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terça-feira, 22 de outubro de 2019

História da matemática no Brasil: assista à Aula Magna do professor Marcelo Viana

O diretor do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) também ministrou um Seminário de Coisas Legais sobre simetria e arte; os dois vídeos já estão disponíveis 


O diretor do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), Marcelo Viana, ministrou no dia 16 de outubro a Aula Magna A matemática brasileira: dos anos 1950 aos anos 2020, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O vídeo completo do evento pode ser conferido em icmc.usp.br/e/70b79.

Viana também apresentou, no mesmo dia, um Seminário de Coisas Legais sobre a simetria presente na arte e na matemática. Esse evento também foi gravado, e o vídeo completo está disponível em icmc.usp.br/e/25233.

Confira, ainda, o álbum com as fotos da Aula Magna no Facebook e no Google Fotos.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Lugares Possíveis: aquarelas de três mulheres chegam à Biblioteca do ICMC

Exposição coletiva apresenta obras que usam a arte da aquarela para construir novas possibilidades de estar no mundo

A obra Floresta Interior III é uma das que poderão ser vistas na exposição Lugares Possíveis, até 30 de novembro


A exposição Lugares Possíveis chegou às vitrines da Biblioteca Achille Bassi, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. A mostra reúne obras de três mulheres que usam a arte da aquarela para construir novas possibilidades de estar no mundo: a artista visual Adelle Trevisan, a jornalista Denise Casatti e a socióloga Silvia Maria do Espírito Santo.

Originalmente, Lugares Possíveis fez parte da 24ª Semana de Arte e Cultura USP São Carlos, que aconteceu de 16 a 22 de setembro, ficando exposta no Centro Cultural da USP São Carlos. Ao chegar às vitrines da Biblioteca, a mostra foi ampliada e incorporou mais três obras da série Via Satélite, de Denise Casatti. Analista de Comunicação no ICMC, a artista produziu a série em 2010, quando expôs duas das obras em uma exposição coletiva realizada em São Paulo pelo projeto Universo da Aquarela, na Associação Comercial de São Paulo. 

Além das paisagens imaginárias que compõem Via Satélite, o público que visitar a Biblioteca do ICMC poderá conferir mais quatro obras da artista, todas da série Floresta Interior, de 2019. Entre as muitas camadas de tinta que habitam cada uma das aquarelas, em meio a espaços vazios e delicados, por entre galhos e folhas, espreita um fogo sombrio. “Pelos recortes dessa floresta interior em ebulição, somos convidados a nos aproximar e nos distanciar, na busca por estabelecer um diálogo entre o real e o imaginário, entre o que há dentro e fora de nós”, escreve a jornalista.

“As aquarelas são feitas pelas e nas efemeridades do tempo, que se completam na busca da calma resistente e, quando vividas, não são eternas, mas são, ao contrário, pequenas possibilidades transformadoras do estado de alma”, afirma a socióloga Silvia Maria do Espírito Santo. Autora de quatro obras da mostra, Silvia é professora na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLR) da USP. A artista usou aquarela e lápis para criar Desejo e autonomia da mulher I, Desejo e autonomia da mulher II, Lucy Ball e Lula. “As quatro aquarelas simbolizam o que se rompe. Assim como no gesto tradicional da aquarela, os trabalhos tomam o desenho e, diferentemente da técnica secular, surgem do movimento do pincel, aqui, não adequado, quando subverte a leveza imposta pela virtuosidade”, diz a artista. 

Desejo e autonomia da mulher II: obra de  socióloga Silvia Maria do Espírito Santo
Já a artista visual Adelle Marques Trevisan traz à exposição coletiva uma realidade construída na perfeita geometria que invade suas quatro obras em lápis de cor e aquarela: Prismas em movimento; Fragmentos Poli dimensionais, Ipê Central e Solitário. Moradora de Campinas, a artista acabou de concluir a Licenciatura em Artes Visuais pela UNESP. Estudante de violino, Adelle criou as obras expostas na Biblioteca do ICMC inspirada pelas composições em mi maior do compositor Johann Sebastian Bach. Nao é à toa que suas aquarelas guardam uma relação profunda com a matemática, uma ciência tão presente na música.

