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terça-feira, 15 de outubro de 2019

Lugares Possíveis: aquarelas de três mulheres chegam à Biblioteca do ICMC

Exposição coletiva apresenta obras que usam a arte da aquarela para construir novas possibilidades de estar no mundo

A obra Floresta Interior III é uma das que poderão ser vistas na exposição Lugares Possíveis, até 30 de novembro


A exposição Lugares Possíveis chegou às vitrines da Biblioteca Achille Bassi, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. A mostra reúne obras de três mulheres que usam a arte da aquarela para construir novas possibilidades de estar no mundo: a artista visual Adelle Trevisan, a jornalista Denise Casatti e a socióloga Silvia Maria do Espírito Santo.

Originalmente, Lugares Possíveis fez parte da 24ª Semana de Arte e Cultura USP São Carlos, que aconteceu de 16 a 22 de setembro, ficando exposta no Centro Cultural da USP São Carlos. Ao chegar às vitrines da Biblioteca, a mostra foi ampliada e incorporou mais três obras da série Via Satélite, de Denise Casatti. Analista de Comunicação no ICMC, a artista produziu a série em 2010, quando expôs duas das obras em uma exposição coletiva realizada em São Paulo pelo projeto Universo da Aquarela, na Associação Comercial de São Paulo. 

Além das paisagens imaginárias que compõem Via Satélite, o público que visitar a Biblioteca do ICMC poderá conferir mais quatro obras da artista, todas da série Floresta Interior, de 2019. Entre as muitas camadas de tinta que habitam cada uma das aquarelas, em meio a espaços vazios e delicados, por entre galhos e folhas, espreita um fogo sombrio. “Pelos recortes dessa floresta interior em ebulição, somos convidados a nos aproximar e nos distanciar, na busca por estabelecer um diálogo entre o real e o imaginário, entre o que há dentro e fora de nós”, escreve a jornalista.

“As aquarelas são feitas pelas e nas efemeridades do tempo, que se completam na busca da calma resistente e, quando vividas, não são eternas, mas são, ao contrário, pequenas possibilidades transformadoras do estado de alma”, afirma a socióloga Silvia Maria do Espírito Santo. Autora de quatro obras da mostra, Silvia é professora na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLR) da USP. A artista usou aquarela e lápis para criar Desejo e autonomia da mulher I, Desejo e autonomia da mulher II, Lucy Ball e Lula. “As quatro aquarelas simbolizam o que se rompe. Assim como no gesto tradicional da aquarela, os trabalhos tomam o desenho e, diferentemente da técnica secular, surgem do movimento do pincel, aqui, não adequado, quando subverte a leveza imposta pela virtuosidade”, diz a artista. 

Desejo e autonomia da mulher II: obra de  socióloga Silvia Maria do Espírito Santo
Já a artista visual Adelle Marques Trevisan traz à exposição coletiva uma realidade construída na perfeita geometria que invade suas quatro obras em lápis de cor e aquarela: Prismas em movimento; Fragmentos Poli dimensionais, Ipê Central e Solitário. Moradora de Campinas, a artista acabou de concluir a Licenciatura em Artes Visuais pela UNESP. Estudante de violino, Adelle criou as obras expostas na Biblioteca do ICMC inspirada pelas composições em mi maior do compositor Johann Sebastian Bach. Nao é à toa que suas aquarelas guardam uma relação profunda com a matemática, uma ciência tão presente na música.

Gratuita e aberta a todos os interessados, a exposição Lugares Possíveis permanece em cartaz até dia 30 de novembro e pode ser visitada a qualquer hora. A iniciativa conta com o apoio do Grupo Coordenador das Atividades de Cultura e Extensão da USP São Carlos, do Centro Cultural da USP São Carlos e da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC.

Fragmentos poli dimensionais: obra de Adelle Marques Trevisan

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 


Exposição coletiva Lugares Possíveis Quando: até 30 de novembro
Onde: vitrine da Biblioteca Achille Bassi, na área I do campus da USP, em São Carlos
Endereço: avenida Trabalhador São-carlense, 400 – Parque Arnold Schimidt
Mais informações: (16) 3373.9641 ou ccex@icmc.usp.br

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Memórias Pantaneiras: confira como foi a abertura da exposição



A abertura da exposição Memórias Pantaneiras: a arte de Haroldo Palo Júnior aconteceu no Museu de Computação Odelar Leite Linhares, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, na noite de 16 de setembro. As 30 imagens que fazem parte da exposição permanecerão em cartaz até 18 de outubro. As visitas são gratuitas e abertas a todos os interessados. As escolas que desejarem agendar visitas em grupo podem entrar em contato pelo e-mail ccex@icmc.usp.br.

Reconhecido internacionalmente pelo caráter artístico e documental de suas fotografias, Haroldo Palo Júnior chegou a São Carlos em 1973 para cursar Engenharia Elétrica na USP e só se despediu da cidade em 2017, depois de um enfarte fulminante. A paixão que Haroldo nutria pelo Pantanal ficou registrada nas imagens produzidas ao longo dos 40 anos em que fotografou as paisagens, os animais e as pessoas desse ecossistema tão diverso. “Haroldo faz parte de uma categoria de fotógrafo pesquisador, fazendo que seu acervo seja uma fonte não apenas de uma fantástica coleção de arte, mas de um incrível conjunto de informações ambientais, geográficas, biológicas e sociais, que constitui um valioso material de pesquisa”, explica o curador da exposição, o professor Alneu de Andrade Lopes, do ICMC.

