quarta-feira, 16 de março de 2016

Professores do ICMC recebem homenagem de alunos do Instituto de Física de São Carlos

Mirzaii e Sueli foram homenageados

Dois professores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, receberam o Prêmio Horácio Carlos Panepucci, promovido anualmente pelo Instituto de Física de São Carlos (IFSC). Os homenageados foram Sueli Aki e Behrooz Mirzaii, ambos do Departamento de Matemática do ICMC.

A cerimônia foi realizada no dia 15 de fevereiro, às 20h, no auditório Sérgio Mascarenhas do IFSC. Sueli recebeu a homenagem dos alunos do curso de Bacharelado em Ciências Físicas e Biomoleculares por ter ministrado a disciplina Cálculo I. Já Mirzaii, ganhou o prêmio da turma do curso de Bacharelado em Física Computacional por ministrar a disciplina Complementos de Geometria e Vetores.

Sobre o prêmio - O Prêmio Horácio Carlos Panepucci é promovido anualmente pelo IFSC, juntamente com o Prêmio Paulo Freire, e consiste em homenagens aos melhores professores da graduação, eleitos pelos estudantes por meio de votação ocorrida no ano anterior.

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

ICMC recebe inscrições para mestrado e doutorado em Matemática


O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, está com inscrições abertas para mestrado, doutorado e doutorado direto no Programa de Pós-Graduação em Matemática. O Programa tem três áreas de concentração: álgebra; análise; geometria e topologia. 

O ingresso dos novos estudantes acontecerá em agosto de 2016. Para as inscrições no mestrado, podem participar alunos ou ex-alunos da graduação, desde que tenham colado grau até a data da matrícula. Para o programa de doutorado, podem se inscrever alunos com título de mestre homologado até a data da matrícula e, para o doutorado direto, alunos com a colação de grau concluída até o mesmo período.

As inscrições devem ser feitas por meio do sistema eletrônico disponível em icmc.usp.br/e/e798c. Confira, abaixo, mais informações sobre os processos seletivos e acesse os editais completos de cada um:

Mestrado em Matemática
Número de vagas: 20
Período de inscrições: 16 de março a 2 de maio
Link para acessar o edital completo: icmc.usp.br/e/c3bfa

Doutorado e Doutorado Direto
Número de vagas: 20
Período de inscrições: 16 de março a 2 de maio
Link do edital completo: icmc.usp.br/e/1c73f

Qualidade reconhecida - A qualidade do Programa de Pós-Graduação em Matemática do ICMC foi reconhecida com nota máxima (7) na avaliação trienal realizada pela CAPES em 2013, expressando a excelência constatada em nível internacional. O Instituto possui também o Programa de Pós-Graduação em Ciência de Computação e Matemática Computacional e criou recentemente o Programa de Mestrado Profissional em Matemática, Estatística e Computação Aplicadas à Indústria (MECAI). Há, ainda, o Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Estatística, em parceria com a Universidade Federal de São Carlos, e o Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT), em parceria com a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

Mais informações
Página do Programa: www.icmc.usp.br/mat
Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373-9638
E-mail: posgrad@icmc.usp.br

terça-feira, 15 de março de 2016

Da África para o ICMC: calouro chega a São Carlos para estudar computação e sonha contribuir com empresa do pai

Ele recomenda que estudantes venham fazer graduação no Brasil e, depois de formado, quer voltar para o Congo e trabalhar no empreendimento criado pelo pai

Ele viajou milhares de quilômetros carregando na bagagem o sonho de um dia tornar a empresa do pai uma multinacional. “Eu escolhi Ciências de Computação porque amo essa área desde quando meu pai comprou um computador ainda na minha infância. Ele tem uma empresa do ramo de informática e tomei como objetivo me formar na área para fazer com que o negócio cresça cada vez mais”, diz, com os olhos distantes, Josué Kabongo, que veio da República Democrática do Congo, na África, estudar no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

“O nível da computação no meu país ainda é muito baixo, por isso procurei alternativas para que eu pudesse adquirir um conhecimento de qualidade”, conta o estudante, que gosta da área de desenvolvimento de software. Kabongo foi um dos selecionados do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), do Ministério da Educação, que oferece oportunidades de formação superior a cidadãos de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordos educacionais e culturais. Avisado pelo cunhado sobre a oportunidade, ele resolveu se arriscar e, mesmo sem conhecer muito sobre o país do futebol, foi incentivado pelo pai, o qual lhe disse que muitas oportunidades se abririam.

Durante o processo de inscrição, o calouro deveria escolher duas cidades do Brasil para se candidatar a estudar. Optou por São Paulo e Brasília. “Quando comecei a pesquisar sobre as universidades desses dois municípios e descobri que a USP é a melhor da América Latina, fiquei ainda mais motivado a vir para o Brasil”. Ele foi selecionado pela USP em São Paulo e direcionado ao campus de São Carlos, onde estava disponível, no período diurno, o curso por ele escolhido. 

O estudante desembarcou no Brasil em janeiro de 2015 e passou cerca de 8 meses na capital nacional aprendendo português na Universidade de Brasília (UNB). Durante esse período, ficou hospedado em um alojamento de uma igreja local, onde convivia com outros companheiros do Congo. Como a língua oficial do país africano é o francês, a maior preocupação de Kabongo era aprender português, pois só assim estaria apto para fazer a graduação. 

Nos primeiros meses em terras brasileiras, o africano descobriu algumas diferenças culturais curiosas: “Os brasileiros não são tão diretos. Por exemplo, se eu estou usando uma camisa feia, você não vai falar isso pra mim, vai dizer que estou bem. Eu sofri com isso quando cheguei ao Brasil, porque era sempre muito sincero com as pessoas e descobri, com o tempo, que algumas vezes isso poderia magoá-las”, diz Kabongo.

Há um mês no ICMC, o aluno congolês parece estar se habituando bem à nova rotina: “As pessoas aqui são muito prestativas e essa característica é muito parecida com a do meu povo, o que ajuda na minha adaptação. Apesar do pessoal da minha turma ainda estar um pouco tímido, estamos nos relacionando bem. Já fiz até trabalho de faculdade na casa de colegas”, revela Kabongo, que divide um quarto do alojamento da USP com outros dois estudantes.

Motivação dentro de casa – Kabongo é natural da cidade de Kinshasa, capital de seu país. Ele tem seis irmãos e alguns deles já foram para o exterior fazer faculdade, fato que o motivou ainda mais a procurar opções para estudar fora do Congo. A oportunidade de viver em um cenário totalmente diferente do habitual, com a possibilidade de aprendizado, é de grande valor para o estudante: “São outras pessoas, com diferentes formas de pensar. Quando você viaja, sua mente se abre, tanto no aspecto cultural quanto intelectual. Espero sair da melhor Universidade do Brasil um ótimo profissional e como um bom exemplo para o meu povo”, afirma o calouro.

Ele recomenda que outros estudantes sigam pelo mesmo caminho. “Eu convidaria a virem para o Brasil todos que pensam em fazer ensino superior no exterior. O país oferece muitas oportunidades aos estrangeiros, com a possibilidade de estudar nas melhores universidades da América Latina. Não me arrependo de ter vindo para cá, com certeza fiz a escolha certa”, finaliza.

