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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Esclareça suas dúvidas sobre três diferentes cursos de computação

Mesmo com um núcleo de disciplinas em comum, há características que distinguem Ciências de Computação, Engenharia de Computação e Sistemas de Informação





Ciências de Computação, Engenharia de Computação ou Sistemas de Informação? Essa dúvida costuma atormentar os estudantes que querem ingressar em um curso na área de computação. Para ajudar a compreender as características que distinguem esses três cursos, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, elaborou um vídeo, que está disponível no Youtube, e também um infográfico (veja a seguir).

O professor Thiago Pardo, do ICMC, explicar que, nos três cursos, os alunos conhecerão um pouco sobre todas as áreas da computação e terão uma sólida base matemática. Vão estudar programação, banco de dados, eletrônica, redes de computadores, inteligência artificial, etc.  A diferença é que, depois desse núcleo de disciplinas em comum, cada curso direciona o aluno para um caminho diferente.

Nas Ciências de Computação, a trilha é software. Caso escolha esse curso, você conhecerá a fundo os fundamentos e as teorias de computação, terá mais disciplinas voltadas para programação avançada, bancos de dados, internet, desenvolvimento de software. É uma opção indicada para quem pretende desenvolver jogos, entender como funcionam os aplicativos e criar suas próprias soluções.

Já a estrada da Engenharia de Computação é hardware: estuda-se mais a fundo a parte de elétrica e eletrônica, de placas e circuitos. Há mais química e mais física que nos outros cursos. É indicado para quem deseja atuar no campo da robótica, dos carros inteligentes e da internet das coisas.

Por outro lado, na jornada pelos Sistemas de Informação, o enfoque é a gestão de processos, projetos e pessoas. O objetivo é formar um profissional capaz de projetar e desenvolver os sistemas que controlam os negócios de uma empresa. A indicação vai para quem pretende desenvolver aplicativos ou iniciar o próprio negócio. 

O professor Thiago Pardo usa o exemplo de um smartphone para explicar as diferenças: “Se você gosta de instalar aplicativos no aparelho e adoraria desenvolver seus próprios aplicativos, há indícios de que Ciências de Computação é o seu caminho. Mas se a sua vontade é desmontar o aparelho, entender e pesquisar o que tem lá dentro, então, considere Engenharia de Computação. Agora, se você gosta de lidar com pessoas, de gerenciar grupos de conversa e processos, Sistemas de Informação pode ser uma boa opção”.

Acesse também o vídeo no Youtube: https://youtu.be/QPEM31n-el4


Feira USP e as Profissões – Os estudantes que quiserem conversar diretamente com os professores, alunos e funcionários do ICMC e das demais unidades de ensino e pesquisa da USP podem participar, a partir desta quinta-feira, 16 de agosto, da 12ª edição da Feira USP e as Profissões Capital, que acontece até sábado, dia 18. A iniciativa gratuita da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) da Universidade acontece no Parque de Ciência e Tecnologia da USP (Parque CienTec), na zona sul da capital paulista. Para controlar o fluxo de visitantes, é sugerido que os interessados façam inscrição prévia no site do evento. A expectativa é de que 80 mil pessoas participem da Feira ao longo dos três dias.

Outra opção para quem deseja esclarecer as dúvidas é participar da 16ª Feira USP e as Profissões Interior, que será realizada nos dias 30 e 31 de agosto em Bauru, no Recinto Mello Moraes. Nessa oportunidade, os estudantes poderão conhecer os 67 cursos oferecidos por seis campi da USP localizados no interior do Estado. A entrada é franca, mas também é recomendável a realização de inscrições prévias no site do evento.  

As feiras são, ainda, um meio para que os jovens obtenham informações sobre o ingresso na Universidade, que pode ser feito a partir do SISU ou do vestibular da Fuvest, que está com inscrições abertas até dia 11 de setembro. Nas feiras, os estudantes também podem conhecer os programas de apoio à permanência estudantil oferecidos pela USP (moradia, alimentação etc.) e participar de atividades culturais e palestras, além de conferir as atrações de cada estande. No caso do ICMC, por exemplo, os participantes podem interagir com robôs, jogos eletrônicos e objetos matemáticos.

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Com informações da Assessoria de Comunicação da PRCEU e da Assessoria de Comunicação da Prefeitura da USP do campus de Bauru

Infográfico: Fernando Mazzola

Mais informações
12ª Feira USP e as Profissões – Edição Capital
Quando: 16, 17 e 18 de agosto de 2018, das 9 às 17 horas
Onde: Parque de Ciência e Tecnologia da USP (Parque CienTec) – Av. Miguel Stéfano, 4.200, Água Funda (em frente ao Zoológico de São Paulo)
Dúvidas e informações: (11) 3091-3511 / 3091-3348 / 3091-3513
Inscrições: http://prceu.usp.br/uspprofissoes/12feirauspcapital/

16ª Feira USP e as Profissões – Edição Interior
Quando: 30 e 31 de agosto de 2018, das 9 às 17 horas
Onde: Recinto Mello Moraes – Av. Comendador José da Silva Martha, 5868 – Jardim Ouro Verde,  Bauru – SP (vias de acesso: pela Rua Moisés Fidélis da Motta ou Av. Comendador José da Silva Martha)
Dúvidas e informações: (14) 3235-8437 ou pelo e-mail feiraprofissoes@usp.br
Inscrições: http://prceu.usp.br/uspprofissoes/16fepusp/

Contato para esta pauta
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Inscrições abertas para a Semana de Computação do ICMC

Evento será realizado de 11 a 18 de agosto

Minicurso oferecido durante a 19ª Semcomp.
Estão abertas as inscrições para a 20ª Semana de Computação (Semcomp) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O evento, que tem como objetivo complementar a formação profissional e acadêmica dos participantes, será realizado de 11 a 18 de agosto, e contará com uma programação bastante diversificada: palestras, minicursos, atividades culturais e feira de recrutamento.

Qualquer pessoa interessada em computação pode participar da Semcomp. A inscrição é gratuita e deve ser feita no site do evento até o dia 10 de agosto. Quem deseja participar dos minicursos precisa pagar uma taxa de R$ 35, que dá direito a fazer dois deles. O participante também pode adquirir o plano que dá acesso a todos os coffee-breaks do evento, por R$ 60.

