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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Chega mais: aperta o play e vem jogar BixoQuest

Aplicativo desenvolvido no ICMC está disponível na web; meta é contribuir para a integração dos novos alunos

Nas missões de check-in, estudantes devem visitar presencialmente alguns locais do campus para obter pontos

O objetivo do jogo BixoQuest é simples: levar os estudantes a concluírem um álbum virtual de figurinhas. A inovação está no tipo de desafio que leva à conquista dessas figurinhas: os alunos precisam realizar missões de check-in, em que são convidados a visitar presencialmente locais do campus da USP, em São Carlos; e missões de evento, que demandam presença nas atividades da Semana de Recepção aos Calouros do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC)

“Quando as missões são concluídas, o jogador conquista uma senha ou um QRCode e ganha pontos que podem ser utilizados para comprar os pacotes de figurinhas”, explica o estudante Gabriel Toschi, que cursa Ciências de Computação no ICMC e é um dos veteranos que participou da concepção e criação do aplicativo. A cada página virtual que é completada, o jogador ganha um pôster exclusivo para se lembrar para sempre da sua primeira semana como um aluno da USP. 

A ideia surgiu durante as reuniões de uma comissão formada por professores, funcionários e alunos, responsável por organizar as atividades de boas-vindas aos calouros. Para criar o jogo cooperativo, disponibilizado na web por meio de um aplicativo, uma parceria foi estabelecida entre o grupo de desenvolvimento de jogos Fellowship of the Game (FoG) e o grupo de inovação tecnológica USPCodeLab Sanca

“A partir do mote que a USP propôs para a recepção aos calouros deste ano – Chega Mais – decidimos que a melhor estratégia era usar o conceito de gamificação, que consiste em empregar técnicas e métodos provenientes da área de jogos em atividades que não estão tipicamente relacionadas com o mundo dos games”, conta Toschi. 

Inspiração - Não é por acaso que os jogos eletrônicos serviram de inspiração para as atividades que acontecem de 18 a 22 de fevereiro, durante a Semana de Recepção aos Calouros do ICMC. As áreas de atuação do Instituto estão intimamente relacionadas a campos do conhecimento fundamentais para o desenvolvimento dos jogos digitais. Inicialmente considerados apenas como entretenimento, os games têm ganhado destaque no mercado e na academia, onde se tornaram objeto de pesquisa. 

“Nada melhor do que os jogos eletrônicos para motivar a participação dos calouros nessa importante semana”, destaca a professora Sarita Bruschi, que preside a comissão responsável por organizar as atividades boas-vindas aos calouros do ICMC. “Nosso objetivo é proporcionar aos alunos ingressantes várias atividades para que eles possam se ambientar à vida acadêmica e ao campus, local que será como uma segunda casa nos próximos anos”, adiciona a professora. 

E você, está pronto para começar a jogar? Basta entrar em bixoquest.icmc.usp.br, fazer seu cadastro e iniciar as missões para juntar pontos e trocar pelas suas primeiras figurinhas. 



Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 

Mais informações 
Programação da Semana no ICMC: http://calouros.icmc.usp.br
Serviço de Graduação do ICMC: (16) 3373.9639 
Disque-trote: 0800.012.1090 ou disquetrote@usp.br

Contato para esta pauta 
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Chega mais: a aventura dos calouros está prestes a começar

Os jogos digitais inspiraram as atividades que o ICMC preparou para recepcionar os novos alunos: acompanhe a contagem regressiva e participe dessa aventura



Meta: ingressar na USP. Desafio: conquistar a aprovação no vestibular da Fuvest e/ou fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e entrar na Universidade via Sistema de Seleção Unificada (SiSU). Você aperta “play” e comemora cada fase do jogo que supera. Quando vê seu nome na lista de aprovados, logo pensa: fim de jogo! Não se iluda: a partida está apenas começando. Depois de ingressar na USP, é hora de mergulhar em novos desafios e viver a aventura de fazer parte da melhor universidade pública do país. 

Não é por acaso que os jogos eletrônicos serviram de inspiração para as atividades que acontecerão durante a Semana de Recepção aos Calouros do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Uma comissão formada por alunos, professores e funcionários foi formada para planejar todas as ações de boas-vindas aos calouros. “Nosso objetivo é proporcionar aos alunos ingressantes várias atividades para que eles possam se ambientar à vida acadêmica e ao campus, local que será como uma segunda casa nos próximos anos. Nada melhor do que os jogos eletrônicos para motivar a participação dos calouros nessa importante semana”, destaca a professora Sarita Bruschi, que preside a comissão. 

Para cumprir a missão de estimular os calouros, integrando os ingressantes na comunidade e nos espaços do ICMC e da USP, um grupo de estudantes ficou responsável por criar um jogo cooperativo chamado “BixoQuest”. Por meio de um aplicativo, que será disponibilizado na web, os “bixos” serão desafiados a realizar diversas missões. Ao realizar cada etapa com sucesso, poderão receber recompensas. 

