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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Aluno do ICMC utiliza técnica para classificar sentimentos de usuários no Instagram

Por meio da análise de textos e imagens é possível determinar se postagens são positivas ou negativas



Pesquisa de Gabriel rendeu prêmio de melhor projeto durante
intercâmbio realizado em universidade norte-americana

Como descobrir se os cidadãos de uma cidade ou de um país estão satisfeitos com os serviços oferecidos por uma instituição? A rede social é um bom caminho para sanar essa dúvida e foi com esse propósito que o aluno de graduação Gabriel Giancristofaro, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, utilizou uma técnica computacional que pode determinar, automaticamente, se os usuários do Instagram estão felizes ou insatisfeitos com alguma entidade, através da análise de infinitas postagens ou comentários. Seu projeto foi premiado na Universidade do Estado da Califórnia, campus de Fullerton, onde o estudante realizou intercâmbio. 

O modelo funciona da seguinte forma: por meio de um algoritmo, sequência de comandos que é passada para o computador a fim de definir uma tarefa, é possível analisar as imagens e textos (legendas e comentários) que são postados na rede social e classificá-los como positivos ou negativos. Tomamos como exemplo uma loja de eletrodomésticos que deseja medir o grau de aceitação dos clientes com seus produtos. Para que isso seja possível, a empresa deve apenas criar uma hashtag (palavra-chave antecedida pelo símbolo #) que remeta à loja ou ao produto vendido e, toda vez que um ou outro for mencionado, automaticamente o que foi publicado será coletado e classificado. 

“O computador conta quantas palavras tem cada frase e identifica, por exemplo, se o usuário escreveu termos ofensivos, elogios, algo em maiúsculo, ou então se repetiu alguma letra para dar ênfase a um argumento”, explica o estudante de Ciências de Computação. Gabriel fala ainda sobre a importância de analisar as imagens juntamente com os textos das postagens: “Nós fazemos essa junção para que o resultado seja mais próximo da verdade, tendo em vista que, às vezes, a pessoa está sendo irônica no texto”. O aluno diz que existem muitos trabalhos que analisam somente textos e a inclusão de imagens é a maior contribuição de sua pesquisa: “Esse estudo conseguiu concluir que a análise dos dois juntos melhora a classificação dos sentimentos dos usuários”. 

Publicação elogia serviço de limpeza em rodovia interestadual da Califórnia

Como tudo começou - Gabriel foi selecionado em novembro do ano passado para realizar um intercâmbio na Universidade do Estado da Califórnia, com o objetivo de desenvolver seu trabalho de conclusão de curso. A ideia de realizar o projeto surgiu depois que ele fez iniciação científica com o professor Jó Ueyama do ICMC. Com a ajuda do docente, o estudante entrou em contato com o pesquisador norte-americano Anand Panangadan, que se tornou seu orientador.

Sua pesquisa, que faz parte da área de aprendizado de máquinas, foi aplicada especificamente ao Departamento de Trânsito da Califórnia, que fazia o uso da #Caltrans. “Uma professora e uma aluna da área de comunicação da Universidade Politécnica do Estado da Califórnia, campus de Pomona, estavam conduzindo um estudo para descobrir como as pessoas enxergavam essa instituição de trânsito. O problema é que elas faziam a classificação dos comentários manualmente e em pequenas quantidades. Então, a gente se ajudou: eu ofereci o método para elas e, em troca, elas me passavam os dados”, conta o aluno que se forma no final deste ano.

O projeto Predizendo sentimentos em postagens de redes sociais com base em características visuais e textuais ganhou o prêmio Best in college, que contempla anualmente o melhor projeto entre alunos de graduação dos cursos de computação da Universidade norte-americana. Gabriel chegou aos Estados Unidos em janeiro para ficar um semestre desenvolvendo seu trabalho. Além disso, o aluno cursou três disciplinas interdisciplinares, que eram ligadas a negócios, tecnologias na engenharia de computação e segurança na computação. Durante o período de estada no exterior, recebeu uma bolsa do Banco Santander para arcar com os custos do intercâmbio.

“A experiência fora do Brasil mudou a visão que eu tinha do curso e do mercado de trabalho. O contato com outras pessoas, com os professores, faz com que você abra a cabeça. Para mim, foi algo que confirmou meu desejo de seguir na área de pesquisa”, afirma o estudante. Para ele, o sucesso de seu trabalho tem uma explicação: “Acredito que o diferencial foi eu ter buscado dar um sentido ao intercâmbio e não viajar apenas para passear ou aprender uma nova língua. Isso contribuiu para que o resultado fosse melhor”, finaliza o aluno. Ele redigiu um trabalho de conclusão de curso sobre seu projeto e o apresentará nesta terça-feira, 21 de junho, às 9h20, na sala 3-103 do ICMC, quando será avaliado por uma banca examinadora.

Postagem critica erros de ortografia em placa de sinalização do Departamento de Trânsito da Califórnia

Parceria – O contato feito pela Comissão de Relações Internacionais do ICMC (CRInt) com a Universidade do Estado da Califórnia para o intercâmbio de Gabriel possibilitou o estreitamento da relação entre as duas instituições. Em dezembro de 2015, membros da Universidade norte-americana visitaram o ICMC pela primeira vez e puderam conhecer um pouco mais sobre o Instituto.

Em maio deste ano, eles voltaram para a realização de um workshop, a fim de discutir possíveis contribuições entre as entidades. Professores do Instituto apresentaram suas áreas de pesquisa e encaminharam um acordo de intercâmbio para alunos de graduação e pós-graduação. A expectativa é que muitos outros estudantes possam entrar por essa porta de oportunidades que foi aberta por Gabriel.


Texto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação ICMC/USP


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terça-feira, 19 de abril de 2016

Delegação da Universidade de Münster visita o ICMC em busca de parcerias

Entre os temas debatidos durante a visita da delegação alemã estavam as possibilidades de intercâmbio

Buscando estreitar relações, promover parcerias e possibilidades de intercâmbio, três professores da Universidade de Münster visitaram o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Os alemães conheceram a estrutura do ICMC, as áreas de pesquisa e apresentaram propostas de trabalhos em conjunto.

Os visitantes foram recebidos por Maria Cristina de Oliveira, vice-diretora do ICMC, José Carlos Maldonado, presidente da Comissão de Relações Internacionais do Instituto (CRInt), e pelas professoras Simone de Souza e Ellen Barbosa. A recepção, que aconteceu nos dias 6 e 7 de abril, foi realizada na Sala da Congregação do ICMC e começou com um vídeo institucional que mostrou a infraestrutura oferecida pela instituição, os campos de pesquisa e o reconhecimento internacional dos trabalhos produzidos.

Depois, foi a vez de Maldonado mostrar, por meio do mapa desenvolvido pela CRInt, alguns dados sobre a mobilidade de alunos e professores do ICMC, além dos acordos internacionais estabelecidos. “Nossos professores participam de várias redes de pesquisa e o Instituto sempre estimula os estudantes a irem para o exterior”, afirma o presidente da CRInt.

