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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Startup de alunos da USP é selecionada em projeto de âmbito internacional


A empresa jovem Freta.lá, formada por alunos da USP de São Carlos obteve destaque em mais um concurso de startups. A equipe foi classificada entre as 40 melhores, de 1.367 inscritas, para participar do Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development (SEED), um programa do estado de Minas Gerais que tem a finalidade de incentivar o ecossistema de empreendedorismo de startups.

Desenvolvida pelos alunos de graduação Bruno Pinheiro de Melo, da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), e Lucas Lobosque, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), a startup existe há pouco mais de cinco meses e este é o segundo concurso em que a equipe conquista uma boa classificação.

Em sua primeira edição, o SEED selecionou 40 projetos que serão acelerados durante seis meses em Belo Horizonte/MG, os quais receberão capital semente de até 80 mil reais entre programas de mentorias, espaços inspiradores de coworking, formação empreendedora e conexão com uma comunidade global de empreendedores. A primeira etapa recebeu inscrições de 32 países diferentes e 19 estados brasileiros.

Os integrantes da Freta.lá desenvolvem um projeto cujo objetivo é repensar o mercado de fretes urbanos, principalmente aquele representado pelos motoboys, atacando diretamente o problema da informalidade e dos preços altos. A partir de um aplicativo no celular, o usuário pode enviar pedidos de fretes, receber propostas com preços e a avaliação do transportador e, por fim, pagar pelo serviço daquele que escolher.

Os alunos passarão seis meses em Belo Horizonte para participar do programa que, para eles, representa mais um reconhecimento do projeto que estão desenvolvendo. “Essa é a nossa chance de tirar o projeto do papel, tendo em vista que receberemos vários tipos de apoios, como financeiro, mentorias, serviços, espaços específicos, etc. É uma excelente oportunidade para nós”, comentou Bruno.

Um dos objetivos do SEED é a Conexão como Ecossistema Global, que consiste em reunir empreendedores de diferentes culturas com ideias e conceitos totalmente distintos para colaborarem entre si. “Foram selecionadas várias startups estrangeiras de lugares como Israel e Índia, que possuem uma cultura empreendedora fortíssima. Sem dúvida é uma chance para aprender com esse pessoal. Outro detalhe é que, por haver vários tipos de startups envolvidas, acontece de umas serem clientes das outras e, assim, se complementarem. Nós demos a sorte de que uma das startups selecionadas já era nossa parceira, isso facilitará muito as coisas”, acrescentou o estudante.

Durante os seis meses de aprendizado, os integrantes das startups poderão participar de palestras, workshops, cursos e oficinas que serão ministradas por empreendedores. “A expectativa é sairmos de lá muito mais fortes com o nosso projeto. Ser acelerado representa um grande passo e isso se reflete na qualidade dos seus produtos/serviços, na recepção pelo mercado e investidores para as próximas etapas”, ressaltou Bruno.

Texto: Nathália Nicola - Assessoria de Comunicação da EESC

Mais informaçõesAssessoria de Comunicação do ICMC
Tel. (16) 3373-9666
comunica@icmc.usp.br

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Alunos da USP são finalistas no Festival de Empreendedorismo

Eles criaram a start-up Freta.lá e ficaram entre os dez melhores na competição Acelera, que integrou o festival


Lima apresenta projeto no Festival de Empreendedorismo

O aluno de graduação do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, Lucas Lobosque, e o aluno de graduação da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), Bruno Pinheiro de Melo Lima, foram finalistas da Acelera, competição para start-ups do Festival de Empreendedorismo, o Festemp. A disputa aconteceu em São Paulo, no Anhembi, dias 25 e 26 de setembro, e foi promovida pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da FIESP.

No evento, foram selecionadas 300 start-ups que receberam apoio por meio de treinamentos e palestras com grandes nomes do mercado. As empresas tiveram também a oportunidade de apresentar suas ideias a um investidor. Foram selecionadas as dez melhores start-ups e as finalistas puderam se apresentar abertamente para mais de 700 empreendedores e 40 investidores participantes do evento.

Com o nome de Freta.lá, a empresa criada pelos alunos tem como objetivo repensar o mercado de fretes urbanos, principalmente o dos motoboys, com foco na redução da informalidade e diminuição de preços, por meio de um aplicativo que possibilita escolher os melhores preços e serviços.

Para Lobosque, essa conquista se deve à busca constante da empresa em  buscar resolver um problema real das pessoas: “Isso é importante para uma start-up: começar pelo problema e, aí sim, trabalhar em uma solução. Nós fizemos isso ao identificarmos muitos problemas no modelo atual de fretes urbanos”.

No mercado de classificados on-line, muitas compras e vendas deixam de ser fechadas simplesmente porque os vendedores não têm um meio simples e barato de entregar o produto, nem o comprador de ir lá buscar. Como existem empresas e cooperativas de motoboys em todas as cidades, há uma grande variação de preços e qualidade entre os serviços oferecidos, o que dificulta pesquisar essas empresas e encontrar um valor médio aceitável. O que o Freta.lá faz é, por meio de um aplicativo, dar poder ao usuário. “Com o Freta.lá, a empresa pode escolher os melhores preços e o melhor serviço. Para quem oferece o serviço de entrega é a chance de se diferenciar em relação ao mercado informal, que representa 80% do total”, conclui Lobosque.

Start-ups no ICMC - Recentemente, uma start-up fundada por egressos do ICMC foi selecionada para receber investimento do Governo Federal por meio do Programa Start-up Brasil, que tem como objetivo acelerar o desenvolvimento de empresas nascentes de base tecnológica, com foco inicial em empresas nascentes de software e serviços de tecnologias da informação (TI).

