Mostrando postagens com marcador IEA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador IEA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Game utiliza leguminosas para falar sobre nutrição e biologia

O objetivo do jogo é impedir que os inimigos percorram caminhos em um mapa

Neste jogo estilo tower defense, as próprias leguminosas fazem o papel de torres e atacam seus inimigos naturais

Lentilha, feijão, grão-de-bico, ervilha, soja e amendoim. Nem todo mundo é fã dessas leguminosas, mas elas têm um papel fundamental na alimentação e até mesmo na fertilidade do solo. Para comemorar o Ano Internacional das Leguminosas, instituído pela ONU em 2016, e reforçar a importância delas e de alguns conceitos de biologia envolvidos em seu cultivo, a Agência Ciência Web, um projeto do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP – Polo São Carlos, criou o jogo Sasonimugel. Ele já está disponível no Portal Ciência Web.

Mas de onde vem esse nome tão peculiar? “Na verdade, Sasonimugel nada mais é do que a palavra ‘leguminosas’ escrita ao contrário. Também quis dar a sensação de algo relacionado a sazonal, uma característica desses tipos de cultura”, explica Márcio Gonçalves de Araújo, estudante do curso de Estatística do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos. Ele é responsável pelo desenvolvimento do jogo e bolsista de iniciação científica da agência.

Sasonimugel faz parte da categoria tower defense, um subgênero de videogames de estratégia em tempo real. O objetivo desse tipo de jogo é impedir que inimigos percorram caminhos em um mapa. Ao longo desses caminhos, há torres que atiram nos inimigos enquanto eles passam. No caso do game, essas torres são representadas por ervilhas, sojas, grãos-de-bico, amendoins, feijões e lentilhas.

Tela inicial do jogo, cuja inspiração é o Ano Internacional das Leguminosas

As características de cada uma delas no jogo foram pensadas a partir de informações nutricionais. Outros dois integrantes da equipe da Agência Ciência Web, o estagiário Gevair Norberto de Souza e a bolsista de iniciação científica Ana Laura Junqueira, ambos alunos do curso de Licenciatura em Ciência Exatas da USP em São Carlos, fizeram um levantamento dessas informações para Araújo, que também levou em consideração a popularidade de cada leguminosa para atribuir um alcance de ataque. “Por exemplo, o feijão, que é um produto largamente consumido no Brasil, tem o maior alcance do jogo”, diz ele.

Os recursos do jogador para instalar cada leguminosa ao longo dos caminhos são medidos em Rhizobium, uma bactéria com papel fundamental no ciclo do nitrogênio. Ela é responsável por fazer a fixação do nitrogênio, ou seja, convertê-lo em íons de amônio, o que só acontece se a Rhizobium estiver em relação de mutualismo com as raízes das leguminosas. Cada fase começa com uma determinada quantidade desse recurso, que vai aumentando de acordo com os ataques das leguminosas aos inimigos naturais.

“Esperamos que o jogo, além de trazer, de fato, diversas informações interessantes sobre leguminosas, possa agir como um fator motivacional a respeito do tema, incentivando os jogadores a buscar mais conhecimento não só sobre leguminosas, mas também sobre outros tópicos de biologia relacionados a elas”, diz Araújo.

Márcio Araújo, Gevair Souza e a Ana Laura Junqueira, que ajudaram a desenvolver o game

Desenvolvendo o jogo - O projeto foi dividido em quatro etapas: definição da plataforma, definição do tema, definição do formato de jogo e decisões criativas. “Escolhemos a plataforma Adobe Flash por fornecer técnicas relevantes e ágeis, com uma interface intuitiva e atraente à forma de estruturação e organização dos componentes do jogo. Além disso, a linguagem ActionScript 3.0, que é a linguagem de programação da plataforma Adobe Flash, tem uma boa capacidade de se comunicar com outras linguagens de programação, como Java e PHP”, explica Araújo.

