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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

De aluno a diretor: na engenharia ele descobriu que amava a matemática

Como um menino do interior do Espírito Santo chegou às salas aulas de aula da USP, em São Carlos, e se tornou diretor de um dos 42 institutos de ensino e pesquisa da Universidade

Nolasco durante a cerimônia de posse como diretor do ICMC, no dia 19 de novembro de 2014

O jeito manso de falar e a maneira calma como vai contando os rumos que a vida tomou para trazê-lo ao Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, evidenciam a origem desse homem que só se descobriu matemático depois de ingressar no curso de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Ele é o terceiro na sequência dos oito filhos que seus pais trouxeram ao mundo lá no antigo distrito de Imbuí, hoje município de Divino São Lourenço, no Espírito Santo. A família do fazendeiro morava a cerca de 23 quilômetros do Pico da Bandeira, junto com apenas mais três mil habitantes.

Mas a crise atingiu a família no final dos anos 1960, o pai vendeu a fazenda e eles se mudaram para a cidade de Guaçuí. Lá, o adolescente Alexandre Nolasco de Carvalho conciliava a escola com seu primeiro emprego: vendedor em uma loja de autopeças. Depois, os donos do comércio transferiram o garoto para trabalhar em outra loja, agora de tintas. Ele controlava o estoque, emitia notas fiscais e até fez um curso de datilografia para melhor exercer suas atividades no trabalho. “Mas minha mãe queria uma vida melhor para os filhos”, conta Nolasco.

Então, quando ele estava terminando o ensino fundamental, em 1976, ela articulou, secretamente, junto com o filho mais velho, a inscrição de Nolasco no processo seletivo para o curso de Eletrotécnica na Escola Técnica Federal do Espírito Santo, em Vitória, onde o mais velho já morava.

“Meu pai ficou muito bravo. Porque ele era muito tradicionalista e achava que filho tinha que ficar em casa. Por outro lado, gostava muito de ler e herdei a paixão dele por colecionar sonetos. Sempre nos incentivava a gostar de aprender, tínhamos até uma boa enciclopédia em casa”. Vitória ficava a 240 quilômetros de Guaçuí. Diante do impasse, Nolasco foi ter uma conversa reservada com o pai:

– O que eu faço pai? É para passar na prova da escola ou não?

– Já que é para fazer, é para passar – respondeu o pai resignado.

Em Vitória, a escola técnica era em tempo integral e, no primeiro ano, os jovens não podiam ser reprovados em nenhuma disciplina, do contrário, perderiam a vaga. Quando estava no último ano do curso, Nolasco descobriu que o colégio Salesianos oferecia um cursinho com bolsas para alunos que ficassem bem classificados no exame de seleção. Ele foi fazer a prova com mais 3,6 mil candidatos e conseguiu uma das 29 bolsas que ofereciam desconto de 100% na mensalidade. Nesse tempo, aprendeu que era possível estudar em três períodos. Enquanto ele seguia o rumo natural da vida, tal como os demais estudantes, e procurava estágios, sua mãe lhe dizia: você tem que fazer um curso superior! De novo, ela tirou Nolasco do eixo: dessa vez, articulou tudo com a irmã mais velha, que morava em São Paulo e enviaram a ele o manual de inscrições para a Fuvest.

Receptivo às novas ideias, Nolasco viu no manual que o curso de Engenharia Elétrica na EESC oferecia menos vagas do que o da Escola Politécnica (Poli). Logo, deduziu: “Se tem menos vagas, é mais seletivo, deve ser melhor”. Assinalou essa como sua primeira opção. Foi fazer o vestibular em São Paulo, onde ficou hospedado na casa da irmã, crente de que, se fosse aprovado, poderia morar com ela. Somente no momento da matrícula, ele se deu conta de que a EESC ficava em São Carlos e não em São Paulo. Então, viajou os 240 quilômetros que separam a capital do Estado e o município do interior decidido a remanejar o curso para o campus da USP em São Paulo. No entanto, no interior, informaram que isso não era possível, já que ele havia assinalado a EESC como sua primeira opção. Virou as costas e retornou os mesmos 240 quilômetros sem fazer a matrícula. De novo, a mãe, a irmã, o irmão e, agora, até o pai, o convenceram a seguir adiante.

