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sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Redes sociais: aprenda a coletar e analisar dados em curso na USP São Carlos

Ministrado por professor da University College London, curso é destinado a alunos de graduação, pós-graduação e profissionais da área de computação; inscrições vão até 15 de outubro

Aulas serão ministradas em português e acontecerão de 21 a 26 de outubro no ICMC

Imagine quantos dados são disponibilizados diariamente nas redes sociais. Se pudéssemos coletá-los e analisá-los adequadamente, provavelmente seríamos capazes de solucionar muitos problemas que atormentam a humanidade em esferas como mobilidade urbana, violência e saúde pública. São dados que também podem se transformar em informações valiosas para que empresas e instituições se relacionem melhor com seus diferentes públicos. 

O problema é que a coleta e a análise dessa imensidão de dados é um desafio para muitos especialistas da área de computação. Por isso, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, oferecerá um curso com a finalidade de identificar e discutir questões teóricas e metodológicas associadas às pesquisas em redes sociais, apresentando ferramentas e conceitos. 

O curso, de 18 horas de aula, é presencial e acontecerá na semana de 21 a 26 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 19 às 22 horas, e, no sábado dia 26, das 9 às 12 horas. Sob coordenação do professor André de Carvalho, do ICMC, a iniciativa será ministrada em português pelo professor Soong Moon Kang, da School of Management da University College London. 

“O professor Soong é um um dos principais pesquisadores da área de análise de redes sociais e já ministrou esse curso várias vezes”, explica André. “A análise de redes sociais pode ser aplicada a diferentes contextos e tem gerado uma demanda e um interesse crescentes. Apesar disso, são raras as ofertas de cursos e disciplinas sobre o assunto”, completa o professor, que é vice-diretor do ICMC. 

Há 40 vagas no total e as inscrições para o curso podem ser realizadas até 15 de outubro, ou enquanto houver vagas, via Sistema Apolo da USP: icmc.usp.br/e/236cc. A taxa de inscrição varia de R$ 300 (alunos de graduação ou pós-graduação do ICMC) até R$1.500 (profissionais) e deve ser paga via depósito bancário, de acordo com as informações disponibilizadas neste link: icmc.usp.br/e/0a7e9. Para concluir o processo de inscrição, o interessando precisa enviar, para o e-mail ccex@icmc.usp.br, o comprovante de pagamento e de vínculo com a instituição a que pertence. Quem não puder fazer o curso presencialmente deve consultar sobre a possibilidade de participação via videoconferência. 

Doutor em Ciências Administrativas e Engenharia, Soong é mestre em Sociologia e também em Sistemas Econômicos e de Engenharia pela Universidade de Stanford, além de ter concluído a graduação em Engenharia Mecânica pela Technische Universität Berlin

Texto – Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 

Mais informações 
Consulte o programa do curso: icmc.usp.br/e/0a7e9
Link para inscrições: icmc.usp.br/e/236cc
Saiba mais sobre Soon Moon Kang: www.mgmt.ucl.ac.uk/people/soongkangÁrea de comunicação e eventos do ICMC: (16) 3373-9146 ou ccex@icmc.usp.br

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Matemático da USP receberá R$ 1 milhão: desafio é explicar comportamentos de sistemas como o cérebro

Selecionado pelo Instituto Serrapilheira, Tiago Pereira é professor do ICMC e estuda modelos matemáticos para compreender o que acontece em sistemas dinâmicos não lineares como, por exemplo, o cérebro e as redes sociais

O professor Tiago Pereira também é pesquisador do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI)
(crédito da imagem: assessoria de comunicação do CeMEAI)


O professor Tiago Pereira, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, foi selecionado para receber até R$ 1 milhão do Serrapilheira, instituto privado de fomento à ciência brasileira. Os recursos serão aplicados para desenvolver uma teoria matemática capaz de descrever comportamentos em sistemas dinâmicos não-lineares tais como o cérebro, as redes sociais e os sensores de cidades inteligentes. 

