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sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

Venha à USP São Carlos e participe da maior maratona de criação de jogos do mundo

Um dos locais de realização da Global Game Jam, que ocorre no final de janeiro, será o ICMC

Estudantes participam de evento no ICMC (foto: Reinaldo Mizutani)

Um tema e 48 horas para criar o melhor jogo do mundo: esse é o desafio lançado pela Global Game Jam. Neste ano a maratona internacional ocorrerá entre os dias 31 de janeiro e 2 de fevereiro em diversos locais por todo o mundo, e um deles será o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

Esse é o maior evento global de criação de games. Em 2019, participaram mais de 45 mil pessoas em 113 países, que foram convidadas a explorar novas ferramentas de tecnologia, testando novas funções no desenvolvimento e suas habilidades para fazer algo que exige que elas projetem, desenvolvam, criem, testem e façam um novo jogo no período proposto.

Neste ano, a abertura será na sexta-feira, dia 31, às 17 horas, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no ICMC. Nesse momento são formados os times, que recebem instruções sobre a competição e o tema secreto. A partir de então, as salas de aula 3-009, 3-010, 3-011 e 3-012 serão o cenário para a criação dos jogos. 

O evento é aberto a todos os interessados, independente da experiência que tenham, e conta com a organização local do grupo de extensão Fellowship of the Game (FoG). A participação é gratuita, aberta ao público, e as inscrições podem ser realizadas no site do evento: globalgamejam.org/2020/jam-sites/fellowship-game

Sobre o FoG – O FoG é um grupo formado por alunos de graduação do ICMC focado na criação de jogos eletrônicos divertidos, de código aberto e multiplataforma. O grupo busca a aplicação direta dos conhecimentos adquiridos na graduação e da sua integração com as mais diversas tecnologias disponíveis no mercado.

Os processos de desenvolvimento de jogos internamente empregados pelo grupo são experimentais em termos de tecnologias e tendências de mercado. Nesse sentido, o FoG preza pela disseminação desse conhecimento, estimulando os integrantes mais experientes do grupo a compartilharem suas experiências com os recém-chegados.
  
Texto: Gabriela Bidin da Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Global Game Jam 2020 
Quando: 31 de janeiro a 2 de fevereiro de 2020
Onde: ICMC-USP - Avenida Trabalhador são-carlense, 400, São Carlos-SP
Inscrições: globalgamejam.org/2020/jam-sites/fellowship-game
Evento no Facebook: facebook.com/events/1025409014487706
E-mail: fog@icmc.usp.br

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Maratona internacional de criação de jogos acontece em janeiro na USP em São Carlos

A Global Game Jam reúne desenvolvedores e entusiastas para fazer jogos em 48 horas. A edição deste ano está presente em mais de 108 países

Participantes desenvolvem games na edição do Global Game Jam em 2017, no ICMC
(crédito: Reinaldo Mizutani - ICMC-USP)

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, será um dos locais que sediará, em janeiro, mais uma edição do Global Game Jam, uma disputa de programação de jogos que ocorre simultaneamente em mais de 803 localidades em todo o mundo. O evento visa estimular os desenvolvedores a se interessarem mais pela indústria de jogos, captando ideias por meio da improvisação de um tema. Outro objetivo é promover a troca de experiência entre profissionais que já atuam nesse mercado e estudantes da área.

No início do primeiro dia da competição, 25 de janeiro, sexta-feira, as equipes serão formadas, haverá a liberação dos temas e todos receberão suporte para a criação de um jogo completo com planejamento, programação, teste e apreciação. A maratona se encerrará na tarde do domingo, 27 de janeiro, com as apresentações dos jogos e a eleição do melhor.

Os jogos poderão ser feitos em qualquer plataforma e para qualquer sistema, desde que o grupo desenvolvedor tenha licença para tal. Para mais detalhes sobre as regras, consulte o site oficial da disputa: globalgamejam.org

As inscrições estão abertas até o dia da competição e podem ser realizadas pelo site icmc.usp.br/e/0a3b7. É necessário que o participante seja maior de idade e não é preciso ter conhecimento prévio sobre desenvolvimento de jogos. 

O grupo de desenvolvimento de jogos eletrônicos Fellowship of The Game (FoG) é o responsável pela realização do evento no ICMC e disponibilizará alojamento para os participantes que vierem à cidade especialmente para a disputa. Os organizadores do evento recomendam trazer um laptop, caso possua, um caderno para anotações, guloseimas, lanchinhos e, caso vá dormir na sede, um colchão.

Sobre o FoG - O FoG é um grupo formado por alunos de graduação do ICMC focado na criação de jogos eletrônicos divertidos, de código aberto e multiplataforma. O grupo busca a aplicação direta dos conhecimentos adquiridos na graduação e da sua integração com as mais diversas tecnologias disponíveis no mercado.