A iniciativa fez parte da programação da Semana de Arte e Cultura da USP e contou com o apoio do Grupo Coordenador das Atividades de Cultura e Extensão Universitária do campus de São Carlos da USP, do Centro Cultural do campus e da Comissão de Cultura e Extensão do ICMC.



Confira o álbum de fotos da abertura da exposição no Facebook e no Google Fotos!

domingo, 15 de setembro de 2019

Lugares Possíveis: mostra reúne aquarelas de três mulheres no Centro Cultural da USP São Carlos

Durante a Semana de Arte e Cultura da Universidade, exposição coletiva apresentará obras que usam a arte da aquarela para construir novas possibilidades de estar no mundo

Fragmentos poli dimensionais: obra de Adelle Marques Trevisan é uma das que estarão expostas no saguão do Centro Cultural da USP, a partir do do dia 17 de setembro

É possível construir outra realidade? Responder a essa indagação por meio da arte é o que mobilizou artistas da região a participarem da 24ª Semana de Arte e Cultura da USP em São Carlos, que acontece de 16 a 22 de setembro. Entre as atrações do evento está a exposição coletiva Lugares Possíveis, que reúne obras de três mulheres que usam a arte da aquarela para construir novas possibilidades de estar no mundo. 

“As aquarelas são feitas pelas e nas efemeridades do tempo, que se completam na busca da calma resistente e, quando vividas, não são eternas, mas são, ao contrário, pequenas possibilidades transformadoras do estado de alma”, afirma a socióloga Silvia Maria do Espírito Santo. Professora na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLR) da USP, ela apresentará quatro obras na mostra coletiva, usando aquarela e lápis: Desejo e autonomia da mulher I, Desejo e autonomia da mulher II, Lucy Ball e Lula. “As quatro aquarelas simbolizam o que se rompe. Assim como no gesto tradicional da aquarela, os trabalhos tomam o desenho e, diferentemente da técnica secular, surgem do movimento do pincel, aqui, não adequado, quando subverte a leveza imposta pela virtuosidade”, diz a artista. 

Desejo e autonomia da mulher II: obra de  socióloga Silvia Maria do Espírito Santo

Já a artista visual Adelle Marques Trevisan traz à exposição uma realidade construída na perfeita geometria que invade suas quatro obras em lápis de cor e aquarela: Prismas em movimento; Fragmentos Poli dimensionais, Ipê central e Solitário. Moradora de Campinas, a artista acabou de concluir a Licenciatura em Artes Visuais pela UNESP. 

As várias dimensões que surgem nas obras de Adelle entram em diálogo com as aquarelas da série Floresta Interior, da jornalista Denise Casatti, que é analista de comunicação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Entre as muitas camadas de tinta que habitam cada paisagem das quatro obras da série, brota um território imaginário. Em meio aos espaços vazios e delicados, por entre galhos e folhas, espreita o fogo sombrio que, a qualquer momento, ameaça nos consumir. “Pelos recortes dessa floresta interior em ebulição, somos convidados a nos aproximar e nos distanciar, na busca por estabelecer um diálogo entre o real e o imaginário, entre o que há dentro e fora de nós”, escreve a jornalista.

A obra Floresta Interior III é uma das que poderão ser vistas na exposição Lugares Possíveis, até dia 20 de setembro


A montagem da mostra ficou a cargo do artista visual Rafael Zafalon, que é estagiário de preservação e restauro de acervo do Centro Cultural da USP, em São Carlos. Segundo a comissão organizadora da 24ª Semana de Arte e Cultura, ao possibilitar que as palavras “lugar e possível” sejam ditas em um só respiro, cria-se um impulso para a ocupação de “um território simbólico de efetiva comunicação com o outro, para além dos muros da universidade, mas a partir dela e das manifestações culturais e artísticas de toda a sua comunidade”.

A exposição coletiva Lugares Possíveis será inaugurada na terça-feira, 17 de setembro, às 16 horas, no Centro Cultural da USP São Carlos. Logo após a abertura, a artista Anny Lemos conduzirá uma roda de conversa com as três aquarelistas. Na sequência, às 17h30, Anny fará uma vivência artístico-pedagógica de apreciação de objeto artística. “Por meio de dinâmicas, o público será instigado a práticas de apreciação, considerando forma e conteúdo das obras”, explica Anny. A artista é a autora de Lugares Afetivos, que está em cartaz na sala de exposições do Centro Cultural até 29 de setembro.

Já as obras das três aquarelistas podem ser visitadas até dia 20 de setembro, sexta-feira, das 8 às 18 horas. Todas as iniciativas da 24ª Semana de Arte e Cultura são realizadas pelo Grupo Coordenador das Atividades de Cultura e Extensão da USP São Carlos, pelo Centro Cultural da USP São Carlos, pelo Teatro da Universidade de São Paulo (TUSP) e pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP.