Gratuita e aberta a todos os interessados, a exposição Lugares Possíveis permanece em cartaz até dia 30 de novembro e pode ser visitada a qualquer hora. A iniciativa conta com o apoio do Grupo Coordenador das Atividades de Cultura e Extensão da USP São Carlos, do Centro Cultural da USP São Carlos e da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC.

Fragmentos poli dimensionais: obra de Adelle Marques Trevisan

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 


Exposição coletiva Lugares Possíveis Quando: até 30 de novembro
Onde: vitrine da Biblioteca Achille Bassi, na área I do campus da USP, em São Carlos
Endereço: avenida Trabalhador São-carlense, 400 – Parque Arnold Schimidt
Mais informações: (16) 3373.9641 ou ccex@icmc.usp.br

domingo, 15 de setembro de 2019

Lugares Possíveis: mostra reúne aquarelas de três mulheres no Centro Cultural da USP São Carlos

Durante a Semana de Arte e Cultura da Universidade, exposição coletiva apresentará obras que usam a arte da aquarela para construir novas possibilidades de estar no mundo

Fragmentos poli dimensionais: obra de Adelle Marques Trevisan é uma das que estarão expostas no saguão do Centro Cultural da USP, a partir do do dia 17 de setembro

É possível construir outra realidade? Responder a essa indagação por meio da arte é o que mobilizou artistas da região a participarem da 24ª Semana de Arte e Cultura da USP em São Carlos, que acontece de 16 a 22 de setembro. Entre as atrações do evento está a exposição coletiva Lugares Possíveis, que reúne obras de três mulheres que usam a arte da aquarela para construir novas possibilidades de estar no mundo. 

“As aquarelas são feitas pelas e nas efemeridades do tempo, que se completam na busca da calma resistente e, quando vividas, não são eternas, mas são, ao contrário, pequenas possibilidades transformadoras do estado de alma”, afirma a socióloga Silvia Maria do Espírito Santo. Professora na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLR) da USP, ela apresentará quatro obras na mostra coletiva, usando aquarela e lápis: Desejo e autonomia da mulher I, Desejo e autonomia da mulher II, Lucy Ball e Lula. “As quatro aquarelas simbolizam o que se rompe. Assim como no gesto tradicional da aquarela, os trabalhos tomam o desenho e, diferentemente da técnica secular, surgem do movimento do pincel, aqui, não adequado, quando subverte a leveza imposta pela virtuosidade”, diz a artista. 

Desejo e autonomia da mulher II: obra de  socióloga Silvia Maria do Espírito Santo

Já a artista visual Adelle Marques Trevisan traz à exposição uma realidade construída na perfeita geometria que invade suas quatro obras em lápis de cor e aquarela: Prismas em movimento; Fragmentos Poli dimensionais, Ipê central e Solitário. Moradora de Campinas, a artista acabou de concluir a Licenciatura em Artes Visuais pela UNESP. 

As várias dimensões que surgem nas obras de Adelle entram em diálogo com as aquarelas da série Floresta Interior, da jornalista Denise Casatti, que é analista de comunicação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Entre as muitas camadas de tinta que habitam cada paisagem das quatro obras da série, brota um território imaginário. Em meio aos espaços vazios e delicados, por entre galhos e folhas, espreita o fogo sombrio que, a qualquer momento, ameaça nos consumir. “Pelos recortes dessa floresta interior em ebulição, somos convidados a nos aproximar e nos distanciar, na busca por estabelecer um diálogo entre o real e o imaginário, entre o que há dentro e fora de nós”, escreve a jornalista.