Ele também encarou vários desafios durante o processo de criação, já que não sabia programar nessa linguagem e procurou aprender por meio de vídeos e tutoriais. “Os principais desafios foram em relação ao design do jogo, tanto na parte de arte quanto na parte do conceito como um todo. Foram horas assistindo tutoriais sobre pixel art, sobre o funcionamento de softwares específicos para ilustração, e desenhando cada personagem do jogo, de forma que só de olhar você percebe que todos pertencem ao mesmo universo”, conta.

Mas o sacrifício valeu a pena. “Todo conhecimento adquirido foi importante para minha formação, bem como a oportunidade de participar da criação de um produto que pode ser jogado por qualquer pessoa. Isso foi realmente enriquecedor”, conclui Araújo.

Os frutos trazidos por Sasonimugel ao bolsista não param por aí. O jogo também foi tema de um trabalho apresentado por ele na XI Semana da Licenciatura em Ciências Exatas (SeLic) do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP. O pôster foi um dos três premiados com menção honrosa ao final do evento.

Texto: Thaís Cardoso/Instituto de Estudos Avançados – Polo São Carlos
Fotos: Agência Ciência Web

Mais informações

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social: de olho na natureza

Fotografia e observação de aves são tema desta semana no ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social


De que forma a fotografia pode contribuir com a preservação da natureza? Para responder a essa pergunta, o ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social traz, nesta quinta, 8 de outubro, o fotógrafo são-carlense Daniel Alexandre da Silva.

Daniel já atuou na área de artes plásticas, participou de concursos de esculturas promovidos por uma indústria em que trabalhou e há pouco tempo passou a se dedicar à fotografia. Após um passeio com o Grupo de Observadores de Aves de São Carlos, descobriu a paixão pela observação de aves e, desde então, já registrou mais de 180 espécies com suas lentes. Atualmente, mantém uma página no Facebook com fotos de sua autoria e ajuda a atualizar o site WikiAves.

Na palestra, Daniel vai falar sobre como deve ser a preparação para a prática da observação de aves e explicar quais os equipamentos ideais para o registro fotográficos das espécies. Ele também vai mostrar alguns registros feitos por suas lentes e como eles foram feitos. No final, destacará como a observação e a fotografia ajudam na conscientização das pessoas para a preservação do meio ambiente.

A palestra será realizada no Museu da Ciência Mário Tolentino, em São Carlos, a partir das 14h30. A entrada é gratuita e não é necessário se inscrever para participar do evento. Mais informações pelo site www.cienciaweb.org.br/cienciaeriquezasocial ou pelo telefone (16) 3307 6903.

Sobre o ciclo de palestras - Com o objetivo de mostrar a ciência desenvolvida nas universidades e institutos de pesquisa e como isso impacta a economia e a vida dos cidadãos, o ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social traz, a cada quinze dias, sempre às quintas-feiras, diversos professores e pesquisadores para interagir com a comunidade. O evento é promovido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo São Carlos da USP, pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAPSoL), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, e pelo Museu da Ciência Mário Tolentino.

Texto: Thays Cardoso - IEA Polo São Carlos

Ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social – Palestra com Daniel Alexandre da Silva
Quando: 8 de outubro, quinta-feira, às 14h30
Onde: Museu da Ciência Mário Tolentino – Praça Coronel Sales, s/nº (na esquina da Rua Major José Inácio com a Av. São Carlos), em São Carlos (SP)
Quanto: entrada gratuita

terça-feira, 26 de maio de 2015

Ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social mostra a matemática no cotidiano

Ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social mostra como conceitos matemáticos estão envolvidos em situações do dia a dia que nem percebemos

José Alberto Cuminato, do ICMC, é o palestrante da próxima quinta-feira

Para alguns profissionais, a matemática pode parecer algo distante, que nada tem a ver com seu cotidiano. Mas a verdade é que essa ciência está envolvida em diversos momentos de nossas vidas e pode ser utilizada em situações que nem imaginamos, como na melhoria da produtividade de empresas e até mesmo em atividades governamentais.