Texto e foto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 14 de março de 2016

Palestras da semana - 14 a 18 de março


Palestra
Palestra de apresentação do Projeto Alfabetização
Palestrante: Cindy Bae (ICMC Jr.)
Quando: segunda-feira, 14 de março, às 13h
Onde: sala 3-012
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Seminário de Singularidades
Cohomology of Flat currents on subanalytic pseudomanifolds
Palestrante: Saurabh Trivedi  (Pós-doutorando do ICMC)
Quando: segunda-feira, 14 de março, às 14h
Onde: sala 3-011
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Palestra de Informação Profissional:
Web e ética em computação
Palestrante: Renata Fortes (professora do ICMC)
Quando: segunda-feira, 14 de março, às 14h
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano (sala 6-001)
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Palestra
Palestra de apresentação do Projeto Alfabetização
Palestrante: Cindy Bae (ICMC Jr.)
Quando: segunda-feira, 14 de março, às 18h
Onde: 3-009
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Seminários do Grupo de Topologia do Interior
Relations between a topological game and the Gδ-diagonal property
Palestrante: Dione Andrade
Quando: segunda-feira, 14 de março, às 19h
Onde: sala 3-010
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Seminários do ICMC
Os cinquenta tons de cinza da teia vida
Palestrante: Marco Aurelio Robeiro de Mello (Universidade Federal de Minas Gerais)
Quando: terça-feira, 15 de março, às 10h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
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Palestra
Palestra de apresentação do Projeto Alfabetização
Palestrante: Cindy Bae (ICMC Jr.)
Quando: terça-feira, 15 de março, às 18h
Onde: sala 3-101
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Seminários da Pós-Graduação em Matemática
Some results on polynomial quartic dierential systems with a uniform isochronous center
Palestrante: Jackson Itikawa
Quando: quarta-feira, 16 de março, às 13h
Onde: sala 4-001
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Seminários do BSI
Qualidade de sistemas intensivos em software no contexto de missões espaciais
Palestrante: Fátima Mattiello Francisco (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)
Quando: quarta-feira, 16 de março, às 18h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
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Mesa redonda
Diversidade sexual e de gênero
Palestrante: diversos convidados
Quando: quarta-feira, 16 de março, às 19h30
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano (sala 6-001)
Inscrições gratuitas: http://www.rotaractbandeirantes.org/multi
Clique aqui para ver o resumo
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Mesa redonda
Assédio contra a mulher
Palestrante: diversos convidados
Quando: quinta-feira, 17 de março, às 19h30
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano (sala 6-001)
Inscrições gratuitas: http://www.rotaractbandeirantes.org/multi
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários de Probabilidades e Sistemas Complexos
General model of epidemic spreading in networks
Palestrante: Francisco Rodrigues (professor do ICMC)
Quando: sexta-feira, 18 de março, às 16h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
Clique aqui para ver o resumo
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Mais informações
Agenda de eventos do ICMC: www.icmc.usp.br/Portal/Eventos
Seção de Eventos: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

sexta-feira, 11 de março de 2016

Projeto para alfabetizar funcionários terceirizados seleciona voluntários

Qualquer estudante universitário pode contribuir com a iniciativa, que existe desde 2013

Projeto é realizado pela ICMC Júnior e surgiu em 2013

Contribuir voluntariamente com um projeto de alfabetização pode ser uma experiência valiosa para quem é estudante universitário. “Temos o exemplo de uma aluna que tinha dificuldade de pegar no lápis e sentia vergonha das próprias mãos. Ela evitava contar usando os dedos. Por isso, foi emocionante vê-la aprender a contar e a escrever seu próprio nome”, conta Cindy Bae, coordenadora do projeto Alfabetização, realizada pela ICMC Júnior com apoio da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

O objetivo da iniciativa, que está selecionando voluntários, é oferecer conhecimentos básicos de português e matemática para funcionários terceirizados do campus da USP em São Carlos. Para participar do projeto, basta ser um estudante universitário, ter vontade de ajudar e possuir um perfil no Facebook, já que as entrevistas para selecionar os voluntários serão realizadas por meio dessa rede social. Além disso, é preciso ter disponibilidade para ministrar aulas para uma das cinco turmas do projeto (confira as opções de horários abaixo) e preencher, até o próximo dia 18 de março, o formulário de inscrição que está disponível neste link: icmc.usp.br/e/fa662

O processo seletivo consistirá de entrevistas realizadas pelos coordenadores da iniciativa via Facebook e os nomes dos voluntários selecionados serão divulgados no dia 25 de março. Na semana seguinte, acontecerá um treinamento para preparar os voluntários e as aulas para os funcionários começarão no dia 4 de abril.

Com o objetivo de esclarecer as possíveis dúvidas dos voluntários interessados em participar do projeto, serão ministradas três palestras. A primeira será na próxima segunda-feira, 14 de março, às 13 horas, na sala 3-012. Já a segunda conversa acontecerá também no dia 14, desta vez às 18 horas, na sala 3-009. Haverá, ainda, uma última palestra na terça-feira, dia 15, às 18 horas, na sala 3-101. Os eventos são gratuitos, abertos a todos os interessados e não demandam inscrições prévias.

Projeto visa desenvolver habilidades de leitura, de escrita e o raciocínio lógico

História – Segundo a coordenadora do projeto, a iniciativa surgiu em 2013, quando alguns alunos da ICMC Júnior começaram a ministrar as primeiras aulas para os funcionários terceirizados. Desde essa época, o projeto é voltado a estimular o desenvolvimento das habilidades de leitura, de escrita e o raciocínio lógico dos participantes.

“Temos o exemplo de uma aluna que voltava a pé para casa por não saber ler os nomes das linhas de ônibus”, conta Cindy. A linha de ônibus que a aluna precisava pegar começava com a letra A. Por isso, bastou ela aprender a primeira letra do alfabeto para começar a usar o transporte público.

Cindy finaliza destacando que os impactos positivos do projeto estendem-se também para os voluntários que ministram as aulas, já que o desafio de ensinar leva ao amadurecimento: “No fim das contas, aprendemos muito mais com os alunos do que eles aprendem conosco. Porque descobrimos o quanto a realidade da vida deles é mais difícil do que a nossa e isso nos faz refletir sobre a importância de projetos como esse”.

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Fotos: Reinaldo Mizutani

Mais informações
ICMC Júnior: (16) 3373-9704
E-mail: cindy.bae@icmcjunior.com.br


Há cinco turmas - veja as opções de horários:
  • Segundas-feiras: das 15h10 às 16h10; das 16h20 às 17h20; das 17h20 às 18h20.
  • Quartas-feiras: das 15h10 às 16h10; das 16h20 às 17h20.

Laboratórios de incentivo e apoio ao curso de Engenharia de Computação: apresente sua proposta até 25 de abril

Chamada visa selecionar projetos de incentivo e apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão


Estão abertas, até o dia 25 de abril, as inscrições da primeira chamada para Laboratórios de Graduação para Engenharia de Computação, uma iniciativa da Comissão Gestora Administrativa (CGA) do curso de Engenharia de Computação, oferecido em conjunto pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) e pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP.

