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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Robótica sem mistério: visite um dos laboratórios da USP São Carlos

O grupo Warthog Robotics, que desenvolve robôs, estará de portas abertas para receber os estudantes nos dias 12 de setembro, 10 de outubro e 14 de novembro


Objetivo da iniciativa é mostrar para a população que a área da robótica não é nenhum bicho de sete cabeças 

Como funciona um robô? Quais conhecimentos você precisa ter para desenvolver e programar os robôs? Perguntas como essas atiçam a curiosidade de quem não conhece o universo dessas criações que, a cada dia, têm nos surpreendido pelo potencial para realizar tarefas até então restritas aos seres humanos. Mostrar para a população que a área da robótica não é nenhum bicho de sete cabeças é um dos principais objetivos de uma iniciativa gratuita que acontece na USP em São Carlos: o Conexão Warthog

O evento é destinado a todas os estudantes da região que desejam conhecer como funciona um dos maiores grupos de extensão e pesquisa da USP, o Warthog Robotics. O grupo desenvolve robôs autônomos para participar de competições de futebol e de combates, nas quais já conquistou diversas premiações no Brasil e no exterior. Ligado a duas unidades de ensino e pesquisa da USP, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) e a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), o Warthog reúne alunos de graduação e de pós-graduação de todo o campus.

Para participar da visita, basta o responsável pela escola ou um professor preencher o formulário online disponível neste link: icmc.usp.br/e/5f612. Cada sessão de visita dura 1h30. É aconselhável que o número de alunos não seja superior a 25 por visita, mas caso aconteça da escola trazer um número maior de estudantes, é possível dividi-los em duas turmas: enquanto uma conhece o laboratório, outra visita o campus da Universidade. 

Ao abrir as portas do laboratório para a comunidade, a intenção do grupo é aproximar a USP e a robótica das crianças e dos adolescentes. “A robótica não é mais novidade nas escolas e no nosso dia-a-dia. Nessa visita, os alunos têm contato com soluções além dos kits comerciais, e podem entender as aplicações de vários conceitos teóricos aprendidos em sala de aula”, explica o doutorando Adam Moreira, do ICMC, que é diretor de pesquisa do Warthog. 

Durante a visita, os estudantes podem assistir a apresentações de robôs e conhecer o laboratório do Centro de Robótica da USP (CRob), onde os projetos do grupo são desenvolvidos. Reunindo profissionais e estudantes da EESC e do ICMC, o CRob é o primeiro centro de robótica do Brasil e tem por objetivo promover a interação dos laboratórios da USP, em São Carlos, fortalecendo as pesquisas em andamento, principalmente nas áreas de robotização de automóveis, robótica aérea, manipuladores, reabilitação robótica, robótica agrícola e interação humano-robô.

A visita é gratuita e demanda inscrições prévias

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP


Conexão Warthog 
Quando: 12 de setembro, 10 de outubro e 14 de novembro em quatro diferentes horários: das 9 às 10h30; das 10h30 às 12 horas; das 14 às 15h30; e das 15h30 às 17 horas. 
Local: Centro de Robótica de São Carlos (CRob), na área I do campus da USP, em São Carlos 
Endereço: avenida Trabalhador são-carlense, 400 – Centro 
Evento gratuito e aberto à participação de todas as escolas interessadas mediante inscrição prévia: icmc.usp.br/e/5f612
Dúvidas: (16) 3373-6728 ou info@wr.sc.usp.br

terça-feira, 7 de abril de 2015

Venha se preparar para a Olimpíada Brasileira de Robótica em curso gratuito oferecido no ICMC

Encontros serão realizados aos sábados para que estudantes e professores da região de São Carlos conheçam melhor a modalidade prática da competição e esclareçam suas dúvidas
Inscrições na modalidade prática da competição podem ser realizadas até 30 de abril

Estimular a participação dos estudantes na Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) é a principal meta do curso gratuito que será oferecido no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Destinado especialmente para quem deseja participar da modalidade prática da competição, o curso possibilitará que alunos, professores e pais conheçam detalhadamente como funcionam as provas da OBR, quais são os principais desafios a serem enfrentados e esclareçam suas dúvidas sobre como montar os robôs e programá-los.

