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quinta-feira, 18 de abril de 2019

ICMC oferece curso de introdução à topologia de singularidades complexas

Com início na próxima quarta-feira, 24 de abril, curso será realizado até dia 5 de junho, sempre às quartas-feiras, das 10 às 12 horas

Imagens mostram variedades de fibrações no tubo de Milnor, um dos tópicos abordados no curso
(crédito da imagem: Sobre a topologia das fibrações de Milnor, de Rafaella de Souza Martins)

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, está com inscrições abertas para o curso Uma introdução à topologia de singularidades complexas. O objetivo é fornecer aos alunos de pós-graduação e jovens pesquisadores conhecimentos sobre a chamada Fibração de Milnor, uma ferramenta que tem sido utilizada em vários ramos de pesquisa matemática, principalmente por aqueles que trabalham com a geometria e a topologia das singularidades. 

Gratuito e aberto a todos os interessados, o curso será ministrado pela professora Taciana Oliveira Souza, da Universidade Federal de Uberlândia. As atividades acontecerão às quartas-feiras, das 10 às 12 horas, no período de 24 de abril a 5 de junho, na sala 3-104, no bloco 4 do ICMC. 

As inscrições podem ser efetuadas até a próxima terça-feira, 23 de abril, ou enquanto houver vagas, no sistema Apolo da USP, por meio deste link: icmc.usp.br/e/91daf. Para conferir todos os tópicos a serem abordados no curso, acesse o programa disponível no site do ICMC: icmc.usp.br/e/13645

Os estudos de John Willard Milnor o levaram a conquistar a Medalha Fields em 1962
(crédito da imagem: Encyclopedia Britannica)

Texto: Assessoria de Comunicação do ICMC/USP


Mais informações
Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC: (16) 3373.9146 

terça-feira, 31 de julho de 2018

Teoria de singularidades: confira imagens dos eventos sediados no ICMC em julho

Evento reuniu os principais pesquisadores do mundo que atuam
na área de singularidades (foto: Reinaldo Mizutani)

Em julho, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, foi o palco de dois tradicionais eventos na área de teoria de singularidades. 

De 23 a 28 de julho, aconteceu o 15th Internacional Workshop on Real and Complex Singularities, que reuniu os principais pesquisadores do mundo que atuam no campo de teoria de singularidades, geometria e aplicações. Realizado a cada dois anos no ICMC, o evento aconteceu pela primeira vez em 1990 e neste ano reuniu cerca de 160 participantes. O workshop foi precedido pela School on Singularity Theory, que contou com quatro minicursos realizados entre os dias 15 e 21 de julho.

Durante o evento, foram homenageados os professores Marcelo Saia e Maria Aparecida Ruas, do ICMC, e Terence Gaffney, da Northeastern University em Boston, Estados Unidos. Tanto o workshop como a escola são eventos-satélite do Congresso Internacional de Matemáticos (ICM, na sigla oficial), que acontece no Rio de Janeiro, de 1º a 9 de agosto.


Confira o álbum de fotos no Flickr: www.icmc.usp.br/e/f3b75


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Assessoria de Comunicação do ICMC-USP
Tel. (16) 3373-9666 / comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 3 de julho de 2018

USP oferece curso gratuito em São Carlos sobre topologia de conjuntos algébricos

Professor da Universidade Estadual de Michigan, o matemático Selman Akbulut ministrará aulas no ICMC a partir da próxima sexta-feira, 6 de julho

Selman é, atualmente, professor visitante do ICMC

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, está com inscrições abertas para o curso Introdução à Topologia de Conjuntos Algébricos Reais. As aulas serão ministradas pelo matemático turco Selman Akbulut, da Universidade Estadual de Michigan, nos Estados Unidos, que atualmente é professor visitante do ICMC e possui vasta experiência nessa área de pesquisa matemática. 

O objetivo do curso é motivar alunos de pós-graduação, jovens pesquisadores e demais interessados em estudar problemas relacionados à topologia de conjuntos algébricos reais. Apesar de ser uma ampla área de pesquisa, ainda não há especialistas no Estado de São Paulo trabalhando nesse ramo. 

Coordenado pelo professor Raimundo Nonato dos Santos, do ICMC, o curso é composto por sete aulas, com duas horas de duração cada uma, e acontecerá a partir da próxima sexta-feira, dia 6 de julho, das 10 às 12 horas. As demais seis aulas ocorrerão no dia 11 (das 16 às 18 horas); nos dias 16, 17, 19 e 20 (das 14 às 16 horas); e no dia 1º de agosto, das 16 às 18 horas. No primeiro dia de aula, as atividades acontecerão na sala 4-001, no bloco 4 do Instituto, momento em que os participantes serão informados sobre os locais onde serão realizadas as demais aulas.

São oferecidas 30 vagas e as inscrições, que são gratuitas, devem ser realizadas pelo sistema Apolo da USP, por meio deste link: icmc.usp.br/e/401d3. Para conferir todos os tópicos a serem abordados no curso, acesse o programa disponível no site do ICMC: icmc.usp.br/e/e0b0c

Texto - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

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Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC: (16) 3373.9146 
E-mail: ccex@icmc.usp.br

segunda-feira, 26 de março de 2018

ICMC oferece curso sobre conceitos e ferramentas matemáticas da área de Singularidades

Com início no dia 2 de abril, curso será realizado às segundas-feiras, das 16 às 18 horas

Na imagem, retratos das funções zetas de Selberg: curso abordará integração motívica,
funções zetas e invariantes de Singularidades

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, está com inscrições abertas, até 1º de abril, para o curso An introduction to motivic integration, zeta functions and new stringy invariants of singularities. O objetivo é fornecer aos alunos de graduação e pós-graduação da área de matemática uma introdução básica aos conceitos e ferramentas de integração motívica. 

