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terça-feira, 28 de maio de 2019

Professores da USP receberão homenagem de alunos da Engenharia de Computação

Iniciativa é da Secretaria Acadêmica de Engenharia de Computação (SAEComp) 

A premiação já é tradicional no ICMC e este semestre acontecerá no dia 4 de junho

Cinco professores da USP, em São Carlos, serão homenageados pelos alunos do curso de Engenharia de Computação por sua didática, profissionalismo, transparência e carisma ao longo do segundo semestre de 2018. A homenagem é uma iniciativa da Secretaria Acadêmica de Engenharia de Computação (SAEComp) e será realizada dia 4 de junho, terça-feira, às 20 horas, no auditório do prédio da Engenharia de Computação, na área 2 do campus da USP. 

Quatro professores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) serão reconhecidos: Sergio Monari, Fernando Osório, Cristina Ciferri e Daniel Henrique Silva. Completando a lista de homenageados está o docente Gregório Couto Faria, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC).

A escolha dos homenageados é realizada por meio de um formulário online enviado aos alunos pela Secretaria ao final de cada semestre. Só estão aptos os professores do semestre anterior ao atual. Entre os os critérios de escolha estão o empenho junto à turma (que integra fatores como o preparo das aulas e a preocupação com o aprendizado), o ensino (que contempla tanto o domínio da disciplina quanto a qualidade dos trabalhos pedidos) e características como carisma e humildade.

Como símbolo da homenagem, os alunos entregarão a cada professor um certificado de menção honrosa com votos de agradecimento. O curso de Engenharia de Computação é oferecido em parceria pelo ICMC e pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).


Texto: Marília Calábria- Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Oportunidade na USP São Carlos: cursos preparam professores para Olimpíada Brasileira de Robótica

Quatro cursos serão oferecidos aos sábados no ICMC nas áreas de programação e robótica; atividades começam dia 16 de março e se estendem até 27 de abril


Considerando experiências prévias, professores podem se inscrever até em dois cursos, desde que horários não sejam conflitantes
Os professores das escolas públicas e particulares da região de São Carlos poderão aprimorar os conhecimentos em computação e robótica nos cursos que serão oferecidos pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP. Em três cursos (Robótica I, II e III), o foco é o desenvolvimento de atividades práticas de montagem e programação de robôs. Haverá, ainda, uma opção (Computação I) para quem deseja aprender conceitos de programação, conhecer as linguagens utilizadas na área e as estruturas de construção de algoritmos. 

Todas as atividades serão realizadas aos sábados, na área I do campus da USP, em São Carlos, com início no dia 16 de março e término em 27 de abril. Quem não possui conhecimento prévio sobre programação de computadores e robôs pode se inscrever em dois cursos: Computação I, em que vai adquirir conhecimentos sobre a linguagem de programação C; e Robótica I, em que aprenderá a montar e programar robôs utilizando kits PETE. Aqueles que já têm experiência prévia podem escolher entre aprimorar as habilidades com foco nos kits robóticos Lego Mindstorms (Robótica II) ou aprofundar os conhecimentos com foco nos kits Arduino (Robótica III). Haverá kits PETE e Lego à disposição dos professores, mas quem se inscrever na opção Robótica III deverá trazer o próprio kit Arduino para a sala de aula do ICMC. 

O público-alvo das iniciativas são, prioritariamente, os professores de ensino fundamental e médio. Caso as 30 vagas oferecidas em cada curso não sejam totalmente preenchidas, poderão ser destinadas a outros interessados. A partir desta quarta-feira, 27 de fevereiro, as inscrições online estarão abertas a todos e poderão ser realizadas até 13 de março ou enquanto houver vagas. É possível se inscrever em mais de um curso, desde que os horários não sejam conflitantes. 

O custo da taxa de inscrição é de R$ 40 e cada curso poderá ter até três inscritos gratuitamente, desde que solicitem isenção na taxa. Para isso, basta efetuar a inscrição online e enviar, até terça-feira, 5 de março, um e-mail para ccex@icmc.usp.br, informando de qual curso deseja participar, com uma justificativa sobre o pedido de isenção. A solicitação será avaliada até quarta-feira, 6 de março, quando os inscritos receberão uma resposta por e-mail. 

A professora Roseli Romero, coordenadora das atividades, explica que o objetivo dos cursos é contribuir para que os professores sejam capazes de treinar os estudantes que participarão da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). Este ano, as escolas poderão se inscrever na OBR a partir de 18 de março. 

Vale lembrar que os professores da rede estadual de ensino poderão validar o certificado dos cursos (30 horas cada) junto à Diretoria Regional de Ensino de São Carlos. Ressalta-se, ainda, que nenhum desses quatro cursos é apropriado para crianças e adolescentes, esse público poderá participar de outra iniciativa preparatória para a OBR, que será realizada em maio e cujas informações serão divulgadas futuramente no site do ICMC. 

Confira, a seguir, como realizar sua inscrição passo a passo: 

1. Faça o cadastro no sistema Apolo da USP, por meio de um desses links: 
2. Envie o comprovante de pagamento da taxa de inscrição junto com um documento atestando vínculo com a instituição de ensino em que atua (por exemplo: holerite, declaração da escola, cadastro funcional) para o e-mail ccex@icmc.usp.br

3. Aguarde o recebimento de um e-mail com a confirmação da matrícula no curso.

Custo da taxa de inscrição é de R$ 40 e cada curso poderá ter até três inscritos gratuitamente, desde que solicitem isenção

Texto e fotos: Denise Casatti– Assessoria de Comunicação ICMC/USP 


Mais informações 
Saiba mais sobre a OBR: www.obr.org.br
Confira a percepção dos professores sobre o curso oferecido em 2017: icmc.usp.br/e/5520f 
Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC: (16) 3373.9146 
E-mail: ccex@icmc.usp.br

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

A perspectiva do racismo na visão de três professores negros da USP

É possível tornar a matemática, a computação e a estatística mais negras? 


Confira o que pensam três professores negros do ICMC: Maristela dos Santos, Edson Moreira e Katiane Conceição
(da esquerda para a direita)

Pare para pensar: ao longo de toda a sua vida escolar e acadêmica, quantos professores negros você teve? Mesmo que a gente não se conheça, eu sei que o número que virá da sua resposta não terá muitos dígitos. De acordo com uma pesquisa divulgada em 2016 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 60% da população brasileira é constituída por pessoas pardas e pretas. Apesar disso, esse número é pouco expressivo em cargos de poder e decisão, como nos ambientes acadêmicos, políticos, midiáticos e empresariais, por exemplo. 