No outro dia, o jovem pegou a estrada de novo e quase não chegou a tempo de se matricular. “Foi a melhor coisa que podia acontecer. Eu me adaptei bem à cidade, tinha só 90 mil habitantes na época. Fui bem recebido pelo pessoal do Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (CAASO), fiquei no alojamento e logo consegui bolsa alimentação”.

No dia 7 de maio de 2013, durante cerimônia no Rio de Janeiro,
Nolasco tomou posse como membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC)

Da engenharia para a matemática - Tempos depois, seu colega de alojamento e companheiro nos jogos de basquete, Paulo Hideshi Ogata, comentou que tinha cursando uma disciplina optativa no ICMC: Elementos de cálculos de variações e complementos de análise. “Ele gostava de matemática tanto quanto eu e me contou um pouco da disciplina, emprestou o caderno dele e me falou sobre um assunto que tinha estudado: o problema da Braquistócrona”, relembra Nolasco. “É um problema simples: você tem um corpo que vai cair do ponto A para o ponto B e ele está só sob o efeito da gravidade. Qual é a trajetória que minimiza o tempo de percurso? Quando ele me contou isso, eu falei: é a reta. Mas é claro que não é a reta, aí ele me explicou que era um arco de ciclóide”, completa.

Intrigado com aquela história, Nolasco fez a disciplina assim que ela foi oferecida novamente no ICMC. O professor era José Gaspar Ruas Filho, seu futuro orientador na iniciação científica e no mestrado. “Foi aí que comecei a ampliar minha formação em matemática. Fiz muitas disciplinas optativas, aprendi mais sobre álgebra, análise e geometria”.

Quando estava terminando a graduação, ele foi procurar estágio, mas todos eram em São Paulo. “Isso me assustou. Sou um matuto mesmo, do interiorzão. Gosto de lugar pequeno, onde conheço as pessoas, onde consigo andar a pé para todo o lado. É isso que define um caboclo do interior: o alcance dele é o alcance das pernas.”

Esse medo da cidade grande e o amor à matemática fizeram Nolasco continuar no ICMC e ingressar no mestrado. “Jovem não faz muito plano de futuro, você vai levando a vida. Em 1986, me falaram que havia uma oportunidade de trabalho no ICMC. Como eu já tinha um filho, decidi me inscrever. Mas para ter alguma chance, tinha que colocar em meu currículo que faria doutorado no exterior.” Foi assim que o mestrando Nolasco se tornou professor no ICMC e as pernas do caboclo precisaram dar passos mais largos, rumo aos Estados Unidos, inicialmente na Brown University e, depois, na School of Mathematics da Georgia Institute of Technology, onde foi orientado por Jack Hale no doutorado.

“A formação que recebi e o acolhimento que tive no ICMC foram fundamentais”, revela Nolasco. “Eu recebi uma formação de altíssimo nível, muito superior à dos meus colegas do exterior, isso me ajudou a me estabelecer como um pesquisador lá.” O acolhimento também fez toda a diferença: “Aqui, tive pessoas que me ajudaram a fazer todo o caminho: fui aceito como docente, incentivado a ir para o exterior, me apresentaram as pessoas importantes para poder ir para lá e até me emprestaram dinheiro”.

Em 2001, na cerimônia de premiação dos melhores alunos de graduação,
quando Nolasco era chefe do Departamento de Matemática do ICMC

Visão arrojada - Desde 1986 até hoje, Nolasco viu o ICMC crescer muito. O Instituto mais do que duplicou de tamanho, considerando o número de alunos, professores, infraestrutura e reconhecimento internacional. “Mas tudo isso já estava plantado lá atrás. Porque essa ação de que, para ser contratado como docente, você precisava ter o compromisso de fazer doutorado no exterior foi a primeira iniciativa de internacionalização da qual tomei conhecimento. Essa visão arrojada, de que precisávamos nos inserir no mundo, transformou o ICMC no que ele é hoje.”