O curso trará exemplos concretos do uso dessas ferramentas, apresentando suas relações com as funções zetas e as invariantes de Singularidades. Há 30 vagas disponíveis e a atividade, que é gratuita e aberta a todos os interessados, será realizada às segundas-feiras, das 16 às 18 horas, no período de 2 de abril a 7 de maio, na sala 5-001, no bloco 5 do ICMC. 

Coordenado pelo professor Farid Tari, o curso será ministrado pelo pós-doutorando Juan Viu Sos. As inscrições devem ser feitas pelo sistema Apolo da USP, por meio deste link: icmc.usp.br/e/a5089. Para conferir todos os tópicos a serem abordados no curso, acesse o programa disponível no site do ICMC: icmc.usp.br/e/feb20

Crédito da imagem: Chris King

Mais informações 
Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC: (16) 3373.9146 
E-mail: ccex@icmc.usp.br

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Um mergulho no universo singular dos matemáticos

Para eles, catástrofe é um campo de estudo que pode ser incluído dentro da chamada Teoria de Singularidades. Há tantas definições possíveis para essa teoria tal como as múltiplas dimensões da realidade que habitam a mente dos pesquisadores dessa área. Suas aplicações se estendem à física, à computação, à economia, à biologia, à psicologia, à linguística e até a arte

Ton Marar chegou ao ICMC aos 17 anos, em 1976, para cursar Bacharelado em Matemática

Na sala escura, a luz ilumina a mesa do matemático Ton Marar. Estamos no fim da tarde de uma quarta-feira, início de agosto, no primeiro andar do bloco 3 do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Chegamos a um ponto crítico na calmaria morna daquela cena: Ton tenta explicar o que estuda um matemático como ele. Nesse momento, recorda-se de um artigo que escreveu e a lembrança altera de forma drástica o rumo futuro da conversa. Um tornado invade a sala: “Como todos os fenômenos que se manifestam de maneira abrupta, os tornados também podem ser descritos matematicamente”.

A frase emerge do artigo que Ton escreveu para o livro Numa dada situação, lançado durante a 29ª Bienal de São Paulo, em 2010, em conjunto com a obra Tornado, do artista belga Francis Alÿs. Para produzir o vídeo, Alÿs literalmente perseguiu tornados, durante dez anos, fotografando e filmando o fenômeno meteorológico pelo México.

Para explicar matematicamente esse fenômeno, Ton recorre a outro Thom, mais precisamente René Thom, matemático francês que ganhou a famosa Medalha Fields, o Nobel da matemática, em 1958. Os modelos concebidos por Thom por volta de 1965 deram origem à chamada Teoria da Catástrofe. Para simplificar, pense em processos do tipo causa-feito como, por exemplo, os ventos que se formam pelo encontro entre massas de ar quente e úmido com massas de ar frio e seco. É comum pensarmos que variações suaves nessas causas também provoquem variações suaves em seus efeitos, certo? “Pois não é bem assim que um tornado nasce”, explica Ton. 

Se mudarmos continuamente a intensidade das massas de ar, haverá um momento em que os valores atingirão um ponto crítico (ponto de bifurcação) e acontecerá uma transição abrupta no efeito: o vento se tornará um tornado. “Nesse momento ocorre um fenômeno espetacular”, escreve Ton. É quando um vórtice colorido surge, fruto do material que é arrebatado do solo, envolvido por uma nuvem de poeira (veja o desenho).



Mas você não precisa estar dentro de um tornado, como Francis Alÿs, para vivenciar a Teoria da Catástrofe. Ela acontece frequentemente, senão todos os dias, no fogão da sua casa, quando você coloca um pouco de água para ferver. No início do processo, na temperatura ambiente, as moléculas que constituem a água estão ligadas por forças de natureza elétrica. Conforme a temperatura aumenta, essas moléculas passam a se movimentar mais rapidamente e essas ligações tornam-se cada vez mais instáveis. Aqui também existe um ponto crítico: o momento em que a temperatura está tão alta e o movimento tão intenso que as moléculas se desconectam e a água passa do estado líquido ao gasoso. 

Esse momento singular que acontece no fogão está longe de ser um desastre. É por isso que, para os matemáticos, a Teoria da Catástrofe, apesar do nome, não tem necessariamente a ver com a análise dos fenômenos desastrosos do nosso mundo, mas com o estudo dessas transformações abruptas que estão mais presentes em nosso dia a dia do que podemos imaginar. 

Antes que o navio afunde – De fato, a máquina de catástrofe que mora no Laboratório de Singularidades do ICMC é totalmente inofensiva: um objeto com o formato de uma parábola, feito de isopor, com alguns pequenos ímãs, incapaz de provocar qualquer fenômeno que se pareça com um tornado. Quando esses ímãs são fixados na superfície desse objeto, seu centro de massa é alterado e a parábola oscila. Se o ímã é colocado em alguns pontos-chave da máquina, ela se torna totalmente instável e tomba. Por isso, ela é chamada de máquina de catástrofe gravitacional.