A obra Floresta Interior III é uma das que poderão ser vistas na exposição Lugares Possíveis, até dia 20 de setembro


A montagem da mostra ficou a cargo do artista visual Rafael Zafalon, que é estagiário de preservação e restauro de acervo do Centro Cultural da USP, em São Carlos. Segundo a comissão organizadora da 24ª Semana de Arte e Cultura, ao possibilitar que as palavras “lugar e possível” sejam ditas em um só respiro, cria-se um impulso para a ocupação de “um território simbólico de efetiva comunicação com o outro, para além dos muros da universidade, mas a partir dela e das manifestações culturais e artísticas de toda a sua comunidade”.

A exposição coletiva Lugares Possíveis será inaugurada na terça-feira, 17 de setembro, às 16 horas, no Centro Cultural da USP São Carlos. Logo após a abertura, a artista Anny Lemos conduzirá uma roda de conversa com as três aquarelistas. Na sequência, às 17h30, Anny fará uma vivência artístico-pedagógica de apreciação de objeto artística. “Por meio de dinâmicas, o público será instigado a práticas de apreciação, considerando forma e conteúdo das obras”, explica Anny. A artista é a autora de Lugares Afetivos, que está em cartaz na sala de exposições do Centro Cultural até 29 de setembro.

Já as obras das três aquarelistas podem ser visitadas até dia 20 de setembro, sexta-feira, das 8 às 18 horas. Todas as iniciativas da 24ª Semana de Arte e Cultura são realizadas pelo Grupo Coordenador das Atividades de Cultura e Extensão da USP São Carlos, pelo Centro Cultural da USP São Carlos, pelo Teatro da Universidade de São Paulo (TUSP) e pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP.


A exposição Lugares Afetivos, da artista Anny Lemos, pode ser visitada até dia 29 de setembro


Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 

Exposição coletiva Lugares Possíveis 
Onde: saguão do Centro Cultural USP São Carlos, área I do campus 
Endereço: avenida Doutor Carlos Botelho, 1465 - Centro, São Carlos 
Quando: de 17 a 20 de setembro 
Horário: segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas 
Mais informações: (16) 3373.8027 ou cultura@sc.usp.br

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Memórias Pantaneiras: a arte do fotógrafo Haroldo Palo Júnior em destaque na USP São Carlos

Durante a Semana de Arte e Cultura da Universidade, o Museu de Computação do ICMC inaugura exposição retratando a diversidade do Pantanal por meio de 30 imagens do fotógrafo que é reconhecido internacionalmente


"Quem cresce naquelas planuras, acostuma-se a ver a paisagem até onde a vista alcança. Assim, identifico-me com essa visão panorâmica de uma comitiva", diz o professor Alneu de Andrade Lopes, curador da exposição

Uma paisagem e uma paixão foram as responsáveis por unir dois “pantaneiros” que nunca tiveram a oportunidade de se conhecer pessoalmente. A síntese dessa parceria pode ser apreciada nas 30 imagens que fazem parte da exposição Memórias Pantaneiras: a arte de Haroldo Palo Júnior, que entra em cartaz a partir da próxima segunda-feira, 16 de setembro, no Museu de Computação Odelar Leite Linhares, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

Reconhecido internacionalmente pelo caráter artístico e documental de suas fotografias, Haroldo Palo Júnior chegou a São Carlos em 1973 para cursar Engenharia Elétrica na USP e só se despediu da cidade em 2017, depois de um enfarte fulminante. A paixão que Haroldo nutria pelo Pantanal ficou registrada nas imagens produzidas ao longo dos 40 anos em que fotografou as paisagens, os animais e as pessoas desse ecossistema tão diverso. “Haroldo faz parte de uma categoria de fotógrafo pesquisador, fazendo que seu acervo seja uma fonte não apenas de uma fantástica coleção de arte, mas de um incrível conjunto de informações ambientais, geográficas, biológicas e sociais, que constitui um valioso material de pesquisa”, explica o curador da exposição, o professor Alneu de Andrade Lopes, do ICMC. 