A exposição Lugares Afetivos, da artista Anny Lemos, pode ser visitada até dia 29 de setembro


Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 

Exposição coletiva Lugares Possíveis 
Onde: saguão do Centro Cultural USP São Carlos, área I do campus 
Endereço: avenida Doutor Carlos Botelho, 1465 - Centro, São Carlos 
Quando: de 17 a 20 de setembro 
Horário: segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas 
Mais informações: (16) 3373.8027 ou cultura@sc.usp.br

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Memórias Pantaneiras: a arte do fotógrafo Haroldo Palo Júnior em destaque na USP São Carlos

Durante a Semana de Arte e Cultura da Universidade, o Museu de Computação do ICMC inaugura exposição retratando a diversidade do Pantanal por meio de 30 imagens do fotógrafo que é reconhecido internacionalmente


"Quem cresce naquelas planuras, acostuma-se a ver a paisagem até onde a vista alcança. Assim, identifico-me com essa visão panorâmica de uma comitiva", diz o professor Alneu de Andrade Lopes, curador da exposição

Uma paisagem e uma paixão foram as responsáveis por unir dois “pantaneiros” que nunca tiveram a oportunidade de se conhecer pessoalmente. A síntese dessa parceria pode ser apreciada nas 30 imagens que fazem parte da exposição Memórias Pantaneiras: a arte de Haroldo Palo Júnior, que entra em cartaz a partir da próxima segunda-feira, 16 de setembro, no Museu de Computação Odelar Leite Linhares, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

Reconhecido internacionalmente pelo caráter artístico e documental de suas fotografias, Haroldo Palo Júnior chegou a São Carlos em 1973 para cursar Engenharia Elétrica na USP e só se despediu da cidade em 2017, depois de um enfarte fulminante. A paixão que Haroldo nutria pelo Pantanal ficou registrada nas imagens produzidas ao longo dos 40 anos em que fotografou as paisagens, os animais e as pessoas desse ecossistema tão diverso. “Haroldo faz parte de uma categoria de fotógrafo pesquisador, fazendo que seu acervo seja uma fonte não apenas de uma fantástica coleção de arte, mas de um incrível conjunto de informações ambientais, geográficas, biológicas e sociais, que constitui um valioso material de pesquisa”, explica o curador da exposição, o professor Alneu de Andrade Lopes, do ICMC. 

O Pantanal e a paixão pela fotografia mobilizaram Alneu em direção a Haroldo. Quando visitou a casa do fotógrafo, em 2018, ele foi gentilmente guiado por Isadora Puntel, esposa de Haroldo, que lhe apresentou às dezenas de milhares de imagens do Pantanal. “No acervo do Haroldo, com mais de 300 mil fotos, encontramos pérolas de fotografias como amanheceres e pores de sol pantaneiros”, explica Alneu. 

O curador explica que a seleção das 30 imagens da exposição foi guiada para auxiliar o público a compreender o que é o Pantanal, já que o componente documental está sempre presente na fotografia de Haroldo. Outro aspecto que direcionou as escolhas do curador foram suas próprias memórias. “Nasci em Nioaque, no Mato Grosso do Sul, e tive muito contato com Aquidauana, Miranda, Corumbá, Bonito e com fazendas daquela região. Meu avô José Ferreira de Andrade Neto era carpinteiro e excelente construtor de mangueiros, que são instalações para manuseio do gado, para vaciná-lo e marcá-lo. Lembro-me, por exemplo, de ter passado um mês, quando tinha uns 12 anos, ajudando-o numa fazenda que ainda estava com tudo por desbravar. Tanto que nem mangueiro tinha, meu avô que o estava construindo”, relata o professor.

Fotógrafo de natureza reconhecido internacionalmente, Haroldo nasceu em Lins, no dia 17 de novembro de 1953, mas residiu em São Carlos desde o início de sua graduação na Escola de Engenharia de São Carlos, em 1973

Formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Alneu chegou a São Carlos em 1993, quando começou o mestrado em Ciências da Computação e Matemática Computacional no ICMC, sob orientação da professora Maria Carolina Monard, uma das primeiras pesquisadoras brasileiras a atuar no campo da inteligência artificial. Depois de passar uma temporada em Portugal, onde fez doutorado em Ciências da Computação pela Universidade do Porto, retornou à cidade em 2002, ano em que se tornou professor no ICMC, onde realiza pesquisas nas áreas de inteligência artificial, aprendizagem de máquina, mineração de dados e mineração de redes complexas. 

Em paralelo à carreira acadêmica, Alneu manteve viva a paixão pela fotografia, que carrega desde o final da adolescência. A afinidade que estabeleceu com as obras de Haroldo se reflete no cuidado do curador com a impressão das imagens: “Tal impressão foi feita a partir de arquivos originais pós-processados pelo Haroldo. Na escolha do papel, optei, após vários testes, pelo Hahnemühle Museum Etching 350 gramas, um papel fosco, de altíssima qualidade, no qual a fotografia pode durar mais de 100 anos se protegida e com iluminação adequada. A ideia da impressão fine art foi primar pela qualidade, fazendo jus à natureza artística e documental das imagens”.

A abertura da exposição acontecerá às 19h30 no dia 16 de setembro, segunda, no Museu de Computação Odelar Leite Linhares, no ICMC. A exposição permanece em cartaz até 18 de outubro e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas. A iniciativa faz parte da Semana de Arte e Cultura da USP e conta com o apoio do Grupo Coordenador das Atividades de Cultura e Extensão Universitária do campus de São Carlos da USP, do Centro Cultural do campus e da Comissão de Cultura e Extensão do ICMC.

Quem visitar a exposição poderá vislumbrar as imagens impressas no formato A3+, molduradas em um tamanho médio de 65x55 centímetros. Na opinião do curador, esse tamanho permite ao público lançar um olhar próximo, cuidadoso, não apressado, sobre as obras. “Um olhar que está se tornando raro, uma vez que fotos impressas estão deixando de existir”, conclui Alneu.