“A partir do mote que a USP propôs para a recepção aos calouros deste ano – “Chega Mais” – decidimos que a melhor estratégia era usar o conceito de gamificação, que consiste em empregar técnicas e métodos provenientes da área de jogos em atividades que não estão tipicamente relacionadas com o mundo dos games”, explica o estudante Gabriel Toschi, que cursa Ciências de Computação no ICMC. Ele é um dos quatro veteranos que estão participando da concepção e criação do aplicativo. O trabalho envolve uma parceria entre o grupo de desenvolvimento de jogos Fellowship of the Game (FoG) e o grupo de inovação tecnológica USPCodeLab Sanca

Abertura da Semana de Recepção será às 8 horas, no dia 18, no salão de eventos do campus da USP, em São Carlos

Programe-se – Entre as 18 atividades previstas na programação do ICMC para a Semana de Recepção aos Calouros, que acontece de 18 a 22 de fevereiro, estão uma feira de oportunidades, um bate-papo com alunos experientes que darão dicas valiosas aos recém-chegados, uma noite de jogos e diversas atrações culturais. Para conferir a programação completa do evento, basta acessar o site http://calouros.icmc.usp.br

O início da partida se dará na segunda-feira, dia 18, às 8 horas, em conjunto com as demais quatro unidades que compõem o campus da USP em São Carlos. É quando acontecerá a abertura oficial da Semana, no salão de eventos do campus, que contará com uma trilha sonora exclusiva do Coral da USP São Carlos. Às 10 horas, é a vez dos pais e responsáveis entrarem no jogo: eles terão a oportunidade de esclarecer todas as dúvidas com os professores do ICMC, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano. 

No mesmo auditório, a partir das 19 horas, os ingressantes do período noturno estão convidados para as boas-vindas e poderão fazer um tour pelas dependências do ICMC. Essa atividade se repete na manhã de terça-feira, a partir das 9 horas, para os calouros dos cursos diurnos. Durante a semana, haverá, ainda, diversas aulas introdutórias e debates sobre a vida acadêmica. 

Informe-se – Quem é calouro sempre tem dúvidas e, para ajudar a esclarecê-las, a USP desenvolveu o Manual do Calouro, um portal que reúne as informações mais relevantes que o recém-chegado precisa saber para aproveitar as oportunidades que a Universidade oferece. No portal, é possível tirar dúvidas sobre os auxílios disponibilizados, tal como moradia, alimentação, transporte e livros, por exemplo. Também é possível baixar diversos aplicativos desenvolvidos pela USP para facilitar a vida universitária. O manual pode ser acessado neste link: http://usp.br/manualdocalouro



Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC 

Mais informações 
Programação completa: http://calouros.icmc.usp.br
Manual dos calouros da USP: http://usp.br/manualdocalouro
Serviço de Graduação do ICMC: (16) 3373.9639 
E-mail: grad@icmc.usp.br 
Disque-trote: 0800.012.1090 ou disquetrote@usp.br

sexta-feira, 31 de março de 2017

Estude no ICMC: universitários podem pedir transferência

Instituto disponibiliza 43 vagas em sete cursos de graduação; inscrições devem ser realizadas até 12 de abril no site da Fuvest


Se você está cursando graduação em uma instituição de ensino, mas gostaria de estudar no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, pode se inscrever no processo de transferência externa. Também podem participar da seleção alunos da USP que desejam mudar de curso. No total, a Universidade disponibiliza 748 vagas para transferência, das quais 43 são oferecidas pelo ICMC. 

Essas 43 vagas estão distribuídas em sete cursos de graduação (veja tabela a seguir): Bacharelado em Ciências da Computação; Bacharelado em Estatística; Bacharelado em Matemática Aplicada e Computação Científica; Bacharelado em Sistemas de Informação; Engenharia de Computação (curso oferecido em parceria com a Escola de Engenharia de São Carlos); Licenciatura em Matemática; e Matemática - núcleo geral (nesse caso, o aluno pode optar tanto pela habilitação como bacharel ou licenciado). Saiba mais sobre cada curso, acessando o site do ICMC



Para participar do processo seletivo, você deve se inscrever, até 12 de abril, no site da Fuvest e realizar uma prova de pré-seleção com 80 questões de múltipla escolha, cada uma com cinco alternativas. A prova será aplicada pela Fuvest no dia 7 de maio e a lista de convocados para a segunda etapa do processo será divulgada em 19 de maio.

Quem for classificado nessa primeira etapa participará da segunda fase do processo seletivo e deverá entregar, entre os dias 25 e 26 de maio, os documentos especificados no edital da unidade que oferece o curso escolhido. No caso do curso de Engenharia de Computação, os estudantes devem seguir as instruções disponibilizadas pela Escola de Engenharia de São Carlos: icmc.usp.br/e/e3a5b.

Já no caso dos demais cursos do ICMC, além de entregar os documentos, os candidatos precisarão realizar outra prova nessa segunda etapa para avaliar seus conhecimentos específicos, que será aplicada no dia 11 de julho, às 9 horas, no Instituto. Para obter mais detalhes sobre os documentos que deverão ser entregues, bem como sobre os conteúdos que serão avaliados nessa prova, acesse o edital disponível neste link: http://icmc.usp.br/e/5ad97.