Programação ampla - A 20ª Semcomp contará, ao todo, com 12 palestras, 22 minicursos e oito atividades culturais. O evento terá início na sexta-feira com a tradicional Game Jam, onde os participantes deverão se reunir em equipes para desenvolver um jogo em apenas 48 horas. Um dos destaques é a feira de recrutamento, que aproxima os estudantes de empresas da área, além do Acadêmica, que pretende despertar o interesse pela iniciação científica e pós-graduação nos alunos.

A Semcomp também contará com atividades culturais, que promovem a integração entre os participantes, como a Gamenight, uma madrugada inteira com jogos de diversos consoles, sarau, feira do livro e luau. Neste ano, haverá ainda o Semcomp Legacy, um desafio que vai levar os participantes em uma viagem pelas 19 edições anteriores do evento. Veja a programação completa clicando aqui.

Realização - A Semcomp é promovida anualmente por alunos do ICMC em parceria com os grupos PET Computação e Fellowship of the Game (FoG). O evento é uma atividade obrigatória para os alunos dos cursos de Ciências de Computação e Sistemas de Informação do ICMC, cujas aulas ficam suspensas durante sua realização. Os estudantes devem participar de pelo menos 70% das atividades gratuitas para obterem presença nas disciplinas.


Texto: Alexandre Wolf - Assessoria de Comunicação do ICMC

Mais informações
Site do evento - semcomp.icmc.usp.br/20/
Seção de Eventos do ICMC: (16) 3373-9622

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Equipe de aluno do ICMC vence Hackathon promovido pela Globo

Junto com mais quatro colegas de equipe, Bruno Lemos ganhou uma viagem de três dias para o Vale do Silício depois de criar um projeto de GIFs animados

Bruno Lemos: vitória foi comemorada com mergulho na famosa piscina do Big Brother Brasil

Ele cursa Sistemas de Informação no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, em São Carlos. No último final de semana, dias 9 e 10 de abril, Bruno Lemos estava no Rio de Janeiro, especificamente dentro da casa do Big Brother Brasil, participando de uma competição de programação. Depois de 33 horas trabalhando no desenvolvimento de um projeto junto com mais quatro competidores, conquistou o primeiro lugar no hackathon promovido pela Globo. O prêmio: uma viagem de três dias para o Vale do Silício, nos Estados Unidos.

"Ir para o Vale do Silício é um sonho que tenho há muitos anos", revela Lemos, que tem apenas 23 anos. Berço de grandes empresas de tecnologia como Google e Microsoft, o Vale do Silício também é o mais famoso ecossistema de startups do mundo. Além do aluno do ICMC, fizeram parte da equipe vencedora os competidores Ezequiel França, Fábien Oliveira, Guilherme Gonzalez e Ivan Seidel. Juntos, eles criaram o projeto GINFO, que propõe uma nova experiência de consumir conteúdos relacionados à área de jornalismo, esporte e entretenimento. Aliás, o tema da competição era exatamente o futuro da produção e distribuição desse tipo de conteúdo.

Os cinco membros da equipe vencedora criaram o projeto GINFO

Lemos explica que os GIFs animados têm sido muito usados na web como divertimento, mas que também podem transmitir conteúdo de qualidade. O projeto desenvolvido pela equipe propõe a utilização de ferramentas da área de inteligência artificial e mineração de dados para gerar automaticamente esses GIFs. “Essa proposta é essencial para a Globo, que publica centenas de novas notícias por dia. Dessa forma, quando a empresa compartilhar um link no Facebook, por exemplo, será criado um GIF com um resumo do conteúdo”, conta o estudante do ICMC.

Lemos argumenta que o projeto propõe uma nova experiência de consumir conteúdos, já que um GIF animado possibilita ao público adquirir mais informações em menos tempo. “O objetivo não é substituir a notícia em texto, mas funcionar como um chamariz para gerar interesse e levar a pessoa ao conteúdo original, caso ela queira se aprofundar”, acrescenta o aluno. 

Para criar o projeto, a equipe criou um algoritmo capaz de ler noticias, analisar o conteúdo e gerar o GIF automaticamente, com o resumo da informação, incluindo somente os trechos mais importantes. “Durante o Hackathon, utilizamos a API do Globo Esporte para obter as informações sobre os jogos. Porém, o projeto pode ser aplicado a qualquer tipo de notícia”, completa o estudante.

No total, 1.984 participantes se inscreveram no Hackathon Globo 2016, mas apenas 50 foram selecionados para participar da competição. O processo seletivo levou em conta aspectos como análise de currículo, projetos já realizados, prêmios recebidos e uma entrevista por telefone. Os 50 selecionados foram separados em 10 equipes de acordo com as ideias e especializações.

Além de estudar no ICMC, Lemos é hoje desenvolvedor na startup Easy Carros. Ele desenvolve softwares desde os 12 anos de idade e já participou de oito hackathons, conquistando o primeiro lugar em quatro deles. Em dezembro, esteve em Miami na Hackathon Code4Inclusion MasterCard.

Ir para o Vale do Silício é um sonho de Bruno há muitos anos

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Com informações do site Techtudo

Mais informações
Reportagem Techtudo e vídeo:
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Ex-aluno do ICMC abre empresa na Inglaterra especializada em proteção de dados na nuvem

Ao espalhar informações pelo mundo, sistema oferece segurança e privacidade aos usuários que desejam armazenar seus arquivos na internet

Libardi é formado em Sistemas de Informação no ICMC

Ele saiu do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, para empreender em terras inglesas. Rafael Libardi está, desde dezembro, empenhado em desenvolver sua startup, a UkkoBox, cuja sede está instalada em uma incubadora de empresas e aceleradora europeia especializada em cybersegurança, situada em Londres, na Inglaterra.

A ideia de desenvolver a ferramenta surgiu durante o mestrado do ex-aluno no ICMC, quando foi orientado pelo professor Julio Cesar Estrella, do Laboratório de Sistemas Distribuídos e Programação Concorrente (LaSDPC). Ao longo de sua pesquisa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Libardi estudou questões de segurança na internet, enxergou que a área tinha potencial e poderia gerar um novo negócio. Foi isso que levou à UkkoBox, uma startup que Libardi criou junto com dois sócios: Paul Ngum, que cuida da parte de negócios da empresa, e Edgard Regolão, publicitário e designer. A startup também conta com dois programadores.

