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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Memórias Pantaneiras: confira como foi a abertura da exposição



A abertura da exposição Memórias Pantaneiras: a arte de Haroldo Palo Júnior aconteceu no Museu de Computação Odelar Leite Linhares, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, na noite de 16 de setembro. As 30 imagens que fazem parte da exposição permanecerão em cartaz até 18 de outubro. As visitas são gratuitas e abertas a todos os interessados. As escolas que desejarem agendar visitas em grupo podem entrar em contato pelo e-mail ccex@icmc.usp.br.

Reconhecido internacionalmente pelo caráter artístico e documental de suas fotografias, Haroldo Palo Júnior chegou a São Carlos em 1973 para cursar Engenharia Elétrica na USP e só se despediu da cidade em 2017, depois de um enfarte fulminante. A paixão que Haroldo nutria pelo Pantanal ficou registrada nas imagens produzidas ao longo dos 40 anos em que fotografou as paisagens, os animais e as pessoas desse ecossistema tão diverso. “Haroldo faz parte de uma categoria de fotógrafo pesquisador, fazendo que seu acervo seja uma fonte não apenas de uma fantástica coleção de arte, mas de um incrível conjunto de informações ambientais, geográficas, biológicas e sociais, que constitui um valioso material de pesquisa”, explica o curador da exposição, o professor Alneu de Andrade Lopes, do ICMC.

A iniciativa fez parte da programação da Semana de Arte e Cultura da USP e contou com o apoio do Grupo Coordenador das Atividades de Cultura e Extensão Universitária do campus de São Carlos da USP, do Centro Cultural do campus e da Comissão de Cultura e Extensão do ICMC.



Confira o álbum de fotos da abertura da exposição no Facebook e no Google Fotos!

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Memórias Pantaneiras: a arte do fotógrafo Haroldo Palo Júnior em destaque na USP São Carlos

Durante a Semana de Arte e Cultura da Universidade, o Museu de Computação do ICMC inaugura exposição retratando a diversidade do Pantanal por meio de 30 imagens do fotógrafo que é reconhecido internacionalmente


"Quem cresce naquelas planuras, acostuma-se a ver a paisagem até onde a vista alcança. Assim, identifico-me com essa visão panorâmica de uma comitiva", diz o professor Alneu de Andrade Lopes, curador da exposição

Uma paisagem e uma paixão foram as responsáveis por unir dois “pantaneiros” que nunca tiveram a oportunidade de se conhecer pessoalmente. A síntese dessa parceria pode ser apreciada nas 30 imagens que fazem parte da exposição Memórias Pantaneiras: a arte de Haroldo Palo Júnior, que entra em cartaz a partir da próxima segunda-feira, 16 de setembro, no Museu de Computação Odelar Leite Linhares, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. 

Reconhecido internacionalmente pelo caráter artístico e documental de suas fotografias, Haroldo Palo Júnior chegou a São Carlos em 1973 para cursar Engenharia Elétrica na USP e só se despediu da cidade em 2017, depois de um enfarte fulminante. A paixão que Haroldo nutria pelo Pantanal ficou registrada nas imagens produzidas ao longo dos 40 anos em que fotografou as paisagens, os animais e as pessoas desse ecossistema tão diverso. “Haroldo faz parte de uma categoria de fotógrafo pesquisador, fazendo que seu acervo seja uma fonte não apenas de uma fantástica coleção de arte, mas de um incrível conjunto de informações ambientais, geográficas, biológicas e sociais, que constitui um valioso material de pesquisa”, explica o curador da exposição, o professor Alneu de Andrade Lopes, do ICMC. 

O Pantanal e a paixão pela fotografia mobilizaram Alneu em direção a Haroldo. Quando visitou a casa do fotógrafo, em 2018, ele foi gentilmente guiado por Isadora Puntel, esposa de Haroldo, que lhe apresentou às dezenas de milhares de imagens do Pantanal. “No acervo do Haroldo, com mais de 300 mil fotos, encontramos pérolas de fotografias como amanheceres e pores de sol pantaneiros”, explica Alneu. 

O curador explica que a seleção das 30 imagens da exposição foi guiada para auxiliar o público a compreender o que é o Pantanal, já que o componente documental está sempre presente na fotografia de Haroldo. Outro aspecto que direcionou as escolhas do curador foram suas próprias memórias. “Nasci em Nioaque, no Mato Grosso do Sul, e tive muito contato com Aquidauana, Miranda, Corumbá, Bonito e com fazendas daquela região. Meu avô José Ferreira de Andrade Neto era carpinteiro e excelente construtor de mangueiros, que são instalações para manuseio do gado, para vaciná-lo e marcá-lo. Lembro-me, por exemplo, de ter passado um mês, quando tinha uns 12 anos, ajudando-o numa fazenda que ainda estava com tudo por desbravar. Tanto que nem mangueiro tinha, meu avô que o estava construindo”, relata o professor.

Fotógrafo de natureza reconhecido internacionalmente, Haroldo nasceu em Lins, no dia 17 de novembro de 1953, mas residiu em São Carlos desde o início de sua graduação na Escola de Engenharia de São Carlos, em 1973

Formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Alneu chegou a São Carlos em 1993, quando começou o mestrado em Ciências da Computação e Matemática Computacional no ICMC, sob orientação da professora Maria Carolina Monard, uma das primeiras pesquisadoras brasileiras a atuar no campo da inteligência artificial. Depois de passar uma temporada em Portugal, onde fez doutorado em Ciências da Computação pela Universidade do Porto, retornou à cidade em 2002, ano em que se tornou professor no ICMC, onde realiza pesquisas nas áreas de inteligência artificial, aprendizagem de máquina, mineração de dados e mineração de redes complexas. 