Se desejar conferir todas as vagas disponibilizadas pela USP no processo de transferência, acesse este link: http://www.fuvest.br/tran2018/informes/tran2018.cursos.pdf

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC-USP
Com informações da Assessoria de Comunicação da Fuvest
Foto: Nilton Junior/ArtyPhotos
Tabela: Fernando Mazzola/ICMC-USP

Mais informações
Serviço de Graduação do ICMC: (16) 3373.9639
E-mail: grad@icmc.usp.br

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Manual do Calouro ajuda alunos a dar seus primeiros passos na USP

Site orienta os novos estudantes sobre serviços e informações importantes para sua vivência na Universidade



Nas próximas semanas, mais de 10 mil novos estudantes passam a fazer parte da comunidade USP. Mesmo para aqueles que já conhecem a Universidade, o início pode ser difícil: são vários os procedimentos que envolvem a vida acadêmica, desde a matrícula até a definição das disciplinas, a inscrição em bolsas e benefícios, o acesso a serviços de saúde e transporte, entre outras demandas importantes relacionadas à rotina do aluno.

Para dar as boas-vindas aos ingressantes e ajudá-los nesse período de adaptação à nova rotina, a USP organiza todo ano o Manual do Calouro, um guia com as principais informações para quem está chegando à Universidade. A iniciativa é coordenada pela Pró-Reitoria de Graduação em parceria com a Superintendência de Comunicação Social (SCS).

O manual se tornou on-line em 2016, com a proposta de facilitar seu acesso e tornar a divulgação mais dinâmica. Em 2017, além da inclusão e atualização de dados e serviços que a instituição oferece, o Manual do Calouro traz uma linguagem completamente nova, mais jovem e clara, e com um layout que simplifica o acesso às informações.

A produção do Manual do Calouro 2017 contou com a participação dos próprios alunos da USP, estagiários da SCS, que criaram os ícones e ilustrações e ajudaram a planejar a organização do material. Voltado aos ingressantes da Universidade, o site dá destaque aos aplicativos para celular úteis ao dia a dia do aluno e aos principais serviços de que ele precisará durante sua graduação.

Direitos humanos - Uma das novidades no Manual do Calouro 2017 é uma seção destinada a informar os estudantes sobre a questão dos direitos humanos na USP, que envolve casos de assédio, violência e discriminação. Além de uma comissão para tratar do tema, a Universidade tem programas como o USP Mulheres, criado para enfrentar o machismo e a violência contra a mulher e desenvolver projetos para promover a igualdade de gênero.

Outra iniciativa divulgada nesta seção é o USP Diversidade, programa que tem como um dos principais compromissos implantar medidas preventivas contra a discriminação, abuso e violência na Semana de Recepção aos Calouros. Desde 2000 a Universidade mantém o Disque-Trote, disponível pelo telefone 0800-0121090, pelo e-mail disquetrote@usp.br e pelo chat. No ano passado, o serviço recebeu mais de 400 contatos – a maioria, no entanto, para solicitar informações sobre a Universidade. Foram recebidas apenas quatro denúncias, o menor número desde a criação do serviço. As reclamações foram sobre consumo de bebidas alcoólicas e atividades consideradas abusivas, como raspar o cabelo, sujar roupas e pintar o corpo.

A iniciativa surgiu com a proibição do trote na USP, em 1999, a partir de uma portaria instituindo que todas as manifestações de recepção aos ingressantes deveriam estar integradas à Semana de Recepção aos Calouros, um período em que as aulas regulares são substituídas por palestras, oficinas, conversas com os egressos, campanhas educativas e ações sociais.

Institucionalizada na USP em 1998, a Semana de Recepção aos Calouros é organizada pelas Comissões de Graduação das unidades, por seus Centros Acadêmicos e Atléticas, com o objetivo de promover a integração entre os novos alunos e os veteranos, e para transmitir os valores cultivados pela Universidade: humanismo, excelência, universalismo e solidariedade.

Texto: Jornal da USP, com informações da Assessoria de Imprensa da USP

Atenção:
A programação da Semana de Recepção aos calouros do ICMC, que acontecerá de 6 a 10 de março, será divulgada em breve. Já foi criada uma página do evento no Facebook para facilitar a comunicação com os alunos ingressantes:


Mais informações
Manual do Calouro: www.usp.br/manualdocalouro/ 
Seção de Graduação do ICMC: (16) 3373.9639

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Semana de Recepção aos Calouros do ICMC está entre as melhores

Atividades realizadas no Instituto para integrar novos alunos foram reconhecidas pela Pró-Reitoria de Graduação da USP

Diretor do ICMC, Alexandre Nolasco de Carvalho, recebeu
troféu e placa comemorativa do pró-reitor de Graduação

Mostra tecnológica, palestras, tour, debate, plantio de árvore com uma cápsula do tempo, além de outras atrações como um bate-papo com pais e responsáveis. Essas diversas atividades realizadas especialmente para recepcionar os novos alunos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, foram reconhecidas pela Pró-Reitoria de Graduação da USP. Em cerimônia realizada na última quinta-feira, 20 de outubro, na Sala do Conselho Universitário da USP, em São Paulo, o Instituto recebeu uma placa comemorativa e o Troféu Recepção Legal por ter realizado a terceira melhor Semana de Recepção aos Calouros de toda a USP.

“Este prêmio é um reconhecimento do esforço que a comunidade do ICMC tem feito para realizar uma semana de recepção calorosa e envolvente”, afirma a professora Simone Souza, presidente da Comissão de Graduação do Instituto. “Sem dúvida, esse é um dos resultados de um trabalho que a Comissão de Graduação tem feito para reconhecer e valorizar nossos estudantes, mostrando que são parte importante da nossa comunidade”, completa Simone.