A start-up selecionada lançou o portal Chegue.Lá, oferecendo informações sobre as companhias que operam trechos interestaduais no Brasil, além de linhas dentro do Estado de São Paulo. Em março deste ano, o portal iniciou o serviço de venda de passagens rodoviárias diretamente pela internet.

Embora tenham nomes parecidos e as equipes sejam amigas, não há nenhuma relação profissional entre as start-ups Chegue.Lá e a Freta.lá. "Escolhemos esse nome para deixar de forma bem clara com o que atuamos. Atualmente, é comum usar nomes relacionados ao domínio (bit.ly e goo.gl, por exemplo). Portanto, o "Lá" do Freta.Lá e do Chegue.Lá é apenas uma coincidência", explica Lobosque.


Texto: Ronaldo Castelli - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP
Fotos: Divulgação

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Start-up fundada por egressos do ICMC receberá investimento do Governo Federal

Uma das escolhidas pelo Programa Start-up Brasil, Chegue.Lá foi fundada por egressos do ICMC com o objetivo de amenizar os problemas enfrentadas por quem viaja de ônibus

Ela conseguiu chegar lá: deixou 627 concorrentes para trás e receberá R$ 199,5 mil do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para financiar bolsas de pesquisa e desenvolvimento para seus profissionais, um dos custos mais impactantes em uma start-up. Nascida pelas mãos de dois egressos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP São Carlos, a Chegue.Lá faz parte agora do seleto grupo de 45 empresas nacionais selecionadas pelo programa Start-Up Brasil.

Em setembro do ano passado, a empresa lançou a primeira versão do portal Chegue.Lá, oferecendo informações sobre as companhias que operavam trechos interestaduais diretos no Brasil, além de linhas dentro do Estado de São Paulo. Em março deste ano, o portal iniciou o serviço de venda de passagens rodoviárias diretamente pela internet.

Além das bolsas do CNPq, a empresa receberá investimento financeiro de uma das nove aceleradoras que participam do programa Start-Up Brasil. O objetivo de uma aceleradora é contribuir com o desenvolvimento das empresas nascentes, não só financeiramente, mas também por meio de mentorias, capacitações, assessoria jurídica, entre outros serviços.

“A base que o curso de Engenharia de Computação me forneceu foi fundamental para abrir a empresa, mantê-la até hoje e conquistar esse prêmio”, afirmou um dos sócios-fundadores da Chegue.Lá, Felipe Arenales. Ele se formou em 2010 na USP São Carlos, no curso que é oferecido em conjunto pelo ICMC e pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC).

“As experiências e oportunidades acadêmicas e profissionais que tive em São Carlos me possibilitaram conhecer meus sócios e abriram muitas portas”, disse o outro sócio-fundador da empresa, Gabriel Resende, que foi colega de turma de Arenales.

Eles enfrentaram juntos a dificuldade de cursar a universidade longe de suas famílias. O primeiro precisava viajar de ônibus com frequência para Presidente Prudente, também no interior de São Paulo, e o segundo voltava constantemente para Araxá, em Minas Gerais. “No começo de 2012, decididos a empreender algo em conjunto, começamos a pensar em vários modelos de negócio. Foi quando percebemos como o setor rodoviário era defasado em relação ao aéreo e decidimos tentar amenizar os problemas enfrentados por quem viaja de ônibus no Brasil”, contou Resende. 

A estimativa é de que, atualmente, menos de 1% das passagens de ônibus sejam adquiridas pela internet no país. Por isso, os jovens empreendedores, ambos com 25 anos, apostam no imenso potencial de crescimento desse mercado devido à popularização do comércio eletrônico no Brasil.

Vivendo em uma aceleradora

“Nós respiramos inovação e empreendedorismo aqui dentro”, contou Arenales ao relatar a experiência que a Chegue.Lá está obtendo neste momento, em que participa de um projeto desenvolvido pela Wayra, em São Paulo, uma aceleradora global do Grupo Telefonica que trabalha para identificar e reter talentos no país nas áreas de inovação e tecnologia.

A Chegue.Lá foi selecionada para participar do projeto da Wayra no início deste ano, depois de vencer um concurso da aceleradora na Campus Party. Durante o evento, Arenales e Resende estavam no começo de uma nova parceria com três outros colegas são-carlenses que trabalhavam, naquele momento, no projeto de uma outra start-up: Ricardo Pinto, Vinicius Rodrigues e Vitor Braga. O primeiro é engenheiro mecatrônico formado na EESC e os outros dois são graduados em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). 

“Percebemos que havia sinergia e que trabalhávamos bem juntos em dezembro de 2012, quando participamos de uma Start-Up Weekend”, disse Resende. Ao notar o potencial da parceria, os dois grupos uniram as forças em prol do projeto da Chegue.Lá. 

O programa do Ministério

O Start-Up Brasil é uma iniciativa-chave do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação que faz parte do programa TI Maior, o qual busca criar no Brasil um espaço especial para o surgimento de empresas com produtos e serviços de TI inovadores. Na segunda-feira, 29 de julho, foram anunciados os 45 projetos brasileiros e 11 internacionais selecionadas para participar do Start-Up Brasil, a partir da análise de 908 projetos inscritos (672 brasileiros e 236 estrangeiros) realizada por representantes do mercado, da academia e do governo.

Os projetos selecionados farão parte de um programa de aceleração a ser desempenhado por uma das nove aceleradoras habilitadas ao Start-Up Brasil. Durante 12 meses, cada startup tem acesso a até R$ 200 mil em recursos oferecidos através de bolsas de pesquisa e desenvolvimento para seus profissionais. Adicionalmente, as start-ups recebem investimentos financeiros das aceleradoras em troca de um percentual de participação acionária. As empresas também são acompanhadas por gestores do Start-Up Brasil.

Por: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC-USP