Os processos de desenvolvimento de jogos internamente empregados pelo grupo são experimentais em termos de tecnologias e tendências de mercado. Nesse sentido, o FoG preza pela disseminação desse conhecimento, estimulando os integrantes mais experientes do grupo a compartilharem suas experiências com os recém-chegados.

Texto: Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Serviço
Game Jam 2019 - FoG
Quando: 25 a 27 de janeiro de 2019
Onde: ICMC-USP - Avenida Trabalhador são-carlense, 400, São Carlos-SP

Mais informações

terça-feira, 3 de abril de 2018

USP oferece curso gratuito de teoria musical para jogos

Iniciativa é aberta a todos os interessados, independentemente da formação, e acontece na próxima segunda-feira, 9 de abril, no ICMC, a partir das 16 horas 

Participantes usarão uma ferramenta aberta e gratuita para criar músicas e efeitos sonoros

Apresentar uma introdução à produção musical voltada a jogos eletrônicos, usando uma ferramenta como apoio na produção e composição de temas e efeitos sonoros. Esse é o objetivo de um curso gratuito que acontece na próxima segunda-feira, 9 de abril, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

A iniciativa atende a uma demanda crescente por especialização na área de desenvolvimento de games, que vem ganhando posição de destaque no Brasil. Durante o curso, será utilizada a ferramenta aberta e gratuita Linux MultiMedia Studio (LMMS), que possui módulos para a criação de músicas e de efeitos sonoros voltados a jogos. Por meio dessa ferramenta, os participantes poderão aplicar de forma prática os conhecimentos adquiridos durante o curso. Por isso, solicita-se aos participantes que tragam notebook, com o software LMMS já instalado e também fones de ouvido. 

Voltado a todos os interessados, com qualquer tipo de formação, o curso acontecerá das 16 às 18 horas e das 19 às 21 horas. Há 30 vagas disponíveis e as inscrições podem ser realizadas até domingo, dia 8, ou enquanto houver vagas. Para participar, é preciso acessar o Sistema Apolo da USP neste link: icmc.usp.br/e/5a747. Confira, ainda, o programa detalhado do curso: icmc.usp.br/e/2e343

Sob coordenação do professor Cláudio Toledo, a atividade é uma iniciativa do grupo de extensão Fellowship of the Game (FoG), que é voltado ao estudo e desenvolvimento de jogos digitais. Quem vai ministrar o curso são os especialistas William Quelho Ferreira e Miguel de Mattos Gardini, que são alunos do ICMC e atuam junto ao FoG desde 2016 e 2017, respectivamente. Ambos compuseram e arranjaram diversas peças musicais para jogos usando LMMS e softwares similares. William já ministrou diversos cursos de extensão em nome do FoG e tem experiência em piano clássico. Miguel tem vasto conhecimento sobre teoria musical e experiência prática em violão clássico. 

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP 

Introdução à teoria musical 
Inscrições: até 8 de abril ou enquanto houver vagas, por meio do link: icmc.usp.br/e/5a747
Programa detalhado: icmc.usp.br/e/2e343
Quando: 9 de abril, segunda-feira, das 16 às 18 horas e das 19 às 21 horas. 
Local: a sala será informada posteriormente aos inscritos por e-mail. O endereço do ICMC é avenida Trabalhador são-carlense, 400, na área I do campus da USP em São Carlos. 
Não esqueça: traga seu notebook, com o software LMMS já instalado e também fones de ouvido. 
Mais informações: (16) 3373.9146 ou ccex@icmc.usp.br

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Minicurso de introdução ao design de games é oferecido no ICMC

Iniciativa do grupo de desenvolvimento de jogos do Instituto acontecerá na tarde da próxima quarta-feira, 7 de junho



O grupo de desenvolvimento de jogos Fellowship of the Game (FoG) está com inscrições abertas para o minicurso gratuito Introdução ao Game Design. O objetivo é apresentar aos estudantes a profissão de designer de jogos e os principais conceitos e técnicas que servem de base para esse campo de atuação, finalizando com uma atividade prática envolvendo a produção de um documento de design de um jogo. 

A iniciativa acontecerá no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, na tarde da próxima quarta-feira, 7 de junho, das 14 às 18 horas. Aberto a todos os interessados, o curso será ministrado por Leonardo Pereira, mestrando no ICMC, e Rafael Pedrosa, graduando no ICMC, ambos membros do FoG com experiência na área.

Há 60 vagas disponíveis e as inscrições devem ser realizadas até a próxima terça-feira, 6 de junho, ou enquanto houver vagas por meio deste link: icmc.usp.br/e/07fa6. Não é necessário ter nenhum conhecimento prévio ou levar material extra para participar da atividade, que ocorrerá na sala 5-101, no bloco 5 do ICMC. Para conferir o conteúdo detalhado do minicurso, acesse este link: icmc.usp.br/e/eb246.