O Pantanal e a paixão pela fotografia mobilizaram Alneu em direção a Haroldo. Quando visitou a casa do fotógrafo, em 2018, ele foi gentilmente guiado por Isadora Puntel, esposa de Haroldo, que lhe apresentou às dezenas de milhares de imagens do Pantanal. “No acervo do Haroldo, com mais de 300 mil fotos, encontramos pérolas de fotografias como amanheceres e pores de sol pantaneiros”, explica Alneu. 

O curador explica que a seleção das 30 imagens da exposição foi guiada para auxiliar o público a compreender o que é o Pantanal, já que o componente documental está sempre presente na fotografia de Haroldo. Outro aspecto que direcionou as escolhas do curador foram suas próprias memórias. “Nasci em Nioaque, no Mato Grosso do Sul, e tive muito contato com Aquidauana, Miranda, Corumbá, Bonito e com fazendas daquela região. Meu avô José Ferreira de Andrade Neto era carpinteiro e excelente construtor de mangueiros, que são instalações para manuseio do gado, para vaciná-lo e marcá-lo. Lembro-me, por exemplo, de ter passado um mês, quando tinha uns 12 anos, ajudando-o numa fazenda que ainda estava com tudo por desbravar. Tanto que nem mangueiro tinha, meu avô que o estava construindo”, relata o professor.

Fotógrafo de natureza reconhecido internacionalmente, Haroldo nasceu em Lins, no dia 17 de novembro de 1953, mas residiu em São Carlos desde o início de sua graduação na Escola de Engenharia de São Carlos, em 1973

Formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Alneu chegou a São Carlos em 1993, quando começou o mestrado em Ciências da Computação e Matemática Computacional no ICMC, sob orientação da professora Maria Carolina Monard, uma das primeiras pesquisadoras brasileiras a atuar no campo da inteligência artificial. Depois de passar uma temporada em Portugal, onde fez doutorado em Ciências da Computação pela Universidade do Porto, retornou à cidade em 2002, ano em que se tornou professor no ICMC, onde realiza pesquisas nas áreas de inteligência artificial, aprendizagem de máquina, mineração de dados e mineração de redes complexas. 

Em paralelo à carreira acadêmica, Alneu manteve viva a paixão pela fotografia, que carrega desde o final da adolescência. A afinidade que estabeleceu com as obras de Haroldo se reflete no cuidado do curador com a impressão das imagens: “Tal impressão foi feita a partir de arquivos originais pós-processados pelo Haroldo. Na escolha do papel, optei, após vários testes, pelo Hahnemühle Museum Etching 350 gramas, um papel fosco, de altíssima qualidade, no qual a fotografia pode durar mais de 100 anos se protegida e com iluminação adequada. A ideia da impressão fine art foi primar pela qualidade, fazendo jus à natureza artística e documental das imagens”.

A abertura da exposição acontecerá às 19h30 no dia 16 de setembro, segunda, no Museu de Computação Odelar Leite Linhares, no ICMC. A exposição permanece em cartaz até 18 de outubro e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas. A iniciativa faz parte da Semana de Arte e Cultura da USP e conta com o apoio do Grupo Coordenador das Atividades de Cultura e Extensão Universitária do campus de São Carlos da USP, do Centro Cultural do campus e da Comissão de Cultura e Extensão do ICMC.

Quem visitar a exposição poderá vislumbrar as imagens impressas no formato A3+, molduradas em um tamanho médio de 65x55 centímetros. Na opinião do curador, esse tamanho permite ao público lançar um olhar próximo, cuidadoso, não apressado, sobre as obras. “Um olhar que está se tornando raro, uma vez que fotos impressas estão deixando de existir”, conclui Alneu.