As aulas acontecerão aos sábados, das 9 às 12 horas, a partir do próximo sábado, 11 de abril, quando haverá um encontro inicial para apresentar o curso aos interessados e entregar kits de robótica educacional para as escolas que já solicitaram o material aos organizadores do evento. No total serão cinco encontros, com as atividades prosseguindo durante os dias 25 de abril e 16, 23 e 30 de maio. Há 120 vagas disponíveis e, para participar, é preciso realizar as inscrições até 23 de abril neste link: icmc.usp.br/e/42210.

Ano passado, São Carlos também sediou a etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica
Os participantes que comparecerem em pelo menos 85% das atividades receberão um certificado. O curso será coordenado pela professora Roseli Romero, do ICMC, e pelos professores Rafael Aroca, do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSCar, e Tatiana Pazelli, do Departamento de Engenharia Elétrica da UFSCar. Além disso, haverá o apoio de diversos monitores, que ajudarão a esclarecer as dúvidas que surgirem durante as aulas e os exercícios práticos. Alguns desses monitores contam com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão da UFSCar e da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP.

“Queremos incentivar ainda mais a participação das escolas da região na OBR, que tem aumentado a cada ano. Nos dias 13 e 14 de junho, São Carlos sediará a etapa regional da competição novamente, que acontecerá no Ginásio de Esportes da USP”, explicou a professora Roseli, que também é vice-coordenadora do Centro de Robótica de São Carlos (CROB). A realização da etapa regional da OBR na cidade é uma iniciativa apoiada pelo ICMC, pela UFSCar, pelo CROB, pela Escola de Engenharia de São Carlos e pelas empresas pETe e Ca and Ma. As inscrições para a modalidade prática da competição podem ser realizadas até 30 de abril no site da OBR

Segundo Aroca, este ano, o grau de dificuldade da competição será maior. “Houve algumas mudanças nas regras para quem disputará a modalidade prática. Antes, os robôs dos estudantes precisavam se movimentar por uma arena e resgatar uma latinha, que ficava sempre parada em um mesmo lugar e exercia o papel de vítima na situação. Agora, existirão várias bolinhas de isopor espalhadas pela arena exercendo o papel de vítimas e os estudantes precisarão desenvolver novas estratégias de programação para que os robôs sejam capazes de resgatá-las”, explicou o professor.

As escolas públicas da região que necessitarem de kits de robótica educacional, tiverem qualquer dúvida sobre a OBR ou sobre o curso gratuito que será oferecido no ICMC podem escrever para os organizadores do evento (rafrance@icmc.usp.br ou aroca@ufscar.br)

Curso no ICMC possibilitará que estudantes esclareçam suas dúvidas sobre como montar os robôs e programá-los
Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP


Preparação para a Olimpíada Brasileira de Robótica - modalidade prática
Local: salas 4-001 e 4-003, bloco 4 do ICMC (campus I da USP em São Carlos, Avenida Trabalhador são-carlense, 400).
Quando: 11/04 (palestra de apresentação), 25/04, 16/05, 23/05 e 30/05, das 9 às 12 horas.
Inscrições: até 23 de abril ou enquanto durarem as vagas no link icmc.usp.br/e/42210.
Mais informações: (16) 3373.9146 ou ccex@icmc.usp.br

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Competições de robótica em São Carlos alcançam recorde histórico de participantes

Uma das principais atrações foi o futebol de robôs, categoria que foi criada com a meta de, até 2050, viabilizar um jogo entre essas máquinas e os melhores jogadores de futebol do mundo


O ginásio de esportes da USP, em São Calos, parecia pequeno na tarde da última quarta-feira, 22 de outubro. Uma multidão de aproximadamente dois mil fãs de robótica vibraram durante a cerimônia de premiação das 224 equipes que participaram da Competição Latino-americana de Robótica (LARC), da Competição Brasileira de Robótica (CBR) e da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). 