Mais informações
Link para inscrições: icmc.usp.br/e/07fa6

segunda-feira, 27 de março de 2017

Aprenda a desenvolver jogos com a ferramenta GameMaker na USP em São Carlos

Curso é gratuito e acontecerá no próximo domingo, 2 de abril

Mostrar aos participantes como programar jogos eletrônicos utilizando uma das ferramentas mais conhecidas para essa finalidade e de fácil aprendizado: o GameMaker. Esse é o objetivo do curso que será oferecido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

Gratuita, a iniciativa acontecerá no próximo domingo, 2 de abril, na sala 6-303 do ICMC, das 9 às 12 horas e das 14 às 19 horas. Há 30 vagas disponíveis e as inscrições podem ser realizadas até a próxima quinta-feira, dia 30 de março, ou enquanto houver vagas. Para se inscrever, basta acessar o Sistema Apolo da USP neste link: icmc.usp.br/e/91112

Durante o curso, os participantes vão aprender sobre os componentes de um jogo e a programação de games, podendo aplicar de forma prática os conhecimentos adquiridos. Com o GameMaker, é possível organizar todos os recursos dos games em pastas dentro da ferramenta, incluindo editores de imagens, sons, scripts e fases. O GameMaker permite, ainda, salvar os recursos criados para que possam ser empregados em outros jogos ou fora do programa. 

Sob coordenação do professor Fernando Osório, a atividade é uma iniciativa do grupo de extensão Fellowship of the Game (FoG), que é voltado ao estudo e desenvolvimento de jogos digitais. Quem vai ministrar o curso são os estudantes Leonardo Pereira e William Ferreira. Eles recomendam que os participantes, se puderem, levem seus notebooks para o curso com o GameMaker instalado.

Leonardo  fez Ciências de Computação no ICMC e, atualmente, é aluno de mestrado no Instituto. Ele atua desde 2012 no FoG e tem experiência teórico-prática acumulada no desenvolvimento de jogos, que inclui participação em projetos junto ao grupo, organização de competições de desenvolvimento rápido de jogos (Game Jams), além de ter realizado pesquisas temáticas sobre o assunto, bem como organizado e ministrado aulas em uma disciplina de desenvolvimento de games no ICMC. Leonardo possui, ainda, experiência no uso de diversas ferramentas usadas na área, tais como Unity3D, Stencyl e GameMaker

Já William cursa atualmente Ciências de Computação no ICMC e atua desde 2016 junto ao FoG. Assim como Leonardo, possui experiência teórico-prática no desenvolvimento de jogos, participou de Game Jams e também domina diversas ferramentas tais como Unity3D, LÖVE e GameMaker

Introdução ao desenvolvimento de jogos com GameMaker
Inscrições: até 30 de março ou enquanto houver vagas por meio do link icmc.usp.br/e/91112
Quando: dia 2 de abril, domingo, das 9 às 12 horas e das 14 às 19 horas.
Local: laboratório 6-303, no bloco 6 do ICMC.
Endereço: Avenida Trabalhador são-carlense, 400, no campus I da USP em São Carlos.
Vagas: 30.
Mais informações: (16) 3373-9146 ou ccex@icmc.usp.br

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Do ICMC para o mundo dos games: jovens criam seus primeiros jogos e abrem o próprio negócio

Paixão que vem de infância acompanha criadores de jogos que, em 2016, planejam lançar produtos em um mercado que deve movimentar, este ano, US$ 1,45 bilhão no Brasil

Julio é o criador do jogo Run, que será lançado no próximo ano

Mario Bros, Donkey Kong, Counter Strike, Mortal Kombat são alguns nomes que fazem parte do mundo dos amantes de jogos eletrônicos. Desde cedo, eles mergulham na atmosfera dos games e, a cada jogo terminado, a ansiedade aumenta para que uma nova aventura comece. Agora imagine se, um dia, esses jogadores criassem o próprio jogo com a história que desejassem. Esse cenário está se tornando realidade para alunos e ex-alunos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, que estão trabalhando no desenvolvimento de jogos tanto para smartphones quanto para consoles de videogame, obtendo destaque no mercado.

Um exemplo bem-sucedido é o ex-aluno Tales Sampaio. Ele foi estudante de Sistemas de Informação do Instituto e, desde cedo, gostava de jogos eletrônicos. A possibilidade de ter uma formação sólida para poder criar o próprio game foi o que motivou o ex-aluno a ingressar no ICMC. Inspirado nos jogos de tiro Time Crisis e Virtual Cop, o artista 3D está desenvolvendo o game Grand Shooter para tablets e smartphones, que conta a história de Joan, uma ex-militar que sofreu um trauma muito grande em sua última participação no exército e vive enfrentando flashes do passado. Agora, ela deve enfrentar inimigos para encontrar e salvar a namorada que foi sequestrada, uma policial com a qual tinha um caso secreto. O roteiro foi idealizado pela empresa carioca Fableware.