Em paralelo à carreira acadêmica, Alneu manteve viva a paixão pela fotografia, que carrega desde o final da adolescência. A afinidade que estabeleceu com as obras de Haroldo se reflete no cuidado do curador com a impressão das imagens: “Tal impressão foi feita a partir de arquivos originais pós-processados pelo Haroldo. Na escolha do papel, optei, após vários testes, pelo Hahnemühle Museum Etching 350 gramas, um papel fosco, de altíssima qualidade, no qual a fotografia pode durar mais de 100 anos se protegida e com iluminação adequada. A ideia da impressão fine art foi primar pela qualidade, fazendo jus à natureza artística e documental das imagens”.

A abertura da exposição acontecerá às 19h30 no dia 16 de setembro, segunda, no Museu de Computação Odelar Leite Linhares, no ICMC. A exposição permanece em cartaz até 18 de outubro e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas. A iniciativa faz parte da Semana de Arte e Cultura da USP e conta com o apoio do Grupo Coordenador das Atividades de Cultura e Extensão Universitária do campus de São Carlos da USP, do Centro Cultural do campus e da Comissão de Cultura e Extensão do ICMC.

Quem visitar a exposição poderá vislumbrar as imagens impressas no formato A3+, molduradas em um tamanho médio de 65x55 centímetros. Na opinião do curador, esse tamanho permite ao público lançar um olhar próximo, cuidadoso, não apressado, sobre as obras. “Um olhar que está se tornando raro, uma vez que fotos impressas estão deixando de existir”, conclui Alneu.

A exposição permanece em cartaz no Museu de Computação até dia 18 de outubro

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 
Fotos: Haroldo Palo Júnior 


Memórias Pantaneiras: a arte de Haroldo Palo Júnior 
Onde: Museu de Computação Odelar Leite Linhares, no bloco 4 do ICMC, área I do campus da USP, em São Carlos 
Endereço: avenida Trabalhador são-carlense, 400. 
Veja o catálogo da exposição: icmc.usp.br/e/d59a3
Quando: de 16 de setembro a 18 de outubro 
Horário: segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas 
Mais informações: (16) 3373.9146 ou eventos@icmc.usp.br

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

A arte de fotografar miniaturas chega à vitrine da Biblioteca do ICMC

Retratados em 17 imagens, os grandes personagens dessa exposição são pequenas obras de arte


Visite a exposição gratuitamente até dia 6 de outubro

Nas imagens, os brinquedos em miniatura ganham vida. “Utilizando a arte da fotografia é possível ter de volta aquela sensação gostosa da infância, valorizando uma coleção de bonecos que estaria fadada a ficar somente na prateleira como um objeto de decoração”, explica o fotógrafo Paulo Fernando Januário, artisticamente conhecido como Paulo Ziro. Ele é o autor das 17 imagens que acabam de chegar às vitrines da Biblioteca Achille Bassi, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

Por meio da fotografia temática de miniaturas, Paulo busca criar cenas e situações: “Juntando o hobby de colecionar com a fotografia, podemos usar a criatividade para tornar os brinquedos de coleção algo mais realista e mais humano”. Ele diz que a fotografia temática de miniaturas é como um novo gênero fotográfico, bastante popular no exterior, principalmente nos países asiáticos, na América do Norte e na Europa, e que o Brasil vem se tornando uma importante referência na área.

O fotógrafo busca criar cenas e situações em suas imagens

Fotógrafo por hobbie há dois anos, Paulo conta que, para produzir esse tipo de fotografia, o fundamental é ficar atento ao tamanho e à escala, já que, normalmente, o trabalho envolve miniaturas de 10 a 25 centímetros: “É como se estivéssemos criando pequenos universos e até mesmo histórias. Podemos colocar os personagens ao ar livre, em cenários em miniatura (dioramas), em fundos neutros ou até mesmo em um monitor”. Ele acrescenta: “Diferentemente do que as pessoas imaginam, não é necessário ter uma lente macro. Essas fotos podem ser feitas até com celular, usando as mesmas técnicas empregadas em uma foto artística comum. Só em alguns casos precisamos de uma lente mais específica”.

Gratuita e aberta a todos os interessados, a exposição fica em cartaz na vitrine da Biblioteca Achille Bassi até dia 6 de outubro e pode ser visitada a qualquer hora. “O que importa é você criar arte, passar uma mensagem por meio dela e ter disposição para aprender sempre mais”, finaliza.

Fotógrafo revela os bastidores das imagens: "É como se estivéssemos criando pequenos universos e até mesmo histórias".

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Exposição Fotografia Temática de Miniaturas
Quando: até 31 de outubro
Onde: vitrine da Biblioteca Achille Bassi, na área I do campus da USP, no centro de São Carlos
Endereço: avenida Trabalhador São-carlense, 400, no centro da cidade (clique para acessar o mapa)
Pagina do fotógrafo no Facebook: https://www.facebook.com/zir0photo/
Mais informações: (16) 3373.9641 ou ccex@icmc.usp.br

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Mostra de origami na Biblioteca do ICMC: visite até dia 5 de julho

A arte milenar japonesa ganha exposição no Instituto; mostra acontece até 5 de julho

Dá para acreditar que a luminária da imagem tem estrutura de papel? 

Até a próxima sexta-feira, 5 de julho, 122 obras de arte em papel tomam conta da vitrine da Biblioteca Achille Bassi, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. A exposição de origamis, a famosa arte das dobraduras, é fruto das oficinas gratuitas promovidas pelo grupo Kakushin no Instituto.