Representando a Universidade alemã, Bernd Hellingrath, Armin Stein e Katrin Bergener apresentaram dados sobre a instituição europeia e sua cidade sede, além dos objetivos buscados com o encontro. Segundo os alemães, a USP é a universidade brasileira com a qual eles possuem maior colaboração, completando esse ano 10 anos de parceria. Além das reuniões proporcionadas pela visita, os professores alemães também tiveram a oportunidade de conhecer o Museu da Computação Odelar Leite Linhares e a Biblioteca Achille Bassi.

A professora Ellen destacou a relevância da visita da delegação. “O estabelecimento de uma parceria com a Universidade de Münster é importante tanto no contexto da graduação quanto no da pós-graduação, em virtude da possibilidade de intercâmbio. Além disso, há o interesse em discutir e implementar convênios de duplo diploma ou dupla titulação”, finaliza a docente. 

Texto e foto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação do ICMC

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terça-feira, 15 de março de 2016

Da África para o ICMC: calouro chega a São Carlos para estudar computação e sonha contribuir com empresa do pai

Ele recomenda que estudantes venham fazer graduação no Brasil e, depois de formado, quer voltar para o Congo e trabalhar no empreendimento criado pelo pai

Ele viajou milhares de quilômetros carregando na bagagem o sonho de um dia tornar a empresa do pai uma multinacional. “Eu escolhi Ciências de Computação porque amo essa área desde quando meu pai comprou um computador ainda na minha infância. Ele tem uma empresa do ramo de informática e tomei como objetivo me formar na área para fazer com que o negócio cresça cada vez mais”, diz, com os olhos distantes, Josué Kabongo, que veio da República Democrática do Congo, na África, estudar no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

“O nível da computação no meu país ainda é muito baixo, por isso procurei alternativas para que eu pudesse adquirir um conhecimento de qualidade”, conta o estudante, que gosta da área de desenvolvimento de software. Kabongo foi um dos selecionados do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), do Ministério da Educação, que oferece oportunidades de formação superior a cidadãos de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos educacionais e culturais. Avisado pelo cunhado sobre a oportunidade, ele resolveu se arriscar e, mesmo sem conhecer muito sobre o país do futebol, foi incentivado pelo pai, o qual lhe disse que muitas oportunidades se abririam.

Durante o processo de inscrição, o calouro deveria escolher duas cidades do Brasil para se candidatar a estudar. Optou por São Paulo e Brasília. “Quando comecei a pesquisar sobre as universidades desses dois municípios e descobri que a USP é a melhor da América Latina, fiquei ainda mais motivado a vir para o Brasil”. Ele foi selecionado pela USP em São Paulo e direcionado ao campus de São Carlos, onde estava disponível, no período diurno, o curso por ele escolhido. 

O estudante desembarcou no Brasil em janeiro de 2015 e passou cerca de 8 meses na capital nacional aprendendo português na Universidade de Brasília (UNB). Durante esse período, ficou hospedado em um alojamento de uma igreja local, onde convivia com outros companheiros do Congo. Como a língua oficial do país africano é o francês, a maior preocupação de Kabongo era aprender português, pois só assim estaria apto para fazer a graduação. 

Nos primeiros meses em terras brasileiras, o africano descobriu algumas diferenças culturais curiosas: “Os brasileiros não são tão diretos. Por exemplo, se eu estou usando uma camisa feia, você não vai falar isso pra mim, vai dizer que estou bem. Eu sofri com isso quando cheguei ao Brasil, porque era sempre muito sincero com as pessoas e descobri, com o tempo, que algumas vezes isso poderia magoá-las”, diz Kabongo.

Há um mês no ICMC, o aluno congolês parece estar se habituando bem à nova rotina: “As pessoas aqui são muito prestativas e essa característica é muito parecida com a do meu povo, o que ajuda na minha adaptação. Apesar do pessoal da minha turma ainda estar um pouco tímido, estamos nos relacionando bem. Já fiz até trabalho de faculdade na casa de colegas”, revela Kabongo, que divide um quarto do alojamento da USP com outros dois estudantes.

Motivação dentro de casa – Kabongo é natural da cidade de Kinshasa, capital de seu país. Ele tem seis irmãos e alguns deles já foram para o exterior fazer faculdade, fato que o motivou ainda mais a procurar opções para estudar fora do Congo. A oportunidade de viver em um cenário totalmente diferente do habitual, com a possibilidade de aprendizado, é de grande valor para o estudante: “São outras pessoas, com diferentes formas de pensar. Quando você viaja, sua mente se abre, tanto no aspecto cultural quanto intelectual. Espero sair da melhor Universidade do Brasil um ótimo profissional e como um bom exemplo para o meu povo”, afirma o calouro.

Ele recomenda que outros estudantes sigam pelo mesmo caminho. “Eu convidaria a virem para o Brasil todos que pensam em fazer ensino superior no exterior. O país oferece muitas oportunidades aos estrangeiros, com a possibilidade de estudar nas melhores universidades da América Latina. Não me arrependo de ter vindo para cá, com certeza fiz a escolha certa”, finaliza.

Texto e foto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

ICMC estreita parceria com Universidade do Estado da Califórnia

Representantes da universidade norte-americana visitaram São Carlos, conheceram estudante do ICMC que desenvolverá trabalho de conclusão de curso durante intercâmbio na Califórnia e já estão planejando organizar um futuro workshop entre pesquisadores das duas instituições


Gabriel fará seu trabalho de conclusão de curso na Universidade do Estado da Califórnia

A chegada do ano novo está carregada de uma expectativa adicional no caso do estudante Gabriel Giancristofaro, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Em janeiro, ele vai embarcar para os Estados Unidos, onde desenvolverá seu trabalho de conclusão de curso na Universidade do Estado da Califórnia, no campus de Fullerton.

“Será uma experiência acadêmica e profissional incrível, estou muito ansioso para ir. Tenho certeza de que fazer esse trabalho lá vai me abrir novos horizontes”, conta Giancristofaro. A ideia de realizar esse projeto surgiu depois que ele fez iniciação científica com o professor Jó Ueyama. Com a ajuda do professor, o estudante entrou em contato com o pesquisador norte-americano Anand Panangadan, da Universidade do Estado da Califórnia. Mas o que Giancristofaro não imaginava é que esse contato possibilitaria também o estreitamente da parceria entre o ICMC e a universidade norte-americana. 

Depois desse primeiro contato do estudante, a Comissão de Relação Internacionais (CRInt) do Instituto encaminhou uma mensagem à área de Programas Internacionais e Engajamento Global da Universidade do Estado da Califórnia para identificar as possiblidades de ida do estudante para os Estados Unidos. “Ficamos muito empolgados quando recebemos o e-mail da Comissão de Relações Internacionais do ICMC. A mensagem chegou em um excelente momento, pois já estávamos com uma viagem agendada para o Brasil”, revelou Kari Knutson Miller, vice-presidente da área de Programas Internacionais da Universidade da Califórnia. Ela esteve no ICMC dia 19 de novembro, junto com Christine Pircher-Barnes, diretora da área que atende os estudantes e pesquisadores estrangeiros.