Libardi (à esquerda) e o sócio Edgard Regolão na sede da empresa, em Londres

Segundo Libardi, o principal objetivo da UkkoBox é assegurar segurança e privacidade aos usuários que desejam armazenar seus arquivos na internet. O ex-aluno, que se formou em Sistemas de Informação no ICMC, conta que a empresa se diferencia da maioria dos serviços de proteção de dados na internet disponíveis no mercado, os quais só criptografam os documentos, transformando-os em códigos: “Nós dividimos os arquivos em partes e as enviamos para diferentes provedores. Eles podem até mesmo ficar em países distintos”. Libardi diz que a vantagem de utilizar esse processo de dispersão é que, se um hacker conseguir acessar um desses pedaços dos arquivos, não haverá qualquer risco de obter as informações ali contidas. 

“Com certeza, a formação que obtive no ICMC contribuiu para o desenvolvimento da minha empresa, não só pelo conhecimento técnico que adquiri, mas também pelas iniciativas de fomento ao empreendedorismo dentro da universidade, como por exemplo o Clube de Empreendedorismo da USP”, revela o ex-aluno. Outra oportunidade que surgiu para Libardi enquanto estudava no Instituto foi a possibilidade de participar do primeiro programa de aceleração de startups realizado dentro da USP, o Disrupt: Transformando ciência em negócios tecnológicos, que aconteceu em junho do ano passado. Dos 117 projetos inscritos no programa, apenas 15 foram escolhidos e entre eles estava a UkkoBox.

Ao participar do Programa, a empresa recebeu instruções da aceleradora Startup Farm: “Eles nos ofereceram espaço, aulas de negócio, técnicas de relacionamento com clientes, além de mentorias com grandes investidores e empresários de multinacionais”. Libardi diz ainda que foi muito importante ter recebido essas orientações, pois além de fazer muitos contatos, pôde entender como sua pesquisa poderia ser aplicada ao mercado.

Em setembro de 2015, a UkkoBox foi uma das seis finalistas na competição Visa Innovation Exchange, que ocorreu em Tel-Aviv (Israel). Durante o evento, Libardi foi convidado por Howard Elsey, gerente da Visa Europe Collab, para receber uma nova aceleração para sua empresa, desta vez na Cyber London. Após cerca de um mês trabalhando na Inglaterra, uma versão de testes do serviço já está disponível gratuitamente no site da UkkoBox. Basta o usuário se cadastrar, fazer o download do programa que, automaticamente, uma pasta será criada no computador, onde todos os arquivos poderão ser armazenados. 

O ex-aluno finaliza com uma mensagem para os estudantes que sonham um dia em abrir o próprio negócio: “Não pense no que vocês querem ser quando terminarem a faculdade, mas sim em quais problemas desejam resolver”.

Mensagem no site da empresa destaca a questão da segurança dos dados

Texto: Denise Casatti e Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação ICMC/USP


Mais informações
Site da UkkoBox: http://www.ukkobox.com/
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Inscrições abertas para estágio na área de computação no ICMC


Estão abertas, até o dia 15 de fevereiro, as inscrições para uma vaga de estágio no Departamento de Sistemas de Computação (SSC) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Podem se candidatar à vaga alunos dos cursos de Sistemas de Informação, Engenharia de Computação, Análise de Sistemas ou Ciências de Computação que tenham completado pelo menos o 5º semestre do curso.

O processo seletivo será composto por duas fases: na primeira, será aplicada uma prova objetiva de múltipla escolha, que é eliminatória e classificatória, com 25 questões valendo quatro pontos cada uma. Já na segunda fase, que é classificatória, serão avaliados o rendimento acadêmico e a trajetória profissional do estudante. Os candidatos deverão ter conhecimentos em banco de dados, programação para web, HTML, CCSS, Javascript, programação em PhP, CMS Drupal e engenharia de software.

As datas e horários do processo seletivo serão divulgadas oportunamente no site do Instituto, em Oportunidades. O estagiário selecionado será remunerado com bolsa de complementação educacional no valor de R$ 682,49, além de auxílio transporte, numa jornada de atividade de 20 (vinte) horas semanais. O estágio terá a duração prevista de 12 (doze) meses, podendo ser prorrogado até o prazo máximo de 2 anos.

Os alunos dos cursos de graduação existentes no campus da USP, em São Carlos, terão prioridade na convocação para preenchimento da vaga. Clique aqui para conferir o edital completo do processo seletivo.

Mais informações
Serviço de pessoal e expediente do ICMC: (16) 3373-9630
E-mail: pessoal@icmc.usp.br

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Sonho realizado: estudantes selecionados pelo SISU realizam matrícula na USP em São Carlos

Pela primeira vez em sua história, Universidade recebe alunos aprovados no ENEM


Alef na matrícula: ele vai cursar Sistemas de Informação no ICMC

Eles estão realizando o sonho de ingressar na melhor Universidade do Brasil de um jeito inédito. “Acredito que a adesão da USP ao SISU abriu o leque de opções e ofereceu mais oportunidades, além de manter a qualidade dos alunos aprovados”, diz Luna Cunha, de 17 anos, recém-aprovada em Estatística. Ela preencheu uma das 86 vagas oferecidas pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, através do Sistema de Seleção Unificada (SISU).

A nova forma de ingresso foi aprovada pelo Conselho Universitário da USP em junho do ano passado e cada uma das 42 unidades de ensino e pesquisa da Universidade teve liberdade para aderir ao SISU, definir quantas vagas disponibilizaria e de que forma. A iniciativa está alinhada com a busca pelo aperfeiçoamento das políticas de inclusão social na instituição. 

Para Luana, com a adesão ao SISU, USP ampliou as oportunidades
No campus da USP em São Carlos, além do ICMC, os Institutos de Física (IFSC) e de Química (IQSC) também aderiram à nova maneira de seleção, totalizando 110 vagas disponibilizadas. “É maravilhoso fazer a matrícula desses alunos, pois nós acompanhamos o processo de adesão ao SISU desde o início e hoje estamos vendo o resultado. É uma vitória da USP”, celebra Edmeia Martins, representante da pró-reitoria de graduação da Universidade que estava realizando a matrícula dos estudantes na última terça-feira, 26 de janeiro, no auditório Sérgio Mascarenhas, no IFSC.

Luna veio de Taquaritinga para fazer o que sempre desejou: “Gosto muito de matemática e descobri que a Estatística pode me abrir grandes oportunidades tanto aqui quanto no exterior”, revela a caloura.

Quem também acaba de ingressar no ICMC pelo SISU, mas para estudar Ciências de Computação, é Moacyr Ferreira, de 18 anos. Foram 15 horas de viagem de Vitória, no Espírito Santo, até São Carlos. “Até ano passado não sabia o que queria fazer, mas depois que participei de um curso de introdução à computação para alunos do ensino médio, na Universidade Federal de Vitória, comecei a gostar da área”, explica o recém-aprovado, que sonha trabalhar na indústria de jogos. O estudante revelou ainda que não teria condições de passar no curso pela Fuvest: “Teria que pagar inscrição, hospedagem, então nem me inscrevi no vestibular”.

