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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Febre amarela, agricultura e empreendedorismo: saiba o que é destaque no primeiro dia do Pint of Science

Saiba o que rola nesta segunda-feira, 14 de maio, em São Carlos, durante o festival de divulgação científica Pint of Science, que vai tomar conta de 56 cidades brasileiras até quarta-feira

A primeira edição do festival no Brasil aconteceu em São Carlos, em 2015

Você já parou pra pensar em como a tecnologia pode nos ajudar a combater doenças como febre amarela, zika, chikungunya e dengue? A ciência exerce uma grande influência em nossa vida cotidiana a ponto de ser difícil imaginar com seria o mundo atual sem a sua contribuição ao longo do tempo, mas que tal discutir tudo isso em uma mesa de bar? 

Nesta segunda, o festival de divulgação científica Pint of Science acontece em três bares diferentes de São Carlos. A partir das 19h30, um bate-papo no West Brothers ajudará você a compreender o que é mito e o que é verdade quando o assunto é febre amarela. Uma das pesquisadoras convidadas para o evento é Ho Yeh Li, coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de Infectologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Também participarão do bate-papo: a professora do departamento de Medicina da UFSCar, Sigrid de Sousa Santos; o professor de epidemiologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, Afonso Dinis Costa Passos; e o professor Gustavo Batista, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP.

Ao mesmo tempo, duas discussões acontecem em outros dois bares da cidade. Na Cervejaria Kirchen, o debate é sobre implementação tecnológica na agricultura e a evolução das tradicionais técnicas à produção digital. Estarão presentes no evento o chefe-adjunto de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt; o chefe-adjunto de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Instrumentação, Wilson Tadeu Lopes da Silva; e a pesquisadora Aida Magalhães, que atua na empresa Agrorobótica Pesquisas Agrícolas.

Já no ONOVOLAB, o encontro é para discutir o potencial transformador que as instituições de ensino e as empresas podem ter se atuarem juntas no incentivo à inovação, à criatividade e ao empreendedorismo. O bate-papo tem como convidados o professor e pesquisador da Faculdade de Tecnologia de São Carlos e coordenador regional da Agência de Inovação do Centro Paula Souza, Alfredo Colenci Neto; um dos criadores do ONOVOLAB,  Anderson Criativo;  o professor André de Carvalho, do ICMC/USP; e o professor Moacir Oliveira Junior, chefe do departamento de Administração da Faculdade de Economia e Administração da USP.

Além disso, no ONOVOLAB, também terá uma atração musical imperdível: Suíte Quarteto. O estilo musical da banda é um som instrumental ligado ao jazz, groove, funk, lounge, acid. Um som leve, agradável e dançante, que combina com o festival de divulgação científica.

Em São Carlos, o Pint of Science é realizado pelo ICMC e conta com o apoio do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria, da Fundação de Apoio Institucional ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Universidade Federal de São Carlos e das empresas Monitora e Serasa Experian.

Para conhecer os palestrantes e ver a programação completa, acesse o link:



Texto: Talissa Fávero - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Fotos: Paulo Arias

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 26 de abril de 2016

Abertas inscrições no mestrado profissional em matemática, estatística e computação aplicadas à indústria

São 20 vagas com ênfase em Ciência de Dados: Agricultura, Saúde e Infraestrutura


O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, está com inscrições abertas, até o dia 19 de maio, para o processo seletivo do Mestrado Profissional em Matemática, Estatística e Computação Aplicadas à Indústria (MECAI). A iniciativa está ligada ao Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP.

Neste ano, são oferecidas 20 vagas na ênfase em Ciência de Dados: Agricultura, Saúde e Infraestrutura. O público-alvo são profissionais que atuam, atuaram ou tenham vínculo com instituições ligadas aos setores da ênfase. “Pretendemos atrair profissionais que queiram melhorar sua qualificação e que tragam problemas (projetos) relacionados aos setores agrícola, à área da saúde e de infraestrutura, para que, no decorrer do curso de mestrado, possamos auxiliá-los na solução de tais problemas, encontrando alternativas que viabilizem possíveis soluções”, comentou o coordenador do MECAI, Luis Gustavo Nonato, professor do ICMC e pesquisador do CeMEAI.