Por isso, na próxima quinta-feira, 28 de maio, a matemática será o tema do ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social. O professor José Alberto Cuminato, do Instituto de Ciências Matemáticas e Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, vai mostrar diversos exemplos de situações em que utilizamos essa ciência sem ao menos termos consciência disso. Ele vai explicar, ainda, como conceitos matemáticos bastante sofisticados podem ser utilizados por pessoas leigas sem muita dificuldade.

Cuminato é graduado em Licenciatura em Matemática pela Unesp, tem mestrado em Matemática pela USP e mestrado e doutorado em análise numérica pela Universidade Oxford. Atualmente, é coordenador do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria, um dos Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP.

O evento será realizado a partir das 19h30, no Museu da Ciência Mário Tolentino, e marca o encerramento do ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social este semestre. A iniciativa voltará a ser realizada em agosto. A entrada é gratuita. Mais informações pelo site www.cienciaweb.com.br/cienciaeriquezasocial ou pelo telefone (16) 3307.6903.

Sobre o ciclo de palestras - Com o objetivo de mostrar a ciência desenvolvida nas universidades e institutos de pesquisa e como isso impacta a economia e a vida dos cidadãos, o Ciclo de Palestras Ciência e Riqueza Social traz, a cada quinze dias, sempre às quintas-feiras, diversos professores e pesquisadores para interagir com a comunidade. O evento é promovido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo São Carlos da USP, pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAPSoL), com sede no ICMC, e pelo Museu da Ciência Mário Tolentino.


Texto: Thaís Cardoso - Assessoria de Comunicação do IEA
Foto: Reinaldo Mizutani - Assessoria de Comunicação do ICMC

Ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social – Palestra com José Alberto Cuminato
Quando: 28 de maio, quinta-feira, às 19h30
Onde: Museu da Ciência Mário Tolentino – Praça Coronel Sales, s/nº (na esquina da Rua Major José Inácio com a Av. São Carlos), em São Carlos (SP)
Quanto: entrada gratuita
Mais informações: (16) 3307 6903

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Conhecimento que ilumina

Palestra com o docente do IFSC-USP Vanderlei Bagnato no Museu da Ciência mostra pesquisas sobre luz que estão ajudando na evolução da medicina e até no combate ao mosquito transmissor da dengue

Bagnato explicou o que é a luz e como ela interage com o mundo a nosso redor

Indispensável para a existência da vida, a luz foi o tema do terceiro evento do ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social, na noite do dia 2 de abril, quinta-feira, no Museu da Ciência Mário Tolentino, em São Carlos. Utilizando kits educativos e alguns experimentos sobre ótica, o docente do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP Vanderlei Bagnato explicou o que é a luz e como ela interage com o mundo ao nosso redor.

O momento para a discussão do tema não poderia ser mais propício: 2015 foi escolhido pela Unesco o Ano Internacional da Luz. Bagnato, que é um dos delegados da Unesco para a data, esteve presente na abertura das comemorações, realizada em Paris, a Cidade Luz. “O Brasil é um líder nessa área, há muitas pesquisas realizadas aqui. O País foi citado quatro vezes nessa cerimônia de abertura, inclusive São Carlos, que é o maior parque de empresas de ótica do mundo”, diz ele.

Embora, segundo o docente, a luz seja um direito básico da humanidade, 20% do mundo ainda precisam encerrar as atividades ao entardecer porque não dispõem de energia elétrica. As comemorações do Ano Internacional buscam uma reflexão sobre isso e também lembram datas especiais, como os mil anos da publicação de um tratado sobre óptica escrito pelo cientista árabe Ibn al-Haytham, os 110 anos da introdução ao conceito de fóton dada por Albert Einstein e os 50 anos da descoberta da fibra óptica, entre outras.

Outro tópico abordado foi a produção da luz, a partir da conversão de energia, e o funcionamento dos diferentes tipos de luz, como as lâmpadas e os leds. Bagnato lembrou que a luz é uma onda e o que muda basicamente é sua frequência. Por isso, os raios X e a radiação gama também são tipos de luz.