A Escola de Engenharia de Lorena (EEL) foi a vencedora do 18º Prêmio Semana de Recepção aos Calouros 2016 e a Escola de Comunicações e Artes (ECA) ficou em segundo lugar. “É uma forma de dizer às unidades e aos veteranos: muito obrigado por ajudar a USP a integrar os novos alunos à universidade”, disse o pró-reitor de Graduação, Antonio Carlos Hernandes, durante a entrega do prêmio. Ele também contou um pouco sobre a história da semana e destacou que uma das consequências de sua realização é a diminuição, a cada ano, no número de trotes violentos.

“Esta é uma cerimônia da qual gosto de participar, pois hoje estamos premiando a valorização da vida universitária e da relação entre os alunos”, destacou o reitor Marco Antonio Zago. O dirigente disse que, além da integração entre os estudantes, a semana é uma ação educativa que gera mudança de comportamento contra a violência dentro da universidade e citou outras iniciativas da gestão para prevenir qualquer tipo de violência, como a implantação de uma nova Comissão de Direitos Humanos, desde o final de 2014, e a integração dela com a Superintendência de Segurança e o Escritório USP Mulheres.



Prêmio - O Prêmio Semana de Recepção aos Calouros é concedido anualmente pela Pró-Reitoria de Graduação à unidade e ao centro acadêmico que organizaram a melhor programação para a Semana de Recepção aos Calouros, a qual marca o início do ano letivo na universidade. Este ano, a Semana aconteceu entre os dias 15 e 19 de fevereiro e seu tema foi “Agora você vai vivenciar, explorar, aprender, entender, descobrir e construir muito mais”.

Por ter conquistado o primeiro lugar, a EEL vai abrigar, por um ano, a escultura itinerante da artista plástica Carmela Gross – especialmente criada para simbolizar os princípios acadêmicos da Universidade que são difundidos durante a semana: humanismo, excelência, universalismo e solidariedade. A Escola recebeu, ainda, uma placa comemorativa da semana e um prêmio no valor de R$ 4 mil, para ser usado nas atividades de graduação.

Além disso, foram conferidos certificados de menções honrosas a todas as outras 25 unidades que concorreram à premiação enviando os relatórios das atividades que foram desenvolvidas durante a semana. 

Institucionalizada na USP em 1998, a Semana de Recepção aos Calouros tem o objetivo de promover a integração entre os novos alunos e os veteranos, e transmitir os valores cultivados pela Universidade: humanismo, excelência, universalismo e solidariedade. Durante essa semana, as aulas regulares são substituídas por atividades como gincanas, oficinas, palestras, campanhas educativas e ações sociais.

Crédito das imagens: primeira foto - Ernani Coimbra/Assessoria de Imprensa da USP; segunda foto - Fernando Mazzola/Assessoria de Comunicação do ICMC

Mais informações
Relembre como foi a Semana de Recepção aos Calouros no ICMC: http://icmc.usp.br/e/0d8bd
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 15 de março de 2016

Da África para o ICMC: calouro chega a São Carlos para estudar computação e sonha contribuir com empresa do pai

Ele recomenda que estudantes venham fazer graduação no Brasil e, depois de formado, quer voltar para o Congo e trabalhar no empreendimento criado pelo pai

Ele viajou milhares de quilômetros carregando na bagagem o sonho de um dia tornar a empresa do pai uma multinacional. “Eu escolhi Ciências de Computação porque amo essa área desde quando meu pai comprou um computador ainda na minha infância. Ele tem uma empresa do ramo de informática e tomei como objetivo me formar na área para fazer com que o negócio cresça cada vez mais”, diz, com os olhos distantes, Josué Kabongo, que veio da República Democrática do Congo, na África, estudar no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

“O nível da computação no meu país ainda é muito baixo, por isso procurei alternativas para que eu pudesse adquirir um conhecimento de qualidade”, conta o estudante, que gosta da área de desenvolvimento de software. Kabongo foi um dos selecionados do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), do Ministério da Educação, que oferece oportunidades de formação superior a cidadãos de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos educacionais e culturais. Avisado pelo cunhado sobre a oportunidade, ele resolveu se arriscar e, mesmo sem conhecer muito sobre o país do futebol, foi incentivado pelo pai, o qual lhe disse que muitas oportunidades se abririam.

Durante o processo de inscrição, o calouro deveria escolher duas cidades do Brasil para se candidatar a estudar. Optou por São Paulo e Brasília. “Quando comecei a pesquisar sobre as universidades desses dois municípios e descobri que a USP é a melhor da América Latina, fiquei ainda mais motivado a vir para o Brasil”. Ele foi selecionado pela USP em São Paulo e direcionado ao campus de São Carlos, onde estava disponível, no período diurno, o curso por ele escolhido. 

O estudante desembarcou no Brasil em janeiro de 2015 e passou cerca de 8 meses na capital nacional aprendendo português na Universidade de Brasília (UNB). Durante esse período, ficou hospedado em um alojamento de uma igreja local, onde convivia com outros companheiros do Congo. Como a língua oficial do país africano é o francês, a maior preocupação de Kabongo era aprender português, pois só assim estaria apto para fazer a graduação. 

