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segunda-feira, 29 de julho de 2019

Criando habilidades e fortalecendo a cognição: participe de curso no ICMC

Gratuito, curso promoverá atividades práticas para estimular habilidades relacionadas a memória, expressão, percepção e funções executivas




Promover atividades voltadas ao desenvolvimento da nossa capacidade de processar e compreender informações recebidas de diferentes meios e transformá-las em conhecimento. Esse é um dos principais objetivos do curso Criando habilidades e fortalecendo a cognição através de atividades práticas, que será oferecido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, a partir do dia 5 de agosto.  

Gratuito, o curso oferece 15 vagas e é voltado, prioritariamente, aos funcionários da USP. Mas, se houver vagas remanescentes, poderão ser preenchidas por qualquer pessoa interessada. Serão realizados jogos, tarefas práticas e fornecidas orientações para estimular habilidades relacionadas à memória, expressão, percepção e às funções executivas.

As inscrições podem ser realizadas até a próxima quinta-feira, 1º de agosto, no sistema Apolo da USP, por meio deste link: icmc.usp.br/e/a1163. Os encontros acontecerão quinzenalmente, às segundas-feiras, a partir de 5 agosto até 18 de novembro, das 11h30 às 12h30, na sala 2-302 da Biblioteca Achille Bassi. 

Coordenado pela professora Maria da Graça Campos Pimentel, do ICMC, o curso será ministrado por Brunela Della Maggiori Orlandi. Graduada em Gerontologia pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, Brunela é mestre e doutorada em Ciência, Tecnologia e Sociedade pela Universidade Federal de São Carlos.

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Consulte o programa do curso: icmc.usp.br/e/238b1
Link para inscrições: icmc.usp.br/e/a1163
Contato: 3373-9146 ou ccex@icmc.usp.br 

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Um Brinde ao Museu: cidades se unem para celebrar o Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento

Eventos gratuitos acontecerão em oito municípios brasileiros para discutir a relevância dos museus na geração e preservação dos conhecimentos da humanidade

Proposta é que as discussões levantadas a partir do incêndio do Museu Nacional estimulem reflexões em outros espaços museológicos, favorecendo a preservação do patrimônio material e imaterial do Brasil
(crédito da imagem: Vitor Abdala/Agência Brasil)

As chamas que consumiram o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, no dia 2 de setembro, acenderam uma luz de alerta na comunidade que busca divulgar a ciência no Brasil. Foi quando surgiu a ideia de mobilizar uma rede de voluntários para organizar o evento Um Brinde ao Museu. Oito cidades brasileiras se engajaram na iniciativa e realizarão atividades para celebrar o Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento: Araraquara (SP), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Campos dos Goytacazes (RJ), Curitiba (PR), Diamantina (MG), Marabá (PA) e São Carlos (SP).

Cada cidade terá uma programação especial, que envolve desde bate-papos entre pesquisadores e a comunidade da região até visitas guiadas pelos museus, lançamento de livro e feira de ciências. A maioria das atividades acontecerá no sábado, 10 de novembro, ou em datas próximas (dias 7 e 9). A data foi escolhida porque 10 de novembro é o Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento, data estabelecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em 2001 para sublinhar o papel da ciência na construção de um mundo melhor. Além disso, anualmente, a UNESCO define um tema para a data: Ciência, um direito humano é o mote de 2018, em comemoração ao 70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Na opinião dos voluntários responsáveis por organizar Um Brinde ao Museu, a data é uma oportunidade para mostrar ao público em geral o quanto o conhecimento científico contribui para o desenvolvimento de uma sociedade, o quanto a ciência está presente na vida diária das pessoas e o quanto é preciso estimular o pensamento crítico sobre o direito humano de participar e se beneficiar da ciência. A iniciativa é inspirada no festival internacional de divulgação científica Pint of Science, um verdadeiro brinde à ciência que acontece em bares, cafés e restaurantes no mês de maio.

“O evento é um brinde aos museus que existem e àqueles que existirão na nossa memória para sempre. Esses locais de preservação do patrimônio material e imaterial de um povo são também espaços informais de educação. São lugares para vivenciar e transformar o saber, interagir com o pensamento e refletir sobre a condição humana neste planeta”, ressalta o paleontólogo Marcelo Adorna Fernandes, professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e um dos participantes da iniciativa.

