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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Robô professor ensina geometria a adolescentes

Pesquisas realizadas na USP, em São Carlos, mostram como a tecnologia pode tornar as aulas de matemática mais atrativas


Proposta não é substituir o professor em sala de aula, 
mas usar o robô como uma ferramenta de apoio ao ensino

Entrar em uma sala de aula e ser recebido por um robô humanoide que ensina geometria. Como será que adolescentes reagem a esse novo professor e a suas diferentes formas de ensinar? Esse é o foco de diversas pesquisas que estão sendo realizadas no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

Entre os trabalhos relacionados ao tema está um projeto de mestrado que utilizou o Robô NAO para ensinar geometria a 62 adolescentes entre 13 e 14 anos de escolas públicas e particulares de São Carlos. Por meio de um sistema de visão computacional, o robô foi programado para reconhecer figuras geométricas planas. Com a ajuda de professores da área de educação e de matemática, o pesquisador Adam Moreira propôs diversas atividades aos alunos. Os estudantes foram desafiados, por exemplo, a descobrir o nome de uma figura geométrica a partir de dicas fornecidas pelo robô. No caso do retângulo, o professor robô dava as seguintes pistas: “qual destas figuras geométricas na sua frente tem quatro lados? A fórmula da área da figura que eu procuro é base vezes altura. A fórmula do perímetro dessa figura é duas vezes a soma de sua base com a altura”. 

Em caso de acerto da resposta, o NAO abria os braços para o alto e piscava as luzes LED de seus olhos em sinal de felicidade. Mas se o jovem errasse, o robô abaixava a cabeça e ficava com os olhos vermelhos. Adam, que hoje é doutorando do ICMC, explica que as reações do robô foram programadas com o objetivo de torná-lo mais humano, o que facilita a criação de uma relação de empatia com os jovens. 

Em outra atividade, os estudantes seguravam em suas mãos a imagem de um gato feito com peças de tangram e deveriam adivinhar a quantidade de triângulos da figura. O aluno digitava a resposta no teclado que estava ligado ao robô e, em caso de erro, o NAO poderia dar até duas dicas, tais como “O triângulo é uma figura com três lados, você consegue encontrá-los agora?” ou “As orelhas do gato são formadas por triângulos.” Novamente, em caso de acerto, o NAO ficava feliz, mas, se o aluno persistisse no erro, o humanoide se entristecia. 

No final das atividades, Adam aplicou um questionário sobre figuras geométricas aos jovens e os estudantes que participaram das aulas com o NAO tiveram um desempenho melhor (84.61% de acertos) em relação aos que não tiveram contato com o robô (60% de acertos). “Os pesquisadores da área da educação estão buscando novas ferramentas de ensino com a inserção de tecnologia em sala de aula. Hoje em dia, nota-se que a simples exposição de conteúdo na lousa não atrai toda a atenção dos alunos e a robótica pode tornar a aula mais atrativa”, afirma Roseli Romero, professora do ICMC e orientadora do trabalho. 

Roseli conta que a robótica educacional é muito bem recebida pelos jovens e aceita por todas as classes sociais. Os cenários em que essa área de pesquisa pode ser aplicada são diversos: “Nós optamos por trabalhar conceitos matemáticos utilizando os robôs, mas é possível programá-lo para ensinar física, geografia ou português”. Segundo a docente, em breve, o Centro de Robótica de São Carlos (CROB) oferecerá um curso de difusão sobre o tema para a preparação de professores. Ela ressalta, ainda, que a inclusão do robô em sala de aula não visa substituir o professor, e sim propor novas alternativas de trabalho.

No total, 92 adolescentes já participaram dos testes

Dupla personalidade – Outra pesquisa que se destaca é a de Daniel Tozadore, que também foi orientado por Roseli. Ele programou o NAO para reconhecer figuras geométricas em 3D e receber as respostas dos alunos por meio de voz. Os adolescentes escolhidos para participar do trabalho tinham entre 10 e 14 anos e eram do Projeto Pequeno Cidadão, um programa pós-escola desenvolvido pela USP com aulas de reforço, artes e atividades esportivas para estudantes da rede pública. 

Daniel dividiu os jovens em dois grupos a fim de comparar o comportamento e o rendimento dos estudantes. Em uma das turmas, o pesquisador programou o robô para ser mais simpático: “Quando as crianças chegavam, o NAO se levantava, acenava com as mãos e, depois de cumprimentá-las, perguntava pelo nome da criança. Ele também fazia movimentos como coçar a cabeça enquanto reconhecia a figura geométrica e um "toca-aqui", quando o aluno acertava a resposta. Em caso de erro, o robô alterava o LED de seus olhos para vermelho e baixava a cabeça”.