Nos primeiros meses em terras brasileiras, o africano descobriu algumas diferenças culturais curiosas: “Os brasileiros não são tão diretos. Por exemplo, se eu estou usando uma camisa feia, você não vai falar isso pra mim, vai dizer que estou bem. Eu sofri com isso quando cheguei ao Brasil, porque era sempre muito sincero com as pessoas e descobri, com o tempo, que algumas vezes isso poderia magoá-las”, diz Kabongo.

Há um mês no ICMC, o aluno congolês parece estar se habituando bem à nova rotina: “As pessoas aqui são muito prestativas e essa característica é muito parecida com a do meu povo, o que ajuda na minha adaptação. Apesar do pessoal da minha turma ainda estar um pouco tímido, estamos nos relacionando bem. Já fiz até trabalho de faculdade na casa de colegas”, revela Kabongo, que divide um quarto do alojamento da USP com outros dois estudantes.

Motivação dentro de casa – Kabongo é natural da cidade de Kinshasa, capital de seu país. Ele tem seis irmãos e alguns deles já foram para o exterior fazer faculdade, fato que o motivou ainda mais a procurar opções para estudar fora do Congo. A oportunidade de viver em um cenário totalmente diferente do habitual, com a possibilidade de aprendizado, é de grande valor para o estudante: “São outras pessoas, com diferentes formas de pensar. Quando você viaja, sua mente se abre, tanto no aspecto cultural quanto intelectual. Espero sair da melhor Universidade do Brasil um ótimo profissional e como um bom exemplo para o meu povo”, afirma o calouro.

Ele recomenda que outros estudantes sigam pelo mesmo caminho. “Eu convidaria a virem para o Brasil todos que pensam em fazer ensino superior no exterior. O país oferece muitas oportunidades aos estrangeiros, com a possibilidade de estudar nas melhores universidades da América Latina. Não me arrependo de ter vindo para cá, com certeza fiz a escolha certa”, finaliza.

Texto e foto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Sonho realizado: estudantes selecionados pelo SISU realizam matrícula na USP em São Carlos

Pela primeira vez em sua história, Universidade recebe alunos aprovados no ENEM


Alef na matrícula: ele vai cursar Sistemas de Informação no ICMC

Eles estão realizando o sonho de ingressar na melhor Universidade do Brasil de um jeito inédito. “Acredito que a adesão da USP ao SISU abriu o leque de opções e ofereceu mais oportunidades, além de manter a qualidade dos alunos aprovados”, diz Luna Cunha, de 17 anos, recém-aprovada em Estatística. Ela preencheu uma das 86 vagas oferecidas pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, através do Sistema de Seleção Unificada (SISU).

A nova forma de ingresso foi aprovada pelo Conselho Universitário da USP em junho do ano passado e cada uma das 42 unidades de ensino e pesquisa da Universidade teve liberdade para aderir ao SISU, definir quantas vagas disponibilizaria e de que forma. A iniciativa está alinhada com a busca pelo aperfeiçoamento das políticas de inclusão social na instituição. 

Para Luana, com a adesão ao SISU, USP ampliou as oportunidades
No campus da USP em São Carlos, além do ICMC, os Institutos de Física (IFSC) e de Química (IQSC) também aderiram à nova maneira de seleção, totalizando 110 vagas disponibilizadas. “É maravilhoso fazer a matrícula desses alunos, pois nós acompanhamos o processo de adesão ao SISU desde o início e hoje estamos vendo o resultado. É uma vitória da USP”, celebra Edmeia Martins, representante da pró-reitoria de graduação da Universidade que estava realizando a matrícula dos estudantes na última terça-feira, 26 de janeiro, no auditório Sérgio Mascarenhas, no IFSC.

Luna veio de Taquaritinga para fazer o que sempre desejou: “Gosto muito de matemática e descobri que a Estatística pode me abrir grandes oportunidades tanto aqui quanto no exterior”, revela a caloura.

Quem também acaba de ingressar no ICMC pelo SISU, mas para estudar Ciências de Computação, é Moacyr Ferreira, de 18 anos. Foram 15 horas de viagem de Vitória, no Espírito Santo, até São Carlos. “Até ano passado não sabia o que queria fazer, mas depois que participei de um curso de introdução à computação para alunos do ensino médio, na Universidade Federal de Vitória, comecei a gostar da área”, explica o recém-aprovado, que sonha trabalhar na indústria de jogos. O estudante revelou ainda que não teria condições de passar no curso pela Fuvest: “Teria que pagar inscrição, hospedagem, então nem me inscrevi no vestibular”.

De Vitória para São Carlos: Moacyr escolheu Ciências de Computação
Já Alef Santos, de 18 anos, descobriu que a USP oferecia vagas pelo SISU no dia em que se inscreveu no site do Sistema. “Achei ótimo, pois também estava concorrendo a vagas pela Fuvest. Mas, com essa adesão, já consegui garantir a minha e agora posso correr atrás de outras coisas como moradia”, conta o recém-aprovado em Sistemas de Informação no ICMC. O estudante decidiu por esse curso depois de participar de uma feira de profissões realizada em sua escola em São Roque, no interior de São Paulo: “Dois alunos da USP participaram do evento e me orientaram a fazer a escolha certa. Eu tinha dúvidas se fazia algo ligado à administração ou à computação. Eles me explicaram que, com Sistemas de Informação, eu poderia atuar na área corporativa com computação e unir esses dois campos”. O aluno tem um cunhado fazendo o mesmo curso no ICMC e não vê a hora do início das aulas: “Estou ansioso, meu cunhado já me colocou no grupo dos bixos no Facebook. Muitos veteranos me adicionaram”, finaliza, rindo.