Em abril, oficinas gratuitas de origami começaram a colorir o terceiro piso da Biblioteca. Realizadas quinzenalmente às terças-feiras à noite, das 19 às 21 horas, essas atividades levaram os participantes a confeccionarem inúmeros trabalhos e 73 deles podem ser conferidos na exposição que toma conta da vitrine da Biblioteca.

Além desses trabalhos, estão expostas mais 49 obras dos membros do grupo Kakushin, que atua desde 2008 difundindo a cultura do origami em São Carlos e Ribeirão Preto. Além realizar oficinas, o grupo produz peças de diversos níveis de complexidade e aplicação, da decoração ao lúdico, desafiando a mente dos participantes de suas atividades e dos que visitam as exposições.

No ICMC, as oficinas foram ministradas por Fernanda Yuka Ueno, formada em Matemática Aplicada e Computação Científica do ICMC, e Caio Silva Ramos, doutorando em Engenharia de Estruturas na Escola de Engenharia de São Carlos.

Como as obras estão na vitrine da Biblioteca, podem ser visitadas a qualquer hora até o dia 5 de julho
Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Fotos: Reinaldo Mizutani - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP


Exposição Kakushin Origami
Quando: até sexta-feira, 5 de julho  
Onde: na Biblioteca Achille Bassi, na área I do campus da USP, no centro de São Carlos 
Endereço: avenida Trabalhador São-carlense, 400, no centro da cidade (clique para acessar o mapa
Página do grupo Kakushin no Facebook: https://www.facebook.com/KakushinOrigami 
Mais informações: (16) 3373.9634 ou kakushinorigami@gmail.com

sexta-feira, 10 de maio de 2019

É tempo de celebrar o Dia das Mulheres na Matemática

Palestra, documentário e exposição são atrações na USP, em São Carlos

Uma das professoras pioneiras na área de matemática na USP, em São Carlos, Lourdes de la Rosa Onuchic falará sobre sua trajetória na próxima segunda, dia 13, às 13 horas, no ICMC

O Dia das Mulheres na Matemática será comemorado, pela primeira vez, no próximo domingo, 12 de maio. Haverá eventos em cerca de 90 lugares ao redor do mundo e São Carlos fará parte dessa história: na segunda, dia 13, a professora aposentada Lourdes de la Rosa Onuchic, uma das professoras pioneiras a atuar na área de matemática na USP, em São Carlos, contará um pouco de sua trajetória ao público. Na sequência, será exibido o documentário Jornadas de Mulheres na Matemática (Journey of Women in Mathematics)

Aberto a todos os interessados, o evento é gratuito, não demanda inscrições prévias e acontecerá às 13 horas no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano. A data de 12 de maio foi escolhida para a comemoração por ser o dia do nascimento de Maryam Mirzakhani, única mulher a ganhar a Medalha Fields, a maior honraria da Matemática. 

Quem quiser conhecer mais sobre a trajetória da pesquisadora, que morreu em 2017, depois de lutar alguns anos contra o câncer, pode visitar a exposição Remember Maryam Mirzakhani, que está em exibição, até 31 de maio, no andar térreo e no primeiro piso da Biblioteca Achille Bassi, também no ICMC. “Queremos motivar e encorajar mais estudantes do gênero feminino a pesquisar ou darem continuidade às suas pesquisas na área de matemática”, explica a curadora da exposição, a professora Thaís Jordão, do ICMC, que organizou o evento do dia 13. 

12 de maio é a data de nascimento de Maryam Mirzakhani, única mulher a ganhar a Medalha Fields

Elas na matemática – Em todo o mundo, estima-se que as mulheres sejam, aproximadamente, 30% dos estudantes no início de carreira na área de matemática. No entanto, elas vão ficando pelo caminho: ocupam somente cerca de 10% dos cargos de liderança nesse campo profissional. 

No Brasil, menos de 45% dos ingressantes em cursos de graduação em matemática são mulheres. Conforme os degraus da carreira científica vão ficando mais altos, o percentual vai diminuindo e se reduz a 15% quando a análise leva em conta os bolsistas de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 

Daí a relevância de mostrar ao mundo como é a vida das mulheres que optaram pela área. É exatamente essa a proposta do documentário Journey of Women in Mathematics, produzido pelo Comitê para Mulheres em Matemática da União Matemática Internacional em parceria com a Simons Foundation. 

A primeira parte do documentário conta a trajetória de três matemáticas: a brasileira Carolina Araújo e as matemáticas Neela Nataraj, da Índia, e Aminatou Pecha, de Camarões. Já a segunda etapa, filmada durante o Encontro Mundial para Mulheres em Matemática (WM)², deu voz a outras seis matemáticas presentes no evento. 

Tanto o documentário quanto a exposição e a palestra têm como objetivo tornar realidade o que Maryam desejou no momento em que ganhou a Medalha Fields, palavras que aparecem registradas em um dos painéis da exposição: “Eu tenho certeza de que haverá muito mais mulheres ganhando esse tipo de prêmio nos próximos anos.” 