Como diretor do Instituto, Nolasco acredita que seu papel é entender o projeto da unidade e tentar aprimorá-lo. “O ICMC cresceu e evoluiu porque procurou planejar e construir sempre. Nunca trabalhamos com a desmontagem do que os outros fizeram, sempre trabalhamos com um processo de construção a partir do que os outros fizeram”. Ele cita uma frase de Isaac Newton para dizer como enxerga sua função na direção do Instituto: If I have seen further it is by standing on the shoulders of Giants (Se vi mais longe foi por estar de pé sobre ombros de gigantes). E explica: “Você deve se apoiar no trabalho que todos fizeram até aqui e dar um passo um pouco adiante”.

Para Nolasco, a tarefa de formar é prevalente em relação à produção de conhecimento novo, embora essas duas atividades andem juntas. “Eu sinto que preciso estar em sintonia com o que há de mais avançado na minha área de pesquisa para poder continuar ajudando meus alunos a se formarem da maneira adequada”, diz. Pois foi na arte de ensinar que esse professor descobriu uma forma de lidar com a efemeridade da vida: “O que você faz como indivíduo, sozinho, é muito pouco. Sua contribuição só será realmente relevante se você deixar um rastro e o rastro são as pessoas que você ajudou a formar. Essas pessoas farão seu rastro aparecer porque elas continuarão realizando algo, que pode ser diferente do que você ajudou a construir. Mas isso é o que nos perpetua.”

Denise Casatti / Assessoria de Comunicação do ICMC
Fotos: Divulgação ICMC


Leia mais no especial "Um instituto e suas infinitas histórias"

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sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Manter excelência e expandir inserção social é o compromisso dos novos dirigentes do ICMC

Durante cerimônia de posse, que contou com a presença do reitor Marco Antonio Zago, diretor e vice-diretora relembraram trajetória na USP, destacando a necessidade do Instituto continuar avançando nas contribuições em ciência, tecnologia, inovação e políticas sociais, sempre buscando atender às necessidades de evolução das sociedades paulista e brasileira

Da esquerda para a direita: Maria Cristina, Zago, Nolasco de Carvalho e Ignácio Poveda

Quando ele se inscreveu no vestibular da FUVEST, imaginava que todas as unidades da USP ficavam no campus da USP em São Paulo, capital. Ao tomar posse como diretor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP nesta quarta-feira, 19 de novembro, Alexandre Nolasco de Carvalho relembrou o “deslize” que o fez vir do Espírito Santo para o interior paulista.

Natural de Divino de São Lourenço, o município menos populoso do Espírito Santo com cerca de 4,5 mil habitantes, Alexandre Nolasco de Carvalho foi estimulado a cursar a melhor universidade do país por sua irmã e seu cunhado, que moravam em São Paulo, capital, e enviaram o manual da Fuvest para o garoto. Era 1979 e, nesse tempo, o rapaz já morava em Vitória, onde cursava a Escola Técnica Federal do Espírito Santo e o curso preparatório para o vestibular no Colégio Salesiano.

Ao preencher a ficha de inscrição para o vestibular, viu que havia cursos de engenharia disponíveis na Escola Politécnica e na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC). Assinalou a EESC como primeira opção. Mas só descobriu que sua escolha implicava morar a 240 quilômetros da capital paulista quando passou no vestibular. “Vim a São Carlos para fazer a matrícula e descobri que não poderia solicitar remanejamento da vaga para São Paulo, pois havia passado em minha primeira opção”, conta o diretor.

Nesse dia, voltou a São Paulo sem se matricular e com a certeza de que não estudaria mais na USP. Convencido pela família, o jovem retornou a São Carlos e fez a matrícula no último dia. Foi morar no alojamento da Universidade, onde conheceu o amigo Paulo Ogata, que o apresentou ao problema da Braquistócrona*. Encantado com o assunto, engajou-se em um projeto de iniciação científica e nunca mais abandonou a matemática. Depois de concluir o curso de Engenharia Elétrica na EESC, veio fazer mestrado no ICMC em 1985, onde foi contratado em março de 1986 e trabalha até hoje.

