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terça-feira, 26 de março de 2019

Computação descomplicada: aprenda programação gratuitamente na USP São Carlos

Quem estuda no ensino médio ou em cursos pré-vestibulares pode se inscrever em uma iniciativa gratuita do ICMC e adquirir conhecimentos básicos sobre lógica de programação e resolução de problemas


Inscrições no projeto Codifique podem ser realizadas até dia 3 de abril

Já pensou em cursar computação na USP? Se você estuda no ensino médio ou em cursos pré-vestibulares e gostaria de ter um gostinho do que é programar – até para ter mais segurança sobre qual caminho seguir na futura escolha profissional –, inscreva-se no projeto Codifique. Oferecido por alunos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, o projeto consiste em um curso gratuito que aborda temas relacionados à lógica de programação e resolução de problemas, utilizando a linguagem JavaScript. 

“Foi uma experiência muito legal e serviu para eu ver se queria seguir uma carreira na área de computação. Mesmo sendo um curso que só fornece uma base de conhecimento, eu consegui ter uma noção mais ampla do que é programar”, explica Marina Nastri, que participou do Codifique em 2016, quando cursava o segundo ano do ensino médio em um colégio particular na cidade de São Carlos. 

Ao participar do projeto, ela não só descobriu que gostava mesmo de computação como também teve a oportunidade de conhecer o ICMC por dentro. “Como eu tive esse contato, gostei muito do ambiente e das pessoas. Por isso, fiz de tudo para entrar aqui”, ressalta a garota de 19 anos que, este ano, tornou-se aluna do curso de Bacharelado em Sistema de Informação do ICMC. Depois de fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano passado, Marina conquistou a vaga na USP este ano via Sistema de Seleção Unificada (SiSU).

Por se tratar de um curso de programação básica, não é preciso ter nenhum conhecimento prévio sobre o assunto para participar do Codifique. No total, são oferecidas nove aulas presenciais, que acontecem uma vez por semana, sempre às quartas-feiras, das 16 às 19 horas, iniciando no dia 10 de abril. Todas as aulas são ministradas em um dos laboratórios de informática do ICMC, na área I do campus da USP, no centro de São Carlos. 

Para se inscrever, preencha o formulário online, até dia 3 de abril, disponível neste link: icmc.usp.br/e/5d82d. A inscrição não garante uma das 30 vagas disponibilizadas no projeto: a partir dos dados fornecidos no formulário, os selecionados serão contatados posteriormente e informados sobre o prazo para confirmar a matrícula no curso. Já os que não forem selecionados farão parte de uma lista de espera e poderão ser chamados posteriormente, caso haja alguma vaga remanescente. 

Realizado pelos alunos do ICMC que fazem parte do Programa de Educação Tutorial (PET Computação), o Codifique não é um curso profissionalizante nem ensina informática, apenas apresenta princípios básicos de programação. Os alunos que concluem o curso recebem um certificado oficial da USP.

Marina (à direita) comemora a aprovação na USP


De aluna a professora – Apesar da certeza de computação é a escolha certa, Marina ainda não decidiu se vai continuar cursando Sistemas de Informação. “Estou gostando muito do curso, que é à noite, mas, inicialmente, o plano era ingressar no Bacharelado em Ciências de Computação no ICMC. Por isso, continuo frequentando algumas disciplinas, no cursinho, na área de humanas”. No cursinho, Marina também trabalha desenvolvendo atividades de assistência administrativa e marketing. 

Outra certeza que Marina tem é de que sua história no ICMC está apenas começando: de aluna ela quer se tornar professora no projeto Codifique. Aliás, qualquer pessoa que possua noções de informática e/ou lógica de programação pode contribuir com esse e outros projetos do PET-Computação. Para isso, basta se inscrever no processo seletivo para se tornar um monitor voluntário. As inscrições podem ser realizadas até o próximo domingo, 31 de março, neste link: icmc.usp.br/e/7c0f5.