Em desenvolvimento há cerca de dez meses, o jogo fez parte de um dos trabalhos de conclusão de curso do ex-aluno e está em fase final de produção, com previsão de lançamento para o início de 2016. “Nossas prioridades são saber se o game está rodando bem e se as animações estão legais. Esperamos que o primeiro capítulo esteja finalizado até dezembro”, conta Sampaio. O jogo terá quatro capítulos, com cinco fases cada e o nível de dificuldade aumentado assim que o usuário passar por cada uma delas. Para baixar a versão de teste do jogo, clique aqui.

Em Grand Shooter, a personagem principal deve enfrentar inimigos para salvar sua namorada que foi sequestrada

Inicialmente, o jogo estará disponível nas plataformas Android e IOS e será gratuito. “A base fornecida pelo ICMC foi o grande diferencial que propiciou que nosso jogo conseguisse rodar em plataformas móveis com alto desempenho em seu processamento”, conta Sampaio. Ano passado, o protótipo do jogo foi levado ao 13º Simpósio Brasileiro de Games e, segundo o ex-aluno, agradou tanto adultos quanto crianças.

O jogo também oferecerá uma opção para os jogadores que desejarem comprar a moeda oficial do game, a qual permitirá adquirir novas armas e personalizar o personagem. Além disso, outra forma de ganhar moedas é clicar em um ícone e assistir a uma propaganda com duração de 30 segundos. Dois ex-alunos da UFSCar, que são formados em Imagem e Som, ajudam Sampaio no desenvolvimento do jogo: Lucas Fonseca atua na parte de programação e game design; já Luiz Gustavo Marquetti trabalha com a modelagem 3D do cenário e dos objetos do jogo, além de atuar na questão lógica do game.

A ideia de desenvolver seu próprio game possibilitou a Sampaio abrir uma startup, empresa iniciante no ramo de tecnologia. A empresa, que recebeu o nome de Grumpy Panda Studios, foi criada depois de uma conversa que ele teve com Victor Stabile, diretor da Sanca Ventures, organização responsável por transformar novas ideias em startups, com sede em São Carlos.

Tales, Lucas e Luiz (da esquerda para a direita) são os desenvolvedores do Grand Shooter

Mercado aquecido – “Hoje, os jogos não fazem parte de um nicho, são produzidos para atender a públicos diversos e com propósitos diferentes. Por isso, diversas empresas de tecnologia possuem setores responsáveis por desenvolver jogos e frequentemente recrutam alunos do ICMC para esse fim”, explica o professor Moacir Ponti. Segundo ele, os cursos de computação do Instituto dão um bom embasamento para a formação desse profissional. “No ICMC, os estudantes também podem fazer parte do grupo Fellowship of the Game (FoG), cujo objetivo é reunir alunos com diversas habilidades como programação, arte, multimídia e roteiro para aprender a desenvolver jogos”, completa. 

Recente pesquisa realizada pela consultoria especializada no ramo de jogos Newzoo revela que o mercado brasileiro de games é o primeiro em faturamento de toda a América Latina e o 11º no mundo. Segundo a empresa, o Brasil tem uma estimativa de receita para 2015 de US$ 1,45 bilhão. 

Quem também está apostando nesse mercado em franca expansão é Julio Trasferetti, aluno de Ciências de Computação do ICMC, outro fã de videogames desde criança: “Quando era pequeno, eu já jogava, assistia a desenhos e ficava imaginando com tudo aquilo era feito, como funcionava”. Hoje, aos 21 anos, ele entende esses mecanismos muito bem e está desenvolvendo o jogo Run, que será lançado no primeiro semestre de 2016 para Playstation 4, Xbox One e PC.

O game, que foi inspirado na série japonesa de jogos Metal Gear, conta a história de Isaac Wain, um ex-agente diagnosticado com esquizofrenia que foi preso acusado de matar a esposa. Ao mesmo tempo em que convive com a doença, o personagem deve se desdobrar para conseguir fugir da prisão onde foi levado. “Eu estava de férias e um dia acordei com essa história na cabeça, até os nomes dos personagens vieram junto”, conta Trasferetti, que programa desde os 12 anos.

O primeiro passo rumo ao seu sonho aconteceu ano passado. Ele abriu a microempresa Torch Games em Indaiatuba, no interior de São Paulo, sua cidade natal. Com o roteiro de Run pronto, começou a recrutar pessoas do mundo todo para que o ajudassem no projeto. Atualmente, ele conta com oito colaboradores no total, distribuídos entre Brasil, Marrocos, Hungria, França, Grécia e Estados Unidos.

O pontapé inicial para a abertura de seu próprio negócio foi a atuação de Trasferetti com o software de desenvolvimentos de games Unreal Engine, quando fez testes de plataformas, criando vários jogos a fim de encontrar algum possível problema mecânico no funcionamento dos softwares: “Foi a partir desse trabalho que percebi que conseguiria abrir minha empresa”.

Com o Run idealizado, o projeto do jogo foi submetido à Sony e à Microsoft. As empresas possuem programas que aceitam propostas de novos games de qualquer desenvolvedor do mundo e o do estudante do ICMC foi aprovado. A versão pré-oficial (beta) do game foi exibida em grandes feiras americanas do ramo como a Game Developers Conference (GDC) e a Eletronic Entertainment Expo (E3). Segundo o aluno, a proposta obteve uma boa aceitação do público.