No entanto, quando se analisam dados de violência e desigualdade, essa é a população mais vulnerável, alerta a Organização das Nações Unidas (ONU). As principais vítimas de mortes violentas no país são homens, jovens, negros e de baixa escolaridade revela o Atlas da Violência de 2017, lançado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Entre os 10% da população mais pobre do país, 76% são negros e, levando em conta a população mais rica (1% do total apenas), o número de negros cai para 17,4%, segundo o IBGE. 

Além disso, mais da metade da população carcerária, cerca de 61,6%, são pretos e pardos, diz o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen). Vale lembrar que o Brasil abriga a quarta maior população prisional do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, da China e da Rússia 

Já a Oxfam Brasil, uma organização não-governamental, estima que a igualdade salarial entre homens e mulheres será alcançada em 2047, mas essa equiparação entre pessoas negras e brancas só deve acontecer em 2089. 

Diante das evidências trazidas por essas estatísticas e da celebração do Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, dá voz a três professores negros. São eles: Maristela dos Santos, que é da área de matemática aplicada; Katiane Conceição, do campo da estatística; e Edson Moreira, da computação. 

O sistema de cotas raciais é uma alternativa para equiparar as diferenças? 

Edson: Eu acredito que as cotas, tanto raciais, como sociais, são bastante inclusivas. Antes disso, os negros tinham diversas limitações para entrar no ambiente universitário, já que a maioria dessa população é pobre e a adesão tardia da USP ao sistema de política de cotas dificultou ainda mais esse acesso. Apesar disso, esse avanço nos possibilitou melhorias, mas ainda hoje a população negra tem dificuldade no ingresso à universidade. A meu ver, o sistema educacional transforma a nossa capacidade em conhecimento mensurável, e é isso que vai levar os estudantes para a universidade. Mas para fazer essa transformação o aluno precisa de um bom professor, de um ambiente adequado aos estudos, o que ainda é falho.

Para o professor Edson, apesar das cotas, ainda hoje a população negra tem dificuldade de ingressar na universidade

O fato de o Brasil ter se constituído sob uma sociedade escravagista tem algum impacto na atualidade? 

Katiane: A cota em si não é suficiente para resolver as desigualdades raciais, mas por que dizemos sim às cotas raciais? Porque o Estado tem culpa nessa desigualdade. As cotas são uma tentativa de recuperar as perdas que os negros tiveram desde a colonização. É reparação histórica. Após o processo de libertação dos escravos, muitos negros ficaram nas senzalas submissos aos senhores de engenho, pois não tinham outro lugar para trabalhar e garantir as condições para se alimentarem. Para ter uma vida melhor, qual foi a oportunidade que foi dada aos que não se submeteram a isso? Dessa forma, a cota racial deveria ter sido uma ferramenta de equiparação usada há muito tempo, mas agora que temos esse direito precisamos usá-lo para consertar os erros que foram cometidos lá atrás. Não é uma solução imediata e pode demorar séculos para essa correção, mas esse é um mecanismo temporário. A educação tem que começar na base porque não adianta o negro ingressar na universidade por meio da política de cotas e depois não ter condições de permanência.

Para Katiane, a cota em si não é suficiente para resolver as desigualdades raciais

Vocês percebem a existência do racismo no dia a dia? De que forma ele acontece? 

Maristela: Com certeza. Quantos super-heróis negros a gente conhece? São pouquíssimos. Hoje em dia, a história está começando a mudar, mas antigamente uma criança negra não tinha uma boneca do seu mesmo tom de pele para brincar. Temos que ter bons políticos negros, bons professores negros, bons empresários negros e eles precisam estar em evidência. Ver pessoas negras bem-sucedidas é um estímulo para as crianças se espelharem. Apesar disso, eu nunca senti na pele o racismo, mas isso não quer dizer que ele não exista. Em termos de capacidade intelectual, nós somos todos iguais, mas a população negra carece de educação básica de qualidade e, talvez, esse sim, seja o maior fator de desigualdade. 

Katiane: Não seria contraditório ter racismo na universidade, sendo que esse é um espaço de diálogo, de conhecimento, de pensamento crítico? Eu posso ter sofrido preconceito, mas eu jamais acho que aquela ação movida contra mim foi feita por conta da minha raça. Se uma pessoa não gosta de mim, ela pode ter os motivos que for, mas eu nunca vou associar isso ao meu tom de pele. Isso também não quer dizer que o racismo e o preconceito não existam. Eu até posso ter passado por situações discriminatórias, porém, não me lembro de ter acontecido comigo. Ter vindo de uma família pobre, negra e, agora, ser professora da melhor universidade do Brasil é muita superação. 

Edson: Existe o preconceito da sociedade, mas o que acontece bastante é a auto exclusão do negro. Se você pergunta para um adolescente negro e pobre por que ele não faz o vestibular da USP, ele fala que não tem dinheiro pra pagar. Então, eles acham que a USP é paga, que não está ao alcance deles, eles se auto excluem. Por isso, a sociedade precisa trabalhar com essas crianças de forma que estudar em uma universidade pública seja algo motivador.

Para Maristela, dar visibilidade a pessoas negras bem-sucedidas é um estímulo para as crianças

A universidade pública, muitas vezes, é conhecida como um ambiente que enaltece a necessidade de mudanças e de políticas que combatam a discriminação contra a população negra. Vocês acreditam que as políticas públicas que existem hoje são suficientes para combater a desigualdade? 

Edson: Qualquer política pública que melhore todo o sistema de educação, desde a base, vai ajudar na igualdade porque todos terão as mesmas oportunidades. O acesso à universidade, por exemplo, tem um peso muito grande na nossa sociedade e, por isso, eu acredito que políticas inclusivas podem ajudar a transformar essa realidade. Precisamos de mais educação no sentido amplo da palavra. Trabalhar com a autoestima dessa criança negra, por exemplo, pode ser uma das soluções. 

Katiane: O problema é que a desigualdade não atinge só os negros porque, além disso, em grande maioria, essa população também é pobre. Então, precisamos primeiro melhorar a educação. Para mim, essa é a solução que pode dar uma vida melhor para essas pessoas e condições para competir em igualdade com qualquer outra. Além disso, as políticas públicas devem ir muito além de dar apenas acesso à educação. A gente também precisa pensar que essa família necessita de comida na mesa, de acesso a serviços básicos de saúde, o que é fundamental para melhorar a vida dessas pessoas. 