De Vitória para São Carlos: Moacyr escolheu Ciências de Computação
Já Alef Santos, de 18 anos, descobriu que a USP oferecia vagas pelo SISU no dia em que se inscreveu no site do Sistema. “Achei ótimo, pois também estava concorrendo a vagas pela Fuvest. Mas, com essa adesão, já consegui garantir a minha e agora posso correr atrás de outras coisas como moradia”, conta o recém-aprovado em Sistemas de Informação no ICMC. O estudante decidiu por esse curso depois de participar de uma feira de profissões realizada em sua escola em São Roque, no interior de São Paulo: “Dois alunos da USP participaram do evento e me orientaram a fazer a escolha certa. Eu tinha dúvidas se fazia algo ligado à administração ou à computação. Eles me explicaram que, com Sistemas de Informação, eu poderia atuar na área corporativa com computação e unir esses dois campos”. O aluno tem um cunhado fazendo o mesmo curso no ICMC e não vê a hora do início das aulas: “Estou ansioso, meu cunhado já me colocou no grupo dos bixos no Facebook. Muitos veteranos me adicionaram”, finaliza, rindo.

Funcionárias da pró-reitoria de graduação realizaram as matrículas
Caráter experimental – O SISU é o sistema informatizado, gerenciado pelo Ministério da Educação, no qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A participação da USP no Sistema está acontecendo em caráter experimental. Do total de 11.057 vagas que foram oferecidas no vestibular 2016 por todas as unidades da USP, 9.558 continuaram a ser oferecidas pela Fuvest e 1.499 foram destinadas ao SISU.

No caso do ICMC, há, no total, 335 vagas em seus oito cursos de graduação e, em 2016, 86 delas foram reservadas para o ingresso via SISU, todas na modalidade da ampla concorrência. Veja, a seguir, a tabela com as vagas oferecidas pelo Instituto. Para acessar a tabela completa de todos os cursos da USP e as vagas destinadas ao Sisu, clique aqui.




Texto e fotos: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Ideia inovadora para realização de pagamentos mais rápidos e seguros concorre a R$ 100 mil no Prêmio Santander Empreendedorismo

Estudante do ICMC é um dos 15 finalistas no Prêmio, que reconhecerá as cinco melhores propostas fornecendo recursos para o desenvolvimento dos projetos, bolsas de estudos, mentorias e cursos on-line

Flávio e Ellen: aluno e orientadora estão entre os 15 melhores projetos

Quanto vale uma ideia? No caso do estudante Flávio Salviano Junior, a resposta é exatamente R$ 100 mil. Ele está no terceiro ano do curso de Sistemas de Informação no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e é um dos finalistas do Prêmio Santander Empreendedorismo. A proposta de Salviano propõe uma mudança no modelo que usamos para realizar pagamentos: ele quer desenvolver um sistema em que, para efetuar uma compra, você precisará apenas fornecer o número de seu telefone celular.

“O objetivo é propor uma nova tecnologia para efetuar o pagamento, tornando o processo mais seguro, pois as pessoas não precisarão repassar informações de seus cartões aos estabelecimentos comerciais”, explica o estudante. Aumentar a confiabilidade nas compras online e evitar o tráfego de informações confidenciais na rede são algumas das vantagens adicionais do sistema que Salviano pretende desenvolver, que já tem nome: PayCloud.

A proposta funciona de uma forma bastante simples: os compradores precisarão cadastrar os dados de seus cartões e demais informações pessoais uma única vez na plataforma PayCloud. Por sua vez, os vendedores também deverão se cadastrar na plataforma para poderem utilizar o sistema. Ao realizarem esse cadastro, compradores e vendedores poderão se comunicar por meio da plataforma usando um aplicativo. Assim, quando for efetuar uma compra, bastará os compradores fornecerem o número do celular aos vendedores cadastrados. Com o número em mãos, os vendedores enviarão uma solicitação de pagamento para aquele telefone por meio do PayCloud. Ao receber a solicitação, basta o comprador acessar o aplicativo, inserir sua senha e autorizar o pagamento com um dos cartões já cadastrados no sistema. Automaticamente, o PayCloud enviará um comprovante de pagamento para o lojista.

“É um sistema que pretende solucionar o problema de quem não efetua compras pela internet porque tem receio de disponibilizar informações confidenciais em qualquer site e o dilema de quem sai de casa para ir a uma loja e fica com medo de ter sua carteira ou cartão roubados”, destaca Salviano. Por ter conquistado uma colocação entre os 15 projetos finalistas no Prêmio Santander Empreendedorismo, nesta terça-feira, 17 de novembro, o estudante vai apresentar sua proposta em São Paulo para um grupo de especialistas que o ajudará a aprimorar sua apresentação. No dia seguinte, será o momento de mostrar sua ideia para uma comissão julgadora composta por executivos brasileiros e, na quinta, Salviano saberá se está na lista dos cinco projetos vencedores. Além de receber R$ 100 mil, os vencedores e os professores que os orientaram terão direito a uma bolsa de estudos na Babson College, em Boston, nos Estados Unidos, e a mentoria e licenças online fornecidas por uma empresa brasileira reconhecida na área de empreendedorismo.

“Desde quando ele me apresentou a ideia, achei que tinha potencial porque era algo simples e inovador”, conta Ellen Francine, professora do ICMC que orientou Salviano durante o desenvolvimento do projeto. “É um sistema totalmente viável computacionalmente. É claro que ele precisará tratar especialmente os aspectos de segurança, mas qualquer método de pagamento exige isso”, completou a professora. Para ela, o projeto de Salviano está em sintonia com a tendência de ampliação no uso dos dispositivos móveis: “Antes, não vivíamos sem o cheque. Agora, pagamos no cartão. Mas daqui a pouco, faremos tudo via celular. Essa é uma tendência e ele traz essa visão de futuro em seu projeto”.