A exposição permanece em cartaz no Museu de Computação até dia 18 de outubro

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 
Fotos: Haroldo Palo Júnior 


Memórias Pantaneiras: a arte de Haroldo Palo Júnior 
Onde: Museu de Computação Odelar Leite Linhares, no bloco 4 do ICMC, área I do campus da USP, em São Carlos 
Endereço: avenida Trabalhador são-carlense, 400. 
Veja o catálogo da exposição: icmc.usp.br/e/d59a3
Quando: de 16 de setembro a 18 de outubro 
Horário: segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas 
Mais informações: (16) 3373.9146 ou eventos@icmc.usp.br

quinta-feira, 21 de março de 2019

Espetáculo teatral gratuito acontece na noite de 27 de março na USP São Carlos

Grupo teatral Fora do sériO apresenta “ferramentas da casa quebrada”, espetáculo que aborda temas atuais como a violência contra a mulher e a hipocrisia social



A partir da adaptação do conto “Kótin, o provedor, e Platonida”, do escritor russo Nikolai Leskov, nasceu o espetáculo ferramentas da casa quebrada, do grupo teatral Fora do sériO. O público poderá assistir à peça na próxima quarta-feira, 27 de março, às 19 horas, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

Os ingressos são gratuitos e serão distribuídos no saguão do auditório uma hora antes do início do evento. Na noite anterior, o grupo fará a apresentação no Teatro Municipal da cidade a partir das 20 horas. 

Após um ano em cartaz com sucesso de público, o espetáculo foi contemplado em um edital do Programa de Ação Cultural (ProAC) Circulação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e será exibido em seis cidades durante o primeiro semestre de 2019. Segundo o grupo, a contundência da narrativa escrita no século XIX por Leskov ainda reverbera nos tempos atuais. Temas como violência contra a mulher e hipocrisia social são trazidos à tona no conto e no espetáculo, que não é recomendado para menores de 14 anos. 

“A arte e o teatro têm a função de agregar socialmente, para que as ideias sejam compartilhadas, experiências coletivas sejam vividas e as pessoas troquem reflexões sobre as questões atuais”, explica Miriam Fontana, atriz e produtora do espetáculo. Na segunda-feira, dia 25, Miriam realizará um encontro artístico com roda de conversa no Senac, às 19 horas. Os interessados podem comparecer no dia, local e hora marcados para participar gratuitamente e conhecer a linha de pesquisa adotada pelo grupo para a criação do espetáculo. 

Com direção de Jonas Golfeto, direção musical do maestro Sergio Alberto de Oliveira e tendo como figurinista Dino Bernardi, a peça conta com a desenvoltura de três atrizes: Isabela Graeff, Míriam Fontana e Renata Martelli. Elas se revezam como narradoras e como personagens, em um jogo teatral instigante aliado à expressão musical e corporal. 

Para que o projeto seja o mais democrático possível e esteja ao alcance de todos os públicos, o grupo oferece um vídeo com a contextualização do espetáculo na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), que pode ser assistido antecipadamente por pessoas com deficiência auditiva, contextualizando-as para vivenciar a apresentação no dia do espetáculo. O vídeo pode ser solicitado por meio de contato nas redes sociais do grupo ou pelo link: http://bit.ly/emlibras



Fora do SériO – Fundado em 1988 na cidade de Campinas, o grupo está sediado em Ribeirão Preto desde 1991 e preza pela ousadia por meio da mescla de linguagens e a presença em espaços variados, tais como palco, teatro de arena, rua, ambientes alternativos, buscando a expressão e a comunicação contemporânea. 

O trabalho do Fora do SériO foi fortificado principalmente pelo estudo da commedia dell’arte – movimento teatral popular apoiado na força do ator, na utilização de máscaras teatrais, na improvisação e interação com o espectador, na presença da música executada ao vivo e na expressividade do corpo. Essas qualidades estão presentes até hoje nos espetáculos do grupo. 

Texto - Assessoria de comunicação do ICMC com informações da assessoria de imprensa Fonte Comunicação

Espetáculo teatral “ferramentas da casa quebrada” 
Página do evento no Facebook: www.facebook.com/events/396057577746419/
Quando: quarta-feira, 27 de março, às 19 horas, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano 
Onde: no bloco 6 do ICMC, na área I do campus da USP, no centro de São Carlos 
Endereço: avenida Trabalhador São Carlense, 400 
Mais informações: (16) 3373.9146

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Mostra de pinturas retrata personagens que marcaram a história

Jesus Cristo, João Paulo II e Maurren Maggi são retratados em algumas das imagens expostas na Biblioteca Achille Bassi, no ICMC, em São Carlos

Crucificação de Jesus Cristo desenhada na madeira. 
Segundo o artista, a imagem representa vergonha, tortura e flagelação.


