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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Ex-aluno do ICMC abre empresa na Inglaterra especializada em proteção de dados na nuvem

Ao espalhar informações pelo mundo, sistema oferece segurança e privacidade aos usuários que desejam armazenar seus arquivos na internet

Libardi é formado em Sistemas de Informação no ICMC

Ele saiu do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, para empreender em terras inglesas. Rafael Libardi está, desde dezembro, empenhado em desenvolver sua startup, a UkkoBox, cuja sede está instalada em uma incubadora de empresas e aceleradora europeia especializada em cybersegurança, situada em Londres, na Inglaterra.

A ideia de desenvolver a ferramenta surgiu durante o mestrado do ex-aluno no ICMC, quando foi orientado pelo professor Julio Cesar Estrella, do Laboratório de Sistemas Distribuídos e Programação Concorrente (LaSDPC). Ao longo de sua pesquisa, apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), Libardi estudou questões de segurança na internet, enxergou que a área tinha potencial e poderia gerar um novo negócio. Foi isso que levou à UkkoBox, uma startup que Libardi criou junto com dois sócios: Paul Ngum, que cuida da parte de negócios da empresa, e Edgard Regolão, publicitário e designer. A startup também conta com dois programadores.

Libardi (à esquerda) e o sócio Edgard Regolão na sede da empresa, em Londres

Segundo Libardi, o principal objetivo da UkkoBox é assegurar segurança e privacidade aos usuários que desejam armazenar seus arquivos na internet. O ex-aluno, que se formou em Sistemas de Informação no ICMC, conta que a empresa se diferencia da maioria dos serviços de proteção de dados na internet disponíveis no mercado, os quais só criptografam os documentos, transformando-os em códigos: “Nós dividimos os arquivos em partes e as enviamos para diferentes provedores. Eles podem até mesmo ficar em países distintos”. Libardi diz que a vantagem de utilizar esse processo de dispersão é que, se um hacker conseguir acessar um desses pedaços dos arquivos, não haverá qualquer risco de obter as informações ali contidas. 

“Com certeza, a formação que obtive no ICMC contribuiu para o desenvolvimento da minha empresa, não só pelo conhecimento técnico que adquiri, mas também pelas iniciativas de fomento ao empreendedorismo dentro da universidade, como por exemplo o Clube de Empreendedorismo da USP”, revela o ex-aluno. Outra oportunidade que surgiu para Libardi enquanto estudava no Instituto foi a possibilidade de participar do primeiro programa de aceleração de startups realizado dentro da USP, o Disrupt: Transformando ciência em negócios tecnológicos, que aconteceu em junho do ano passado. Dos 117 projetos inscritos no programa, apenas 15 foram escolhidos e entre eles estava a UkkoBox.

Ao participar do Programa, a empresa recebeu instruções da aceleradora Startup Farm: “Eles nos ofereceram espaço, aulas de negócio, técnicas de relacionamento com clientes, além de mentorias com grandes investidores e empresários de multinacionais”. Libardi diz ainda que foi muito importante ter recebido essas orientações, pois além de fazer muitos contatos, pôde entender como sua pesquisa poderia ser aplicada ao mercado.

Em setembro de 2015, a UkkoBox foi uma das seis finalistas na competição Visa Innovation Exchange, que ocorreu em Tel-Aviv (Israel). Durante o evento, Libardi foi convidado por Howard Elsey, gerente da Visa Europe Collab, para receber uma nova aceleração para sua empresa, desta vez na Cyber London. Após cerca de um mês trabalhando na Inglaterra, uma versão de testes do serviço já está disponível gratuitamente no site da UkkoBox. Basta o usuário se cadastrar, fazer o download do programa que, automaticamente, uma pasta será criada no computador, onde todos os arquivos poderão ser armazenados. 

O ex-aluno finaliza com uma mensagem para os estudantes que sonham um dia em abrir o próprio negócio: “Não pense no que vocês querem ser quando terminarem a faculdade, mas sim em quais problemas desejam resolver”.

Mensagem no site da empresa destaca a questão da segurança dos dados

Texto: Denise Casatti e Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação ICMC/USP


Mais informações
Site da UkkoBox: http://www.ukkobox.com/
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Start-up fundada por egressos do ICMC receberá investimento do Governo Federal

Uma das escolhidas pelo Programa Start-up Brasil, Chegue.Lá foi fundada por egressos do ICMC com o objetivo de amenizar os problemas enfrentadas por quem viaja de ônibus

Ela conseguiu chegar lá: deixou 627 concorrentes para trás e receberá R$ 199,5 mil do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para financiar bolsas de pesquisa e desenvolvimento para seus profissionais, um dos custos mais impactantes em uma start-up. Nascida pelas mãos de dois egressos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP São Carlos, a Chegue.Lá faz parte agora do seleto grupo de 45 empresas nacionais selecionadas pelo programa Start-Up Brasil.