A exposição permanece em cartaz no Museu de Computação até dia 18 de outubro

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 
Fotos: Haroldo Palo Júnior 


Memórias Pantaneiras: a arte de Haroldo Palo Júnior 
Onde: Museu de Computação Odelar Leite Linhares, no bloco 4 do ICMC, área I do campus da USP, em São Carlos 
Endereço: avenida Trabalhador são-carlense, 400. 
Veja o catálogo da exposição: icmc.usp.br/e/d59a3
Quando: de 16 de setembro a 18 de outubro 
Horário: segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas 
Mais informações: (16) 3373.9146 ou eventos@icmc.usp.br

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

A arte de fotografar miniaturas chega à vitrine da Biblioteca do ICMC

Retratados em 17 imagens, os grandes personagens dessa exposição são pequenas obras de arte


Visite a exposição gratuitamente até dia 6 de outubro

Nas imagens, os brinquedos em miniatura ganham vida. “Utilizando a arte da fotografia é possível ter de volta aquela sensação gostosa da infância, valorizando uma coleção de bonecos que estaria fadada a ficar somente na prateleira como um objeto de decoração”, explica o fotógrafo Paulo Fernando Januário, artisticamente conhecido como Paulo Ziro. Ele é o autor das 17 imagens que acabam de chegar às vitrines da Biblioteca Achille Bassi, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

Por meio da fotografia temática de miniaturas, Paulo busca criar cenas e situações: “Juntando o hobby de colecionar com a fotografia, podemos usar a criatividade para tornar os brinquedos de coleção algo mais realista e mais humano”. Ele diz que a fotografia temática de miniaturas é como um novo gênero fotográfico, bastante popular no exterior, principalmente nos países asiáticos, na América do Norte e na Europa, e que o Brasil vem se tornando uma importante referência na área.

O fotógrafo busca criar cenas e situações em suas imagens

Fotógrafo por hobbie há dois anos, Paulo conta que, para produzir esse tipo de fotografia, o fundamental é ficar atento ao tamanho e à escala, já que, normalmente, o trabalho envolve miniaturas de 10 a 25 centímetros: “É como se estivéssemos criando pequenos universos e até mesmo histórias. Podemos colocar os personagens ao ar livre, em cenários em miniatura (dioramas), em fundos neutros ou até mesmo em um monitor”. Ele acrescenta: “Diferentemente do que as pessoas imaginam, não é necessário ter uma lente macro. Essas fotos podem ser feitas até com celular, usando as mesmas técnicas empregadas em uma foto artística comum. Só em alguns casos precisamos de uma lente mais específica”.

Gratuita e aberta a todos os interessados, a exposição fica em cartaz na vitrine da Biblioteca Achille Bassi até dia 6 de outubro e pode ser visitada a qualquer hora. “O que importa é você criar arte, passar uma mensagem por meio dela e ter disposição para aprender sempre mais”, finaliza.

Fotógrafo revela os bastidores das imagens: "É como se estivéssemos criando pequenos universos e até mesmo histórias".

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Exposição Fotografia Temática de Miniaturas
Quando: até 31 de outubro
Onde: vitrine da Biblioteca Achille Bassi, na área I do campus da USP, no centro de São Carlos
Endereço: avenida Trabalhador São-carlense, 400, no centro da cidade (clique para acessar o mapa)
Pagina do fotógrafo no Facebook: https://www.facebook.com/zir0photo/
Mais informações: (16) 3373.9641 ou ccex@icmc.usp.br

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Dobrar papel é uma arte: participe de oficinas gratuitas de origami na USP

Atividades serão realizadas quinzenalmente, nas noites de terça-feira, na Biblioteca Achille Bassi, em São Carlos

Atividades serão ministradas por dois membros do grupo de origami Kakushin, que já realizou diversas exposições de suas incríveis dobraduras
(crédito da imagem: Denise Casatti)

A partir do dia 9 de abril, terça-feira, a arte tradicional japonesa de dobrar papéis será uma das atrações da Biblioteca Achille Bassi, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. É quando as oficinas gratuitas de origami começarão a colorir o terceiro piso da Biblioteca. As atividades são abertas a todos os interessados e serão realizadas das 19 às 21 horas, sempre às terças-feiras, a cada 15 dias. 

Organizadas pelo grupo Kakushin, que realiza eventos variados para desenvolver e divulgar a arte milenar do origami, as oficinas serão ministradas por Fernanda Yuka Ueno, recém-formada em Matemática Aplicada e Computação Científica no ICMC, e Caio Silva Ramos, doutorando em Engenharia de Estruturas na Escola de Engenharia de São Carlos. Para participar, basta comparecer no dia da oficina, não sendo necessária inscrição prévia. A atividade faz parte das iniciativas realizadas pela Biblioteca para se aproximar da comunidade são-carlense. 

As oficinas serão realizadas das 19 às 21 horas, sempre às terças-feiras, a cada 15 dias
(crédito da imagem: divulgação Kakushin)

Criado em 2008, o Kakushin é composto por 12 integrantes de várias idades, que se subdividem em duas equipes, uma atuando em São Carlos e outra em Ribeirão Preto. Além de ministrar oficinas, o grupo elabora projetos de decoração e faz exposições de peças com diversos níveis de complexidade, que desafiam a mente e impressionam observadores. 