Representar personagens que foram importantes para a história da humanidade. Esse é o principal objetivo da exposição Imagens desse universo pela caneta incandescente de Ciro Júlio Cellurale. Ao todo, são 12 imagens trabalhadas em madeira e papel Canson, ambas feitas em pirogravura, uma técnica que consiste em desenhar com uma caneta de ponta incandescente. 

As obras ficarão expostas até dia 18 de agosto, das 8 às 21h30, na Biblioteca Achille Bassi, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. A exposição é  gratuita e aberta ao público.

Para Ciro, a humanidade é a maior fonte de inspiração de um artista, pois, dessa forma, é possível retratar a complexidade do ser humano em diversos momentos da história: "Esse tema nos mostra que precisamos amadurecer, porque percebemos que a única evolução que cabe a todos é a dos conflitos".

Algumas das obras expostas já ganharam diversas premiações. O quadro mais famoso chama-se Pra que isso? e foi premiado com medalha de prata no 35º Salão de Artes Plásticas de Rio Claro. Outra obra que se destaca é a imagem de Janusz Korczajk com uma criança. Janusz ficou conhecido por ter escolhido ser deportado pelos nazistas junto com as crianças judias do orfanato em que dirigia, no subúrbio de Varsóvia, na Polônia.
Quadro Pra que isso?: "As crianças ficam perdidas em meio aos conflitos,
recolhendo mágoas e cápsulas deflagradas"

Juliana Moraes, que chefia a biblioteca do ICMC, afirma que as bibliotecas são ambientes intimamente ligados à arte e à cultura. Para ela, usar esse espaço para uma mostra de arte vem ao encontro desse conceito, da mudança no comportamento das pessoas que usam esse ambiente e que desejam ver e vivenciar outras atividades nele. "A aprendizagem não acontece apenas com a leitura, a escrita e os livros técnico-científicos, mas também com vários tipos de interações. Daí a relevância dessa exposição para a biblioteca e a comunidade", finaliza Juliana.

Texto: Talissa Fávero - Assessoria de Comunicação do ICMC

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Curso gratuito de animação para jogos é oferecido no ICMC

Antecipação: uma das técnicas de animação que será ensinada no curso

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, está com inscrições abertas para o curso Animação 2D voltada para jogos. O objetivo é introduzir conceitos, técnicas e apresentar as ferramentas da área que são utilizadas no desenvolvimento de games. Há 18 vagas disponíveis e as inscrições, que são gratuitas, devem ser realizadas até o dia 25 de novembro ou enquanto houver vagas por meio deste link no Sistema Apolo: http://icmc.usp.br/e/478b0.

O curso, que é voltado para estudantes de graduação dos cursos de computação, será realizado no dia 29 de novembro, das 19 às 23 horas, na sala 6-303 do bloco 6 do ICMC e será ministrado pela aluna Anayã Ferreira, sob coordenação do professor Fernando Osório. Confira, abaixo, os tópicos que serão abordados no curso.

Conceitos básicos de arte aplicados a jogos:
  • conceitos de desenho tradicional;
  • simplicidade;
  • formas básicas;
  • destaque;
  • juntas.
Introdução a softwares para arte digital:
  • interface;
  • uso geral;
  • ferramentas específicas. 
12 princípios da animação voltados para jogos:
  • comprimir e esticar (squash and stretch); 
  • antecipação (anticipation); 
  • encenação (staging); 
  • animação direta e posição-chave (straight ahead action and pose to pose); 
  • continuidade e sobreposição da ação (overlapping action and follow through); 
  • aceleração e desaceleração (slow in and slow out); 
  • movimento em arco (arcs); 
  • ação secundária (secondary actions); 
  • temporização (timing); 
  • exagero (exaggeration); 
  • desenho volumétrico (solid drawing); 
  • apelo (appeal). 
Técnicas de animação:
  • tradicional: técnica de onion skin, procedimento básico;
  • vetorizada: conceitos para preparação do personagem, animação com transforms, animação com bones
Conceitos técnicos para arte em jogos:
  • sprite sheets; 
  • formatos e tamanhos; 
  • detalhes exportando; 
  • dicas gerais. 
Crédito da imagem: Wikipedia