O público também pôde interagir com alguns experimentos trazidos pelo docente, como os que explicavam a formação das cores. De uma forma simples e dinâmica, ele mostrou até como funcionam aparelhos do dia a dia, como o forno de micro-ondas.

Bagnato explicou ainda a importância da luz na área da saúde, lembrando descobertas como o microscópio, que permitiu a evolução da medicina, e mostrando tecnologias mais recentes, como a biofotônica. “Hoje os pesquisadores conseguiram entender tão bem a luz que conseguem usá-la para manipular as células e descobrir se são normais ou cancerosas”, conta ele.

Segundo o docente, além do combate ao câncer de pele e ao câncer de colo de útero, as pesquisas com biofotônica estão ajudando até no combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. “Descobrimos que a larva gosta de uma substância natural, à base de curcumina. Quando ela é exposta à luz do sol, acaba morrendo. E essa substância também é decomposta pela luz, portanto não é poluente”, diz.

Sobre o Ciclo de Palestras - Com o objetivo de mostrar a ciência desenvolvida nas universidades e institutos de pesquisa e como isso impacta a economia e a vida dos cidadãos, o ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social traz, a cada quinze dias, sempre às quintas-feiras, diversos professores e pesquisadores para interagir com a comunidade. O evento é promovido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo São Carlos da USP, pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAPSoL), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, e pelo Museu da Ciência Mário Tolentino.

Texto: Thaís Cardoso - Assessoria de Comunicação IEA

Entre a modernidade e o desenvolvimento

Quarto evento do Ciclo de Palestras Ciência e Riqueza Social com José Galizia Tundisi mostra que, embora o Brasil tenha acesso a tecnologias, ainda está longe de ser um país desenvolvido; solução, segundo ele, está na inserção de mais ciência na educação

O Brasil atualmente está em uma encruzilhada: é um país moderno, porém não é um país desenvolvido. Mas o que deve ser feito para superar isso? Essa foi a principal questão abordada no quarto evento do Ciclo de Palestras Ciência e Riqueza Social, realizado na noite de 16 de abril, quinta-feria, no Museu da Ciência Mário Tolentino. A palestra, promovida pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo São Carlos, pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAPSoL) e pelo Museu da Ciência Mário Tolentino, reuniu cerca de 80 pessoas.

O palestrante, o pesquisador do Instituto Internacional de Ecologia (IIE) José Galizia Tundisi, exemplificou a diferença entre desenvolvimento e modernidade com um dado bem próximo do dia a dia do público. “Temos no Brasil mais pessoas com telefone celular do que com saneamento básico. Ora, o celular é uma modernidade, mas o saneamento é desenvolvimento porque tem grande importância para a vida e para a saúde das pessoas. Essa diferença entre modernidade e desenvolvimento não está clara nem mesmo para muitas de nossas autoridades”, alertou ele.

Tundisi mostrou diversos exemplos de como o mundo está se tornando complexo. “Tudo está aumentando ao longo do tempo: a população, o consumo de água, alimentos, combustíveis, a produção, o envelhecimento, a urbanização e até a disseminação de doenças. As pessoas não estão preparadas para compreender esses aumentos exponenciais e toda essa velocidade. Se alguém com gripe estiver em um avião em deslocamento, em poucas horas a doença pode se espalhar por diversos países. O mundo muda muito e esse processo está cada vez mais rápido”, explica.

O pesquisador lembrou também que a economia mundial está completamente integrada, já que um mesmo produto pode ter cada parte fabricada em diferentes países. “Hoje, um país nem sempre detém uma cadeia produtiva completa. Um avião pode ser feito no Brasil e ter uma asa fabricada na Espanha, o motor na Inglaterra. No futuro, teremos uma economia mundial profundamente interconectada, até porque há uma rede de comunicação eletrônica de alcance global. Vemos um crescimento rápido e insustentável, mas ao mesmo tempo também há o desenvolvimento de novas tecnologias biológicas, genéticas e de ciência dos materiais – e isso depende da pesquisa e do desenvolvimento científico e tecnológico”.