Já com a outra turma, o NAO era mais seco e pouco interagia com os jovens. Ele ficava sentado em suas próprias pernas e dava apenas boas vindas aos alunos, sem nenhum tipo de movimento, fazendo somente o reconhecimento das figuras. “Quando comparados, os alunos que tiveram contato com o robô mais interativo se sentiram mais motivados a estudar para as próximas sessões, além de demonstrarem uma maior capacidade de concentração e assimilação do conteúdo”, explica o atual doutorando do ICMC. 

Para classificar a interação dos grupos de estudantes com o robô, o pesquisador aplicou o método Continuous Audience Response, que é utilizado na área de marketing. A técnica permite, por exemplo, transformar em números as reações do ser humano a algum estímulo. Todas as sessões de atividades com os alunos foram gravadas e, posteriormente, cinco vídeos de cada turma passaram pela análise de uma comissão de 11 estudantes das áreas de psicologia e matemática, que atribuíram notas a essas dinâmicas. 

“O maior desafio da pesquisa foi sua interdisciplinaridade. Empregar os principais métodos das áreas de pedagogia e tecnologia, que iniciaram sua fusão recentemente, exige domínio e controle em ambas os campos. É essencial que especialistas de cada área estejam sempre presentes”, conta Daniel. O pesquisador revela, ainda, que todos os estudantes alegaram ser indispensável a presença de um professor humano em sala de aula.

A professora Roseli diz que o grande diferencial dos trabalhos de Adam e Daniel é o uso de um robô humanoide: “Enquanto a maioria das pesquisas vem sendo desenvolvidas com kits robóticos, eles utilizaram o NAO, que possui recursos muito mais ricos, como a capacidade de fala, reconhecimento de imagens e de fazer gestos, ou seja, a interação social é muito maior”. 

Segundo Adam, os experimentos apresentaram resultados promissores, mas são necessários mais testes para se obter uma conclusão definitiva a respeito do uso do robô em sala de aula. Em relação ao trabalho de Daniel, o pesquisador afirma que outras técnicas para o reconhecimento mais rápido de voz devem ser testadas e comparadas, além de novos parâmetros para classificação de imagens. A busca por robôs financeiramente mais acessíveis também é um desafio. O doutorando destaca, ainda, que estes projetos chamaram a atenção de alunos da graduação do ICMC: “Hoje temos uma equipe com cerca de oito alunos de iniciação científica bastante motivados, e queremos expandir esta pesquisa para alunos de outros cursos relacionados, como a psicologia e pedagogia”. 

Para o futuro da robótica educacional, Roseli vislumbra uma grande revolução no ensino. Ela acredita que, à medida que esses robôs forem se tornando cada vez mais sociáveis e inteligentes, teremos grandes mudanças: “Hoje em dia, a maioria dos professores prepara suas aulas utilizando computadores, então, por que não pensar, no futuro, em prepará-las utilizando robôs?”.



Texto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 23 de março de 2015

Descobrindo a robótica: robôs invadem Museu da Ciência Mário Tolentino

Robôs foram tema do segundo evento do ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social; próximo evento abordará pesquisas sobre luz

Roseli (à esquerda) com o grupo Warthog Robotics
Cerca de 60 olhares curiosos acompanharam na última quinta-feira, 19 de março, uma pequena invasão de robôs no Museu da Ciência Mário Tolentino, em São Carlos. Como parte do ciclo de palestra Ciência e Riqueza Social, a professora Roseli Romero, do Instituto de Ciências Matemáticas e Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, falou não apenas sobre robótica móvel, mas também levou alguns exemplares de robôs, que se exibiram diante da plateia.

Em sua palestra, Roseli abordou, ainda, alguns conceitos básicos sobre robótica e mostrou como é a estrutura básica de um robô. Também apresentou algumas pesquisas na área realizadas na USP em São Carlos.

Além disso, o grupo de pesquisa e extensão Warthog Robotics, coordenado por Roseli, montou no saguão do Museu uma quadra, onde pequenos robôs disputaram uma partida de futebol. Eles também demonstraram alguns movimentos do robô humanoide NAO.



