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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Futebol de robôs: grupo da USP São Carlos ganha título inédito


O Warthog Robotics, grupo de robótica da USP São Carlos, foi o campeão da edição deste ano da Latin American Robotics Competition (LARC) na categoria Small Size League. A competição fez parte da Robotica 2016, uma série de eventos que foram realizados simultaneamente entre os dias 8 e 12 de outubro, em Recife, Pernambuco. 

O grupo, vinculado ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), à Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e ao Centro de Robótica de São Carlos (CROB), já possui diversos títulos em outras categorias do torneio, mas foi a primeira vez que venceu na modalidade Small Size. Nessa categoria, os times contam com seis robôs cada, um goleiro e mais cinco na linha, que disputam a partida de forma autônoma, ou seja, sem nenhuma intervenção humana. "O desenvolvimento de um projeto como esse é bastante complexo e leva anos para se tornar competitivo", explica Rafael Lang, diretor geral do grupo. "Estamos muito felizes por chegarmos a esse resultado a partir de algo iniciado em 2011 com a fundação do Warthog e que só foi possível com o apoio da Universidade e de nossos parceiros", completa Lang.

Na partida final da competição, o Warthog venceu a equipe do Centro Universitário FEI, seu principal rival na modalidade, pelo placar de 3 a 1. "Foi um trabalho de anos de persistência. Demos continuidade, amadurecemos e desenvolvemos diversas pesquisas nesses robôs, tanto em termos de hardware quanto software", comemora Roseli Romero, professora do ICMC e tutora do grupo.

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Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Olimpíada Brasileira de Robótica: inscrições na modalidade prática podem ser realizadas até 11 de maio

Competição é composta por etapas regionais, estaduais e termina com a final nacional, que acontecerá em Recife

Estudantes do ensino fundamental, médio e técnico podem se inscrever gratuitamente

Estimular os estudantes do ensino fundamental, médio e técnico a trabalharem em equipe para construir robôs e programá-los. Esse é o principal objetivo da modalidade prática da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR), que está com inscrições abertas até o dia 11 de maio.

Cada equipe que participa da competição pode ser composta por, no mínimo, dois competidores e, no máximo, quatro. Os robôs desenvolvidos devem ter a capacidade de enfrentar sozinhos vários obstáculos e desafios em uma pista de competição feita de madeira. Há dois níveis de disputa: o nível 1 é voltado aos alunos do ensino fundamental e o nível 2 aos do ensino médio e técnico. Basicamente, o que muda de um nível para outro é o grau de dificuldade a ser enfrentado pelos competidores. No nível 1, há uma simulação de resgate e o robô precisa encontrar uma vítima (representada por uma bola), superando várias adversidades. Já no nível 2, além de encontrar a vítima durante a simulação, o robô deve resgatá-la, passando também por alguns obstáculos.

Robôs enfrentam desafios em arenas

“O que motiva os alunos é o fato deles perceberem, por meio da robótica, que são capazes de criar algo novo, feito por eles e que funciona”, afirma Roseli Romero, que é professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP e coordenadora do Centro de Robótica de São Carlos (CROB). Ela coordenará a regional da OBR de São Carlos, que acontecerá no ginásio de esportes do campus da USP, nos dias 11 e 12 de junho. As equipes que obtiverem a melhor classificação nas regionais seguem para disputar a etapa estadual. E quem obtiver bons resultados na etapa estadual vai competir na final nacional, que será realizada de 9 a 12 de outubro em Recife.

Roseli destaca a importância da USP sediar mais uma etapa regional do evento: “Um dos nossos objetivos é divulgar a robótica para as escolas do ensino fundamental, médio e técnico, por meio de minicursos, exposições, feiras, competições, visando atrair estudantes para as áreas de ciências exatas e estimular a inovação tecnológica”. No ano passado, houve um recorde de participação na região de São Carlos: 200 equipes de escolas públicas e particulares disputaram a modalidade prática. Em 2014, quando a cidade sediou pela primeira vez a etapa regional da OBR, houve 99 equipes inscritas. 

A participação dos alunos na OBR é voluntária, gratuita, e não há obrigatoriedade de número mínimo ou máximo de participantes por escola. Para se inscrever, o professor ou técnico das equipes deve cadastrar os participantes no sistema Olimpo. Além da modalidade prática, a OBR possui também a modalidade teórica, em que as inscrições podem ser realizadas até 6 de junho.