Pensando no contexto universitário, o racismo interfere no cotidiano de vocês? De que maneira? 

Maristela: Nós vivemos em um ambiente em que as ideias são muito valorizadas. Chega um momento em que você esquece a sua cor. Às vezes, me perguntam: naquela sala tem bastante mulheres? Eu falo assim: acho que eu não percebi isso ainda, acho que tem bastante aluno. Então, a gente fica tão empolgada em discutir ideias que esses fatores acabam passando despercebidos. 

Edson: Comigo é diferente. Quando eu entro em uma sala e vejo que tem mais de dois alunos negros eu já fico admirado. Acho que nunca tive mais do que dois alunos negros em uma sala de aula. 

Como professor, você acredita no seu poder transformador em relação ao combate do racismo? Como vocês trabalham esse assunto em sala de aula? 

Katiane: Eu não trabalho diretamente com o assunto racismo em sala de aula porque eu acredito que a minha função é formar bons cidadãos. Eu sempre dou o meu melhor, quero passar o conteúdo para os alunos de forma ética, quero que eles aprendam e se tornem excelentes profissionais, que saibam das suas responsabilidades, dos seus compromissos. E formando grandes cidadãos já é uma ótima contribuição para uma sociedade melhor. 

Edson: Acho interessante também que ações aconteçam fora da sala de aula, nos espaços decisórios, na comunicação com a sociedade, na difusão cultural, mostrando que a universidade contribui ativamente para o fim do preconceito.. 

Qual recado vocês passariam para as crianças negras? 

Maristela: Desde quando eu era criança, minha meta era ter uma carreira. Esse sempre foi o meu foco, então eu penso que a gente deve sempre seguir em frente. Talvez tenhamos passado por situações racistas, mas eu nunca deixei que isso me abalasse de alguma forma. Os alunos negros não devem achar que o fator da cor da pele possa ser um impeditivo para seguir qualquer carreira. Você vai encontrar diversos obstáculos, mas é fundamental acreditar no seu potencial e seguir em frente, sempre definindo suas metas, suas prioridades. 

Texto: Talissa Fávero - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Fotos: Reinaldo Mizutani

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

ICMC oferece curso de robótica para professores

Inscrições podem ser realizadas até dia 30 de agosto

Iniciativa oferecerá aos participantes conhecimentos avançados de programação


O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, está com inscrições abertas para o curso Robótica II. Direcionado para professores da rede de ensino básico, o curso será realizado de 1º a 29 de setembro, aos sábados, das 9 às 12 horas, na sala 6-305 do ICMC. 

Quem já participou da primeira edição da iniciativa, Robótica I, terá prioridade no processo seletivo, uma vez que essa edição abordará conceitos mais avançados. Mas professores que já possuam alguma experiência com kits robóticos também poderão se inscrever na iniciativa. O objetivo é complementar os conhecimentos adquiridos na primeira edição do curso, além de fornecer aos participantes recursos de programação mais avançados, que podem ser utilizados nos kits robóticos. 

Há 40 vagas disponíveis e as inscrições devem ser realizadas até dia 30 de agosto ou enquanto houver vagas, por meio do formulário eletrônico disponível neste link: icmc.usp.br/e/bdd0a. A taxa de inscrição é de R$ 30,00 e deve ser paga, via boleto bancário, que será gerado pelo sistema de inscrição. Para garantir sua vaga, o participante deve enviar o comprovante de pagamento para o e-mail ccex@icmc.usp.br até 30 de agosto. 

A aplicação de tecnologias e conhecimentos técnicos em robótica envolvendo todas as áreas do conhecimento vem galgando posição relevante tanto no segmento educacional quanto industrial, com significativa expressão econômica, atraindo diversos talentos para o campo das ciências exatas. Confira, a seguir, os tópicos que serão abordados durante o curso: 

• Variáveis e constantes; 
• Sub-rotinas; 
• Sensores adicionais: bateria e botão enter; 
• Bibliotecas próprias; 
• Servomotor e movimentação da garra. 

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 
Foto: Denise Casatti

Curso Robótica II 
Inscrições: até 30 de agosto ou enquanto houver vagas, por meio do link: icmc.usp.br/e/bdd0a 
Confirme a inscrição: envie o comprovante de pagamento para o e-mail ccex@icmc.usp.br 
Quando: de 1 a 29 de setembro, aos sábados, das 9 às 12 horas, na sala 6-305 do ICMC 
Local: avenida Trabalhador são-carlense, 400, na área I do campus da USP, no centro de São Carlos. 
Mais informações: (16) 3373.9146 ou ccex@icmc.usp.br

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

PROFMAT: mestrado profissional em matemática recebe inscrições até 17 de setembro

Voltado para professores de educação básica da rede pública, o programa é semipresencial


Professores de matemática do ensino básico que pretendem aprimorar sua formação acadêmica podem se inscrever, até 17 de setembro, no Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (PROFMAT). O programa de pós-graduação é semipresencial, gratuito, e oferecido especialmente para profissionais de escolas públicas.

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, é um dos polos do programa e oferece 20 vagas para a turma de 2019. Também há 20 vagas na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Em ambas as unidades, as aulas acontecerão às sextas-feiras, nos períodos da manhã e da tarde. 

O processo seletivo é feito pelo exame nacional de acesso, que será realizado em 20 de outubro. A prova será composta por 30 questões de múltipla escolha, que terão como objetivo avaliar os conhecimentos numéricos, geométricos, de estatística e probabilidade, algébricos e algébricos/geométricos dos candidatos. Para mais informações sobre o processo seletivo e os documentos necessários, acesse o edital disponível no site do ICMC: http://icmc.usp.br/e/7b5beo

Sobre o PROFMATCoordenado pela Sociedade Brasileira de Matemática e reconhecido pela Capes com nota máxima (5), o PROFMAT é realizado por uma rede de instituições de ensino superior, oferecendo mais de 1,5 mil vagas em todo o país. Na USP, o programa é de responsabilidade do ICMC e conta com três polos: um em São Carlos, no próprio ICMC; um em São Paulo, na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH); e o terceiro em Ribeirão Preto, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP). Os polos de São Paulo e Ribeirão Preto oferecem vagas de forma alternada a cada ano. Por isso, para 2019, há vagas disponíveis apenas no polo de Ribeirão Preto.