Durante a visita, as representantes da universidade norte-americana foram recepcionadas pelo presidente da CRInt, José Carlos Maldonado, e pelos professores Adenilso Simão, Daniel Levcovitz e João Garcia Rosa. “Essa é uma parceria que nasceu a partir de uma colaboração concreta científica e que, agora, irá se fortalecer com a realização de convênios e outras ações”, ressaltou Maldonado. “Estamos interessados em todas as possibilidades de parceiras que poderão surgir a partir desse encontro, tanto em relação à mobilidade de estudantes de graduação e pós-graduação quanto no que se refere à colaboração científica”, completou o presidente da CRInt.

O professor Adenilso Simão sugeriu a realização de workshops entre pesquisadores das duas instituições a fim de identificar linhas de pesquisa comuns que poderão gerar futuras colaborações. A ideia foi muito bem recebida e as representantes da Universidade da Califórnia já colocaram os professores do ICMC em contato com os diretores da Faculdade de Ciências Naturais e Matemática e da Faculdade de Engenharia e Ciências de Computação para o planejamento do futuro workshop. “Identificamos quatro professores do Departamento de Matemática interessados em trabalhar com o ICMC para explorar as possibilidades de mobilidade e pesquisa”, disse Kari em mensagem enviada no final de novembro.

Kari e Christine (à esquerda) visitaram o ICMC em novembro

Intercâmbio – “Sempre tive vontade de fazer intercâmbio, mas queria dar um sentido adicional para ele. Agora estou indo para os Estados Unidos com um objetivo bem definido”, conta Giancristofaro. Ele ficará um semestre na Universidade da Califórnia desenvolvendo seu trabalho de conclusão de curso sob supervisão do professor Panangadan. O estudante continuará pesquisando a área de sensores e internet das coisas, com a qual já atuou na iniciação científica. Também cursará algumas matérias interdisplinares que ajudarão a completar seu curso. 

A universidade norte-americana não cobrará taxa do aluno, que arcará com os custos da viagem e da estadia, pois não receberá bolsa para realizar o intercâmbio. “Minha família está animada e torcendo por mim, eles gostam da ideia de que eu conclua meu curso fazendo um trabalho no exterior”, finaliza Giancristofaro, que é de Bauru e tem apenas 21 anos.

Kari deu as boas-vindas a Gabriel


Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Fotos: Reinaldo Mizutani e Denise Casatti

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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

ICMC no mundo: cooperação internacional é fundamental para fortalecer pesquisas e gerar inovação

Instituto contabiliza 48 convênios, mas interação vai muito além dos acordos formais e abrange até intercâmbio de um funcionário técnico-administrativo

As cooperações internacionais de pesquisa contribuíram para o crecimento científico de Maria Aparecida

Proporcionar novos caminhos para a colaboração e o desenvolvimento de pesquisas, oferecer oportunidades para alunos estudarem fora do país e possibilitar o aprendizado de novas estratégias de gestão dentro de uma universidade. Essas são algumas das contribuições que a cooperação internacional traz ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

A interação entre os pesquisadores do Instituto e do exterior acontece, na maioria das vezes, por meio da participação em projetos de pesquisa, congressos, workshops e pela realização de intercâmbios, que muitas vezes rendem até convênios com as instituições estrangeiras. O convênio é um acordo estabelecido entre duas entidades para a realização de atividades de comum interesse. Atualmente, o ICMC possui 22 convênios nacionais e outros 26 internacionais firmados com universidades em continentes como Europa, Ásia e América. Além dos acordos oficializados, as demais colaborações estabelecidas, mesmo sem convênio, são muito relevantes: “Mais importante do que o convênio são as atividades científicas que realizamos. Nós desenvolvemos muitos projetos de grande impacto, ainda que não exista um convênio firmado”, diz o presidente da Comissão de Relações Internacionais do ICMC, José Carlos Maldonado. O presidente diz ainda que o estabelecimento de convênios e projetos de pesquisa pode propiciar a ampliação das redes de colaboração.

Um grupo de pesquisa do Instituto que se destaca pelas inúmeras cooperações internacionais é o de Singularidades. Ele surgiu no fim da década de 60 e tem forte participação na formação de novos pesquisadores. Hoje, possui relações sólidas com países como Espanha, França, Japão, Polônia, Inglaterra e Portugal. “Interagir com outros grupos permite ampliar suas possibilidades, suas linhas de pesquisas. Em geral, eles estudam problemas parecidos com os nossos, mas com outro ponto de vista”, explica Maria Aparecida Ruas, professora do ICMC.

Ela também diz que esse tipo de experiência é fundamental para os estudantes: “É muito bom para um jovem pesquisador, no começo de sua carreira, permanecer um tempo em outro centro, de preferência fora do país, para ter uma visão complementar daquela que adquiriu na instituição onde se formou”. Para ela, todos os tipos de relacionamentos e cooperações internacionais de pesquisa que estabeleceu foram de grande valor em sua carreira: “Elas contribuíram para o meu crescimento científico”. 

Uma marca registrada do grupo de Singularidades são as reuniões científicas. A partir da década de 1990, teve início o Workshop de Singularidades, o principal workshop internacional da área que acontece a cada dois anos e recebe participantes de cerca de 20 países. “Essa relação vai crescendo naturalmente, nossos pesquisadores intensificam os contatos com outros centros e o número de visitantes a cada ano aumenta”, finaliza Maria Aparecida.

Projeto aprovado - Possuir convênios com outras universidades do mundo pode facilitar o financiamento de um projeto de pesquisa. Recentemente, a professora Maria Cristina obteve aprovação de um projeto no Programa São Paulo Research International Collaborations (SPRINT). Para que o projeto de um pesquisador seja aceito e financiado na chamada anunciada regularmente pela FAPESP, a universidade que o cientista representa deve possuir convênio com universidades do exterior parceiras da Fundação.

Projeto de Maria Cristina foi aprovado em chamada Sprint da FAPESP

No caso de Maria Cristina, o acordo estabelecido com a Universidade de Bath, uma das parceiras da FAPESP, viabilizou a apresentação da proposta. A vice-diretora realiza pesquisas na área de visualização de dados multidimensionais e trabalha para que essas informações possam ser representadas graficamente e inseridas em interfaces interativas. Mas a interpretação desse tipo de visualização pode ser muito difícil. Por isso, em seu projeto, realizado em parceria com o pesquisador Stephen Payne, da área de psicologia cognitiva, a ideia é estudar como ocorrem os processos cognitivos das pessoas ao analisarem esse tipo de representação gráfica, ou seja, como elas interpretam essas representações de dados multidimensionais.

Além da parceria com a Universidade de Bath, a professora possui cooperação científica com pesquisadores dos Estados Unidos e Canadá. Para ela, a troca de informações entre os cientistas é essencial: “Não existe pesquisa científica se não houver discussão sobre os resultados obtidos. Sem isso, o pesquisador poderá não enxergar outros caminhos promissores”.