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 

Peças com alto nível de complexidade são destaque nas exposições do grupo
(crédito da imagem: Denise Casatti)

Oficinas de origami no ICMC 
Quando: a partir de 9 de abril, a cada quinze dias, às terças-feiras, sempre das 19 às 21 horas 
Onde: na Biblioteca Achile Bassi, na área I do campus da USP, no centro de São Carlos 
Endereço: avenida Trabalhador São-carlense, 400, no centro da cidade (clique para acessar o mapa
Página do grupo Kakushin no Facebook: https://www.facebook.com/KakushinOrigami 
Mais informações: (16) 3373.9634 ou biblio@icmc.usp.br

quinta-feira, 21 de março de 2019

Espetáculo teatral gratuito acontece na noite de 27 de março na USP São Carlos

Grupo teatral Fora do sériO apresenta “ferramentas da casa quebrada”, espetáculo que aborda temas atuais como a violência contra a mulher e a hipocrisia social



A partir da adaptação do conto “Kótin, o provedor, e Platonida”, do escritor russo Nikolai Leskov, nasceu o espetáculo ferramentas da casa quebrada, do grupo teatral Fora do sériO. O público poderá assistir à peça na próxima quarta-feira, 27 de março, às 19 horas, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

Os ingressos são gratuitos e serão distribuídos no saguão do auditório uma hora antes do início do evento. Na noite anterior, o grupo fará a apresentação no Teatro Municipal da cidade a partir das 20 horas. 

Após um ano em cartaz com sucesso de público, o espetáculo foi contemplado em um edital do Programa de Ação Cultural (ProAC) Circulação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e será exibido em seis cidades durante o primeiro semestre de 2019. Segundo o grupo, a contundência da narrativa escrita no século XIX por Leskov ainda reverbera nos tempos atuais. Temas como violência contra a mulher e hipocrisia social são trazidos à tona no conto e no espetáculo, que não é recomendado para menores de 14 anos. 

“A arte e o teatro têm a função de agregar socialmente, para que as ideias sejam compartilhadas, experiências coletivas sejam vividas e as pessoas troquem reflexões sobre as questões atuais”, explica Miriam Fontana, atriz e produtora do espetáculo. Na segunda-feira, dia 25, Miriam realizará um encontro artístico com roda de conversa no Senac, às 19 horas. Os interessados podem comparecer no dia, local e hora marcados para participar gratuitamente e conhecer a linha de pesquisa adotada pelo grupo para a criação do espetáculo. 

Com direção de Jonas Golfeto, direção musical do maestro Sergio Alberto de Oliveira e tendo como figurinista Dino Bernardi, a peça conta com a desenvoltura de três atrizes: Isabela Graeff, Míriam Fontana e Renata Martelli. Elas se revezam como narradoras e como personagens, em um jogo teatral instigante aliado à expressão musical e corporal. 

Para que o projeto seja o mais democrático possível e esteja ao alcance de todos os públicos, o grupo oferece um vídeo com a contextualização do espetáculo na Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), que pode ser assistido antecipadamente por pessoas com deficiência auditiva, contextualizando-as para vivenciar a apresentação no dia do espetáculo. O vídeo pode ser solicitado por meio de contato nas redes sociais do grupo ou pelo link: http://bit.ly/emlibras



Fora do SériO – Fundado em 1988 na cidade de Campinas, o grupo está sediado em Ribeirão Preto desde 1991 e preza pela ousadia por meio da mescla de linguagens e a presença em espaços variados, tais como palco, teatro de arena, rua, ambientes alternativos, buscando a expressão e a comunicação contemporânea. 

O trabalho do Fora do SériO foi fortificado principalmente pelo estudo da commedia dell’arte – movimento teatral popular apoiado na força do ator, na utilização de máscaras teatrais, na improvisação e interação com o espectador, na presença da música executada ao vivo e na expressividade do corpo. Essas qualidades estão presentes até hoje nos espetáculos do grupo. 

Texto - Assessoria de comunicação do ICMC com informações da assessoria de imprensa Fonte Comunicação

Espetáculo teatral “ferramentas da casa quebrada” 
Página do evento no Facebook: www.facebook.com/events/396057577746419/
Quando: quarta-feira, 27 de março, às 19 horas, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano 
Onde: no bloco 6 do ICMC, na área I do campus da USP, no centro de São Carlos 
Endereço: avenida Trabalhador São Carlense, 400 
Mais informações: (16) 3373.9146

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Participe do Coral da USP São Carlos: inscreva-se até 28 de fevereiro


Iniciativa gratuita para quem deseja soltar a voz, Coral realiza ensaios sempre às quintas-feiras, das 12h30 às 13h45 

Iniciativa é aberta à participação de todos os interessados, não é necessário ter qualquer vínculo com a USP 

Se você adora cantar e quer um ótimo passatempo para relaxar, pode fazer parte do Coral da USP São Carlos. A iniciativa conta com participantes da comunidade são-carlense, além de funcionários, professores e alunos do campus. 

Para participar do processo seletivo do coral, é preciso ter acima de 15 anos. As inscrições podem ser realizadas até 28 de fevereiro por meio do formulário eletrônico disponível neste endereço: icmc.usp.br/e/6d267

A seleção será efetuada por meio de uma análise e classificação vocal, a ser agendada posteriormente com os inscritos via e-mail ou celular. Apenas os que não atingirem o mínimo de percepção auditiva serão reprovados. Os selecionados deverão participar dos ensaios às quintas-feiras, das 12h30 às 14 horas, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano (sala 6-000), no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, no centro de São Carlos.