Funcionárias da pró-reitoria de graduação realizaram as matrículas
Caráter experimental – O SISU é o sistema informatizado, gerenciado pelo Ministério da Educação, no qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A participação da USP no Sistema está acontecendo em caráter experimental. Do total de 11.057 vagas que foram oferecidas no vestibular 2016 por todas as unidades da USP, 9.558 continuaram a ser oferecidas pela Fuvest e 1.499 foram destinadas ao SISU.

No caso do ICMC, há, no total, 335 vagas em seus oito cursos de graduação e, em 2016, 86 delas foram reservadas para o ingresso via SISU, todas na modalidade da ampla concorrência. Veja, a seguir, a tabela com as vagas oferecidas pelo Instituto. Para acessar a tabela completa de todos os cursos da USP e as vagas destinadas ao Sisu, clique aqui.




Texto e fotos: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

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E-mail: comunica@icmc.usp.br

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Em campo com os robôs

Como em qualquer jogo de futebol, o inesperado é uma peça-chave que estimula o aprendizado e a pesquisa nas competições em que os robôs entram em campo

Eles têm a própria competição: robôs disputam partida da categoria tamanho pequeno 

Depois de passar alguns minutos fora do jogo por causa de uma contusão, Vágner Love volta a campo. Só que, em vez de vestir a camisa do time hexacampeão brasileiro, aqui ele usa apenas uma capa plástica com bolinhas coloridas no topo. Sua missão é combater, sozinho, três jogadores adversários. Mesmo com seu dispositivo de chutes danificado, ele empurra a bola três vezes para dentro do gol enquanto os oponentes só conseguem acertar uma. Ovacionado pelos torcedores, sai de campo vitorioso, mas com as marcas da batalha.

“Foi emocionante, um dos melhores jogos da competição. Nunca vou me esquecer do momento em que peguei o robô na mão, soltando fumaça, e o levei para consertá-lo: parecia uma verdadeira mesa de cirurgia. A equipe inteira lá: soldador na mão, chaves de fenda, lanternas de celulares. Uma loucura!”, conta o estudante Fernando Haber. Era a primeira vez que ele participava da Competição Latino-americana e Brasileira de Robótica (LARC/CBR) e não imaginava que, depois daquela cena, Vágner Love seria capaz de vencer a partida. 

Haber está cursando o primeiro ano do curso de Engenharia de Computação e já é membro de um dos maiores grupos de extensão e pesquisa da USP, em São Carlos, o Warthog Robotics. O grupo é ligado ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) e à Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e tem como tutores a professora Roseli Romero, do ICMC, e o professor Ivan Nunes da Silva, da EESC. Aberto à participação de todos os estudantes de graduação e pós-graduação do campus, o grupo interdisciplinar é composto hoje por 80 membros, sendo que 34 deles são alunos que acabaram de ingressar na USP, tal como Haber. 

“O calouro costuma ser muito individualista, especialmente depois de ficar três ou mais anos estudando sozinho para ser aprovado no vestibular. Ele não teve a experiência de enfrentar um problema em grupo. Participar do Warthog e das competições de robótica nos ensina a lidar com pessoas e a trabalhar em grupo. Isso faz toda a diferença”, revela o estudante. “Foi muito cansativo, eu dormi apenas duas ou três horas nos dias que antecederam a disputa. Mas ver tudo funcionando depois é muito recompensador e dá força para a gente continuar”, completa.

Para Haber, trabalhar em grupo é um dos aprendizados mais importantes no Warthog

A conquista do time de Haber, formado apenas pelos calouros do Warthog, foi bastante comemorada: eles ficaram em 4º lugar na categoria RoboCup tamanho pequeno (F180) durante a LARC/CBR, que aconteceu em Uberlândia no início de novembro. Já os veteranos conquistaram o vice-campeonato nessa modalidade e também na categoria IEEE Futebol tamanho muito pequeno. “Em campo, enfrentamos várias situações que estão fora do nosso controle e nos obrigam a encontrar novas soluções. Isso traz um aprendizado prático que se torna um diferencial na nossa formação”, conta Yuri Lourenço, que cursa Sistemas de Informação no ICMC e é diretor da divisão de treinamento do Warthog.

Quem participa do grupo pode escolher uma ou mais divisões para atuar, em um universo com 11 possibilidades: treinamento, inteligência artificial, visão computacional, estudo de movimentos, eletrônica e potência, mecânica e materiais, integração e teste, administração e marketing, controle, simulação e projetos. “Aqui, os estudantes têm a oportunidade de colocar em prática o que aprendem na teoria”, explica o doutorando Adam Moreira, do ICMC, que é diretor da divisão de estudo de movimentos. 