A ação, que acontece pela primeira vez, tem o intuito de convidar professores e alunos a apresentarem propostas de projetos de laboratórios de incentivo e apoio ao ensino, pesquisa e extensão universitária. As propostas devem prever a criação de ambientes que estimulem e favoreçam o desenvolvimento de trabalhos de interesse dos alunos, sendo relevantes para sua formação.

A CGA fornecerá o espaço físico para a alocação dos laboratórios selecionados na chamada, disponibilizando os recursos já existentes no prédio do curso de Engenharia de Computação, localizado na área 2 do campus da USP em São Carlos, tais como acesso à internet, energia, segurança e impressora compartilhada. Todos os demais recursos necessários para o funcionamento com sucesso do laboratório devem ser obtidos ou fornecidos pelo proponente do projeto.

Para a apresentação e avaliação dos projetos, será realizado um workshop, no qual cada participante terá 10 minutos para expor sua proposta, além de espaço para exibição de pôster. O evento será aberto ao público e acontecerá no dia 1º de junho.

Para obter mais informações, consulte o edital. Confira, abaixo, o cronograma da iniciativa. 

Cronograma
25/04/2016 – Data limite para submissão das propostas 
01/06/2016 – Realização do Workshop de Laboratórios para CGA-EC
15/07/2016 – Divulgação do relatório com os resultados
01/08/2016 – Início das atividades nos laboratórios aprovados

Texto: Assessoria de Comunicação da EESC e do ICMC

Mais informação
Secretaria da CGA do curso de Engenharia de Computação: 3373.8376
E-mail: shirley@sc.usp.br

Defesas e qualificações da semana - 14 a 18 de março


Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Resolução de um problema de corte de itens irregulares aplicado à indústria
Aluno: Alfredo Rogerio Jorge
Orientadora: Marina Andretta
Quando: segunda-feira, 14 de março, às 10h30
Onde: sala 3-002
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Qualificação de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Programas individualizados de ensino baseados em tentativas discretas: representação e verificação
Aluno: Alex Fernando Orlando
Orientadora: Maria da Graça Campos Pimentel
Quando: segunda-feira, 14 de março, às 14h
Onde: sala 2-301
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Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Estudo e simulação de algoritmos de escalonamento para grades móveis voltados à conectividade dos dispositivos móveis
Aluno: Zhang Yifei
Orientador: Paulo Sergio Lopes de Souza
Quando: segunda-feira, 14 de março, às 14h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
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Qualificação de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Estruturas de dados persistentes em algoritmos evolutivos
Aluno: Marco Aurélio Lopes Barbosa
Orientador: Alexandre Cláudio Botazzo Delbem
Quando: terça-feira, 15 de março, às 14h
Onde: sala 3-002
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Defesa de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Aplicação de modelos de defeitos na geração de conjuntos de teste completos a partir de sistemas de transição com entrada/saída
Aluna: Sofia Larissa da Costa Paiva
Orientador: Adenilso da Silva Simão
Quando: quarta-feira, 16 de março, às 10h
Onde: sala 3-002
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Qualificação de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Finding usability problems through Collaborative Heuristic Evaluation (CHE): exploring new opportunities for novice evaluators
Aluno: André de Lima Salgado
Orientadora: Renata Pontin de Mattos Fortes
Quando: quinta-feira, 17 de março, às 10 horas
Onde: Sala 2-301 do ICMC-USP
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Qualificação de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Uma abordagem de decisão inteligente para uma infraestrutura de automação residencial distribuída usando redes de sensores e atuadores sem fio
Aluno: Geraldo Pereira Rocha Filho
Orientador: Jó Ueyama
Quando: quinta-feira, 17 de março, às 14h
Onde: sala 3-002
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Qualificação de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Um framework para coprojeto de hardware/software do modelo climático BRAMS - Brazilian developments on the Regional Atmospheric Modelling System
Aluno: Erinaldo da Silva Pereira
Orientador: Eduardo Marques
Quando: quinta-feira, 17 de março, às 14h
Onde: sala 3-103
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Defesa de Doutorado em Matemática
Topologias maximais com respeito a algumas famílias de subconjuntos
Aluno: Henry José Gullo Mercado
Orientador: Leandro Fiorini Aurichi
Quando: sexta-feira, 18 de março, às 8h30
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
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Qualificação de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Desenvolvimento de técnicas de acompanhamento para cooperação entre humanos e sistemas multirrobóticos
Aluno: Murillo Rehder Batista
Orientadora: Roseli Aparecida Francelin Romero
Quando: sexta-feira, 18 de março, às 9h
Onde: sala 3-002
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Defesa de Mestrado em Matemática
A técnica de forcing e aplicações
Aluno: Júnio Luan Pereira
Orientador: Leandro Fiorini Aurichi
Quando: sexta-feira, 18 de março, às 14h30
Onde: sala 3-002
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Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Planejamento de rota para VANTs em caso de situação crítica: uma abordagem baseada em segurança
Aluno: Jesimar da Silva Arantes
Orientador: Cláudio Fabiano Motta Toledo
Quando: sexta-feira, 18 de março, às 16h
Onde: sala 3-104
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Mais informações
Agenda de defesas e qualificações: http://www.icmc.usp.br/Portal/Eventos/Defesas.php
Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373.9638
E-mail: posgrad@icmc.usp.br

quarta-feira, 9 de março de 2016

ICMC abre inscrições para professor titular no Departamento de Sistemas de Computação


Estão abertas, até o dia 29 de agosto, as inscrições para uma vaga de professor titular no Departamento de Sistemas de Computação (SSC) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. As inscrições podem ser feitas presencialmente ou por procuração na Assistência Acadêmica do ICMC, que fica na avenida Trabalhador São-carlense, 400. O salário oferecido é de R$ 15.400,48.

Para se inscrever, os candidatos deverão entregar os seguintes documentos: memorial circunstanciado, em dez cópias, no qual sejam comprovados os trabalhos publicados, as atividades realizadas pertinentes ao concurso e as demais informações que permitam avaliação de seus méritos; prova de que é portador do título de livre-docente, outorgado pela USP ou por ela reconhecido; prova de quitação com o serviço militar, para candidatos do sexo masculino; e título de eleitor e comprovante de votação na última eleição, prova de pagamento da respectiva multa ou a devida justificativa.