A docente completa dizendo que não há uma fórmula exata para encontrar uma parceria ou a colaboração ideal: “Temos que interagir bastante, publicar em bons veículos, participar de congressos e apresentar trabalhos em conferências. É essa exposição que permite identificar outros pesquisadores atuando em áreas afins ou complementares, e assim o contato começa”.

Experiência em outra esfera - No ICMC, além de vários professores e estudantes, o funcionário Paulo Celestini também teve a oportunidade de passar por uma experiência fora do país que possibilitou contribuir com o Instituto. No ano passado, o analista administrativo ficou um mês na Universidade de York, na Inglaterra, estudando o modelo de gestão dos ingleses. Celestini submeteu um projeto em 2014 com esse propósito e foi apoiado pelo Instituto: “O sistema de gestão inglês é muito diferente do nosso, a ideia era ver como tudo funcionava e verificar o que poderíamos aproveitar aqui”, explica o funcionário.

Celestini trouxe algumas ideias da sua experiência que podem ser interessantes para o ICMC. Os departamentos da Universidade de York (que funcionam como as unidades aqui em São Carlos) são os que fazem o controle de arrecadação – a Universidade não é estatal. Eles se esforçam para atrair alunos e repassam uma importância em dinheiro para a administração central. Cenário oposto ao que acontece na USP, onde o Governo repassa uma quantia à Universidade, a qual é distribuída entre suas unidades. No caso dos ingleses, um profissional pode atuar em vários departamentos e, dessa forma, seu salário será pago proporcionalmente por todos os setores em que trabalha. Além disso, os sistemas gerenciais, em particular os de custos, são altamente especializados.  

Celestini passou um mês na Inglaterra estudando o modelo de gestão da Universidade de York
Outro ponto curioso do modelo inglês é que eles possuem um profissional que atua como uma espécie de planejador de carreira. Seu trabalho é se relacionar com empresas para que elas ofereçam oportunidades de emprego aos estudantes e eles fiquem um ano trabalhando na área em que estudam. Esse período de trabalho acontece no meio da graduação: “A vantagem é que, após retornar ao curso, o aluno está muito mais maduro e com uma visão muito além da teoria. Ele fica mais responsável, se relaciona melhor com as pessoas e melhora inclusive seu desempenho na faculdade”, conta Celestini. Ele irá propor um projeto similar para atrair empresas ao Instituto e estimular o estágio entre os alunos ingressantes. 

O funcionário diz ainda que, na Universidade de York, existe um direcionamento muito forte para a atividade-fim e, desde que voltou da viagem, tenta implantar esse espírito no Instituto, além de mostrar para os funcionários a importância de cada um no ICMC. “O funcionário técnico-administrativo tem que apoiar o docente, o pesquisador, o aluno e até mesmo outros funcionários. Então, esse processo de capacitação é importante para que ele possa dar o suporte adequado aos envolvidos. Quando o funcionário vive aquele ambiente acadêmico, passa a entender como tudo funciona”, finaliza.

A oportunidade desse estágio surgiu com a criação, em 2013, do Programa de Incentivo e Apoio à Capacitação os Servidores Técnicos e Administrativos da USP, no exterior, criado pela Reitoria da Universidade e prontamente apoiado pelo ICMC. Atualmente, o Programa está suspenso e o Instituto tem incentivado a participação de servidores em programas com apoio externo, como o Programa Erasmus Mundos, da Comissão Europeia.

Texto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação do ICMC
Fotos: Reinaldo Mizutani (duas primeiras) e Henrique Fontes (última)

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Veja o mapa que mostra o panorama da internacionalização no Instituto: icmc.usp.br/e/93aff
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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Estudantes do ICMC recebem prêmio durante experiência na China

Alunos passaram três semanas em Xangai, onde acompanharam aulas sobre cultura, política e economia, além de desenvolverem projeto coletivo que foi premiado

Grupo de Matheus (à frente) e Giuliano (terceiro da direita para a esquerda)
ganhou prêmio de melhor trabalho  

Ficar longe de casa é difícil para muita gente, mas quando a distância ultrapassa os 18 mil quilômetros e você está do outro lado do mundo, será que vale a pena? “Dá vontade de voltar e fazer tudo de novo. A experiência me surpreendeu, ganhei muito com isso”, revela Matheus Beleboni, aluno do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, depois de participar de um projeto na China.

Foram três semanas de aulas em Xangai, além de atividades e passeios turísticos. No final do período, Beleboni desenvolveu um trabalho em grupo, relacionando Brasil e China, com tema livre. Intitulado O impacto da educação superior no desenvolvimento de um país na perspectiva Brasil e China, o trabalho rendeu o prêmio de melhor projeto aos estudantes.

Outro aluno do ICMC, Giuliano Prado, também foi para a China e fez parte do grupo de Beleboni. Ele resolveu se candidatar à vaga após receber um e-mail da USP avisando sobre a oportunidade oferecida pelo Programa Top China Santander, cujo objetivo é incentivar a cooperação e promover debates sobre temas de interesse global entre Brasil e China.

O programa disponibiliza bolsas de estudos para estudantes de 24 universidades do país. A USP tem direito a cinco vagas e duas delas foram preenchidas por alunos do ICMC. No total, cerca de 100 universitários e professores brasileiros e chineses participaram da iniciativa em julho. As aulas ocorreram na Shanghai Jiao Tong University. Veja, a seguir, como foi a experiência dos dois alunos do ICMC.

15 minutos de fama – No Brasil, Giuliano Prado é apenas mais um aluno de Engenharia de Computação, mas na China, ele parecia um artista internacional. “Os chineses gostam muito dos estrangeiros. Paravam a gente na rua para tirar fotos, faziam vídeos, foi uma fama temporária”, diz o graduando.

Prado ficou hospedado no alojamento da Universidade. As aulas aconteciam em dois períodos: manhã e tarde. No final do dia, os participantes tinham a oportunidade de conhecer pontos turísticos e tradições locais, visitar monumentos, participar de cerimônias do chá e de trabalhos com argila e porcelana.

“A arquitetura e as decorações de lá são muito diferentes, os lugares sempre estão cheios e os chineses são bem solícitos. Outro ponto que impressionou é que, em Xangai, grandes plataformas eletrônicas, como Youtube e Google, não são utilizadas, eles criam os próprios produtos”, conta o estudante.

O aluno, que também já havia participado anteriormente de um programa nos Estados Unidos, afirma que ter uma oportunidade como essa é importante porque vivemos em um mercado globalizado: “O conhecimento que você traz do exterior pode ajudá-lo, no futuro, a pensar no desenvolvimento de um serviço ou produto adequado para diferentes culturas”.


Matheus (à esquerda) e Giuliano durante passeio na Muralha da China

Santa carona – Natural de Bauru, Matheus Beleboni é aluno de Ciências de Computação do ICMC e costuma oferecer caronas para os colegas de sua cidade. Mas o que ele não imaginava é que, em uma dessas viagens, quem ganharia uma carona especial para o outro lado do mundo seria o próprio estudante. “Um dos meus amigos que fez intercâmbio namora uma menina da Coreia do Sul. Ele estava no carro comigo e disse que iria se inscrever no Programa para poder visitá-la, já que, se fosse selecionado, estaria perto dela. Então, ele sugeriu que eu tentasse também”.