A importância das pesquisas científicas na vida das pessoas, segundo Tundisi, é muito maior do que se imagina. Ele conta que quando assumiu a presidência do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), há cerca de 20 anos, solicitou aos assessores um levantamento dos recursos financeiros que eram trazidos para a cidade de São Carlos pelos professores e pesquisadores. “Naquela época, eles traziam, entre projetos, pesquisas e bolsas, cerca de 20% do orçamento municipal, que era de R$ 100 milhões. Ou seja: só os pesquisadores traziam R$ 20 milhões para São Carlos. Imagine quanto não deve ser esse valor hoje”, diz.

Para vencer o atraso do País em termos de desenvolvimento e fazer com que os brasileiros participem do que chamou de “mente global”, o pesquisador reforçou a importância da educação. “É preciso aumentar a capacidade das pessoas de entender os processos complexos que ocorrem em todo o mundo. Para isso, é necessário desenvolver o lado direito do cérebro, expandir a capacidade cognitiva. É necessário ter uma educação gerenciada, um professor que consiga transmitir essa capacidade e assim preparar crianças e jovens para entender a complexidade. Uma parte do planeta não entende nada disso e apenas sobrevive. Já a outra – muito pequena – entende e pode contribuir”, afirma.

Tundisi finalizou lembrando as palavras do atual ministro da educação Renato Janine Ribeiro, que acredita na educação como libertação. “É preciso incluir mais ciência no ensino, mais novas tecnologias e educar para que os jovens entendam os sistemas complexos. Se educarmos da forma correta, vamos liberar esse cérebro para entender melhor o mundo em que vivemos e como participar dele. Desenvolvimento é progresso intelectual, avanço e cultura. Modernização é só atualização e aumenta a dependência da sociedade”, concluiu.

Sobre o ciclo de palestras - Com o objetivo de mostrar a ciência desenvolvida nas universidades e institutos de pesquisa e como isso impacta a economia e a vida dos cidadãos, o ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social traz, a cada quinze dias, sempre às quintas-feiras, diversos professores e pesquisadores para interagir com a comunidade. O evento é promovido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo São Carlos da USP, pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAPSoL), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, e pelo Museu da Ciência Mário Tolentino.

Texto: Thaís Cardoso - Assessoria de Comunicação IEA

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Alunos desenvolvem jogo sobre circuitos elétricos

Focado na montagem de circuitos elétricos, o jogo Circuitrohms torna divertido o estudo da Física
Estudar Física nem sempre é uma tarefa divertida para estudantes do ensino médio. Com o intuito de desmistificar o assunto e ensinar essa disciplina de forma prazerosa e dinâmica, Paulo Henrique Chiari, estagiário da Secretaria Acadêmica da Licenciatura em Ciências Exatas (SACEx) do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP e aluno do curso de Licenciatura em Ciências Exatas, Habilitação em Matemática, e Lucas Wehmuth, estudante do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP e desenvolvedor de games, criaram o jogo intitulado Circuitrohms, que consiste na montagem de circuitos elétricos, através de fases e até competições.

Paulo Chiari, de 23 anos, que auxilia diversos projetos do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, explica que elaborou os exercícios do jogo, em conjunto com alguns bolsistas do ensino médio que atuam no IEA: “Eles pesquisaram os primeiros exercícios e selecionei os restantes”, diz ele, que acrescenta que toda a parte envolvendo a programação foi desenvolvida por Lucas Wehmuth.

O principal objetivo do Circuitrohms é estimular, nos jovens alunos, a prática de exercícios de circuitos elétricos, melhorando o desempenho desses estudantes no vestibular. “Os circuitos estão sempre presentes em nosso cotidiano. Sabemos que existem, mas não pensamos muito em interagir com eles. Estudamos esse tema no ensino médio e depois deixamos isso de lado… Ou seja, não praticamos”, afirma Chiari, que já é docente no colégio Objetivo São Carlos há três anos.