Comerciantes e usuários que possuem cartões de crédito e de débito
são os clientes potenciais da ferramenta

Perfil empreendedor – Salviano é analista de sistemas em uma empresa da área de tecnologia em Araraquara e descobriu a oportunidade de participar do Prêmio Santander Empreendedorismo por causa de um e-mail que recebeu com o título “Links da semana”, enviado todas as sextas-feiras pelo ICMC. Quando leu o edital do Prêmio, faltavam apenas duas semanas para as inscrições acabarem. Mas notou que não era preciso desenvolver o projeto, bastava apresentar uma ideia. Então, resolveu tentar. Enviou uma mensagem para a coordenadora do curso, professora Simone Souza, que imediatamente encaminhou a solicitação para a docente responsável por ministrar a disciplina de empreendedorismo. Foi assim que o estudante conheceu a professora Ellen.

Há cerca de 10 anos, Ellen é uma das responsáveis pela disciplina de empreendedorismo, oferecida aos alunos dos cursos de Sistemas de Informação e Engenharia de Computação. “Temos cada vez mais alunos interessados em empreender e o ICMC busca estimulá-los. Mas muitos estudantes não sabem como começar, por isso, nas aulas, busco mostrar quais são os passos iniciais para empreender”. A professora conta que usa o modelo de sumário executivo do Prêmio Santander Empreendedorismo durante as aulas e que sua intenção é motivar a vertente empreendedora também nos estudantes da pós-graduação do Instituto: “Queremos incentivar os alunos a desenvolverem suas pesquisas já pensando em criar produtos com inovação”.

Segundo Ellen, Salviano tem o perfil de um empreendedor: mesmo ainda não sendo aluno da disciplina de empreendedorismo, a qual só cursará no próximo ano, ele foi proativo e correu atrás de todas as informações de que precisava para construir o sumário executivo de seu projeto, requisito básico para participar da competição. Depois, precisou contar com o mesmo autodidatismo para desenvolver o plano de negócios. “Para ser um empreendedor, não basta ter uma boa ideia, é preciso também enxergar as oportunidades”, revela a professora. “Ele tem essa inquietação típica de quem quer empreender”, acrescenta. 

E a inquietação de Salviano já mobilizou a família. Ele conquistou dois sócios: a própria namorada, Caroline dos Santos, que cursa Ciências de Computação na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar); e seu irmão, Henrique Salviano, que cursa Estatística na UFSCar. Na próxima quinta-feira, todos estarão torcendo para que Salviano comece a trilhar uma nova etapa de sua vida. “Quero ter algo meu e trabalhar para mim mesmo”, finaliza. 

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC

Mais informações
Lista dos finalistas no Prêmio Santander Empreendedorismo: icmc.usp.br/e/233a4
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 30 de março de 2015

De olho na FUVEST: ICMC lança guia para orientar vestibulandos

Novo material é um convite para que estudantes conheçam os cursos oferecidos pelo Instituto, entendam suas diferenças e vislumbrem as inúmeras oportunidades existentes para quem se torna um aluno USP

Capa do guia: convite para o leitor mergulhar no universo do ICMC

"Faça parte do futuro": uma frase convida os estudantes a mergulharem no universo do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. É assim o começo do guia que o Instituto está lançando especialmente para esclarecer as dúvidas dos vestibulandos e ajudá-los a tomar a decisão certa na hora de escolher a futura carreira profissional.

Disponível online (em PDF e no ISSUU), a versão impressa do guia será distribuída pela primeira vez durante a visita monitorada que acontecerá no ICMC na próxima quarta-feira, 1 de abril (veja aqui como participar). O material também será entregue aos estudantes que visitarem o estande do Instituto nas Feiras de Profissões da USP e em demais eventos voltados aos vestibulandos.

Nas 49 páginas do guia, é possível encontrar informações sobre os oito cursos oferecidos pelo Instituto, as perspectivas de carreira de cada um e as diferenças entre eles. Além disso, o material mostra como os estudantes poderão se inscrever na FUVEST, as oportunidades extracurriculares e as bolsas e auxílios existentes. São apresentadas, ainda, informações sobre a infraestrutura do Instituto, do campus e as vantagens de estudar em São Carlos, a capital da tecnologia. Para finalizar, há breves depoimentos de ex-alunos do ICMC.

O conceito e o projeto gráfico do guia foram concebidos pela agência de publicidade Kife, já o conteúdo ficou sob a responsabilidade da Seção de Apoio Institucional do ICMC. Qualquer dúvida sobre o material, crítica ou sugestão, basta escrever para territoriodobixo@icmc.usp.br

Mais informações
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E-mail: comunica@icmc.usp.br

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Plataforma criada por aluno do ICMC e ex-alunos da UFSCar facilita contato entre prefeituras e cidadãos

Engenheiro de software responsável pela implementação da nova plataforma é aluno do curso do Sistemas de Informação do ICMC

Equipe do Cidadera busca construir pontes entre prefeituras e cidadãos
Falta de água, alagamentos, calçadas em mau estado, postes queimados, mato alto, buraco no asfalto, lixo e entulho jogados na rua: as reclamações postadas pelos cidadãos na internet parecem não ter fim. Preocupados com a questão, um grupo criou uma plataforma gratuita para que as prefeituras possam responder a mais de oitenta tipos de reclamações da população. Um aluno do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e ex-alunos da UFSCar são os responsáveis pela iniciativa. 

"O que buscamos com isso é facilitar o trabalho das prefeituras e entregar aos gestores uma visão estratégica para a tomada de decisões. Os gestores têm acesso aos detalhes da demanda incluindo relatos, fotos e a localização no mapa da cidade, adquirida pelo GPS do celular do reclamante", explica o aluno do ICMC José Victor Bueno, 28 anos, engenheiro de software responsável pela implementação da ferramenta.

A ideia surgiu em decorrência de outro projeto lançado pelo grupo em 2013, o Cidadera, que é composto por um site e um aplicativo para o mapeamento colaborativo de problemas urbanos. Atualmente, o Cidadera é uma startup (empresa nascente de tecnologia) e em sua base de dados há cerca de dez mil reclamações em aberto. "Inicialmente, criamos um serviço na internet para os cidadãos exporem suas reclamações publicamente, principalmente aquelas que não foram atendidas pelos canais oficiais", conta Victor Morandini Stabile, idealizador do Cidadera e diretor de tecnologia. "À medida que os meses passaram e o número de reclamações publicadas aumentou, prefeituras começaram a entrar em contato. Percebemos que muitas delas gostariam de atender melhor seus cidadãos na internet, mas não sabiam como", acrescenta.

A demanda levou a equipe a construir uma ferramenta voltada especificamente para os órgãos municipais. "Agora, atendemos os dois lados: de um deles está o cidadão, que tem suas reclamações ouvidas e, do outro, colaboramos com o gestor municipal, centralizando e organizando as demandas", comenta Bueno.