O processo seletivo será realizado em uma única etapa e a divulgação do resultado final, com convocados para a matrícula e lista de espera, está prevista para ocorrer até o dia 26 de maio. As aulas serão oferecidas às sextas-feiras, no período da tarde, e aos sábados, no período da manhã, em São Carlos.

O mestrado profissional é um dos únicos do país que aborda, de forma abrangente, áreas específicas da matemática, estatística e computação aplicadas à indústria. “O objetivo principal do MECAI é melhorar a formação dos profissionais e atender à demanda da indústria, firmando parcerias entre a universidade e o setor produtivo, de modo a auxiliar na resolução de problemas e no avanço tecnológico”, concluiu Nonato.

Mais informações podem ser encontradas no edital completo do processo seletivo. As inscrições podem ser feitas no site da Pós-Graduação do ICMC.

Pós-graduação no ICMC - Os programas de pós-graduação do ICMC estão entre os melhores do país, tendo formado um número expressivo de mestres e doutores que hoje ocupam posições em prestigiadas empresas e em unidades de ensino e pesquisa no Brasil e no exterior. Além do recém-criado MECAI, há três outros programas com mestrado e doutorado: o de Ciências de Computação e Matemática Computacional, o de Matemática e o Programa de Pós-Graduação em Estatística, em parceria com a Universidade Federal de São Carlos. O ICMC participa ainda do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (ProfMat), em parceria com a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

A qualidade dos Programas de Pós-Graduação do ICMC foi reconhecida na última avaliação trienal realizada pela CAPES (2013). Em uma escala de 1 a 7, a instituição concedeu nota máxima (7) ao Programa de Pós-Graduação em Matemática, expressando a excelência constatada em nível internacional, e nota 6 ao Programa de Pós-Graduação em Ciência de Computação e Matemática Computacional.

Raquel Vieira – Comunicação CeMEAI

Mais informações
Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373-9638

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Gerando inovação nas pequenas empresas

Ex-alunos do ICMC receberão recursos da FAPESP para desenvolver projetos de pesquisa na área médica e agrícola

Um dos projetos propõe a criação de um sistema para auxiliar os médicos no tratamento radioterápico

Contribuir para aprimorar o tratamento radioterápico oferecido a pacientes com câncer e auxiliar pequenos produtores de tomate a reduzir o uso de fungicidas. Esses dois problemas serão enfrentados por pesquisadores que usarão a tecnologia de forma inovadora em pequenas empresas depois de frequentarem os laboratórios do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

Os projetos de pesquisa por eles propostos foram selecionados no 2º ciclo de 2015 do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). O PIPE financia até R$ 1,2 milhão por projeto, não prevê contrapartida da empresa, mas exige que o pesquisador principal esteja vinculado à empresa.

“Queremos auxiliar os médicos, possibilitando aumentar a precisão e aperfeiçoar o processo de tratamento em radioterapia nos hospitais públicos e privados do Brasil”, revela o pesquisador Diego de Carvalho, coordenador do projeto SIPRAD: Sistema de Planejamento Radioterápico e um dos fundadores da empresa i-Medsys, sediada em Ribeirão Preto. 

Carvalho formou-se em Sistemas de Informação no ICMC em 2005 e concluiu seu mestrado no Instituto em 2008. “Na área de ciências exatas, acredito que não tenha outro lugar no Brasil que seja tão interessante para o fomento tecnológico quanto São Carlos”, conta o ex-aluno. Ele morou na cidade durante 10 anos e trabalhou em várias empresas são-carlenses de base tecnológica. “Em São Carlos, não importa onde você está, as pessoas estão sempre falando sobre novas tecnologias, novos projetos e o estado da arte das áreas de pesquisa”. Segundo levantamento realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) publicada pela revista Inovação, São Carlos está entre as dez cidades brasileiras que possuem o maior potencial inovador.