“Nós entendemos relativamente bem o que acontece quando um sistema está isolado. Por exemplo, sabemos o que um neurônio isolado faz. Mas na natureza as coisas interagem. Então, o comportamento de um elemento depende do que acontece em sua volta e o que esse elemento faz na rede é bastante diferente do que ele faz quando está isolado”, explica o pesquisador. “A vontade de entender como o comportamento muda devido à interação é muito antigo. Na verdade, é o problema não linear mais antigo na história da ciência moderna”, completa. 

Mas por que é tão importante construir um modelo matemático que consiga mostrar o que ocorre com um neurônio quando ele interage com os demais neurônios nessa rede complexa chamada cérebro? Tiago revela que esse estudo tem potencial para contribuir com a compreensão sobre as transformações críticas que ocorrem nas redes complexas desses sistemas e que levam, por exemplo, ao surgimento de doenças como a epilepsia. “Nosso sonho é, a partir de observações do sistema no estado saudável, prever quando e como essas transições indesejadas ocorrem. Assim, conseguiríamos desenvolver mecanismos de prevenção e tratamentos”. 

Selecionado na primeira chamada pública de apoio à pesquisa científica do Instituto Serrapilheira, Tiago já havia recebido apoio financeiro de R$ 100 mil ao longo do último ano, assim como outros 64 pesquisadores contemplados entre os 1.955 inscritos. Agora, ele está entre os 12 cientistas que receberão até R$ 1 milhão cada, conforme anunciado pelo Instituto na última sexta-feira, 17 de maio. “Vou utilizar os recursos para montar um time interdisciplinar”, diz Tiago. 

“Nosso objetivo é identificar os talentos que acabaram de entrar no sistema acadêmico. A longo prazo, criar uma rede de futuros líderes da ciência brasileira”, declarou Hugo Aguilaniu, diretor-presidente do Serrapilheira, no anúncio dos contemplados. “São cientistas jovens, top”, completou o presidente do Conselho Científico do Serrapilheira, Edgar Zanotto. Do financiamento de R$ 1 milhão disponibilizado aos pesquisadores selecionados, R$ 700 mil são concedidos de forma incondicional. Os R$ 300 mil restantes estão condicionados à integração e formação de pesquisadores de grupos sub-representados em suas equipes de pesquisa. A adesão a esse mecanismo é voluntária, ou seja, os pesquisadores podem optar por receber ou não o valor destinado às práticas de estímulo à diversidade. 

Tiago Pereira recebeu a notícia de que havia sido selecionado pelo Serrapilheira durante um evento de que participava – School and Workshop on Patterns of Synchrony – no International Centre for Theoretical Physics (ICTP), em Triste, na Itália. Na sexta-feira, ele estava ministrando um workshop sobre as pesquisas que realiza intitulado “Reconstrução da estrutura de redes a partir de dados”. Pelo telefone, Tiago comemorou a conquista: “Ser representante do grupo selecionado é um enorme prazer. Seria ótimo se isso gerasse uma discussão para criar uma sociedade mais baseada em ciência e que valorizasse o conhecimento para desenvolver novas tecnologias e para o crescimento do espírito humano”. 

Para o pesquisador, receber esse aporte de recursos no atual cenário brasileiro de cortes nos investimentos em educação, ciência e tecnologia é extremamente relevante: “É muito triste ver uma ação orquestrada contra educação, justamente num país em que a gente precisa tanto disso. Meus pais estudaram apenas até o quarto ano do ensino fundamental. No meu caso, realmente, ler um pouco mudou a minha vida”. 

Graduado em Física pelo Instituto de Física da USP, Tiago fez doutorado em matemática aplicada na Potsdam Universitaet, na Alemanha. Depois, fez cinco pós-doutorados em diferentes instituições no Brasil e no exterior. Desde 2015, é professor do ICMC. 