A professora Thaís Jordão durante a inauguração da exposição sobre Maryam, no Encontro Mundial para Mulheres em Matemática

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Para saber mais 
Site do Dia das Mulheres na Matemática: https://may12.womeninmaths.org 
Documentário Journey of Women in Mathematics: https://youtu.be/uNJ7riiPHOY
Comitê para Mulheres em Matemática – https://www.mathunion.org/cwm
A matemática brasileira sob a perspectiva de gênero – artigo da professora Carolina Araújo (IMPA)
O “dilema Tostines” das mulheres na matemática – artigo da professora Cristina Brech (IME/USP)
Efeito Matilda: por que mulheres são menos valorizadas na ciência? – artigo do professor Marcelo Viana (IMPA)

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Dia Nacional da Matemática: exposição na USP São Carlos inspira mulheres a se dedicarem à área

Mostrar a trajetória da única mulher que ganhou a Medalha Fields, o prêmio Nobel da Matemática, é o foco da exposição que entra em cartaz nesta segunda, 6 de maio, no ICMC


Exposição é gratuita e fica em cartaz até 31 de maio na Biblioteca Achille Bassi, no ICMC

Motivar e encorajar mais estudantes do gênero feminino a pesquisar ou darem continuidade às suas pesquisas na área de matemática. Essa é uma das motivações da exposição Remember Maryam Mirzakhani, uma homenagem à única mulher a ganhar a Medalha Fields, a maior honraria da Matemática. A exposição entra em cartaz em São Carlos nesta segunda, 6 de maio, quando se comemora o Dia Nacional da Matemática. Para conferir a atração, que é gratuita, basta ir ao andar térreo e ao primeiro piso da Biblioteca Achille Bassi, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, em São Carlos, até o final deste mês. 

Exibida pela primeira vez durante o Encontro Mundial para Mulheres em Matemática, evento que aconteceu no ano passado no Rio de Janeiro, a exposição nunca havia sido apresentada em São Carlos. “Também escolhemos o mês de maio para a exibição no ICMC pois é quando se comemorará, pela primeira vez na história, o Dia das Mulheres na Matemática, em 12 de maio. A data foi definida e escolhida por ser o dia do nascimento de Maryam Mirzakhani”, explica a curadora da exposição, a professora Thaís Jordão, do ICMC. 

Nos grandes painéis expostos na Biblioteca, as imagens e textos (em inglês) sobre a trajetória de Maryam são um convite à reflexão. A pesquisadora morreu em 2017, depois de lutar alguns anos contra o câncer. “A ideia foi criar um ambiente de curiosidade e de contemplação acerca da vida pessoal e profissional de Maryam. Queríamos conquistar a empatia do público e fazer nascer um sentimento natural de identificação com a pesquisadora. Afinal, é possível enxergar um pouquinho de nós em pelo menos um dos pôsteres da exposição”, diz Thaís.

Thaís durante a inauguração da exposição no Encontro Mundial para Mulheres em Matemática

O nascimento da exposição – Foi o Comitê para Mulheres em Matemática da União Matemática Internacional que procurou a professora Thaís para coordenar o projeto de homenagem a Maryam. O Comitê conhecia o trabalho de Thaís porque ela organizou, em 2017, a mostra Elas expressões de matemáticas brasileiras, em conjunto com o designer gráfico Rafael Meireles. 

Para produzir todos os painéis que compõem Remember Maryam Mirzakhani, a dupla trabalhou ao longo de cerca de dois meses à distância, durante os finais de semana. Na época, Thaís estava fazendo seu segundo pós-doutorado em Barcelona, enquanto Rafael continuou vivendo na casa do casal, em São Carlos. Toda a discussão e a produção aconteceram por chamadas de vídeo via internet. 

Nas pesquisas sobre Maryam, a dupla descobriu que foi o irmão que contribui para despertar o encanto da garota pela Matemática. A professora da USP explica que esse é um aspecto comum na trajetória de vários pesquisadores. “Na verdade, todo e qualquer matemático que eu conheço hoje sempre teve uma pessoa – seja homem ou mulher – que o motivou, seja através de uma aula, da apresentação de um resultado. Enfim, de alguma maneira, ao oferecer o conhecimento, aquela pessoa fez o receptor envergar uma beleza ali.”

Maryam nasceu dia 12 de maio de 1977 em Teerã, no Irã

Ciência combina com maternidade – Natural de Teerã, no Irã, Maryam nasceu em maio de 1977 e graduou-se em Matemática pela Universidade de Tecnologia de Sharif, onde o professor Ali Tahzibi, do ICMC, também cursou Matemática. Ele estava no terceiro ano da universidade e era monitor da disciplina Análise Complexa, ministrada para os estudantes do primeiro ano. Foi assim que ele conheceu Maryam. “Eu não me esqueço, até hoje, de como ela resolvia os exercícios em sala de aula: sempre encontrava a forma mais breve e mais bela. Um talento extraordinário”. Ele conta que, no Irão, a Olimpíada de Matemática é muito popular e que Maryam foi a única garota do país a ganhar duas medalhas de ouro. 

“É como se ela enxergasse a Matemática com super óculos”, conta Ali. “Porque Maryam dominava inúmeras áreas diferentes da Matemática, o que é muito raro, e conseguiu produzir resultados com impactos em todas elas”. Para Ali, ao ganhar a Medalha Fields em 2014, Maryam se tornou um incentivo para meninas de todo o mundo e para as iranianas, em particular, que ainda enfrentam muitas barreiras no mundo acadêmico. 

Maryam gostava de trabalhar escrevendo sobre grandes folhas papel branco que espalhava pelo chão. Sua filha, Anahita Vondrak, quando a via assim, logo falava: “Mamãe está pintando de novo”. Ao olhar a cena retratada em um dos painéis, Thaís completa: “Talvez ela realmente estivesse pintando a ciência.” Aliás, Anahita é um dos destaques da exposição. No painel preferido da professora Thaís, a garota brinca com a Medalha Fields que a mãe ganhou, um símbolo de que é possível conciliar ciência e maternidade. 

