa e ficha de inscrição: icmc.usp.br/e/ad1ba
E-mail: estherprado2@gmail.com

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Descobrindo a robótica na pré-escola: crianças da creche da USP em São Carlos aprendem a montar e controlar robôs

Os princípios básicos da robótica e da programação já não são um mistério para 28 crianças que têm entre 4 e 6 anos e participam de um projeto piloto criado por uma professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação

Ação, diversão e aprendizado andam juntos nas aulas de robótica

Ele tem apenas quatro anos e está eufórico. Ao ver o professor na porta da sala com um robô e suas demais ferramentas de trabalho, não resiste: vai logo explorando aquela máquina com as mãos ansiosas. “Leandro, onde está o cérebro do robô?”. O garoto aponta certeiro para a central de comando do objeto. “E as pernas dele, onde estão?” De novo, o menino movimenta rapidamente as mãos em direção as rodas que fazem o robô andar.

É segunda-feira, quase 15 horas, e as nove crianças que compõem a Turma do Vulcão, todas com quatro ou cinco anos, voltam do lanche afoitas para aprender mais sobre robôs. Não estamos em uma escola primária inglesa, onde desde o ano passado as crianças a partir de cinco anos passaram a ter aulas de programação. Estamos na creche da USP em São Carlos, a cerca de 230 quilômetros da capital do Estado de São Paulo. É aqui que, desde março, o projeto idealizado pela professora Roseli Romero, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, ganha vida.

“Prender a atenção deles é o meu maior desafio”, revela o estudante Isaak Machado, que abraçou a ideia do projeto criado por Roseli e ministra aulas de robótica para duas turmas da creche nas segundas à tarde. Isaak sempre gostou de ensinar e, ainda no ensino médio, ministrava aulas de reforço para seus colegas. Ele também já participou, como voluntário, de uma iniciativa para ensinar pré-adolescentes de baixa renda, mas nunca havia trabalhado com crianças na educação infantil. “Aqui, eu preciso de ação, não posso ficar na teoria”, diz o estudante, que cursa Engenharia Mecatrônica na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). 

Aliás, ação é a palavra que melhor sintetiza o que acontece nessa aula de robótica. Agitadas para tocar e mexer no robô que elas mesmas montaram ao longo do projeto, as crianças não ficam quietas um minuto sequer. Com a ajuda das professoras da creche, Isaak vai aos poucos conseguindo explicar alguns conceitos importantes: “Vamos fazer nosso robô andar seguindo uma faixa?”. Ele logo angaria um grupo de voluntários que ajudam a fixar a fita adesiva no chão. “E agora, como vamos ensinar esse robô a andar na faixa? O que eu usei para falar com o robô na outra aula?”, pergunta o professor. “Um computadorzinho!”, responde imediatamente Leandro Pascual. Então, Isaak liga o laptop e entra em uma plataforma de programação chamada LEGAL.

De novo, o professor lança outra pergunta para seus alunos: “Qual palavra usamos para começar a ensinar o robô?”. As crianças respondem em coro: “Por favor”. E lá vai Isaak escrevendo “Por favor” no computadorzinho. “Mas eu preciso falar para o robô seguir a faixa por quanto tempo? Vamos contar quantos passos ele precisa dar?”. Magicamente, os pequenos atendem ao pedido e fazem um trenzinho, andando sobre a faixa que está no chão. Os números surgem naturalmente para contar os movimentos dos pés: 1, 2, 3... 16. Alguns contam um pouco mais, mas a maioria termina no 16. Isaak explica às crianças que o robô não sabe o que são passos, mas que ele entende o que são segundos e que vai dizer para o robô andar durante 16 segundos. Antes de finalizar, o professor pergunta: “O que a gente fala para o robô, no final, para ele obedecer a gente?”. Outra vez, ouvimos o coro das crianças: “Obrigado”. 

A disputa agora é para ver quem aperta o botão “Ensinar” na plataforma LEGAL. A cada aula, é vez de uma criança. Felizes, os pequenos acompanham atentos os passos do robô sobre aquela linha branca. Tal como eles, o robô parece feliz em sua trajetória pelo jardim da infância. 

Leandro (ao centro) e seus amigos explorando o robô que montaram

Múltiplos aprendizados – “É a primeira vez que temos a oportunidade de trazer essa tecnologia existente na USP para os nossos alunos”, conta a coordenadora da creche, Beatriz Boriollo. Três turmas de crianças entre 4 e 6 anos participam da iniciativa, totalizando 28 alunos que têm uma aula de robótica por semana. Isaak é o professor em duas turmas e o estudante Guilherme Moreira, também da EESC, ministra aulas para o outro grupo.

“As crianças não estão apenas entrando em contato com um equipamento sofisticado, estão investigando como um robô funciona, explorando as possibilidades de montagem. É um processo investigativo em que diversos conceitos são trabalhados como a coordenação motora fina, a importância da concentração, o trabalho em equipe e questões matemáticas como ordens de grandeza, formatos e encaixes”, explica Beatriz. A brincadeira de montar o robô foi tão fascinante para as crianças que algumas passaram a procurar pela caixa de ferramentas quando estavam em casa.

Porém, as descobertas realizadas nesse trabalho não se restringem ao universo infantil. Quando os quatro kits de robótica chegaram à creche, também surpreenderam as professoras. “O maior aprendizado foi durante a montagem dos robôs, muitas delas não conheciam as ferramentas”, diz Fabrícia Bedinotto, que é coordenadora de módulo de 4 a 6 anos na creche. 