Para Marcelo, os museus são locais que agregam valores à história e à ciência, que transformam o conhecimento em uma viagem no tempo: "É um espaço de conhecimento, lazer e cultura, alimentos essenciais para a alma e fundamentais para a manutenção de uma sociedade sadia"
(crédito da imagem: arquivo pessoal)

Para conferir a programação do evento, basta acessar o site umbrindeaomuseu.wordpress.com, clicar em “Programação” e escolher o município. Vale lembrar que os eventos são gratuitos e abertos a todos os interessados, incluindo as crianças. Ao participar das atividades, o público poderá descobrir que a ciência vive no museu e que cada um de nós pode contribuir para que esses espaços continuem cada vez mais ativos.

Confira a programação no site umbrindeaomuseu.wordpress.com

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Um Brinde ao Museu: umbrindeaomuseu.wordpress.com
Dia Mundial da Ciência pela Paz e pelo Desenvolvimento: en.unesco.org/commemorations/worldscienceday

Contato com a imprensa
Assessoria de Comunicação do ICMC/USP: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Ele lançou novas bases para as ciências de computação no Peru

Na busca pelo sonho de fazer mestrado, um peruano encontrou uma segunda casa no Brasil e hoje ajuda a construir um plano nacional de infraestrutura de hardware e software para o governo do Peru


Para Ernesto, o ICMC é o ponto inicial de toda a mudança
que aconteceu na área de computação no Peru 

É dia 31 de dezembro, 21h30. A expectativa para a chegada do Ano Novo toma conta da cidade de São Carlos. Nos corredores vazios do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, um peruano chega com um sonho: fazer mestrado em computação. Depois de quatro dias viajando de ônibus e no trem da morte na Bolívia, ele está exausto e feliz a um só tempo. Concluiu a jornada, apesar de todas as dificuldades que encontrou pelo caminho, mesmo não compreendendo em que poltrona devia se sentar ao olhar para o primeiro bilhete de ônibus que comprou quando cruzou a fronteira com o Brasil, escrito em português, língua que não dominava.

O curso de verão no qual estava matriculado começava dia 2 de janeiro e Ernesto Cuadros-Vargas não fazia ideia do tempo que levaria para chegar à USP em São Carlos saindo de Arequipa, no Peru. Aliás, ele acreditava que o campus ficava em São Paulo e não no interior, a cerca de 230 quilômetros da capital do Estado. Por isso, passou o Natal com a família e embarcou em sua primeira ida ao Brasil no dia 27 de dezembro de 1995.

Naquela noite de Réveillon, quando saiu da rodoviária e pegou o táxi para o levar até a portaria principal da Universidade, não imaginava que começaria a ser desenhada ali uma história que iria impactar a vida de centenas de outros garotos peruanos. Um segurança do bloco E1 da USP lhe deu boas vindas e explicou como chegava ao ICMC, onde também só havia outro segurança. Com o carro que faz rondas na Universidade, ele deu uma carona para Ernesto e percorreram juntos os alojamentos do campus atrás de um colchão para acomodar o corpo cansado do jovem, que trazia consigo apenas US$ 400 e não queria ir para um hotel, pois sairia muito caro. Depois de encontrar o tal colchão, foi improvisado um quarto para o futuro estudante na sala de estudos da Biblioteca Achille Bassi. “Quando você está viajando quatro dias sem hotel e sem parar, aquilo é uma maravilha de colchão”, lembra Ernesto, que já percorreu o caminho entre Arequipa e São Carlos, por terra, 36 vezes.

O peruano na época em que estudava no ICMC

No dia seguinte, ao acordar, havia um sol maravilhoso e tudo brilhava. No dia 2 de janeiro, mais estudantes começaram a chegar ao Instituto e o curso teve início. Na primeira aula – Estrutura de Dados, com a professora Sandra Aluísio – ele já sentiu que havia tomado a decisão certa, embora ainda não conseguisse avaliar o impacto que isso teria em sua vida. “Nessa primeira aula do curso, eu aprendi mais do que tudo que haviam me ensinado sobre estrutura de dados na minha graduação no Peru”, revela.