Para motivar e preparar os alunos e as escolas interessadas em participar da modalidade prática da OBR, foi organizado um curso preparatório no ICMC, no qual se inscreveram mais de 100 participantes. A iniciativa contou com o apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI). 

No ano passado, 200 equipes da região de São Carlos participaram da competição

Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Olimpíada Brasileira de Robótica registra recorde de participação em São Carlos

12 equipes consagraram-se campeãs no último final de semana durante a modalidade prática da Olimpíada, que aconteceu no ginásio de esportes da USP

Em todo o Brasil, 2,5 mil equipes se inscreveram na modalidade prática da OBR

“O que eu acho mais legal da robótica é a forma de aprender, não com alguém ensinando, mas com você descobrindo. É o que mais diverte”, explicou, entusiasmado, o estudante Luís Vinícius Paudissera, 16 anos, exibindo a medalha de ouro que recebeu durante a etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) em São Carlos. Luís e mais três colegas são do Sesi Rio Preto Robotic Team, de São José do Rio Preto, uma das 200 equipes que se inscreveram para participar da competição que aconteceu no último final de semana, dias 13 e 14 de junho, no ginásio de esportes da USP, em São Carlos.

“Nós nos esforçamos para que todas as equipes possam competir em nível de igualdade”, declarou a coordenadora da etapa regional da OBR, Roseli Romero, durante a abertura do evento. Professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, Roseli destacou que, este ano, a competição registrou um verdadeiro recorde de participação: o número de inscritos dobrou em relação ao ano passado, quando 99 equipes da região participaram da modalidade prática. 

Roseli durante a abertura do evento, no ginásio de esportes da USP em São Carlos

A participação das escolas estaduais da região também aumentou: no ano passado, foram 6 equipes, da quais uma chegou à final nacional; este ano, 23 times competiram. “Nossa meta é dobrar o número de equipes no próximo ano”, disse a dirigente regional de ensino, Débora Blanco. Segundo ela, por meio de projetos atrelados ao currículo dos alunos, foi possível obter recursos da secretaria de Educação do Estado de São Paulo e adquirir os kits de robótica para as escolas. “Precisamos despertar o interesse dos nossos alunos para a ciência. Com a robótica, eles desenvolvem habilidade e competências que perpassam todas as disciplinas”, concluiu.

Este ano, em todo o Brasil, 2,5 mil equipes se inscreveram na modalidade prática da OBR. “Cerca de 20% desse total, 547 equipes, são do Estado de São Paulo”, explicou Flavio Tonidandel, representante estadual da competição e professor do Centro Universitário da FEI, em São Bernardo do Campo, onde acontecerá a etapa estadual da OBR no dia 8 de agosto. Participarão dessa etapa as equipes que melhor se classificarem em todas as regionais. Em São Carlos, 12 times conquistaram medalhas (ouro, prata e bronze) nos dois níveis que compõem a OBR: o nível 1, voltado aos alunos do ensino fundamental, e o nível 2; destinado a quem está no ensino médio e técnico (confira o nome dos vencedores no final da reportagem).

Educando o robô – “Se a gente não for educado com o robô, ele não faz o que a gente pede”, explicou a estudante Nicoli Costa, de 10 anos. No aplicativo que ela e seu time usou para ensinar o robô, antes de dar qualquer ordem, era preciso sempre começar com a palavra “Por favor” e terminar com “Obrigado”. Nicoli estuda na escola municipal Governador Mário Covas, em Tupã, a cerca de 340 quilômetros de São Carlos. Ela veio participar da competição junto com mais seis equipes de Tupã. Chegou na tarde do dia 12, dormiu em um hotel e estava animada para participar da OBR depois da longa jornada que incluiu a montagem do robô e a programação. 

Nicoli (à esquerda) com sua equipe: de Tupã para São Carlos

Nas pistas de competição, que são plataformas de madeira, simula-se o resgate de uma vítima e os robôs precisam ter sido programados para enfrentar os desafios sozinhos. No ano passado, a vítima era representada por uma lata. Este ano, passou a ser uma bola prata. No nível 1, basta o robô encontrar a vítima. Já no nível 2, além de encontrá-la, deve pegá-la e jogá-la dentro de um triângulo de madeira. Nesse nível, o robô pode resgatar mais do que uma vítima. 