Para utilizar o canal e responder às reclamações dos cidadãos, as prefeituras devem acessar o site do serviço (http://cidadera.com/prefeituras) e fazer o cadastro, que é gratuito. Já os cidadãos que querem expor suas insatisfações podem usar tanto o site Cidadera (http://cidadera.com) quanto o aplicativo, disponível para download também gratuitamente.

Diferencial na formação - Na opinião de Bueno, a formação teórica sólida oferecida pelo curso de Sistemas de Informação do ICMC foi fundamental para o desenvolvimento da plataforma. “Os alunos que se formam na USP têm um diferencial: desenvolvem a capacidade de aprender sozinhos, tornando-se autodidatas. Por isso, somos capazes de aprender rapidamente a utilizar as ferramentas empregadas no mercado, as quais se alteram constantemente”, afirma.

O aluno do ICMC ingressou no projeto Cidadera no segundo semestre de 2014, quando fez o segundo estágio obrigatório previsto na grade curricular do curso. Foi nesse tempo que passou a desenvolver a plataforma voltada às prefeituras. Durante o primeiro estágio obrigatório, no primeiro semestre de 2014, Bueno desenvolveu um site de conteúdo para web na Sanca Ventures, uma aceleradora de startups de São Carlos. Foi lá que conheceu a equipe do Cidadera.

“Costumo dizer que a computação é a pedra lascada moderna porque é uma ferramenta que está presente em tudo no mundo. Por isso, há um campo de trabalho muito amplo para ser explorado. Em São Carlos, particularmente, há muitas empresas para estagiar”, conclui o aluno.

Mais informações
Contatos Cidadera: cidadera@cidadera.com ou (16) 3412.8349

Assessoria de Comunicação do ICMC: comunica@icmc.usp.br ou (16) 3373.9666

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

FUVEST 2015: A difícil escolha entre Ciências de Computação, Engenharia de Computação e Sistemas de Informação

Depois de decidir pelo caminho da computação, os vestibulandos precisam fazer uma escolha adicional nada fácil entre cursos que têm muito em comum, mas também diferenças relevantes; inscrições para a FUVEST vão até 8 de setembro


Para os vestibulandos que decidem percorrer a carreira da computação, a escolha profissional tem uma dose de emoção adicional: qual caminho seguir na encruzilhada entre Ciências de Computação, Engenharia de Computação e Sistemas de Informação? Quando o assunto é uma graduação na área de computação, os três cursos mais conhecidos no Brasil possuem muitas características em comum, mas há diferenças.

“Os alunos desses cursos terão contato com muitas das áreas da computação e terão uma sólida base matemática. Vão estudar programação, banco de dados, eletrônica, redes de computadores, inteligência artificial, entre tantas outras. A diferença é que, depois desse núcleo de disciplinas em comum, cada curso direciona o aluno para um caminho um pouco diferente”, explica o professor Thiago Pardo, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

No caminho das Ciências de Computação, a trilha é software: “O aluno conhecerá a fundo os fundamentos e as teorias de computação, terá mais disciplinas voltadas para ensinar programação avançada, bancos de dados, web, desenvolvimento de software, sistemas operacionais”, conta o professor. 

A estrada da Engenharia de Computação é mais hardware: “Aqui, estuda-se mais a fundo a parte de elétrica e eletrônica, de placas e circuitos. Há também disciplinas tradicionais das engenharias, como mais química e mais física do que nos outros cursos”, explica Pardo.

Já na jornada pelos Sistemas de Informação, além do desenvolvimento de software, o destaque é a gerência de processos e de produtos, os processos de implantação e gestão de software. “Porque o objetivo é formar profissionais capazes de projetar e desenvolver os sistemas que controlam os negócios de uma empresa”, completa o professor.

Para exemplificar, de maneira simplista, pense em um smartphone. Se você gosta de instalar aplicativos no aparelho e adoraria desenvolver seus próprios aplicativos, há indícios de que Ciências de Computação é o seu caminho. Se você também gosta de lidar com pessoas, de gerenciar grupos de conversa e processos de desenvolvimento, Sistemas de Informação pode ser uma boa opção. Mas se a sua vontade é de desmontar o aparelho, entender e pesquisar o que tem lá dentro, então, considere Engenharia de Computação.

Diferença entre os três cursos foi a pergunta mais repetida
pelos estudantes durante a 8ª Feira de Profissões da USP

Eu quero desenvolver jogos – Na opinião do professor, os estudantes de qualquer um desses três cursos terá acesso ao conhecimento que dá base para o desenvolvimento de games. Mas o curso de Ciências de Computação costuma ser o mais recomendado nesse caso, já que o aluno terá disciplinas de programação avançada, então, poderá lidar melhor com os desafios que envolvem esse campo profissional. Na USP em São Carlos, o grupo de desenvolvimento de jogos Fellowship of the Game (FoG) é aberto à participação de alunos de todos os três cursos de graduação. 

Eu quero construir um robô – Formar-se em um desses três cursos também abre as portas para quem deseja trabalhar pesquisando e desenvolvendo tecnologias associadas à robótica. No entanto, aqui o caminho mais indicado é o da Engenharia da Computação, pois propiciará ao aluno conhecer detalhadamente aspectos técnicos relacionados ao funcionamento dessas máquinas. O grupo de robótica da USP em São Carlos, o Warthog Robotics, também é aberto à participação de alunos de todos os cursos de graduação.

Eu quero ter meu próprio negócio – Quem pretende abrir uma empresa no futuro, tal como as famosas empresas nascentes da área de tecnologia (startups), também poderá escolher qualquer um desses três cursos. Mas Sistemas de Informação costuma ser a recomendação, já que o aluno terá mais disciplinas relacionadas a empreendedorismo e administração. No ICMC, os alunos desses três cursos podem ter a experiência de gerenciar uma empresa júnior ao participar da ICMC Júnior.



Em todos os caminhos, emprego garantido – A árdua tarefa de decidir por um desses caminhos tem recompensa certa no final: emprego garantido. Como coordenador do curso de Ciências de Computação do ICMC, o professor Thiago Pardo está em sintonia com o que acontece no mercado de trabalho e garante: “No ano passado, a estimativa era de que existissem 100 mil vagas de trabalho não preenchidas nessa área por falta de profissionais qualificados”.