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP



Mais informaações

Site para inscrição: www.profmat-sbm.org.br

Serviço de Pós-Graduação: (16) 3373-8880

sexta-feira, 6 de julho de 2018

USP oferece curso de robótica com a ferramenta Arduino: inscrições abertas para professores

Atividades serão realizadas no campus da Universidade em São Carlos, aos sábados, de 21 de julho a 11 de agosto, das 9 às 12 horas 

Ferramenta Arduino possibilita a criação de diversos robôs

Estão abertas as inscrições para o curso Arduino aplicado aos desafios da Olimpíada Brasileira de Robótica. A atividade será oferecida pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, aos sábados, das 9 às 12 horas, com início no dia 21 de julho e término em 11 de agosto. O público-alvo são os professores da rede pública de ensino, tanto do nível fundamental quanto médio. 

A professora Roseli Romero, que coordena o curso, destaca a importância dos professores participarem da iniciativa do ICMC, tendo em vista que a ferramenta Arduino possibilita a criação de diversos robôs e tem um custo mais acessível do que os tradicionais kits robóticos comercializados atualmente. Durante o curso, serão apresentados conceitos básicos sobre todos os componentes necessários para a montagem e programação de robôs, direcionados às tarefas que as equipes precisam realizar na Olimpíada Brasileira de Robótica. As atividades serão ministradas por José Alberto Diaz Amado, pós-doutorando do ICMC e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia.

A taxa de inscrição para participar da atividade é de R$ 50,00 e as inscrições devem ser efetuadas, até 18 de julho ou enquanto houver vagas, por meio do Sistema Apolo no seguinte link: icmc.usp.br/e/41ad0. A taxa também deve ser paga até dia 18 de julho, via boleto que será gerado pelo sistema de inscrição. Vale lembrar que as 25 vagas disponibilizadas serão destinadas prioritariamente a professores da rede pública de ensino, mas, caso não sejam preenchidas na totalidade, poderão ser oferecidas a outros públicos. 

O curso acontecerá na sala 6-303, no bloco 6 do ICMC, na área I do campus da USP, em São Carlos e, para ver o programa completo, acesse este link: icmc.usp.br/e/dc215. Confira, a seguir, como realizar sua inscrição passo a passo: 
  1. Faça o cadastro no sistema Apolo da USP, por meio desse link: icmc.usp.br/e/41ad0
  2. Para efetivar a inscrição, envie um documento comprovando vínculo com a instituição de ensino em que atua (holerite, declaração da escola, cadastral funcional) bem como o comprovante de pagamento da taxa para o e-mail ccex@icmc.usp.br. 
  3. Aguarde o recebimento de um e-mail com a confirmação da matrícula no curso. 


Texto e fotos: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP 


Curso: Arduino aplicado aos desafios da Olimpíada Brasileira de Robótica 
Inscrições: até 18 de julho ou enquanto houver vagas via formulário eletrônico disponível em icmc.usp.br/e/41ad0
Aulas: de 21 de julho a 11 de agosto, aos sábados, das 9 às 12 horas 
Onde: ICMC - avenida Trabalhador são-carlense, 400, área I do campus da USP, no centro de São Carlos 
Mais informações: (16) 3373.9146 ou ccex@icmc.usp.br 
Saiba mais sobre a OBR: www.obr.org.br

segunda-feira, 2 de abril de 2018

USP lança projeto para estimular atividades voluntárias em escolas públicas, casas de detenção, asilos, fundações e associações

Iniciativa piloto acontecerá em São Carlos e busca aproximar a Universidade da sociedade



Transformar a visão de que a USP é inacessível e que pouco influencia a realidade do país. Esse é um dos objetivos do projeto Doe 1 Dia, que surgiu em São Carlos. Para alcançar essa finalidade, a ideia da iniciativa é estimular professores e funcionários a realizarem atividades voluntárias em escolas públicas, casas de detenção, asilos, fundações e associações. 

Inicialmente, um projeto piloto será implantado em duas unidades de ensino e pesquisa da USP: no Instituto de Química de São Carlos (IQSC) e no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC). Mas a ideia das professoras que criaram a iniciativa é expandi-la para toda a Universidade. “A proposta é que professores e funcionários possam levar seus conhecimentos, que podem ser técnicos ou relacionados a um hobby ligado à cultura e ao lazer, para além dos muros da instituição”, explica a professora Maria Olímpia de Oliveira Rezende, da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do IQSC. 

Ela desenvolveu o projeto em parceria com a professora Kalinka Castelo Branco, do ICMC. “Ao compartilhar os conhecimentos com a comunidade, os professores e funcionários também passarão pela experiência de aprendizado e crescimento pessoal”, ressalta Kalinka. “As possibilidades são muitas, tantas quanto o total de professores e funcionários da nossa Universidade”, acrescenta. 

Para facilitar a realização do projeto, foi firmada uma parceria com a Diretoria de Ensino da região de São Carlos e com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia do município. Essas parcerias facilitarão o acesso dos professores e funcionários às instituições em que realizarão as atividades voluntárias. 

Como participar – Para se tornar um voluntário do Doe 1 Dia, os professores e funcionários do IQSC e do ICMC devem preencher o formulário online disponível neste link: icmc.usp.br/e/05ef0. No formulário, o interessado precisa apresentar um resumo da atividade que pretende realizar, explicar os objetivos que deseja alcançar, escolher em qual instituição desenvolverá o trabalho e também apresentar um currículo resumido. 

A seguir, as informações serão avaliadas pela Comissão de Cultura e Extensão Universitária (CCEx) do IQSC. Se a proposta for aprovada, será enviada ao chefe imediato do voluntário, para que possa ser averiguada a disponibilidade de realização da atividade e aprovada a data da ação. A seguir, a CCEx do IQSC fará o agendamento com a instituição. Assim, o funcionário será autorizado a exercer a atividade como um trabalho externo à USP e receberá um certificado de participação no projeto. 

“Podemos ter um professor da área de matemática palestrando sobre a história da música ou da arte; um secretário ensinando a pescar; um químico falando sobre literatura”, exemplificam as professoras. E finalizam: “O importante é que, durante a atividade, o voluntário destaque o quanto a USP é importante em sua vida e possa inspirar os participantes, mostrando que a comunidade acadêmica está próxima deles e que a Universidade é acessível”. 