Na opinião do professor Marcelo Prado, da escola estadual professora Alice Madeira João Francisco, de São Carlos, que trouxe duas equipes para participar da competição, foi essencial fazer o curso preparatório oferecido no ICMC. “É a segunda vez que participamos. Este ano foi bem melhor, porque tivemos cinco aulas preparatórias junto com os oito alunos. Eles gostaram muito de conhecer o ambiente da Universidade”, contou Prado. “Conseguimos tirar dúvidas com os professores que estavam dando as aulas, especialmente em relação à forma como devíamos lidar com os sensores e calibrá-los”, completou. “Eu era apenas um tutor, colocava os desafios e os alunos iam buscar as respostas sozinhos. Temos muitos desafios ainda a enfrentar, mas vale a pena participar”, concluiu o professor.

Marcelo (em pé, o quarto da esquerda para a direita) destacou importância de participar do curso preparatório
Enquanto a competição rolava no térreo do ginásio de esportes da USP, no primeiro andar, acontecia a última aula do curso extensão O uso das tecnologias na aprendizagem: Excel, Word, PowerPoint e Robótica. Coordenado pelas professoras do ICMC Esther Prado e Miriam Utsumi, o curso contou com a participação de nove professores de escolas da região e oito estudantes do ensino básico. Usando cinco kits de robótica, eles também montaram seus robôs e construíram uma pista para testes. “A robótica encanta porque há muitos desafios para serem enfrentados. Por isso, optamos por encerrar o curso aqui na OBR”, finalizou Esther.

O evento contou com o apoio do ICMC, do Centro de Robótica de São Carlos, da Escola de Engenharia de São Carlos, da prefeitura do campus da USP em São Carlos, da UFSCar e da Comissão Especial de Robótica (CER) da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Entre os docentes envolvidos com a realização da OBR também estão o professor do Departamento de Engenharia Mecânica da UFSCar, Rafael Aroca, que é vice-coordenador geral da OBR; o professor do Departamento de Engenharia Elétrica da EESC e coordenador do CROB, Marco Henrique Terra; o coordenador do CER, Fernando Osório; a professora do Departamento de Engenharia Elétrica da UFSCar, Tatiana Pazelli; e a professora do Colégio Técnico de Campinas (COTUCA) da UNICAMP, Cintia Aihara.



Confira os vencedores

Sábado, 13 de junho -  Nível 1 (ensino fundamental)
Medalha de ouro: equipe Sigma 1, de São Carlos.
Medalha de prata: equipe Sigma 2, de São Carlos.
Medalha de bronze: equipe O.G.E.L. Valinhos, de Valinhos.

Sábado, 13 de junho - Nível 2 (ensino médio e técnico)
Medalha de ouro: equipe Sesi Rio Preto Robotic Team, de São José do Rio Preto.
Medalha de prata: equipe Sesi Jabuka Force, de Jaboticabal.
Medalha de bronze: equipe Sesi T-Rex, de Monte Alto.

Domingo, 14 de junho - Nível 1 (ensino fundamental)
Medalha de ouro: equipe Rio Branco 1, de Campinas.
Medalha de prata: equipe Sabin 2, de Ribeirão Preto.
Medalha de bronze: equipe Robótica Ourinhos Roboteam, de Ourinhos.

Domingo, 14 de junho - Nível 2 (ensino médio e técnico)
Medalha de ouro: equipe Xablebous Team, de São Carlos.
Medalha de prata: equipe IFSP, de São Carlos.
Medalha de bronze: equipe Átons, de Araras.

Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

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E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Os robôs estão chegando a São Carlos: público pode acompanhar ao vivo essa invasão

Entre os dias 18 e 22 de outubro, você poderá fazer parte de um cenário de ficção científica, assistindo, ao vivo, diferentes competições de robôs e conferindo os inúmeros desafios que essas máquinas, tão iguais e tão diferentes de nós, são capazes de superar

Os robôs humanoides prometem jogar um bolão no evento

Se você gosta de robôs, São Carlos é o lugar certo para estar entre os dias 18 e 22 de outubro. A cidade será, literalmente, invadida por robôs e você terá a oportunidade de conferir tudo ao vivo. É onde acontecerão, simultaneamente, três grandes competições de robótica e uma mostra nacional abertas ao público e gratuitas. Para explicar tudo o que está acontecendo na arena das competições, haverá monitores à disposição dos grupos que se inscreverem antecipadamente por meio deste link: icmc.usp.br/e/d7aa4.