Texto: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação do ICMC/USP 

Saiba mais 
Página do Codifique no Facebook: www.facebook.com/pet.codifique
Página do PET no Facebook: www.facebook.com/petcompusp

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Hora do Código no ICMC: o primeiro certificado a gente nunca esquece

Na quinta edição do evento no Instituto, crianças aproveitaram a oportunidade para obter conhecimentos lógicos que podem ser utilizados em diversos contextos, como na resolução de problemas e em atividades criativas

Cerca de 30 participantes aprenderam os fundamentos da arte de programar realizando atividades simples e divertidas 

É sábado de manhã no campus da USP, em São Carlos. A mãe de Guilherme Costa Origa está orgulhosa: registra em fotos e vídeos o momento especial em que o garoto exibe seu certificado. A cena até poderia remeter às cerimônias de colação de grau que acontecem frequentemente nesse ambiente, se não fosse pelo inusitado fato de Guilherme estar muito longe de ser um jovem conquistando o diploma de graduação. O menino tem apenas 5 anos e a mãe declara orgulhosa que o filho conquistou seu primeiro certificado aqui: no laboratório de informática 6-306 do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP.

Pelo sorriso de Guilherme, programação rima com diversão 

Guilherme e sua família estavam entre as cerca de 30 pessoas que participaram de uma verdadeira festa dançante no ICMC: a edição de 2019 da Hora do Código, realizada pela manhã e à tarde no dia 1º de dezembro. Antes de partir para o laboratório e realizar as atividades de programação, o público foi recepcionado pelo professor Moacir Ponti, presidente da Comissão de Cultura e Extensão Universitária do ICMC. Para explicar, na prática, a relação que se pode estabelecer entre dança e programação, o professor contou com a colaboração da plateia, de alunos e professores do Instituto. Eles se tornaram dançarinos no palco do auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano e foram "programados" para executar movimentos no ritmo sincronizado das palmas do público.

A relação didática estabelecida entre dança e computação no palco contribuiu para facilitar a compreensão dos participantes

"Vocês vão ver no laboratório que é muito mais fácil programar o computador do que esses dançarinos", brincou Moacir no fim da apresentação. Aparentemente, a relação didática estabelecida entre dança e computação no palco contribuiu para facilitar a compreensão dos participantes do evento. Tal como Guilherme, a maioria dos que ali estavam nunca haviam experimentado programar um computador e, quando sentaram diante da máquina, os olhos não desgrudavam da tela. Ao terminar o tutorial proposto para o dia (Festa dançante), logo começam a fazer outro e mais outro até o tempo do evento acabar.

O estudante Gabriel Toschi, que faz Ciências de Computação no ICMC, acompanha as atividades que são realizadas por Ana Júlia Silva, de 9 anos

Sem medo de entrar na dança - O apoio de estudantes-voluntários que fazem parte de quatro grupos de extensão do Instituto foi fundamental para o sucesso da iniciativa. Eles forneceram um atendimento personalizado aos participantes, esclarecendo dúvidas e contribuindo com o aprendizado, desmistificando a ideia de que os conhecimentos sobre programação são inacessíveis para quem não é especialista no assunto. A todo momento, as mãos dos voluntários apontavam novas direções nas telas dos computadores e as expressões faciais refletiam cada conquista obtida por seus aprendizes.

A estudante Renata Vinhaga, que estuda Ciências de Computação no ICMC, explicando alguns conceitos para uma das participantes do evento

“A lógica da programação é um conhecimento que está presente no nosso dia a dia. Até para atravessarmos a rua seguimos um procedimento, que pode ser comparado aos algoritmos que usamos para programar o computador”, diz a estudante Ana Fainelo, que cursa Ciências de Computação no ICMC. Ela participa do Programa de Educação Tutorial (PET-Computação) e foi uma das voluntárias do evento, o qual contou com a contribuição de mais três grupos de extensão: o grupo de desenvolvimento de jogos Fellowship of the Game (FoG), o Grupo de Estudos para a Maratona de Programação (GEMA) e o Grupo de Alunas nas Ciências Exatas (GRACE).

"É um jeito de incentivar o gosto de estudar", disse Iara Carlos da Costa, mãe de Guilherme, antes de ir embora da Hora do Código. Ela explicou que, nesta semana, o filho conquistará outro certificado: o de conclusão do ensino infantil. Com certeza, será mais um entre muitos que virão. Mas, provavelmente, Guilherme nunca se esquecerá de que foi na USP que conquistou seu primeiro certificado.

Guilherme e a família exibem o primeiro certificado do garoto

Sobre a Hora do Código - Este ano, mais de 157 mil eventos ao redor do mundo já foram cadastrados na plataforma global da Hora do Código, sendo que 254 deles foram no Brasil. A iniciativa acontece anualmente durante a Semana da Educação em Ciência da Computação, realizada em reconhecimento ao aniversário da pioneira da computação, a almirante Grace Murray Hopper, que nasceu em 9 de dezembro de 1906 em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Ela foi uma das primeiras programadoras da história.