No game Run, ex-agente que sofre de esquizofrenia deve fugir da prisão

Trasferetti também foi membro do FoG e conta que tenta passar sua experiência para os membros do grupo. “Eu quis trazer minhas conquistas para eles, mostrar esse caminho paralelo à Universidade que eu tracei. Muitos têm vontade de criar seu jogo, mas não sabem exatamente para onde seguir”, revela. Ainda sobre o FoG, o estudante destacou a relevância do trabalho coletivo para o desenvolvimento de games: “Esse trabalho em grupo e o fato deles aprenderem a lidar com pessoas diferentes são as coisas mais importantes”.


Texto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação do ICMC
Crédito das imagens: Reinaldo Mizutani (foto de Julio Trasferetti) e Henrique Fontes (foto de Tales, Lucas e Luiz)

Mais Informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373-9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 20 de outubro de 2015

24 horas dedicadas à ciência: confira como foi a Virada Científica no ICMC

Atividades gratuitas abordaram temas como matemática, robótica, inteligência artificial e desenvolvimento de games

Seminário de Coisas Legais foi uma das atrações da Virada Científica no ICMC

É sábado, 17 de outubro, 14h30. Rosecler Goulart Pereira está esperando o filme Ex-machina começar, sentada ao lado de seu marido em uma das poltronas do auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Esta é a segunda atividade da Virada Científica da USP de que ela participará, logo depois de assistir a um Seminário de Coisas Legais.

“Os truques apresentados no Seminário mexem com a memória da gente, fazem a gente pensar. As escolas precisam fazer mais isso: nos estimular a pensar e inovar”, diz a pedagoga, que mora em Tangará da Serra, no Mato Grosso. Ela está em São Carlos visitando o filho, que é aluno do curso de Matemática Aplicada e Computação Científica do ICMC e a convidou para participar do evento.

No Seminário, o professor Leandro Aurichi falou sobre “Figuras Estranhas” e usou cartas para apresentar algumas curiosidades matemáticas. “A matemática comprova que tudo o que imaginamos é possível fazer. Não importa o tempo de pesquisa que vai levar. Isso é um incentivo a novas descobertas em todas as áreas do conhecimento”, afirma Rosecler. Para ela, por ser realizado de forma dinâmica e divertida, o Seminário de Coisas Legais também é uma forma de incentivar os estudantes a seguirem a área acadêmica. “A USP está de parabéns por sempre incentivar os alunos a serem pesquisadores por meio dessas atividades”, finaliza.

Rosecler e o marido acompanharam o debate após o filme Ex-machina

Depois de assistir ao filme Ex-machina, Rosecler acompanhou o debate coordenado pelo professor Fernando Osório. “Como Universidade, temos o papel de desmistificar os conceitos que aparecem no filme. Se levarmos em conta as pesquisas atuais na área de Inteligência Artificial, estamos muito longe de conseguir desenvolver uma máquina que tenha consciência, tal como apresentado nessa obra de ficção científica”, disse Osório. 

“É muito interessante assistir ao filme e, depois, ter a oportunidade de conversar com um professor que atua nessa área. Se eu estivesse em casa, ficaria apenas com a minha percepção sobre o filme”, contou David Pereira, que estuda biologia na Universidade Federal do Triângulo Mineiro. “É uma chance para enxergarmos o lado científico do filme. Quais expectativas de fato podemos ter em relação à Inteligência Artificial? Até onde a ciência já chegou?”, disse o engenheiro civil Gustavo Rocha.

David e Gustavo aprovaram a Virada Científica

Além de Ex-machina, o ICMC também exibiu o filme Dimensions durante a Virada Científica da USP. Dessa vez, o debate após a sessão de cinema foi coordenado pelo professor Francisco Rodrigues. Além disso, o laboratório 1-004 ficou à disposição do público que desejasse experimentar como é desenvolver jogos. A atividade foi coordenada pelo grupo Fellowship of the Game e fez parte de uma iniciativa mundial chamada Hora do Código.

A Virada Científica da USP contou com mais de 300 atividades gratuitas realizadas nos diversos campi da Universidade em todo o Estado de São Paulo, marcando a participação da USP na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. “Foi uma oportunidade muito importante de abrirmos as portas da Universidade para o público com esse viés científico. Espero que o evento se torne parte do calendário anual de atividades da Universidade e que conte, cada vez mais, com a presença da população”, conclui Osório.

Público também pode desenvolver jogos durante o evento


Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Criando um game em 48 horas: sete projetos nascem no ICMC

Os novos jogos foram criados durante a Global Game Jam, evento que reuniu mais de 25 mil participantes ao redor do mundo

Da argila para o computador: Yeti é uma das protagonistas de um dos games criados
Uma guerreira índia (Yeti) e um velho xamã (Kimaro) foram capturados por portugueses e colocados na prisão. Sem armas para lutar, o único jeito de escapar do local é desvendar as charadas sonoras do ambiente para destrancar as portas. É preciso, ainda, fugir do terrível monstro Mapinguary.