Já a trajetória da vice-diretora do Instituto, Maria Cristina de Oliveira, é um exemplo da transformação que a educação pode trazer para a sociedade. “Foi a presença da USP e da UFSCar em São Carlos, minha cidade e de meus pais, que permitiu às cinco filhas de uma família sustentada por um pai motorista e uma mãe dona de casa formarem-se e obterem o grau de doutoras”, contou a professora em seu discurso de posse.

“Eu e minhas quatro irmãs sempre estudamos em escolas públicas, da pré-escola à universidade. Hoje, nós cinco somos docentes de universidades públicas”, completa a professora, que entrou no ICMC em 1982 para cursar Ciência da Computação. “Meus pais tiveram a sabedoria de eleger a formação das filhas como prioridade de vida, em uma época em que muitas famílias em condições socioeconômicas semelhantes ainda acreditavam que o melhor destino possível para uma mulher seria um bom casamento”, finaliza.



Patrimônio brasileiro – Durante a cerimônia de posse, o reitor Marco Antonio Zago ressaltou a necessidade de reafirmar com veemência que a USP é o maior patrimônio de ciência, tecnologia, humanidades e de educação superior do Brasil, destacando que seu impacto na vida do Estado de São Paulo é imenso. “Sem a USP, certamente nem São Carlos nem Ribeirão Preto seriam dois dos polos de educação superior e técnica mais expressivos do país, bem como também não haveria parque tecnológico em São Carlos”, afirmou o reitor.

Ele também lembrou que a reitoria e as unidades devem trabalhar juntas para fortalecer as atividades-fim da Universidade. “Quero reafirmar que o professor Nolasco e que a professora Maria Cristina podem contar com o decidido apoio da Reitoria, e com o meu apoio em particular, para fazer progredir o projeto acadêmico do ICMC”, finalizou.

Esse projeto acadêmico, na opinião do novo diretor e da nova vice-diretora, será baseado em sete aspectos fundamentais que devem caracterizar uma unidade de ensino e pesquisa com excelência acadêmica, como o ICMC: excelência em ensino; excelência em pesquisa; excelência em infraestrutura; excelência no corpo técnico-administrativo; envolvimento e comprometimento institucional; continuidade nas políticas institucionais; e inserção social.

“Mais do que o trabalho de gestão e administração em que nos engajamos, estou ciente da necessidade de atuar para que o ICMC possa cumprir cada vez melhor suas missões perante as sociedades paulista e brasileira, tanto no que concerne à formação de recursos humanos quanto à geração e transferência de conhecimento”, destacou Maria Cristina. Segundo ela, contribuir na busca de soluções para melhorar a qualidade de vida da população é um dos principais desafios do Instituto.

“O ICMC foi afortunado de ter, nos anos de sua existência, professores-pesquisadores que compreenderam a grandeza de sua tarefa e nos trouxeram ao estado atual. A continuidade dessa tarefa requer que nos engrandeçamos nos ombros desses gigantes, para que, em nossos ombros, cresçam os gigantes do futuro”, finalizou Alexandre Nolasco de Cavalho.




*Observação:
O nome “braquistócrona” se refere à curva que permite a um corpo em condições ideais realizar um mesmo percurso unindo dois pontos dados em menor tempo (Fonte: icmc.usp.br/e/5f3cf).


Fotos: Reinaldo Mizutani - Assessoria de Comunicação do ICMC/USP


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segunda-feira, 16 de junho de 2014

ICMC elege vice-diretora


Na última sexta-feira, 13 de junho, a professora Maria Cristina de Oliveira foi eleita como nova vice-diretora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. A professora recebeu 38 votos no pleito que contou com a participação dos membros da Congregação e dos Conselhos dos quatro departamentos do Instituto, elegendo-se no primeiro turno.

Maria Cristina substituirá o atual vice-diretor do ICMC, Alexandre Nolasco de Carvalho, a partir de 5 de julho, e permanecerá no cargo por quatro anos. Nolasco de Carvalho será o novo diretor do Instituto e foi eleito no último dia 30 de maio.

"Estou no ICMC desde 1982, quando ingressei como aluna no curso de Bacharelado em Ciências de Computação. Acompanho e participo, com muito orgulho, da evolução do Instituto desde então. Fico feliz e honrada com a confiança depositada pelos colegas   muitos dos quais ex-professores e amigos de longa data   e espero continuar a contribuir para a trajetória bem sucedida do ICMC", afirma Maria Cristina. 

Professora titular no ICMC e livre-docente pela USP, Maria Cristina possui pós-doutorado pela University of Massachusetts e doutorado pela University of Wales. Em parceria com colegas do ICMC, consolidou o grupo de pesquisa em Visualização, Imagens e Computação Gráfica, um dos precursores na implantação de pesquisas na área de visualização no Brasil. Desde o ano passado, é membro titular do Conselho da Sociedade Brasileira de Computação.

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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Alexandre Nolasco de Carvalho é eleito novo diretor do ICMC

Nolasco de Carvalho assume o cargo em 5 de julho
(crédito da imagem: Fukuhara)

Na última sexta-feira, 30 de maio, o professor Alexandre Nolasco de Carvalho foi eleito como novo diretor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. O novo diretor recebeu 37 votos no pleito que contou com a participação dos membros da Congregação e dos Conselhos dos quatro departamentos do Instituto, elegendo-se no primeiro turno.

Nolasco de Carvalho substituirá o atual diretor do ICMC, José Carlos Maldonado, a partir de 5 de julho e permanecerá no cargo por quatro anos. “Agradeço, imensamente, o voto de confiança expresso na eleição. Espero alcançar o nível das expectativas e que, juntos, possamos catalisar as energias para construir um ICMC ainda mais pujante”, afirmou Nolasco de Carvalho. “Que a riqueza da diversidade nos traga a convergência necessária para um crescimento sólido e definitivo”, completou.

Desde 1986 atuando como professor no Instituto, o novo diretor nasceu em Divino de São Lourenço, no Espírito Santo. Chegou a São Carlos em 1980 para cursar Engenharia Elétrica na Escola de Engenharia de São Carlos, onde se formou em 1984. O gosto pela matemática e o medo de deixar São Carlos para viver na capital paulista levaram o jovem engenheiro a fazer mestrado em Matemática no Instituto de Ciências Matemáticas de São Carlos – hoje ICMC. 

Doutor em Matemática pelo Georgia Institute of Technology em 1992, Nolasco de Carvalho fez pós-doutorado na University of Nebraska System, nos Estados Unidos, e na Universidad Complutense de Madrid, na Espanha. É Professor Titular da USP desde 2001. Suas pesquisas concentram-se nas áreas de Equações Diferenciais Parciais e Análise Funcional Não-Linear. Desde o ano passado, o professor é membro da Academia Brasileira de Ciências.

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quarta-feira, 8 de maio de 2013

Docente do ICMC toma posse na Academia Brasileira de Ciências

Créditos: Cristina Lacerda

Tomou posse como membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) o professor Alexandre Nolasco de Carvalho, docente e vice-diretor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), da USP São Carlos. A cerimônia ocorreu na última terça-feira (7), no Rio de Janeiro. 

O pesquisador, que assume uma das cadeiras na área de Ciências Matemáticas, foi eleito no final de 2012, junto com outros 35 cientistas de excelência em todas as áreas do conhecimento contempladas pela ABC. 

Carvalho é professor titular do ICMC desde 2001, onde atua no Departamento de Matemática (SMA). No Instituto, exerceu as funções de coordenador de pós-graduação, de chefe de departamento em duas oportunidades e, atualmente, de vice-diretor. 

É graduado em Engenharia Elétrica pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, Mestre em Matemática também pela USP e Doutor em Matemática pelo Georgia Institute of Technology. Realizou programas de Pós-Doutorado na University of Nebraska System (EUA) e Universidad Complutense de Madrid (Espanha). 

Suas pesquisas concentram-se nas áreas de Equações Diferenciais Parciais e Análise Funcional Não-Linear. 
Possui uma vasta produção científica em importantes periódicos nacionais e internacionais, tendo orientado diversos projetos de mestrado e doutorado.

A Diretoria do ICMC parabeniza o docente pelo reconhecimento e por sua contribuição singular para o avanço das ciências matemáticas.


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