Vale destacar que os tutoriais da Hora do Código ficam disponíveis o ano todo no site https://studio.code.org/courses. Dessa forma, quem não conseguiu participar do evento tem a chance de acessar as atividades propostas e experimentar o que é programação na prática.

Na Hora do Código, pais e filhos podem aprender juntos

Veja o álbum de fotos do evento no Flickr e no Facebook!


Texto e fotos: Denise Casatti - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP

Mais informações
Tutoriais da Hora do Código: https://studio.code.org/courses
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

quinta-feira, 17 de março de 2016

Microsoft Code Competition no ICMC: em disputa acirrada, aprendizes superam mestres

Na luta contra o relógio, eles precisaram se concentrar para enfrentar problemas de programação com diferentes níveis de dificuldade

Lucas, Victor e Samuel (da esquerda para a direita):  primeiro lugar no pódio

Na história, na literatura e no cinema, não são poucos os relatos de aprendizes que superam seus mestres. Foi o que aconteceu na última competição de programação realizada no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Promovida pela Microsoft na última quinta-feira, 10 de março, a disputa mobilizou 59 estudantes que, reunidos em times, tentaram resolver 8 problemas em apenas uma hora e 45 minutos. Quando o relógio marcava uma hora e 7 minutos, uma das equipes surpreendeu os organizadores ao finalizar todos os desafios e conquistar a pontuação máxima.

“Foi fantástico! A gente não esperava, estávamos competimos com o terceiro melhor time da América Latina e com o nosso mentor”, revela Victor Forbes que, junto com Lucas Pacheco e Samuel Ferreira, formaram o time Zaz e alcançaram a façanha de ocupar a primeira colocação na competição. Os três estudantes estão cursando o segundo ano do curso de Ciências de Computação no ICMC e, desde que ingressaram no Instituto, em 2015, fazem parte do Grupo de Estudos para a Maratona de Programação (GEMA). Foi no GEMA que os estudantes conheceram Luís Dorelli de Abreu, o mentor a que Victor se refere. Junto com Bianca Oe e Bruno Adami, Dorelli tornou-se referência ao trazer para o ICMC pela primeira vez, em 2013, a medalha de ouro da Maratona Brasileira de Programação. Dorelli também participou da competição da Microsoft, desta vez ao lado de Nicolas Oe e Rodrigo Weigert, e ficou em segundo lugar.

Nicolas, Luís e Rodrigo conquistaram o segundo lugar

O terceiro lugar no pódio da Microsoft Code Competition foi ocupado pelo time formado por Bruno Sanches, Danilo Tedeschi e Tomás Fonseca. Na última Maratona de Programação, essa equipe consagrou-se como a terceira melhor da América Latina. Em maio, eles vão embarcar para a Tailândia, onde disputarão o mundial de programação (ICPC), na ilha de Phuket.

Tomás, Bruno e Danilo ficaram na terceira colocação

Estímulo para aprender – Quem participou da iniciativa e não subiu ao pódio reconhece que competições como essas motivam o aprendizado. “Programar é sempre um desafio. Se tem gente que resolveu todos os problemas, é possível e eu também quero conseguir”, conta João Alves, 21 anos, que cursa Análise e Desenvolvimento de Sistemas no Instituto Federal de São Paulo, no campus de Araraquara. Ele nunca havia participado de uma competição de programação e admite que a disputa foi mais difícil do que imaginava: “Treinei resolvendo os exercícios do Desafio Universitário da Unicamp de 2014, mas aqui só consegui responder os problemas que valiam um ponto. Nem cheguei perto dos que valiam dois e três pontos”. 

Sabrina Tridico, que está no segundo ano do curso de Ciências de Computação do ICMC, também não havia participado desse tipo de atividade e diz que foi uma excelente experiência. “A gente conseguia resolver logicamente o exercício, mas implementar não é tão fácil assim. Eu fiquei com muita vontade de treinar, resolver o código na lousa e tentar explicar em inglês. Afinal de contas, se um dia eu for passar por uma entrevista na Microsoft, vou precisar ter essa habilidade”, completou. 

Explicar para o entrevistador qual é a solução de um problema de programação é um dos pré-requisitos do processo seletivo da Microsoft segundo Elisabeth Arredón, recrutadora da empresa na América Latina. Na abertura do evento, ela explicou como funciona cada etapa do processo, que começa com o envio do currículo em inglês, depois prossegue com uma primeira entrevista e, a seguir, na etapa final, são realizadas mais quatro entrevistas com os candidatos. As inscrições para o processo seletivo da empresa estão abertas (saiba mais). Há vagas efetivas e também possibilidades de estágio para quem está terminando a graduação ou a pós-graduação e deseja trabalhar durante 12 semanas em Redmond, na sede da empresa, nos Estados Unidos. “Os recrutadores querem saber como funciona o processo de pensamento dos candidatos. Porque quando forem trabalhar, terão que aprender muito”, explica Elisabeth. A Microsoft conta hoje com 128 mil funcionários, dos quais 42 mil trabalham em Redmond, e possui um centro de desenvolvimento em São Paulo.

Sabrina (à esquerda) e sua equipe durante a competição

Estagiando no Brasil – Gabriela Duque cursa o último ano de Ciências de Computação no ICMC e está estagiando na Microsoft, em São Paulo, desde o dia 11 de janeiro. Ela faz parte da equipe de consultoria técnica que atua no projeto de construção do site oficial das Olimpíadas Rio 2016. “Faço a análise funcional de todas as páginas do site e sou responsável por validar essa documentação junto ao Comitê Olímpico”, explica Gabriela.

Ela pretende continuar na empresa quando se formar e diz que a USP prepara muito bem os alunos para enfrentarem o dia a dia de trabalho em uma grande empresa de tecnologia. “A USP nos ensina a pensar e a resolver problemas de uma forma geral. O aluno aprende a lidar com a pressão por causa do jeito como as matérias são ministradas. Saímos daqui sabendo que podemos superar as dificuldades que encontrarmos pelo caminho”, conclui a estudante.

Para o professor João Batista, que coordena o GEMA, um círculo virtuoso é criado quando as empresas se aproximam da Universidade em busca de novos talentos. “Os recrutadores vêm aqui porque acreditam que os cursos têm qualidade e que há bons profissionais. Ao saber disso, os alunos também ganham um estímulo. Eles sabem que se tornando bons programadores vão conquistar os melhores empregos e salários”, finaliza.



Texto e fotos: Denise Casatti – Assessoria de Comunicação ICMC/USP

Mais informações
Assessoria de Comunicação do ICMC: (16) 3373.9666
E-mail: comunica@icmc.usp.br

terça-feira, 17 de março de 2015

Microsoft realiza competição no ICMC em busca de novos talentos

Recrutar os melhores programadores é o objetivo da empresa, que realiza evento na próxima quarta-feira, 25 de março, na USP em São Carlos



“Você é o melhor programador aqui? Prove isso!” É com essa chamada que a Microsoft busca atrair novos talentos na área de programação. A empresa realizará uma competição na próxima quarta-feira, 25 de março, no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, das 13 às 16 horas.

Para participar da Microsoft Coding Competition, basta seguir as instruções disponíveis na página do evento no Facebook. Há 120 vagas disponíveis na competição, que é gratuita e aberta a todos os interessados. A competição acontecerá em dois laboratórios do ICMC (6-305 e 6-303), ambos localizados no bloco 6, e será conduzida por dois recrutadores da Microsoft, Brooke Simpson e Sarah Bruch. 

Seguindo o modelo dos eventos que a empresa costuma realizar na Europa e em outros países da América Latina, serão propostos desafios de programação para testar os conhecimentos dos estudantes. Quem obtiver um bom desempenho poderá ser recrutado para trabalhar na Microsoft, que está em busca de novos talentos, quer sejam estudantes de graduação ou pós-graduação.

“A Microsoft escolheu o ICMC para realizar esse evento por possuir toda a infraestrutura necessária e também por formar excelentes profissionais todos os anos”, ressaltou Marcio Costa Junior, engenheiro de software na Microsoft em Redmond, Washington, Estados Unidos. Junior formou-se em Ciências de Computação no ICMC em 2013 e acredita que o evento é uma grande oportunidade para os alunos se aproximarem do mercado de trabalho. “Também é uma forma de estimularmos o desenvolvimento tecnológico entre os estudantes”, finaliza.

Notícia atualizada em 19/03 às 10:10

Mais informações
Página do evento no Facebook: http://on.fb.me/19hMW2o
Seção de Eventos do ICMC: (16) 3373.9622
E-mail: eventos@icmc.usp.br