Texto: Assessoria de Comunicação do IQSC e ICMC 
Arte: Fernando Mazzola (ICMC) 

Mais informações 
Página do projeto: www.lsec.icmc.usp.br/doe1dia
Link para inscrições: icmc.usp.br/e/05ef0
Comissão de Cultura e Extensão Universitária: ccex@iqsq.usp.br

Contato para esta pauta 
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666 
E-mail: comunica@icmc.usp.br 
Assessoria de Comunicação do IQSC: (16) 3373.8831 
E-mail: comunicacao@iqsc.usp.br

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Professores podem se inscrever em cursos gratuitos sobre robótica e computação na USP em São Carlos

Atividades serão realizadas aos sábados, de 3 de março a 5 de maio, e as vagas são limitadas
Em um dos cursos oferecidos, professores aprenderão conceitos de
montagem e programação de robôs por meio de atividades práticas


Estão abertas as inscrições para dois cursos gratuitos que serão oferecidos pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Um deles será sobre computação e o outro sobre robótica. O público-alvo são os professores de ensino fundamental e médio, mas a participação é aberta a todos os interessados. 

A professora Roseli Romero, que coordena os dois cursos, destaca a importância dos professores participarem da iniciativa do ICMC, tendo em vista que, a partir deste ano, o Ministério da Educação (MEC) iniciará a distribuição de kits robóticos para as escolas públicas. Segundo o MEC, serão investidos cerca de R$ 100 milhões até 2019 a fim de ampliar o ensino de robótica no Brasil. "Isso vai exigir que os professores estejam capacitados para atuarem na área", ressalta a professora. 

Os dois cursos acontecerão de 3 de março a 5 de maio, aos sábados. O curso Robótica I ocorrerá das 14 às 17 horas e vai explicar como é a estrutura básica de um robô, apresentando os vários componentes que o compõe, como sensores e atuadores. Os participantes também aprenderão conceitos de montagem e programação de robôs, com atividades práticas usando um kit robótico. As inscrições também devem ser feitas por meio do Sistema Apolo no seguinte link: icmc.usp.br/e/6b69c

Já o curso Computação I será oferecido das 9 às 12 horas e tem como objetivo apresentar ao aluno conceitos de programação, mostrando estruturas de construção de algoritmos e de linguagens de programação. Para se inscrever, basta acessar o Sistema Apolo da USP por meio do link: icmc.usp.br/e/e8f14. 

Os dois cursos serão oferecidos na sala 6-303, no bloco 6 do ICMC, na área I do campus da USP, em São Carlos. Em cada curso há 40 vagas disponíveis e as inscrições podem ser realizadas até 28 de fevereiro ou enquanto houver vagas. 

Vale lembrar que essas vagas são destinadas prioritariamente a professores, mas, caso não sejam todas preenchidas, poderão ser oferecidas a outros públicos. Outra ressalva: esses cursos não são apropriados para crianças e adolescentes, esse público poderá participar de outra iniciativa, preparatória para a Olimpíada Brasileira de Robótica, que será realizado no ICMC em maio e cujas informações serão divulgadas em breve. 

Confira, a seguir, como realizar sua inscrição passo a passo: 

1. Faça o cadastro no sistema Apolo da USP, por meio de um desses links: 
2. Envie um documento comprovando vínculo com a instituição de ensino em que atua (holerite, declaração da escola, cadastral funcional) para o e-mail ccex@icmc.usp.br 

3. Aguarde o recebimento de um e-mail com a confirmação da matrícula no curso. 



Texto: Denise Casatti e Alexandre Wolf – Assessoria de Comunicação ICMC/USP 

Mais informações
Confira a percepção dos professores sobre o curso oferecido em 2017: icmc.usp.br/e/5520f
Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC: (16) 3373.9146 
E-mail: ccex@icmc.usp.br

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Primeira Semana da Engenharia de Computação termina com homenagem a professores

Evento aconteceu de 18 a 22 de setembro

A primeira Semana da Engenharia de Computação da USP, em São Carlos, contribuiu para complementar a formação profissional e acadêmica dos participantes e contou com uma programação bastante diversificada: palestras, minicursos, viagem técnica, atividades culturais e feira de recrutamento e de exposição de projetos. 

O evento aconteceu de 18 a 22 de setembro e, no último dia, a Secretaria Acadêmica da Engenharia de Computação (SAEComp) realizou a já tradicional homenagem aos professores. Entre os homenageados estão três docentes do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC): Everaldo Bonotto, Nivaldo Grulha Júnior; e Valdir Menegatto. Os docentes Aline Corato, do Instituto de Arquitetura e Urbanismo, e João Navarro Júnior, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), completam a lista dos homenageados.

Para definir os professores que serão reconhecidos, a Secretaria gera, no final de cada semestre, um formulário online, o qual é respondido pelos alunos. Para a escolha, só estão aptos à votação professores do semestre anterior ao atual. Os critérios de escolha são, por exemplo, o empenho do professor com a turma (que engloba o preparo de aula, preocupação do aprendizado, confecção de listas, etc.), o ensino (que abarca tanto o domínio da disciplina quanto a qualidade dos trabalhos pedidos) e características como carisma e humildade.

A cerimônia foi realizada dia 22 de setembro, no auditório Jorge Caron da EESC. Como símbolo da homenagem, os alunos confeccionaram, molduraram e entregaram a cada professor escolhido um certificado de menção honrosa com palavras de agradecimento. O curso de Engenharia de Computação é oferecido em parceria pelo ICMC e pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).

Além disso, também foram homenageados os alunos do curso que tiveram ótimos desempenhos acadêmicos: Giuliano Prado; Moisés Silva e Henrique da Silveira.

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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Professores da USP recebem homenagem de alunos de Engenharia de Computação

Evento que marcou reconhecimento aconteceu na área 2 do campus da USP, em São Carlos

Cinco professores da USP, em São Carlos, foram homenageados pelos alunos do curso de Engenharia de Computação por sua didática, transparência, carisma e profissionalismo durante as aulas ministradas aos estudantes no segundo semestre do ano passado. A homenagem é uma iniciativa da Secretaria Acadêmica de Engenharia de Computação (SAEComp).

Entre os homenageados estão três professores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC): Cristina Ciferri, João Batista Neto e Maria do Carmo Carbinatto. Os docentes Adilson Gonzaga, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), e Jean-Claude M'Peko, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) completam a lista dos homenageados.