História - A trajetória do coral começou em outubro de 2015 a partir de uma ação promovida pela Comissão de Ação e Integração Social do ICMC. Desde então, o grupo é coordenado e regido pelo maestro Sergio Alberto de Oliveira, fundador do coral da USP Ribeirão Preto. Formado em Composição e Regência pela Universidade Estadual de Campinas, Oliveira possui mestrado em artes e doutorado em música pela mesma instituição e atua principalmente nos seguintes temas: canto coral, música coral, teatro musical, música popular, canção polifônica e coro cênico. 

Diretor artístico e regente titular da USP, o maestro já levou seus grupos corais a turnês e apresentações pelos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e por países como Grécia, Itália e Argentina. Também participou de congressos, palestras e apresentações na Áustria, Finlândia, Estados Unidos, Portugal, Espanha e Índia. 

Para os atuais integrantes do Coral da USP São Carlos, a participação no grupo garante benefícios que não se restringem à oportunidade de soltar a voz: a atividade também contribui para a diminuição do estresse, a melhoria do relacionamento interpessoal, do trabalho em equipe, da comunicação e da disciplina. 

A iniciativa conta com o apoio da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC e do Grupo Coordenador das Atividades de Cultura e Extensão Universitária do campus da USP em São Carlos. 

Desde 2015, o grupo é coordenado e regido pelo maestro Sergio Alberto de Oliveira.

Crédito da imagem: divulgação Coral da USP São Carlos

Coral da USP São Carlos 
Inscrições: preencha o formulário (icmc.usp.br/e/6d267) até 28 de fevereiro. 
Ensaios: sempre às quintas-feiras, das 12h30 às 14 horas no ICMC (avenida Trabalhador são-carlense, 400, no campus I da USP, no centro de São Carlos). 
Mais informações: cais@icmc.usp.br

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Locais do Apartheid sob o olhar de um estrangeiro: exposição estreia no ICMC




Juiz do trabalho por vocação e fotógrafo por acaso. É assim que se autodefine Rodrigo Takayassu,  autor da exposição "Locais do Apartheid sob o olhar de um estrangeiro". Ele viajou pela África do Sul e registrou fragmentos do apartheid que resultaram em uma coletânea de imagens e textos que ficarão expostos na vitrine que se localiza no térreo da Biblioteca Achille Bassi, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

Gratuita, a exposição ficará em cartaz de 31 de janeiro a 30 de março e pode ser visitada em qualquer dia e horário. Entusiasta da arte fotográfica há 10 anos, Takayassu atua como juiz do trabalho no Fórum Trabalhista de Ribeirão Preto, local em que as obras foram expostas no final do ano passado. 

Nesta quinta-feira, 31 de janeiro, o fotógrafo vai compartilhar suas impressões em uma palestra, em que falará sobre o processo de criação da exposição e sobre os personagens que compõem a narrativa. A atividade também é gratuita, não demanda inscrições prévias e acontecerá no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no ICMC, a partir das 17h30.

Destinada a toda a comunidade, a palestra tem como objetivo provocar reflexões sobre temas como direitos humanos, estado e sociedade. Logo depois da apresentação do fotógrafo, haverá uma roda de conversa com o artista.





Tanto a exposição quanto a palestra são promovidas pelo Centro Cultural da Prefeitura do campus da USP, em São Carlos, e faz parte da oficina de Fotografia da 3ª edição dos Cursos de Férias. As iniciativas contam com o apoio do Grupo Coordenador das Atividades de Cultura e Extensão Universitária do Campus de São Carlos (GCACEx) e da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC. 

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Com informações do Centro Cultural da Prefeitura do campus da USP, em São Carlos


Mais informações
Página do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/2152460271483972/

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Mostra de pinturas retrata personagens que marcaram a história

Jesus Cristo, João Paulo II e Maurren Maggi são retratados em algumas das imagens expostas na Biblioteca Achille Bassi, no ICMC, em São Carlos

Crucificação de Jesus Cristo desenhada na madeira. 
Segundo o artista, a imagem representa vergonha, tortura e flagelação.


Representar personagens que foram importantes para a história da humanidade. Esse é o principal objetivo da exposição Imagens desse universo pela caneta incandescente de Ciro Júlio Cellurale. Ao todo, são 12 imagens trabalhadas em madeira e papel Canson, ambas feitas em pirogravura, uma técnica que consiste em desenhar com uma caneta de ponta incandescente. 

As obras ficarão expostas até dia 18 de agosto, das 8 às 21h30, na Biblioteca Achille Bassi, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. A exposição é  gratuita e aberta ao público.

Para Ciro, a humanidade é a maior fonte de inspiração de um artista, pois, dessa forma, é possível retratar a complexidade do ser humano em diversos momentos da história: "Esse tema nos mostra que precisamos amadurecer, porque percebemos que a única evolução que cabe a todos é a dos conflitos".