O enredo inusitado que abarca a saga de dois índios para fugir da prisão faz parte do game Yeti Wetiasami, que quer dizer Eu escuto Yeti escapando, criado por um dos sete grupos que trabalharam 48 horas ininterruptas durante o último final de semana no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O local foi uma das 518 sedes da Global Game Jam, uma jornada mundial de criação de jogos.

A maratona começou na sexta-feira, 23 de janeiro, às 17 horas, quando foi revelado o tema do evento: o que nós faremos agora? Os 35 participantes que ficaram alojados no ICMC debateram a proposta em conjunto e, depois, dividiram-se em equipes. “O mais interessante dessa jornada é aprender a construir um projeto e colocá-lo para funcionar em apenas 48 horas, além de todo o aprendizado que temos com a troca de conhecimento entre os participantes”, conta um dos organizadores do evento no ICMC, Leonardo Pereira, que é aluno do curso de Ciências de Computação no Instituto.

Pereira é também o coordenador geral do Fellowship of the Game (FoG), um grupo formado por alunos de graduação da USP em São Carlos focado na criação de jogos eletrônicos divertidos, de código aberto e multiplataforma. Desde a primeira edição global do evento, que aconteceu em 2009, o FoG promove a atividade no ICMC. 

A próxima jornada já tem data marcada: acontece de 29 a 31 de janeiro de 2016
No último final de semana, Pereira e mais seis colegas criaram o jogo Xablaued. “Nossa ideia foi desenvolver um jogo em que nada é o que parece ser. Então, o jogador terá que se perguntar a todo o momento: o que eu faço agora?”, explica o estudante.

Já a equipe de Rafael Gallo, que também cursa Ciências de Computação no ICMC, criou o game Momenta. Rafael e seus três colegas construíram o enredo de um astronauta, que está fora de sua nave espacial, com o oxigênio acabando. A única chance de sobreviver, nesse caso, é aproveitar o último impulso disponível para retornar à nave, usando os obstáculos que encontra pelo caminho a seu favor. 

Kit para enfrentar a jornada: colchonetes, salgadinhos, bolachas, águas, sucos, refrigerantes e café

Música, arte e antropologia – Quem imagina que a criação de um jogo envolve apenas a participação de cientistas de computação está enganado. A história da criação do game Yeti Wetiasami ajuda a mostrar o quanto é positiva a formação de equipes multidisciplinares.

O game é resultado da união de 13 membros: três programadores, três artistas 3D, um artista 2D, dois designers de game, dois músicos, um antropólogo e um escultor. O programador líder da equipe, Kleber Andrade, que faz doutorado na Escola de Engenharia de São Carlos, conta que a equipe foi formada com antecedência, via Facebook. Mas como, no dia do evento, faltaram três membros eles angariaram mais três pessoas para compor a equipe na sexta-feira. 

“Foi uma jornada de aprendizado. Mesmo quem já sabe fazer um game ganha muito quando está em uma equipe multidisciplinar, porque passa a ver outras formas de solucionar os desafios que se apresentam”, revela Andrade. Para organizar o trabalho, os 13 se subdividiram em quatro grandes áreas: áudio, arte, design e programação. Foram criadas 10 trilhas sonoras para o game e duas esculturas pelas mãos do artista Felipe Gullo: a da guerreira Yeti e a do monstro Mapinguary.

No site da Global Game Jam, a história de Yeti, Kimaro e Mapinguary – que evoca o folclore tucano e tupi – soma-se às narrativas dos mais de 5 mil games criados simultaneamente neste último final de semana em todo o mundo, mostrando a diversidade das culturas de todos os povos.

Equipe criadora do game Yeti Wetiasami: ao centro, Felipe com a escultura de Mapinguary
Para conferir todos os jogos criados durante a jornada no ICMC, acesse: icmc.usp.br/e/17506.

Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações Site oficial do evento com os jogos criados em São Carlos: icmc.usp.br/e/17506
Site da Global Game Jam São Carlos: http://ggj.fog.icmc.usp.br/
Contato do FoG: fog@icmc.usp.br
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666 ou comunica@icmc.usp.br

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Pesquisadores do ICMC dedicam-se ao desenvolvimento de jogos eletrônicos

Grupos formados por professores e alunos do ICMC utilizam a criação de games em suas atividades de ensino, pesquisa e extensão

Tela do jogo Virtuosi!