Para definir os professores que serão reconhecidos, a Secretaria gera, no final de cada semestre, um formulário online, o qual é respondido pelos alunos. Para a escolha, só estão aptos à votação professores do semestre anterior ao atual. Os critérios de escolha são, por exemplo, o empenho do professor com a turma (que engloba o preparo de aula, preocupação do aprendizado, confecção de listas, etc.), o ensino (que abarca tanto o domínio da disciplina quanto a qualidade dos trabalhos pedidos) e características como carisma e humildade.

A cerimônia foi realizada dia 18 de maio, no auditório do prédio da Engenharia de Computação, na área 2 do campus da USP. Como símbolo da homenagem, os alunos confeccionaram, molduraram e entregaram a cada professor escolhido um certificado de menção honrosa com palavras de agradecimento. O curso de Engenharia de Computação é oferecido em parceria pelo ICMC e pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).

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Fotos: Reinaldo Mizutani - Assessoria de Comunicação do ICMC

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Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Professores são homenageados por alunos de Engenharia de Computação

Seis professores da USP, em São Carlos, foram homenageados pelos alunos do curso de Engenharia de Computação por sua didática, transparência, carisma e profissionalismo durante as aulas ministradas aos estudantes no primeiro semestre deste ano. A homenagem é uma iniciativa da Secretaria Acadêmica de Engenharia de Computação (SAEComp).

Entre os homenageados estão quatro professores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC): Adenilso Simão, Paulo Sérgio Lopes de Souza, Simone Senger de Souza e Katiane Silva Conceição. Os docentes Woodrow Nelson Lopes Roma, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), e Richard Charles Garratt, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) completam a lista dos homenageados.

Para definir os professores que serão reconhecidos, a Secretaria gera, no final de cada semestre, um formulário online, o qual é respondido pelos alunos. Para a escolha, só estão aptos à votação professores do semestre anterior ao atual. Os critérios de escolha são, por exemplo, o empenho do professor com a turma (que engloba o preparo de aula, preocupação do aprendizado, confecção de listas, etc.), o ensino (que abarca tanto o domínio da disciplina quanto a qualidade dos trabalhos pedidos) e características como carisma e humildade.

A cerimônia foi realizada dia 27 de setembro, no auditório do prédio da Engenharia de Computação, na área 2 do campus da USP. Como símbolo da homenagem, os alunos confeccionaram, molduraram e entregaram a cada professor escolhido um certificado de menção honrosa com palavras de agradecimento. O curso de Engenharia de Computação é oferecido em parceria pelo ICMC e pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).


Mais informaçõesAssessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quarta-feira, 20 de abril de 2016

ICMC oferece curso para professores de ensino básico que desejam elaborar projetos de pesquisa na área de educação



Possibilitar que os professores de matemática da educação básica compreendam e dominem os elementos que compõe um projeto de pesquisa e utilizem, de forma eficaz, bolsas de estudo durante a pós-graduação. Esses são os objetivos do curso Orientações iniciais para a elaboração de projeto de pesquisa na área de educação oferecido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O curso é gratuito, há 25 vagas disponíveis e as inscrições podem ser realizadas até o dia 26 de abril ou enquanto houver vagas.

O curso foi elaborado para explicar aos professores da educação básica quais são as formas de ingresso nos programas de pós-graduação stricto sensu reconhecidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), como elaborar um projeto de pesquisa e quais são as possibilidades de bolsas de estudos. O conteúdo do curso explicará como redigir o projeto, considerando-se aspectos como introdução, objetivos, problema, justificativa, revisão da literatura, classificação das pesquisas quanto a objetivos, delineamento e análise de dados, instrumentos de coleta de dados e redação de resumos, cronograma de atividades, entre outros.

As aulas serão ministradas pelas professoras Esther Prado e Miriam Utsumi, do ICMC, e acontecerão entre os dias 27 de abril e 11 de maio, às quartas e quintas-feiras, das 19 às 22 horas, na sala 5-102 do Instituto. Os interessados devem se inscrever através do Sistema Apolo, clicando no seguinte link: icmc.usp.br/e/dd5c2.

Mais informaçõesComissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC: (16) 3373.9146
Email: ccex@icmc.usp.br

quarta-feira, 16 de março de 2016

Professores do ICMC recebem homenagem de alunos do Instituto de Física de São Carlos

Mirzaii e Sueli foram homenageados

Dois professores do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, receberam o Prêmio Horácio Carlos Panepucci, promovido anualmente pelo Instituto de Física de São Carlos (IFSC). Os homenageados foram Sueli Aki e Behrooz Mirzaii, ambos do Departamento de Matemática do ICMC.

A cerimônia foi realizada no dia 15 de fevereiro, às 20h, no auditório Sérgio Mascarenhas do IFSC. Sueli recebeu a homenagem dos alunos do curso de Bacharelado em Ciências Físicas e Biomoleculares por ter ministrado a disciplina Cálculo I. Já Mirzaii, ganhou o prêmio da turma do curso de Bacharelado em Física Computacional por ministrar a disciplina Complementos de Geometria e Vetores.

Sobre o prêmio - O Prêmio Horácio Carlos Panepucci é promovido anualmente pelo IFSC, juntamente com o Prêmio Paulo Freire, e consiste em homenagens aos melhores professores da graduação, eleitos pelos estudantes por meio de votação ocorrida no ano anterior.

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Inscrições abertas para o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência


Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O Programa é destinado aos alunos do curso de Licenciatura em Matemática e de Licenciatura em Ciências Exatas (núcleo geral ou habilitação em Matemática) que estejam cursando a partir do terceiro semestre. As atividades começarão em 2016 e as inscrições, que são gratuitas, podem ser realizadas até o dia 27 de novembro.

O valor da bolsa é de R$400,00 e, durante o período de sua vigência, o bolsista deverá dedicar-se, no mínimo, 30 horas mensais às atividades do Programa. A concessão das bolsas obedecerá a critérios classificatórios que envolvem entrevista, análise de histórico escolar e disponibilidade do candidato. As entrevistas acontecerão no dia 1 de dezembro e, até o dia 30 de novembro, serão divulgados os horários de cada uma delas. Já a divulgação dos selecionados acontecerá no dia 3 de dezembro.

Os interessados devem preencher a ficha de inscrição e enviá-la por e-mail à professora Janete Simal (jancrema@gmail.com), juntamente com o histórico escolar completo (incluindo as reprovações). O e-mail deve conter como assunto Processo seletivo PIBID 1s 2016. Para acessar o edital completo e ter acesso à ficha de inscrição, clique aqui.