O maior desejo de Thaís e Rafael, com a iniciativa, é realizar o desejo de Maryam, que aparece nas palavras ditas pela matemática e que estão em destaque em um dos painéis da exposição: “Eu espero que a existência de uma mulher medalhista Fields, a qual será certamente a primeira de muitas, coloque abaixo muito mitos em torno de mulheres e matemática, e encoraje mais jovens mulheres a pensar em pesquisa matemática como uma possível carreira”.

Anahita brinca com a Medalha Fields da mãe

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 

Remember Maryam Mirzakhani
Quando: 6 a 31 de março
Horários para visitação: de segunda a sexta-feira, das 8 às 21h30, e aos sábados, das 9 às 12 horas
Onde: térreo e primeiro andar da Biblioteca Achille Bassi, do ICMC - área I do campus da USP, no centro de São Carlos
Como chegar: www.openstreetmap.org/#map=19/-22.00722/-47.89430


Saiba mais
Dia das Mulheres na Matemática: https://may12.womeninmaths.org
Elas expressões de matemáticas brasileiras: https://thsjordao.wixsite.com/elasmatematicas

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373-9666

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Exposição destaca os artigos científicos mais citados com autoria de pesquisadores do ICMC

Indicadores da Web of Science foram utilizados como critério para destacar o impacto internacional da produção científica do Instituto


Na terceira edição da exposição, oito artigos estão em destaque

Está de volta ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, a exposição Highly Cited and Hot Papers: a produção científica do ICMC na Web of Science. Exposta na vitrine da Biblioteca Achille Bassi, no andar térreo, a mostra fica em cartaz até 18 de março. 

Em sua terceira edição, a exposição apresenta os artigos de autoria de pesquisadores que, atualmente, possuem vínculo ativo com o ICMC. A categoria hot papers lista os artigos que foram publicados nos últimos dois anos e que receberam citações suficientes para colocá-los como 0,1% dos principais artigos de seu campo acadêmico. Já a categoria highly cited papers abrange os artigos publicados nos últimos 10 anos e que receberam citações suficientes para colocá-los como 1% dos principais artigos em seu campo acadêmico, com base no limite dos mais citados em cada ano e área. 

Para fazer a seleção dos artigos, foi utilizado o Essential Science Indicators, uma ferramenta que analisa indicadores científicos a partir da base de dados internacional Web of Science. O objetivo da seleção é mostrar que os pesquisadores do ICMC produzem trabalhos que são referência nacional e internacional nos campos de pesquisa em que atuam. A exposição tem o apoio da Comissão de Biblioteca do ICMC e foi inspirada em uma iniciativa semelhante do Instituto de Física de São Carlos. 

Abaixo, é possível acessar a versão online dos artigos selecionados para a terceira edição da exposição: 

Mais informações 
Biblioteca Achille Bassi: (16) 3373.9634 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Locais do Apartheid sob o olhar de um estrangeiro: exposição estreia no ICMC




Juiz do trabalho por vocação e fotógrafo por acaso. É assim que se autodefine Rodrigo Takayassu,  autor da exposição "Locais do Apartheid sob o olhar de um estrangeiro". Ele viajou pela África do Sul e registrou fragmentos do apartheid que resultaram em uma coletânea de imagens e textos que ficarão expostos na vitrine que se localiza no térreo da Biblioteca Achille Bassi, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

Gratuita, a exposição ficará em cartaz de 31 de janeiro a 30 de março e pode ser visitada em qualquer dia e horário. Entusiasta da arte fotográfica há 10 anos, Takayassu atua como juiz do trabalho no Fórum Trabalhista de Ribeirão Preto, local em que as obras foram expostas no final do ano passado. 

Nesta quinta-feira, 31 de janeiro, o fotógrafo vai compartilhar suas impressões em uma palestra, em que falará sobre o processo de criação da exposição e sobre os personagens que compõem a narrativa. A atividade também é gratuita, não demanda inscrições prévias e acontecerá no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no ICMC, a partir das 17h30.

Destinada a toda a comunidade, a palestra tem como objetivo provocar reflexões sobre temas como direitos humanos, estado e sociedade. Logo depois da apresentação do fotógrafo, haverá uma roda de conversa com o artista.





Tanto a exposição quanto a palestra são promovidas pelo Centro Cultural da Prefeitura do campus da USP, em São Carlos, e faz parte da oficina de Fotografia da 3ª edição dos Cursos de Férias. As iniciativas contam com o apoio do Grupo Coordenador das Atividades de Cultura e Extensão Universitária do Campus de São Carlos (GCACEx) e da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC. 

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Com informações do Centro Cultural da Prefeitura do campus da USP, em São Carlos


Mais informações
Página do evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/2152460271483972/

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Prêmio Gutierrez: exposição, coleção digital e vídeos são lançados em homenagem ao matemático

Além da palestra com o vencedor do Prêmio, cerimônia de premiação foi marcada pelo lançamento de exposição, coleção digital e vídeos destacando o legado do professor Carlos Teobaldo Gutierrez Vidalon

Exposição também marca a 10ª edição do Prêmio

 De malas prontas para o pós-doutorado no Korea Institute for Advanced Study (KIAS), em Seul, na Coreia do Sul, o colombiano Plinio Pino Murillo, 28 anos, deixa Brasil com mais uma lembrança inesquecível: foi aplaudido de pé ao concluir sua palestra na cerimônia de entrega do Prêmio Professor Carlos Teobaldo Gutierrez Vidalon 2018, realizada na última segunda-feira, 27 de agosto, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP.