Ao pensarmos nos primeiros jogos eletrônicos, é comum que nos venha à cabeça games convencionais como fitas de Atari, Nintendo ou os primeiros CDs para o PlayStation ou PC. Mas os jogos eletrônicos de atualmente podem ir muito além da função de divertir e entreter. Além de serem utilizadas como ferramentas educacionais e simuladores, as técnicas de jogos estão no nosso dia-a-dia o tempo todo, basta prestar atenção. A palavra game já até virou verbo - estamos na era da gameficação

Na USP de São Carlos, o professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), Seiji Isotani, tem um interesse especial no uso de jogos na educação. “Gameficar a educação é utilizar de técnicas de jogos para tornar a educação mais interessante e motivar os alunos. A minha ideia é que possamos utilizar os jogos ou suas mecânicas para fazer com que inicialmente o aluno fique com a motivação extrínseca, mas que depois ele internalize e entenda que aquilo está fazendo bem pra ele, e não precise mais de algo em troca para aprender”, explicou.

O interesse do professor nesta área começou quando ele fez seu pós-doutorado na Universidade de Carnegie Mellon, nos Estados Unidos. “Eles estavam desenvolvendo sistemas educacionais intrigantes, com um aspecto de jogos. Mas a ideia já vinha há bastante tempo me instigando a pensar sobre o assunto”, revelou.

Seiji Isotani
Isotani acredita que esse tipo de ferramenta ganhará cada vez mais um espaço de destaque nas salas de aula, pois o uso da técnica de jogos já está invadindo todas as áreas. “Às vezes as pessoas não percebem porque as companhias aéreas colocam milhagem. Ao acumular milhagem, elas ganham alguns benefícios. São técnicas de jogos, que vão entrar no ambiente escolar de qualquer forma”, afirmou.

O professor confessou utilizar essas técnicas de jogos com seus alunos. “Quando os alunos participam da aula, fazendo perguntas ou respondendo um exercício na lousa, ganham ações. Essas ações podem ser trocadas por várias coisas, como uma pergunta da prova que ele não sabe. É o mesmo sistema de um game, em que o jogador troca moedas e pontos adquiridos ao longo do jogo por vidas, por exemplo”, concluiu.

Além da educação, as técnicas de jogos são empregadas nas mais diversas áreas. Os chamados "jogos sérios" são voltados para treinamento por meio de simulação, sendo utilizados, por exemplo, quando é preciso aprender a manusear um aparelho sem colocar em risco vidas humanas ou equipamentos de alto valor. "Nesse caso, cria-se um simulador, que nada mais é que um jogo, onde se pode trabalhar com o equipamento como se fosse real. Então, se der algum problema, a pessoa poderá começar de novo, e quando esta for usar o equipamento real, utilizará as regras que foram determinadas no jogo”, exemplificou.

Os jogos no Instituto

O professor Isotani, que ministra aulas de Introdução às Ciências de Computação (ICC) para alunos do primeiro ano, explica como funciona o desenvolvimento dos jogos nas atividades-fim - ensino, pesquisa e extensão - do ICMC. “Tem toda uma parte de pesquisa relacionada aos jogos, aos processos de desenvolvimento, e também à história, às tecnologias envolvidas e como melhorá-las. A parte de ensino tem várias facetas, você pode pensar em como utilizar esses jogos como ferramenta de ensino para programação, matemática e física. A medida que o aluno desenvolve os jogos, ele vai aprendendo. No caso da extensão, você pode disponibilizar esse jogo para a sociedade e ela ter algum benefício”.

Além disso, o professor contou como foi a experiência com seus alunos, na qual deu a eles a liberdade para que desenvolvessem os jogos que quisessem. “Muitos fizeram os jogos que se lembravam da época de infância, mas de um jeito pessoal. Eles desenharam as telas no papel e as transportaram para o computador, tornando uma imagem inédita. Esse era o objetivo. Enquanto aprendiam os conceitos de introdução à computação, aprendiam também a expressar a sua criatividade naquilo que se está fazendo”, concluiu. Os alunos puderam ainda trocar informações e experiências entre eles.  

Bruno Orlandi está no terceiro ano do curso de Ciências de Computação, e foi monitor da disciplina. Montou até uma aula extra com um amigo, que já tinha conhecimentos na área. “Vários alunos vieram com essa ideia de fazer jogos, mas primeiro, aprende-se a usar uma tela preta para fazer os programas, e o máximo que nós conseguimos é ler e escrever textos nessa tela. Não tem imagens coloridas e nem áudio. Então marquei uma aula com os alunos da disciplina, junto com um amigo que já tinha conhecimento em SDL (Simple DirectMedia Layer), que é uma biblioteca multimídia que permite fazer jogos, gráficos e trabalhar com áudio. Foi possível transmitir um conhecimento básico para que os alunos pudessem sair de lá sabendo mexer com SDL, programando e adquirindo um conhecimento mais profundo em desenvolvimento de jogos. Esse foi o fundamento para que os alunos pudessem desenvolver os jogos na disciplina.”, explica. 

Os estudantes Bruno Orlandi e Wesley Tiozzo
Orlandi acredita que uma das coisas que motiva o estudante a buscar um curso de tecnologia de computação e sistemas de informação é o desenvolvimento de jogos. “Eu fui inspirado a buscar a computação por estar muito envolvido com jogos de computador”.