A demanda é tão grande por profissionais que, nos processos seletivos, já não existe uma diferenciação entre os formados nos cursos da área de computação. Como as universidades não são capazes de formar profissionais na velocidade e na quantidade suficientes, hoje, quem tem um diploma em um desses três cursos vai concorrer por todas as vagas disponíveis na área, onde há oportunidades para diferentes níveis: de programador a gerente ou líder de projetos de software. “O mercado de trabalho provavelmente não vai diferenciar o aluno que se formou em um curso ou em outro. Então, o que manda na hora de escolher o caminho é mesmo a aptidão de cada um”, conclui Pardo.

Vale lembrar que as profissões relacionadas à tecnologia da informação estão entre as melhores do mundo, segundo o site norte-americano especializado em empregos CareerCast.com. Considerando-se as 20 melhores profissões do mundo, engenheiro de software está na 7ª colocação, seguido pelo analista de sistemas computacionais no 8º lugar e, na 19ª posição, está o administrador de sistemas computacionais. O destaque para o desenvolvedor de software também aparece em outra pesquisa, divulgada pela revista Forbes no final do ano passado, em que se revela que essa é a profissão mais bem remunerada nos Estados Unidos e que apresentou o maior incremento no número de postos de trabalho. Outra pesquisa interessante, publicada pela revista Info Exame no início deste ano, mostra qual é a média salarial para mais de 180 cargos da área de tecnologia da informação no Brasil. 

Saiba mais:
Acesse as grades curriculares dos cursos de computação oferecidos pelo ICMC. Assim, você poderá conhecer todas as disciplinas que farão parte da sua trajetória em cada um desses cursos:

Ciências de Computação: icmc.usp.br/e/19a51
Engenharia de Computação: icmc.usp.br/e/8ddba
Sistemas de Informação: icmc.usp.br/e/d8f1d

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Fotos: a última imagem (computador) é de autoria de Nilton Junior/Artyphotos; as demais são de autoria de Denise Casatti/Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Serviço de Graduação do ICMC
Telefone: (16) 3373.9639
E-mail: grad@icmc.usp.br

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Reconhecimento para quem tem boas notas

Estudantes dos cursos de Ciências de Computação e Sistemas de Informação do ICMC que têm bom desempenho acadêmico são homenageados

Eles conseguiram alcançar média superior ou igual a 9,0
Eles são destaque no ICMC porque conseguiram alcançar uma média ponderada completa igual ou superior a 9,0. Somam-se aqui todas as médias obtidas nas disciplinas cursadas, levando em conta inclusive as reprovações. Além disso, para ter um bom desempenho acadêmico, o aluno pode ter, no máximo, uma reprovação para cada dois semestres cursados.

O reconhecimento a esses alunos com bom desempenho acadêmico aconteceu na cerimônia realizada na última sexta-feira, 11 de outubro, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano. Considerando-se todos os alunos atualmente matriculados no curso de Ciências de Computação, 21 estudantes conseguiram alcançar média igual ou superior a 9,0. Quanto ao curso de Sistemas de Informação, 10 alunos atingiram essa média. A premiação foi instituída pela Comissão de Graduação e visa estimular os alunos a terem boas notas e a mantê-las. 

O aluno Sady Sell Neto, que está no primeiro ano de Ciências de Computação, um dos homenageados, diz que o segredo para o bom desempenho acadêmico não se resume a estudar muito, mas também a saber como estudar. "Como eu fiz curso técnico de informática na Escola Técnica Estadual de Taquaritinga, pude manter foco nas disciplinas mais difíceis como Cálculo e Geometria Analítica", disse. 

Os pais de Sell Neto vieram de Taquaritinga especialmente para participar da homenagem. "Gostei da simplicidade e da rapidez da cerimônia", elogio Sady Roberto Sell, pai do aluno.

Sell Neto com os pais: foco nas disciplinas mais difíceis
Quem também veio de Taquaritinga para prestigiar o filho foi Cleusa Sacomano: "Estou muito orgulhosa. Ele é filho único e nota 10", contou. Loys Sacomano, que está cursando o primeiro ano de Ciências de Computação, conta que o segredo é se esforçar bastante, prestar atenção às aulas e fazer as listas de exercícios fornecidas pelos professores.

Cleusa e Loys: orgulho do filho nota 10
Confira, a seguir, a relação de todos os alunos homenageados:


Bacharelado em Ciências de Computação
Amanda Lutzenberger Ruiz 
Ana Paula dos Reis Lima 
Andre Bannwart Perina 
Andre Sa de Mello 
Bianca Madoka Shimizu Oe 
Bruno Augusto dos Santos 
Bruno Sena da Silva 
Carlos Renato Santos Rodrigues Filho 
Edesio Pinto de Souza Alcobaça Neto 
Filipe Alves Neto 
Ian Rodrigues Duléba 
Igor Souza Baliza 
Laerte Vidal Junior 
Loys Henrique Sacomano Gibertoni 
Marina Coimbra Viviani 
Matheus Giovanni Soares Beleboni 
Nathan Henrique Imamura 
Rogerio Vilela de Paulo Junior 
Sady Sell Neto 
Tales Prates Correia 
Vitor Muniz de Carvalho


Bacharelado em Sistemas de Informação
Diego da Silva Araujo
Guilherme Henrique Pereira Silva
Hicaro Rodrigues Adriano
Leandro Henrique Lourenco da Silva
Lillian Faria e Silva
Luan Gustavo Orlandi
Luis Fernando da Silva Goncalves
Myrian Renata Barros Araujo
Rodrigo Navarro Lima
Vinicius Giacometti Ramos

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Mercado de trabalho aquecido garante oportunidades para quem escolhe a área de TI

Carência por profissionais qualificados para o setor de tecnologia deve persistir pelos próximos anos e sobram vagas para aqueles que escolhem cursos da área de Computação

Segundo IDC, faltam hoje cerca de 39,9 mil profissionais na área (Nilton Junior/ArtyPhotos)
Os estudantes de ensino médio e pré-vestibulandos ouvem frequentemente duas frases na difícil hora da escolha profissional: “busque uma profissão em que você tenha prazer em trabalhar” e “para bons profissionais, sempre há bons empregos”. Mas o fato é que, além dessas inquestionáveis premissas, cada vez mais as perspectivas profissionais futuras são levadas em conta no momento de se optar por uma carreira. E quando as afinidades pessoais casam-se com as oportunidades existentes no mercado de trabalho, a escolha por um curso de graduação pode se tornar mais fácil e segura. 