“Falei dos resultados da minha tese, mas também da história para chegar até eles, incluindo momentos difíceis de falta de confiança, motivação e de como é importante o trabalho do orientador também nesse campo pessoal. Tentei que a cerimônia fosse uma oportunidade para motivar alunos mais novos que talvez passem por essas situações, para que tentem lidar com elas e acreditem no que gostam. Espero ter conseguido”, contou Murillo, que defendeu a tese de doutorado no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), no ano passado. Ele recebeu um certificado das mãos da diretora do ICMC, Maria Cristina Ferreira de Oliveira, e um prêmio em dinheiro.

A diretora do ICMC com o premiado, Plinio Murillo

Além dos elogios à apresentação, Ali Tahzibi, pesquisador do ICMC, destacou o feito de Murillo, que disputou a premiação com outros 24 trabalhos: “Ele conseguiu sintetizar a tese de forma profunda e com senso de humor. Está de parabéns, assim como o IMPA”. Assim como o colombiano, Tahzibi fez doutorado no IMPA. “Fui orientado por Jacob Palis”, contou, com orgulho.

Durante a cerimônia, o ICMC lançou três iniciativas para ressaltar o legado de Gutierrez: uma exposição sobre a vida e obra do peruano; uma coleção digital com trabalhos dele; e sete vídeos disponibilizados noYoutube, nos quais os principais resultados obtidos pelo pesquisador são destacados por professores da área. A ideia, contou Tahzibi, surgiu quando um de seus alunos perguntou informações básicas sobre o peruano.

“Percebi ali que, dez anos após a criação do prêmio, precisávamos também divulgar o legado de Gutierrez. Tínhamos muito material dele, que estava guardado, com muito zelo, em um armário. O lugar certo é na biblioteca”, relatou Tahzibi, coordenador das homenagens.

Organizada pela equipe da Biblioteca Achille Bassi, do ICMC, a coleção digital Professor Carlos Teobaldo Gutierrez Vidalon está disponível no Repositório Institucional do ICMC e reúne 33 notas de aulas manuscritas sobre Teoria Ergódica e Teoria da Bifurcação, o diploma de doutorado no IMPA, além de outros materiais. Já a exposição estará em cartaz na vitrine da Biblioteca do Instituto, a partir desta segunda-feira, 3 de setembro, onde permanecerá até dia 21. 

A cerimônia de premiação marcou também o início do Workshop de Teses e Dissertações em Matemática do ICMC

O prêmio – Criado em 2009, a distinção homenageia o pesquisador peruano Carlos Gutierrez (1944-2008), que trabalhou no IMPA até 1999. Depois, atuou como professor titular no ICMC, onde contribuiu com a fundação e organização do grupo de pesquisa em Sistemas Dinâmicos. Das dez edições do Gutierrez, que é apoiado pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), o IMPA conquistou oito.

Na edição deste ano, Murillo foi reconhecido pelo trabalho On arithmetic manifolds with large systole, sob orientação de Mikhail Belolipetsky. Na tese, foram estudados dois elementos geométricos – os cumprimentos de curvas e o volume – em espaços que têm forte ligação com teoria dos números, chamados variedades aritméticas. “Espero que esse tipo de prêmio sirva para que outras pessoas também se sintam motivadas e apoiadas a continuar seu próprio caminho”, enfatizou, acrescentando que foi atraído pelo mestrado e doutorado no IMPA pela alta formação do corpo científico da instituição e do acesso que se tem à informação. “Esses recursos são muito importantes para uma excelente pesquisa em matemática e, como aluno, pude aproveitar ao máximo”, acrescentou.

Ao ser indagado sobre uma forma de explicar o trabalho para um público não especializado em matemática, Murillo fez analogias com situações e objetos do cotidiano: “Vamos a imaginar, por um momento, que a Terra é como uma bola de futebol, e o Equador é aquele círculo bem no meio da bola. A área da bola e o Equador estão intimamente relacionados. De fato, um determina o outro. Esse é um exemplo de uma relação entre duas quantidades geométricas diferentes. Nós podemos pensar na mesma situação agora com uma rosquinha e relacionar círculos com a sua área. Em minha tese, tratamos essa relação em espaços matemáticos parecidos com a Terra, com a bola de futebol ou com uma rosquinha, mas que, de alguma maneira, são construídos usando aritmética.”

Murillo foi à cerimônia acompanhado da namorada, Vanessa Rodrigues



Texto adaptado de Karine Rodrigues/Assessoria de Comunicação do IMPA
Fotos: Reinaldo Mizutani/ Assessoria de Comunicação do ICMC



Mais informações
Link para acessar o acervo digital: http://repositorio.icmc.usp.br/handle/RIICMC/200
Link para acessar os sete vídeos: icmc.usp.br/e/11afb
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666

terça-feira, 17 de julho de 2018

Matemática, arte e tecnologia: ICMC promove mostra de divulgação científica

Objetivo é apresentar os conceitos relacionados aos números complexos a fim de despertar a curiosidade sobre ciência


Apresentar números complexos, suas funções e possíveis aplicações nas ciências exatas em um novo contexto. Esse é o principal objetivo da mostra de divulgação científica Matemática, Arte e Tecnologia, produzida por dois professores da Faculdade de Ciências da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, Emília Marques e Aguinaldo de Souza. A mostra está exposta no corredor térreo do bloco 3 do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC) da USP, em São Carlos até o dia 23 de julho. Após essa data, as obras ficarão na Biblioteca do ICMC, onde permanecerão até final de agosto. 