Esse brinquedo singular chegou ao Instituto pelas mãos da professora Isabel Labouriau, do Centro de Matemática da Universidade do Porto, de Portugal, em julho, quando ela ministrou um minicurso introdutório sobre Teoria de Singularidades durante o maior e mais reconhecido congresso científico da área: o International Workshop on Real and Complex Singularities. Promovido pelo ICMC a cada dois anos, o evento chegou a sua 14ª edição em 2016, reunindo especialistas de todo o mundo. Entre os divertidos títulos que a professora escolheu para listar os tópicos a serem tratados no minicurso estavam “como amassar uma caixa”, “como ficar nervoso muito rápido” e “como afundar um navio”. “O que é importante em um navio para ele não afundar? A posição do centro de massa. Quer dizer que isso depende da carga que tem no navio. Se você coloca uma carga muito desequilibrada, ele pode virar. Esse virar é a singularidade, é a tal mudança súbita”, explica Isabel. 

Os exemplos que Isabel dá estão relacionados a fenômenos que se alteram ao longo do tempo, que pertencem ao campo dos sistemas dinâmicos, uma área que vai ao encontro do jeito de ser de Isabel: extrovertida, falante, sempre gesticulando com os longos cabelos grisalhos encaracolados voando. Até a frase que ela usa para definir o que é uma singularidade tem movimento: “a gota d’água que entorna o balde”. 
Durante o minicurso, Isabel mostrou o momento em que o navio vira

A agitação de Isabel contrasta com a tranquilidade de David Mond, da Universidade de Warwick, da Inglaterra. Para explicar o que é singularidade, ele recorre à folha de papel e desenha. É um geômetra em ação: constrói três retas que se cruzam em um ponto. “Isso é algo instável”, diz. De volta ao papel, faz as mesmas três retas se cruzarem, mas de outro jeito: no meio, há um espaço entre elas, uma espécie de triângulo irregular, o que faz o cruzamento acontecer em três diferentes pontos. “Isso é estável”, diz. “Uma coisa me interessa muito: descrever como essa coisa instável se torna estável”, acrescenta. 

É difícil encontrar uma palavra melhor para descrever Mond do que estabilidade: quando uma nova pergunta é lançada pelo interlocutor, ele faz uma pausa para pensar na resposta mais exata, parece estar calculando cada palavra que usará. “A Teoria de Singularidades está interessada nas formas como os fenômenos instáveis mudam e em descrever todas as diferentes possibilidades deles se alterarem”, explica. Ele continua, mergulhando no mundo das formas geométricas: “Em matemática, uma coisa acontece frequentemente: alguns objetos que os matemáticos definem têm certos comportamentos complicados. Eles trabalham para entender isso e inventam uma linguagem para descrever essas estruturas. Quando você estuda essas complexas, ricas e complicadas estruturas, você descobre e prova coisas impressionantes, que podem ser aplicadas a outras áreas do conhecimento”.

David Mond orientou o professor Ton Marar, do ICMC, no doutorado

Aplicar os conhecimentos provenientes da Teoria de Singularidades na área médica é um dos desafios que mobilizam o professor James Damon, da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. O matemático participa de um grupo multidisciplinar formado por médicos, estatísticos e cientistas da computação que pesquisa imagens médicas relacionadas ao câncer de próstrata. “Quando são captadas imagens do seu corpo em 3D, uma das coisas a fazer é identificar precisamente os órgãos e os ossos dentro do seu corpo. Mas essa ainda é uma tarefa muito difícil. Um dos objetivos dos matemáticos é construir modelos de partes do corpo para que possamos identificar precisamente essas estruturas”, conta Damon.

Ele explica que há variações nos modelos e que o desafio dos matemáticos é entender essas variações para poder incorporá-las e encontrar quais modelos melhor se encaixam com a geometria do nosso corpo. “A Teoria de Singularidades é muito útil nessa identificação dos formatos dos objetos e de suas variações”, conta Damon. 

A análise de imagens médicas não é o único campo da medicina no qual a Teoria de Singularidades tem muito a contribuir. “Ainda estamos começando a entender como o cérebro humano funciona. Mas os conhecimentos de Singularidades combinados com as equações diferenciais possibilitam capturar o comportamento desse sistema”, revela o matemático norte-americano. Ele explica que estudar o cérebro como um todo e analisar seu comportamento é muito mais complexo e desafiador do que pesquisar o funcionamento isolado de suas partes. 

Damon (à esquerda) e Sotomayor diante da escultura "A coisa", uma superfície singular

Sob diferentes perspectivas – Há poucos metros de onde encontramos o matemático Ton Marar, também no primeiro andar do bloco 3 do ICMC, está a sala da primeira mulher a chefiar o Departamento de Matemática do Instituto: Maria Aparecida Ruas, ou simplesmente Cidinha, como é carinhosamente conhecida por aqui. Ela é dessas pessoas com quem poderíamos ter uma conversa infinita, se isso fosse possível no plano real. Sua paixão pela matemática transparece na fala delicada, calma e pausada, com a qual é capaz de ensinar, de forma descomplicada, conceitos abstratos e complexos: “Quando você olha para um fenômeno, espera-se que, para ele ser tratado do ponto de vista matemático, você associe a ele equações. Mas sempre que olhamos para uma equação, podemos representar suas soluções no espaço. Então, em vez de olhar apenas para as equações, você também pode olhar para desenhos, para a geometria dos fenômenos”.

Desde que René Descartes criou o sistema de coordenadas, no século XVII, os matemáticos estão acostumados a pensar na posição de um ponto (objeto) considerando-se o espaço de duas dimensões (plano). Para localizar esse ponto ou objeto no plano cartesiano, eles se utilizam dos famosos eixos coordenados x e y, dispostos perpendicularmente um ao outro, de forma que a graduação dos eixos se relacionem entre si, indicando o exato lugar do objeto procurado (veja a figura). 