Algumas das obras expostas já ganharam diversas premiações. O quadro mais famoso chama-se Pra que isso? e foi premiado com medalha de prata no 35º Salão de Artes Plásticas de Rio Claro. Outra obra que se destaca é a imagem de Janusz Korczajk com uma criança. Janusz ficou conhecido por ter escolhido ser deportado pelos nazistas junto com as crianças judias do orfanato em que dirigia, no subúrbio de Varsóvia, na Polônia.
Quadro Pra que isso?: "As crianças ficam perdidas em meio aos conflitos,
recolhendo mágoas e cápsulas deflagradas"

Juliana Moraes, que chefia a biblioteca do ICMC, afirma que as bibliotecas são ambientes intimamente ligados à arte e à cultura. Para ela, usar esse espaço para uma mostra de arte vem ao encontro desse conceito, da mudança no comportamento das pessoas que usam esse ambiente e que desejam ver e vivenciar outras atividades nele. "A aprendizagem não acontece apenas com a leitura, a escrita e os livros técnico-científicos, mas também com vários tipos de interações. Daí a relevância dessa exposição para a biblioteca e a comunidade", finaliza Juliana.

Texto: Talissa Fávero - Assessoria de Comunicação do ICMC

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E-mail: comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 5 de junho de 2018

Aprender ficou mais divertido: estudantes da USP ensinam xadrez para alunos do ensino fundamental

O jogo facilita o aprendizado em matemática e ajuda a aumentar a concentração

Cerca de 40 alunos participaram da atividade


A aula de matemática começa em sala, mas logo os alunos se dirigem para a biblioteca. Na aula sobre jogos e números, incomum mesmo é a lousa e o giz serem as ferramentas de aprendizado. Estamos na Escola Estadual Sebastião de Oliveira Rocha, em São Carlos, no interior de São Paulo. Foi aqui que, enquanto ensinava alguns jogos pedagógicos, a professora de matemática Rosemeire Ribeiro dos Santos percebeu que os alunos se interessavam muito por xadrez.

“Meu filho, que é aluno da USP, me contou que em uma das bibliotecas do campus tinha um encontro de pessoas que jogavam xadrez e que essa atividade era aberta ao público. Então, pedi que me levasse até a USP para conhecer”. Assim, a professora Rosemeire foi apresentada aos alunos João dos Reis Junior, Uirá de Almeida, Felipe Ramos e Vinícius da Silva. Todos eles são estudantes do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP e fazem parte do projeto Xadrez na biblioteca, que acontece toda terça-feira no terceiro andar da biblioteca Achille Bassi. 

“O xadrez aprimora o raciocínio e a concentração no estudo das jogadas, técnicas essenciais na matemática, por isso convidei os meninos para que fossem à escola levar isso aos meus alunos”, conta a professora. Então, no dia 25 de maio, os estudantes do ICMC visitaram a escola para ensinar xadrez aos 40 alunos do oitavo e do nono ano. E se o objetivo da atividade era incentivar o trabalho em equipe, a colaboração e o respeito, eles cumpriram com sucesso. 

Os alunos ouviam atentos cada explicação do jogo, que conquistou até os que nunca tiveram contato. “Eu nunca joguei xadrez, mas aprendi a jogar hoje. Foi muito legal e divertida essa experiência, espero aprimorar meus conhecimentos para participar de campeonatos. Quero ensinar meus pais e meus amigos a jogar também”, conta entusiasmado Felipe Martins, aluno do oitavo ano. 

“Aprender a jogar xadrez foi uma atividade muito interessante. Percebi que durante o jogo nós estimulamos a memória e também faz a gente raciocinar porque temos que pensar antes de mover as peças. O objetivo é ganhar o jogo, mas o mais importante é aprender”, expõe a aluna Kethely Bernardo de Brito.

Felipe e Kethely se enfrentam em uma partida de xadrez

O saldo positivo também ficou evidente para os alunos do ICMC que ensinaram xadrez. Apesar da maioria dos estudantes do ensino fundamental não saberem jogar, Uirá diz que eles aprenderam muito rápido. João também tem essa opinião e gostaria de participar mais vezes desse tipo de atividade. “Os alunos são iniciantes e o xadrez é muito complexo, é preciso mais aulas para poder ensinar as técnicas do jogo”, explica João.

Uirá também acredita que essa atividade deva ser periódica: “Apesar de ser um hobby para a gente, desenvolver essa atividade com crianças faz com que a concentração seja muito estimulada. A partir do momento em que essa prática se torna frequente, você começa a desenvolver outras aptidões. Durante o jogo, tem que pensar nos movimentos das suas peças e nas do seu adversário, assim você começa a considerar possibilidades. Isso faz com que também comece a refletir sobre as consequências das suas próprias atitudes. É um jogo que traz benefícios para a vida”, revela Uirá.

Alunos jogam uma partida de xadrez cronometrando o tempo das jogadas

A professora Rosemeire também vê os benefícios da visita: “Esta atividade foi muito boa para os alunos, eles ficaram encantados com a presença dos alunos da USP aqui. Muitos já me procuraram querendo aprender xadrez e perguntando se os garotos da USP iriam voltar”.

Xadrez na biblioteca - João começou a jogar xadrez ainda na escola, no ensino fundamental, assim como essa turma de alunos. Hoje, com 22 anos, considera o xadrez um dos seus hobbies favoritos. Uirá também conta que se apaixonou pelo jogo ainda na infância e fala os porquês de gostar tanto dessa atividade: “Existe uma etiqueta para jogar xadrez e uma das principais regras é respeitar o adversário. É um jogo competitivo, mas é uma competição muito saudável, puramente intelectual. Toda a ritualística da competição envolve respeito, tanto que vários competidores acabam desistindo da partida quando percebem que o jogo já está perdido. Tudo isso pelo respeito ao tempo do outro”.