A notícia de que tinha a oportunidade de fazer um curso de verão no ICMC e, depois, ingressar no mestrado, chegou a Ernesto por intermédio de um colega que trabalhava junto com ele em um instituto de informática, onde estavam desenvolvendo o projeto de um buscador de textos similar ao Google. O colega recebeu um e-mail de um rapaz peruano que estudava Ciências de Computação no Brasil. Como o amigo sabia que Ernesto tinha planos de estudar fora, encaminhou o e-mail a ele. Ao mesmo tempo, Ernesto sempre se lembrava de seu professor Wilber Ramos, que encoraja os estudantes a estudarem no exterior e a voltarem ao Peru. O professor também tinha um irmão que estudava na USP e recomendava a instituição.

Depois de tirar boas notas no curso de verão, Ernesto conseguiu um orientador, o professor André de Carvalho, mas teve problemas com o visto (que não tinha) e precisou voltar ao Peru para acertar a documentação antes de começar o mestrado. “Cheguei super feliz em Arequipa e voltei ao Brasil em agosto de 1996. Sentia que era algo fantástico que estava acontecendo comigo, eu nunca havia tido uma oportunidade como aquela”, destaca o pesquisador.

Para ele, estudar no ICMC foi uma das coisas mais importantes que aconteceu em sua vida: “É o lugar onde eu aprendi computação, é minha referência. Eu viajo muito, vou para muitos países, mas no Brasil eu sinto que continuo em casa”. Ernesto concluiu o mestrado em 1998 e já ingressou no doutorado, também no ICMC, que concluiu em 2004. No doutorado, foi orientado pela professora Roseli Romero, que também o apoiou muito. A experiência foi tão positiva que, logo depois, o irmão de Ernesto, Alex Cuardos-Vargas, veio ao Brasil e também fez mestrado, doutorado e pós-doutorado no Programa de Ciências de Computação e Matemática Computacional do ICMC.

Ao retornar ao Peru, em 2004, Ernesto tornou-se professor na Universidade Católica San Pablo (UCSP), onde criou e coordenou o curso de Ciências de Computação até este ano: “A UCSP é hoje reconhecida como a melhor universidade de computação do Peru. A maioria dos professores tem mestrado ou doutorado fora do país. Nada disso poderia ter sido feito sem aquela experiência no ICMC, o ponto inicial de toda a mudança na área de computação que aconteceu no Peru." E completa: "Agora posso dizer que mudamos a vida de muitas centenas de garotos e que estamos caminhando para sermos um país mais desenvolvido em termos de computação".

Nesse momento, Ernesto está embarcando em uma nova jornada. Ele está trabalhando na Universidade de Engenharia e Tecnologia (UTEC), em Lima, e também junto com o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski Godard, na construção de um plano nacional de infraestrutura de hardware e software para o governo do país. O objetivo é propiciar que todos os dados referentes aos serviços públicos oferecidos à população estejam disponíveis eletronicamente em tempo real e estejam conectados.

Os desafios que Ernesto tem pela frente não são poucos, será preciso criar centros de dados gigantes para armazenar todas as informações captadas bem como desenvolver novos sistemas. Mas ninguém duvida de que ele conseguirá. “Todos os problemas que tive e as dificuldades que enfrentei me fizeram ficar mais forte. A experiência de vida que tudo isso trouxe é o mais importante, não é só a conquista do diploma de mestrado e doutorado, mas o contato com as pessoas”, finaliza.

Ernesto já percorreu o caminho entre Arequipa e São Carlos, por terra, 36 vezes

Leia mais no especial "Um instituto e suas infinitas histórias": jornal.usp.br/especial/icmc

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC
Fotos: Arquivo pessoal


Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Semcomp fazendo história: exposição é inaugurada no ICMC

Público poderá conferir os principais fatos que marcaram os 19 anos de história da Semana de Computação do ICMC visitando a exposição que está em cartaz no Museu Odelar Leite Linhares

Exposição fica em cartaz até novembro

Uma das maiores semanas de computação do Brasil está alcançando a maioridade este ano, quando acontece sua 18ª edição. É a Semana de Computação (Semcomp) do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Para resgatar essa trajetória, que está registrada nas memórias de alunos, ex-alunos, professores e funcionários, o Museu de Computação Odelar Leite Linhares inaugurou nesta segunda-feira, 17 de agosto, a exposição Semcomp fazendo história.