Anúncio dos 12 professores selecionados foi realizado na última sexta-feira, dia 17 de maio
(crédito da imagem: Raphael Gomide)

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP com informações da assessoria de comunicação do Instituto Serrapilheira

Mais informações 
Assista ao vídeo do Serrapilheira: icmc.usp.br/e/c5588
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666 
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Aluno do ICMC utiliza técnica para classificar sentimentos de usuários no Instagram

Por meio da análise de textos e imagens é possível determinar se postagens são positivas ou negativas



Pesquisa de Gabriel rendeu prêmio de melhor projeto durante
intercâmbio realizado em universidade norte-americana

Como descobrir se os cidadãos de uma cidade ou de um país estão satisfeitos com os serviços oferecidos por uma instituição? A rede social é um bom caminho para sanar essa dúvida e foi com esse propósito que o aluno de graduação Gabriel Giancristofaro, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, utilizou uma técnica computacional que pode determinar, automaticamente, se os usuários do Instagram estão felizes ou insatisfeitos com alguma entidade, através da análise de infinitas postagens ou comentários. Seu projeto foi premiado na Universidade do Estado da Califórnia, campus de Fullerton, onde o estudante realizou intercâmbio. 

O modelo funciona da seguinte forma: por meio de um algoritmo, sequência de comandos que é passada para o computador a fim de definir uma tarefa, é possível analisar as imagens e textos (legendas e comentários) que são postados na rede social e classificá-los como positivos ou negativos. Tomamos como exemplo uma loja de eletrodomésticos que deseja medir o grau de aceitação dos clientes com seus produtos. Para que isso seja possível, a empresa deve apenas criar uma hashtag (palavra-chave antecedida pelo símbolo #) que remeta à loja ou ao produto vendido e, toda vez que um ou outro for mencionado, automaticamente o que foi publicado será coletado e classificado. 

“O computador conta quantas palavras tem cada frase e identifica, por exemplo, se o usuário escreveu termos ofensivos, elogios, algo em maiúsculo, ou então se repetiu alguma letra para dar ênfase a um argumento”, explica o estudante de Ciências de Computação. Gabriel fala ainda sobre a importância de analisar as imagens juntamente com os textos das postagens: “Nós fazemos essa junção para que o resultado seja mais próximo da verdade, tendo em vista que, às vezes, a pessoa está sendo irônica no texto”. O aluno diz que existem muitos trabalhos que analisam somente textos e a inclusão de imagens é a maior contribuição de sua pesquisa: “Esse estudo conseguiu concluir que a análise dos dois juntos melhora a classificação dos sentimentos dos usuários”. 

Publicação elogia serviço de limpeza em rodovia interestadual da Califórnia

Como tudo começou - Gabriel foi selecionado em novembro do ano passado para realizar um intercâmbio na Universidade do Estado da Califórnia, com o objetivo de desenvolver seu trabalho de conclusão de curso. A ideia de realizar o projeto surgiu depois que ele fez iniciação científica com o professor Jó Ueyama do ICMC. Com a ajuda do docente, o estudante entrou em contato com o pesquisador norte-americano Anand Panangadan, que se tornou seu orientador.

Sua pesquisa, que faz parte da área de aprendizado de máquinas, foi aplicada especificamente ao Departamento de Trânsito da Califórnia, que fazia o uso da #Caltrans. “Uma professora e uma aluna da área de comunicação da Universidade Politécnica do Estado da Califórnia, campus de Pomona, estavam conduzindo um estudo para descobrir como as pessoas enxergavam essa instituição de trânsito. O problema é que elas faziam a classificação dos comentários manualmente e em pequenas quantidades. Então, a gente se ajudou: eu ofereci o método para elas e, em troca, elas me passavam os dados”, conta o aluno que se forma no final deste ano.