Cidinha explica que conseguimos representar um fenômeno no espaço usando duas coordenadas (x e y) se esse fenômeno possuir apenas duas dimensões: largura e altura, por exemplo. Mas se pensarmos em fenômenos com mais do que duas coordenadas (pense em um objeto tridimensional, que tem largura, altura e profundidade), vamos precisar de um espaço de dimensão maior para representá-lo. Por isso, a matemática não se restringe ao mundo tridimensional. “Dependendo do sistema que você analisa, as soluções do seu problema podem estar representadas em uma superfície, em uma curva ou em um objeto maior dentro de um espaço de dimensão maior. Para entender qualitativamente essas soluções, é importante, muitas vezes, entender a geometria dessa representação”, conta Cidinha.

É interessante observar que, até no universo dos matemáticos, há diversas perspectivas sobre as quais podemos analisar um fenômeno: olhando para suas equações, para sua geometria, para as alterações que sofre ao longo do tempo (sistemas dinâmicos), etc. “A Teoria de Singularidades usa ferramentas de diferentes áreas da matemática e as influencia. Isso é muito bonito e unifica a matemática”, acrescenta Isabel. “A riqueza da Teoria de Singularidades vem da sua interação com as diferentes áreas da matemática e também do contato com problemas da ciência e da tecnologia, os quais demandam que os matemáticos os ataquem usando diferentes instrumentos”, completa Jorge Sotomayor, professor aposentado do Instituto de Matemática e Estatística da USP.

Singularidades em toda a parte – Cidinha sempre quis ser professora de matemática. Na lousa da sala, quando ela desenha formas singulares e não singulares, é possível enxergar o gosto que ela tem por ensinar, algo que a habita desde a adolescência. Aos 12 anos, ela já dava aulas particulares de matemática para alunos do ensino fundamental. “Uma singularidade é uma palavra geral que classifica muitos tipos de comportamentos diferentes do comportamento padrão. Um ponto de bifurcação, por exemplo, indica uma mudança na forma do fenômeno, portanto, indica uma singularidade. Mas nem todo fenômeno singular tem um ponto de bifurcação”, explica. Ela continua: “Uma superfície no espaço, sem singularidades, é suave. Ela não tem quinas, não tem cantos, vértices”. Logo depois, pega um livro nas mãos: “A superfície desse livro tem singularidades ao longo dos pontos de encontro dos lados”, completa. A seguir, faz uma ressalva: “Nem sempre um ponto de encontro é uma singularidade. Se você une duas semirretas e elas viram uma única reta, você não tem singularidade. Mas se você as une de tal forma que formem um ângulo, você já tem um ponto singular”.

Cidinha foi a primeira mulher a se tornar chefe do Departamento de Matemático do ICMC

Para tornar mais clara a explicação, Cidinha recorre às palavras do matemático japonês Heisuke Hironaka, um dos primeiros a atuar na área da Teoria de Singularidades, laureado em 1970 com a Medalha Fields. Em uma entrevista publicada em 2005 pela American Mathematical Society, Hironaka diz: “Muitos fenômenos são interessantes, ou algumas vezes desastrosos, porque eles têm singularidades. Uma singularidade pode ser um cruzamento ou alguma coisa que, de repente, muda de direção. Existem muitas coisas assim no mundo, e é por causa disso que o mundo é interessante. De outra forma, o mundo seria completamente plano. Se tudo fosse suave, então, não haveria romances e filmes. O mundo é interessante por causa das singularidades”. O matemático japonês acrescenta ainda: “Sem singularidades, você não pode falar em formas. Quando você faz uma assinatura, se não há cruzamentos, pontas afiadas, é simplesmente um rabisco”.

E você, caro leitor, já analisou sua assinatura? Ela tem cruzamentos? Pontas afiadas? Tem singularidades ou é um simples rabisco? Ao compreender algo sobre a Teoria de Singularidades, ainda que o gesto seja comparável a um leve toque em sua superfície, é possível vislumbrar a beleza que habita o universo sob o ponto de vista dos matemáticos.

Desde 1990, o Grupo de Singularidades do ICMC realiza bienalmente o Workshop on Real and Complex Singularities, que já conta com a participação dos principais pesquisadores da comunidade científica nacional e internacional

Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Crédito das imagens: foto de Ton e de Damon e Sotomayor - Denise Casatti; fotos de Isabel, Mond e dos participantes do Workshop - Reinaldo Mizutani; foto de Cidinha - Henrique Fontes.

Mais informações
Grupo de Singularidades do ICMC: http://www.sing.icmc.usp.br/index.php/en/
International Workshop on Real and Complex Singularities: http://www.worksing.icmc.usp.br/main_site/2016/
Interview with Heisuke Hironaka: http://www.ams.org/notices/200509/fea-hironaka.pdf

Contato para esta pauta
Assessoria de comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 12 de julho de 2016

Teoria de Singularidades: escola e workshop internacional acontecem em julho no ICMC

Foto oficial com os participantes da última edição do evento, em 2014

Com o objetivo de favorecer a discussão sobre as mais recentes questões envolvendo Teoria de Singularidades e suas aplicações, o Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, realizará, de 17 a 30 de julho, a 14ª edição do International Workshop on Real and Complex Singularities. Promovido pelo Instituto a cada dois anos, o workshop é o maior e mais reconhecido congresso científico em Teoria de Singularidades, Geometria e Aplicações e reúne dezenas de especialistas da área de todo o mundo.

