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terça-feira, 19 de novembro de 2019

Curso gratuito no ICMC sobre protocolo de internet recebe inscrições

Iniciativa ocorrerá sábado, 23 de novembro, das 14 às 18 horas



Para que computadores e outros dispositivos eletrônicos ligados à internet consigam se comunicar, é preciso utilizar um mesmo conjunto de regras, o chamado Protocolo de Internet (IP). No futuro próximo, será praticamente inviável para qualquer profissional de computação atuar na área sem um conhecimento básico sobre a versão mais recente desse protocolo, o IPv6. Por isso, um curso sobre o assunto será ministrado no próximo sábado, 23 de novembro, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

A iniciativa ocorrerá das 14 às 18 horas, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no bloco 6 do ICMC. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até às 12 horas do dia 22, ou enquanto houver vagas, diretamente no Sistema Apolo, pelo link icmc.usp.br/e/a3f47

Realizado pelo Ganesh, grupo de extensão focado em segurança da informação, o curso será ministrado pelo aluno Gabriel de Melo Cruz, que cursa Ciências de Computação no ICMC e lidera a frente de redes do grupo. Durante o curso, os participantes conhecerão conceitos básicos e também desenvolverão atividades práticas, a fim de que tenham mais autonomia para lidar com o IPv6. Veja a descrição completa do programa: icmc.usp.br/e/e72e4.

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

IPv6 - Resolvendo um Problema 
Inscreva-se até às 12 horas do dia 22 ou enquanto houver vagas: icmc.usp.br/e/a3f47
Confira o programa: icmc.usp.br/e/e72e4
Onde será o curso: auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano, no bloco 6 do ICMC
Endereço: avenida Trabalhador são-carlense, 400
Mais informações: (16) 3373.9146 ou ccex@icmc.usp.br

terça-feira, 6 de setembro de 2016

ICMC oferece curso gratuito de informática básica para idosos

Curso começa dia 13 de setembro e há 20 vagas disponíveis
Se você tem 60 anos ou mais e ainda não está imerso no mundo da informática poderá se inscrever no curso gratuito Informática básica para a terceira idade, que será oferecido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, a partir do dia 13 de setembro. No curso, os idosos aprenderão desde conceitos básicos, como as partes que compõe um computador, até navegar pela internet. Há 20 vagas disponíveis.

As aulas acontecerão até dia 8 de novembro, sempre às terças-feira, das 16 às 18 horas, no laboratório 1-004, no bloco 1 do ICMC. As inscrições devem ser realizadas até 11 de setembro, pessoalmente, na Secretaria da Comissão de Cultura e Extensão do Instituto ou online por meio do Sistema Apolo. Caso haja inscrições online de menores de 60 anos, elas serão desconsideradas. 

Coordenado pelos professores Marcelo Manzato e Ellen Barbosa, o curso é uma iniciativa conjunta do Programa de Educação Tutorial (PET-Computação) do ICMC, do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAPSoL) e do Centro de Competência de Software Livre (CCSL). Esta é a quarta edição do curso, que foi especialmente desenvolvido para propiciar aos idosos um atendimento personalizado. Alunos do ICMC vão ajudar a ministrar as aulas, atuando como monitores. A seguir, confira a programação completa do curso.

Conteúdo do curso

Noções básicas de hardware:
  • CPU, mouse, teclado, monitor de vídeo;
  • Periféricos: CD, DVD, pendrive, HD externo;
  • Outros: impressora, máquina fotográfica, scanner, celular, tablet, smartphone. 
Noções básicas de software:
  • Organização e armazenamento de documentos;
  • Editores de texto simples;
  • Ferramentas de cálculo.
Internet:
  • Principais navegadores e ferramentas de busca;
  • Ferramentas de comunicação e redes sociais (email, Facebook, Skype, Whatsapp);
  • Calendário, agenda;
  • Uso consciente: vírus e programas maliciosos;
  • Sites de interesse do público-alvo.
Crédito da imagem: Marcos Santos/USP Imagens

Mais informações
Serviço de Apoio Acadêmico/Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC
Endereço: Avenida Trabalhador são-carlense, 400, área I do campus da USP, no centro de São Carlos - Sala 3-001
Inscrições online: icmc.usp.br/e/bf2bd
Telefone: (16) 3373.9146
E-mail: ccex@icmc.usp.br

terça-feira, 9 de junho de 2015

Bem-vindo à internet de 20 anos atrás

No ano em que a internet comercial comemora duas décadas no Brasil, adolescentes experimentam como era se conectar à web em 1995

Adolescentes diante da realidade de 1995: conexão discada e lentidão

Eles não imaginam como seria o mundo sem internet. Estão acostumados a ficar entre seis e oito horas por dia conectados, usando seus smartphones principalmente para falar com os amigos no WhatsApp, no Facebook ou fazendo pesquisas no Google. O estudante Enzo Locatelli, de 12 anos, escuta pela primeira vez o barulho de uma conexão à internet por meio da linha telefônica. “É uma impressora”, arrisca o adolescente na tentativa de dar significado ao som daquele modem dial-up.

“Esse é o barulho do modem tentando achar a frequência ou a velocidade que coincidia com a que estava disponível na casa das pessoas”, explica o professor Edson Moreira, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP em São Carlos. O barulho nostálgico é ouvido no Museu de Computação Odelar Leite Linhares, onde Enzo e mais duas estudantes, Marina Biason e Sophia Cavalcanti, ambas com 13 anos, passam pela experiência de se conectarem à internet como se estivessem em 1995, ano que marca, no Brasil, o início da conexão comercial à rede mundial de computadores.

O professor conta que o fato de precisar usar a linha telefônica para se conectar à internet era motivo de discórdia em muitos lares brasileiros. “As famílias colocavam regras para limitar o uso a alguns horários restritos a fim de que a linha telefônica ficasse livre”, lembra Moreira. 

Lembra-se do barulho do modem dial-up?
A estudante Marina logo desiste de tentar navegar com 56 kps (kilobits por segundo), à moda de 1995, em um computador iMac G3 que está no Museu. Sentada em frente à máquina, enquanto o carregamento lentamente acontece, ela tecla sem parar no celular. “A velocidade de conexão à web atualmente é, no mínimo, 100 vezes maior do que em 1995”, diz Moreira. 

O professor explica que houve também um aumento na capacidade de processamento de dados, possibilitando novas e inovadoras aplicações, como a transmissão de áudio e vídeo. Quando navegamos nos sites de 1995 e 1996, observamos que eles não usavam os mesmos recursos de hoje, o conteúdo disponível era basicamente textos (veja alguns exemplos em archive.org/web). Por isso, ao tentar acessar um site como o Youtube com um navegador empregado em 1995, você vai se deparar com a mensagem “seu navegador de web não é mais compatível”. 

Para Moreira, mudanças influenciaram a forma como as pessoas se comunicam e também a educação

De acordo com Moreira, o aumento da velocidade e da capacidade de processamento nesses últimos 20 anos levou, ainda, ao desenvolvimento do comércio eletrônico, das redes sociais e do acesso móvel, devido às tecnologias sem fio e aos smartphones. “Isso influenciou a forma como as pessoas se comunicam e impactou também a educação”, completa Moreira. Ele ministrou, em 1991, no Rio de Janeiro, um dos primeiros cursos oferecidos no Brasil sobre protocolos de internet (TCP/IP), no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA).

Em 1995, a rede mundial de computadores já era uma realidade nas grandes universidades brasileiras, onde as primeiras conexões aconteceram em 1988. Quem se lembra de como era a vida sem internet, provavelmente consegue resgatar na memória a cena da primeira vez que acessou a web. Uma lembrança que simplesmente não existe para a estudante Sophia Cavalcanti, que nasceu em 2001 e nunca pensou em como seria a vida sem a grande rede.

Mas será que podemos esperar uma evolução em ritmo tão acelerado nos próximos 20 anos? Na opinião de Moreira, no futuro próximo, vamos acompanhar a conexão dos nossos objetos, utensílios e veículos à internet. Será a expansão da chamada “internet das coisas”, que deverá revolucionar a forma como comandamos a nossa vida, possibilitando que o sistema de vigilância, iluminação e refrigeração das nossas casas sejam controlados remotamente, por exemplo. “Haverá novas formas de interação entre as pessoas e as máquinas, o que deve causar também um grande impacto na educação, com o advento de novas ferramentas destinadas aos alunos e professores”, finaliza Moreira.

Marina (à esquerda) e Sophia não imaginam a vida sem internet

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br