Torre dos Desafios - O Circuitrohms consiste em 19 fases, divididas em três categorias, sendo elas circuito simples, circuito em série e paralelo e circuitos mistos — esta abrange todas as outras. Além disso, há A Torre dos Desafios, um atalho para obter pontos, onde o jogador deve completar cinco fases com circuitos bem mais complexos. Ao concluir cada fase dessa etapa, a pontuação do estudante aumenta bem mais do que nas outras, porém, qualquer erro pode resultar na perda de duas energias — nas demais etapas, perde-se uma energia.

O jogador também pode competir com seus colegas, uma vez que há como salvar a pontuação final no game. Chiari também explica que a demora nas respostas das questões, reflete na perda de tempo, vida e pontuação desse estudante. “Quanto mais ele treinar, melhor será seu desempenho no game. A ideia é incentivar o aluno a registrar o nome no jogo e competir com os colegas, estudando física de forma descontraída”, acrescenta, destacando que existem algumas fórmulas que podem ser consultadas durante o jogo. “Se ele não entender o conteúdo, dificilmente conseguirá jogar”, conclui.

Esse game não é o único desenvolvido por Paulo Chiari. Ele também participou da elaboração de um jogo de matemática, em forma de tabuleiro, onde os jogadores — no máximo quatro — têm que responder a questões matemáticas, também de vestibulares. Além de matemática e física, os jovens membros do IEA já desenvolveram jogos sobre biologia e química. O Circuitrohms também poderá ser uma excelente ferramenta em sala de aula, já que professores podem organizar competições entre seus alunos, uma vez que as pontuações dos jogadores são salvas no próprio game.
Rui Sintra - Assessoria de Comunicação do IFSC
Mais informações

terça-feira, 31 de março de 2015

À luz da ciência: palestra da próxima quinta comemora Ano Internacional da Luz

Na próxima quinta, 2 de abril, o ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social abordará a importância da luz e de pesquisas relacionadas a ela

Vanderlei Bagnato será o palestrante da próxima quinta
A luz está presente em praticamente todos os momentos do nosso dia a dia. Mas ela pode ser usada para inúmeros outros fins além da iluminação, até mesmo para o tratamento do câncer. Para mostrar a importância da luz e as pesquisas desenvolvidas com ela, o ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social traz a São Carlos nesta quinta, 2 de abril, o professor Vanderlei Bagnato, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP.

Com o tema Luz, Ciência e Vida: comemorando o Ano Internacional da Luz, o evento vai discutir as propriedades da luz, sua interação com tudo ao nosso redor e suas principais aplicações. Bagnato também vai falar sobre as comemorações, em 2015, do Ano Internacional da Luz, definido pela Unesco.

Vanderlei Bagnato é formado em Física pela USP e Engenharia de Materiais pela UFSCar e tem doutorado em Física pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). Foi o segundo brasileiro indicado para a Academia Pontifícia de Ciências do Vaticano e também é membro da National Academy of Sciences dos Estados Unidos. Atualmente, é professor na USP em São Carlos e coordenador de um Centro Estadual de Física e de um Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia.

A palestra será realizada no Museu da Ciência Mário Tolentino, em São Carlos, a partir das 19h30. A entrada é gratuita. Mais informações pelo telefone (16) 3307.6903 ou pelo e-mail cienciaeriquezasocial@gmail.com.

Sobre o ciclo de palestras - Com o objetivo de mostrar a ciência desenvolvida nas universidades e institutos de pesquisa e como isso impacta a economia e a vida dos cidadãos, o ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social traz, a cada quinze dias, sempre às quintas-feiras, diversos professores e pesquisadores para interagir com a comunidade. O evento é promovido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo São Carlos da USP, pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAPSoL), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, e pelo Museu da Ciência Mário Tolentino.