Serão duas semanas de atividades. Na primeira, de 17 a 22 de julho, será realizada a School on Singularity Theory e o Day of Young Researchers, que consistirão de quatro minicursos ministrados por especialistas de várias linhas da Teoria de Singularidades e um dia de palestras pelos jovens pesquisadores. A escola é destinada principalmente a estudantes de pós-graduação e jovens pesquisadores. Já na segunda semana, de 24 a 30 de julho, acontecerá o workshop internacional, que trará 17 plenárias, 40 palestras e três apresentações de pôsteres.

As taxas de inscrição do workshop variam entre R$ 150,00 (estudantes brasileiros) a US$180 (pesquisadores estrangeiros). Para se inscrever e conferir a programação completa, visite o site do evento.

Referência em pesquisa - Desde 1990, o Grupo de Singularidades do ICMC-USP realiza bienalmente o workshop que se tornou uma tradição e tem contado com a participação expressiva dos principais pesquisadores da comunidade científica nacional e internacional. O grupo de singularidades foi fundado pelo professor Gilberto Loibel na década de 1970 e, desde seu início, tem uma forte participação na formação de novos pesquisadores, professores e na internacionalização da pesquisa. Hoje, sob a liderança de Maria Aparecida Soares Ruas, conta com 11 docentes do ICMC, alunos de mestrado, doutorado e pós-doutorandos.

Texto: Henrique Fontes - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Site do evento: www.worksing.icmc.usp.br/main_site/2016/
Seção de Eventos do ICMC: (16) 3373.9622
Email: eventos@icmc.usp.br

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Palestras da semana - 18 a 20 de abril



Seminários de Singularidades
On some stability results for quadratizations
Palestrante: Matej Mencinger (University of Maribor, Slovenian)
Quando: segunda-feira, 18 de abril, às 14h
Onde: sala 3-011
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários do Grupo de Topologia do Interior
When a couple of points makes a difference on a topological game
Palestrante: Leandro Aurichi (ICMC)
Quando: segunda-feira, 18 de abril, às 19h
Onde: sala 3-009
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários da Pós-Graduação em Matemática
A teoria da singularidade plana e redonda
Palestrante: Mostafa Salarinoghabi
Quando: quarta-feira, 20 de abril, às 13h
Onde: sala 3-012
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários de Computação II
Visualização: recentes avanços e aplicações
Palestrante: Rosane Minghim (ICMC)
Quando: quarta-feira, 20 de abril, às 14h20
Onde: auditório Luiz Antonio Favaro (sala 4-111)
Clique aqui para ver o resumo
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Mais informações
Agenda de eventos do ICMC: www.icmc.usp.br/Portal/Eventos
Seção de Eventos: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

ICMC oferece três vagas de pós-doutorado em Teoria de Singularidades

As três vagas de pós-doutorado estão vinculadas a projeto
coordenado pela professora Maria Aparecida Ruas

Três vagas de pós-doutorado com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) estão disponíveis no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. As oportunidades estão vinculadas ao projeto temático "Singularidades de aplicações diferenciáveis: teoria e aplicações", coordenado pela professora Maria Aparecida Ruas.

As inscrições serão recebidas até o dia 20 de fevereiro e os interessados devem enviar uma carta indicando a motivação da candidatura, currículo vitae e projeto de pesquisa para o e-mail maasruas@icmc.usp.br.

Os selecionados receberão bolsa de pós-doutorado da FAPESP no valor de R$ 6.143,40 mensais e reserva técnica. Nesse caso, a reserva técnica equivale a 15% do valor anual da bolsa e tem o objetivo de atender a despesas imprevistas e diretamente relacionadas à atividade de pesquisa. Caso os bolsistas não residam em São Carlos e precisem se mudar para a cidade, poderão ter direito a um auxílio-instalação.

As bolsas terão duração de dois anos e as oportunidades estão publicadas no site da FAPESP. Mais informações sobre as bolsas de pós-doutorado da instituição estão disponíveis neste link: www.fapesp.br/bolsas/pd.

Com informações da Agência FAPESP

Mais informações: maasruas@icmc.usp.br

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Palestras da semana - 26 a 29 de outubro


Seminários de Singularidades
Variedades determinantais e singularidades de matrizes
Palestrante: Maria Aparecida Soares Ruas (ICMC)
Quando: segunda-feira, 26 de outubro, às 16h
Onde: sala 3-010
Clique aqui para ver o resumo
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Seminários de Pós-Graduação em Matemática
Limits (of nets) are (categorical) limits
Palestrante: Renan Maneli Mezabarba (aluno de doutorado do ICMC)
Quando: quarta-feira, 28 de outubro, às 13h
Onde: sala 3-010
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Mais informações
Agenda de eventos do ICMC: www.icmc.usp.br/Portal/Eventos
Seção de Eventos: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Teoria de Singularidades: dois eventos acontecem em Salvador entre 8 e 17 de julho


Os eventos Brazil-Mexico 2nd Meeting on Singularities e Brazilian Northeastern Meeting on Singularities (3rd Meeting) serão realizados de 8 a 17 de julho no campus da Universidade Federal da Bahia (UFBA) em Ondina, Salvador.

A organização é do grupo de Singularidades do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, em conjunto com os grupos de Singularidades da UFBA, da Universidade Federal da Paraíba e da Universidad Nacional Autónoma de México.

Na semana de 8 a 11 de julho ocorrerá uma escola em Teoria de Singularidades para alunos de pós-graduação, pós-doutorandos e jovens pesquisadores. Na segunda semana do evento, será realizado um workshop para especialistas na área de Teoria de Singularidades, Teoria de Folheação, Teoria de Bifurcação, Sistemas Dinâmicos e áreas afins.