As escolas da região estão convidadas para trazer suas turmas e acompanhar o evento, assim como o público em geral. Com a ajuda dos monitores, os estudantes poderão compreender tudo o que está acontecendo nas arenas de competições dispostas no salão de eventos e no ginásio de esportes da USP em São Carlos.

No sábado, 18 de outubro, é dia de aproximadamente 170 equipes se apresentarem para as duas competições (Latin American Robotics Competition e Competição Brasileira de Robótica). No domingo, às 13 horas, começa a jornada de desafios dos robôs trazidos por esses 20000 competidores. A história prossegue até o dia 22, quando acontecem as premiações.

“Sempre gostei de colocar a mão na massa e ver na prática a computação funcionar”, conta um dos organizadores do evento, Eduardo Fraccaroli. Ele se consagrou campeão latino-americano em 2010, na categoria simulação de futebol de robôs em 2D. Em 2006 e 2009, competindo na mesma categoria, foi campeão da competição brasileira. Hoje, Fraccaroli faz doutorado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

“Estimular a participação nas competições de robótica é uma forma de trazermos mais conhecimento sobre essa área, fortalecendo a robótica no Brasil”, explica o doutorando. “Fazendo um paralelo com a Fórmula 1, em que todas as tecnologias estudadas e testadas nas pistas podem ser utilizadas nos carros nas rua, nas competições de robótica, a ideia é a mesma. Tudo o que é estudado e testado pode ser empregado nos produtos que estarão disponíveis no mercado num futuro próximo”, completa Fraccaroli.

As cenas vistas durante a final mundial da RoboCup,
em João Pessoa, em julho, agora se repetirão em São Carlos

Futebol e outros desafios – Entre as diversas modalidades que compõe a 13th Latin American Robotics Competition (LARC) e a 12ª Competição Brasileira de Robótica (CBR), há quatro destinadas especialmente ao futebol de robôs: humanoide, em que o jogo é disputado por robôs que tem alguma similaridade com os humanos (como o robô Nao, por exemplo); small-size, em que o tamanho reduzido é o diferencial; além das categorias de simulação 2D e 3D. A RoboCup é a organização responsável por estabelecer as regras dessas competições, que agregam ainda outras modalidades, como, por exemplo, a dos robôs que precisam atuar como agentes de resgate (RoboCup Rescue Simulation Agents) e a dos que realizam atividades domésticas (RoboCup @Home). 

Outra organização participante da iniciativa é o IEEE Robotics and Automation Society, que estabelece as normas para outras quatro modalidades das competições, entre elas a corrida de robôs humanoides (IEEE Humanoid Robot Racing) e uma modalidade aberta (IEEE Open), em que, a cada dois anos, são propostos novos desafios aos competidores. Este ano, haverá um tanque repleto de água onde os robôs deverão superar o desafio de transportar uma carga entre a plataforma flutuante e a superfície. “O objetivo aqui é simular o que acontece em uma plataforma de petróleo, quando é necessário transportar uma carga da plataforma para a terra e vice-versa”, explica Fraccaroli.

Para saber mais detalhes sobre as duas competições (LARC/CBR), acesse o site http://www.cbrobotica.org/

Desafios domésticos fazem parte de uma das modalidades

Escolas competindo – Já a 8ª Olimpíada Brasileira de Robótica vai reunir em São Carlos as equipes das escolas que, após participarem das etapas estaduais da Olimpíada, alcançaram os melhores resultados e chegaram à final nacional. Também conhecida como RoboCup Junior Rescue A, a final nacional da OBR garante aos campeões de cada nível (fundamental, médio ou técnico) uma vaga para participar da RoboCup Junior Mundial 2015, a ser realizada na Tailândia.

Essa competição vai reunir 80 equipes, cerca de 320 competidores, que chegam à cidade no dia 19 e vão competir durante três dias: de 20 a 22 de outubro. “Em 2012, a OBR contabilizou 300 equipes inscritas na competição em todo o Brasil; em 2013 esse número subiu para 800 e, em 2014, foram 1,9 mil equipes”, destaca Flávio Tonidandel, coordenador geral da OBR. Para saber mais, acesse http://www.obr.org.br.