A diversidade dos 27 estados brasileiros e de muitos países da América Latina estava ali representada nas bandeiras, nas músicas e no sotaque desses estudantes do ensino médio, fundamental, superior, além de professores e pesquisadores que, durante quatro dias, tiveram a oportunidade de compartilhar experiências e superar os inúmeros desafios que fazem parte dessas competições. Nas arenas da Olimpíada Brasileira de Robótica, a missão dos robôs das 80 equipes inscritas era resgatar uma vítima – sendo 40 equipes participantes da categoria voltada aos estudantes do ensino fundamental e 40 aos estudantes do ensino médio e técnico.

Já nas demais competições (LARC/CBR), 144 equipes participaram de uma grande diversidade de desafios, o que possibilitou ao público conferir vários tipos de robôs humanoides – aqueles que se parecem com os seres humanos – realizando corridas e jogando partidas de futebol. A bola também rolou no campo dos robôs pequenos (small size), de outros menores ainda (very small size) e nos telões em que podiam ser vistas as categorias de simulação 2D e 3D. Havia, ainda, robôs tentando transportar cargas entre uma plataforma flutuante e uma superfície, simulando o que acontece no mundo real em uma plataforma de petróleo, por exemplo. Este ano, criou-se ainda uma nova categoria voltada a robôs que desempenham serviços domésticos e precisam interagir com as pessoas em um ambiente simulando uma casa.

“Registramos um recorde histórico de participantes nas três competições, chegando a cerca de 2 mil pessoas. A cada ano, a LARC/CBR vem crescendo e a participação se tornando mais abrangente. Este ano, tivemos competidores que vieram do Uruguai, da Venezuela, do México, do Chile e do Peru. Houve até equipes do Irã, que participaram remotamente nas categorias simuladas”, destacou o coordenador da LARC/CBR, Marco Simões, professor da Universidade do Estado da Bahia. Ele explicou ainda que, quando a competição latino-americana (LARC) é sediada no Brasil, acontece simultaneamente com a competição brasileira, já que ambas possuem as mesmas categorias. 

“Conseguimos fazer esse ano a maior Olímpiada que já realizamos no país, dobrando o número de participantes. As equipes estavam muito mais preparadas, porque foram bem selecionadas em seus Estados, já que tivemos mais de 1,7 mil equipes competindo e só as 80 melhores vieram para a final, que teve um nível altíssimo”, afirmou o coordenador geral da OBR, Flávio Tonidandel, professor do Centro Universitário da FEI. “Com certeza, a robótica brasileira vai nos trazer muitas surpresas graças a essa meninada que se empenhou na Olímpiada”, completou.

Futebol de robôs humanoides foi uma das principais atrações

A voz dos campeões – Com o troféu de vice-campeão na categoria IEEE Open, o competidor venezuelano David Cabello, estudante de Engenharia Eletrônica da UNEFA, conta que a experiência de participar da competição é inesquecível: “Foi o reconhecimento de todo o nosso esforço. Trabalhamos muito para chegar aqui, muitas vezes o dia todo, mesmo nas férias”.

Já o doutorando em Engenharia Elétrica do Centro Universitário da FEI, Danilo Perico, campeão na categoria RoboCup Small Size League (F180), afirma que o evento contribui muito para o desenvolvimento de pesquisas na área de inteligência artificial destinadas a fazer os robôs cooperarem em campo: “Nada melhor do que o ambiente de uma competição para fazer com que algumas coisas sejam realizadas de forma mais rápida. Isso nos incentiva a ter ideias diferentes para ganhar a disputa já que muitos imprevistos podem acontecer”.