Entre os palestrantes confirmados estão Terence Gaffney, da Northeastern University (Estados Unidos), Jean-Paul Brasselet, do Institut National des Sciences Mathématiques do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS, França), Osamu Saeki, do Institute of Mathematics for Industry da Kyushu University (Japão), e Carmen Romero Fuster, da Universitat de València (Espanha).

Com informações da Agência FAPESP

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Minicolóquio sobre Teoria de Singularidades acontece esta semana no ICMC

Escultura Unfolding no jardim do ICMC representa a Sigularidade H2

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, realiza na próxima quinta e sexta-feira, 16 e 17 de abril, o Mini-Coloquium Singularity Days. O evento contará com um total de 10 palestras que abordarão diversos temas dessa área de pesquisa. 

Na quinta-feira, 16 de abril, as atividades começarão às 14 horas e se estenderão até às 17h30. Já na sexta, o evento começa às 10 horas e termina também às 17h30. Para participar, basta se inscrever gratuitamente neste link: icmc.usp.br/e/fe26c

O minicolóquio é uma realização do Grupo de Singularidades do ICMC e está sendo organizado pela professora Maria Aparecida Ruas e pelo professor Raimundo dos Santos. Participarão do evento pesquisadores de instituições do Brasil, França e Paquistão.

Mais informações
Inscrições e programação: icmc.usp.br/e/fe26c
Seção de eventos do ICMC: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Instituto inaugura espaço em homenagem ao professor Loibel

Legado científico do professor estende-se a mais de 90 doutores nas áreas de Topologia e Singularidades, que foram orientados por Loibel ou pelos mestres e doutores que ele formou

Diretor do ICMC e a viúva do pesquisador descerram placa que nomeia espaço

O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, inaugurou o hiperespaço Professor Loibel na última quinta-feira, 20 de novembro, localizado no vão da biblioteca Achille Bassi. A homenagem aconteceu um ano após a morte do professor Gilberto Francisco Loibel, um dos principais impulsionadores do ambiente de estudos e pesquisa em matemática no interior do Estado de São Paulo. 

“O Gilberto era muito feliz no trabalho aqui no ICMC. O pensamento dele estava sempre naqueles que viriam depois do que ele conseguiu plantar”, disse a professora aposentada Izette Loibel, viúva do pesquisador, durante o evento.

“Responsável pela implantação da pesquisa em Topologia nessa região do País, Loibel também foi o introdutor da Teoria de Singularidades no Brasil e o fundador do grupo de Singularidades em São Carlos”, contou a professora Maria Aparecida Soares Ruas, do ICMC, que foi orientada por Loibel durante seu mestrado. Ruas destacou “a descendência matemática” expressiva do pesquisador: “são mais de 90 doutores nas áreas de Topologia e Singularidades orientados por Loibel ou pelos mestres e doutores que ele formou, alcançando até cinco gerações de pesquisadores”.

Segundo o diretor do ICMC, Alexandre Nolasco de Carvalho, o sucesso de um professor pesquisador em muito depende dessa capacidade de produzir uma próxima geração bem-sucedida. “Nesse sentido, podemos dizer que a trajetória de Loibel foi extremamente bem-sucedida e essa homenagem é um reconhecimento por essa atuação”, afirmou. “O Instituto foi afortunado de ter, nos anos de sua existência, professores pesquisadores como Loibel, que compreenderam a grandeza de sua tarefa e nos ajudaram a alcançar o nível que temos hoje. Ao grupo de Singularidades e a todos nós cabe a responsabilidade de continuar a obra do professor Loibel”, completou.

Ruas apresentou uma retrospectiva da trajetória de Loibel

Na memória, um elástico – O legado de Loibel também está registrado na memória de uma das alunas do curso de Ciências de Computação do ICMC. Ela se lembra de Loibel tentando lhe explicar alguns princípios da topologia: “ele pegou um elástico e o virou ao contrário tentando me mostrar com o que ele trabalhava. Eu tinha uns 10 anos e não compreendia aqueles conceitos, mas me encantei”, recorda-se Érica Loibel. Foi o avô que a ajudou a enfrentar os desafios das aulas de cálculo, no começo do curso. “Se deixasse, ele passava a noite inteira falando sobre matemática”, revela.

O atual diretor do ICMC também nunca se esqueceu do comentário que Loibel fez quando o conheceu: “a matemática é uma amante belíssima e muitíssimo exigente. Somente vale a pena se realmente apreciarmos o convívio com ela”. 

Entretanto, Loibel não amava apenas a matemática. “A música, os filmes, a literatura, a história eram temas que o fascinavam. E ele compartilhava seu conhecimento com todos que estavam a sua volta”, contou a chefe do Departamento de Matemática do Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE) da UNESP, Alice Libardi.
Érica: o amor pela matemática é herança do avô

Na trajetória, São Carlos – Nascido em 24 de maio de 1932 na cidade de São Paulo, Loibel realizou os estudos primários e parte do secundário na Alemanha. De volta ao Brasil, obteve o título de Licenciado e Bacharel em Matemática pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP no ano de 1955 e lá começou como instrutor no ano seguinte. Em 1959 defendeu pela EESC sua tese de doutorado, intitulada Sobre quase grupos topológicos e espaços com multiplicação, orientada pelo professor Achille Bassi. Fez pós-doutorado na Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), entre 1960 e 1962. No período de 1965 a 1966, foi professor visitante na Universidade Central da Venezuela. 

Entre 1962 a 1965, foi chefe do Departamento de Matemática da EESC e, de 1971 a 1976, coordenou nessa instituição o Programa de Pós-Graduação em Matemática. Tornou-se professor titular do ICMC em 1981, onde foi vice-diretor no período de 1982 a 1986 e se aposentou em 1987. A partir de 1990, durante 15 anos, foi professor colaborador e adjunto no IGCE da UNESP, em Rio Claro. 