Outras áreas de interesse que o aluno deve ter para o curso são matemática e física. Embora não pareça, as duas disciplinas estão fortemente envolvidas e presentes nos jogos eletrônicos. “A matemática envolve uma parte lógica nos games. No caso dos jogos de plataforma e corrida, é necessário conhecimentos em física”, explica Bruno.

Quem também fala sobre isso são os alunos Helder Moraes e Ricardo Fuzeto, integrantes do FoG (The Fellowship of the Game, grupo de desenvolvimento de jogos do ICMC). “Depende muito de jogo pra jogo. Há jogos que pedem um pouco mais de matemática e física, como jogos de plataformas em que é necessário calcular a aceleração do personagem, o quanto ele vai subir, a força da gravidade. Dos jogos que nós temos, dois usam bastante matemática. Um remake de MegaMan é um deles.”, diz Helder. “Um pouco de matemática sempre acaba se usando, mesmo que seja a mais elementar, porque o jogo é totalmente construído com base em um modelo matemático.”, completou Ricardo.

Além da sala de aula

No ICMC, há diversos grupos que participam de atividades relacionadas ao desenvolvimento de games eletrônicos. O FoG é um grupo de alunos vinculado ao ICMC, sem fins lucrativos, focado na criação de jogos eletrônicos divertidos, de código aberto e multiplataforma. Os participantes do grupo comentaram um pouco sobre o mercado de trabalho nesta área. “Sinceramente, o mercado é extremamente promissor. Se pegarmos os dados, pelo menos a parte do faturamento é absurdamente maior comparada, por exemplo, ao mercado de cinema. Os dois são intimamente ligados à computação, pois dependem muito de efeitos visuais. Além disso, os jogos em dia de estreia chegam a faturar até cinco vezes mais que um filme. Esses jogos que faturam bastante são de empresas que estão bem estabelecidas no mercado e tem um público-alvo muito bem determinado para cada tipo de jogo que eles fazem”, explicaram.

Os alunos revelam que a complexidade no desenvolvimento de filmes e jogos é a a mesma. Quando não, o jogo é ainda mais complexo. "De todas as áreas de computação, a de desenvolvimento de jogos é a mais interdisciplinar. Você pode usar muito pouco da área de computação, como você pode usar tudo. Para os jogos que são lançados hoje em dia no mercado, as empresas demandam muita mão-de-obra, porque é necessário uma equipe muito grande e o conhecimento tem que ser muito bem administrado e vir de uma fonte confiável. Não é a toa que muito do gasto na hora de se desenvolver um jogo vem da contratação de especialistas de áreas de conhecimentos diferentes”, analisaram.

Tela do jogo Strategos
O FoG já desenvolveu diversos jogos. Um deles é o Virtuosi!, um jogo musical com músicas clássicas, no mesmo formato do famoso Guitar Hero. “O idealizador deste jogo escolheu a música clássica para que as a pessoas conhecessem mais e vissem que música clássica não é entediante. O instrumento escolhido para o jogo foi o violino, que tem de ser manuseado com o mouse e o teclado do computador. Inclusive, nós levamos esse jogo para Brasília no ano passado no Simpósio Brasileiro de Jogos, onde o apresentamos rapidamente”, revelaram. Outro jogo que merece destaque é o Strategos, um jogo de simulação de batalha espacial em que o jogador determina naves e dá estratégias para estas. O computador, por sua vez, também gera estratégias, comparando-as até eleger a melhor para jogar com esse o jogador. “A ideia é utilizar algoritmos genéticos para desenvolver isso, pois um dos princípios básicos do FoG é aplicar os conhecimentos adquiridos na graduação”.

Projetos em andamento

Ainda falando sobre os projetos do ICMC, há um grupo que estuda "objetos de aprendizagem em matemática", coordenado pela professora Ellen Francine Barbosa. O grupo desenvolve jogos focados em ensino de matemática, que estão disponíveis no site www.tsampaio.com/ic. Por meio de um projeto PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, da CAPES), coordenado pela professora Miriam Utsumi, vários desses jogos são aplicados em  escolas de São Carlos. 

O professor Isotani, que também tem vários projetos com seus alunos, revela o que está sendo feito e o que está projetado para o futuro. “Para as pesquisas que estamos desenvolvendo, a ideia é tentar utilizar técnicas de gameficação para melhorar os sistemas educacionais que possuímos hoje, tanto dentro quanto fora da sala de aula - em um ambiente web por exemplo. Em sala, nós estamos tentando entender como isso realmente funciona, e no caso de não funcionar, o motivo. O foco é quando e como funcionam essas técnicas de gameficação. Já no ambiente virtual, nós estamos desenvolvendo um ambiente de aprendizagem gameficado, que motivaria a apresentação de comportamentos positivos e do trabalho em grupo”, finalizou.

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC
Tel. (16) 3373-9666
comunica@icmc.usp.br

Por: Maristela Galati - Assessoria de Comunicação do ICMC