Mais informações
Link para inscrições: http://icmc.usp.br/e/478b0
Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC: (16) 3373.9146

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Grupo de desenvolvimento de jogos do ICMC realiza maratona para criação de games


Criar um jogo do zero em apenas 48 horas. Esse é o desafio lançado no FoG Game Jam, que ocorrerá entre os dias 28 e 30 de outubro no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Promovido pelo grupo de desenvolvimento de jogos Fellowship of the Game (FoG), o evento busca despertar a paixão pela produção de games. 

Durante as 48 horas de maratona, as equipes terão que criar um jogo digital ou analógico baseado em um tema estipulado pela organização do evento. A participação é gratuita e aberta a todos os interessados, mas as vagas são limitadas. Para se inscrever, basta preencher o formulário disponível neste link: icmc.usp.br/e/7e48f.

Os organizadores esperam contar com a participação de estudantes de diferentes áreas do conhecimento, tais como computação, arte, game design, música, narrativa, entre outras. O evento acontecerá nas salas 3-009 e 3-010, localizadas no bloco 3 do ICMC. Confira, abaixo, a programação completa.

Sexta-feira (28/10)
18 horas: abertura do evento e divulgação do tema
19 horas: início do desenvolvimento do projeto

Sábado (29/10)
O dia todo: desenvolvimento do projeto

Domingo (30/10)
16 horas: início do encerramento do desenvolvimento (equipes devem colocar o jogo no site do evento)
17 horas: encerramento do desenvolvimento e apresentação dos projetos
17h30: encerramento do evento

Mais informações

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Os origamis tomam conta da Biblioteca Achille Bassi

Para confeccionar a violinista com uma única
folha de papel foram necessárias 7 horas de trabalho

Uma grande curva de Gauss, uma violinista, várias caixas, flores, figuras mitológicas e muitos animais. Essa diversidade de formas, tamanhos e cores pode ser conferida na exposição "Origami: uma arte como você nunca viu!", que toma conta da Biblioteca Achille Bassi, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, a partir desta segunda-feira, 23 de fevereiro.

Realizada pelo grupo Kakushin, da Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira de São Carlos, a exposição é gratuita e fica em cartaz até 11 de abril. “Vamos expor origamis complexos gigantes, que começamos a produzir para que as pessoas pudessem ver melhor os detalhes dessa arte”, explica um dos coordenadores do grupo, Osmar Pinheiro. O grupo é formado por cerca de doze dobradores voluntários que se dedicam à divulgação da arte do origami.

As obras estão expostas no térreo e no primeiro andar da Biblioteca Achille Bassi e as visitas podem ser realizadas de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h30, e aos sábados, das 9 às 12 horas. A Biblioteca Achille Bassi fica no ICMC, no campus I da USP, no centro de São Carlos, na avenida Trabalhador são-carlense, 400.



Oficina – O grupo Kakushin também oferecerá uma oficina de origami na noite da próxima terça-feira, 24 de fevereiro, a partir das 20h30, na sala 4-003 no ICMC. A oficina é gratuita, mas como as vagas são limitadas, é preciso realizar inscrição previamente por meio de formulário eletrônico disponível neste link: icmc.usp.br/e/f757a

A oficina e a exposição estão sendo promovidas com o apoio da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC.



Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC

Mais informações
Secretaria da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC: (16) 3373.9146
E-mail: ccex@icmc.usp.br