São Carlos também sediou a etapa regional da OBR este ano

Além das competições – Além de abrigar essas três competições, São Carlos também sediará, durante o mesmo período, a 4ª Mostra Nacional de Robótica (MNR). Considerada a maior mostra de trabalhos em robótica do país, o evento busca a valorização do conhecimento interdisciplinar e integrado, estimulando a submissão de trabalhos na fronteira entre a robótica e diversas outras áreas do conhecimento, tais como: artes, humanidades, ensino, ciências e inovação, além das áreas tradicionais, como elétrica, mecânica e computação. Serão apresentados trabalhos nos formatos de arquivo multimídia, além do tradicional artigo científico.

Todos essas iniciativas fazem parte da Joint Conference on Robotics and Intelligent Systems (JCRIS) 2014, que congrega um total de 12 eventos e tem como público esperado três mil participantes. As três competições e a mostra serão realizadas em conjunto com diversos eventos científicos nas áreas de robótica e sistemas inteligentes. Para saber mais sobre os eventos científicos, acesse http://jcris2014.icmc.usp.br.

A JCRIS 2014 é parte das comemorações dos 80 anos da USP, sendo promovida conjuntamente pela USP em São Carlos – por meio do ICMC, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), do Centro de Robótica de São Carlos (CRob) e do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Aprendizado de Máquina e Análise de Dados (NAP-AMDA) – e pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), através do Departamento de Computação e do Departamento de Engenharia Mecânica.

O evento conta, ainda, com o apoio da Sociedade Brasileira de Automação (SBA) e da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), além de suporte financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo (FAPESP), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

“Essa é uma grande oportunidade para o público conhecer diferentes tipos de robôs e ver as equipes montando e desmontando seus equipamentos, calibrando os sistemas. Isso é muito estimulante, porque estamos falando de uma área multidisciplinar, que integra conhecimentos de hardware e software. Qualquer pessoa que tenha experiência em hardware e software pode colocar suas ideias em prática e contribuir para a inovação tecnológica”, finaliza a coordenadora geral da JCRIS 2014, Roseli Romero.

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Crédito das imagens: Valdecir Becker (fotos 1, 2 e 3); Denise Casatti (foto 4)

Mais informações

Link para agendamento das visitas em grupo com os monitores: icmc.usp.br/e/d7aa4
Vídeo de divulgação: http://youtu.be/PctIT-qlkjY
Site da JCRIS 2014: http://jcris2014.icmc.usp.br
Telefone: (16) 9.8826.2807
E-mail: organizacao@cbrobotica.org

Como chegar ao local das competições
Salão de eventos e ginásio de esportes do campus I da USP em São Carlos
Endereço: acesso via Rua dos Inconfidentes, 85 (ao lado do Colégio CAASO)
Veja como chegar ao local: www.icmc.usp.br/e/5e5b5

terça-feira, 17 de junho de 2014

Cooperação e emoção marcam etapa regional da Olimpíada Brasileira de Robótica

Etapa regional da competição foi realizada pela primeira vez na USP em São Carlos no último sábado


A escola não tinha computador à disposição nem mesa de treino. Mas a equipe organizadora da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) emprestou um kit para que os estudantes pudessem montar seus próprios robôs, treinarem e participarem da competição. Resultado: saíram com uma medalha de prata e outra de bronze do Ginásio de Esportes da USP, em São Carlos, no último sábado, 14 de junho. Com lágrimas nos olhos, a coordenadora pedagógica Kátia Schimidt, da Escola Estadual Coronel Franco, de Pirassununga, resume em uma palavra a trajetória percorrida por seus alunos para alcançar essa façanha: superação.

“Eu nunca tinha mexido com um robô antes, achava que ele saía da fábrica pronto. Então, descobri que precisava programar. Até minha família gostou da experiência. Foi muito legal”, conta o estudante João Pedro de Alcântara, membro de uma das equipes da Coronel Franco, a Tintanboot, com a medalha de bronze no pescoço. Ele e os colegas da outra equipe que representaram a escola – Pacboot – participaram da competição na categoria nível 1, destinada aos estudantes de ensino fundamental. Há também o nível 2, voltado ao ensino médio (veja a lista completa dos premiados e dos classificados para a etapa regional da OBR no final desta reportagem).

A professora de tecnologia da escola, Flávia de Oliveira, conta que, antes de começarem os treinamentos para a OBR, não havia sido ensinado nenhum conteúdo relacionado à robótica na escola. “Pegamos os kits emprestados e trabalhamos apenas durante dois meses”, revelou.