Quem decide cursar Ciências de Computação, Engenharia de Computação ou Sistemas de Informação pode ter certeza de que a demanda por profissionais qualificados nessas áreas deve continuar crescendo nos próximos anos. “Ao longo da minha carreira, não vi ninguém ficar desempregado, por pior profissional que fosse. A área de TI está muito presente nas empresas, é fundamental para que elas funcionem e também para que economizem recursos. Assim, as grandes empresas investem na área para obter, não só melhorias, como maiores lucros”, contou o líder de equipe da IBM, Guilherme Leite. 

Ele se formou em Sistemas de Informação em 2009, pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), da USP São Carlos. Antes mesmo de concluir o curso, Leite começou a trabalhar na área em 2005, desenvolvendo projetos para a TAM. Um ano e meio depois, foi para a IBM, onde permanece até hoje.
Leite: ao longo da carreira, não viu ninguém ficar desempregado (Denise Casatti)
Segundo a consultoria IDC, existe atualmente no Brasil um déficit de cerca de 39,9 mil profissionais de tecnologia e, até 2015, esse número deve crescer para 117 mil vagas. Provedora global de inteligência de mercado, a IDC presta serviços de consultoria e realiza eventos para indústrias de tecnologia da informação e telecomunicações. De acordo com a empresa, essa carência de recursos humanos se deve especialmente a três fatores: rápida expansão das empresas de infraestrutura e tecnologia do país; adoção acelerada de serviços de TI pela iniciativa privada e pelo setor público; e a ocorrência da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016.

A demanda no mercado pelos profissionais de TI é tão grande atualmente que, segundo o professor Adenilso Simão, do ICMC, já não há grande diferença na área de atuação profissional entre aqueles que se formam em Engenharia de Computação, Ciências de Computação e Sistemas de Informação. “Existem tarefas que são próprias de cada um desses profissionais, porém, hoje, é comum encontrar pessoas formadas nesses três cursos trabalhando em um mesmo projeto, com a mesma atribuição. Isso não é uma regra, não é porque os cursos não deveriam ser distintos, mas devido a uma característica atual do mercado”, explicou.

O gerente de pesquisa e consultoria da IDC Brasil, Anderson Figueiredo, chama a atenção para um efeito perverso dessa grande demanda por profissionais: muitas empresas contratam alunos que ainda estão no início da graduação, oferecem bons salários e, muitas vezes, esses alunos não conseguem conciliar os estudos e o trabalho e acabam abandonando o curso. Segundo ele, no futuro, esses profissionais ficarão estagnados no mercado de trabalho por não terem conseguido concluir a formação.

“O momento é muito bom e o mercado demanda gente. Mas quem tem uma formação mais qualificada terá um diferencial. A gente percebe que, depois de uns dois ou três anos no mercado, aqueles que possuem uma melhor base teórica têm mais capacidade para enfrentar os desafios e, consequentemente, ocupam cargos mais altos”, afirmou Figueiredo. 


De olho na carreira e no salário

De forma geral, os especialistas entrevistados concordam que, atualmente, é difícil ficar desempregado na área de TI. Mas a questão é que não é apenas a garantia de uma vaga no mercado de trabalho que está em jogo aqui. Por isso, a escolha por uma universidade de qualidade, capaz de oferecer uma formação sólida, pode assegurar boas perspectivas futuras em termos de carreira e salário.

A docente do ICMC Ellen Barbosa conta que já ouviu muitos estudantes do ensino médio dizerem que sabem programar e que nunca precisaram fazer um curso de graduação para isso. “De fato, uma coisa é você saber programar e outra é ter toda essa base teórica e prática fornecidas pelos cursos de Ciências de Computação, Engenharia de Computação e Sistemas de Informação. Porque aí você tem um diferencial, um conhecimento muito maior para poder atuar no mercado de trabalho e conseguir melhores colocações”, explicou. 

“Depois que você passou por todos os cálculos, toda a matemática, a sua base teórica é diferente. E a possibilidade de estágios que a gente oferece por meio dos contatos com as empresas dá a visão prática. Por isso, a maioria dos nossos alunos da graduação já saem empregados e com boas perspectivas de carreira”, completou Barbosa.

Uma sólida base teórica faz diferença na carreira profissional (Nilton Junior/ArtyPhotos)
De acordo com o gerente de projetos da TOVTS Eduardo Siufi, que cursou Engenharia de Computação no ICMC, o crescimento na carreira é relativamente rápido, desde que você se adapte ao longo do caminho. “Normalmente, iniciamos como técnicos especialistas, mas precisamos desenvolver nossos conhecimentos sobre gestão e o lado mais generalista. Caso contrário, corremos o risco de ficar estagnados, e isso diminuir a nossa empregabilidade”, disse. 

Ele lembra que sair da faculdade e em três anos "dominar o mundo" acontece com pouquíssimas pessoas. “Algumas vezes temos que ser pé no chão e reconhecer que alguns desafios são maiores do que imaginamos. O mais importante é procurar um emprego ou uma atividade em que você se sinta constantemente desafiado, motivado e tenha reconhecimento para seus avanços”, acrescentou Siufi.


De olho nas pesquisas

Você sabia que as profissões de Engenheiro de Software e Analista de Computação estão no ranking das dez melhores nos Estados Unidos? A informação foi divulgada no início deste ano por um site norte-americano especializado em empregos, o CareerCast.com. O levantamento baseou-se em cinco critérios: demandas físicas, ambiente de trabalho, renda, estresse e perspectivas de contratação.

Outra pesquisa recentemente divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a carreira de nível superior que mais gerou postos de trabalho no Brasil entre 2009 e 2012 foi a de analista de TI. De cada cem postos de trabalho gerados nesse período no país, 16 correspondiam à carreira de analista de TI. A mesma pesquisa revelou quais foram as ocupações de nível superior com maiores ganhos salariais entre 2009 e 2012. Nesse caso, a área de computação ocupa a 16ª colocação. 

Mas um dos responsáveis pela pesquisa do Ipea, Paulo Meyer Nascimento, faz uma ressalva: há uma particularidade na área de TI, pois muitos bônus que são pagos aos profissionais não são incorporados aos salários. Como o levantamento do Ipea é realizado com base em dados referentes apenas ao salário efetivamente registrado em carteira e ao emprego formal, a pesquisa pode não representar um retrato exato dos ganhos salarias efetivamente obtidos por esses profissionais ao longo do período.

Além disso, considerando-se o mercado informal, talvez o número de vagas criado durante esse tempo possa ser ainda maior. Está aí mais um motivo para acreditar que será mesmo difícil ficar desempregado na área de TI nos próximos anos.

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC