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terça-feira, 15 de maio de 2018

USP abre inscrições no mestrado profissional em matemática, estatística e computação aplicadas à indústria

Destinado a profissionais com formação em matemática, estatística ou computação, mestrado oferece ênfase em ciência de dados 



Aplicar o conhecimento acadêmico para promover soluções inovadoras em empresas e indústrias. Essa é a premissa do Mestrado Profissional em Matemática, Estatística e Computação Aplicadas à Indústria (MECAI), que está com inscrições abertas para ingresso no segundo semestre de 2018.

O programa oferece 20 vagas na ênfase em Ciência de dados: aplicações em agricultura, saúde, finanças e infraestrutura. “O MECAI tem um perfil diferente de um mestrado acadêmico, porque é voltado para profissionais da indústria com formação em estatística, matemática ou computação. A intenção é utilizar a ciência de dados para gerar inovação nas empresas”, afirma Antônio Castelo, coordenador do mestrado e professor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

Oferecido pelo ICMC, o MECAI está ligado ao Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP. “O objetivo é que o aluno melhore a qualidade do setor produtivo da empresa em que atua, seja gerando produtos, patentes ou novos processos, por exemplo”, explica Castelo.

Lançado em 2014, o MECAI formou o primeiro aluno em setembro do ano passado. Analista de risco no Itaú-Unibanco, Daniel Rodrigues desenvolveu uma metodologia estatística voltada para cálculos de risco no setor financeiro. Atualmente, já são 12 pessoas formadas pelo mestrado, e o crescimento do programa fez com que a ênfase se tornasse mais abrangente. Agora, o MECAI inclui profissionais da matemática, estatística e computação que atuam também nas áreas de saúde, agricultura e infraestrutura, e não apenas com finanças.

De acordo com Ellen Francine, professora do ICMC e ex-coordenadora do MECAI, um dos principais diferenciais dos mestrados profissionais é possibilitar que quem já está inserido no mercado de trabalho possa voltar para o contexto da universidade e da pesquisa. Dessa forma, surgem oportunidades para o desenvolvimento de projetos voltados a resolver problemas existentes dentro das empresas. “Por isso, um dos requisitos para inscrição no mestrado é escrever um projeto para ser aplicado na indústria, que deve ser compatível com a atividade profissional do candidato”, complementa Castelo.

As inscrições para o MECAI podem ser realizadas até dia 6 de junho, no site da Pós-graduação do ICMC. A divulgação do resultado final está programada para o dia 10 de julho, na página do programa. As informações sobre o processo seletivo e critérios de avaliação estão disponíveis no edital: icmc.usp.br/e/8b076.

Mais informações
Serviço de pós-graduação do ICMC: (16) 3373.9638
E-mail: posgrad@icmc.usp.br

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Pesquisa da USP e da UFSCar para evitar quedas em idosos será apoiada pelo Google

Ideia é desenvolver um produto que monitore os padrões de caminhada dos idosos

Dois projetos da USP estão entre os selecionados no Google LARA 2017
(Foto: Divulgação/Google)
Quedas em idosos são consideradas um problema de saúde pública devido à gravidade das lesões que podem gerar. Diversos métodos já existem para auxiliar cuidadores e médicos a prevenir esses acontecimentos, mas eles costumam limitar a liberdade dos idosos. Por isso, uma pesquisa realizada por meio de uma parceria entre o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, e o Departamento de Gerontologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) tenta resolver essa questão de outra perspectiva. O projeto foi premiado, no fim de agosto, com uma bolsa de estudos financiada pelo Google, com duração de um ano. 

Com a utilização de um acelerômetro, um pequeno aparelho que mede a alteração de velocidade durante um percurso, a pesquisa pretende detectar tendências que podem levar idosos saudáveis a quedas em um futuro próximo. Realizada pela mestranda de Gerontologia da UFSCar, Patrícia Bet, a pesquisa recebe a orientação do professor Moacir Ponti, do ICMC, e também conta com o apoio da professora Paula Costa Castro, da UFSCar.

Segundo Moacir, que é pesquisador do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), sediado no ICMC, o diferencial do projeto é a previsão das quedas: “já existem soluções, inclusive comerciais, que detectam a queda depois que ela aconteceu, ou no momento em que ela acontece. Na nossa pesquisa, já conseguimos identificar se a pessoa tem um histórico de quedas recente. Agora, nós queremos detectar se a pessoa vai cair no futuro”.

Para isso, eles realizaram diversos testes e estabeleceram uma amostra de 74 idosos que não possuem histórico de quedas nos últimos seis meses. A avaliação consiste em um questionário sócio demográfico e outro de rastreio cognitivo, que segundo Patrícia, analisa diversos domínios: atenção, memória, orientação, capacidade de nomeação, de obediência a um comando verbal/escrito, de redação livre de uma sentença e de cópia de um desenho complexo. “Quem possui declínio cognitivo foi excluído da amostra, porque nós sabemos que isso representa um risco maior de quedas”, afirma a pesquisadora.

Esse pequeno aparelho é o acelerômetro. Smartphones que possuem esse sensor
podem ser uma alternativa para fazer os testes no futuro. (Foto: Alexandre Wolf) 

Os pesquisadores também fizeram o teste Timed Up and Go (TUG), que consiste, resumidamente, em cronometrar o tempo que o participante leva para levantar de uma cadeira, caminhar três metros em linha reta e voltar para o assento. O teste é feito com um acelerômetro colocado na altura do umbigo, que coleta os dados com os quais os pesquisadores irão trabalhar. “O desafio é, principalmente, processar os sinais e extrair características que possam indicar futuras quedas. Há uma grande quantidade de sinais brutos, o que inviabiliza fazer uma análise direta”, afirma Moacir.

Com a etapa de teste já concluída, os pesquisadores precisam, agora, de tempo para acompanhar os voluntários e analisar os resultados. “Nós vamos ligar de três em três meses para saber se os idosos caíram e, no final, vamos saber quem caiu em cada período desse tempo. Supondo que uma parte dos participantes venham a cair, nós vamos comparar os dados deles com os dos que não caíram”, ele explica.

O resultado final, segundo os pesquisadores, deve estabelecer padrões de alerta, para que cuidadores e médicos tomem as medidas necessárias que evitem uma queda. “Nós sabemos que a queda é consequência de algo, então, nós esperamos ser capazes de observar algum padrão, no presente, que indique um risco de queda no futuro. Nós vamos ver o quanto esses dados permitem predizer uma queda num prazo de um ano, e como eles vão se alterar”, diz Moacir.

O futuro do projeto - Além disso, eles pretendem avançar os estudos para desenvolver um produto que colete os dados a todo o tempo e possa ser utilizado no dia-a-dia, por qualquer idoso. Como o acelerômetro é pequeno, ele pode ser convertido em um produto dedicado para esse fim, como uma pulseira. Um smartphone que possua esse sensor também poderá ser utilizado, mas ainda existem questionamentos com relação à análise dos dados. “A princípio, o teste para saber se o idoso possui risco de cair poderia ser feito de forma manual por ele mesmo. No entanto, existe potencial para que um aparelho dedicado seja capaz de analisar os dados automaticamente. Nesse caso, ele deveria ser retirado apenas para troca ou recarga da bateria”, explica o orientador. Os códigos e dados da pesquisa estão disponíveis no Github para quem deseja se aprofundar no projeto.

Moacir e Patrícia durante a apresentação do projeto,
no campus do Google. (Foto: Arquivo pessoal)
O Google reconheceu o potencial do projeto no fim de agosto, durante o Google Latin America Research Awards (LARA), que está no quinto ano de existência. Este ano, foram selecionados 27 projetos de pesquisa em toda a América Latina. Ao todo, houve 281 submissões, vindas de nove países, e o Brasil conquistou a maioria das bolsas (17). Duas dessas bolsas de estudos financiadas pelo Google, com duração de um ano, estão relacionadas a projetos do ICMC. “Esses projetos têm que estar, de preferência, em uma área de interesse do Google. O nosso entrou na categoria de tecnologias móveis porque o projeto usa sensores móveis para adquirir dados a partir da marcha dos idosos”, explica Moacir.

A premiação foi realizada no Campus da empresa, em São Paulo, e também teve o objetivo de aproximar a academia da comunidade de empreendedores. “Algumas empresas, principalmente startups, participaram do evento para, futuramente, acompanharem o desenvolvimento dos projetos. Deu para notar que o Google quer apoiar iniciativas que, além de cientificamente sólidas, tenham apelo comercial ou social, com potencial de aplicação em médio prazo”, diz o professor. Segundo ele, não existem contrapartidas do Google para o financiamento do projeto, apenas um relatório de atividades após um ano e menção à empresa como agradecimento nas publicações. 

O outro projeto do ICMC premiado com a bolsa de estudos do Google é intitulado Ferramenta inteligente de escrita com os olhos sem interrupções para usuários sem capacidade motora, e pretende entregar um software para digitação de textos a partir do olhar. Esse produto será destinado para pessoas que tenham deficiências motoras, como a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), com adaptações específicas que ajudem a digitar mais rapidamente e reduzir a fadiga ocular.

Texto: Alexandre Wolf - Assessoria de comunicação ICMC/USP


Mais informações
Artigo publicado na Plos ONE com os resultados iniciais da pesquisa: icmc.usp.br/e/929cf
Códigos e dados da pesquisa no Github: icmc.usp.br/e/f60a9
Reportagem do Google sobre os vencedores do LARA: icmc.usp.br/e/4a4e7
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666 / e-mail: comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 3 de março de 2015

CeMEAI organiza workshop na área de avaliação de risco

Evento será realizado nos dias 12 e 13 de março no ICMC, na USP em São Carlos; inscrições são gratuitas

Professor Balakrishnan é o principal convidado do evento

O Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI) promoverá, nos próximos dias 12 e 13 de março, o II Workshop on Assessment of Risk (WAR) no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O evento contará com a participação de pesquisadores do Brasil e do exterior e de alunos de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

O Workshop tem como objetivo reunir pesquisadores com interesse em modelagem de risco para discutir e difundir novas ideias e técnicas estatísticas junto a essa área de atuação, bem como apresentar alguns resultados já obtidos junto ao Grupo de Modelagem de Risco (Risk Assessment Group) do CeMEAI.

O principal convidado do evento é o professor canadense Narayanaswamy Balakrishnan, da McMaster University. O docente, que já foi presidente da Associação Internacional de Estatística da Índia e lecionou em mais de 10 países, vem ao Brasil apresentar o minicurso Topics of Reliabilities, no qual vai expor diversos tópicos de confiabilidade no ambiente industrial.

Além de Balakrishnan, o Workshop ainda conta com a participação de pesquisadores do ICMC, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP) e do Departamento de Estatística (DEs) da UFSCar. O evento tem 40 vagas disponíveis para o público. A programação completa e o link para as inscrições, que são gratuitas, estão disponíveis no site do CeMEAI: icmc.usp.br/e/df257.

Sobre o CeMEAI - O CeMEAI, com sede no ICMC, é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) financiados pela FAPESP. O Centro é especialmente adaptado e estruturado para promover o uso de ciências matemáticas (em particular matemática aplicada, estatística e ciência da computação) como um recurso industrial.

As atividades do CeMEAI são realizadas dentro de um ambiente interdisciplinar, enfatizando-se a transferência de tecnologia e a educação e difusão do conhecimento para as aplicações industriais e governamentais. Os pesquisadores do Centro desenvolvem pesquisas nas áreas de otimização aplicada e pesquisa operacional, mecânica de fluidos computacional, avaliação de risco, inteligência computacional e engenharia de software.

Além do ICMC, o CEPID-CeMEAI conta com outras cinco instituições associadas: o Centro de Ciências Exatas e Tecnologia da UFSCar (CCET-UFSCar); o Instituto de Matemática Estatística e Computação Científica da UNICAMP (IMECC-UNICAMP); o Instituto de Biociências Letras e Ciências Exatas da UNESP (IBILCE-UNESP); a Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNESP (FCT-UNESP); o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE); e o Instituto de Matemática e Estatística da USP (IME-USP).

Texto: Leonardo Zacarin – Assessoria de Comunicação CeMEAI

II Workshop on Assessment of Risk (WAR)
Quando: 12 e 13 de março, das 10h às 18h30
Onde: Sala da Congregação (4-112) do ICMC, na USP em São Carlos (Avenida Trabalhador são-carlense, 400 - Centro)
Página do evento: icmc.usp.br/e/df257
Telefone: (16) 3373-8159
E-mail: contatocepid@icmc.usp.br

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Matemática e inovação: uma dupla capaz de impulsionar os negócios

Em um cenário de competitividade acirrada, as ciências matemáticas podem ser a solução para empresas que precisam otimizar processos e estruturas, melhorar produtos, incorporar novas tecnologias, reduzir consumo de matérias-primas e ampliar resultados

Cerca de 60 empresários compareceram ao evento que discutiu o tema em Sorocaba

Se sua empresa tem um problema e você acredita que, usando a matemática, seja possível solucioná-lo, está na hora de buscar a ajuda dos especialistas do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP. Esse foi o principal recado transmitido pelo diretor do Centro, José Alberto Cuminato, durante a palestra “Inovação e matemática”, destinada a empresários de Sorocaba e região, que aconteceu na última terça-feira, 16 de setembro.