Para o aluno do curso de Engenharia Mecatrônica da Universidade Federal de Uberlândia, Mateus Araújo, as competições são uma oportunidade de conhecer áreas que não são totalmente exploradas em seu curso de graduação, tais como robótica em programação, projeto mecânico e eletrônica. “Aqui, quando surgem desafios, temos que estudar sozinhos e sermos autodidatas. Além disso, a competição também contribui muito para o aprendizado do trabalho em equipe”, declarou Araújo, que é vice-campeão na categoria RoboCup Humanoid Kid Size.

A disputa é acirrada na categoria very small size

Equipes da USP em São Carlos – Duas equipes da USP em São Carlos participaram das competições, o Warthog Robotics e o Semear. "Foram várias noites sem dormir para obter o máximo desempenho na competição e o nosso esforço foi recompensado com o 2º lugar na categoria Very Small Size e o 3º lugar na categoria Small Size League”, explicou Lucas Ferrari, aluno do curso de Engenharia Mecânica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Ferrari destaca ainda a participação dos calouros na competição, que conseguiram se classificar para as quartas de final na categoria Small Size League com robôs autônomos desenvolvidos totalmente por eles.

O Warthog Robotics é um grupo de pesquisa e extensão vinculado ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) e à EESC. Atualmente, cerca de 50 estudantes fazem parte do grupo, que reúne alunos de outras duas unidades da USP em São Carlos: o Instituto de Física de São Carlos (IFSC) e o Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos (IAU). O objetivo principal do Warthog é a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias associadas à robótica e à aplicação nos complexos ambientes de futebol e combate de robôs. 

“Participar de um evento desse porte proporciona um espírito de competitividade e, ao mesmo tempo, de colaboração entre as equipes de forma a contribuir muito para formação do aluno”, relata o estudante Allisson Spina, do curso de Engenharia Mecatrônica da EESC e integrante do grupo Semear. Outro aspecto por ele ressaltado é que muitos desafios enfrentados durante as competições demandam a pesquisa de novas soluções, estimulando a busca constante pela inovação.

Equipe do Warthog no palco das premiações
12 eventos em 1 – “Se vocês estão aqui hoje é graças ao trabalho, à dedicação e ao aprendizado que vocês tiveram para enfrentar o desafio de cada categoria de que participaram. Então todos vocês, alunos, professores, pais, estão de parabéns”, disse a professora do ICMC, Roseli Romero. Ela coordenou a maior conferência sobre robótica e sistemas inteligentes já realizada no Brasil, a Joint Conference on Robotics and Intelligent Systems (JCRIS) 2014, a qual agregou um total de 12 eventos simultâneos, incluindo as competições e a Mostra Nacional de Robótica.

“Olhar para essa juventude, sentir essa energia que vem de vocês é uma coisa muito gratificante. Sucesso é isso aí: tem que começar pela ciência”, completou a secretária municipal de educação de São Carlos, Regina Ferreira. “É uma honra para São Carlos receber todas essas equipes aqui. Considerando-se as escolas estaduais da cidade, seis equipes chegaram à etapa estadual da OBR e hoje temos uma equipe na final brasileira. Para mim, todos vocês são vencedores, campeões”, declarou a dirigente regional de ensino, Débora Blanco.

Robô lê jornal durante demonstração da categoria RoboCup@Home

Segundo a professora Eliane Botta, coordenadora da equipe da escola estadual Antônio Militão de Lima, a única do munícipio que conseguiu se classificar para participar da final da OBR, a robótica contribui para que os alunos desenvolvam habilidades como disciplina, observação, responsabilidade e trabalho em equipe. “Esse mundo aqui é maravilhoso para os alunos. Depois de vivenciarem a etapa regional e estadual da competição, é a terceira vez que eles estão vendo o que é uma olimpíada. Esse aprendizado fora da sala de aula é muito importante”, reforçou a professora.