Além disso, os interessados deverão apresentar requerimento dirigido ao diretor do ICMC, de acordo com o especificado no edital. As provas poderão ser realizadas em inglês ou português e consistem em: julgamento dos títulos (peso 60); prova pública oral de erudição (peso 20) e prova pública oral de arguição (peso 20). Veja, abaixo, o programa do concurso.
  • Engenharia de Software
  • Sistemas Computacionais Distribuídos 
  • Computação Natural 
  • Redes de Computadores 
  • Bioinformática 
  • Arquitetura de Computadores 
  • Projeto de Hardware 
  • Sistemas Robóticos Embarcados 
  • Avaliação de Desempenho 
  • Sistemas Embarcados 
  • Algoritmos e Estruturas de Dados para Projetos de Redes de Larga-Escala 
  • Metodologias e Tecnologias para Reúso de Software 
  • Verificação, Validação e Teste de Software 
  • Sistemas Computacionais de Tempo-Real 
  • Segurança em Sistemas Computacionais Distribuídos 
  • Robótica Móvel
Mais informaçõesEdital completo: icmc.usp.br/e/2689d
Assistência Acadêmica do ICMC: (16) 3373-8163
E-mail: sacadem@icmc.usp.br

terça-feira, 8 de março de 2016

Mulheres na matemática: afinal, existe uma questão de gênero?

Confira a resposta na voz de três mulheres, três professoras do ICMC que foram convidadas a refletir sobre a participação feminina na matemática



São muitas as iniciativas que buscam discutir e incentivar a participação das mulheres na matemática. Há diversos grupos em redes sociais, além de programas e workshops desenvolvidos em universidades de várias partes do mundo, sem contar os inúmeros artigos publicados sobre o tema. Neste Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a USP lança a campanha Elas Sempre Podem, que busca empoderar as mulheres e defender a igualdade de gênero.

Em sintonia com a campanha, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, apresenta três entrevistas realizadas com professoras do Instituto. Convidadas a refletir sobre a participação feminina na matemática, elas apresentam a visão que têm sobre o assunto e lançam luzes para pensarmos também a respeito da participação da mulher no campo das ciências exatas.

Uma das entrevistadas, a professora Maria Aparecida Ruas, participará, na próxima sexta-feira, 11 de março, do Encontro Paulista de Mulheres na Matemática, evento que será sediado no Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (IMECC) da UNICAMP. Veja, a seguir, a questão de gênero na matemática sob a perspectiva de Maria Aparecida, Sueli Aki e Thaís Jordão.

A primeira mulher na chefia do Departamento de Matemática do ICMC
Ela está no ICMC desde 26 de outubro de 1981 e, mesmo aposentada, continua atuante, agora como professora sênior. Confira o bate-papo com a professora Maria Aparecida Ruas.



O que você pensa sobre a questão das mulheres na matemática?

Eu acho que vale a pena olhar para essa questão, pois a presença das mulheres na matemática ainda é pequena e seria interessante pensarmos de que maneira poderíamos aumentar a inserção feminina na área.

Qual o principal motivo do menor número de mulheres dentro da matemática? É uma questão biológica, social, cultural, histórica ou uma combinação de todas as anteriores?

Sem dúvida é uma combinação de vários fatores. Apenas não acredito que seja uma questão biológica e que os homens sejam mais inteligentes do que as mulheres. No entanto, a maneira como homens e mulheres abordam as questões científicas pode ser um pouco diferente e isso é bom porque as diferenças complementam e enriquecem a solução dos problemas.

Durante sua carreira, houve algum tratamento diferenciado por ser mulher?

Na minha carreira essencialmente não sofri preconceito por ser mulher. Diferentemente das outras profissões, acredito que a universidade seja um dos lugares com menos dificuldades para que a mulher tenha uma carreira plena, com menores chances de sofrer preconceitos ou outras dificuldades. No meio acadêmico, a promoção na carreira é por mérito. Se uma mulher se destaca e tem um currículo melhor, a questão de gênero não deve influenciar. Em alguns momentos, podemos enfrentar obstáculos pelo fato das mulheres serem em geral mais sensíveis, agregadoras e evitarem discussões, mas acho que são questões naturais de convívio.

Em relação ao mercado, como você enxerga a inserção feminina na área da matemática?

Poderia haver uma porcentagem maior de mulheres no mercado se houvesse mais inscritas em concursos. Esse baixo número está diretamente ligado às poucas mulheres nos cursos de graduação e pós-graduação na área de ciências exatas. Já em relação à contratação de mulheres como professoras universitárias, como eu disse, não acredito que haja problemas, pois, em geral, sempre o melhor é escolhido.

Você acredita que esse desequilíbrio entre homens e mulheres dentro da matemática gera algum prejuízo?

Seria bom que houvesse mais mulheres. Muitas possuem aptidão em matemática e acabam não seguindo na área por diferentes motivos. Em qualquer segmento da sociedade, seja na política, na ciência ou em empresas, se há equilíbrio de gênero, isso reflete melhor o que acontece na sociedade. Além disso, o equilíbrio traria uma maior diversidade de pensamentos.

Qual seria uma possível solução para esse cenário?

Além de programas de conscientização, acredito que seja necessário ter mais estímulo. Desde cedo, nas escolas e nas famílias, precisamos mostrar que a matemática pode ser um caminho. Assim, poderemos ter mais presença feminina na área.

Sua trajetória profissional a influenciou nas repostas anteriores?

Alguma influência sempre tem porque, em geral, a gente reflete as informações e as vivências pelas quais passamos.

Por que você escolheu matemática e qual a maior recompensa de ser professora?

Na verdade, eu nunca tive muitas dúvidas sobre o que queria. A matemática sempre foi uma das minhas principais motivações para a vida. Eu sempre quis ser professora, gosto de ensinar e já dava aula particular de matemática desde os meus 12 anos para alunos do ensino fundamental. A interação com os estudantes é de que mais gosto, sejam eles da graduação, pós-graduação ou até mesmo aqueles que já se formaram e ainda entram em contato. Aprendo com eles todo dia.


Uma das mais antigas professoras de matemática do ICMC

Ela está no Instituto desde 19 de março de 1987 e continua em plena atividade. Confira o bate-papo com a professora Sueli Aki.




O que você pensa sobre a questão das mulheres na matemática?

Eu não sei se o menor número de mulheres é uma questão de gênero. Algo que sempre me perguntei é sobre a quantidade no meio acadêmico, principalmente no campo das ciências exatas. Hoje, existem muito mais mulheres na área, mas na época em que eu entrei no Instituto eram poucas.

Qual o principal motivo do menor número de mulheres dentro da matemática? É uma questão biológica, social, cultural, histórica ou uma combinação de todas as anteriores?

A carreira acadêmica é muito exigente. Para você chegar à academia, você tem que passar por mestrado, doutorado, pós-doutorado e conciliar tudo isso com a vida pessoal, família, filhos. Por isso, acredito que seja mais uma questão social. A dedicação que é exigida na vida acadêmica faz com que muitas mulheres tomem outros caminhos.

Durante sua carreira, você teve algum tratamento diferenciado por ser mulher?

Não. Eu nunca senti preconceito nenhum.

Em relação ao mercado, como você enxerga a inserção feminina na área da matemática?

Eu não vejo problemas em relação a isso. Acredito que nos concursos, por exemplo, não é levada em consideração a questão do gênero e sim o trabalho profissional. Há muito tempo as mulheres estão conseguindo seu espaço.

Você acredita que esse desequilíbrio entre homens e mulheres dentro da matemática gera algum prejuízo?

Acredito que a diversidade acrescenta, mas ter a mesma quantidade de homens e mulheres através de um decreto não resolveria.

Qual seria uma possível solução para que essa questão social não interferisse tanto?