A exposição é composta de uma coletânea de 23 quadros, além de um texto sobre a arte do futuro. Os produtores da obra comentam o enfoque diferenciado do projeto: “A importância de apresentar os conceitos relacionados aos números complexos numa abordagem de exposição artística é uma maneira de despertar a curiosidade sobre conhecimento científico. Buscamos também o entrelaçamento de saberes entre matemática, arte e ciências, de maneira que possamos proporcionar uma melhor qualidade na compreensão dos conceitos envolvidos e a possibilidade de visualização das aplicações dos números complexos em diversas aplicações no nosso cotidiano”, explicam. 

Os quadros são produzidos por meio do software F(C): Funções Complexas, desenvolvido em 2003 por um ex-aluno da Licenciatura em Matemática de Bauru. O software possibilita ao usuário a produção de imagens a partir de funções complexas elementares através da alteração de parâmetros. Esse programa é gratuito e está disponível em icmc.usp.br/e/cb047.

A exposição conta com o apoio da Comissão de Cultura e Extensão Universitária (CCEx) do ICMC e do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), sediado no Instituto.

Texto: Talissa Fávero / Foto: Neylor Fabiano - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP


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Secretaria da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC
Tel. (16) 3373-9146 / ccex@icmc.usp.br

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Mostra de pinturas retrata personagens que marcaram a história

Jesus Cristo, João Paulo II e Maurren Maggi são retratados em algumas das imagens expostas na Biblioteca Achille Bassi, no ICMC, em São Carlos

Crucificação de Jesus Cristo desenhada na madeira. 
Segundo o artista, a imagem representa vergonha, tortura e flagelação.


Representar personagens que foram importantes para a história da humanidade. Esse é o principal objetivo da exposição Imagens desse universo pela caneta incandescente de Ciro Júlio Cellurale. Ao todo, são 12 imagens trabalhadas em madeira e papel Canson, ambas feitas em pirogravura, uma técnica que consiste em desenhar com uma caneta de ponta incandescente. 

As obras ficarão expostas até dia 18 de agosto, das 8 às 21h30, na Biblioteca Achille Bassi, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. A exposição é  gratuita e aberta ao público.

Para Ciro, a humanidade é a maior fonte de inspiração de um artista, pois, dessa forma, é possível retratar a complexidade do ser humano em diversos momentos da história: "Esse tema nos mostra que precisamos amadurecer, porque percebemos que a única evolução que cabe a todos é a dos conflitos".

Algumas das obras expostas já ganharam diversas premiações. O quadro mais famoso chama-se Pra que isso? e foi premiado com medalha de prata no 35º Salão de Artes Plásticas de Rio Claro. Outra obra que se destaca é a imagem de Janusz Korczajk com uma criança. Janusz ficou conhecido por ter escolhido ser deportado pelos nazistas junto com as crianças judias do orfanato em que dirigia, no subúrbio de Varsóvia, na Polônia.
Quadro Pra que isso?: "As crianças ficam perdidas em meio aos conflitos,
recolhendo mágoas e cápsulas deflagradas"

Juliana Moraes, que chefia a biblioteca do ICMC, afirma que as bibliotecas são ambientes intimamente ligados à arte e à cultura. Para ela, usar esse espaço para uma mostra de arte vem ao encontro desse conceito, da mudança no comportamento das pessoas que usam esse ambiente e que desejam ver e vivenciar outras atividades nele. "A aprendizagem não acontece apenas com a leitura, a escrita e os livros técnico-científicos, mas também com vários tipos de interações. Daí a relevância dessa exposição para a biblioteca e a comunidade", finaliza Juliana.

Texto: Talissa Fávero - Assessoria de Comunicação do ICMC

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Exposição destaca artigos científicos do ICMC mais citados

Indicadores da Web of Science foram utilizados como critério para destacar o impacto internacional da produção científica do Instituto


A exposição Highly cited papers e hot papers: a produção científica do ICMC no Web of Science está de volta ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Ela ficará exposta na Biblioteca Achille Bassi até 16 de março.

Em sua segunda edição, a exposição apresenta os artigos de autoria de pesquisadores do Instituto mais citados em suas áreas. A categoria highly cited papers contém artigos publicados nos últimos 10 anos e que estão entre os 1% mais citados de sua área e ano. Já a hot papers lista os artigos que foram publicados nos últimos 2 anos e estão entre os 0,1% mais citados de seu campo acadêmico.

Para fazer a seleção dos artigos, os organizadores utilizam o Essential Science Indicators, uma ferramenta que analisa indicadores científicos a partir da base de dados internacional Web of Science. De acordo com a organização, o objetivo é mostrar que o ICMC produz trabalhos que são referência nacional e internacional em suas respectivas áreas. A exposição tem o apoio da Comissão de Biblioteca do ICMC e foi inspirada em uma iniciativa semelhante do Instituto de Física de São Carlos.

Abaixo, é possível acessar a versão online dos artigos selecionados para a exposição:
Mais informações
Biblioteca Achilles Bassi: (16) 3373.9634
E-mail: biblio@icmc.usp.br

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Exposição interativa no ICMC: venha descobrir por que a matemática está em tudo

Em exibição nos dias 20 e 21 de fevereiro, a mostra "Matemática interativa" busca aguçar a curiosidade de estudantes do ensino fundamental, médio e do público em geral, além de despertar o encanto pelas ciências exatas

Apenas as visitas de grupos que possuam mais de dez integrantes deverão ser
agendadas previamente pelo e-mail ccex@icmc.usp.br

Que tal interagir com a matemática de um jeito diferente e divertido, resolvendo problemas e desafios, observando como funciona um caleidoscópio e até mesmo criando suas próprias composições artísticas? Você poderá fazer isso nos dias 20 e 21 de fevereiro, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. É quando acontecerá a mostra gratuita Matemática Interativa, que é aberta a todos os interessados, especialmente aos estudantes da educação básica, universitários, professores e pais. 