Parte das comemorações dos 80 anos da USP, a JCRIS 2014 foi promovida conjuntamente pela USP em São Carlos – por meio do ICMC, da EESC, do Centro de Robótica de São Carlos (CRob) e do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Aprendizado de Máquina e Análise de Dados (NAP-AMDA) – e pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), através do Departamento de Computação e do Departamento de Engenharia Mecânica. 

A JCRIS contou, ainda, com o apoio da Sociedade Brasileira de Automática e da Sociedade Brasileira de Computação, além de suporte financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (FAPESP), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Clique aqui para conferir o nome de todos os premiados pela LARC/CBR: www.cbrobotica.org

Em breve, a OBR disponibilizará a lista completa dos premiados no site: www.obr.org.br

Texto: Denise Casatti (Assessoria de Comunicação do ICMC) com a colaboração de Keite Marques (Assessoria de Comunicação da EESC)

Mais informações
Site da Conferência: http://jcris2014.icmc.usp.br
Site do Warthog Robotics: www.warthog.sc.usp.br
Site do Semear: www.semear-usp.com.br
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br
Álbum de fotos no Facebook: facebook.com/icmc.usp e facebook.com/robonao
Álbum de fotos no Flickr: www.flickr.com/icmc-usp

terça-feira, 17 de junho de 2014

Cooperação e emoção marcam etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica

Etapa regional da competição foi realizada pela primeira vez na USP em São Carlos no último sábado


A escola não tinha computador à disposição nem mesa de treino. Mas a equipe organizadora da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) emprestou um kit para que os estudantes pudessem montar seus próprios robôs, treinarem e participarem da competição. Resultado: saíram com uma medalha de prata e outra de bronze do Ginásio de Esportes da USP, em São Carlos, no último sábado, 14 de junho. Com lágrimas nos olhos, a coordenadora pedagógica Kátia Schimidt, da Escola Estadual Coronel Franco, de Pirassununga, resume em uma palavra a trajetória percorrida por seus alunos para alcançar essa façanha: superação.

“Eu nunca tinha mexido com um robô antes, achava que ele saía da fábrica pronto. Então, descobri que precisava programar. Até minha família gostou da experiência. Foi muito legal”, conta o estudante João Pedro de Alcântara, membro de uma das equipes da Coronel Franco, a Tintanboot, com a medalha de bronze no pescoço. Ele e os colegas da outra equipe que representaram a escola – Pacboot – participaram da competição na categoria nível 1, destinada aos estudantes de ensino fundamental. Há também o nível 2, voltado ao ensino médio (veja a lista completa dos premiados e dos classificados para a etapa regional da OBR no final desta reportagem).

A professora de tecnologia da escola, Flávia de Oliveira, conta que, antes de começarem os treinamentos para a OBR, não havia sido ensinado nenhum conteúdo relacionado à robótica na escola. “Pegamos os kits emprestados e trabalhamos apenas durante dois meses”, revelou.

Equipes da Coronel Franco com a professora Flávia (à esquerda) e a coordcnadora Kátia (à direita)

Quem também comemorou a conquista foi a vice-coordenadora do Centro de Robótica de São Carlos (CROB) e professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, Roseli Romero: “É muito bom saber que, em tão pouco tempo, os estudantes conseguiram usar esse material e alcançar ótimos resultados”. Ela, juntamente com os professores do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), coordenaram a regional da OBR, realizada pela primeira vez em São Carlos. 

Ela explica que, para estimular a participação das escolas que não tinham kits, empresas fabricantes emprestaram alguns kits à equipe organizadora da regional, que os repassou às escolas interessadas. O CROB é composto por pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), ambos da USP.