Em setembro do ano passado, a empresa lançou a primeira versão do portal Chegue.Lá, oferecendo informações sobre as companhias que operavam trechos interestaduais diretos no Brasil, além de linhas dentro do Estado de São Paulo. Em março deste ano, o portal iniciou o serviço de venda de passagens rodoviárias diretamente pela internet.

Além das bolsas do CNPq, a empresa receberá investimento financeiro de uma das nove aceleradoras que participam do programa Start-Up Brasil. O objetivo de uma aceleradora é contribuir com o desenvolvimento das empresas nascentes, não só financeiramente, mas também por meio de mentorias, capacitações, assessoria jurídica, entre outros serviços.

“A base que o curso de Engenharia de Computação me forneceu foi fundamental para abrir a empresa, mantê-la até hoje e conquistar esse prêmio”, afirmou um dos sócios-fundadores da Chegue.Lá, Felipe Arenales. Ele se formou em 2010 na USP São Carlos, no curso que é oferecido em conjunto pelo ICMC e pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).

“As experiências e oportunidades acadêmicas e profissionais que tive em São Carlos me possibilitaram conhecer meus sócios e abriram muitas portas”, disse o outro sócio-fundador da empresa, Gabriel Resende, que foi colega de turma de Arenales.

Eles enfrentaram juntos a dificuldade de cursar a universidade longe de suas famílias. O primeiro precisava viajar de ônibus com frequência para Presidente Prudente, também no interior de São Paulo, e o segundo voltava constantemente para Araxá, em Minas Gerais. “No começo de 2012, decididos a empreender algo em conjunto, começamos a pensar em vários modelos de negócio. Foi quando percebemos como o setor rodoviário era defasado em relação ao aéreo e decidimos tentar amenizar os problemas enfrentados por quem viaja de ônibus no Brasil”, contou Resende. 

A estimativa é de que, atualmente, menos de 1% das passagens de ônibus sejam adquiridas pela internet no país. Por isso, os jovens empreendedores, ambos com 25 anos, apostam no imenso potencial de crescimento desse mercado devido à popularização do comércio eletrônico no Brasil.

Vivendo em uma aceleradora

“Nós respiramos inovação e empreendedorismo aqui dentro”, contou Arenales ao relatar a experiência que a Chegue.Lá está obtendo neste momento, em que participa de um projeto desenvolvido pela Wayra, em São Paulo, uma aceleradora global do Grupo Telefonica que trabalha para identificar e reter talentos no país nas áreas de inovação e tecnologia.

A Chegue.Lá foi selecionada para participar do projeto da Wayra no início deste ano, depois de vencer um concurso da aceleradora na Campus Party. Durante o evento, Arenales e Resende estavam no começo de uma nova parceria com três outros colegas são-carlenses que trabalhavam, naquele momento, no projeto de uma outra start-up: Ricardo Pinto, Vinicius Rodrigues e Vitor Braga. O primeiro é engenheiro mecatrônico formado na EESC e os outros dois são graduados em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). 

“Percebemos que havia sinergia e que trabalhávamos bem juntos em dezembro de 2012, quando participamos de uma Start-Up Weekend”, disse Resende. Ao notar o potencial da parceria, os dois grupos uniram as forças em prol do projeto da Chegue.Lá. 

O programa do Ministério

O Start-Up Brasil é uma iniciativa-chave do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação que faz parte do programa TI Maior, o qual busca criar no Brasil um espaço especial para o surgimento de empresas com produtos e serviços de TI inovadores. Na segunda-feira, 29 de julho, foram anunciados os 45 projetos brasileiros e 11 internacionais selecionadas para participar do Start-Up Brasil, a partir da análise de 908 projetos inscritos (672 brasileiros e 236 estrangeiros) realizada por representantes do mercado, da academia e do governo.

Os projetos selecionados farão parte de um programa de aceleração a ser desempenhado por uma das nove aceleradoras habilitadas ao Start-Up Brasil. Durante 12 meses, cada startup tem acesso a até R$ 200 mil em recursos oferecidos através de bolsas de pesquisa e desenvolvimento para seus profissionais. Adicionalmente, as start-ups recebem investimentos financeiros das aceleradoras em troca de um percentual de participação acionária. As empresas também são acompanhadas por gestores do Start-Up Brasil.

Por: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC-USP