Equipes da Coronel Franco com a professora Flávia (à esquerda) e a coordcnadora Kátia (à direita)

Quem também comemorou a conquista foi a vice-coordenadora do Centro de Robótica de São Carlos (CROB) e professora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, Roseli Romero: “É muito bom saber que, em tão pouco tempo, os estudantes conseguiram usar esse material e alcançar ótimos resultados”. Ela, juntamente com os professores do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), coordenaram a regional da OBR, realizada pela primeira vez em São Carlos. 

Ela explica que, para estimular a participação das escolas que não tinham kits, empresas fabricantes emprestaram alguns kits à equipe organizadora da regional, que os repassou às escolas interessadas. O CROB é composto por pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), ambos da USP.

Uma nova forma de aprender - Histórias como a da Escola Estadual Coronel Franco mostram quanto uma disciplina como a robótica pode motivar alunos e professores na construção de uma nova forma de aprendizado. “Geralmente, o resultado da participação na competição é que os estudantes melhoram o rendimento em todas as disciplinas e passam a gostar mais da escola. Acredito que a robótica não tem potencial apenas para revolucionar a ciência brasileira, mas também pode revolucionar nossa forma de ensinar”, explicou Flávio Tonidandel, coordenador geral da OBR. 

Das 99 equipes inscritas de escolas públicas e privadas das cidades da região, 70 compareceram ao evento, que vem crescendo ano a ano. “Em 2012, a OBR contabilizou 300 equipes inscritas na competição em todo o Brasil; em 2013 esse número subiu para 800 e, em 2014, são 1,9 mil equipes”, destaca Tonidandel. Segundo ele, o Estado de São Paulo é o que tem o maior número de inscritos.

As 15 melhores equipes de ensino médio e as 10 melhores de ensino fundamental que participaram da etapa regional da OBR em São Carlos foram selecionadas para disputarem a estadual da competição, que acontecerá no dia 9 de agosto, em São Bernardo do Campo.

Aprendizado prático estimula e incentiva alunos
Prática que ensina – Para o mestrando do ICMC, Adam Henrique Pinto, um dos voluntários que contribuiu para a realização do evento em São Carlos, participar da OBR ajuda os estudantes a desenvolverem o raciocínio lógico: “É também uma forma de aprender o que é a computação na prática porque as crianças criam o robô do zero. Elas usam alguns kits de robótica, mas precisam montam o robô e testá-lo em diversos tipos de acontecimentos”. 

Entre os desafios enfrentados pelos robôs recém-criados estão falhas na linha da estrada pela qual devem passar, redutores de velocidade e obstáculos. “A criança tem que aprender a programar de uma forma geral, para que o robô seja capaz de atuar em qualquer tipo de arena, porque as arenas apresentam dificuldades diferentes (fácil, médio e difícil)”, explica.

Por isso, as equipes disputam a modalidade prática em dois níveis. No nível 1, voltado aos alunos do ensino fundamental, o robô competidor, em uma simulação de resgate, precisa encontrar uma vítima, superando várias adversidades. Já no nível 2, destinado a alunos do ensino médio, além de encontrar a vítima, o robô deve resgatá-la, passando também por diversos obstáculos.

Arenas apresentam dificuldades diferentes
Final da OBR ocorrerá de 18 a 23 de outubro - A etapa nacional da OBR, chamada RoboCup Junior Rescue A, também ocorrerá em São Carlos e será sediada no ICMC. O evento acontecerá de 18 a 23 de outubro, durante a Competição Brasileira de Robótica (CBR 2014), garantindo aos campeões de cada nível uma vaga para participar da RoboCup Junior Mundial 2015 – a ser realizada na Tailândia.

A final ocorrerá em paralelo com a Conferência Conjunta de Robótica e Sistemas Inteligentes de 2014, que inclui outros eventos científicos de grande relevância para o país e para a América Latina. Além da CBR 2014 serão realizados: Latin American Robotics Competition (LARC), Latin American Robotics Symposium (LARS), Simpósio Brasileiro de Robótica (SBR), Robocontrol, The Brazilian Conference on Intelligent Systems (BRACIS) e Encontro Nacional de Inteligência Artificial e Computacional (ENIAC).

Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
com colaboração da Assessoria de Comunicação da EESC

Mais informações
Site da OBR: www.obr.org.br
Assessoria de Comunicação do ICMC
Telefone: (16) 3373.9666

Equipes classificadas para a etapa estadual da OBR

Nível 2 – Ensino médio

1. Etapa 8 
2. RoboCraft
3. Bazinga 2
4. Álvaro Guião
5. Alien S1
6. Pré-Exatas CECMF
7. Asgard
8. CTi-Night
9 José Juliano Neto
10.Pequenos Cientistas Ares

Nível 1 – Ensino fundamental

1. Bazinga1
2. Pacboot
3. Titanboot
4. Naipe NX2YZ
5. Tuparobos
6. Robô Brasil
7. Sigma BR
8. Sigma FR
9. Marivaldo Degan
10. Insabots
11. Equipe JKMI
12. Robô Ação
13. Equipe Iori
14. RoboGamers
15. Sabin

terça-feira, 10 de junho de 2014

Centro de Robótica de São Carlos sedia regional inédita da Olimpíada Brasileira de Robótica

Estão inscritas 99 equipes de alunos de escolas públicas e privadas do ensino fundamental ao médio de cidades da região de São Carlos



Pela primeira vez, a Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) terá uma etapa regional realizada na USP em São Carlos, no dia 14 de junho, a partir das 9 horas, no Ginásio de Esportes do Campus. O evento é promovido pelo Centro de Robótica de São Carlos (CROB), composto por pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), ambos da USP.

O CROB, junto com outras instituições parceiras – como a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) –, apoiou e organizou essa etapa, que contará com três competições regionais e uma final estadual, visando facilitar a participação de municípios do interior do Estado de São Paulo. Foram inscritas 99 equipes de alunos de escolas públicas e privadas das cidades de Ribeirão Preto, Campinas, Araraquara, Matão e Bauru, entre outras.

As equipes disputarão a modalidade prática, que é dividida em níveis 1 e 2. No nível 1, voltado aos alunos do ensino fundamental, o robô competidor, em uma simulação de resgate, precisa encontrar uma vítima, superando várias adversidades. Já no nível 2, destinado a alunos do ensino médio, além de encontrar a vítima, o robô deve resgatá-la, passando também por diversas adversidades. Cada nível contará com três rodadas nas categorias: fácil, médio e difícil. 

Segundo o coordenador do CROB e professor do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação da EESC, Marco Henrique Terra, uma das missões do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Robótica da USP é promover a extensão educacional para a comunidade e demais setores. “A organização de um evento desse porte preenche uma das metas que definimos ao criar o Núcleo, pretendendo não apenas desenvolver pesquisas de ponta, mas também exercer a função de extensão de ensino e auxiliar no esforço de difusão da robótica na sociedade”, definiu o docente.

Para a professora Roseli Romero, do Departamento de Ciências de Computação do ICMC, a importância da Olímpiada está no compromisso e desafio que os alunos assumem em desenvolver um sistema para apresentar e participar da competição. “Os estudantes se sentem motivados e se dedicam muito ao projeto, trabalham em grupo, participam de reuniões aos finais de semana e contam com o incentivo muito importante de seus professores”, ressaltou a professora, que integra a coordenação da etapa regional da OBR.

Roseli Romero e Marco Terra: competição estimula difusão da robótica
Final da OBR ocorrerá de 18 a 23 de outubro - A etapa nacional da OBR, chamada RoboCup Junior Rescue A, também ocorrerá em São Carlos e será sediada no ICMC. O evento acontecerá de 18 a 23 de outubro, durante a Competição Brasileira de Robótica (CBR 2014), garantindo aos campeões de cada nível uma vaga para participar da RoboCup Junior Mundial 2015 – a ser realizada na Tailândia.

A final ocorrerá em paralelo com a Conferência Conjunta de Robótica e Sistemas Inteligentes de 2014, que inclui outros eventos científicos de grande relevância para o país e para a América Latina. Além da CBR 2014 serão realizados: Latin American Robotics Competition (LARC), Latin American Robotics Symposium (LARS), Simpósio Brasileiro de Robótica (SBR), Robocontrol, The Brazilian Conference on Intelligent Systems (BRACIS) e Encontro Nacional de Inteligência Artificial e Computacional (ENIAC).

Para obter mais informações sobre evento, acesse www.obr.org.br

Por Keite Marques da Assessoria de Comunicação da EESC
com colaboração da Assessoria de Comunicação do ICMC