Uma nova forma de aprender - Histórias como a da Escola Estadual Coronel Franco mostram quanto uma disciplina como a robótica pode motivar alunos e professores na construção de uma nova forma de aprendizado. “Geralmente, o resultado da participação na competição é que os estudantes melhoram o rendimento em todas as disciplinas e passam a gostar mais da escola. Acredito que a robótica não tem potencial apenas para revolucionar a ciência brasileira, mas também pode revolucionar nossa forma de ensinar”, explicou Flávio Tonidandel, coordenador geral da OBR. 

Das 99 equipes inscritas de escolas públicas e privadas das cidades da região, 70 compareceram ao evento, que vem crescendo ano a ano. “Em 2012, a OBR contabilizou 300 equipes inscritas na competição em todo o Brasil; em 2013 esse número subiu para 800 e, em 2014, são 1,9 mil equipes”, destaca Tonidandel. Segundo ele, o Estado de São Paulo é o que tem o maior número de inscritos.

As 15 melhores equipes de ensino médio e as 10 melhores de ensino fundamental que participaram da etapa regional da OBR em São Carlos foram selecionadas para disputarem a estadual da competição, que acontecerá no dia 9 de agosto, em São Bernardo do Campo.

Aprendizado prático estimula e incentiva alunos
Prática que ensina – Para o mestrando do ICMC, Adam Henrique Pinto, um dos voluntários que contribuiu para a realização do evento em São Carlos, participar da OBR ajuda os estudantes a desenvolverem o raciocínio lógico: “É também uma forma de aprender o que é a computação na prática porque as crianças criam o robô do zero. Elas usam alguns kits de robótica, mas precisam montam o robô e testá-lo em diversos tipos de acontecimentos”. 

Entre os desafios enfrentados pelos robôs recém-criados estão falhas na linha da estrada pela qual devem passar, redutores de velocidade e obstáculos. “A criança tem que aprender a programar de uma forma geral, para que o robô seja capaz de atuar em qualquer tipo de arena, porque as arenas apresentam dificuldades diferentes (fácil, médio e difícil)”, explica.

Por isso, as equipes disputam a modalidade prática em dois níveis. No nível 1, voltado aos alunos do ensino fundamental, o robô competidor, em uma simulação de resgate, precisa encontrar uma vítima, superando várias adversidades. Já no nível 2, destinado a alunos do ensino médio, além de encontrar a vítima, o robô deve resgatá-la, passando também por diversos obstáculos.

Arenas apresentam dificuldades diferentes
Final da OBR ocorrerá de 18 a 23 de outubro - A etapa nacional da OBR, chamada RoboCup Junior Rescue A, também ocorrerá em São Carlos e será sediada no ICMC. O evento acontecerá de 18 a 23 de outubro, durante a Competição Brasileira de Robótica (CBR 2014), garantindo aos campeões de cada nível uma vaga para participar da RoboCup Junior Mundial 2015 – a ser realizada na Tailândia.

A final ocorrerá em paralelo com a Conferência Conjunta de Robótica e Sistemas Inteligentes de 2014, que inclui outros eventos científicos de grande relevância para o país e para a América Latina. Além da CBR 2014 serão realizados: Latin American Robotics Competition (LARC), Latin American Robotics Symposium (LARS), Simpósio Brasileiro de Robótica (SBR), Robocontrol, The Brazilian Conference on Intelligent Systems (BRACIS) e Encontro Nacional de Inteligência Artificial e Computacional (ENIAC).

Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
com colaboração da Assessoria de Comunicação da EESC

Mais informações
Site da OBR: www.obr.org.br
Assessoria de Comunicação do ICMC
Telefone: (16) 3373.9666

Equipes classificadas para a etapa estadual da OBR

Nível 2 – Ensino médio

1. Etapa 8 
2. RoboCraft
3. Bazinga 2
4. Álvaro Guião
5. Alien S1
6. Pré-Exatas CECMF
7. Asgard
8. CTi-Night
9 José Juliano Neto
10.Pequenos Cientistas Ares

Nível 1 – Ensino fundamental

1. Bazinga1
2. Pacboot
3. Titanboot
4. Naipe NX2YZ
5. Tuparobos
6. Robô Brasil
7. Sigma BR
8. Sigma FR
9. Marivaldo Degan
10. Insabots
11. Equipe JKMI
12. Robô Ação
13. Equipe Iori
14. RoboGamers
15. Sabin

terça-feira, 10 de junho de 2014

Centro de Robótica de São Carlos sedia regional inédita da Olimpíada Brasileira de Robótica

Estão inscritas 99 equipes de alunos de escolas públicas e privadas do ensino fundamental ao médio de cidades da região de São Carlos



Pela primeira vez, a Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) terá uma etapa regional realizada na USP em São Carlos, no dia 14 de junho, a partir das 9 horas, no Ginásio de Esportes do Campus. O evento é promovido pelo Centro de Robótica de São Carlos (CROB), composto por pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), ambos da USP.

O CROB, junto com outras instituições parceiras – como a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) , apoiou e organizou essa etapa, que contará com três competições regionais e uma final estadual, visando facilitar a participação de municípios do interior do Estado de São Paulo. Foram inscritas 99 equipes de alunos de escolas públicas e privadas das cidades de Ribeirão Preto, Campinas, Araraquara, Matão e Bauru, entre outras.

As equipes disputarão a modalidade prática, que é dividida em níveis 1 e 2. No nível 1, voltado aos alunos do ensino fundamental, o robô competidor, em uma simulação de resgate, precisa encontrar uma vítima, superando várias adversidades. Já no nível 2, destinado a alunos do ensino médio, além de encontrar a vítima, o robô deve resgatá-la, passando também por diversas adversidades. Cada nível contará com três rodadas nas categorias: fácil, médio e difícil. 

Segundo o coordenador do CROB e professor do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação da EESC, Marco Henrique Terra, uma das missões do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Robótica da USP é promover a extensão educacional para a comunidade e demais setores. “A organização de um evento desse porte preenche uma das metas que definimos ao criar o Núcleo, pretendendo não apenas desenvolver pesquisas de ponta, mas também exercer a função de extensão de ensino e auxiliar no esforço de difusão da robótica na sociedade”, definiu o docente.

Para a professora Roseli Romero, do Departamento de Ciências de Computação do ICMC, a importância da Olímpiada está no compromisso e desafio que os alunos assumem em desenvolver um sistema para apresentar e participar da competição. “Os estudantes se sentem motivados e se dedicam muito ao projeto, trabalham em grupo, participam de reuniões aos finais de semana e contam com o incentivo muito importante de seus professores”, ressaltou a professora, que integra a coordenação da etapa regional da OBR.

Roseli Romero e Marco Terra: competição estimula difusão da robótica
Final da OBR ocorrerá de 18 a 23 de outubro - A etapa nacional da OBR, chamada RoboCup Junior Rescue A, também ocorrerá em São Carlos e será sediada no ICMC. O evento acontecerá de 18 a 23 de outubro, durante a Competição Brasileira de Robótica (CBR 2014), garantindo aos campeões de cada nível uma vaga para participar da RoboCup Junior Mundial 2015 – a ser realizada na Tailândia.

A final ocorrerá em paralelo com a Conferência Conjunta de Robótica e Sistemas Inteligentes de 2014, que inclui outros eventos científicos de grande relevância para o país e para a América Latina. Além da CBR 2014 serão realizados: Latin American Robotics Competition (LARC), Latin American Robotics Symposium (LARS), Simpósio Brasileiro de Robótica (SBR), Robocontrol, The Brazilian Conference on Intelligent Systems (BRACIS) e Encontro Nacional de Inteligência Artificial e Computacional (ENIAC).

Para obter mais informações sobre evento, acesse www.obr.org.br

Por Keite Marques da Assessoria de Comunicação da EESC
com colaboração da Assessoria de Comunicação do ICMC