“Para mim, é uma grande honra ter a oportunidade de chefiar o departamento em que o professor Loibel trabalhou praticamente a vida toda”, finaliza o professor Marcelo Saia, chefe do Departamento de Matemática do ICMC.

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E-mail: comunica@icmc.usp.br

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Homenagem ao professor Loibel acontece dia 20 no ICMC

Um ano depois do falecimento do pesquisador, Instituto inaugura espaço em sua homenagem


Gilberto Francisco Loibel foi um dos principais impulsionadores do ambiente de estudos e pesquisa em matemática no interior do Estado de São Paulo. Um ano após sua morte, o pesquisador será homenageado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, na quinta-feira, 20 de novembro.

Loibel foi responsável pela implantação da pesquisa em Topologia no interior do Estado, durante  a segunda metade do século passado. Ele também escreveu o primeiro livro sobre Teoria de Singularidades no Brasil, publicado em 1967, quando ministrou o primeiro curso sobre o assunto no 6º Colóquio Brasileiro de Matemática.

Segundo a professora Maria Aparecida Soares Ruas, do ICMC, que foi orientada por Loibel durante o mestrado, além de ser o introdutor da Teoria de Singularidades no Brasil, Loibel foi o fundador do Grupo de Singularidades de São Carlos. “Ele orientou os primeiros alunos de mestrado e doutorado nessa área, principalmente no período de 1970 a 1985. Muitas das dissertações e teses orientadas por Loibel foram pioneiras nos temas abordados, graças ao brilhantismo do orientador”, disse.

A cerimônia acontecerá às 14 horas, no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano. Ao final do evento, o público se dirigirá ao hall da Biblioteca Achille Bassi, que receberá um novo nome: hiperespaço Professor Loibel. É necessário confirmar presença no evento entrando em contato com a Seção de Eventos por e-mail ou telefone (veja abaixo).

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Seção de Eventos do ICMC: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br

terça-feira, 29 de julho de 2014

Singularidades: evento no ICMC oferece palestras abertas ao público

Teoria de Singularidades é o tema a ser abordado em duas palestras promovidas pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Os eventos compõem a programação da School on Singularity Theory e serão realizados nos dias 4 e 6 de agosto no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano. 

As palestras são gratuitas e abertas a todos os interessados, sem a necessidade de inscrição prévia. Confira, abaixo, mais detalhes:

Marcio Soares
Sobre uma função de Riemann
Palestrante: Márcio Soares (Universidade Federal de Minas Gerais)
Quando: segunda-feira, 4 de agosto, às 17h

Resumo: a palestra discorrerá sobre uma função que foi criada por Riemann e apresentada por Weierstrass em 1872, seis anos após a morte de Riemann. Essa função só foi inteiramente compreendida em torno de 1990 graças a J. J. Duistermaat e vários outros que o antecederam. Seu gráfico é um belíssimo fractal e serão exploradas as questões de diferenciabilidade dessa função e de auto-similaridade de seu gráfico. O requisito básico dessa palestra é a noção de diferenciabilidade de uma função de uma variável.


Stanislaw Janeczko
Exotic shapes of nano-spherical structures
Palestrante: Stanislaw Janeczko (Polish Academy of Sciences, Polônia)
Quando: quarta-feira, 6 de agosto, às 17h30

Resumo (em inglês): imaginary approach to rational explanation since Pitagoras, Plato and Archimedes is discusses. The simplest naturally ordered sphere packings are described and their special chain and cluster forms are classified. This is applied to form nanoparticles with well-defined chemical compositions.




A programação completa da School on Singularity Theory pode ser conferida no site www.worksing.icmc.usp.br.

Mais informações
Seção de Eventos do ICMC
Telefone: (16) 3373.9622

terça-feira, 8 de julho de 2014

Evento internacional discute Teoria de Singularidades no ICMC

ICMC promove o tradicional workshop entre os dias 27 de julho a 8 de agosto, reunindo pesquisadores brasileiros e estrangeiros


Reunir os principais pesquisadores do mundo na área de Teoria de Singularidades, Geometria e Aplicações é o objetivo do International Workshop on Real and Complex Singularities, congresso científico promovido pelo Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. A décima terceira edição do evento acontecerá no ICMC de 27 de julho a 8 de agosto de 2014, e será dividida em duas etapas. 

Na primeira semana, de 27 de julho a 1º de agosto, será realizado o workshop internacional, onde serão celebrados os 60 anos da professora Maria del Carmen Romero Fuster, da Universidade de Valência, Espanha. Na segunda semana, de 4 a 8 de agosto, será realizada a School on Singularity Theory, quando serão oferecidos quatro mini-cursos e duas palestras de divulgação, proferidos por pesquisadores expoentes em cada área sobre tópicos da atualidade, destinados principalmente aos jovens pesquisadores e alunos de pós-graduação. No mesmo período, será realizado o Real and Complex Singularity Days of Young Researchers, com aproximadamente trinta palestras ministradas por estudantes e jovens, além de uma sessão de pôsteres.

A taxa para inscrição no evento é de R$ 270,00 para pesquisadores e pós-doutorandos e R$ 170,00 para alunos de graduação, mestrado ou doutorado. A programação completa e demais informações podem ser obtidas no site www.worksing.icmc.usp.br.