Sobre o Pidid - O Programa é uma iniciativa da Capes para o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores para a educação básica. São concedidas bolsas a alunos de licenciatura participantes de projetos de iniciação à docência desenvolvidos por Instituições de Educação Superior (IES) em parceria com escolas de educação básica da rede pública de ensino. Os projetos devem promover a inserção dos estudantes no contexto das escolas públicas desde o início da sua formação acadêmica para que desenvolvam atividades didático-pedagógicas sob orientação de um docente da licenciatura e de um professor da escola.

Mais informações
Edital do Programa e ficha de inscrição: icmc.usp.br/e/23acf

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Tema da Semana da Licenciatura de Ciências Exatas será a nova geração de professores diante a tecnologias e acessibilidade

Evento começa na próxima segunda-feira, 28 de setembro, e prossegue até 2 de outubro; inscrições podem ser realizadas até domingo


Minicursos, oficinas, palestras e apresentações de pôsteres e materiais didático agitarão os participantes da 10ª Semana da Licenciatura de Ciências Exatas (SeLic), evento que começa na próxima segunda-feira, 28 de setembro, e prossegue até 2 de outubro. A SeLic é organizada pelos estudantes do curso de Licenciatura em Ciências Exatas, que é oferecido em parceria pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, pelo Instituto de Física de São Carlos (IFSC) e pelo Instituto de Química de São Carlos (IQSC). 

O evento é gratuito e voltado a alunos de cursos de licenciatura e a professores da rede pública e privada de toda a região. Este ano, terá como tema A nova geração de professores diante a tecnologia e acessibilidade. Para participar, basta se inscrever no site do evento até o próximo domingo, 27 de setembro: http://selic.ifsc.usp.br. A SeLic é gratuita, os organizadores solicitam apenas a doação de um quilo de alimento não perecível ou um litro de leite, que pode ser entregue na abertura do evento, a qual acontecerá às 19 horas da próxima segunda-feira, no anfiteatro Sergio Mascarenhas, no IFSC.

Games, simulação e gamificação serão os assuntos debatidos em uma das palestras do evento. Também serão abordadas questões como a tecnologia assistiva na educação especial, a inclusão no ensino de matemática e a unificação das disciplinas no ensino médio. Confira a programação completa abaixo ou no site http://selic.ifsc.usp.br/programacao.html. A 10ª SeLic ocorrerá simultaneamente com a Semana Integrada do Instituto de Física de São Carlos (SIFSC)















































Mais informações
Site da SeLic: http://selic.ifsc.usp.br

terça-feira, 18 de agosto de 2015

ICMC no mundo: descubra como a experiência internacional dos professores auxilia o ensino e a pesquisa

Vivência fora do país permite a professores da USP estabelecerem novas redes de pesquisa e aprenderem técnicas de ensino

"Não se faz mais ciência trancado na sala", diz João Porto.

Como as experiências internacionais contribuem para a formação de um docente? “Quando fui para a Alemanha mudei completamente minha visão de ensino em sala de aula, implementei novas técnicas, diferentes das tradicionais, sempre estou inovando”. Essas palavras são do professor João Porto de Albuquerque, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, que tem em sua trajetória como pesquisador experiências em países como Alemanha e Portugal. Além de professores brasileiros com histórias como a de Porto, 16 estrangeiros compõem o corpo docente do Instituto e contribuem para ampliar o leque de aprendizado dos alunos.

O presidente da Comissão de Relações Internacionais (CRInt) do ICMC, José Carlos Maldonado, explica a importância de contar com esses profissionais: “O docente estrangeiro certamente amplia o convívio de interação com os alunos através das colaborações que ele traz do exterior, como novos projetos e contatos, fortalecendo a nossa rede de pesquisa”.

Essas conexões internacionais também são construídas pelos professores brasileiros do Instituto que passam por experiências no exterior. “A ciência é global e, à medida que os docentes daqui vão para outros centros de excelência, a cooperação entre eles é estabelecida. Hoje, esse tipo de parceria é elemento fundamental para desenvolver soluções para a sociedade”, diz Maldonado.

Conheça, a seguir, a trajetória dos professores do ICMC João Porto, Kalinka Castelo Branco, Irene Onnis e Pablo Rodríguez.

Daqui não saio mais – “Entrei na Universidade para estudar e não quis sair mais”. Foi assim que o professor João Porto de Albuquerque resumiu o sentimento de trabalhar em um ambiente universitário. O docente, que adora dar aulas, fazer pesquisa e é um apaixonado pelo clima de uma universidade, nasceu em Volta Redonda, no Rio de Janeiro. É graduado em Ciências de Computação pela Unicamp e fez doutorado pela mesma universidade.

Foi durante a pós-graduação que sua trajetória internacional teve início. Ganhou bolsa para fazer doutorado-sanduíche na Universidade de Dortmund, na Alemanha, fato que o fez parar o curso de Ciências Sociais, o qual estava cursando simultaneamente. Após defender sua tese na área de segurança de redes, voltou para a Alemanha, desta vez para Hamburgo, onde realizou seu pós-doutorado em sistemas de informação.

Dois anos depois, Albuquerque voltou ao Brasil para dar aula na USP, em São Paulo. Em 2010, prestou concurso para entrar no ICMC, onde está até hoje dando aulas nos cursos de Ciências de Computação e Sistemas de Informação.

No ano seguinte, uma nova parceria se iniciou. O docente estabeleceu contato com a Universidade de Heidelberg, na Alemanha, com a qual realiza o projeto AGORA, voltado para o desenvolvimento de pesquisas com foco na prevenção de catástrofes naturais: “Foi minha maior conquista profissional: estabelecer um grupo de pesquisa unindo geografia e sistemas de informação. É um grande feito conseguir reunir pesquisadores de dois países, com culturas diferentes”, conta Albuquerque.

Sua experiência internacional contribui muito para seu processo de ensino em sala de aula. Na Alemanha, além de conviver com uma tradição diferente, ele fez até um curso de pedagogia do ensino superior, que permitiu inovações em sua didática: “Não gosto muito do modelo tradicional e quadrado de dar aula, tento mudar sempre, alterando o formato da sala e deixando-a em semicírculos para incentivar a participação”, explica o docente.