Texto: Thaís Cardoso - Assessoria de Comunicação IEA
Foto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC

Ciclo de Palestras Ciência e Riqueza Social – Palestra com Vanderlei Bagnato
Quando: 2 de abril, quinta-feira, às 19h30
Onde: Museu da Ciência Mário Tolentino – Praça Coronel Sales, s/nº (na esquina da Rua Major José Inácio com a Av. São Carlos)
Quanto: entrada gratuita
Mais informações: (16) 3307.6903 ou cienciaeriquezasocial@gmail.com

terça-feira, 17 de março de 2015

Da ficção para o cotidiano: assista à palestra Robótica Móvel na próxima quinta

Palestra no Museu da Ciência Mário Tolentino, em São Carlos, mostra como os robôs estão inseridos em nosso dia a dia e quais as principais iniciativas na área de robótica no Brasil

Roseli Romero, professora do ICMC, fará palestra no Museu da Ciência Mário Tolentino

Pensar em robôs executando tarefas do nosso dia a dia geralmente remete a filmes de ficção científica ou a um futuro muito distante. Mas o que poucas pessoas percebem é que essa realidade está cada vez mais próxima de suas vidas. Para mostrar como isso está acontecendo, o ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social traz na próxima quinta-feira, 19 de março, a partir das 19h30, a palestra Robótica Móvel.

A professora Roseli Romero, do Instituto de Ciências Matemáticas e Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, vai apresentar os principais robôs móveis existentes, suas diversas aplicações e também explicar como é a estrutura básica e como são programadas essas máquinas que tanto mexem com o imaginário do público. Além disso, a docente vai abordar quais iniciativas existem, em São Carlos e no Brasil, nessa área de pesquisa multidisciplinar que ocupa um papel cada vez mais importante na sociedade.

Roseli Romero é formada em engenharia elétrica pela Unicamp e fez pós-doutorado na Carnegie Mellon University. Atualmente, é professora titular no ICMC, membro do grupo de pesquisa em Computação Bioinspirada e coordenadora do Laboratório de Aprendizado de Robôs (LAR), ambos pertencentes ao ICMC. Roseli também é vice-coordenadora do Centro de Robótica da USP, em São Carlos, e coordena o grupo de robótica Warthog Robotics.

O evento será realizado no Museu da Ciência Mário Tolentino, que fica na Praça Coronel Sales, na esquina da Avenida São Carlos com a Rua Major José Inácio, em São Carlos. A entrada é gratuita. Mais informações pelo telefone (16) 3307.6903.

Sobre o ciclo de palestras - Com o objetivo de mostrar a ciência desenvolvida nas universidades e institutos de pesquisa e como isso impacta a economia e a vida dos cidadãos, o ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social traz, a cada quinze dias, sempre às quintas-feiras, diversos professores e pesquisadores para interagir com a comunidade. O evento é promovido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo São Carlos da USP, pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAPSoL), com sede no ICMC, e pelo Museu da Ciência Mário Tolentino.

Texto: Thaís Cardoso - Assessoria de Comunicação do IEA Polo São Carlos

Ciclo de palestras Ciência e Riqueza Social – Palestra com Roseli Romero
Quando: 19 de março, quinta-feira, às 19h30
Onde: Museu da Ciência Mário Tolentino – Praça Coronel Sales, s/nº (na esquina da Rua Major José Inácio com a Av. São Carlos)
Quanto: entrada gratuita
Mais informações: (16) 3307.6903

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Ciência que enriquece o País

IEA Polo São Carlos, NAPSol e Museu da Ciência promovem palestras para mostrar como a ciência contribui para a economia e a vida dos cidadãos; primeiro convidado é o professor e pesquisador Sérgio Mascarenhas
A ciência desenvolvida nas universidades e nos institutos de pesquisa tem um grande impacto na economia e na riqueza social de um país. Para mostrar às pessoas o que se produz nesses locais e de que forma esse conhecimento pode melhorar a vida de cada cidadão, o Instituto de Estudos Avançados (IEA) Polo São Carlos da USP, o Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAPSoL), com sede no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, e o Museu da Ciência Mário Tolentino realizam em São Carlos a partir do dia 5 de março, quinta-feira, o Ciclo de Palestras Ciência e Riqueza Social.