Próxima palestra - No dia 2 de abril, o ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social realiza seu terceiro evento, desta vez com o tema Luz, Ciência e Vida: comemorando o Ano Internacional da Luz. O palestrante será o professor Vanderlei Bagnato, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP. O docente, que também coordena um Centro Estadual de Física e um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em São Carlos, vai discutir as propriedades da luz, sua interação com tudo ao nosso redor e suas principais aplicações.

A palestra será realizada no Museu da Ciência Mário Tolentino, a partir das 19h30. A entrada é gratuita. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 3307.6903 ou pelo e-mail cienciaeriquezasocial@gmail.com.

Sobre o ciclo de palestras - Com o objetivo de mostrar a ciência desenvolvida nas universidades e institutos de pesquisa e como isso impacta a economia e a vida dos cidadãos, o ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social traz, a cada quinze dias, sempre às quintas-feiras, diversos professores e pesquisadores para interagir com a comunidade. O evento é promovido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo São Carlos da USP, pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAPSoL), com sede no ICMC, e pelo Museu da Ciência Mário Tolentino.

Texto e fotos: Thaís Cardoso - Assessoria de Comunicação do IEA

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Os robôs estão chegando a São Carlos: público pode acompanhar ao vivo essa invasão

Entre os dias 18 e 22 de outubro, você poderá fazer parte de um cenário de ficção científica, assistindo, ao vivo, diferentes competições de robôs e conferindo os inúmeros desafios que essas máquinas, tão iguais e tão diferentes de nós, são capazes de superar

Os robôs humanoides prometem jogar um bolão no evento

Se você gosta de robôs, São Carlos é o lugar certo para estar entre os dias 18 e 22 de outubro. A cidade será, literalmente, invadida por robôs e você terá a oportunidade de conferir tudo ao vivo. É onde acontecerão, simultaneamente, três grandes competições de robótica e uma mostra nacional abertas ao público e gratuitas. Para explicar tudo o que está acontecendo na arena das competições, haverá monitores à disposição dos grupos que se inscreverem antecipadamente por meio deste link: icmc.usp.br/e/d7aa4.

As escolas da região estão convidadas para trazer suas turmas e acompanhar o evento, assim como o público em geral. Com a ajuda dos monitores, os estudantes poderão compreender tudo o que está acontecendo nas arenas de competições dispostas no salão de eventos e no ginásio de esportes da USP em São Carlos.

No sábado, 18 de outubro, é dia de aproximadamente 170 equipes se apresentarem para as duas competições (Latin American Robotics Competition e Competição Brasileira de Robótica). No domingo, às 13 horas, começa a jornada de desafios dos robôs trazidos por esses 20000 competidores. A história prossegue até o dia 22, quando acontecem as premiações.

“Sempre gostei de colocar a mão na massa e ver na prática a computação funcionar”, conta um dos organizadores do evento, Eduardo Fraccaroli. Ele se consagrou campeão latino-americano em 2010, na categoria simulação de futebol de robôs em 2D. Em 2006 e 2009, competindo na mesma categoria, foi campeão da competição brasileira. Hoje, Fraccaroli faz doutorado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

“Estimular a participação nas competições de robótica é uma forma de trazermos mais conhecimento sobre essa área, fortalecendo a robótica no Brasil”, explica o doutorando. “Fazendo um paralelo com a Fórmula 1, em que todas as tecnologias estudadas e testadas nas pistas podem ser utilizadas nos carros nas rua, nas competições de robótica, a ideia é a mesma. Tudo o que é estudado e testado pode ser empregado nos produtos que estarão disponíveis no mercado num futuro próximo”, completa Fraccaroli.

As cenas vistas durante a final mundial da RoboCup,
em João Pessoa, em julho, agora se repetirão em São Carlos

Futebol e outros desafios – Entre as diversas modalidades que compõe a 13th Latin American Robotics Competition (LARC) e a 12ª Competição Brasileira de Robótica (CBR), há quatro destinadas especialmente ao futebol de robôs: humanoide, em que o jogo é disputado por robôs que tem alguma similaridade com os humanos (como o robô Nao, por exemplo); small-size, em que o tamanho reduzido é o diferencial; além das categorias de simulação 2D e 3D. A RoboCup é a organização responsável por estabelecer as regras dessas competições, que agregam ainda outras modalidades, como, por exemplo, a dos robôs que precisam atuar como agentes de resgate (RoboCup Rescue Simulation Agents) e a dos que realizam atividades domésticas (RoboCup @Home). 