Depois de ser selecionado, Beleboni encarou 28 horas de viagem até Xangai. Toda a espera valeu a pena: “Foi uma das melhores oportunidades da minha vida. A parte cultural é a maior bagagem que eu trago de lá. Eles possuem um incrível legado da história do país, existem cidades com mais de dois mil anos de existência. Conhecemos templos budistas, estátuas e construções históricas”.

O estudante destacou também a prestatividade dos chineses, que sempre estavam dispostos a ajudar. “Se você estivesse jantando com os chineses e perguntasse onde poderia encontrar uma bebida, por exemplo, eles paravam tudo o que estavam fazendo para atendê-lo e só voltariam a comer depois que você conseguisse o que queria”. O graduando contou ainda que, para facilitar a comunicação com os estrangeiros, os chineses criavam até um nome “americano”.

Beleboni diz que poder passar por uma experiência como essa, ter contato com pessoas diferentes, traz um grande crescimento pessoal a abre a cabeça de qualquer um. O aluno, que já havia passado por experiências internacionais nos Estados Unidos e na Inglaterra, se encantou com o que viveu no lado oriental do planeta: “Superou as minhas expectativas, eu moraria lá. Sou muito grato por ter a oportunidade de participar”, finaliza o estudante que, em agosto, foi a São Paulo receber os alunos chineses que vieram ao país pelo Programa Top Brasil Santander.

Alunos do ICMC passaram três semanas em Xangai

Carta de reconhecimento - O desempenho dos dois estudantes no Programa foi destacado em carta enviada pelo Instituto de Relações Internacionais da USP, que ressaltou “o comportamento exemplar, a seriedade acadêmica e o espírito de busca de novos conhecimentos demonstrados pelos alunos”. A carta parabeniza o ICMC e a EESC por terem em seu quadro “alunos tão qualificados do qual a USP só tem de se orgulhar”.

Texto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação do ICMC

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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

ICMC no mundo: fazer intercâmbio pode mudar sua vida na graduação

Experiência fora do país proporciona aos estudantes crescimento pessoal e eleva qualidade do aprendizado



Viver um tempo fora do Brasil e voltar com uma nova perspectiva, tanto cultural quanto de ensino. É por essa experiência que passam muitos alunos de graduação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. “Abriu meus horizontes”, revela Bruno Azenha, estudante de Ciências da Computação, após ficar um ano em Nova Iorque fazendo intercâmbio.

Entre 2010 e 2014, houve um aumento de 264% no número de alunos de graduação do Instituto que foram para o exterior. “Esse aumento está ligado a toda a estrutura de apoio oferecida tanto pela USP quanto pelo Governo Federal. O Programa Ciência sem Fronteiras, por exemplo, trouxe recursos e como a Universidade tem competência e contatos com centros de excelência, isso se torna natural”, explica José Carlos Maldonado, presidente da Comissão de Relações Internacionais (CRInt) do ICMC.

Além de proporcionar aos alunos brasileiros a chance de estudar fora do país, o Instituto também oferece a oportunidade de alunos estrangeiros virem passar por essa valiosa experiência em São Carlos. Entre 2010 e 2014, 19 alunos de graduação vieram do exterior para estudar no ICMC.

Conheça, a seguir, as experiências pelas quais Bruno Azenha e João Carlos Correia passaram ao sair para desbravar o mundo. Você também vai conhecer as histórias dos estrangeiros Bassam Hanna e Alice Ngunga, que vieram estudar no Instituto.

Uma nova pessoa – É assim que o estudante Bruno Azenha resume sua experiência fora do Brasil: “Modificadora de vida”. Ele passou um ano em Nova Iorque realizando intercâmbio através do Programa Ciência sem Fronteiras na Columbia University (assista ao depoimento do estudante).

Experiência nos EUA mudou a vida de Bruno
“Pelo fato de estar na USP, ficamos muito expostos a oportunidades como essas. É algo muito natural, sempre estamos conversando sobre o tema, temos amigos que já foram para o exterior, outros que estão se preparando para ir, ficamos na expectativa de quando abrirá um novo edital”, diz Azenha.

Segundo ele, a infraestrutura oferecida pela Universidade norte-americana é de muita qualidade e, além do aluno poder fazer as aulas de graduação referentes ao seu curso, tem direito a disciplinas e atividades extracurriculares. “Fiz um ano de alemão e participei do grupo de trilha”, conta o estudante, que também fez três meses de estágio em uma empresa do ramo de tecnologia da informação.

Azenha afirma que fez muitos amigos durante o período em que viveu nos Estados Unidos e que, além de todo seu crescimento pessoal, a experiência possibilitou fazer comparações em relação à qualidade de ensino que está recebendo: “Foi muito importante para perceber que a educação que estou tendo na USP é de muita qualidade e não deixa nada a desejar com o que eles estão aprendendo lá fora”, explica o graduando.

Bruno retornou em janeiro deste ano do intercâmbio e diz que voltou outra pessoa: “O Bruno antes do Ciência sem Fronteiras e o Bruno depois do programa são pessoas diferentes. Quando estava lá nos EUA, quis aproveitar ao máximo tudo o que fazia porque talvez não voltaria outra vez e trouxe isso comigo para o Brasil. Estou muito mais preocupado em ocupar meu tempo com coisas importantes para mim", finaliza Azenha.

Sonho realizado – “Ainda não acredito no que vivi. Na volta, quando cheguei ao aeroporto de Guarulhos, tive a sensação de que dormi por seis meses. Esse sonho realizado me permitiu ser uma pessoa melhor hoje”. Essas palavras são de João Carlos Correia, que cursa Licenciatura em Matemática no ICMC e sempre sonhou em fazer intercâmbio. Foi aos 45 do segundo tempo, no seu último ano da graduação, que conseguiu concretizar esse desejo.

João Carlos fez estágio em uma escola pública durante período que ficou em Portugal

Correia foi aprovado no Programa Luso Santander, o qual oferecia bolsas para licenciandos de toda a USP. Ele permaneceu seis meses na Universidade do Porto, em Portugal. “Fiz uma disciplina da graduação e outras duas de mestrado”, conta o aluno, que também conseguiu estágio em uma escola pública da cidade como monitor de matemática.

Além de toda a parte acadêmica, o estudante aproveitou muito o lado cultural de sua estada no exterior e chegou a viajar para sete países da Europa: “Essa experiência me permitiu ter uma visão mais aberta das coisas, presenciar outras culturas, com povos diferentes. O que eu vivi como monitor na escola pública ninguém vai tirar de mim”.

A dedicação e persistência do graduando foram determinantes para conseguir o que almejava: “Quando eu estava no ensino médio, a USP estava distante de mim e consegui passar. Quando entrei na Universidade, o intercâmbio que se tornou surreal, mas também tive sucesso. Com a dedicação de cada dia, madrugadas estudando e a força de trabalho, tudo deu certo. Espero que não fiquemos só pensando nos nossos sonhos e lutemos por eles”, conclui o aluno.