“Precisamos realizar várias adaptações no projeto, pois nunca havíamos trabalhado com crianças nessa faixa etária. Desenvolvemos uma nova forma de passar o conhecimento para elas e investimos mais tempo na montagem dos robôs do que havíamos planejado inicialmente, porque elas adoraram fazer isso”, explica Isaak. Comparar as partes de um robô com o corpo humano é uma das técnicas empregadas por ele, além de dar mais foco na ação do que na teoria. 

“O mais interessante é que as crianças deixam de enxergar o robô como uma máquina misteriosa. Elas entendem que, para que o robô deixe de ser apenas um monte de peças e passe a interagir com o meio ambiente, é preciso colocar sensores e programá-lo”, conta Roseli, que é vice-coordenadora do Centro de Robótica de São Carlos (CROB) e pretende dar prosseguimento ao projeto que começou a ser realizado em março na creche.

O projeto realizado na creche faz parte do Programa Aprender com Cultura e Extensão da USP e recebeu o apoio da empresa Pete, que forneceu os kits de robótica, além de recursos da FAPESP e do CNPq. “Esse tipo de iniciativa é um estímulo fantástico para as crianças. Essa geração assimila muito rápido as questões tecnológicas, já nasceram com o dedo pronto para as telas sensíveis ao toque. Por isso, é muito bom que eles sejam apresentados a conhecimentos mais avançados porque, lá na frente, tudo isso já será muito natural para eles”, aprova o físico Rogério Pascual, que é pai de Leandro Pascual e funcionário do ICMC.

Isaak (ao fundo) aperta o comando do "computadorzinho"

Se você gosta de robôs, não perca a oportunidade de assistir gratuitamente às provas práticas da Olimpíada Brasileira de Robótica. A etapa regional da competição contará com a participação de mais de 200 equipes e acontecerá no próximo sábado e domingo, dias 13 e 14 de junho, no ginásio de esportes da USP em São Carlos. Saiba mais!

Texto e fotos: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 11 de maio de 2015

ICMC realiza Miniworkshop de Graduação

Evento será realizado na próxima quarta-feira, 13 de maio, das 16 às 20 horas


Discutir propostas para a melhoria dos cursos de graduação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, com alunos, professores e funcionários do Instituto. Esse é o objetivo do Miniworkshop de Graduação do ICMC que acontecerá na próxima quarta-feira, 13 de maio, das 16 às 20 horas no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano.

O evento é gratuito e, para participar, basta preencher o formulário online até dia 13, às 12 horas. A programação (veja abaixo) começa com um debate sobre carga horária, estilo e qualidade de aula. A seguir, será discutida a questão do material de apoio às aulas (vídeos, ensino à distância, aplicativos, web, etc.). Depois, o tópico serão os intercâmbios e estágios no exterior, seguido pelo debate sobre a infraestrutura do Instituto (salas de aula, laboratórios). Para finalizar, o foco serão outros assuntos, tais como comportamento de alunos e professores, permanência no curso/evasão, avaliação de cursos, egressos, etc.

O Miniworkshop é uma iniciativa da Comissão de Graduação do ICMC e dos coordenadores dos cursos de graduação do Instituto.

Mais informações
Formulário de inscrições: icmc.usp.br/e/f6013
Seção de Eventos do ICMC: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br


Programação do Miniworkshop de Graduação do ICMC


16h - 17h - Carga horária, estilo e qualidade de aula.
17h - 17h40 - Material de apoio às aulas: vídeos, ensino à distância, aplicativos, web, etc. 
17h40 - 18h20 - Intercâmbios e estágios no exterior.
18h20 - 19h - Infraestrutura: salas de aula, laboratórios.
19h - 20h - Outros assuntos: comportamento de alunos e professores, permanência no curso/evasão, avaliação de cursos, egressos, etc.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Curso gratuito do ICMC explica como aplicar conceitos da estatística em sala de aula


VAGAS ESGOTADAS

Introduzir o pensamento estatístico no ensino médio e fundamental é o objetivo da oficina que acontece dia 24 de maio na USP em São Carlos




Como ensinar conceitos básicos de estatística a alunos do ensino médio e fundamental por meio de atividades lúdicas? Para responder a essa questão, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, realizará, no dia 24 de maio, o curso Estatística em sala de aula: vamos começar?

Gratuita, a atividade será ministrada pela professora Ângela Tavares Paes, da Universidade Federal de São Paulo, que é doutora em ciências, com ênfase em estatística, pelo Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP. Totalizando 8 horas de duração, o curso acontecerá das 8h30 às 12h30 e das 14h às 18h. Há 40 vagas disponíveis e as inscrições podem ser feitas até 22 de maio, ou enquanto houver vagas, por meio de formulário eletrônico (acesse aqui: icmc.usp.br/e/56a12). Ao final da atividade, será entregue um certificado a todos os participantes, que também receberão, sem nenhum custo adicional, o material necessário.

A relevância de promover um minicurso para discutir esse tema está na constatação de que nem todos os professores se sentem à vontade para trabalhar em sala de aula com os conceitos da estatística, apesar da disciplina estar presente nas ementas e nos programas de avaliação dos ensinos médio e fundamental. Entre os tópicos que serão abordados durante o curso estão: o papel da estatística no desenvolvimento do senso crítico e da cidadania; como incluir no cotidiano escolar conceitos básicos de estatística; análise descritiva; estimação e probabilidade.

Mais informações
Comissão de Cultura e Extensão do ICMC
E-mail: ccex@icmc.usp.br
Telefone: (16) 3373.9146