Resultado de uma parceira entre a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK) e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), a palestra foi realizada na sede regional do Ciesp em Sorocaba. Cerca de 60 empresários compareceram ao evento, ávidos por compreender melhor como a matemática, aliada à inovação, tem o potencial de impulsionar seus negócios.

“As ciências matemáticas podem ser muito importantes para o desenvolvimento econômico de um país, principalmente quando a competitividade é acirrada”, disse Cuminato. Entre os diversos exemplos apresentados pelo especialista para mostrar as aplicações dessa ciência na indústria, está a invenção dos celulares, que não existiriam se não fosse a matemática. Sem ela, não haveria também a maioria dos processos de imagem atualmente empregados na medicina como a ressonância magnética. Já na área de logística, é a matemática que está por trás dos algoritmos presentes nos softwares que gerenciam a distribuição de produtos, otimizando as atividades de forma confiável e ágil.

“A matemática pode contribuir para a melhoria de processos que não são competitivos porque estão ultrapassados ou usam uma tecnologia que já não é a mais adequada”, adicionou Cuminato. O diretor do CEPID-CeMEAI explicou que o centro foi criado há dois anos e inspira-se em instituições similares presentes no exterior, sendo o primeiro na área de ciências matemáticas a ser financiado pela FAPESP. 

Para Cuminato, ciências matemáticas são muito
importantes para o desenvolvimento econômico de um país

Sediado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, o centro conta com a participação de pesquisadores da USP, UNICAMP, UNESP, ITA e da UFSCar. Segundo Cuminato, uma das metas do CEPID-CeMEAI é diminuir a dificuldade de interação entre a academia e o setor produtivo, um entrave muito comum em todo o mundo. Enquanto na academia os resultados de uma pesquisa científica costumam ser alcançados apenas no longo prazo, nas empresas, o tempo urge. Por outro lado, na academia, a maioria dos recursos destinados à pesquisa são públicos; enquanto nas empresas, a escassez de recursos é maior. 

“Essa é a primeira vez que tenho a chance de falar para uma plateia de empresários. Em São Carlos, não teremos as soluções para todos os problemas do setor produtivo brasileiro, mas podemos colocar as empresas em contato com pesquisadores de universidades do Brasil e do exterior, contribuindo para reduzir a distância que separa nossos mundos”, defendeu o pesquisador.

Projetos em andamento – Um dos projetos desenvolvidos no CEPID-CeMEAI resultou na criação de um software para o planejamento de fundição em indústrias de pequeno porte. Entre os desafios existentes, devido à diversidade de ligas e peças, está a decisão de quais ligas fundir nos fornos disponíveis e quais peças devem ser vazadas a partir das ligas fundidas.

De acordo com Cuminato, nesse caso, a empresa envolvida no projeto não aplicou qualquer recurso na pesquisa. Apenas apresentou aos pesquisadores do CEPID-CeMEAI as informações referentes ao processo industrial a fim de que eles pudessem compreender o problema e modelar um software sob medida. “Como a empresa não quis se tornar parceira da USP e obter os direitos de propriedade do software, o produto está disponível para fornecemos a outros clientes”, explicou o diretor.

Há diversos outros projetos sendo realizados para diferentes setores da economia: da medicina à indústria petroquímica. “Temos 16 projetos em andamento nos quais estamos empregando métodos estatísticos”, revelou o pesquisador do CEPID-CeMEAI Francisco Louzada Neto em sua apresentação. Entre os exemplos trazidos está o desenvolvimento de novas metodologias para análise de dados oncológicos, um sistema de controle estatístico para gestão da qualidade e um software para detecção de jovens talentos no esporte. Ambas inovações em fase de prospecção de empresas parceiras.

Segundo Louzada, há 16 projetos em andamento no
CEPID-CeMEAI em que estão sendo empregados métodos estatísticos

Pesquisa aplicada na Alemanha – O evento em Sorocaba contou ainda com a participação do pesquisador sueco Stefan Jakobsson, que apresentou exemplos de pesquisas realizadas pelo Instituto Fraunhofer, uma das maiores organizações para pesquisa aplicada na Europa e que inspirou a criação do CEPID-CeMEAI, do qual é parceira. 