O interessante é que os estudantes têm total liberdade para definir em que área desejam se encaixar. Assim, um aluno que está em um curso como ciências de computação, por exemplo, pode fazer parte de um time de qualquer outra área, como eletrônica ou mecânica, o que o levará a obter conhecimentos adicionais para sua formação. Haber optou pela divisão de visão computacional e também pela de controle. 

Mas o trabalho do grupo vai muito além das competições: “Nosso principal objetivo é aplicar nos nossos robôs o que pesquisamos no meio acadêmico. A nossa participação nas competições é uma consequência desse trabalho que nos traz novos desafios e motivação”, afirma Moreira. Nos meses que antecedem as disputas, a rotina do Warthog é alterada: os times são formados e estabelecidos os gerentes de cada equipe. Nesse momento, o laboratório onde o grupo trabalha passa a funcionar praticamente durante 24 horas e as refeições acontecem ali mesmo junto a Vágner Love, Neymar, Valdívia e outros jogadores desmontados. 



Como são os robôs do Warthog – De acordo com Adam, para construir um robô capaz de jogar futebol sem precisarmos usar um controle remoto, é preciso levar em conta aspectos mecânicos, eletrônicos e computacionais. Toda a estrutura do robô, o tamanho que terá, onde ele precisará ser furado, como serão as rodas, o motor, a bateria, o dispositivo de chute, entre diversos outros detalhes são definições que cabem aos responsáveis pela parte mecânica. 

Já quem cuida da eletrônica decide quantas placas de circuito ele possuirá, quais componentes serão colocados nessa placa, como será seu microcontrolador e deve compreender também quanta energia será necessária para executar suas tarefas e fazê-lo andar de forma adequada e na velocidade desejada. Há, ainda, os especialistas do campo computacional. São eles que farão o robô compreender as informações captadas pela câmera que fica no alto do campo de futebol, superando desafios como a falta ou o excesso de iluminação no local. Nesse time, entra também a área de inteligência artificial. São os algoritmos dessa área – as sequências de comandos passadas para o computador a fim de definir uma tarefa – que farão o robô tomar as decisões certas em campo. “A visão computacional possibilita ao robô ter a visão completa do jogo, enxergar onde está a bola e como estão posicionados os adversários e os colegas de time. Já os algoritmos que criamos vão fazê-lo decidir chutar a bola para o gol ou repassá-la a um companheiro”, explica Moreira. 

A complexidade dos robôs do Warthog aumenta de acordo com a experiência do time. Os robôs dos calouros na categoria tamanho pequeno (F180), por exemplo, têm apenas uma placa eletrônica, um dispositivo de chute e três rodas compostas por 16 microrrodinhas. Os robôs dos veteranos, na mesma categoria, têm três tipos de placas eletrônicas, um dispositivo de chute mais potente do que o dos calouros, um dispositivo de drible e quatro rodinhas compostas por 24 microrrodinhas, o que possibilita ao robô movimentar-se para qualquer direção. Além disso, esse robô é construído em módulos. De acordo com Moreira, o time veterano que disputa essa categoria galgou avanços este ano ao desenvolver quatro robôs bastante estáveis.

Categoria tamanho pequeno (F180): à esquerda, o robô na versão dos calouros; 
à direita, a versão dos veteranos, que é mais complexa

Já na categoria tamanho muito pequeno, como o próprio nome diz, devido ao tamanho reduzido do robô, sua complexidade é menor: não há dispositivo de chute nem de drible, existem apenas duas rodinhas e uma placa eletrônica. Moreira ressalta ainda que o grupo desenvolve também robôs para participar de competições de combate e que está realizando estudos sobre robôs bípedes, embora ainda não tenham criado nenhuma máquina desse tipo especialmente devido ao alto custo. Mas talvez os calouros do futuro tenham a chance de aprender a manejar um time de humanoides. 

“No tempo que passo no grupo não estou estudando para prova, mas aprendendo e aplicando aquilo que a prova, de uma maneira teórica, vai me cobrar”, explica o calouro Haber. Para ele, participar do Warthog traz benefícios que vão além de possibilitar aplicar conceitos teóricos, de aprender a trabalhar em equipe e de obter conhecimentos adicionais à formação básica: “Eu também acho que aproveito melhor o meu curso por ser um membro do Warthog. Tem muitos tópicos que, quando vi em sala de aula, achei pouco importantes. Mas ao notar que aqueles conceitos têm uma aplicação prática, passei a dar mais valor”. É possível que, nas próximas competições, os conceitos que Haber julgou irrelevantes à primeira vista sejam capazes de salvar a vida de Vágner Love em campo.

Na categoria tamanho muito pequeno, o espaço reduzido gera novos desafios

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP


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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Feliz Veterano Novo: abertura conjunta, mostra tecnológica, oficina de origami e apresentações agitam recepção aos calouros

Cerimônia de boas-vindas: pela primeira vez foi realizada em conjunto pelas unidades do campus
Eles disputaram uma das 11.057 vagas oferecidas pela USP aos 141.888 candidatos que se inscreveram no vestibular da FUVEST. Mil deles foram aprovados nos cursos de graduação oferecidos nas unidades da USP em São Carlos. Entre esses, 235 são novos alunos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

Parabenizá-los pela grande conquista e integrá-los à nova comunidade da qual passam agora a fazer parte foram os principais objetivos das atividades realizadas durante a Semana de Recepção aos Calouros. O primeiro passo da nova jornada desses alunos recém-chegados aconteceu na manhã de segunda-feira, 23 de fevereiro, no salão de eventos do campus. 