“Ir para fora do Brasil me abriu os horizontes e gostaria de proporcionar isso para meus alunos. Não se faz mais ciência trancado na sua sala”, diz o professor, que completou afirmando que sua maior recompensa é ver seus alunos progredindo e criando coisas que ele nem imaginava. Três estudantes do projeto AGORA, orientados por Porto, já foram para a Alemanha e outros dois irão em breve.

Ensinando e aprendendo – Outra apaixonada pelos estudos é a professora Kalinka Castelo Branco, que é professora no ICMC desde 2008. A docente, que nasceu em Bilac, interior de São Paulo, parece ter escolhido a profissão certa: “Desde criança gostava muito de estudar e ensinar as pessoas, então acho que segui o caminho correto”.

Kalinka está na Austrália
Formada em Tecnologia e Processamento de Dados pela Unilins, chegou ao Instituto em 1997 para iniciar seu mestrado na área de sistemas distribuídos. Em 2004, concluiu sua tese de doutorado no mesmo campo científico e, quatro anos depois, se tornou docente do ICMC. “Gosto de estar em contato com os alunos porque a gente aprende muito também, e essa é a parte mais legal”, diz a professora.

Este ano, Kalinka iniciou seu pós-doutorado* em Sidney, na Austrália, na área de robótica, com final previsto para janeiro de 2016. Ela acredita que essa experiência internacional fará diferença dentro da sala de aula. “Vai ajudar muito, vemos diferentes formas de se trabalhar e de se relacionar com os estudantes e o que for vantajoso vou levar para o Brasil. Além disso, aqui em Sidney tem um grande centro de robótica e convivemos com pesquisadores de vários países que atuam em diversas áreas e quem ganha com isso somos nós, a ciência e os alunos”, afirma a professora.

Sidney foi escolhida como destino de seu pós-doutorado por possuir renomados pesquisadores na área de veículos aéreos não tripulados (VANTs), campo em que Kalinka vem trabalhando há algum tempo. “O leque de atuação é grande, é muito bom quando vemos os VANTs funcionando, podendo contribuir de forma efetiva em diversas áreas”, diz a professora. Os resultados parciais de sua pesquisa estão indo muito bem, um artigo já foi publicado e a docente conta que, em pouco tempo, já terá mais resultados expressivos.

Paixão de criança – “Sempre quis ser professora de matemática”. Essa frase segura e direta é da professora do ICMC Irene Onnis, italiana nascida em Cagliari, cidade que fica na Ilha da Sardenha. O sonho que trazia com ela desde criança começou a se aproximar quando se graduou em Matemática pela Universitá Degli Studi di Cagliari (UNICA) em 2000. 

Mas o que ela nunca imaginava era que seu desejo ficaria ainda mais próximo de acontecer num outro continente. Ela chegou ao Brasil em 2001, na cidade de Campinas, onde daria início ao seu doutorado na Unicamp, na área de geometria diferencial. “Meu orientador é um excelente pesquisador na área de geometria referencial, além de ser uma pessoa incrível, calma, carinhosa, então preferi vir ao Brasil em vez de me arriscar na Europa e trabalhar com alguém que não me sentiria bem”, explica Irene, que teve sua tese orientada por Francesco Mercuri.

Irene sempre sonhou em ser professora de matemática
A realização de seu sonho veio um ano após o término do seu doutorado, em 2005. Irene prestou concurso para professor no ICMC e foi selecionada. Hoje, com nove anos de experiência dando aulas, o sentimento é único: “Adoro o relacionamento com os alunos e a maior recompensa é ter o reconhecimento e carinho deles”. Irene ministra disciplinas de cálculo na graduação e de geometria na pós-graduação. A docente conta que teve influência do pai, também professor, na escolha da profissão.

Ela também possui dois pós-doutorados – ambos na área de geometria diferencial, um pela Unicamp e outro pela UNICA – e diz que já se adaptou bem ao município de São Carlos: “Eu gosto da cidade, junto com meu marido construímos um círculo de amizade e consideramos São Carlos uma boa cidade para o nosso filho crescer”.

No caminho certo – “Estou sempre em busca de novas conquistas, crescer na carreira e aumentar meus contatos”, conta o professor Pablo Rodríguez, argentino, natural da cidade de Comodoro Rivadavia. Por ter nascido em uma cidade petroleira, ele começou a cursar Engenharia Industrial, mas assim que as disciplinas de matemática acabaram, nada fazia mais sentido e o então estudante parou o curso para fazer o que realmente amava: matemática. Graduou-se na área pela Universidade Nacional de la Patagônia e chegou ao Brasil em 2005.

Morou em São Paulo por sete anos, onde concluiu seu mestrado e doutorado em estatística pela USP, especializando-se em teoria da probabilidade. E foi lá que fez uma nova descoberta: “Na minha cidade na Argentina, não tinha isso de ser pesquisador em matemática, conheci esse mundo na USP”.

Fazer parte da USP é a maior conquista profissional de Pablo
Ele começou a explorar melhor esse cenário de pesquisa e veio fazer uma visita a São Carlos a convite de uma amiga que trabalhava na UFSCar. Adorou a cidade, a estrutura que era oferecida aqui e pensou: “O primeiro concurso que abrir no município irei prestar”. Foi o que aconteceu em 2012, quando passou a fazer parte do time do ICMC. Hoje, ministra aulas de probabilidade e processos estocásticos no Instituto e acha São Carlos um ótimo campo para desenvolver pesquisas.

Na opinião de Rodríguez, fazer parte da USP é sua maior conquista profissional, ainda mais porque ele não imaginava que um dia seria pesquisador. “A maior das recompensas é a possibilidade de conhecer e interagir com pesquisadores de várias partes do mundo, ver outras escolas, pensar de forma diferente”, afirma o docente. Em breve, o professor irá para a França, na Universidade Paris Diderot, onde dará início ao seu pós-doutorado.

Mapa mostra, em laranja, as regiões do mundo onde os professores do ICMC concluíram a graduação e, em vermelho, os destinos escolhidos para fazer pós-doutorado*

*Observação: Quando um professor contratado passa um período no exterior para se aprimorar, o termo adequado a ser utilizado é “período sabático” em vez de pós-doutorado, como é popularmente chamado no Brasil. O termo pós-doutorado deve ser empregado para se referir a quem vai estudar no exterior, após finalizar o doutorado, mas que ainda não tem uma posição permanente em uma instituição, seja como pesquisador ou professor universitário.


Texto e fotos: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação do ICMC


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Veja o mapa que mostra o panorama da internacionalização no Instituto: icmc.usp.br/e/93aff

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