A cada quinze dias, sempre às 19h30, no Museu da Ciência Mário Tolentino, figuras de impacto no cenário da ciência nacional vão mostrar as pesquisas que estão desenvolvendo e os benefícios que elas trazem ao cotidiano e à sociedade. As palestras terão sempre uma linguagem simples e fácil de ser entendida pelo público, além de um ambiente de bastante interação entre a comunidade e o pesquisador.

Para a primeira edição do Ciclo de Palestras Ciência e Riqueza Social, o pesquisador convidado é o professor Sérgio Mascarenhas, com a palestra A importância da pesquisa básica e aplicada para o estudo do cérebro. Formado em Física pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mascarenhas é docente aposentado pela USP e professor visitante em diversas universidades internacionais. Também colaborou na fundação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e na criação do curso de engenharia de materiais nesta universidade, bem como na implantação de cursos de biofísica e física médica do International Centre For Theoretical Physics (ICTP) em Trieste, na Itália. Aos 86 anos, permanece ativo em suas pesquisas e, atualmente, trabalha em um equipamento não-invasivo para monitorar a pressão intracraniana.

A entrada no evento é gratuita. 

Ciclo de Palestras Ciência e Riqueza Social – Palestra com Sérgio Mascarenhas
Quando: 5 de março, quinta-feira, às 19h30.
Onde: Museu da Ciência Mário Tolentino – Praça Coronel Sales, s/nº (na esquina da Rua Major José Inácio com a Av. São Carlos).
Quanto: entrada gratuita.
Mais informações: (16) 3307.6903.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

ICMC transmite videoconferência sobre brasileiro que ganhou Medalha Fields

Público poderá assistir à videoconferência no auditório Luiz Antonio Favaro, na próxima quarta-feira, 15 de outubro


Para contextualizar historicamente a recente conquista da Medalha Fields pelo matemático brasileiro Artur Ávila e discutir sua relevância para a ciência brasileira, será realizado o seminário Artur Ávila, a Medalha Fields e a Escola de Matemática Brasileira, na próxima quarta-feira, 15 de outubro. O evento é promovido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEA) e pelo Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, com apoio do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos.

O seminário será realizado em São Paulo, na sala de eventos do IEA, e terá transmissão ao vivo pela web. O público do ICMC poderá assistir à videoconferência no auditório Luiz Antonio Favaro. Antes do seminário, das 11 às 12 horas, o professor Welington de Melo, professor do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) que foi orientador de doutorado de Ávila, dará uma aula sobre o trabalho do medalhista. Logo depois, às 14 horas, começa o seminário, que terá três pesquisadores do IMPA como expositores: Marcelo Viana, Maurício Peixoto e Welington de Melo. A coordenação será de Edson de Faria (IME). 

Considerada o Prêmio Nobel da matemática, a Medalha Fields foi criada em 1936. É concedida apenas a matemáticos com menos de 40 anos a cada quatro anos, durante os encontros da União Matemática Internacional. Este ano foi entregue a quatro pesquisadores no dia 13 de agosto, durante o Congresso Internacional de Matemáticos, ocorrido em Seul, Coréia do Sul. Em 2018, esse Congresso acontecerá pela primeira vez num país do hemisfério sul, no Brasil, e será realizado no Rio de Janeiro.

Ao ganhar a Medalha, o matemático Artur Ávila, de 35 anos, pesquisador do IMPA e diretor de pesquisa do Conselho Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) da França, tornou-se o primeiro latino-americano a recebê-la e o detentor da maior honraria científica internacional de qualquer área já concedida a um pesquisador brasileiro. A premiação de Ávila é a coroação de uma longa caminhada da matemática brasileira. Embora a conquista deva-se primordialmente aos méritos e brilhantismo individuais do jovem matemático, deve ser creditada também à sua participação num contexto científico que pode ser definido como uma escola brasileira de estudos sobre sistemas dinâmicos, estabelecida primordialmente pelo IMPA, instituição que exerce um papel importante no cenário mundial há vários anos e onde Ávila fez sua pós-graduação.

Com informações do IEA

Mais informações
Seção de Eventos do ICMC
Telefone: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br