Outra organização participante da iniciativa é o IEEE Robotics and Automation Society, que estabelece as normas para outras quatro modalidades das competições, entre elas a corrida de robôs humanoides (IEEE Humanoid Robot Racing) e uma modalidade aberta (IEEE Open), em que, a cada dois anos, são propostos novos desafios aos competidores. Este ano, haverá um tanque repleto de água onde os robôs deverão superar o desafio de transportar uma carga entre a plataforma flutuante e a superfície. “O objetivo aqui é simular o que acontece em uma plataforma de petróleo, quando é necessário transportar uma carga da plataforma para a terra e vice-versa”, explica Fraccaroli.

Para saber mais detalhes sobre as duas competições (LARC/CBR), acesse o site http://www.cbrobotica.org/

Desafios domésticos fazem parte de uma das modalidades

Escolas competindo – Já a 8ª Olimpíada Brasileira de Robótica vai reunir em São Carlos as equipes das escolas que, após participarem das etapas estaduais da Olimpíada, alcançaram os melhores resultados e chegaram à final nacional. Também conhecida como RoboCup Junior Rescue A, a final nacional da OBR garante aos campeões de cada nível (fundamental, médio ou técnico) uma vaga para participar da RoboCup Junior Mundial 2015, a ser realizada na Tailândia.

Essa competição vai reunir 80 equipes, cerca de 320 competidores, que chegam à cidade no dia 19 e vão competir durante três dias: de 20 a 22 de outubro. “Em 2012, a OBR contabilizou 300 equipes inscritas na competição em todo o Brasil; em 2013 esse número subiu para 800 e, em 2014, foram 1,9 mil equipes”, destaca Flávio Tonidandel, coordenador geral da OBR. Para saber mais, acesse http://www.obr.org.br.

São Carlos também sediou a etapa regional da OBR este ano

Além das competições – Além de abrigar essas três competições, São Carlos também sediará, durante o mesmo período, a 4ª Mostra Nacional de Robótica (MNR). Considerada a maior mostra de trabalhos em robótica do país, o evento busca a valorização do conhecimento interdisciplinar e integrado, estimulando a submissão de trabalhos na fronteira entre a robótica e diversas outras áreas do conhecimento, tais como: artes, humanidades, ensino, ciências e inovação, além das áreas tradicionais, como elétrica, mecânica e computação. Serão apresentados trabalhos nos formatos de arquivo multimídia, além do tradicional artigo científico.

Todos essas iniciativas fazem parte da Joint Conference on Robotics and Intelligent Systems (JCRIS) 2014, que congrega um total de 12 eventos e tem como público esperado três mil participantes. As três competições e a mostra serão realizadas em conjunto com diversos eventos científicos nas áreas de robótica e sistemas inteligentes. Para saber mais sobre os eventos científicos, acesse http://jcris2014.icmc.usp.br.

A JCRIS 2014 é parte das comemorações dos 80 anos da USP, sendo promovida conjuntamente pela USP em São Carlos – por meio do ICMC, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), do Centro de Robótica de São Carlos (CRob) e do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Aprendizado de Máquina e Análise de Dados (NAP-AMDA) – e pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), através do Departamento de Computação e do Departamento de Engenharia Mecânica.

O evento conta, ainda, com o apoio da Sociedade Brasileira de Automação (SBA) e da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), além de suporte financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (FAPESP), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

“Essa é uma grande oportunidade para o público conhecer diferentes tipos de robôs e ver as equipes montando e desmontando seus equipamentos, calibrando os sistemas. Isso é muito estimulante, porque estamos falando de uma área multidisciplinar, que integra conhecimentos de hardware e software. Qualquer pessoa que tenha experiência em hardware e software pode colocar suas ideias em prática e contribuir para a inovação tecnológica”, finaliza a coordenadora geral da JCRIS 2014, Roseli Romero.

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Crédito das imagens: Valdecir Becker (fotos 1, 2 e 3); Denise Casatti (foto 4)

Mais informações

Link para agendamento das visitas em grupo com os monitores: icmc.usp.br/e/d7aa4
Vídeo de divulgação: http://youtu.be/PctIT-qlkjY
Site da JCRIS 2014: http://jcris2014.icmc.usp.br
Telefone: (16) 9.8826.2807
E-mail: organizacao@cbrobotica.org

Como chegar ao local das competições
Salão de eventos e ginásio de esportes do campus I da USP em São Carlos
Endereço: acesso via Rua dos Inconfidentes, 85 (ao lado do Colégio CAASO)
Veja como chegar ao local: www.icmc.usp.br/e/5e5b5