Eu acho que a sociedade naturalmente está conduzindo isso, ela está mudando e os homens também estão evoluindo. Precisamos que a sociedade dê amparo aos pais no cuidado com os filhos através de creches, segurança, saúde, garantindo a eles segurança e autonomia. 

Por que você escolheu matemática?

Eu fui atraída pela educação. Morava em Dracena, cidade pequena no interior paulista com 40 mil habitantes e as profissões que eu conhecia na época eram as tradicionais: engenheiro, advogado, médico, professor e assim foi fácil decidir unir educação e matemática. Então, me formei na UFSCar e, como tinha facilidade com matemática, me estimularam a seguir carreira acadêmica. 

Hoje, depois de quase 30 anos de carreira, sente-se realizada com a profissão?

Eu me sinto muito realizada com o que me propus. O que mais gosto é da relação que estabeleço com os jovens. Parece que nós, professores, nunca envelhecemos porque conseguimos absorver essa energia dos jovens. Puro engano!


A mais caçula: ela chegou ao Instituto em 2014

Uma das características marcantes da mais recente professora contratada pelo ICMC é a irreverência. Confira o bate-papo com Thaís Jordão, que chegou ao ICMC no dia 31 de março de 2014.




O que você pensa sobre a questão das mulheres na matemática?

Eu acho um assunto extremamente delicado. Analisando alguns dados aqui do Instituto, nós vimos que a quantidade de mulheres decresceu, comparando-se o cenário de 2005/2010 com o atual. Isso parece ir totalmente contra os movimentos feministas que estão surgindo. Foi uma surpresa para mim. Eu esperava que esse cenário estivesse melhorando, mas não foi o que a gente viu. Esse fenômeno aqui no ICMC não é isolado.

Qual o principal motivo do menor número de mulheres dentro da matemática? É uma questão biológica, social, cultural, histórica ou uma combinação de todas as anteriores?

Eu imagino que seja uma combinação de todas, mas ainda não existe uma resposta fechada. Esse é um dos motivos pelo qual surgiu o grupo de mulheres da USP Rede Não Cala, para pensarmos nesses pontos e tratar da violência de gênero.

Durante sua carreira, houve algum tratamento diferenciado por ser mulher?

Aconteceu com uma conhecida minha quando estava prestando concurso e fizeram a seguinte pergunta para ela: “Se você for aprovada, seu marido irá aceitar que você mude de cidade?”. Eu achei algo extremamente invasivo. Já no meu doutorado eu sentia muita diferença entre os colegas da turma. Na classe havia três mulheres e nove homens e era nítido que nós éramos sempre deixadas de lado. Por exemplo, quando a turma se reunia para discutir exercícios e vinha alguém de fora para fazer uma pergunta, raramente a questão era direcionada para as garotas. Parecia que éramos incapazes de responder. No começo, isso me incomodava. Porém, depois que eu percebi que tinha potencial, não ligava mais.

Em relação ao mercado, como você enxerga a inserção feminina na área da matemática?

Acredito que elas ainda não têm muitas oportunidades. É claro que se há um número menor de mulheres na Universidade, é natural que elas apareçam menos no mercado. Mas o cenário ainda é extremamente precário.

Você acredita que esse desequilíbrio entre homens e mulheres dentro da matemática gera algum prejuízo?

Sim. Uma vez que exista uma separação entre o que é de responsabilidade dos homens e o que deve ser realizado pelas mulheres, elas podem ficar sobrecarregadas. Por exemplo, se as atividades domésticas ficarem sempre a cargo das mulheres, elas poderão não dar conta de se dedicar à área acadêmica tanto quanto os homens.

Qual seria uma possível solução para esse cenário?

Isso é o que discutimos nas várias redes de movimentos feministas. Eu acho que ainda não tem uma solução pronta para isso. Acredito que conscientizar e motivar as mulheres, mostrando que elas também são capazes, é o melhor caminho.

Sua trajetória profissional a influenciou nas repostas anteriores?

Provavelmente influenciou porque a minha criação, assim como a da maioria das mulheres, também foi machista.

Por que você escolheu matemática e qual a maior recompensa de ser professora?

Eu sempre quis fazer ensino superior, mas eu não sabia o que escolher. Como eu tinha facilidade com matemática, resolvi fazer o curso. Foi só durante a graduação que descobri que realmente gostava da área e comecei a ficar fascinada com a ideia de trabalhar com pensamentos abstratos. Hoje, não me arrependo da escolha. Quando eu vi que poderia ensinar que a matemática não é só uma coisa mecânica e que é possível enxergar o que há por trás dela, decidi que queria ser professora. O mais fascinante é quando você vê os olhos dos alunos brilharem depois de você lançar uma ideia e eles conseguirem entender que há algo muito maior por trás do que está na lousa.

Texto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Fotos: Henrique Fontes (imagens de Maria Aparecida e Sueli) e Reinaldo Mizutani (imagem de Thaís)

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A luta contra o câncer: o papel dos estatísticos no início dos ensaios clínicos

Quando uma substância chega à fase dos testes com humanos, é preciso tomar uma decisão que impactará todo o ensaio clínico: o método estatístico a ser empregado na busca pela dosagem segura
Rogatko esteve no Brasil durante o 4° Workshop de Métodos Estatísticos e Probabilísticos 

Nos profundos olhos azuis do bioestatístico André Rogatko, paira uma dose de frustração. Esse brasileiro participa da luta contra o câncer desde 1985 e hoje é diretor de Bioestatística e Bioinformática no centro de pesquisa do Cedars-Sinai Samuel Oschin Comprehensive Cancer Institute, localizado em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde começou a trabalhar em 2008. Sua batalha é travada no campo dos métodos estatísticos usados no início dos ensaios clínicos com uma nova substância, a qual tenha demonstrado anteriormente, em testes em laboratório in vitro e com animais, que poderá ter algum efeito no combate ao câncer. Esse primeiro passo é bastante crítico porque é quando a substância passa a ser utilizada pela primeira vez nos seres humanos, uma fase que determinará qual dose deverá ser administrada aos pacientes nas próximas etapas dos testes.

“Mas não adianta eu demonstrar, estatisticamente, que um método é melhor do que o outro para ele ser adotado. Esse universo de pesquisa é complexo, a indústria farmacêutica gasta milhões de dólares nesses estudos e há aspectos culturais, sociais, burocráticos e éticos que devem ser considerados”, pondera Rogatko, enquanto toma uma água em um dos intervalos do 4° Workshop de Métodos Estatísticos e Probabilísticos, em São Carlos. A convite dos organizadores do evento – promovido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, em parceira com a Universidade de São Carlos (UFSCar) –, o especialista veio ao país especialmente para ministrar um minicurso explicando como funciona o método estatístico que desenvolveu em parceira com outros três pesquisadores e está disponível na internet (https://biostatistics.csmc.edu/ewoc). Chamado de Escalation With Overdose Control (EWOC), o método foi empregado na fase 1 de diversos ensaios clínicos, alguns deles realizados pela Novartis, uma das maiores indústrias farmacêuticas do mundo, e já foi utilizado em mais de 20 ensaios clínicos publicados.