“Vocês terão a oportunidade de se desenvolver intelectualmente, adquirir habilidades e competências nas mais diversas áreas do saber. Também serão instigados a compreender, avaliar e gerar conhecimentos”, disse o pró-reitor de graduação da USP, Antonio Carlos Hernandes, durante a cerimônia de boas-vindas, realizada pela primeira vez em conjunto pelas cinco unidades que compõem o campus da USP em São Carlos.

“Tenho orgulho e alegria de dizer que o ICMC participará da formação de todos vocês: quer seja ministrando disciplinas de formação básica, quer seja por meio dos cursos de graduação que oferecemos”, ressaltou o diretor do Instituto, Alexandre Nolasco de Carvalho.

O evento também contou com a participação do vice-prefeito do campus, Antônio Nélson Rodrigues da Silva; do vice-diretor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo, Eduvaldo Paulo Sichieri, e dos demais diretores das unidades da USP em São Carlos: Paulo Sérgio Varoto, da Escola de Engenharia de São Carlos; Tito José Bonagamba, do Instituto de Física de São Carlos; e Germano Tremiliosi Filho, do Instituto de Química de São Carlos.

Atividades no ICMC – Logo depois da abertura conjunta, os pais dos ingressantes no ICMC participaram de uma reunião no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, onde puderam esclarecer suas dúvidas. “Desejo a vocês um bom começo de nova jornada e que possam interagir muito com seus filhos, pois é importante que esse rito de passagem seja realizado de forma tranquila”, disse a presidente da Comissão de Graduação do ICMC, professora Renata Pontin.

Recepção aos calouros também contou com atividade para os pais
As atividades continuaram na noite de segunda-feira, quando os ingressantes dos cursos noturnos oferecidos pelo ICMC receberam as boas-vindas do professor Alexandre Nolasco de Cavalho e da professora Renata Pontin.

Já na terça-feira pela manhã, foi o momento dos calouros conhecerem mais detalhes sobre a vida acadêmica. A presidente da Comissão de Graduação do ICMC destacou a necessidade da constante dedicação aos estudos para que os estudantes mantenham boas médias e concorram às inúmeras oportunidades de obtenção de bolsas, por exemplo.

Nesse dia, também foram apresentadas as diversas atividades extracurriculares que os calouros poderão realizar atuando junto às secretarias acadêmicas (Sacim e Saecomp), a grupos de extensão (Fellowship of The Game; Warthog Robotics; Programa de Educação Tutorial) ou na ICMC Júnior. Além disso, eles conheceram melhor a Biblioteca Achille Bassi, a infraestrutura disponibilizada pelo Instituto em seus laboratórios, na área de comunicação e eventos, os serviços oferecidos na Unidade Básica de Saúde (UBAS) do campus, as oportunidades de intercâmbio internacional e de bolsas de iniciação científica.

Para encerrar a manhã, uma mostra tecnológica trouxe aos ingressantes um panorama do rico universo científico existente no ICMC. Em estandes localizados no hall da Biblioteca, os calouros puderam conversar diretamente com pesquisadores, alunos e funcionários, ouvindo a boa música do funcionário Erick Previato.

Universo científico ao alcance dos calouros durante a mostra tecnológica
Já à noite, a grande atração foi uma oficina de origami, ministrada por integrantes do grupo Kakushin, da Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira de São Carlos. Os trabalhos do grupo estão expostos na Biblioteca Achille Bassi até 11 de abril.

Os origamis coloriram a noite dos calouros na terça-feira

Histórias de calouros – Aos 17 anos e sozinho, ele saiu de Alvorado do Oeste, no interior de Rondônia, na noite de domingo, 8 de fevereiro. De ônibus e parando em diversas rodoviárias para conseguir transpor os quase 2,4 mil quilômetros que o separava de seu destino, a USP em São Carlos, o calouro Elenilson Lopes chegou ao ICMC para fazer sua matrícula na manhã do dia 11 de fevereiro, quarta-feira. Aprovado no curso de Matemática Aplicada e Computação Científica, ele cursou todo o ensino médio e fundamental em escolas públicas. 

“As pessoas falam que sempre é necessário fazer um cursinho pré-vestibular para entrar aqui. Mas eu tentei para ver no que ia dar e acabei passando”, revelou Lopes. Ele conta que quando estava no ensino fundamental, descobriu que um Instituto Federal no sul do Estado de Rondônia, na cidade de Colorado, oferecia um bom ensino médio: “Decidi ir para lá estudar porque tinha professores de excelente qualidade, com mestrado e doutorado, e eles me ajudaram bastante”.

Elenilson percorreu 2,4 mil quilômetros de ônibus para chegar ao ICMC
O esforço de Elenilson valeu a pena e sua história de superação é apenas uma entre as tantas outras vividas pelos 235 ingressantes nos cursos do ICMC. “Os próximos anos, certamente, estarão repletos de novos desafios, mas tenho certeza de que vocês estarão prontos para enfrentá-los”, assegura o diretor do Instituto. Ele recomenda: “Regozijem-se, celebrem! A partir de agora, vocês fazem parte da maior universidade do país”.

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