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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Núcleo pesquisa ferramentas de suporte à escrita científica e atrai pesquisadores estrangeiros

Representantes da Universidade de Bath vieram ao Brasil conhecer as pesquisas do Núcleo Interinstitucional de Linguística Computacional sobre ferramentas de suporte à escrita científica, além de buscar parcerias para o desenvolvimento conjunto de cursos de escrita científica em inglês

Pesquisadoras da Universidade de Bath participaram de uma série de reuniões no Brasil
Como aprimorar a capacidade dos alunos em redigir textos científicos em inglês? Esse é um dos desafios que motiva as pesquisas realizadas pelo Núcleo Interinstitucional de Linguística Computacional (NILC), sediado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O trabalho que vem sendo realizado no NILC em prol do desenvolvimento de ferramentas de suporte à escrita científica em inglês tem atraído a atenção de pesquisadores estrangeiros. 

Uma grande equipe multidisciplinar, formada por linguistas e cientistas da computação, atua hoje no NILC. Eles fazem parte de diversas unidades da USP, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Universidade Estadual de Maringá, do Instituto Federal de São Paulo, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e da Universidade de Sheffield, na Inglaterra.

Durante este mês de agosto, duas pesquisadoras da Universidade de Bath, do English Language Centre (www.bath.ac.uk/elc) – Magdalen Ward Goodbody e Jackie Dannatt – estiveram no Brasil participando de uma série de reuniões com as instituições que fazem parte do Núcleo, a fim de conhecer as dificuldades dos brasileiros na escrita científica em inglês e buscar parcerias para o desenvolvimento conjunto de cursos de escrita.

Além disso, a professora Ethel Schuster, do Northern Essex Community College, dos Estados Unidos, também visitou São Carlos e ministrou workshops sobre escrita científica no ICMC e na UFSCar. No caso da UFSCar, o workshop foi parte das ações que estão sendo desenvolvidas na UFSCar rumo à criação de um Instituto de Línguas, previsto para 2015, sendo organizado pela professora Eliane Augusto-Navarro, do Departamento de Letras, e pela Pró-Reitora de Pós-Graduação da UFSCar, professora Débora Cristina Morato Pinto.

Schuster já esteve no país em duas ocasiões anteriores (2004/2005 e 2012/2013) desenvolvendo pesquisas em parceria com o NILC e foi a responsável pela criação de um curso online na plataforma Moodle sobre escrita científica em inglês (http://ead.cisc.usp.br/), instrumentalizado com as ferramentas desenvolvidas no NILC e com o conteúdo dos cursos de escrita ministrados no Instituto de Física (IFSC). Ela também é uma das editoras do livro que será lançado em breve ("Writing Scientific Papers in English Successfully: Your Complete Roadmap"), escrito em colaboração com vários membros do NILC e demais pesquisadores que trabalham com escrita científica na USP.

“O objetivo das representantes de Bath foi trocar experiências de instrumentalização de cursos de ensino de escrita científica em inglês, com vistas à criação conjunta de um Writing Center com a USP. É muito bom constatarmos que a nossa Universidade está exportando ideias para o mundo”, explicou a pesquisadora do NILC, Sandra Aluísio, professora do ICMC.

Professores Osvaldo (em pé) e Sandra (no computador) com as pesquisadoras de Bath

Desde que chegaram, as representantes da Universidade de Bath cumpriram uma agenda cheia. Elas visitaram a USP em São Paulo, a Universidade de Campinas, a UFSCar e, no campus da USP em São Carlos, estiveram no IFSC e no ICMC. Na manhã do dia 14 de agosto, as pesquisadoras foram recepcionadas no ICMC pelo vice-presidente da Comissão de Relações Internacionais do Instituto, professor Seiji Isotani, e pela professora Mariana Cúri. Isotani apresentou informações gerais a respeito da USP, do campus da Universidade em São Carlos e mostrou as diversas áreas de pesquisas existentes no ICMC. “É muito interessante ver a abrangência das áreas de pesquisas abarcadas pelo Instituto”, surpreendeu-se Dannatt.

Já a professora Mariana Cúri apresentou as pesquisas que têm realizado com o objetivo de construir um teste adaptativo informatizado para avaliar a proficiência em inglês acadêmico de alunos de mestrado do ICMC. Esse teste se beneficia dos dados e do exame de avaliação de inglês instrumental proposto pelo NILC em 2000, o qual é utilizado até hoje na avaliação da proficiência em inglês para o mestrado do Programa de Ciências de Computação e Matemática Computacional do ICMC.

No final do encontro, a professora Sandra Aluísio e o professor Osvaldo Novais de Oliveira Junior, do IFSC, apresentaram mais detalhes do curso online instrumentalizado com ferramentas de suporte à escrita. Oliveira Junior é presidente do Comitê Gestor do Portal da Escrita Científica do Campus da USP de São Carlos (www.escritacientifica.sc.usp.br), onde pode ser encontrado um exemplo do elenco das ferramentas de suporte à escrita desenvolvidas no NILC.

Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Site do NILC: www.nilc.icmc.usp.br
Comissão de Relações Internacionais do ICMC
Telefone: (16) 3373. 8120

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Debate sobre a relação academia-indústria é destaque durante visita da Universidade de Bath ao ICMC

Pesquisadores das instituições discutiram possibilidades de cooperação científica nas áreas de matemática, estatística e computação aplicadas à indústria


Pesquisadores brasileiros e ingleses se reuniram no ICMC dias 29 e 39 de abril

A relação academia-indústria foi o ponto central dos debates realizados no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, durante a visita de uma delegação de pesquisadores da Universidade de Bath, localizada na Inglaterra. “Estamos buscando fortalecer essa relação com a indústria no ICMC e podemos aprender muito com a experiência da Universidade de Bath”, destacou o diretor do Instituto, José Carlos Maldonado, durante a recepção à delegação, no último dia 29 de abril.

O presidente da Comissão de Relações Internacionais do ICMC, Paulo da Veiga, apresentou as principais linhas de pesquisas existentes no Instituto, destacando que há 151 parcerias estabelecidas com empresas em vigência hoje no ICMC. Veiga lembrou também que, durante o primeiro semestre de 2013, uma delegação de pesquisadores do Instituto visitou Bath e outras seis universidades britânicas: Lancaster, Manchester, York, Bangor, West of England e Strathclyde Glasgow.

Já o professor José Cuminato explicou como funciona o Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CEPID-CeMEAI), sediado no ICMC, ressaltando que, para ampliar as parceiras entre a academia e a indústria no Brasil, é preciso mudar a visão de mundo que predomina no ambiente acadêmico. “A maioria dos nossos alunos sabem muito mais matemática do que, de fato, precisariam para resolver os problemas reais. No entanto, quando se deparam com esses problemas, muitos deles não conseguem resolvê-los. O ideal seria que esses alunos tivessem a oportunidade de passar algum tempo atuando na indústria, mas é difícil convencer alguns acadêmicos de que isso não é uma perda de tempo”, afirmou Cuminato.

O chefe do Departamento de Matemática da Universidade de Bath, Ivan Graham, afirmou que cerca de 60% dos estudantes de graduação de Bath passam o terceiro ano da faculdade trabalhando em instituições financeiras, institutos de pesquisa, comércio, na própria Inglaterra ou em outros países europeus. No total, a Universidade conta aproximadamente com 15 mil alunos, incluindo 3,5 estudantes estrangeiros. “A Inglaterra tem uma tradição grande na área da matemática aplicada à indústria e nós, do Departamento de Matemática de Bath, somos um dos departamentos ingleses que têm mais experiência nisso”, afirmou o brasileiro Paul Milewski, que é professor em Bath.

Graham: estudantes de graduação são estimulados a passar um ano no mercado de trabalho

Outro diferencial de Bath está relacionado à busca por romper as barreiras existentes entre áreas de conhecimento como a matemática pura, a matemática aplicada, a estatística e a probabilidade. “Em Bath, nós não nos dividimos em grupos de pesquisa. As parcerias entre os pesquisadores são fluídas, estabelecidas de acordo com os interesses inerentes a cada projeto”, explicou Milewski.

Além disso, Cuminato falou sobre a recente criação do Programa de Mestrado Profissional em Matemática,Estatística e Computação Aplicadas à Indústria (MECAI). As aulas da primeira turma do novo Programa terão início em agosto (confira aqui o edital de abertura de inscrições: icmc.usp.br/e/bdaa4). Coincidentemente, a Universidade de Bath criou recentemente um novo centro de doutorado de estatística e matemática aplicada, chamado EPSRC Centre forDoctoral Training in Statistical Applied Mathematics (SAMBa). A troca de experiências, informações e a possibilidade de intercâmbio de estudantes da pós-graduação poderão fortalecer as iniciativas das duas instituições.

Do encontro entre as universidades também participaram o professor de Bath Andreas Kyprianou; o professor Rolf Jeltsch, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zürich), da Suíça, que atualmente é professor visitante no ICMC; e os professores André Carvalho, Antonio Castelo Filho, Eduardo Fontoura, Fabrício Simeoni, Francisco Louzada Neto, Francisco Mônaco, Gustavo Nonato, Leandro Franco e Murilo Tomé, todos do ICMC. 

Cuminato apresentou o CEPID-CeMEAI aos visitantes
Texto: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação ICMC/USP
Fotos: Reinaldo Mizutani - Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Comissão de Relações Internacionais do ICMC
E-mail: crint@icmc.usp.br
Telefone: (16) 3373.8120