Nesse método, é fornecida uma dose inicial da substância que está sendo pesquisada para os pacientes e a decisão em relação ao aumento ou à diminuição da dose que será administrada aos próximos pacientes dependerá dos resultados observados nos primeiros participantes dos testes. Esses resultados são obtidos por meio de exames, que identificam a evolução da doença, e por meio da observação dos possíveis efeitos colaterais, que são classificados em níveis de toxicidade, de acordo com o estabelecido pelos órgãos reguladores. Dessa forma, a dose vai sendo adaptada ao longo do processo, a partir das informações estatísticas que são inseridas no modelo. “Nosso desafio nesses testes é encontrar qual é a maior dose tolerável ou a dose de segurança. O ideal é nunca fornecermos aos pacientes doses muito distantes desse valor. Porque com uma dose superior corremos o risco de aparecer toxicidades ou até ocorrer mortes. Por outro lado, se o valor for muito menor, o tratamento poderá não ter qualquer efeito terapêutico”, explica o pesquisador. 

Realizado pelo ICMC e pela UFSCar, Workshop reuniu 73 participantes

Um novo ponto de vista – A questão é que Rogatko construiu um método adaptativo para encontrar a maior dose tolerável – estatisticamente, ele emprega a chamada Inferência Bayesiana –, rompendo com o modelo mais tradicional utilizado na fase 1 dos testes clínicos, chamado de método Modified Fibonacci Up and Down ou simplesmente 3+3. Grosso modo, o método tradicional apenas fornece a dose inicial para um número pequeno de pacientes e analisam-se os resultados. Quando a toxicidade é baixa, prosseguem-se os testes com mais pacientes, aumentando-se a dose no percentual pré-estabelecido durante o início dos testes. No momento em que os pacientes começam a apresentar algum nível mais preocupante de toxicidade (algo como 2 e 3 em uma tabela que vai até 5), a dose de segurança é estabelecida como sendo a imediatamente anterior. 

“O problema é a pouca precisão desse método tradicional: um número reduzido de pacientes é tratado com a dose de segurança que foi determinada. Alguns especialistas argumentam que tudo será resolvido na fase 2, quando mais pacientes passarão a participar dos testes. Mas há um erro lógico aí: você já parou de procurar a dose e ela pode estar errada”, defende o pesquisador. 

De fato, se a dose encontrada for muito alta, rapidamente o equívoco será constatado: os próximos pacientes sentirão as consequências e logo os testes cessarão. É provável que a substância seja considerada muito tóxica e a pesquisa não prossiga. Por outro lado, se a dose encontrada for muito baixa, a possível dedução é que o medicamento é ineficaz. Analisando sob o ponto de vista de Rogatko, compreendemos que, na verdade, essas duas conclusões são precipitadas, nascidas de um mero erro conceitual.

Ex-aluno USP: Rogatko formou-se em Ciências Biológicas, depois fez mestrado 
e doutorado na área de genética e estatística na USP

Comparar é preciso – De acordo com o bioestatístico, existem atualmente cerca de 771 medicamentos para tratar o câncer em desenvolvimento nos Estados Unidos e cerca de 2,8 mil ensaios clínicos na fase 1 sendo realizados no país (veja mais). Os pacientes selecionados para participar dessa fase têm um perfil bem definido: são aqueles que não apresentaram qualquer melhora usando os tratamentos já disponíveis e têm a esperança de obter a cura engajando-se nas pesquisas com as novas substâncias. No entanto, um estudo publicado no The New England Journal of Medicine em 2005 (Risks and Benefits of Phase 1 Oncology Trials, 1991 through 2002) demonstrou que apenas 10% desses pacientes conquistaram algum benefício participando dos testes.

O pesquisador brasileiro garante que mais pacientes poderão ser beneficiados se o método EWOC for utilizado: “Realizamos simulações comparando o método tradicional com o EWOC: no tradicional, apenas 35% dos pacientes que participam dos testes são tratados com doses ótimas, ou seja, próximas à maior dose tolerável estabelecida. No EWOC, esse índice chega a 55%” (leia o artigo). 

Apesar dos bons resultados apresentados, o EWOC ainda é utilizado na fase 1 de um percentual muito reduzido de ensaios clínicos. Movido pelo desafio de investigar cientificamente a questão, Rogatko analisou os métodos estatísticos empregados nessa fase que foram registrados entre 1991 e 2006 no banco de dados Science Citation Index. Descobriu que apenas 3 dos 1.235 trabalhos encontrados empregavam o EWOC, como pode ser visto no artigo Translation of Innovative Designs Into Phase I Trials, publicado no Journal of Clinical Oncology em novembro de 2007. É como se o pesquisador comprovasse, por meio de evidências, que sua frustração tem respaldo científico.

Ele explica que o número de pacientes necessários para realizar a fase 1 dos estudos clínicos é relativamente pequeno quando se usa o método tradicional. Considerando-se que o custo de ter um participante nesse tipo de teste é muito alto, é economicamente positivo reduzir esse número. “Mas se a precisão da estimativa da dose ficar comprometida, não vale a pena ter mais pacientes para assegurar uma maior exatidão?”, questiona o pesquisador. Como é esperado de um profissional que lida todo momento com o universo das probabilidades, ele pondera: “Temos uma prova absoluta de que o EWOC é sempre melhor do que o método tradicional? Claro que não, porque seria preciso desenharmos infinitos cenários.”

Evento contou com duas sessões de apresentação de pôsteres

Aprendizado valioso – Na opinião do professor Mário de Castro, do ICMC, a experiência de assistir a um minicurso como o que foi ministrado por Rogatko é extremamente valiosa para os estudantes de pós-graduação do Programa Interinstitucional de Pós-Graduação em Estatística (PIPGEs), principal público-alvo do 4° Workshop de Métodos Estatísticos e Probabilísticos. “Rogatko mostrou que a estatística tem muito a contribuir na busca por encontrarmos soluções para problemas relevantes do mundo real, tal como o câncer. Ele explica claramente a possibilidade de aplicarmos as metodologias estatísticas nesse campo, desde as mais simples até as mais sofisticadas”, conta Castro.

Para a professora Vera Tomazella, do Departamento de Estatística da UFSCar, quando os pós-graduandos têm contato com as pesquisas que estão sendo realizadas atualmente, há um impacto nos estudos que realizarão no futuro. “O efeito é justamente esse: ao saber o que está acontecendo no Brasil e fora do Brasil, nossos alunos percebem que estão no lugar certo e que a gente está trazendo um conhecimento extra para eles”, diz Vera, que também é presidente da Associação Brasileira de Estatística (ABE). 

A professora Juliana Cobre, do ICMC, acrescenta: “Ao ver como é o trabalho de Rogatko, os estudantes aprendem que um estatístico nunca trabalhará sozinho se optar por atuar nesse campo de pesquisa. Ele precisará estabelecer uma estreita parceria com os demais profissionais da área médica”.