E para manter esse passatempo tão prazeroso para ambos, eles contam como trouxeram o projeto para a biblioteca. “Jogar xadrez sempre foi uma atividade comum no campus, mas nunca tinha um lugar fixo para a gente jogar e isso atrapalhava muito, porque as pessoas acabavam se dispersando. Então, surgiu a ideia de usar o espaço da biblioteca para facilitar o acesso”, conta João. 

Uma personagem crucial para a efetivação do projeto foi Juliana Moraes, que chefia a biblioteca Achille Bassi. Segundo ela, o apoio para a oficina de xadrez vem ao encontro da mudança no comportamento das pessoas que usam o espaço da biblioteca: “Grande parte dos livros estão disponíveis na internet e todo mundo tem acesso. Então, o acervo de uma biblioteca não pode ser mais o único pilar da instituição. Hoje, a gente entende que a biblioteca é mais do que isso. Ela é o pilar do serviço e do espaço. Porque esse espaço já não é mais super silencioso e cheio de regras, mas sim um lugar de aprendizado".

Juliana explica que a aprendizagem não acontece apenas com leitura e escrita, mas sim com outros tipos de interações, daí a relevância da biblioteca na vida de uma comunidade. "É um espaço de cultura, de convivência, de conversa, do diálogo. Por isso, nós apoiamos o projeto do xadrez, que ilustra essa mudança no uso do espaço da biblioteca”.

O Xadrez na biblioteca é realizado desde março e acontece todas as terças-feiras, das 18 às 22 horas. A atividade é gratuita e aberta ao público.

Quem desejar propor outros projetos ou oficinas para a serem realizados na biblioteca Achille Bassi, basta entrar em contato com Juliana pelo e-mail jumoraes@icmc.usp.br ou biblio@icmc.usp.br. As propostas serão analisadas pela equipe responsável pelo espaço, que aprovará as ideias que possam  contribuir para tornar o ambiente ainda mais propício a diversos aprendizados.

Texto: Talissa Fávero - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Participe do Coral da USP São Carlos: basta comparecer aos ensaios abertos

Ensaios acontecem às quintas-feiras, às 12h30. Não é necessário ter vínculo com a USP para fazer parte do grupo


No final de 2017, o Coral da USP São Carlos fez uma apresentação especial na Catedral de São Carlos
(Foto: Alexandre Paiva Barreto)

Quem gosta de cantar e quer uma oportunidade de usar a voz em uma atividade divertida e relaxante pode participar gratuitamente do Coral da USP São Carlos. Para participar, basta ter mais de 15 anos, comparecer aos ensaios abertos, no período de 22 de fevereiro a 29 de março, e manifestar interesse em fazer parte do grupo. Os ensaios acontecem às quintas-feiras, às 12h30, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no ICMC.

Durante os ensaios abertos, o maestro Sergio Alberto de Oliveira, coordenador e regente do coral, fará a análise e classificação vocal dos interessados. Não é necessário ter qualquer experiência anterior em canto coral, apenas disponibilidade para participar dos ensaios e compromisso com o grupo.

A iniciativa é promovida pela Comissão de Ação e Integração Social do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP e começou em outubro de 2015. Atualmente, o Coral conta com 60 integrantes da comunidade são-carlense, funcionários, professores e alunos do campus. A iniciativa tem, ainda, o apoio da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC e do Grupo Coordenador das Atividades de Cultura e Extensão Universitária do campus da USP em São Carlos.

Coral da USP São Carlos
Como participar: basta comparecer aos ensaios do coral, de 22 de fevereiro a 29 de março, às quintas-feiras, às 12h30.
Onde: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no bloco 6 do ICMC.
Endereço: avenida Trabalhador são-carlense, 400, na área 1 do campus da USP, no centro de São Carlos.
Página no Facebook: https://www.facebook.com/coralUSPSaoCarlos/
Mais informações: (16) 3373.8184
E-mail: cais@icmc.usp.br

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Beleza da mulher com câncer: exposição está em cartaz na Biblioteca do ICMC

Público pode conferir a exposição fotográfica, que é gratuita, até 27 de outubro



Contribuir para a prevenção do câncer de mama é o objetivo de uma exposição fotográfica que está em cartaz na Biblioteca Achille Bassi, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Aberta ao público e gratuita, a exposição é uma iniciativa do Grupo Oncovita e marca o mês de conscientização sobre o câncer de mama, o Outubro Rosa.

“Dedico essa minha primeira exposição fotográfica a todas as mulheres e homens que estão lutando contra o câncer”, explica o fotógrafo Alan Almeida em um dos painéis da exposição. “Espero que cada um que olhar essas fotos pare para refletir e tome mais cuidado com a própria saúde fazendo exames preventivos”, acrescenta o fotógrafo.

A exposição fica em cartaz até o dia 27 de outubro na Biblioteca, que se localiza na área I do campus da USP, no centro de São Carlos. As visitas podem ser realizadas de segunda a sexta, das 8 às 21h30, e aos sábados, das 9 às 12 horas.

Mais informações
Página do Grupo Oncovita no Facebook: https://www.facebook.com/belezadamulhercomcancer
Comissão de Cultura e Extensão Universitária: (16) 3373.9146