Tranquilidade para aprender – “Estou aprendendo muito, até mais rápido do que na minha Universidade”. É dessa forma que o egípcio Bassam Hanna descreve como está sendo a experiência de estudar no ICMC. Ele chegou ao Brasil no final de 2013 para fazer um intercâmbio social, ministrando aulas de cultura em escolas públicas da cidade. Foi aí que alguns amigos sugeriram que ele começasse a estudar no Instituto. 

Então, o estudante solicitou que a Universidade Britânica do Cairo, na qual é aluno de Ciências da Computação, o autorizasse a iniciar os estudos no ICMC. Ele enviou a documentação necessária e foi aprovado pela Instituição.

Bassam está aprendendo muito no Instituto

Hoje, Hanna já fala português e mora em uma república com outros cinco estudantes. Ele escolheu cursar somente as disciplinas laboratoriais e conta que vai ficar até o final do ano no ICMC: “É muito importante estudar com pessoas diferentes, conhecer outras formas de ensino. No começo, você fica um pouco perdido, mas a cada semestre terminado, é uma vitória”.

A mudança radical de cultura e formas de ensino foram marcantes para o egípcio: “O que mais me impressionou foi a vida, as pessoas. Aqui é muito mais tranquilo, no Egito, é complicado por causa da revolução. Vou levar esse outro jeito de pensar comigo”, finaliza o aluno.

Valiosa experiência – “Não foi fácil deixar meus pais, minha terra, meus amigos e viver tudo novo. Mas não me arrependo”, diz a recém-formada em Ciências de Computação pelo ICMC, Alice Ngunga, angolana da cidade de Lubango. Ela chegou ao Instituto depois de ser aprovada em um processo seletivo do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), que oferece oportunidades de formação superior a cidadãos de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos educacionais e culturais.

“Eu queria vir para o Brasil passear e quando fui à embaixada brasileira na minha cidade, vi o anúncio para fazer faculdade e me candidatei. No começo, minha mãe não queria deixar eu vir, mas depois consegui convencê-la”, conta Alice. A estudante chegou a São Carlos para fazer Engenharia de Computação, mas depois de dois anos viu que não era o que realmente queria e pediu a transferência para outro curso: “Não gostava das disciplinas de engenharia elétrica e sempre adorei programar. Por isso, resolvi mudar para Ciências da Computação”.

Alice se formou há poucos dias em Ciências da Computação pelo ICMC

A convivência com novas pessoas e uma cultura diferente foi muito valiosa para a ex-aluna: “O Brasil é um pouco mais liberal do que a Angola e aqui as pessoas são mais extrovertidas, isso me ajudou bastante, pois sou tímida”. Além do seu desenvolvimento pessoal, as aulas na USP também foram fundamentais para seu aprendizado e ela recomenda a Universidade.

Mal se formou e Alice já conseguiu um emprego na sua área. Na última segunda-feira, 24 de agosto, ela começou a trabalhar como analista de sistemas em uma empresa do ramo de tecnologia da informação em Luanda, capital da Angola.

Mapa mostra, em amarelo, os destinos de intercâmbio dos alunos de graduação do ICMC.
Em verde, é mostrada a origem dos alunos estrangeiros recebidos pelo Instituto.

Texto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do ICMC
Fotos: Reinaldo Mizutani - Assessoria de Comunicação do ICMC

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Vídeo com depoimento do aluno Bruno Azenha: 
Comissão de RelaçõesInternacionais do ICMC: (16) 3373-8120
Facebook da Comissão: www.facebook.com/CRInt.ICMC
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
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terça-feira, 26 de maio de 2015

Um jequitibá-rosa para Rodrigo

Símbolo da longevidade, árvore foi escolhida para marcar a homenagem ao estudante que cursava Sistemas de Informação no ICMC

Família e amigos junto ao jequitibá-rosa, que está na área 2 do campus da USP em São Carlos

A muda de jequitibá-rosa irradia alegria, otimismo e determinação tal como Rodrigo Navarro Lima. Ele era estudante do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e dá nome agora a essa pequena árvore, que poderá atingir até 50 metros de altura.

“Ele alçou um voo tão alto que deixou um rastro de luz para que possamos um dia alcançá-lo”. Foi assim que sua mãe, Roseli Navarro Lima, definiu a despedida de Rodrigo, que faleceu no dia 7 de julho de 2014, enquanto o estudante fazia intercâmbio na Alemanha.

Plantado na área 2 do campus da USP, com a colaboração das muitas mãos amigas que participaram da homenagem, o jequitibá-rosa é considerado a maior árvore nativa do Brasil. “Tão imensa e longeva é também a memória do Rodrigo, que permanecerá conosco indefinidamente através das influências e lembranças que deixou para nós”, afirmou o diretor do ICMC, Alexandre Nolasco de Carvalho, durante a cerimônia realizada na última quinta-feira, 21 de maio.

Diretor do ICMC relatou a trajetória de Rodrigo no ICMC

Carinhosamente chamado de Digão pelos colegas, Rodrigo sempre estava com um sorriso no rosto, contou o colega de turma Cainã D’Ajuda. “Nós criamos uma família de amigos aqui, chamada Toscos. O Rodrigo fazia parte dessa família, era muito companheiro e atraiu muita gente para a nossa turma. Sempre que chegava, ele nos abraçava e perguntava como nós estávamos. Se alguém se atrasava, ficava logo preocupado”, revela Pamela Almeida, que também começou a cursar Sistemas de Informação no ICMC em 2013 (veja o vídeo que a família Toscos fez em homenagem a Rodrigo).

“Lembro-me da primeira vez que o encontrei, nesse mesmo auditório, para uma palestra aos interessados no programa Unibral”, contou o professor Adenilso Simão. O professor recorda-se que, naquela palestra, Rodrigo se interessou muito pelo programa, mas achou que o estudante desistiria da empreitada, já que sequer sabia alemão, uma das exigências para participar do Unibral, programa financiado pela Capes no Brasil: “Mas ele era diferente. Ele corria atrás do que queria e começou a aprender alemão”. Logo, Rodrigo alcançou um nível de conhecimento razoável no alemão e, somado a seu inglês avançado, obteve uma bolsa do programa.

Professor Adenilso Simão coordena o programa Unibral no ICMC
O plano de Rodrigo era ficar um ano na Alemanha, mas a Capes sempre recusava os pedidos dos alunos do ICMC que desejavam permanecer lá mais do que um semestre. Então, o estudante descobriu que o problema era uma carta que a Universidade Leuphana, em Luneburg, enviava ao Brasil, escrita em alemão. Na carta, lia-se que a matrícula na universidade alemã era válida por seis meses e a Capes entendia que os estudantes só podiam permanecer lá por esse período.

Persistente, Rodrigo conseguiu uma nova carta da universidade e conquistou o direito de ficar um ano no país, beneficiando, assim, também os estudantes que futuramente participarão do programa. “De novo, Rodrigo correu atrás do que queria e conseguiu. Lembro-me da alegria dele em uma das nossas últimas conversas, logo depois de descobrir que poderia ficar lá por um ano,” completou Simão.