O 4° Workshop de Métodos Estatísticos e Probabilísticos aconteceu entre os dias 1 e 3 de fevereiro e reuniu 73 participantes. O evento faz parte do Programa de Verão em Estatística e tem como objetivo principal difundir novos resultados no campo da estatística, probabilidade e de suas aplicações, com o intuito de estimular a troca de experiências entre os participantes. Além do minicurso de Rogatko, houve 11 palestras e duas sessões de pôsteres.

Texto e fotos: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 7 de março de 2016

Participe do Coral da USP São Carlos: inscreva-se até 11 de março

Iniciativa gratuita disponibiliza 50 vagas para quem deseja soltar a voz: os ensaios acontecem sempre às quintas-feiras, das 12h30 às 13h45


Se você adora cantar e quer um ótimo passatempo para relaxar, pode participar gratuitamente do Coral da USP São Carlos. Promovida pela Comissão de Ação e Integração Social do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, a iniciativa começou em outubro de 2015 e conta com participantes da comunidade são-carlense, além de funcionários, professores e alunos do campus.

Há 50 vagas disponíveis no Coral e, para participar do processo seletivo, é preciso ter acima de 15 anos. As inscrições podem ser feitas até 11 de março ou enquanto durarem as vagas por meio do formulário eletrônico disponível neste endereço: icmc.usp.br/e/9af3a. A seleção será realizada por meio de uma análise e classificação vocal, a ser agendada posteriormente com os inscritos. Apenas os que não atingirem o mínimo de percepção auditiva serão reprovados. Os selecionados deverão participar dos ensaios às quintas-feiras, das 12h30 às 13h45, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano (sala 6-000), no ICMC.

Quem já faz parte do Coral garante que os benefícios não se restringem à oportunidade de soltar a voz, pois a atividade também contribui para a diminuição do estresse, a melhoria do relacionamento interpessoal, do trabalho em equipe, da comunicação e da disciplina. A coordenação e regência do coral estão por conta do maestro Sergio Alberto de Oliveira, fundador do coral da USP em Ribeirão Preto. Ele possui experiência na área de artes, com ênfase em música, atuando principalmente em temas como canto coral, música coral, teatro musical, música popular, canção polifônica e coro cênico. O maestro já levou seus grupos a apresentações e turnês pelo Brasil e por países como Itália, Argentina e Grécia.

A iniciativa conta, ainda, com o apoio da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC e do Grupo Coordenador de Cultura e Extensão Universitária do campus da USP em São Carlos.




Coral da USP São Carlos
Inscrições: preencha o formulário (icmc.usp.br/e/9af3a) até 11 de março.
Ensaios: sempre às quintas-feiras, das 12h30 às 13h45 no ICMC (avenida Trabalhador são-carlense, 400, no campus I da USP, no centro de São Carlos).
Mais informações: (16) 3373.9146 ou cais@icmc.usp.br

Palestras da semana - 7 a 11 de março




Processo seletivo - Business analyst & intern 2017
Processo Seletivo McKinsey&Company
Quando: segunda-feira, 7 de março, às 19h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários de Computação (Bacharelado em Ciências de Computação)
Os desafios do jogo
Palestrante: Julio Trasferetti Nicolucci
Quando: quarta-feira, 9 de março, às 14h20
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
Clique aqui para ver o resumo
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Mais informações
Agenda de eventos do ICMC: www.icmc.usp.br/Portal/Eventos
Seção de Eventos: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

sexta-feira, 4 de março de 2016

Defesas e qualificações da semana - 7 a 11 de março




Defesa de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Um método de otimização da relação desempenho/consumo de energia para arquiteturas multi-cores heterogêneas em FPGA
Aluno: Bruno de Abreu Silva
Orientador: Vanderlei Bonato
Quando: segunda-feira, 7 de março, às 14h
Onde: sala 3-002
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Defesa de Mestrado no Programa de Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional - PROFMAT
Circuitos resistivos autossimilares
Aluno: Claudio Xavier Mendes dos Santos
Orientador: Carlos Molina Mendes
Quando: segunda-feira, 7 de março, às 14h
Onde: sala 3-103
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Qualificação de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Protocolo de Comunicação entre Sistemas Cognitivo e Robótico por meio de Ontologia Cognitiva
Aluno: Hélio Azevedo
Orientadora: Roseli Aparecida Francelin Romero
Quando: terça-feira, 8 de março, às 9h
Onde: Sala 3-002
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Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Conectividade para um modelo de grafo aleatório não homogêneo
Aluno: Eduardo Zorzo Sartoretto
Orientador: Pablo Martin Rodriguez
Quando: terça-feira, 8 de março, às 14h
Onde: sala 3-002
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Qualificação de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Reconhecimento de Padrões em Redes Complexas por Meio de Autômatos
Aluna: Gisele Helena Barboni Miranda
Orientador: Odemir Martinez Bruno
Quando: quarta-feira, 9 de março, às 9h
Onde: sala 3-103
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Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Algoritmos anytime baseados em instâncias para classificação em fluxo de dados
Aluno: Cristiano Inácio Lemes
Orientador: Gustavo Enrique de Almeida Prado Alves Batista
Quando: quarta-feira, 9 de março, às 10h
Onde: sala 3-002
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Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Análise de execução de aplicações paralelas em grades móveis com restrições de processamento e bateria
Aluno: Frederico Cassis Ribeiro Santos
Orientador: Paulo Sergio Lopes de Souza
Quando: quinta-feira 10 de março, às 14h
Onde: sala 3-002
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Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Avaliação de atributos de testabilidade para sistemas de suporte à decisão
Aluno: Marcos Fernando Geromini
Orientador: Adenilso da Silva Simão
Quando: sexta-feira 11 de março, às 9h
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
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Defesa de Doutorado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
Visualização explanatória de projeções multidimensionais
Aluno: Rafael Messias Martins
Orientadores: Rosane Minghim (ICMC) e Alexandru Cristian Telea (RUG)
Quando: sexta-feira, 11 de março, às 8h30
Onde: sala 3-002
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Defesa de Mestrado em Ciências de Computação e Matemática Computacional
PEESOS-Cloud: Uma arquitetura para o planejamento e execução de experimentos em sistemas orientados a serviços considerando a carga de trabalho
Aluno: Carlos Henrique Gomes Ferreira
Orientador: Júlio Cezar Estrella
Quando: sexta-feira, 11 de março, às 14h
Onde: sala 3-103
------------------

Mais informações
Agenda de defesas e qualificações: http://www.icmc.usp.br/Portal/Eventos/Defesas.php
Serviço de Pós-Graduação do ICMC: (16) 3373.9638
E-mail: posgrad@icmc.usp.br

Departamento de Ciências de Computação do ICMC elege nova chefia

Roseli chefiará o Departamento e Rudinei será seu suplente

A professora Roseli Romero foi eleita como chefe do Departamento de Ciências de Computação (SCC) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Seu suplente será o professor Rudinei Goularte. A eleição ocorreu no último dia 2 de fevereiro e o mandato é de dois anos a partir de 10 de março.