Para Carvalho, foi o ambiente da cidade e do ICMC que estimularam sua veia empreendedora. “A computação é uma atividade transformadora. Quando o estudante começa a ver alguns processos industriais, ele passa a enxergar soluções. E os professores do ICMC sempre foram muito acessíveis. Se um estudante batesse na porta do especialista e perguntasse se dava para resolver certo problema, ele sempre indicava um livro e dava algumas ideias de possíveis caminhos para seguir”, completa o ex-aluno.

Antes mesmo de finalizar seu mestrado no Instituto, em 2008, Carvalho criou a DFIORI Informática e, em 2010, já teve um projeto contemplado por um programa da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Logo depois, uniu-se a outro ex-aluno do ICMC, José Antonio Camacho Guerrero, para criar sua vertente na área médica, a i-Medsys. Juntos, eles desenvolveram um sistema de arquivamento e distribuição de imagens para hospitais chamado LyriaPacs, que foi implantado há mais de 4 anos no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e já ajudou a economizar US$ 10 milhões.

Agora, com o projeto aprovado no PIPE, a ideia é implementar um módulo adicional ao LyriaPacs, voltado especificamente para o tratamento em radioterapia. Para isso, os pesquisadores da área de tecnologia da informação contarão com o apoio de médicos da FMRP para criar softwares capazes de ajudar nos sistemas de planejamento radioterápico. “Utilizando esses sistemas, é possível definir de forma mais precisa as regiões que precisam receber a radiação, evitando que ela incida em estruturas sadias, além de encontrar a melhor distribuição dos campos de tratamento e da dose prescrita”, explica Carvalho.
Diego participou da cerimônia em que a FAPESP anunciou os projetos selecionados 
De olho no tomate – A engenheira agrônoma Adimara Colturato nunca tinha atuado na área de computação antes de realizar seu pós-doutorado no ICMC. Ao desenvolver um estudo sobre a utilização dos veículos aéreos não tripulados (VANTs) para a detecção precoce de doenças em plantações de eucaliptos, começou a vislumbrar quanto a tecnologia poderia beneficiar os agricultores. 

No final de 2014, quando estava finalizando seu pós-doutorado, surgiu uma ideia inovadora: usar sensores nas plantações de tomate para captar dados de temperatura, umidade e molhamento. Esses dados, por sua vez, poderiam ser enviados para os aparelhos celulares dos produtores e, através de um aplicativo, eles conseguiriam identificar se há o risco da lavoura ser atacada por uma das doenças mais temidas nesse tipo de cultivo, a requeima. Caso as condições informadas pelo aplicativo demonstrassem que havia risco, o agricultor poderia pulverizar um fungicida. 

“A intenção é auxiliar os pequenos produtores na tomada de decisão sobre o melhor momento para começar o controle da doença, evitando assim pulverizações desnecessárias”, explica Adimara. Ela conta que, dessa forma, o sistema reduz os custos de produção, os riscos de poluição ambiental e a ocorrência de epidemias severas. 

A requeima é uma das doenças mais destrutivas do tomateiro

De acordo com a pesquisadora, a utilização desses sistemas de previsão ainda é restrita ao mundo acadêmico e, muitas vezes, para obter essas informações, o produtor precisa acessar sites estrangeiros: “Geralmente, são utilizados dados de estações meteorológicas distantes de onde a plantação de tomate está localizada, os quais podem ser divergentes das condições ali presentes”. Para desenvolver o projeto, Adimara estabeleceu uma parceria com a empresa Circuitar, sediada em São Carlos.

“Os projetos aprovados devem ter potencial de retorno comercial, aumentar a competitividade da empresa e estimular a criação de uma cultura de inovação permanente”, disse o diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, durante o anúncio dos projetos aprovados no 2º ciclo de 2015 do PIPE, em cerimônia realizada no último dia 8 de outubro na sede da Fundação. A 4ª chamada do PIPE está com o edital aberto e o prazo para a apresentação de propostas encerra-se em 27 de novembro.

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br