“Com certeza, existe a colaboração de cada um que aqui está no progresso do Rodrigo. Vocês ajudaram a completar um pouco da pessoa que ele sempre foi”, finalizou a mãe. A jornada do estudante pelo ICMC influenciou também a irmã, Renata Navarro Lima, que ingressou este ano no curso de Matemática e pretende obter tanto o grau de Bacharelado quanto o de Licenciatura. Com certeza, o jequitibá-rosa iluminará Renata em seu voo.




Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Fotos: Reinaldo Mizutani - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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Assessoria de Comunicação do ICMC: (11) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 11 de maio de 2015

ICMC realiza Miniworkshop de Graduação

Evento será realizado na próxima quarta-feira, 13 de maio, das 16 às 20 horas


Discutir propostas para a melhoria dos cursos de graduação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, com alunos, professores e funcionários do Instituto. Esse é o objetivo do Miniworkshop de Graduação do ICMC que acontecerá na próxima quarta-feira, 13 de maio, das 16 às 20 horas no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano.

O evento é gratuito e, para participar, basta preencher o formulário online até dia 13, às 12 horas. A programação (veja abaixo) começa com um debate sobre carga horária, estilo e qualidade de aula. A seguir, será discutida a questão do material de apoio às aulas (vídeos, ensino à distância, aplicativos, web, etc.). Depois, o tópico serão os intercâmbios e estágios no exterior, seguido pelo debate sobre a infraestrutura do Instituto (salas de aula, laboratórios). Para finalizar, o foco serão outros assuntos, tais como comportamento de alunos e professores, permanência no curso/evasão, avaliação de cursos, egressos, etc.

O Miniworkshop é uma iniciativa da Comissão de Graduação do ICMC e dos coordenadores dos cursos de graduação do Instituto.

Mais informações
Formulário de inscrições: icmc.usp.br/e/f6013
Seção de Eventos do ICMC: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br


Programação do Miniworkshop de Graduação do ICMC


16h - 17h - Carga horária, estilo e qualidade de aula.
17h - 17h40 - Material de apoio às aulas: vídeos, ensino à distância, aplicativos, web, etc. 
17h40 - 18h20 - Intercâmbios e estágios no exterior.
18h20 - 19h - Infraestrutura: salas de aula, laboratórios.
19h - 20h - Outros assuntos: comportamento de alunos e professores, permanência no curso/evasão, avaliação de cursos, egressos, etc.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

ICMC no mundo: mapeamento mostra processo de internacionalização do Instituto

Mapa desenvolvido pela Comissão de Relações Internacionais do ICMC apresenta um panorama com dados que mostram a evolução do processo de internacionalização do Instituto nos últimos cinco anos

Mapa é interativo e possibilita ver a origem e o destino de professores, alunos e pós-doutorandos do Instituto

A possibilidade de desenvolver ciência depende de uma série de fatores como a qualidade dos pesquisadores, da infraestrutura disponível e da rede de colaboração, que são determinantes para o avanço científico e tecnológico e para a inovação. Ter um controle que facilite visualizar esses fatores e as relações estabelecidas entre os pesquisadores pode contribuir para a realização de futuros investimentos. Pensando nisso, a Comissão de Relações Internacionais (CRInt) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, criou um mapeamento que ajuda a visualizar e analisar essas informações (icmc.usp.br/e/93aff).

“O mapeamento é um diagnóstico. Analisando esse cenário, tanto o movimento da nossa comunidade indo para o exterior quanto a vinda de pesquisadores e alunos para o ICMC, é possível ter uma base para planejar novas ações, como por exemplo, dar maior atenção aos lugares em que ainda não temos amplo relacionamento”, explicou o presidente da CRInt, José Carlos Maldonado.

Com a criação da CRInt no ICMC em 2010, as atividades de internacionalização vêm crescendo a cada ano. Entre 2010 e 2014 foram recebidos 488 estrangeiros, divididos em quatro categorias: alunos de intercâmbio, professores visitantes, pós-graduandos e pós-doutorandos.

O número de pessoas que saem do Instituto rumo a outros países também está em ascensão. De 2010 a 2014, 80 alunos de graduação e 227 de pós-graduação foram estudar no exterior, a maioria deles com destino à América do Norte e Europa.

O mapa também exibe informações sobre os professores do ICMC, mostrando onde foram construídas partes de suas trajetórias acadêmicas. Entre os 140 integrantes do corpo docente do Instituto, 10% fizeram graduação fora do Brasil, 4% têm mestrado em outro país, 30% doutorado no exterior e cerca de 70% possuem pós-doutorado fora do país.

Maldonado ressaltou que é evidente a ampliação da rede de colaboração do ICMC, expandindo, consequentemente, o alcance das ações do Instituto: “Esse cenário somente foi possível com a competência e o trabalho científico de qualidade que é realizado. Daremos continuidade a essas ações de mobilidade internacional e também nacional, conforme diretrizes da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (AUCANI) que, diga-se de passagem, tem nos dado todo o apoio necessário.”

Delegações - Em 2015, o ICMC já recebeu a visita de duas delegações internacionais. A primeira visitante foi a Universidade Peruana de Ciências Aplicadas, que esteve no Instituto em janeiro. Em março, foi a vez da Universidade de York comparecer. Considerando-se as visitas recebidas desde 2010, esse número chega a 44 delegações estrangeiras. Além disso, o Instituto enviou uma delegação de professores, em 2013, para as seguintes instituições: Lancaster University, Bangor University, University of Bath, University of Manchester, York University, University of West England e University of Strathclyde.

O mapa elaborado pela CRint é interativo e possibilita que os internautas obtenham as informações que desejarem em relação ao local onde os professores do Instituto se formaram e para onde os alunos de graduação e pós-graduação tem se dirigido quando realizam intercâmbio no exterior. Além disso, o mapa permite identificar os acordos de colaboração oficialmente estabelecidos pelo Instituto nacional e internacionalmente e verificar de onde vêm os alunos de graduação, pós-graduação, pós-doutorado e os professores visitantes. Vale a pena conferir essa nova ferramenta.

Mapa mostra os acordos de cooperação internacional estabelecidos pelo Instituto
Texto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

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Comissão de Relações Internacionais do ICMC: (16) 3373.8120
E-mail: crint@icmc.usp.br

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Delegação da Universidade de York visita USP em São Carlos

Reuniões com representantes de unidades do campus aconteceram no ICMC

Participantes formaram três grupos de trabalho para aprofundar as discussões
Fortalecer os vínculos, identificar novas oportunidades de colaboração científica e de intercâmbio de pesquisadores, alunos e servidores técnico-administrativos. Esses foram os principais objetivos da visita realizada por uma delegação da Universidade de York, no Reino Unido, ao campus da USP em São Carlos no último dia 26 de março. 