O projeto Predizendo sentimentos em postagens de redes sociais com base em características visuais e textuais ganhou o prêmio Best in college, que contempla anualmente o melhor projeto entre alunos de graduação dos cursos de computação da Universidade norte-americana. Gabriel chegou aos Estados Unidos em janeiro para ficar um semestre desenvolvendo seu trabalho. Além disso, o aluno cursou três disciplinas interdisciplinares, que eram ligadas a negócios, tecnologias na engenharia de computação e segurança na computação. Durante o período de estada no exterior, recebeu uma bolsa do Banco Santander para arcar com os custos do intercâmbio.

“A experiência fora do Brasil mudou a visão que eu tinha do curso e do mercado de trabalho. O contato com outras pessoas, com os professores, faz com que você abra a cabeça. Para mim, foi algo que confirmou meu desejo de seguir na área de pesquisa”, afirma o estudante. Para ele, o sucesso de seu trabalho tem uma explicação: “Acredito que o diferencial foi eu ter buscado dar um sentido ao intercâmbio e não viajar apenas para passear ou aprender uma nova língua. Isso contribuiu para que o resultado fosse melhor”, finaliza o aluno. Ele redigiu um trabalho de conclusão de curso sobre seu projeto e o apresentará nesta terça-feira, 21 de junho, às 9h20, na sala 3-103 do ICMC, quando será avaliado por uma banca examinadora.

Postagem critica erros de ortografia em placa de sinalização do Departamento de Trânsito da Califórnia

Parceria – O contato feito pela Comissão de Relações Internacionais do ICMC (CRInt) com a Universidade do Estado da Califórnia para o intercâmbio de Gabriel possibilitou o estreitamento da relação entre as duas instituições. Em dezembro de 2015, membros da Universidade norte-americana visitaram o ICMC pela primeira vez e puderam conhecer um pouco mais sobre o Instituto.

Em maio deste ano, eles voltaram para a realização de um workshop, a fim de discutir possíveis contribuições entre as entidades. Professores do Instituto apresentaram suas áreas de pesquisa e encaminharam um acordo de intercâmbio para alunos de graduação e pós-graduação. A expectativa é que muitos outros estudantes possam entrar por essa porta de oportunidades que foi aberta por Gabriel.


Texto: Henrique Fontes – Assessoria de Comunicação ICMC/USP


Mais informações
Assessoria de Imprensa do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Oportunidade: bolsa de pós-doutorado em mineração de dados no ICMC


Desenvolver técnicas avançadas para mineração de grandes bases de dados, com possíveis aplicações em áreas como análise de dados de expressão gênica, análise de redes sociais, mineração de textos, sistemas de recomendação, entre outras. Esse é o principal objetivo do projeto de pesquisa resultante de parceria estabelecida entre docentes do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e da Universidade de Alberta, no Canadá.

Para atuar nesse projeto, está sendo selecionado um pós-doutorando, que será co-supervisionado pelos professores Ricardo Campello, do laboratório de Análise de Padrões em Dados (LAPaD) do ICMC, e Jörg Sander, do departamento de Computação da Universidade de Alberta. Ao longo do 1º semestre de 2015, Sander permanecerá no ICMC como professor visitante.

Os candidatos devem ter doutorado ou equivalente, preferencialmente em uma das seguintes áreas: computação, estatística, matemática, engenharia computação/elétrica ou física. É necessário, ainda, ter experiência na área de aprendizado de máquina e extração de conhecimento a partir de bases de dados (KDD), especialmente em técnicas de aprendizado não supervisionado ou semi-supervisionado/ativo, com ênfase para agrupamento de dados (clustering), classificação de padrões, detecção de outliers e aplicações.

Para participar da seleção, basta enviar um e-mail para o professor Campello (campello@icmc.usp.br), anexando um currículo atualizado e uma breve descrição dos principais interesses de pesquisa. O candidato selecionado receberá uma bolsa no valor de R$ 4,1 mil do CNPq durante 11 meses, prorrogável por mais 1 ano. Dependendo do desempenho do pós-doutor, é possível solicitar uma bolsa de maior valor para a FAPESP. 

Mais informações
Email: campello@icmc.usp.br