Jakobsson mostrou uma simulação realizada pelo Instituto para montadoras de veículos que buscam aprimorar o processo de pintura em carros. Segundo ele, cada vez que um novo modelo entra na linha de produção, o trabalho realizado pelos robôs na pintura precisa ser reorganizado. “Por meio de estudos de eletrodinâmica, do rastreamento das gotículas de tinta e do fluxo de ar, criamos o projeto de uma fábrica de pintura virtual, assim, conseguimos simular como os sprays de tinta devem ser direcionados para que a tarefa seja efetuada com mais rapidez e qualidade”, afirmou o sueco.

Entre os diversos outros projetos mostrados está o aprimoramento do design de estruturas flexíveis empregadas na indústria automotiva e a simulação de como essas estruturas funcionam ao serem acopladas às demais peças do veículo. “Espero que a apresentação tenha sido o começo de uma colaboração entre o Instituto Fraunhofer e as empresas de vocês”, finalizou.

Jakobsson mostrou exemplos de
pesquisas realizadas pelo Instituto Fraunhofer
 

Desafios do Inovar-auto – Durante o evento, também foi discutido o desafio de promover a inovação na cadeia automotiva brasileira. Há dois anos em vigência, o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores (Inovar-auto), proposto pelo governo federal, concede benefícios fiscais para as empresas que estimularem e investirem na inovação e em pesquisa e desenvolvimento dentro do Brasil.

Para o supervisor de processos produtivo da ZF, Michel Haddad, o Inovar-auto já impactou o mercado ao diminuir a importação de veículos leves, porém, esse efeito não tem sido observado no setor de autopeças. De acordo com Haddad, por se tratar de uma cadeia longa e complexa – que vai muito além das montadoras, pois envolve grandes empresas de autopeças, além de empresas menores e fornecedores de matérias-primas , a grande dificuldade é aumentar a competitividade das empresas nacionais. “Isso se reflete no aumento da importação de autopeças”, explicou. 

Haddad afirmou também que, do total de investimentos realizados em pesquisa e desenvolvimento pela indústria automotiva em 2012, o maior percentual (60,5%) é proveniente do setor de autopeças, sendo as montadoras responsáveis apenas por 31,4% desses investimentos. “A indústria automotiva é um dos pilares da economia do nosso país, por isso é preciso estar atento a esse cenário”, completou Haddad. 

Talvez o emprego da matemática seja uma das saídas para resolver esse e tantos outros problemas do Brasil. “A esperança do nosso país é a inovação e a tecnologia. Que possamos trazer como resultado dessa palestra pelo menos um case de sucesso”, concluiu o diretor do Ciesp Sorocaba, Antonio Beldi.

A professora do ICMC Maristela dos Santos também participou do evento


Texto e fotos: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP 

Mais informações
Site do CEPID-CeMEAI: www.cemeai.icmc.usp.br
Telefone: (16) 3373-8159
E-mail: contatocepid@icmc.usp.br

sexta-feira, 27 de junho de 2014

ICMC oferece bolsa de pós-doutorado em estatística


O Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão para Ciências Matemáticas Aplicadas à Industria (CEPID-CeMEAI), apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e sediado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, está oferecendo uma bolsa de Pós-Doutorado de 2 anos para candidatos com excelente potencial de investigação.

O pesquisador selecionado trabalhará sob a supervisão do professor do ICMC Francisco Louzada, atuando no desenvolvimento de esquemas eficientes de Monte Carlo para espaços de alta dimensão para grandes bancos de dados industriais e médicos. O valor mensal da bolsa é de R$ 6.143,40.

Os candidatos devem ter finalizado o doutorado nos últimos 5 anos ou estar prestes a finalizar. Os critérios de seleção incluem demonstrada capacidade de investigação em estatística ou área relacionada, sólida experiência em inferência estatística, metodologia Bayesiana e computação, experiência com análise de conjuntos de dados de alta-dimensão, compromisso com a pesquisa colaborativa e excelentes habilidades de comunicação verbal e escrita. Também é desejável que o candidato possua experiência anterior de trabalho em grupo de pesquisa multidisciplinar e já tenha colaborado em projetos de pesquisa com empresas ou instituições governamentais.