O evento de abertura da visita aconteceu na Sala da Congregação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, onde a delegação foi recebida pelo diretor do Instituto, Alexandre Nolasco de Carvalho, pelo presidente da Comissão de Relações Internacionais do ICMC (CRInt), José Carlos Maldonado, pelo representante da Universidade Federal do Amazonas, Raimundo Barreto, e por representantes de outras unidades de ensino e pesquisa do campus: Instituto de Física de São Carlos, Instituto de Química de São Carlos e Instituto de Arquitetura e Urbanismo.

“A proposta da USP é estabelecer redes de colaborações com instituições de excelência, tal como a Universidade de York, para que possam ser exploradas diversas perspectivas de desenvolvimento científico e tecnológico. Dessa forma, viabilizaremos o intercâmbio tanto de alunos, como do corpo docente e administrativo da Universidade”, ressaltou Maldonado.

Mesa de abertura do evento
Logo após a abertura, foram formados três grupos de trabalho para aprofundar as discussões nas seguintes temáticas: suporte administrativo; ciência de computação; biologia, física e química. “As pessoas estão entusiasmadas com a possibilidade da USP enviar servidores técnico-administrativos para realizar cursos de curta duração em York. No nosso grupo de estudos, ficou estabelecido que, em breve, enviaremos uma proposta, já com uma ideia dos custos desses cursos, para darmos prosseguimento às nossas discussões”, afirmou o gerente de programas acadêmicos da Universidade de York, Matt Smelt-Webb.

“Discutimos várias possibilidades de colaboração na área de ciência de computação e aprendizado de máquina, por exemplo, e também debatemos a questão delicada dos mecanismos de financiamento”, ressaltou o chefe do departamento de Ciências de Computação da Universidade de York, Jim Woodcock. Já o professor Ian Graham, chefe do departamento de Biologia da Universidade, ressaltou as oportunidades de estabelecer parcerias científicas na área de biocombustíveis de segunda geração e doenças infectocontagiosas. 

Também participou da reunião Silvio Crestana, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e ex-presidente da Instituição. Ele ressaltou a relevância do agronegócio na economia brasileira, explicando que a Embrapa é responsável por conectar a academia às indústrias. “Nosso impacto não se restringe à ciência, mas alcança também a produção, o meio ambiente, o campo social”, afirmou. 

Após ouvir Crestana, Graham identificou diversas oportunidades de parceria com instituições inglesas que atuam em prol da agricultura sustentável. “Foram reuniões muito produtivas e, com certeza, vamos estreitar nosso relacionamento”, finalizou Maldonado.

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC
Com o apoio de Henrique Fontes e da Assessoria de Comunicação do Instituto de Física de São Carlos

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Comissão de Relações Internacionais do ICMC: (16) 3373.8120
E-mail: crint@icmc.usp.br

quarta-feira, 4 de março de 2015

ICMC recepciona alunos estrangeiros de intercâmbio

Alunos do México, Peru, Alemanha e Egito receberam as boas-vindas no Instituto, onde ficarão de seis meses a um ano e cursarão disciplinas de diversos cursos


Alunos, professores e funcionários do ICMC durante a recepção que aconteceu no auditório Luiz Antonio Favaro
Uma cultura totalmente diferente. Mas se depender dos ingressantes de intercâmbio do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, os novos costumes servirão de motivação durante os próximos meses de estudo. “Eu acho que é uma oportunidade enorme para aprender a cultura brasileira e o idioma. É uma escola muito boa. Vou aproveitar todas as oportunidades que surgirem para mim”, disse o estudante Sánchez Dorian, que veio do Instituto Politécnico Nacional, do México, por meio de convênio com a USP e ficará por seis meses no Brasil.

Os recém-chegados foram recepcionados na última sexta-feira, 27 de fevereiro, por professores do ICMC, que apresentaram a estrutura do Instituto e tiveram o primeiro contato com os estudantes. Entre os presentes, estiveram o presidente da Comissão de Relações Internacionais (CRInt), José Carlos Maldonado, o vice-presidente da Comissão, Seiji Isotani, e os professores Fernando Osório e João Batista Neto.

A importância da migração para outro país, a fim de estudar, foi ressaltada pelo presidente da CRint: "A mobilidade nacional e internacional propicia uma ampliação da cosmovisão. Essa interação é importante para a formação técnica, pois o aluno consegue entender outras necessidades, outros contextos. A interação de pessoas e culturas forma um cenário fantástico para que esse avanço aconteça de maneira mais efetiva e produtiva”.

Maldonado disse ainda que os alunos levarão com eles uma ampla bagagem educacional e uma vasta experiência. “O ICMC garante um cenário de aprendizado muito positivo, até mesmo pelo local onde está situado, em São Carlos, a cidade com maior concentração de doutores por habitante no país. O campus daqui é muito produtivo, um centro de excelência. Os alunos certamente vão saber aproveitar”, completou o presidente da CRInt.

O professor João Batista Neto também incentivou os estudantes e garantiu que, durante o período de estudos, eles terão uma boa estada na cidade: “É uma honra recebê-los aqui. Espero que, durante o tempo em que estiverem no município, aproveitem bastante, aprendam a nova língua e estudem muito. São Carlos é um bom lugar para se viver, vocês estão em boas mãos”.

O estudante Benedikt Kottler, que veio do Instituto de Tecnologia Karlsruher, da Alemanha, já sentiu que será bem acolhido. “Está sendo incrível a forma como estão me recebendo aqui, eu quero conhecer muita gente legal, aprender mais sobre a cultura e a falar português, claro", finalizou o aluno que, por meio de convênio com a USP, ficará seis meses no ICMC.

Alexis, Carlos Eduardo e Sánchez (da esquerda para a direita):
felizes e motivados com a nova oportunidade
A recepção também teve espaço para a emoção. O estudante Alexis Lescano, que veio da Universidade Nacional de Trujillo, do Peru, reconheceu a qualidade da USP e se sentiu honrado em poder estudar na Universidade: “Estou muito emocionado com a oportunidade de estudar na USP, que é uma das melhores universidades no campo de Ciências da Computação. Estou muito feliz e espero aprender muito, não só com as aulas, mas também com a cultura e os lugares que vou conhecer”, afirmou o aluno que, por meio de convênio com o ICMC, ficará por um ano no Instituto.

Também estiveram na recepção Hakan Demirel, que veio do Instituto de Tecnologia Karlsruher, da Alemanha e ficará por seis meses estudando na USP; Bassam Hanna, da Universidade Britânica no Egito, do Egito, que estará por um ano no ICMC; e Carlos Eduardo Prado, da Universidade Nacional de Trujillo, do Peru, que também estudará por um ano no Instituto. 

Durante o evento, os alunos Mateus Rodrigues, do ICMC, e Marcos Rogério, da Escola de Engenharia de São Carlos, apresentaram o programa de voluntariado USP I-Friends. Eles explicaram que o objetivo da iniciativa é integrar os estudantes estrangeiros à comunidade universitária do campus da USP em São Carlos. A atividade contou com o apoio e participação da funcionária Luana Rufino e do estagiário Lucas Matsukura, ambos da CRInt.

Texto e fotos: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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Comissão de Relações Internacionais do ICMC: (16) 3373-8120
E-mail: crint@icmc.usp.br