“É a primeira vez que fazemos essa exposição e queremos que ela se repita nos próximos anos, retratando também a melhor Semcomp de todas, que está acontecendo este ano”, disse o diretor do ICMC, Alexandre Nolasco de Carvalho. A inauguração da exposição foi realizada logo após a abertura da 18ª Semcomp, que ocorre até dia 21 de agosto.

“Tão importante quanto mostrar a nossa história para a comunidade externa é mostrar para a comunidade interna que, se hoje temos um evento do porte da 18ª Semcomp, é porque uma história foi construída e nada melhor do que mostrá-la em uma exposição”, ressaltou a presidente da Comissão de Cultura e Extensão do ICMC, Solange Rezende. 

A curadora do Museu, Elisa Nakagawa, também destacou a importância do evento: “A Semcomp tem quase duas décadas de trajetória e está atrelada à história do ICMC. É muito relevante termos um espaço aqui no Museu para podermos relatar isso”. Quem quiser conferir a exposição tem até o final de novembro para visitar o Museu, de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas.

A professora Solange Rezende e o diretor do ICMC inauguraram a exposição
Nascimento e evolução - Segundo a professora Regina Santana, do ICMC, as sementes de criação da Semcomp foram lançadas durante um workshop realizado no dia 13 de novembro de 1996 para comemorar os 21 anos do curso de Bacharelado em Ciências de Computação do Instituto. O evento nasceu para promover discussões que são de interesse dos estudantes e estimular a interação com profissionais que já estão no mercado de trabalho.

Desde os primórdios, a Semcomp é organizada com a ajuda dos alunos que fazem parte do Programa de Educação Tutorial (PET), promovendo atividades como palestras, minicursos e painéis. Apesar de completar 19 anos – pois a primeira edição do evento aconteceu em 1997 – a Semcomp não foi realizada em 2002, por isso, este ano está em sua 18ª edição. “O motivo que levou à não realização está ligado a uma crise no PET. Em 2002, o programa não teve bolsas e os alunos ficaram desmotivados”, revelou a professora Regina.

Em 1997, quando a Semcomp foi lançada, o ICMC oferecia apenas um curso na área de computação, o Bacharelado em Ciências de Computação, disponibilizando 40 novas vagas a cada ano. De lá para cá, muita coisa mudou. Hoje, há no Instituto outros dois cursos nessa área – Sistemas de Informação e Engenharia de Computação – e são oferecidas, anualmente, um total de 190 novas vagas.

A expansão desse campo do conhecimento no Instituto acompanha o desenvolvimento da área de computação no mundo e a Semcomp segue o trilho desse trem: passou dos 138 participantes da 1ª edição para cerca de 850 atualmente. E se no começo foram apenas uma dúzia de atividades, agora esse número ultrapassa 30.

Da esquerda para a direita: Regina Santana, Neide Franco, Marcos Santana,
Elisa Nakagawa, Esther Prado e Alexandre Nolasco de Carvalho

Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Fotos: Reinaldo Mizutani (primeira e última imagem) e Leonardo Ribeiro

Exposição Semcomp fazendo história 
Onde: Museu de Computação Odelar Leite Linhares, no ICMC (Av. Trabalhador São Carlense, 400).
Site do Museu: mc.icmc.usp.br
Quando: de 17/08 a 30/11
Horário: segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas
E-mail: museu@icmc.usp.br
Telefone: (16) 3373.9146

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Museu de Computação do ICMC convida para a abertura da exposição Semcomp fazendo história


O Museu de Computação Odelar Leite Linhares, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação da USP, em São Carlos, realizará a abertura da exposição Semcomp fazendo história na próxima segunda-feira, 17 de agosto, às 11 horas. 

A exposição relata os principais fatos que marcaram a trajetória da Semana de Computação (Semcomp) do Instituto, a qual se tornou uma das maiores semanas de computação do Brasil e construiu uma história de sucesso que está registrada nas memórias de alunos, ex-alunos, professores e funcionários. O evento faz parte da programação da 18ª edição da Semcomp, que acontece de 14 a 21 de agosto.
 
Toda a comunidade do campus da USP em São Carlos está convidada a participar da abertura. O Museu está localizado no bloco 4 do ICMC, na área 1 do campus da USP, em São Calos, na avenida Trabalhador são-carlense, 400. O Museu funciona de segunda a sexta, das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas. 

Mais informações
Seção de eventos do ICMC: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br