Para se candidatar, é preciso enviar, até 15 de julho, um e-mail para o professor (louzada@icmc.usp.br), colocando no campo de assunto da mensagem "Postdoc CEPID" e anexar os seguintes arquivos em PDF:

1. Uma carta manifestando interesse pela bolsa, contendo informações completas de contato, ano em que finalizou o doutorado, nacionalidade/cidadania, e responder de forma concisa às ênfases de pesquisa e aos critérios especificados acima;

2. Currículo com formação educacional, experiência de investigação e publicações;

3. Uma carta de apresentação, incluindo nomes e informações de contato de três profissionais que o possam recomendar (não incluir cartas de recomendação). 

Mais informações
Professor Francisco Louzada
Telefone: (16) 3373.6614

sexta-feira, 9 de maio de 2014

ICMC abre inscrições para mestrado profissional em matemática, estatística e computação aplicadas à indústria

Programa de pós-graduação que busca estreitar relação entre a Universidade e as empresas está com inscrições abertas até 6 de junho


Estão abertas, a partir desta sexta-feira, 9 de maio, as inscrições para o processo seletivo do novo Programa de Mestrado Profissional em Matemática, Estatística e Computação Aplicadas à Indústria (MECAI), oferecido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

O novo mestrado profissional é o primeiro do país que vai abarcar, de forma abrangente, áreas específicas da matemática, estatística e computação aplicadas à indústria. O objetivo é melhorar a formação dos profissionais e atender à demanda da indústria para proporcionar um avanço em geração de produtos ou aplicação de métodos inovadores, para que as empresas se tornem mais competitivas nacional e internacionalmente. 

Podem participar do processo seletivo alunos graduados em nível superior em Ciência da Computação, Engenharia da Computação, Matemática, Estatística e áreas afins que estejam atuando profissionalmente na indústria ou que comprovem vínculo com a indústria nos dois anos anteriores ao início do processo seletivo. Há 20 vagas disponíveis e, de acordo com o edital (disponível em icmc.usp.br/e/bdaa4), a admissão será feita com base nos seguintes critérios:

- Análise da formação acadêmica (histórico do curso de graduação e histórico de pós-graduação, se houver);
- Análise do curriculum vitae (atividades acadêmicas, de pesquisa e profissionais);
- Análise do projeto de pesquisa proposto, que deverá ser compatível com a ênfase em Métodos Matemáticos Aplicados a Derivativos e ao Mercado Brasileiro. 

As aulas da primeira turma do novo Programa terão início em agosto. As inscrições podem ser realizadas até 6 de junho por meio de sistema disponível no site da Pós-Graduação do ICMC: http://pgweb.icmc.usp.br

Para ver quais são os documentos necessários para efetuar a inscrição e demais detalhes referentes aos critérios do processo seletivo, acesse o edital disponível aqui: icmc.usp.br/e/bdaa4

A criação do MECAI está ligada aos projetos realizados pelo Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI), que tem como um dos objetivos o estreitamento das relações entre academia e indústria. 

Pós-graduação no ICMC - Criado em 1971, o ICMC é reconhecido como um centro de excelência nacional e internacional na formação de pesquisadores e profissionais nos campos da matemática, matemática aplicada, computação, estatística e de suas áreas relacionadas, por intermédio dos cursos de graduação, pós-graduação e extensão.

Os programas de pós-graduação estão entre os melhores do país, tendo formado um número expressivo de mestres e doutores que hoje ocupam posições em prestigiadas unidades de ensino e pesquisa no Brasil e no exterior e em empresas. Além do recém-criado MECAI, há três outros programas com mestrado e doutorado: o de Ciências de Computação e Matemática Computacional, o de Matemática e o Programa de Pós-Graduação em Estatística, em parceria com a Universidade Federal de São Carlos. O ICMC participa ainda do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional (ProfMat), em parceria com a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

A qualidade dos Programas de Pós-Graduação do ICMC foi reconhecida na avaliação trienal realizada pela CAPES em 2013. Em uma escala de 1 a 7, a instituição concedeu nota máxima 7 ao Programa de Pós-Graduação em Matemática, expressando a excelência constatada em nível internacional, e nota 6 ao Programa de Pós-Graduação em Ciência de Computação e Matemática Computacional.

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Serviço de Pós-Graduação
E-mail: posgrad@icmc.usp.br
Tel.: (16) 3373.9638