Sobre o evento - International Workshop on Real and Complex Singularities acontece a cada dois anos no ICMC, e teve sua primeira edição em 1990. O workshop consolidou-se internacionalmente, reunindo os principais pesquisadores de praticamente todos os grupos de pesquisa da área, tanto do Brasil quanto do exterior. A décima segunda edição, realizada em 2012, contou com 165 participantes, sendo 73 estrangeiros e 92 brasileiros.

Sobre a homenageada - A professora Maria del Carmen Romero Fuster é um dos principais nomes na área de Geometria Genérica, área de interface da Geometria Diferencial e da Teoria de Singularidades. Sua interação com o grupo de Singularidades do ICMC começou em 1985, poucos anos depois do seu doutorado, quando ela visitou o Instituto pela primeira vez. De 1987 a 1989, foi professora do Departamento de Matemática do ICMC. Professora Titular da Universidade de Valencia, ela é a líder do grupo de Singularidades daquela universidade. Nesses quase 30 anos de colaboração científica com pesquisadores brasileiros, orientou ou co-orientou 6 alunos de doutorado que são atualmente professores em diversas instituições brasileiras, e publicou cerca de 25 artigos em colaboração com pesquisadores brasileiros.


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Seção de Eventos do ICMC
Tel. (16) 3373-9622

quarta-feira, 9 de abril de 2014

ICMC realiza concurso para Professor Titular na área de matemática


O Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, recebe até 30 de setembro, inscrições para o concurso destinado ao provimento de um cargo de Professor Titular. O professor será contratado em Regime de Dedicação Integral à Docência e Pesquisa, com salário de R$ 13.653,62, e atuará no Departamento de Matemática.

O edital contempla o seguinte programa: Teoria dos Números, Álgebra Comutativa, Geometria Algébrica, Álgebra não Comutativa, Análise Funcional e Teoria da Aproximação, Teorias da Integração, Equações Diferenciais Ordinárias, Parciais e Funcionais, Sistemas Dinâmicos em Dimensão Infinita, Teoria da Probabilidade, Geometria Diferencial, Topologia Algébrica, Topologia Geométrica, Sistemas Dinâmicos e Teoria Ergódica e Teoria das Singularidades.

As inscrições podem ser feitas pessoalmente ou por procuração na Assistência Acadêmica do ICMC, situada à Avenida Trabalhador São-Carlense, 400, no campus da USP em São Carlos.

Para obter mais informações sobre a documentação exigida, os prazos e as datas das provas, consulte o edital ATAc/ICMC-USP 021/2014 disponível em icmc.usp.br/e/88e2a.

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Informações: 
Assistência Acadêmica do ICMC 
Tel.: (16) 3373-8109
sacadem@icmc.usp.br

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Morre professor do ICMC que trouxe para o Brasil a Teoria de Singularidades


Ele escreveu o primeiro livro sobre Teoria de Singularidades no Brasil, publicado pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), em 1967, quando ministrou o primeiro curso sobre o assunto no 6º Colóquio Brasileiro de Matemática. Estamos falando de Gilberto Francisco Loibel, que faleceu na última quarta-feira, 13 de novembro, em São Paulo, aos 81 anos.

Segundo a professora do ICMC Maria Aparecida Soares Ruas, que foi orientada por Loibel durante o mestrado, além de ser o introdutor da Teoria de Singularidades no Brasil, Loibel foi o fundador do Grupo de Singularidades de São Carlos. “Ele orientou os primeiros alunos de mestrado e doutorado nessa área, principalmente no período de 1970 a 1985. Muitas das dissertações e teses orientadas por Loibel foram pioneiras nos temas abordados, graças ao brilhantismo do orientador. Ele foi um dos matemáticos mais brilhantes que conheci”, disse.

Nascido em 24 de maio de 1932 na cidade de São Paulo, Loibel realizou os estudos primários e parte do secundário na Alemanha. De volta ao Brasil, obteve o título de Licenciado e Bacharel em Matemática pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP no ano de 1955 e lá começou como instrutor no ano seguinte. Em 1959 defendeu pela EESC sua tese de doutorado, intitulada Sobre quase grupos topológicos e espaços com multiplicação, orientada pelo professor Achille Bassi. Fez pós-doutorado na Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), entre 1960 e 1962. No período de 1965 a 1966, foi professor visitante na Universidade Central da Venezuela. 

Entre 1962 a 1965, foi chefe do Departamento de Matemática da EESC, e de 1971 a 1976, coordenou nessa instituição o Programa de Pós-Graduação em Matemática. Tornou-se professor titular do ICMC em 1981, onde foi vice-diretor no período de 1982 a 1986 e se aposentou em 1987. A partir de 1990, por quinze anos foi professor colaborador e adjunto no Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE), da UNESP de Rio Claro. 

Ruas conta que Loibel se encantou pela Teoria de Singularidades durante um estágio de pós-doutorado em Berkeley, nos Estado Unidos. Foi lá que conheceu René Thom e participou de um minicurso oferecido por Thom sobre conjuntos estratificados. “Loibel era um topólogo, mas se entusiasmou com as questões centrais propostas pela Teoria de Singularidades durante as décadas de 60 e 70 do século passado. Os problemas de caracterizar as aplicações estáveis, decidir sobre a densidade do conjunto dessas aplicações e descrever as singularidades estáveis, propostos por Hassler Whitney e René Thom eram os grandes desafios da teoria que se iniciava”, contou.

É com grande pesar que o ICMC despede-se desse matemático pioneiro e registra aqui sinceros e eternos agradecimentos ao seu empenho e dedicação para elevar essa instituição aos atuais patamares de excelência acadêmica e administrativa.


Leia aqui a entrevista publicada na revista ICMCotidi@no em maio de 2012 com o professor Loibel: icmc.usp.br/e/4ad96