Roseli é bacharel em Matemática com ênfase em Computação pelo ICMC (1980), onde também desenvolveu seu mestrado na área de Ciências de Computação (1986). Possui doutorado em Engenharia Elétrica pela Unicamp (1993) e pós-doutorado pela Universidade de Carnegie Mellon (1998). Atualmente, coordena o Laboratório de Aprendizado de Robôs e é vice-coordenadora do Centro de Robótica da USP em São Carlos.

Já Rudinei possui graduação em Ciências de Computação pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1995), além de mestrado (1998) e doutorado (2003) em Ciência da Computação pelo ICMC. Atualmente, faz parte do Laboratório de Intermídia do ICMC.

Mais informações
Secretaria do SCC: (16) 3373-9751
E-mail: scc@icmc.usp.br

quinta-feira, 3 de março de 2016

Departamento de Sistemas de Computação do ICMC oferece bolsas de monitoria


Estão abertas, até 11 de março, as inscrições para bolsas de monitoria no Departamento de Sistemas de Computação (SSC) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. A monitoria é para o período de abril a junho deste ano, o valor mensal das bolsas é de R$ 300,00 e a carga horária é de oito horas semanais, sendo três delas dedicadas ao atendimento aos alunos. 

Podem se candidatar alunos de graduação e pós-graduação da USP, desde que não possuam outras bolsas e tenham cursado a disciplina da qual serão monitores ou uma disciplina equivalente. Os interessados deverão se inscrever por meio de formulário eletrônico (icmc.usp.br/e/06a45). Confira, abaixo, as disciplinas que estão oferecendo as vagas.

SSC0103 - Programação Orientadas a Objeto - T1 e T2
SSC0117 - Introdução à Lógica Digital - T4(TV) - T5 e T6(PV)
SSC0119 - Prática em Organização de Computadores - T1,T2,T3 e T4
SSC0142 - Redes de Computadores - T1 e T2
SSC0304 - Introdução à Programação para Engenharias - T3
SSC0578 - Seminários em Computação I, II, e III
SSC0600 - Introdução à Ciência de Computação I
SSC0640 - Sistemas Operacionais I

Mais informações
Secretaria do SSC (16) 3373.9655
E-mail: scc@icmc.usp.br

ICMC elege novos presidentes da Comissão de Graduação e de Cultura e Extensão

Simone (à esquerda) é a nova presidente da Comissão de Graduação
e Graça foi eleita para presidir a Comissão de Cultura e Extensão Universitária

A professora Simone de Souza foi eleita, em sessão realizada no último dia 26 de fevereiro, a nova presidente da Comissão de Graduação (CG) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Na mesma sessão, a professora Maria da Graça Pimentel foi eleita presidente da Comissão de Cultura e Extensão Universitária (CCEx) do Instituto. Os professores Leandro Franco de Souza e Seiji Isotani serão os vice-presidentes da CG e da CCEx, respectivamente. Os mandatos tiveram início logo após a divulgação dos resultados.

Simone Souza é bacharel em Processamento de Dados pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (1990), mestre em Ciências de Computação e Matemática Computacional pelo ICMC (1996) e doutora em Física Computacional pelo Instituto de Física de São Carlos (2000). Atualmente, é professora do Departamento de Sistemas de Computação do ICMC, desenvolvendo pesquisas no Laboratório de Engenharia de Software.

Já Maria da Graça Pimentel é bacharel em Ciências de Computação pela Universidade Federal de São Carlos (1986), mestre em Ciências de Computação e Matemática Computacional pelo ICMC (1989) e doutora em Ciências da Computação pela University of Kent at Canterbury (1994). Atualmente, é professora do Departamento de Ciências de Computação do ICMC, desenvolvendo pesquisas no Laboratório de Intermídia.


Mais informações
Assistência Técnica Acadêmica: (16) 3373.8109

terça-feira, 1 de março de 2016

Inscrições abertas para bolsas de monitoria no Departamento de Ciências de Computação do ICMC


Estão abertas, até 11 de março, as inscrições para bolsas de monitoria no Departamento de Ciências de Computação (SCC) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. As monitorias começarão em abril e terão duração de três meses.

Para se candidatar, os alunos da USP devem estar na graduação ou pós-graduação, não podem ter outras bolsas e precisam ter cursado a disciplina em que irão atuar ou uma equivalente. Serão oito horas semanais de monitoria com bolsa no valor de R$ 300,00 mensais, sendo três delas dedicadas ao atendimento aos alunos. Também é importante que o monitor tenha disponibilidade para acompanhar presencialmente as aulas da disciplina da qual será monitor.

Os interessados deverão se inscrever por e-mail (scc-inscricoes@icmc.usp.br), enviando as seguintes informações: nome completo; telefone; CPF; resumo escolar do Sistema Júpiter; além de informar se possui pedido de bolsa de estudos em andamento, explicitar as disciplinas para as quais deseja se candidatar e dizer se pretende se inscrever para monitoria em outro departamento, nesse caso, é necessário especificar o departamento. Confira, abaixo, as disciplinas disponíveis para inscrição:

DISCIPLINA

DOCENTE

TURMA

HORÁRIO

SCC0120 – Introdução à Ciência da Computação
Dilvan de A. Moreira
Materiais
Sex. 8h10/9h50
SCC0121 – Introdução à Programação
João Luis G. Rosa
1
Seg. 8h10/9h50
Ter. 14h20/16h
Sex. 14h20/16h
SCC0124 – Introdução à Programação para Engenharias
André C.P.L.F. Carvalho
Civil
Ter. 10h10/11h50
Sex. 8h10/9h50
SCC0124 – Introdução à Programação para Engenharias
Dilvan de A. Moreira
Elétrica
Ter. 10h10/11h50
Qua. 14h20/16h
SCC0200 – Informação Profissional em Ciências da Computação
Thiago A.S. Pardo
1 e 2
Seg. 14h20/16h
SCC0217 – Linguagens de Programação e Compiladores
Sandra M. Aluísio
1
Ter. 10h10/11h50
Qui. 14h20/16h
SCC0221 – Introdução à Ciência da Computação I
Rodrigo F. Mello
1 e 2
Seg. 8h10/11h50
Qui. 8h10/11h50
SCC0222 – Laboratório de Introdução à Ciência da Computação I
Roseli Ap. F. Romero
1 e 3
Ter. 14h20/18h
SCC0222 – Laboratório de Introdução à Ciência da Computação I
Rosane Minghim
2 e 4
Qui. 14h20/18h
SCC0232 – Tópicos Avançados em Inteligência Artificial
Alneu de A. Lopes
1
Sex. 7h20/9h50
SCC0251 – Processamento de Imagens
Maria Cristina F. Oliveira
1
Ter. 16h20/18h50
SCC0261 – Multimídia
Marcelo G. Manzato
1
Qua. 16h20/18h50
SCC0503 – Algoritmos e Estruturas de Dados II
Robson L.F. Cordeiro
1
Ter. 21h/22h40
Sex. 19h/20h40
SCC0504 – Programação Orientada a Objetos
José Fernando R. Júnior
1
Ter. 19h/20h40
Sex. 21h/22h40


Mais informações
Secretaria do Departamento de Matemática do ICMC: (16) 3373.9751
E-mail: scc@icmc.usp.br