Durante a mostra, haverá duas salas temáticas interativas em que os visitantes serão desafiados a resolver problemas e testarão suas habilidades de percepção e raciocínio. Na “Sala dos 1001 problemas”, recursos visuais e materiais diversos auxiliarão os visitantes na resolução de divertidos desafios matemáticos. A sala é inspirada no livro O Homem que Calculava, do autor fictício Malba Tahan, um personagem emblemático criado pelo professor brasileiro Julio Cesar de Mello e Sousa. “É um livro que aborda problemas memoráveis e curiosos, os quais merecem ser conhecidos pelas novas gerações”, diz a professora Edna Zuffi, do ICMC, uma das organizadoras da exposição.

Já na segunda sala, a atração é "A matemática dos caleidoscópios”, em que os participantes vão se encantar observando reflexões sucessivas e a formação de imagens em espelhos planos. É aqui que os monitores explicarão os efeitos e as propriedades dos caleidoscópios e os visitantes verão como são montados esses objetos. Quem desejar poderá até mesmo criar suas próprias composições artísticas usando esse artefato.

A exposição é dividida em sessões de 30 minutos cada e acontecerá das 9 às 12 horas e das 13h30 às 18 horas nos dias 20 e 21 de fevereiro. Além de participar das atividades interativas nas duas salas, os participantes serão convidados a conhecer o Museu de Computação Odelar Leite Linhares, do ICMC.

As visitas de grupos que possuam mais de dez integrantes deverão ser agendadas previamente pelo e-mail ccex@icmc.usp.br. Já grupos menores e visitas individuais não demandam inscrições prévias. Vale ressaltar que não será disponibilizado transporte para os participantes.

A mostra Matemática Interativa é resultado de uma parceria entre o ICMC e o Instituto de Matemática e Estatística (IME) da USP, em São Paulo. O projeto é coordenado pela professora Ana Paula Jahn, do IME, e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). As atividades das duas salas já foram apresentadas durante a Semana USP de Ciência e Tecnologia, em outubro de 2017. Os materiais que serão expostos no ICMC fazem parte dos acervos do Centro de Aperfeiçoamento do Ensino em Matemática do IME e do Laboratório de Ensino em Matemática do ICMC.


Participantes interagindo com caleidoscópios durante a Semana de Ciência e Tecnologia da USP

Texto: Alexandre Wolf - Assessoria de Comunicação do ICMC
Crédito das fotos: IME/USP

Exposição Matemática Interativa

Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/357433194732780/
Quando: 20 e 21 de fevereiro, das 9 às 12 horas e das 13h30 às 18 horas.

Onde: salas 3-011, 3-012 e Museu de Computação do ICMC.
Endereço: avenida Trabalhador São-carlense 400, na área I do campus da USP, em São Carlos.
Inscrições para visitas em grupos (mais de 10 pessoas): ccex@icmc.usp.br
Mais informações: (16) 3373.9146

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Biblioteca do ICMC recebe exposição e oficina de origami


Com o objetivo de divulgar a arte do origami e a cultura japonesa, a Biblioteca Achille Bassi, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, recebe uma exposição de origamis até o dia 17 de novembro.

A exposição é organizada pelo grupo Kakushin, que realiza eventos e atividades variadas para difundir a arte japonesa do origami. Além da exposição, o grupo ministrará uma oficina gratuita de origami no dia 8 de novembro, das 19 às 21 horas, no piso 3 da Biblioteca. Para participar, é preciso apenas comparecer no dia da oficina, não sendo necessária inscrição prévia. As atividades fazem parte da 20ª Semana do Livro e da Biblioteca da USP.

A Biblioteca Achile Bassi fica localizada na área I do Campus da USP, no centro de São Carlos. As visitas à exposição podem ser realizadas de segunda a sexta, das 8 às 21h30, e aos sábados, das 9 às 12 horas.

Veja algumas fotos da exposição no Flickr e no Facebook!

Mais informações
Página do grupo no Facebook: https://www.facebook.com/KakushinOrigami
Biblioteca Achile Bassi: (16) 3373.9634
E-mail: biblio@icmc.usp.br

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Beleza da mulher com câncer: exposição está em cartaz na Biblioteca do ICMC

Público pode conferir a exposição fotográfica, que é gratuita, até 27 de outubro



Contribuir para a prevenção do câncer de mama é o objetivo de uma exposição fotográfica que está em cartaz na Biblioteca Achille Bassi, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Aberta ao público e gratuita, a exposição é uma iniciativa do Grupo Oncovita e marca o mês de conscientização sobre o câncer de mama, o Outubro Rosa.

“Dedico essa minha primeira exposição fotográfica a todas as mulheres e homens que estão lutando contra o câncer”, explica o fotógrafo Alan Almeida em um dos painéis da exposição. “Espero que cada um que olhar essas fotos pare para refletir e tome mais cuidado com a própria saúde fazendo exames preventivos”, acrescenta o fotógrafo.

A exposição fica em cartaz até o dia 27 de outubro na Biblioteca, que se localiza na área I do campus da USP, no centro de São Carlos. As visitas podem ser realizadas de segunda a sexta, das 8 às 21h30, e aos sábados, das 9 às 12 horas.

Mais informações
Página do Grupo Oncovita no Facebook: https://www.facebook.com/belezadamulhercomcancer
Comissão de Cultura e Extensão Universitária: (16) 3373.9146